É já amanhã
que o parlamento discute a proposta de resolução apresentada pelo Governo, com vista à aprovação do “Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa“.
Em certa medida à revelia do texto a aprovar, a proposta de resolução prevê um período de transição de seis anos para que as novas regras ortográficas entrem definitivamente em vigor. Até lá, «O Estado Português adoptará as medidas adequadas a salvaguardar uma transição sem rupturas, nomeadamente no que se refere ao sistema educativo em geral e, em particular, ao ensino da língua portuguesa, com incidência no currículo nacional, programas e orientações curriculares e pedagógicas.».
Desconheço se haverá disciplina de voto, quer do lado do PS, quer do da oposição.
Não sendo muitos os deputados ainda em funções que já o eram em 4 e Junho de 1991, será interessante comparar a votação que teve lugar naquela data (que aprovou o Acordo Ortográfico propriamente dito) com a desta proposta de resolução.

Acabei de assinar.
Contra.
GostarGostar
Foi feita uma campanha do contra intensa pelos dinossauros.
GostarGostar
Também votei NÃO, pois já chega ter que andar a cada momento a ouvir aos magotes uns que cá aportaram, estive presente a ouvir isso mais ou menos “…nós tá cheio de tanta bestera” contra nós, ó meu camaradinha, os purtugas tam falando muito embromado nos semos mais por isso oces e que tem que ir baixando a crista, taí povo cheio de nove horas, oces acham que nos semos burros?”… numa conversa entre, um mineiro do triângulo creio e um de cá, a vociferar seus argumentos de maioral… Não sempre!
Não é pelos sotaques, mais por erros grosseiros em todas as esquinas.
GostarGostar
acordo sobre o que for é situação impossível em portugal. por mim cágado com ou sem acento tanto faz. desapareceu o trema e continuamos a ler como se existisse.até 1911 cada um escrevia como lhe parecia. o ignorantes modificaram a língua mais que os cultos
GostarGostar
Lamentando o incómodo que possa causar aos comissários, também já assinei a petição – CONTRA ESTA TRETA!
GostarGostar
Também assinei a petição contra o Acordo. Espero ainda hoje escrever as minhas razões no meu blogue…
GostarGostar
Eu estou contra porque acho que os Brasileiros nestas coisas são muito mais naturais. Deixam a língua e principalmente o vocabulário desenvolver-se sem complicações e nós para eles não somos mais do que um estorvo que há-de continuar a marrar no mesmo como se estivéssemos no sec.XVI em cima de uma caravela, sem noção da diferença de dimensão das coisas. Nós cá e eles lá se calhar é melhor para todos.
GostarGostar
“Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa“
O problema não tem nada que ver com “tirar mais uma consoante muda ou não”. É também o da construção das frases.
Além disso, o problema é político e económico. Nós somos 10 milhões e eles são 120 milhões. Nem interessa se a maioria de nós ou eles é analfabeta e nunca irá ler um livro na vida. O que interessa é que, face ao enorme mercado que constituem, os americanos há muito que se assenhorearam dele e a prova é que há décadas que tudo o que é livro técnico escrito em inglês é imediatamente traduzido para “brasileiro”. O mesmo fez a então URSS com o castelhano.
E tudo isto se integra na grande ofensiva brasileira de «entrar pela Europa dentro» através da relação previlegiada que tem connosco. Tem-se assistido a uma inversão do sentido do fluxo migratório como nunca se viu.
Por mim, que estejam cá e sejam eficientes nada me incomoda mas também assinei a petição a favor de acabar com esta fantochada.
Se a CE quer ter o “brasileiro” como lingua oficial, que tenha e pronto. Que os passe a ter «gerenciando» oa seus affairs.
A lingua não deve ser estática, mas não se altera por decreto e sim pelo uso continuado, ao longo de décadas, dos seus cidadãos.
NÃO AO PSEUDO ACORDO ORTOGRÁFICO
GostarGostar
“Espero ainda hoje escrever as minhas razões no meu blogue…”
Não foi “hoje”, mas foi hoje:
http://departeincerta.blogspot.com/2008/05/legislar-ortografia.html
GostarGostar
Também sou contra o acordo pois penso que a língua mãe deve evoluir mas nunca perder a sua identidade. No Brasil autocarro é ônibus, em Moçambique é machimbombo e não é por isto que as pessoas não se entendam. Perdermos a nossa identidade só por interesses comerciais, não concordo.
Não pretendo num futuro próximo vir a falar e a escrever em português do Brasil.
GostarGostar