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É já amanhã

15 Maio, 2008

que o parlamento discute a proposta de resolução apresentada pelo Governo, com vista à aprovação do “Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa“.
Em certa medida à revelia do texto a aprovar, a proposta de resolução prevê um período de transição de seis anos para que as novas regras ortográficas entrem definitivamente em vigor. Até lá, «O Estado Português adoptará as medidas adequadas a salvaguardar uma transição sem rupturas, nomeadamente no que se refere ao sistema educativo em geral e, em particular, ao ensino da língua portuguesa, com incidência no currículo nacional, programas e orientações curriculares e pedagógicas.».

Desconheço se haverá disciplina de voto, quer do lado do PS, quer do da oposição.
Não sendo muitos os deputados ainda em funções que já o eram em 4 e Junho de 1991, será interessante comparar a votação que teve lugar naquela data (que aprovou o Acordo Ortográfico propriamente dito) com a desta proposta de resolução.

10 comentários leave one →
  1. JB's avatar
    15 Maio, 2008 19:31

    Acabei de assinar.
    Contra.

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Maio, 2008 19:58

    Foi feita uma campanha do contra intensa pelos dinossauros.

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  3. alice goes's avatar
    15 Maio, 2008 20:59

    Também votei NÃO, pois já chega ter que andar a cada momento a ouvir aos magotes uns que cá aportaram, estive presente a ouvir isso mais ou menos “…nós tá cheio de tanta bestera” contra nós, ó meu camaradinha, os purtugas tam falando muito embromado nos semos mais por isso oces e que tem que ir baixando a crista, taí povo cheio de nove horas, oces acham que nos semos burros?”… numa conversa entre, um mineiro do triângulo creio e um de cá, a vociferar seus argumentos de maioral… Não sempre!
    Não é pelos sotaques, mais por erros grosseiros em todas as esquinas.

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  4. Desconhecida's avatar
    balde-de-cal permalink
    15 Maio, 2008 21:41

    acordo sobre o que for é situação impossível em portugal. por mim cágado com ou sem acento tanto faz. desapareceu o trema e continuamos a ler como se existisse.até 1911 cada um escrevia como lhe parecia. o ignorantes modificaram a língua mais que os cultos

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  5. Desconhecida's avatar
    Mialgia de Esforço permalink
    15 Maio, 2008 21:51

    Lamentando o incómodo que possa causar aos comissários, também já assinei a petição – CONTRA ESTA TRETA!

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  6. LPedroMachado's avatar
    15 Maio, 2008 22:04

    Também assinei a petição contra o Acordo. Espero ainda hoje escrever as minhas razões no meu blogue…

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Maio, 2008 23:13

    Eu estou contra porque acho que os Brasileiros nestas coisas são muito mais naturais. Deixam a língua e principalmente o vocabulário desenvolver-se sem complicações e nós para eles não somos mais do que um estorvo que há-de continuar a marrar no mesmo como se estivéssemos no sec.XVI em cima de uma caravela, sem noção da diferença de dimensão das coisas. Nós cá e eles lá se calhar é melhor para todos.

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  8. Falcão's avatar
    16 Maio, 2008 02:20

    “Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa“

    O problema não tem nada que ver com “tirar mais uma consoante muda ou não”. É também o da construção das frases.

    Além disso, o problema é político e económico. Nós somos 10 milhões e eles são 120 milhões. Nem interessa se a maioria de nós ou eles é analfabeta e nunca irá ler um livro na vida. O que interessa é que, face ao enorme mercado que constituem, os americanos há muito que se assenhorearam dele e a prova é que há décadas que tudo o que é livro técnico escrito em inglês é imediatamente traduzido para “brasileiro”. O mesmo fez a então URSS com o castelhano.

    E tudo isto se integra na grande ofensiva brasileira de «entrar pela Europa dentro» através da relação previlegiada que tem connosco. Tem-se assistido a uma inversão do sentido do fluxo migratório como nunca se viu.

    Por mim, que estejam cá e sejam eficientes nada me incomoda mas também assinei a petição a favor de acabar com esta fantochada.

    Se a CE quer ter o “brasileiro” como lingua oficial, que tenha e pronto. Que os passe a ter «gerenciando» oa seus affairs.

    A lingua não deve ser estática, mas não se altera por decreto e sim pelo uso continuado, ao longo de décadas, dos seus cidadãos.

    NÃO AO PSEUDO ACORDO ORTOGRÁFICO

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  9. LPedroMachado's avatar
    16 Maio, 2008 09:22

    “Espero ainda hoje escrever as minhas razões no meu blogue…”

    Não foi “hoje”, mas foi hoje:

    http://departeincerta.blogspot.com/2008/05/legislar-ortografia.html

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  10. jorge's avatar
    jorge permalink
    16 Maio, 2008 11:02

    Também sou contra o acordo pois penso que a língua mãe deve evoluir mas nunca perder a sua identidade. No Brasil autocarro é ônibus, em Moçambique é machimbombo e não é por isto que as pessoas não se entendam. Perdermos a nossa identidade só por interesses comerciais, não concordo.
    Não pretendo num futuro próximo vir a falar e a escrever em português do Brasil.

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