O Relatório
Aqui vai o respectivo link para o RELATÓRIO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA SOBRE O MERCADO DOS COMBUSTÍVEIS EM PORTUGAL (datado de 2 de Junho de 2008).
Especial destaque, numa primeira leitura, para as conclusões expressas no “Enquadramento jus – Concorrencial” (páginas. 69 a 75, em especial, pontos nº 229 e seguintes).
Sem ser, naturalmente, um relatório redigido em termos incondicionais e definitivos – vg. conclusão / ponto 275: Considera, ainda, esta Autoridade não dispor, até à data, de elementos substanciais, coerentes e precisos que lhe permitam concluir pela existência de uma infracção ao nº 1, do artigo 4º da Lei da Concorrência e/ou artigo 81º do Tratado CE… – traz a público vários elementos de informação relevantes. Desde logo, as próprias recomendações formuladas pela Autoridade, relativamente ao mercado em questão, são muito significativas porque indiciadoras de um estado limite, quase não-concorrencial, no dito mercado dos combustíveis, em Portugal – vg. “Conclusões e Recomendações” do Relatório, página 77 e segintes / pontos 267 a 280.
Voltaremos (oportunamente) ao Relatório….

Ou isto é fazer das pessoas parvas ou então a vossa ideia de mercado é mesmo essa.
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Os links indicados estão quebrados ou para ficheiros não existentes.
Será dos links?
Obrigado.
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O gráfico 4,5 e 10 do relatório arruma com a discussão.
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O pseudo-relatório é só a tentativa de enganar papalvos…
Alguém vai acreditar nesta mentira, por muito bem camuflada que ela esteja… ?!
Se mais provas fossem necessárias, este é o sinal evidente de como este governo está mancomunado com os potentados económicos, em detrimento dos pobres e miseráveis que todos os dias vão aumentando no País…
Apetece-me dizer, como Cícero: “Quousque tandem abutere patientia nostra…?!
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autoridade-deus ominipotente e 10 milhões de ignorantes e atrasados mentais
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“Desde logo, as próprias recomendações formuladas pela Autoridade, relativamente ao mercado em questão, são muito significativas porque indiciadoras de um estado limite, quase não-concorrencial, no dito mercado dos combustíveis, em Portugal – vg. “Conclusões e Recomendações” do Relatório, página 77 e segintes / pontos 267 a 280.”
Estou de acordo consigo. Aliás, mostra que o poder político não se interessa em aumentar a concorrência. (Ponto principal do aumento da eficiência económica, tão necessária para aumentar a produtividade e o nível de vida dos portugueses.)
Faz-me lembrar aquela legislação prometida em que iria obrigar a que nas auto-estradas houvesse sinalética com os preços dos combustíveis ao longo do percurso. Como existe em França. Até hoje. Aos políticos não interessa beliscar determinados sectores económicos ou determinados financiadores de campanhas eleitorais, por exemplo.
INTERNEM-NOS!
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O dinheiro suplanta todas as diferenças. Quando se trata de defender o capital, calha darem-se as mais inesperadas alianças. Blasfemias e governo ps que rico par.
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“esta Autoridade não dispor, até à data, de elementos substanciais, coerentes e precisos que lhe permitam concluir pela existência de uma infracção ao nº 1, do artigo 4º da Lei da Concorrência e/ou artigo 81º do Tratado CE”
Quer isso dizer que “não estavam lá e não viram”
e
“os concorrentes não declararam, em papel selado, com assinatura reconhecida, e na presença do notário, que estavam envolvidos em actividades anti-concorrenciais”
portanto
“não há crime nenhum”
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“O gráfico 4,5 e 10 do relatório arruma com a discussão.”
Por outro lado, o gráfico 1 mostra que não cola a tese de que os PVP aumentaram por causa das matérias primas. Ou está a escapar-me algo?
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««Por outro lado, o gráfico 1 mostra que não cola a tese de que os PVP aumentaram por causa das matérias primas.»»
O gráfico 1 é o preço do petróleo em dólares e em euros. A diferença reflecte a cotação do euro em dólares.
O gráfico 4 mostra que o preço dos combustíveis acompanha o preço do Brent (com desfasamento de 2 semanas).
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É claro que não há concertação de preços. O petróleo está a 123 dólares o barril e é ver as gasolineiras a correr para baixar o preço dos combustíveis para conseguir mais clientes…Ó p’ra eles a porem a gasolina a 1.30…!!!!
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Atenção gasolineiras…
… durante este mês vão ser investigados pela autoridade da concorrência…
No mês seguinte….
Autoridade da Concorrência nega infracções nos preços dos combustíveis
Que palhaçada…. Aposto que este método surte imensos efeitos…
Meus amigos… Numa viagem de 320km, olhei para três bombas de gasolina, de marcas diferentes (BP, Repsol, Galp), separadas por no mínimo 100 km entre elas, todas em Auto-estrada. Diferença nos preços: 0€ e 0 cêntimos.
Coincidências do catano….
Agora imaginem a seguinte situação:
Um polícia avisa um traficante de droga (amigo ou sócio) que vai sofrer uma rusga num certo dia. Como é óbvio, no dia da rusga, nicles. Mais tarde, descobre-se que o polícia estava envolvido. O polícia é demitido da força, vai a tribunal e está preso. Idem para o traficante.
Agora, o que se passou no caso dos combustíveis.
O primeiro ministro e o ministro da economia dizem nos media que vai haver uma investigação da AdC. Nos dias da investigação, nicles….
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«O gráfico 4,5 e 10 do relatório arruma com a discussão.»
Parece-me que o gráfico 18 arruma com esses gráficos. Esse, entre muitos outros dados que comprovam a existência de um mercado ibérico e não meramente “nacional”. O que permite valorizar de outro modo os preços sem impostos num local e noutro. Basta ir para o país ali ao lado de Espanha para notar diferença assinaláveis em relação ao mercado ibérico…
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PS: aliás, se você comparar Rep. Checa e Eslováquia; Países Baixos e Dinamarca; Austria, Alemanha e Itália; Luxemburgo, Bélgica e França; Reino Unido e Irlanda; etc, etc, verá que apesar de vizinhos (ou relativamente próximos um dos outros) os preços são díspares. Gráficos que demonstram que os preços em Portugal e Espanha andam de mãos dadas diz muito sobre o assunto, realmente, mas não o que o João Miranda pretende.
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««Parece-me que o gráfico 18 arruma com esses gráficos.»»
Arruma como? O gráfico 18 limita-se a mostrar que Portugal em termos de preços não está longe da média europeia. Sendo um país periférico, é de esperar um pequeno desvio nos preços. Neste caso pouco mais de 2 cêntimos. A falta de concorrência em Portugal faz os preços subir 2 cêntimos? Grande coisa. Dois cêntimos é menos que a diferença de preços interna.
««Esse, entre muitos outros dados que comprovam a existência de um mercado ibérico e não meramente “nacional”. »»
O facto de o mercado ser ibérico prova concertação de preços em Portugal?
««O que permite valorizar de outro modo os preços sem impostos num local e noutro. Basta ir para o país ali ao lado de Espanha para notar diferença assinaláveis em relação ao mercado ibérico…»»
A única diferença relevante é nos impostos. Não é na concorrência.
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««PS: aliás, se você comparar Rep. Checa e Eslováquia; Países Baixos e Dinamarca; Austria, Alemanha e Itália; Luxemburgo, Bélgica e França; Reino Unido e Irlanda; etc, etc, verá que apesar de vizinhos (ou relativamente próximos um dos outros) os preços são díspares. »»
Mais um argumento a favor da tese que há mais concorrência na Peninsula Ibérica do que nessas regiões.
Já sei, o JLS acha que quanto mais concorrencial é um mercado mais dispares são os preços. Anda iludido.
««Gráficos que demonstram que os preços em Portugal e Espanha andam de mãos dadas diz muito sobre o assunto, realmente, mas não o que o João Miranda pretende.»»
A existência de preços semelhantes é o que devemos esperar de um mercado concorrencial.
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“O gráfico 1 é o preço do petróleo em dólares e em euros.”
Exactamente, foi o que eu entendi. O que que me deixa curioso é aquele pedaço da curva azul clara (preço em euros alisado a 1 ano) entre Jul06 e Jan08: quase é um patamar constante, em particular se comparado com a rampa do PVP.
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“A existência de preços semelhantes é o que devemos esperar de um mercado concorrencial.”
Como hei-de explicar? É assim uma espécie de preço fixo, mas não marcado por uma entidade de preços, muito melhor, é fixado por nós…
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Quer então o Sr. Miranda dizer que, como as bombas de hipermercado são mais baratas em cerca de 10 cents/litro, não fazem qualquer tipo de concorrência aos postos das gasolineiras….
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As recomendações do PDF da apresentação (cap. 6) são interessantes!
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É então normal que três companhias, com métodos, fornecedores e afins (numero de trabalhadores, pex) completamente diferentes, obtenham o mesmo preço final para os seus produtos?
Isto só é verdade se os preços estiverem no mínimo dos mínimos.
Ora, é proibido vender qualquer produto abaixo do preço de custo. Sendo que há descontos mediantes certas e determinadas situações, pex na galp ainda hoje vi um anuncio que proclamava descontos de 5cts por litro para abastecimentos acima de 20€, com o cartão fast galp.
Supondo que a concorrência levou a que os preços das 3 companhias estejam no minimo dos minimos possiveis ( como alegam as companhias), isso implica que os combustíveis com desconto estejam a ser vendidos abaixo do preço de custo.
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A questão é mais ou menos a seguinte.Se o Sócrates disser a um dos gestores socialistas,pá põe lá isso a 1.50 E o litro, o que ele quer demonstrar é que se o mercado concorresse livremente ía chegar a esse preço,expontâneamente!
Porra não me obriguem a dizer tudo.
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Caro H. Ramos,
Fazem concorrência unidirecional, i.e., os hipermercados fazem concorrência às gasolineiras, mas o inverso já não ocorre. O “negócio” dos hipermercados é vender batatas e gel de banho, não é vender gasolina ou gasóleo. Os combustíveis apenas servem como “atractor” de clientes.
Os hipers têm uma rede logística mais pequena (menor alcance) e não têm de contar com uma margem para o revendedor, pois efectuam venda directa. Caso os hipers tivessem uma rede de distribuição “idêntica” a qualquer gasolineira, ia ver como eles subiam os preços!
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“Os combustíveis apenas servem como “atractor” de clientes.”
Carlos Duarte:
da última vez abasteci no Jumbo mas não tive que comprar nada no supermercado. Não precisei de vales de desconto e mesmo assim paguei menos 4.9euros do que se o fizesse nas outras gasolineiras do costume. Explique-me lá essa da fidelização de clientes.
“Caso os hipers tivessem uma rede de distribuição “idêntica” a qualquer gasolineira, ia ver como eles subiam os preços!”
Porquê? Pelo contrário, até, já que poderiam negociar maiores volumes de compras.
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Sim, mas aí é que está. Se os hipers tem os preços + baixos, então são os vencedores da corrida da concorrência. E lá está, companhias diferentes, metodos diferentes, preços diferentes.
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««O que que me deixa curioso é aquele pedaço da curva azul clara (preço em euros alisado a 1 ano) entre Jul06 e Jan08: quase é um patamar constante, em particular se comparado com a rampa do PVP.»»
Os gráficos 4 e 5 mostram que os combustíveis acompanham o Brent a menos de alguma sazonalidade no caso da gasolina (o que indicia limites de produção nas refinarias). Os gráficos 4 e 5 mostram que os combustúiveis nacionais (mesmo a gasolina) acompanham a cotação Platts NWE CIF.
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««Quer então o Sr. Miranda dizer que, como as bombas de hipermercado são mais baratas em cerca de 10 cents/litro, não fazem qualquer tipo de concorrência aos postos das gasolineiras….»»
Os hipermercados são irrelevantes para o mercado de combustíveis (representam um baixo volume de vendas), caso contrário as restantes empresas seriam forçadas a baixar o preço e o diferencial seria eliminado.
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««É então normal que três companhias, com métodos, fornecedores e afins (numero de trabalhadores, pex) completamente diferentes, obtenham o mesmo preço final para os seus produtos?»»
É óbvio que é normal. As empresas vendem a preço de mercado, não vendem de acordo com os custos.
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««Se os hipers tem os preços + baixos, então são os vencedores da corrida da concorrência.»»
Seriam se vendessem quantidades relevantes. Para já não vendem.
«« E lá está, companhias diferentes, metodos diferentes, preços diferentes.»»
Se os hipermercados vendessem quantidades relevantes, os concorrentes seriam forçados a acompanhar os preços. O diferencial só existira enquanto os hipermercados mantiverem uma quota de mercado baixa.
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«Os hipermercados são irrelevantes para o mercado de combustíveis (representam um baixo volume de vendas)»
Até quando?,
«caso contrário as restantes empresas seriam forçadas a baixar o preço e o diferencial seria eliminado.»
Isso pressupõe que há margem de manobra para baixar os preços…. A margem de manobra de que Gasolineiras, Revendedores e Estado não dizem que há.
Se o modelo dos Hipermercados é o melhor modelo, por que usam as gasolineiras outro?
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««Isso pressupõe que há margem de manobra para baixar os preços….»»
Não, não pressupõe. Pressupõe apenas que empresas que vendem pequenas quantidades podem ter estratégias de baixo preço e as grandes não. Se os hipermercados se tornarem relevantes, não vão conseguir nem ter interesse em vender aos mesmos preços.
««Se o modelo dos Hipermercados é o melhor modelo, por que usam as gasolineiras outro?»»
Não está provado que o hipermercado seja o melhor modelo. Para começar, a rede de hipermercados não tem capilaridade suficiente para responder às necessidades do mercado. Não há hipermercados em todo o lado. Em segundo lugar, as gasolineiras têm um custo afundado numa rede de distribuição, pelo que não estão em condições nem têm interesse em adoptar outro modelo de comercialização.
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Duvido que alguma bomba das 3 maiores tenha vendido tanto combustível como o eleclerc de Fafe nestes ultimos dois meses… Não obstante, não há na zona diferenças nas outras bombas..
A mesma coisa relativamente, salvo erro, ao Intermarché de Aveiro ou Estarreja ou lá o que é… Mas nas outras… nicles..
Hoje em dia, há hipermercados de 10 em 10 km… Pelo menos na(s) minha(s) zona(s)… Braga e Leiria.
Onde há negócio, eles estão… Como é óbvio, seria do interesse dos dois unirem-se. Os hipermercados, porque chamariam clientes, as revendedoras porque poupavam dinheiro em infraestruturas e manutenção. Quanto às zonas calvas de hipermercados, lá se teria que ter um posto ou outro…
Por um lado, diz-me que a tendência normal seria as gasolineiras descerem os preços, por outro diz-me que seria normal que não o fizessem…
Sinceramente, não percebo. E duvido muito que o volume de vendas dos hipermercados seja assim tão baixo como diz.
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Portanto, o que vai acontecer é uma subida de preço nos hipermercados. É isso que está a dizer?
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««Portanto, o que vai acontecer é uma subida de preço nos hipermercados. É isso que está a dizer?»»
Não sei. Mas acho o mais provável. Só aconteceria o contrário se os hipermercados tivessem um modelo de negócio inovador. Não estou convencido disso. Acho que os hipermercados se limitam a aproveitar um pequeno nicho.
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Se conseguem vender mais barato que três empresas que estão em concorrência directa umas com as outras, é óbvio que o modelo de negócio é melhor.
Até lhe posso dizer mais: 9 cents./litro melhor.
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E já agora, gostava de ouvir a sua opinião sobre investigações anunciadas nos media…
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««E duvido muito que o volume de vendas dos hipermercados seja assim tão baixo como diz.»»
O relatório da AdC refere uma quota de mercado de menos de 10%.
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10% é em si uma quota significativa… E repare que o volume de vendas neste ultimo mês disparou. Atrevo-me a apontar para um valor na ordem dos 20-25%, a olho, por assim dizer. O nicho cresceu…
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««E já agora, gostava de ouvir a sua opinião sobre investigações anunciadas nos media…»»
O facto de esta investigação ter sido pré-anunciada? Não tem grande impacto. A AdC analisou sobretudo dados de mercado anteriores ao anúncio. Uma alteração de comportamento das empresas por estarem sob investigação até poderia ser usada como prova contra elas. A AdC avalia comportamentos visíveis no mercado, não faz investigação policial.
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««10% é em si uma quota significativa… E repare que o volume de vendas neste ultimo mês disparou. Atrevo-me a apontar para um valor na ordem dos 20-25%, a olho, por assim dizer. O nicho cresceu…»»
É possível que esteja a crescer. Tem lógica que esteja. Vamos ver até quando e se mantêm a mesma estratégia de desconto.
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A Autoridade da Concorrência faz lembrar a raposa que pediu a outra raposa para se investigar sobre o saque das galinhas…
É fartar vilanagem!!!
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Não percebo porque no gráfico comparativo, atribuem nomes indiferenciados às companhias…
Mas quase aposto que a cor de rosa é a Esso…. ou outra das pequeninas…
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E já agora, como é que se disfarça um cartel?
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A Galp tem vantagens competitivas por estar em todo o circuito -importação-refinação-distribuição-revenda.Quando coloca os seus produtos na revenda já ganhou margens em relação a todos os seus concorrentes.Só podem ter preços iguais se a Galp tiver uma posição dominante no mercado.A não ser assim,isto é, se a Galp precisasse de ganhar mercado,ou houvesse alguma hipótese de ver a sua quota ameaçada, teria margem para vender mais baixo.
Era o que aconteceria se o mercado funcionasse em concorrência.Assim,é óbvio que quem tem menos volume de vendas segue o player dominante.Isto já foi demonstrado pelo preço mais baixo praticado nos hipers.
Dizer que num mercado destes o consumidor paga porque o preço é o fixado pelo mercado,só não explica porque os portugueses da raia vão a Espanha encher o depósito!
E, no entanto,é por uma razão bem “João Miranda”.É que lá há concorrência!
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Mais a mais… Conte o numero de descidas do PMVP. Agora lembre-se quantas vezes viu o preço descer.
O relatório diz que o PMVP da gasolina desceu entre outubro e novembro de 2006 quase 20 centimos, e o do gasoleo quase 10.
Lembra-se disto?
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E que razão leva os portugueses irem a Badajoz? Porque lá há concorrência á Galp.A verdade é que em Portugal não há concorrência.Se aqui ao lado em vez do Atlântico tivessemos outro país,veríamos se a Galp baixaria ou não o preço.Com esta posição dominante faz o que quer.Não percebo é o que leva o JM
a renegar três vezes, o que todos os dias aqui defende!
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E já agora, sugiro que veja o óptimo trabalho que a AdC está a fazer no sector das telecomunicações…
Nessa área, até tecnologias completamente diferentes têm o mesmo valor de assinatura em todos os operadores.
Coincidências, mais uma vez.
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A diferença no ISP da gasolina para o gásoleo é 22 cts.
No PMVP, essa diferença é de, no máximo, 8cts.
O maior volume de procura de gasóleo justifica esta diferença?
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A concorrencia á Galp em Badajoz não é da refinadora e muito meos do distribuidor mas sim e quase em exclusivo entre os governos que cobram impostos diferenciados.
Não confundir concorrencia entre Zapatero e Socrates com Galp e Repsol.
Embora a Galp tenha como “administrador geral” o segundo.
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Caro RV,
“da última vez abasteci no Jumbo mas não tive que comprar nada no supermercado. Não precisei de vales de desconto e mesmo assim paguei menos 4.9euros do que se o fizesse nas outras gasolineiras do costume. Explique-me lá essa da fidelização de clientes.”
Não, não teve que comprar nada. Mas imagine que faz compras semanais (como é o nosso hábito) num hiper. E um dos hipers até tem a gasolina mais baixa e aproveita para poupar umas massas e abastecer o depósito. Acaba por fazer as compras nesse hiper para além de abastecer o depósito. Ao fim de algum tempo, isso torna-se uma rotina. Ou seja, o hiper fidelizou-lhe o negócio de “hipermercado” com o abastecimento de combustível.
“Porquê? Pelo contrário, até, já que poderiam negociar maiores volumes de compras.”
Porque os hipers sustentam-se numa estratégia de baixo custo operacional, que não é compatível com uma rede distríbuidora. Os hipers têm UM funcionário (quando muito dois), a ganhar salário mínimo, empregado do própio hiper, encarregue da bomba inteira. Um distribuidor (seja de marca ou outro), tem para além de pagar a funcionários, de ter uma margem de lucro senão o negócio torna-se pouco atractivo. Se for ao relatório da AdC e retirar a margem do distribuidor, vai ver que acaba QUASE no preço dos hipers. Os hipers vendem a preço de custo!
“Sim, mas aí é que está. Se os hipers tem os preços + baixos, então são os vencedores da corrida da concorrência. E lá está, companhias diferentes, metodos diferentes, preços diferentes.”
Como disse anteriormente, os hipers NÃO estão em concorrência com as gasolineiras. Se estivessem efectivamente (o que implicaria uma aumento substancial da rede de venda de combustíveis e a sua separação da venda de outros produtos), não conseguiam manter os preços actuais. O custo da logística disparava. Mas mesmo “imaginado” que conseguiam, a GALP estaria sempre na posição de vender abaixo do preço de refinação e arrumar com eles.
O que as pessoas não vêm é que ao vender ao preço do mercado internacional de refinados, a GALP permite que haja concorrência..
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«Os hipermercados são irrelevantes para o mercado de combustíveis (representam um baixo volume de vendas)»
Não me parece. Cerca de 20% já não é mau.
Aliás a GALP tem um pedido na AdC para comprar as bombas do Continente.O que , a realizar-se, extremaria ainda mais a sua posição dominante no mercado.
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««Não me parece. Cerca de 20% já não é mau.»»
CAA,
Se a quota dos hipermercados é elevada, então mais uma razão para ninguém se poder queixar de falta de concorrência.
««Aliás a GALP tem um pedido na AdC para comprar as bombas do Continente.O que , a realizar-se, extremaria ainda mais a sua posição dominante no mercado.»»
Se o Continente pretende vender as suas bombas, então a cnclusão que deve ser tirada é que elas não são um bom negócio. Mais uma prova de que não é possível baixar mais os preços.
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é impressão minha ou o mercantilismo de jm é self service?
Se os preços são iguais é normal “pq é o preço de mercado”, se os preços são diferentes é normal “pq há concorrência” se os hipermercados vendem pouco é normal “pq é um nicho de mercado” se vendem significativamente é normal “pq é a prova da concorrência”.
Tudo é perfeitamente normal e explica-se por si. Uma espécie de artur jorge da economia.
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Caro João Soares,
Qual é o seu argumento a favor da tese de que se passa alguma coisa de anormal?
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Caro CAA,
No relatório da AdC fala em menos de 10% e não em 20%.
Em relação ao postos do Continente, esses postos estão localizados nos antigos Carrefour. A Sonae Distribuição sempre apostou em sinergias com gasolineiras (a Galp), em que explora em parceria as “mini-lojas” dos postos de combustível (M24 / Tangerina), tendo por outro lado contrapartidas (vales de descontos e afins) para os seus clientes usarem nos postos Galp.
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João,
«Se a quota dos hipermercados é elevada, então mais uma razão para ninguém se poder queixar de falta de concorrência.»
A quota não é elevada mas também não é muito significativa. e para se impor teve de obstar a desonestos entraves da mais variada ordem.
O próprio Relatório acaba por assumir que o mercado está estagnado (70% nas mãos de 6) e fechado (entraves administrativos a novos concorrentes. Até o paladino das petrolíferas, José Horta, concorda.
«Se o Continente pretende vender as suas bombas, então a cnclusão que deve ser tirada é que elas não são um bom negócio. Mais uma prova de que não é possível baixar mais os preços.»
Claro que é possível já que há bombas em Hipers que vendem a menos 10 cêntimos que a GALP…
Mas a questão não se reduz ao facto do Continente querer vender pela desvantagem do negócio em si. Há outras implicações:
– Vender combustível não é o ‘core business’ do Continente;
– Existem vantagens alternativas noutros negócios entre as duas companhias;
– A pressão da GALP (de que o Carrefour se queixou várias vezes antes de se pôr a andar daqui para fora) raia o insuportável – lá estão os efeitos das suas várias posições dominantes nos vários mercados dos combustíveis…
Em todo o caso a questão deve colocar-se no estricto plano da concorrência – se a AdC aceitar o pedido então a quota exageradíssima no mercado que a GALP já possui (70%) ficaria perto dos 85%.
Depois dessa situação, que creio ser única na distribuição de combustível no mundo civilizado, seria muito difícil dizer que a posição dominante da GALP não se converteria em ‘abuso’ mal esta espirrasse…
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Digo ‘estrito’.
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Não poderei responder a mais nada nas próximas horas.
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jm este mercado tem todos os indicios de um mercado enfermo
– especulação na venda
– monopolio de refinaçao
– dupla tributação
– falta de concorrencia
– lucros anormais
– desagrado dos consumidores
– paralelismo de preços
acho que nao faz nenhum favor ao liberalismo em atestar normalidade em tudo que cheire a combustivel.
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Carlos Duarte
A prova que a Galp aceita a concorrência é que os portugueses perto da fronteira vão abastecer a Espanha!
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“A prova que a Galp aceita a concorrência é que os portugueses perto da fronteira vão abastecer a Espanha!”
Não percebi… Se é mais barato em Espanha, acho muito bem que vão. Aliás, tem sido em parte estratégia da Galp abrir postos em Espanha perto da Fronteira!
Caro Luís Moreira, ainda não se apercebeu que a diferença de preço entre Portugal e Espanha se deve UNA E EXCLUSIVAMENTE devido às cargas fiscais? Para a Galp (ou BP ou Repsol ou Cepsa) é igual ao litro (literalmente) que comprem cá ou lá, a margem de lucro é idêntica!
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««A quota não é elevada mas também não é muito significativa. e para se impor teve de obstar a desonestos entraves da mais variada ordem.»»
Quais entraves desonestos? O elatório da AdC diz que a GALP vende à saída da refinaria a preços do mercado internacional.
««O próprio Relatório acaba por assumir que o mercado está estagnado (70% nas mãos de 6)»»
Claro que está estagnado. Os mercados competitivos e maturos tendem a estagnar. Estariamo à espera de quê? Não é possívl rentabilizar o capital investido baixando os preços e a tendência, como se tem visto, é para reduzir o número de operadores.
«« e fechado (entraves administrativos a novos concorrentes. Até o paladino das petrolíferas, José Horta, concorda.»»
Os preços em Portugal sem impostos são iguais a Espanha. Logo, esse factor pouco impacto tem nos preços.
««Claro que é possível já que há bombas em Hipers que vendem a menos 10 cêntimos que a GALP…»»
E as bombas dos hipers estão a rentabilizar o capital investido nas bombas ou estão apenas a aproveitar sinergias com a distribuição alimentar? Se os hiper estão a rentabilizar o investimento, porque é que querem vender à GALP? Porque é que a GALP haveria de vender 10 cêntimos mais barato se não tem nenhum hipermercado onde rentabilizar sinergias?
««Mas a questão não se reduz ao facto do Continente querer vender pela desvantagem do negócio em si. Há outras implicações:
– Vender combustível não é o ‘core business’ do Continente;»»
Pois não. Essa é uma razão para se pensar que o preço do Continente se deve às sinergias com a distribuiçao alimentar.
««- Existem vantagens alternativas noutros negócios entre as duas companhias;»»
Lá está. Vender gasolina 10 cêntimos mais barata não é propriamente um negócio que alguém queira ter.
««- A pressão da GALP (de que o Carrefour se queixou várias vezes antes de se pôr a andar daqui para fora) raia o insuportável – lá estão os efeitos das suas várias posições dominantes nos vários mercados dos combustíveis…»»
Que pressão? É ler o relatório da AdC. A GALP vende a gasolina à saída da refinaria aos preços do mercado internacional.
Em todo o caso a questão deve colocar-se no estricto plano da concorrência – se a AdC aceitar o pedido então a quota exageradíssima no mercado que a GALP já possui (70%) ficaria perto dos 85%.
Depois dessa situação, que creio ser única na distribuição de combustível no mundo civilizado, seria muito difícil dizer que a posição dominante da GALP não se converteria em ‘abuso’ mal esta espirrasse…
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««jm este mercado tem todos os indicios de um mercado enfermo
– especulação na venda»»
O que é especulação na venda?
««- monopolio de refinaçao»»
Os preços à saída da refinaria são iguais aos preços a nível internacional.
««- dupla tributação»»
O que é que isso tem a ver com o mercado?
««- falta de concorrencia»»
Foi isso que eu lhe pedi para provar. Ainda não vi nada.
««- lucros anormais»«
O que são lucros anormais?
««- desagrado dos consumidores»»
Não prova nada. O consumidor gostaria de ter a gasolina de borla.
««- paralelismo de preços»»
O paralelismo de preços é perfeitamente expectável em mercados concorrenciais.
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Caro CAA,
“O próprio Relatório acaba por assumir que o mercado está estagnado (70% nas mãos de 6) e fechado (entraves administrativos a novos concorrentes. Até o paladino das petrolíferas, José Horta, concorda.”
6? E acha pouco? Num país como o nosso? Diga-me, quantas empresas de gás conhece? Electricidade? Quantos fornecedores de serviços telefónico? TV por cabo/satélite? Internet? Operadoras móveis?
O mercado é pequeno, o tipo de negócio é de venda a volume, com incidência forte na logística, tem uma tendência natural para a concentração.
Mas concordo que os principais entraves são admnistrativos… Quando deixar de custo 1 milhão de Euros licenciar um posto (e isto é só LICENCIAR) pode ser que a coisa melhore. Agora não espere uma multiplicação dos grossistas (vão ser os mesmos), vai ter é um aumento de retalhistas com margem de retalho menor.
“Em todo o caso a questão deve colocar-se no estricto plano da concorrência – se a AdC aceitar o pedido então a quota exageradíssima no mercado que a GALP já possui (70%) ficaria perto dos 85%.”
???? Que contas são essas? Salvo erro, são OITO postos em cerca de 2300 no total nacional… Isso dá cerca de 0,35%, ou seja, o impacto é muito reduzido! Se a conversa for sobre os 44 postos da ESSO (2%) a conversa já pode (deveria?) ser diferente.
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JM,
O Continente NUNCA teve postos de combustíveis. Estes de que o CAA fala foram “herdados” do Carrefour quando comprou o negócio. A Sonae Distribuição NÃO está interessada no negócio, e como tem uma parceria com a Galp (via lojas M24/Tangerina e os “duplos descontos” Galp/Continente) prefere alienar ao parceiro (como é óbvio!) do que alienar a um terceiro que resolva fazer negócio com um concorrente (imaginemos que vende à BP, que tem uma parceria similar com o Jumbo… ia “enfiar” um concorrente à beira de casa).
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««Em todo o caso a questão deve colocar-se no estricto plano da concorrência – se a AdC aceitar o pedido então a quota exageradíssima no mercado que a GALP já possui (70%) ficaria perto dos 85%.
Depois dessa situação, que creio ser única na distribuição de combustível no mundo civilizado, seria muito difícil dizer que a posição dominante da GALP não se converteria em ‘abuso’ mal esta espirrasse…»»
CAA,
A quota de mercado da GALP não é de 70%. Deve andar à volta dos 50%. E, de acordo com o Carlos Duarte, o número de postos do Continente em questão é desprezável. Quanto à situação única no mundo civilizado, o que me parece única é essa ideia de que a distribuição de combustíveis devia ser um negócio de pequena escala altamente fraccionado. Isso não faz sentido nenhum. O negócio dos combustíveis tem ganhos de escala que fazem com que o elevado fraccionamento da distribuição prejudique o consumidor.
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A propósito:
Anda a circular pela internet um apelo à apresentação de 1 milhão de assinaturas numa petição que visa impedir a cobrança de €1,5 por levantamento numa caixa multibanco.
Alguém quer comentar?
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Carlos Duarte
Para o consumidor o que interessa é o preço que paga.Ninguem compra gasóleo a
pensar que x% é para o estado.Ainda se o Estado nada tivesse a ver com a Galp!
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Os bancos com as caixas multi livraram-se de milhares de trabalhadores nas agências.O consumidor trocou a abordagem pessoal pela abordagem á distância.Está tudo pago.A pretenção dos bancos é o habitual.Sacar!
Proponho que se esta medida for para a frente,todos estejamos prontos a mudar para o banco que não cobre essa comissão!
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“Para o consumidor o que interessa é o preço que paga.Ninguem compra gasóleo a
pensar que x% é para o estado.Ainda se o Estado nada tivesse a ver com a Galp!”
E não tem. Actualmente o Estado não tem nada a ver com a gestão da Galp (e assim é que está bem, diga-se).
Claro que ao consumidor o que interessa é o preço que paga. Mas o consumidor não tem o direito de impor o preço por via de medidas legislativas a uma empresa… É que se for assim, também acho os Ferraris caros! Quero um a um preço acessível, sei lá, 1000 €! Bota a fazer manifs para o governo obrigar a Ferrari a vender a 1000 € o carro…
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Carlos Duarte,
«“O próprio Relatório acaba por assumir que o mercado está estagnado (70% nas mãos de 6) e fechado (entraves administrativos a novos concorrentes. Até o paladino das petrolíferas, José Horta, concorda.”
6? E acha pouco? Num país como o nosso? Diga-me, quantas empresas de gás conhece? Electricidade? Quantos fornecedores de serviços telefónico? TV por cabo/satélite? Internet? Operadoras móveis?»
Não se pode provar a liberdade de um mercado comparando-o com a falta dela noutro.
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João,
«A quota de mercado da GALP não é de 70%. Deve andar à volta dos 50%.»
É de 70% dentro dos 70%, de acordo com o Relatório.
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(continuação)
Ora 6 competidores (só 3 contam realmente) que dominam 70% do mercado e em que a GALP detém 70% desses 70% faz com que haja posição dominante. Acrescem as regras administrativas que entravam o mercado. Por isso este é um mercado fechado e que no essencial tem condições para agir em conluio.
A AdC diz que não o faz. O sr. Cymbron diz que sim. Gostava que ele fornecesse dados para o provar.
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««É de 70% dentro dos 70%, de acordo com o Relatório.»»
Isso dá 49%.
JM
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