Manchetes furadas
O Público de hoje dá conta de que a receita de IVA sobre os combustíveis tem vindo a baixar, apesar do aumento dos preços, por causa da redução do consumo. Para chegar a tão brilhante conclusão, compara os consumos de combustíveis em Dezembro de 2007 com os de Janeiro de 2008, fazendo as contas como se os consumos de Fevereiro a Maio fossem iguais aos de Janeiro. Esquecendo, desde logo, que Dezembro é um mês atípico (com grandes movimentações de pessoas nos vários feriados e de mercadorias, por razões óbvias), o Público deu um tiro no pé. À tarde, Teixeira dos Santos foi ao Parlamento dizer que a receita de ISP baixou cerca de 20 milhões de euros, mas que a receita de IVA sobre combustíveis subiu bem acima daquele valor e continua a crescer, por força do aumento dos preços e, consequentemente, da parcela do IVA nesses mesmos preços. Como referi aqui, o Estado também beneficia, em termos de receitas fiscais, dos aumentos dos preços.

Há pouco, junto à Av da Igreja, portanto uma zona rica de Lisboa, vi a bomba da Golpe cheia de carros. Fui, evidentemente à do lado, onde iria mesmo que estivesse ainda com mais carros que a da Golpe. O que questiono é: aquela gentinha ou tem acções da Golpe ou então tb vive à sombra de outras empresas do género com monopólios do género que dominam ainda Pt. Ou então são imbecis. Tb há sempre essa possibilidade. Aliás! Há sobretudo essa.
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relembro 28 de Maio 1926. o chefe de gabinete do então primeiro ministro conhecia factos que a comunicação social nunca esteve interessada em saber. nesta republica socialista suburbana todos sabem tudo…menos eu
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Melhor: dado a zona que é aqueles aplicaram o “método capitalista” descrito no post abaixo: compraram acções da Golpe e de seguida vão encher o depósito à mesma Golpe para fazerem subir as acções… O pior é se descem…
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2 – essa tb poderia ter sido do Tonecas Guterradas, que se queixava que os chefes de gabinete dos seus ministros n lhe atendiam o telefone…
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O Público na sua edição on-line PAGA não estava disponível as oito da manhã.
É um bom exemplo de como os consumidores são tratados.
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«Como referi aqui, o Estado também beneficia, em termos de receitas fiscais, dos aumentos dos preços.»
O Estado também beneficia do imposto sobre o tabaco e nem por isso alguém promove o tabagismo.
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Fui falar com o professor bambo sobre estes assuntos. Ele estava muito apressado, disse-me que tinha que ser breve, ia à judiciária ler a sina a meia dúzia de tipos que andam desorientados e já nem sabem se lhes interessa ser polícias.
O homem no seu senagalês foi-me dizendo: “é pá prend um camelô ou um asnô, si non vais ter que mudar as soles dos sapatos todas as semaines”. Há uma coisa que me socega, ele é como o picoiso, nem sempre acerta. Quando bati à sua porta estava convencido mesmo que ele sabia tudo. Bati; Pum. pum, pum! Vai daí Ele perguntou: “Quem é?”.
Aí, eu disse para os meus botões, isto começa mal!
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Já agora, mau, mau, foi mesmo o referendo na Venezuela.
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Foi, realmente, uma manchete furada! Jornalismo de Excel?
Caso vos interesse, no Fliscorno:
Atendendo à disparidade do valor do ISP quanto a gasóleo e gasolina (gasóleo: 0,36441 € / litro; gasolinas: 0,58295 € / litro; cf: ISP e IVA entre 01.01.2004 e 29.02.2008) e atendendo aos montantes de gasolina e de gasóleo produzidos por barril de crude (gasolina: 73.44 litros; gasóleo: 29.53 litros; cf: Produtos refinados a partir dum barril de crude), há alguns factos disto decorrentes:[…]
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Ao falar hoje perante a Comissão de Orçamento e Finanças, e citado pela Lusa, Teixeira dos Santos revelou que nos primeiros quatro meses do ano a receita do ISP caiu 2%, o correspondente a 20 milhões de euros. No entanto, o aumento na receita do IVA em matéria de combustíveis foi superior aos 20 milhões de euros perdidos com a redução da receita do ISP, disse o ministro, sem precisar o valor específico.
in Diário Económico
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Engraçado, o Ministro das Finanças não saber qual o valor do IVA que aumentou, com o acréscimo do preço da gasolina!
O Público foi ligeiro.
O Ministro e os Serviços são incompetentes.
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Olhó Liberalismo:
Os empresários José Berardo e Horácio Roque estão a ser investigados pelo Ministério Público no âmbito da Operação Furacão.
Segundo o SOL apurou, uma equipa de agentes da Brigada Fiscal e um magistrado do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) da Procuradoria-geral da República estiveram ontem a fazer buscas no Funchal, nomeadamente no Hotel Savoy e na Empresa Madeirense de Tabacos.
Empresas de Berardo e de Horácio Roque em Lisboa também foram alvo de buscas.
Os mandados de busca visavam explicitamente os dois empresários e referiam os crimes de que são suspeitos: branqueamento de capitais e fraude fiscal. In sol.sapo.pt, 28 Maio, +- 19h http://criticademusica.blogspot.com/
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O professor bambo duvida muito do berardo desde que ele mandou arrancar árvores exóticas para exportação num país que não era dele e fartou-se de ganhar dólares a ver trabalhar os pretos. Agora no bcp ele pensa que os pretos são os clientes e acredita no varinha mágica. Estamos cá para ver. Entretanto o professor bambo vai lançar feitiço à economia do branco, quem se lixa é sempre o preto e agora juntam-se lhe o tuga branco de mão dada até à derrota final. Até o ronaldo anda triste.
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Como é possivel o estado não estar a lucrar coma subida dos combustiveis? O publico na tentativa de martirisar o governo está a descer pontos na credebilidade.
http://sefosseprimeiroministro.wordpress.com
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Há uma velha máxima, a propósito de períodos de crise, que diz:
«O Ser Humano só aprende por catástrofes». Mais recentemente, a frase foi acrescentada com outra: «Há sociedades tão estúpidas, onde nem sequer com catástrofes as pessoas aprendem» – é o que se passa em Portugal com os fogos, as inundações… e agora com os combustíveis.
A sociedade ocidental, confrontada com o choque petrolífero de 1973 (e ele foi tão forte que em 1977 ainda em Portugal havia cortes de electricidade de 2 horas por dia!), parece ter reagido mais inteligentemente do que agora.
Pelo menos, foi nessa altura que os EUA acabaram com os carros gigantes, e que apareceram os de baixo consumo.
Por cá, pelo menos, a rapaziada prefere discutir boicotes e impostos, recusando-se a olhar para mais longe do que o fim da rua. Não está já na altura de pensar a longo prazo, visto que a era do petróleo barato já terminou há muito?
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Alvaro, nessa bomba é tudo malta da CGD,que tem como missão mostrar que o boicote não tem sucesso!
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O aspecto descrito e evidenciado no Público demonstra a confusão que se instalou no meio social. Todos falam, interessados ou não, na ignorância do real problema que afecta todo o mundo. As conclusões não são óbvias, mas todas convergem num sentido…. o problema é grave e tende a agravar.
Pergunto, qual a génese do problema?
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