Fome de sensatez *

Há fome em Portugal. Mas também há quem tenha pouco e faça um esforço para dar alguma coisa aos que menos possuem. Muitas vezes através de instituições de solidariedade. A ASAE quer colocá-las sob a mesma bitola legal dos restaurantes e afins. O resultado desta interpretação esdrúxula é que se as cozinhas das IPSS não tiverem o mesmo tipo de equipamentos de um restaurante ou caso aí se encontrarem produtos congelados ou quaisquer alimentos que a ASAE julgue não estarem nas precisas condições exigidas a esses estabelecimentos, toda a comida é deitada fora. Estão a “cumprir a lei”, justificam os defensores da ASAE.
Duvido. Mas,ensinava Ihering, “a lei deve ser sempre cumprida mas com inteligência”. Que é o que mais parece faltar neste caso.

A imprensa portuguesa está condicionada pelo desgoverno.
A DGO publicou o desastre da execução orçamental dos primeiros quatro meses do ano. E a imprensa nem sequer noticia o desastre orçamental porque o desgoverno a condiciona.
Assim se prova que a imprensa, a generalidade dela, serve a máquina de propaganda do desgoverno. O que prova que não temos mesmo uma imprensa livre, isenta e competente. Será que a corrupção entre a imprensa é superior ao munda da bola e da política? Se não o é, parece…
INTERNEM-NOS!
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Os pobres podem comer as salmonelas e os alimentos estragados que nao fazem mal. O que mata engorda.
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A notícia zen do dia:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=94190
Novo mapa judiciário
Juízes temem «guerra» pelos lugares de estacionamento nos tribunais
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Toneladas de bacalhau estragada
Isto, e um prejuizo para o empresario, não e?
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«Os pobres podem comer as salmonelas e os alimentos estragados que nao fazem mal. O que mata engorda.»
Disparate. Não se tratavam de casos de salmonelas mas de exigências muito para além da boa interpretação da lei: cozinhas profissionais e túneis de congelação em vez de arcas congeladoras. E muitos quilos de comida em boas condições deitada fora por ser caseira (compotas, ovos, hortaliças, tudo dado pela população).
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Pirolito,
«Toneladas de bacalhau estragada
Isto, e um prejuizo para o empresario, não e?»
Não sei. Mas o bacalhau não estava estragado – mas sim mal condicionado. Agora sim, é que vão ver se estava ou não próprio para o consumo.
Veremos se o bacalhau não tem o mesmo destino de tanta droga apreendida por aí…
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Falta saber se quem acondiciona alimentos indevidamente, está a cumprir a lei com inteligência.
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Segundo consta a ASAE agora trabalha por objectivos (tipo comercial). Deve ter visto nas instituições de solidariedade social uma nova forma de conseguir alcançar os ambiciosos objectivos que são impostos aos inspectores. Claro que esta trapalhada toda vai contra o espírito da própria lei, mas isso não interessa nada. O que interessa é x intervenções, y multas, z de receitas e por aí em diante.
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Se a ASAE cumpriu a lei, talvez esta ou a sua regulamentação devam ser revistas.
Quanto ao bacalhau, CAA, vi na tv um peixinho que em minha casa ia direitinho para o lixo.
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A mim deixa-me muito intrigado…
Como raio fazem eles para ter funcionários tão eficientes?
É que eu nunca consegui ter nenhum que vestisse assim a camisola.
E não é pelo ordenado.
É por onde?
Por causa dos coletes?
Alguém me descobria isso para quando eu contratar mais alguém?
Gato.
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