Formação de preços II
Ontem, num debate na SIC-N, um dos participantes sugeria que a GALP, quando o petróleo estava barato, devia ter feito contratos de longo prazo de modo que agora poderia estar a comprar petróleo muito abaixo do preço de mercado. Mesmo que a Galp o tivesse feito (e é provável que o tenha feito), isso não implicaria preços mais baixos para o consumidor português. Se a Galp tivesse agora a receber petróleo a 60 dólares, não seria estúpida ao ponto de usar o valor de 60 dólares para calcular o preço de venda ao consumidor. Quem tem neste momento petróleo comprado a 60 dólares vende-o a 130 ou então tem um uso alternativo que lhe permite ganhar ainda mais dinheiro. Ninguém vai usar petróleo a 60 dólares para vender gasolina barata quando pode vender esse petróleo mais caro ou vender gasolina cara.

“Ontem, num debate na SIC-N, um dos participantes sugeria que a GALP, quando o petróleo estava barato, devia ter feito contratos de longo prazo de modo que agora poderia estar a comprar petróleo muito abaixo do preço de mercado.”
Mais espantado fiquei é que esse participante, pelos vistos, é professor de economia em Portugal.
No outro dia, um tal de Pureza também disse uns profundos disparates e pelos vistos também é professor de economia em Coimbra, salvo erro.
Será possível mesmo?
Coitado do meu país… Glup!
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Entretanto o Governo da República não o é em todo território. Será desta que a Madeira pede a Independência?
Chuif! Vamos perder o Cristiano Ronaldo… Chuif! Chuif!
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A notícia é esta:
“Relações com Lisboa estão a chegar a um ponto «insustentável»
O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse esta quarta-feira que as relações com o governo da República estão a chegar a «um ponto insustentável» em que os ministros «nem sequer atendem os telefonemas».”
In http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=919917
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Daí (porque, na realidade, o recusro ao mercado de futuros é prática de gestão em empresas que lidam, trabalham e especulam com matérias primas) os fabulosos lucros que nos últimos 3 anos as petrolíferas têm vindo a registar e a publicitar.
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é por essas razões e pela galp agir contra os interesses dos consumidores que nunca deveria ter sido privatizada.
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««é por essas razões e pela galp agir contra os interesses dos consumidores que nunca deveria ter sido privatizada.»»
Ou seja, uma GALP pública iria seguir uma política de preços políticos comercialmente irracional.
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“é por essas razões e pela galp agir contra os interesses dos consumidores que nunca deveria ter sido privatizada.”
Vê-se logo que é um comentário de um jovem. Não se lembra quando a GALP era estatal e detinha também esse monopólio. Os preços seriam muito mais altos se fosse do Estado. E logo agora que o Estado está nas lonas e precisa de recursos como um drogado de heroina para a veia. 😉
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Já agora. A CGD pratica taxas de juro mais baixas aos seus clientes do que os seus congéneres privados? Ou não faz parte também da panelinha?
Santa Lúzia milagrosa…
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não me parece, visto que o estado age sobre pressões sociais como se viu pelo congelamento dos passes. As empresas pelo contrario apenas se movimentam pelo interesse dos accionistas em detrimento dos restantes 99,9% da população.
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««não me parece, visto que o estado age sobre pressões sociais como se viu pelo congelamento dos passes. As empresas pelo contrario apenas se movimentam pelo interesse dos accionistas em detrimento dos restantes 99,9% da população.»»
O que o caro Ferro está a defender é que as empresas devem ser regidas por princípios de gestão errados.
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“Os preços seriam muito mais altos se fosse do Estado.”
Isso é algo que está por provar.
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não, defendo que a galp fosse regida por principios de gestão socialmente responsável, para isso não deveria ter sido privatizada.
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««não, defendo que a galp fosse regida por principios de gestão socialmente responsável, para isso não deveria ter sido privatizada.»»
Uma empresa que não rentabiliza o seu capital e que faz uma gestão política é socialmente irresponsável.
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““Os preços seriam muito mais altos se fosse do Estado.”
Isso é algo que está por provar.”
Basta ver os preços da água, em Portugal.
No passado a Galp era mal gerida, durante os seus tempos estatais e o preço da gasolina, sem impostos, era mais cara em Portugal que nos mercados livres. Foi há muitos anos, mas para algumas coisas tenho memória de elefante.
Em Portugal já se compra gasosa a crédito!
“Alta da gasolina causa corrida aos descontos
subida dos preços dos combustíveis está a desviar clientes dos postos tradicionais para as gasolineiras dos hipermercados, que praticam preços mais baixos, levando os automobilistas a formar filas diariamente, alguns para abastecer a crédito.
Segundo Miguel Costa, responsável da Área de Negócio das Gasolineiras da cadeia de hipermercados Jumbo, a estratégia da rede de postos de combustível é praticar os preços mais baixos das regiões onde estão instalados. Actualmente, o Jumbo tem oito gasolineiras: Aveiro, Castelo Branco, Gondomar, Alverca, Almada, Viseu, Palmela e Alfragide.
A mais antiga é a gasolineira de Aveiro, que abriu em Julho de 2005, e que desde então regista um movimento superior aos restantes postos de combustíveis da cidade, apesar de estes terem reagido com promoções várias para contrariar a concorrência que o hipermercado veio fazer- -lhes. Nem o facto dos dois outros hipermercados de Aveiro, Continente e Feira Nova, lhe terem seguido o exemplo, abrindo também gasolineiras e praticando preços semelhantes, fez decair o movimento daquela gasolineira.
Uma das razões apontadas por alguns automobilistas à Lusa para a preferência por aquela gasolineira é a possibilidade de pagar o abastecimento “no fim do mês”, através do Cartão Jumbo. ”
In http://dn.sapo.pt/2008/05/22/economia/alta_gasolina_causa_corrida_desconto.html
Impressionante!
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isso também está por provar e acho que o jm devia trocar o friedman de cabeceira por outro livro.
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“não, defendo que a galp fosse regida por principios de gestão socialmente responsável, para isso não deveria ter sido privatizada.”
Sim, sim. A gestão socialmente irresponsável do Estado, pela sua gula por recursos, está a destruir o tecido produtivo e a causar desemprego, fome e emigração maciça. Está-se mesmo a ver que o Estado sabe gerir e, ainda por cima, responsávelmente.
Eu acredito no Pai Natal. Vc. também?
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anti comuna, quando o mercado age contra os interesses gerais há que repensar as coisas. E esse paradigma de livre mercado que partilha tem de ser abandonado sob pena das coisas piorarem.
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««anti comuna, quando o mercado age contra os interesses gerais há que repensar as coisas. »»
Reflectir a escassez de petróleo nos preços da gasolina é agir contra os interesses gerais? Existe algum interesse geral em ignorar o facto de o petróleo ser escasso?
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“anti comuna, quando o mercado age contra os interesses gerais há que repensar as coisas. E esse paradigma de livre mercado que partilha tem de ser abandonado sob pena das coisas piorarem.”
Eu sou mais optimista que Vc. São estes preços do crude que o vão matar a prazo. Ou seja, são estes preços que vão gerar as alternativas ao próprio crude. Olhe que vamos deixar de consumir crude, não pela sua falta mas por alternativas mais baratas.
Já viu a quantidade de investimentos na investigação de energias alternativas possibilitadas pelos preços do crude altos? Olhe que o ano passado, se não estou em erro, cerca de 1/3 dos investimentos em energia foram nas chamadas alternativas e “verdes”.
Já viu? Os tipos na Califórnia querem produzir biofuel em larga escala através de algas? E em Portugal? Não existe esse projecto? São estes aventureiros e empreendedores que nos vão resolver o problema. Não o Estado. 😉
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Para os pessimistas do costume. E já agora reparem na diferença de pensamento entre americanos e portugueses. Uns olham para os preços do crude como uma oportunidade. Outros querem baixos preços da gasosa, lucros para amortizar investimentos, respeito pelo meio ambiente e, ainda, impostos para o Estado.
http://www.ted.com/index.php/search
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eu acredito que sim, mas foi o mercado que nos levou a esta situação já prevista há muito tempo. Como JM bem concordará uma dependência tão generalizada de um bem escasso tinha todos os condimentos para ser um bom negócio.
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««eu acredito que sim, mas foi o mercado que nos levou a esta situação já prevista há muito tempo. Como JM bem concordará uma dependência tão generalizada de um bem escasso tinha todos os condimentos para ser um bom negócio.»»
Aquilo que o Ferro está a defender é que devem ser congelados os preços de forma a que ninguém tenha que se adaptar à escassez.
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“eu acredito que sim, mas foi o mercado que nos levou a esta situação já prevista há muito tempo.”
Acredita mesmo nisto? Se fosse assim, todos tinham comprado pitroil quando ele era barato. E o mercado, se calhar, incorporava logo o facto de o pitroil poder escassear cada vez mais.
Isso na teoria é fácil. Mas nada me garante que amanhã Vc. invente um processo qualquer de produzir biofueis a preços muito baixos e estragar o negócio a quem acredita que o crude irá continuar caro.
Não pense que as coisas são assim tão fáceis. Se o fossem… 😉
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Claramente, o participante referia-se ao Mercado de Futuros. O participante transmitiu uma opinião leviana aos telespectadores pois essa compra/venda não é assim tão simples.
O Mercado de Futuros (NYMEX por exemplo) representam jogos de soma zero em que o que uns ganham é exactamente o que outros perdem. Hoje em dia, qualquer Gestor de Risco de uma qualquer empresa ou banco sabe que Derivados devem apenas ser usados para uma melhor optimização de exposição ao risco. São mercados extremamente complicados e existem muitos casos de empresas que se deram muito mal com isso no passado.
Outra coisa, o activo adjacente aos contractos do NYMEX é chamado de “Heating Oil” e sendo este diferente do petróleo que as gasolineiras compram estar a apostar na direcção do seu preço abrindo posições em futuros ou forwards, leva à exposição a outros riscos.
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não, o que defendo é uma gestão socialmente responsável dos recursos disponíveis e que o mercado não aja contra os interesses das pessoas.
O que o jm defende é que os preços subam de tal forma que seja inevitável o aparecimento de uma alternativa. é a chamada terapia de choque. Muitas das vezes implica um corpo moribundo.
já agora um bom exemplo da interaccção entre empresas e a gestão pública dos transportes:
http://mygreenweek.com/2007/10/23/crazy-wednesday-as-green-as-a-pod/
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O mercado, caro Ferro, é o melhor a prever acontecimentos futuros. E a prover as suas soluções. Pode andar aos solavancos, pode-se enganar muitas vezes, mas confio mais no mercado que no julgamento de burocratas. Ou do Estado. O mercado não se costuma enganar tanto. 🙂
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“O Mercado de Futuros (NYMEX por exemplo) representam jogos de soma zero em que o que uns ganham é exactamente o que outros perdem. Hoje em dia, qualquer Gestor de Risco de uma qualquer empresa ou banco sabe que Derivados devem apenas ser usados para uma melhor optimização de exposição ao risco. São mercados extremamente complicados e existem muitos casos de empresas que se deram muito mal com isso no passado.”
Não vai há muito tempo que a Galp (salvo erro esta ou a EDP, agora não me lembro) estoirou milhões nas suas coberturas de risco. O mercado não se comportou como os analistas da GALP preveram e esta assumiu um prejuízo valente. Nessa altura, devia a Galp subir os preços da gasolina para amortizar as suas más coberturas de risco? Claro que não e no entanto…
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o mercado, e basta olhar para as bolsas, é do mais irracional e temperamental possível. Os modelos económicos estão constantemente a ser actualizados. Confiar é uma questão de fé neste caso.
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««não, o que defendo é uma gestão socialmente responsável dos recursos disponíveis e que o mercado não aja contra os interesses das pessoas.»»
Explique-me como é que vender gasolina barata quando o petróleo está caro é defender os interesses das pessoas.
««O que o jm defende é que os preços subam de tal forma que seja inevitável o aparecimento de uma alternativa.»»
O que eu defendo é que os preços devem respeitar os factos económicos. Criar preços fictícios por “raões sociais” é totalmente insustentável.
««é a chamada terapia de choque. Muitas das vezes implica um corpo moribundo.»»
Terapia de choque ocorrerá no dia em que se descobrir que não é mais possível subsidiar a gasolina (que no fundo é isso que todos pedem que a Galp faça). É muito mais racional deixar que o mercado se adapte desde já aos preços elevados.
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João Miranda
Quem tem neste momento petróleo comprado a 60 dólares vende-o a 130 ou então tem um uso alternativo que lhe permite ganhar ainda mais dinheiro. Ninguém vai usar petróleo a 60 dólares para vender gasolina barata quando pode vender esse petróleo mais caro ou vender gasolina cara.
Vamos ver se entendi o seu raciocínio.
O que definirá o preço será o valor mais alto que o consumidor pode pagar de forma a que o produtor/vendedor maximize o seu lucro ?
Se assim for deixo-lhe a seguinte questão: verificando-se que os consumidores podem(com esforço mas podem, até porque necessitam dela) pagar gasolina ao preço actual, acha o João que os gestores das petrolíferas devem todos ser demitidos por incompetência devido a não terem antes começado a vender gasolina ao preço actual? Essa demora fez com que os accionistas dessas empresas perdessem muito dinheiro, afinal de contas nós acabamos por comprar gasolina mesmo a preço elevado.
Devem os accionistas correr com as actuais administrações?
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««Se assim for deixo-lhe a seguinte questão: verificando-se que os consumidores podem(com esforço mas podem, até porque necessitam dela) pagar gasolina ao preço actual, acha o João que os gestores das petrolíferas devem todos ser demitidos por incompetência devido a não terem antes começado a vender gasolina ao preço actual?»»
As petrolíferas conseguem vender mais caro agora porque a realção entre a oferta e a produra alterou-se.
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“o mercado, e basta olhar para as bolsas, é do mais irracional e temperamental possível. Os modelos económicos estão constantemente a ser actualizados. Confiar é uma questão de fé neste caso.”
É verdade que o mercado é irracional e temperamental. Mas no médio longo prazo auto-corrige-se. Normalmente…
Mas mais irracional e temperamental são as multidões eleitorais, em especiais os grupos de interesse, que podem e manipulam o poder político e o Estado. E Vc. não quer abolir a Democracia, pois não? É a mesma coisa com os mercados.
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se os preços reflectem estados de espírito como é que o joão miranda confia cegamente nos “factos económicos?”
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“se os preços reflectem estados de espírito como é que o joão miranda confia cegamente nos “factos económicos?””
Aí é que se engana. Os preços reflectem a interacção entre a oferta e a procura. Quem está a comprar ou a vender é que pode estar errado. Mas como se pode ver pelo funcionamento dos mercados de capitais, quem está errado desaparece ou perde dinheiro. Essa é uma das magias do mercado. Premeia o mérito e a competência e não os “estados de espírito”. 😉
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JoaoMiranda Diz:
22 Maio, 2008 às 2:15 pm
As petrolíferas conseguem vender mais caro agora porque a realção entre a oferta e a produra alterou-se.
Produz-se menos petróleo? Consome-se mais? Ambas as coisas?
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anticomuna a magia do mercado não abrange o bem comum.
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“anticomuna a magia do mercado não abrange o bem comum.”
E o que é que abrange o bem comum? Vc sabe?
Cada um tem as suas ideias para o tal bem comum. Uns pretedendem de uma forma, outros de outra.
Uma das magias do mercado é que proporciona esse bem comum, indirectamente. Pelo contrário, onde se aboliu o mercado ou o condicionou demasiado, pagou sempre pela sua incapacidade de gerir em nome do tal bem comum. Seja na URSS, seja na China, e até desconfio que em Marte sucederia a mesma coisa. 😉
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anticomuna depois da mais grave crise de crédito de sempre desconfio que a resposta estará algo no meio.
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“anticomuna depois da mais grave crise de crédito”
E quem provocou a crise do crédito? O principal responsável foi o mercado? Quem manipula as taxas de juro e cria dinheiro a partir do nada? Não são os bancos e o Estado? Crentes no tal bem comum? Ou Vc. vai-me dizer que emprestar dinheiro aos pobres para terem uma casa não faz parte do seu conceito de bem comum? 😉
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a crise do crédito foi causada pela desregulação e impunidade nos meios financeiros. Agora existem muitos mais pobres com as suas casas hipotecadas 🙂
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Todas as empresas que transaccionam mercadorias cujo preço revela volatilidade, fazem contratos de compra e venda para datas futuras. No caso do petróleo são os compradores que correm maiores riscos. Os vendedores são normalmente países governados por ditadores, gente que nem sequer sabe extrair o petróleo, mas que sabe brincar ao gato e ao rato com os países que dele precisam.
Em ambiente de incerteza, os compradores, além do contrato promessa, devem cobrir o risco de preço através do mercado de “futuros”, uma espécie de bolsa de apostas, em que qualquer investidor pode procurar a cobertura do risco assumido no mercado do activo subjacente (desse ou mesmo doutro).
Se perder na transacção do activo subjacente, ganha na “aposta” que fez nos futuros e vice-versa. Comprando o adequado número de contratos de futuros, pode fazer uma cobertura de risco muito eficaz, incorrendo apenas nos custos de formalidades e comissões de bolsa.
Por isso, a Galp e as outras petrolíferas devem estar relativamente confortáveis relativamente ao risco de preço. Mas isso não impede que os preços vão subindo e que as aquisições se processem a valores cada vez mais elevados. Quem paga somos sempre nós, os utilizadores.
E é bom não esquecer que uma boa parte deste dinheiro vai financiar os grupos terroristas islâmicos. A moeda de troca é a boa saúde dos poços de petróleo. É a técnica da Mafia. A religião é apenas a batina.
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Li algures que as pequenas e médias empresas são responsáveis pela maioria dos postos de trabalho em Portugal!
Li também algures que essas pequenas e médias empresas são responsáveis pelas maiores inovações comerciais, principalmente na área do “design”, e tecnologia, mas não conseguem comercializar por falta de capital!
Sei que em Itália uma política do Estado em favor das pequenas e médias empresas originou uma espécie de movimento chamado em português foleiro de “o pequeno é bonito”.
Todos conhecem aquilo que as marcas italianas, outrora “pequenas e bonitas”, estão a fazer nos mercados de prestígio mundial, nos tecidos, pronto a vestir, alta costura, motos (a Ducati, campeã do mundo de motociclismo e superbikes com 90 trabalhadores vendeu 300.000 motos), quimicos,produtos alimentares (a porcaria do café italiano está em todo o lado),etc.
Aquilo que eu pergunto é se é possível a uma pequena indústria “pequena e bonita” sobreviver em Portugal com as taxas e comissões bancárias que se conhecem, com os impostos, mormente o IVA a 20 % e com os custos da energia dos mais caros da Europa.
Como é que essa pequena industria “pequena e bonita” pode concorrer com os vizinhos do lado que têm custos de produção cerca de 20% mais baratos?
Tudo isto para dizer que o problema está nas políticas económicas que têm sido seguidas, em benefício das financeiras,do betão e das empresas monopolistas de facto.
Se a política se alterasse para apoiar indústria transformadora teríamos maior produtividade, maior e melhor emprego, maiores e melhores exportações etc.
Só que as pequenas e médias empresas não garantem tachos nos conselhos de administração, regiamente pagos, a políticos e ex-políticos do bloco cental.
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Mas pode usá-lo para vender gasolina mais barata que a da concorrência, não pode? Mas isso não acontece. Porquê?
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Anti-comuna, o link que pôs para o TED está errado. Mande-nos o link certo.
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««Mas pode usá-lo para vender gasolina mais barata que a da concorrência, não pode?»»
Se vender gasolina mais barata perde receita e não ganha quota de mercado porque se deve esperar que a concorrência também baixe os preços.
«« Mas isso não acontece. Porquê?»»
Porque não é a situação que maximiza o lucro.
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Caro Ferro
“a crise do crédito foi causada pela desregulação e impunidade nos meios financeiros. Agora existem muitos mais pobres com as suas casas hipotecadas :)”
Não terá sido antes a obrigatoriedade decretada por alguns estados de que os bancos teriam de emprestar dinheiro mesmo a quem não o podia pagar que tenha provocado a crise que menciona? Acha que é do interesse dos “meios financeiros” emprestar dinheiro a quem sabem que o não vai pagar? Não terá sido isso por regulação a mais? Vinda das entidades que até estavam a supervisionar isso a que se chama o bem comum, que enche a boca de todos mas que ninguém sabe dizer o que é?
Além disso, “os pobres com a casa hipotecada” não sabem fazer contas? Acha que é culpa do mercado alguém ter 90% do que ganha destinado a pagar empréstimos, sabendo que vai viver dezenas de anos na corda bamba? Que tal falar um pouco de responsabilidade de quem contrai empréstimos? É uma chatice, não é? É que se se fala disso, não se pode arrasar o mercado… Que até estava a satisfazer as necessidades de alguém que não sabe gerir o que tem. Que regulação propõe para isto?
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«Se vender gasolina mais barata perde receita e não ganha quota de mercado porque se deve esperar que a concorrência também baixe os preços.»
Não é a esse processo que se chama concorrência?
(Repare que eu não falei em gasolina barata, barata, barata, seguindo a tal “teoria da formação de preços”. Só disse mais barata, ainda que muito ligeiramente, que a da concorrência. Aos preços a que os combustíveis estão, vendê-los mais baratos que a concorrência, se tal fosse possível (comprando o tal milagroso petróleo canadiano a 40 dólares, por exemplo), seria um excelente negócio! Precisamente porque venderia muito mais!)
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não há concorrência nos combustíveis. Desde que o preço foi liberalizado o que se assistiu foi uma concertação.
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Qual concertação?
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