Frenesim a reboque *
Um dos anónimos e anódinos ajudantes de Rui Rio na Câmara Municipal do Porto (confesso que não me é fácil distinguir os vereadores da multidão de assessores e quejandos), há dias, confirmou que os fiscais de trânsito têm como objectivo mensal, na sua ficha de avaliação, o reboque de 1100 viaturas.
A CMP afasta as culpas próprias, claro, e aponta o dedo ao Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP) que exige ‘objectivos mensuráveis’.
Para mim, os burocratas da CMP estão é a reboque do exemplo da ASAE, pacoviamente.
O que importa reter é que os fiscais são avaliados a partir do nível mínimo de 1100 reboques por mês – quantos mais, melhor! Mas o que mais irrita é o topete de garantirem que não se trata de caça à multa.

Se for para combater a proverbial grunhice tuga de estacionar a carroça onde lhe dá na veneta e se caga para os outros, até aplaudo. É pena é que o Costa da Câmara não aplique a mesma regra em Lisboa. A pica pós-tomada-de-posse passou-lhe num instante.
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Claro que não é caça à multa!
Eles não caçam as multas, até as plantam!
Plantação de multas, colheita de dinheiro.
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O Arroja tem razão. Nós somos “tolerantemente” católicos, e quando vem os “objectivos”, lá se vai o liberalismo “pró reboque”.
“Mas o que mais irrita é o topete de garantirem que não se trata de caça à multa”…isso e a valorização da “palavra”, è como o CAA dizer que é liberal………e como eu dizer que Nunca estaciono mal o carro…….só quando e muito preciso.
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continuas a reboque do autarca de gaia. que tristeza viver num país de yesmen. o velho lambebotismo dos caciques da chapelada
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Sejamos francos. Claro que é caça à multa!
Alguma dúvida?
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Este é um grande exemplo de como está Portugal…
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Carlos
Não entendo por que razão não devem ter esses objectivos.
Das duas uma:
– Ou há transgressões que justificam esses 1100 reboques e nesse caso não há motivo para que eles não sejam feitos – é uma questão de aproveitamento dos recursos.
– ou não há suficientes carros em situação de serem rebocados para justificar esse objectivo e nesse caso há um sobredimensionamento da equipa de reboques que deve ser diminuída.
O que não faz sentido é não traçar objectivos de produtividade. Qual é a ideia, ter os fiscais a assobiar para o lado o dia inteiro? A não ser que imaginem que os fiscais rebocam carros bem estacionados quando já não existem mais transgressões – e isso sim, seria um bocado estranho.
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No passeio em frente a minha casa, estão diariamente estacionados carros e nunca vi nenhum ser rebocado.
Mas se calhar eu também não sou uma pessoa importante.
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Post totalmente idiota. Não há caça à multa nenhuma, uma vez que não faltam carros mal estacionados para rebocar. Logo, não é preciso “caçar” nada. O objetivo de 1.100 reboques só reflete as capacidades técnicas da polícia rebocar carros, não reflete, de forma nenhuma, a prevaricação no estacionamento, que é muitíssimo superior a esse número.
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É as duas coisas … caça á multa … e a invenção anual dos objectivos SIADAP ( a maior fraude a reboque da dita “avaliação de mérito” ), objectivos que só existem para reduzir o volume salarial via quotas rigidas, injustas , para gaúdio dos planeadores orçamentais do Min das Finanças e do bater palmas da multidão mal informada cujas dificuldades lhes aguça a invejazinha tão portuguesa.
Muito socialista.
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CAA,
Plenamente solidário com o seu “post”.
Você não diz que os carros não devem ser rebocados, se estiverem mal estacionados.
O que Você diz é que existe um “objectivo” fixado para cada “Agente”, que quer se queira quer não, condicionará a actuação dos mesmos.
Infelizmente, mesmo pessoas que até pensam, não percebem o evidente, como o JCD.
Talvez por isso, exista a tal lenda do General Romano que dizia que esta gentinha não se governa, nem se deixa governar!
Um dia, daqui por muitas gerações, talvez a coisa mude.
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j dixit:
“Infelizmente, mesmo pessoas que até pensam, não percebem o evidente, como o JCD.”
Qual seria, na sua opinião, o tipo de objectivo que deveria ser traçado para um agente que opere um reboques?
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Só mesmo quem vive ou trabalha no Porto é que sabe como os fiscais de transito actuam.
A história é longa e remonta há uns anos atras quando foi “concessionada” a uma empresa de reboques – AUTOGAIA – que como o nome indica tem o seu parque situado em Gaia a uns bons 15km da sua area de actuação.
Ora, os fiscas de transito que mais não são do que uns parvalhões, sem formação nenhuma, provavelmente alguns nem carta de condução terão… limitam-se, pura e simplesmente a multar, bloquear e rebocar os carros em série para cumprir os objectivos, isto é não se preocupam se os carros estão em segunda fila, se estão nas curvas e impedem a passagem de pesados, se estão em cima dos passeios ou nas paragens dos autocarros, nada disso. A actuação destes artistas limita-se a fazer o mais facil, rebocar carros porque estão a menos de 3 metros das passadeiras, bloquear os carros todos que estão estacionados em ruas com linhas amarelas e 8 metros de faixa de rodagem e um só sentido, mandar rebocar um carro por não ter atrasado o pagamento do parquimetro meia hora (esta aconteceu-me a mim, enfim uma série de barbaridades que podia estar aqui uma data de tempo a inumera-las.
Agora vamos a contas…
O reboque da AUTOGAIA faz em média 40 ou 50km por serviço, compreende a saida do parque de Gaia, ida às áreas de actuação, transporte dos carros pelo centro da cidade até ás zonas de aparcamento (Matadouro de S.Roque ou Seminário de Vilar), e regresso a Gaia). Quanto é que isto custa, a AUTOGAIA não é do Estado, é privado e rico e quer ficar mais rico e não vai andar a favores da camara do Porto. Claro que tem objectivos de multas para sustentar isto!
Finalmente e para não maçar, o problema do estacionamento no Porto não é muito grave, tem alguns pontos negros que necessitam de constante intervençaõ e mão pesada, sem dúvida. O que está mal é a politica economicista de estacionamento que se tem implementado na cidade, gastaram-se milhões em parques subterraneos que nunca enchem, parquimetros por todo lado, mas chega ao cumulo de eliminar faixas de Bus para colocar faixas de estacionamento pago…é o fim.
A cidade é de quem vive e trabalha nela, não nos venham cá com objectivos de gabinete, venham mas é para a rua resolver os problemas e deixem-se de disparates.
Bafo’s
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“O reboque da AUTOGAIA faz em média 40 ou 50km por serviço, compreende a saida do parque de Gaia, ida às áreas de actuação, transporte dos carros pelo centro da cidade até ás zonas de aparcamento (Matadouro de S.Roque ou Seminário de Vilar), e regresso a Gaia). Quanto é que isto custa, a AUTOGAIA não é do Estado, é privado e rico e quer ficar mais rico e não vai andar a favores da camara do Porto. Claro que tem objectivos de multas para sustentar isto!”
Tanto quanto sei, as empresas de reboques não decidem nada. É a polícia municipal que manda rebocar. E também, julgo que o preço pago por reboque é fixado por regulamento e não depende da distância, mas sobre este ponto não tenho a certeza.
“mandar rebocar um carro por não ter atrasado o pagamento do parquimetro meia hora (esta aconteceu-me a mim, enfim uma série de barbaridades que podia estar aqui uma data de tempo a inumera-las.”
Esta é ilegal. Proteste que será ressarcido. Devem passar 2 horas, pelo menos, sobre o limite de pagamento constante no ticket até um veículo poder ser rebocado. Até 2 horas, não evita a multa mas poupa o reboque.
Veja o Código da Estrada, Artogo 163, 1, c)
Artigo 163.º
Estacionamento indevido ou abusivo
1 – Considera-se estacionamento indevido ou abusivo:
c) O de veículo, em zona de estacionamento condicionado ao pagamento de taxa, quando esta não
tiver sido paga ou tiverem decorrido duas horas para além do período de tempo pago;
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JCD,
«Não entendo por que razão não devem ter esses objectivos.
Das duas uma:
– Ou há transgressões que justificam esses 1100 reboques e nesse caso não há motivo para que eles não sejam feitos – é uma questão de aproveitamento dos recursos.
– ou não há suficientes carros em situação de serem rebocados para justificar esse objectivo e nesse caso há um sobredimensionamento da equipa de reboques que deve ser diminuída.»
Claro que não é nenhuma das duas hipóteses que está em causa. Como o objectivo MÍNIMO está traçado e é função deste que os fiscais são avaliados, a realidade do Porto tornou-se numa perseguição furiosa ao automobilista: desde coimas aplicadas quando o carro está com as rodas alguns centímetros fora do desenho, quando passaram 2 minutos do período do parquímetro, todos os pretextos legalistas são usados para que os objectivos dos fiscais públicos sejam atingidos.
A fluidez do trânsito é pormenor secundário (aliás está cada vez pior e os os seus dramas não se devem ao estacionamento mas a sinais absurdo, cargas e descargas a qualquer hora e lugar, etc.) – o que importa é ‘apanhar’ qualquer falta por mínima que seja para que a CMP arrecade mais fundos.
Parece-me ser um caso típico de coacção do Estado sobre o cidadão com meros intuitos financeiros.
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JCD,
«Artigo 163.º
Estacionamento indevido ou abusivo
1 – Considera-se estacionamento indevido ou abusivo:
c) O de veículo, em zona de estacionamento condicionado ao pagamento de taxa, quando esta não
tiver sido paga ou tiverem decorrido duas horas para além do período de tempo pago;»
Esta do art. 163º até me fez rir! Pareces um daqueles juristas que ainda crê viver num Estado de Direito.
Quando vieres cá ao Porto e se te acontecer um percalço desses, por favor, convida-me para assistir à tua discussão com uma daquelas senhoras fiscais de trânsito designadamente para lhe pedires que te retire da roda do carro aquela coisa amarela sem o respectivo pagamento da quantia exigida para o desbloqueamento porque os requisitos do 163/c, do CE, não se encontrarem preenchidos… Eu filmo e ponho no Youtube…
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Eu até protestei e de facto até valeu a pena porque nunca me chegou multa nenhuma para pagar, mas do reboque não me livrei, 60€, senão não levantava o carro e protestei para a Camara e para o Governo Civil, mas os 60€ nunca vieram, nem resposta ás cartas….
Quanto à AUTOGAIA, não sei se será bem assim como diz, mas a olhar para a frota da AUTOGAIA não me parece.
Até têm um DODGE grande e vistoso que foi importado dos EUA.
É ve-los a passar amarelinhos, bonitos, quase ao estilo BayWatch dos Reboques.
Bafo’s
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“Eu filmo e ponho no Youtube…”
Carlos
Custa-me a acreditar que estes requesitos não sejam cumpridos.
Em Lisboa são, até demais. Vemos muitas vezes situações escandalosas de estacionamento em que a polícia não actua por não terem a certeza que podem incluir o motivo do reboque numa das alíneas do código da estrada. Na multa que nos passam, consta qual a alínea do código que foi infringida.
Se no Porto estas regras não fossem cumpridas, seria um enorme escândalo. Ora, até agora nunca li nada sobre reboques ilegais no Porto, o que faz supôr que entre as bocas e a realidade ainda vai alguma distância.
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Já agora, nos últimos anos só fui multado uma vez e foi no Porto. Tinha o carro estacionado em frente ao Hotel Batalha e só lá podia estar até às 8 ou 9 da manhã. Tirei o carro meia hora depois, já tinha multa.
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Se calhar tinha dentro do carro uma bandeirinha do Benfica ou do Sporting.
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Gasta-se tanta energia por causa dos estacionamentos e, aparentemente, ninguém se indigna com o roubo (crescente) de automóveis…
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Um carro rebocado, muitas vezes evita o roubo do dito.
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“…desde coimas aplicadas quando o carro está com as rodas alguns centímetros fora do desenho, quando passaram 2 minutos do período do parquímetro, todos os pretextos legalistas são usados para que os objectivos dos fiscais públicos sejam atingidos.” CAA
Em minha opinião é justamente esse rigorismo e exactidão, com o qual o CAA se insurge, que Portugal necessita, como de pão para a boca, para dar o salto. Na situação em que nos encontramos todo o rigor nunca será demais.
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É fundamental mudar a nossa maneira de pensar particularmente nessa tão nossa caracteristica de facilitar as coisas. Com o nacional porreirismo não vamos lá.
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Eu até sei que o CAA concorda com o que eu disse. O problema tem um nome: Rui Rio. As paixões são irredutíveis.
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Já fiz o teste, e no meu percurso casa-trabalho vejo diariamente mais de 300 veículos mal estacionados. Não tenho dúvidas que haverá milhares por dia só no Porto.
Quanto aos objectivos, correspondem a 50 por dia útil. Pelo que se torna óbvio que o objectivo é, na verdade, muito baixo.
Não vejo necessidade de qualquer abuso da autoridade para cumprir os números. A não ser por incompetência. E para esses casos, o cidadão tem direito a recurso. Ou, ainda melhor, passar a cumprir a lei.
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PMS,
«Quanto aos objectivos, correspondem a 50 por dia útil. Pelo que se torna óbvio que o objectivo é, na verdade, muito baixo.»
50 por dia E POR FISCAL, alma de deus…
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Caros amigos,
o melhor a fazer é e será sempre o cumprimento da lei. Assim evita-se o problema. Nunca, mesmo nunca estacionei ou estcionarei uma viatura em situação irregular. Não tenho carro nem tenciono ter! Aliás, melhor que isso nem carta tenho…
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Por falar em multas, oiçam bem este meu caso,… numca estacionei mal o carro de forma apanhar multas, mas quando o fiz recentemente apanharam-me logo (tavam escondidos á espera)! Tenho carta profissional á 13anos. Precisei ir a farmacia no centro do Entroncamento comprar medicamentos urgentes (como qq um faz), mas ao passar perto da farmacia, verifiquei a falta de estacionamento e mesmo os dois lugares de farmacia estavam ocupados (normal). Decidi continuar caminho, verificando disponibilidade de estacionamento nas ruas ali perto. Notei que havia alguns lugares disponiveis, mas eram todos a PAGAR! Decidi completar a volta e chegado novamente a farmacia, não havia lugares ainda, mas estacionei em cima de uma passeio largo que permitia as pessoas e veiculos circularem sem problemas e tambem só por 5-10 minutos ou menos não pensei que houvesse problemas! HA POIS NÃO! chegado cá fora ja tinha o papelinho para ir a esquadra. Fui lá logo.. identificaram-me, e apresentei esta justificação mas sem sucesso, e sugeriram-me para usar um parque subterraneo a PAGAR que ficava a cerca de 10minutos da farmacia indo a pé! saí furioso! E aqui digo sem sombra de duvida: CHULOS.
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