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Sem estratégia *

7 Junho, 2008
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É fácil denunciar as opções de alguém após estas se terem revelado como erros. Mais difícil é fazê-lo antecipadamente. As críticas à resolução do F.C. Porto de não recorrer da decisão da C.D. da Liga, à data, baseavam-se em razões de ética e de imagem. Não me lembro de ouvir ninguém do clube de que sou sócio há mais de 30 anos aventar a hipótese de que isso seria fatal na UEFA. Assim, a posição daqueles que agora surgem afirmando “eu bem dizia” parece-me oportunista e inconsequente.

Mas é inegável que este caso tem sido mal conduzido. Tudo parece retardado e meramente reactivo. Na SIC, Pinto da Costa fugiu para a frente e deu a ideia que a partir de agora é que a defesa iria ser tratada a sério. Embora tarde, espero que ainda vá a tempo.

* Correio da Manhã, 6.VI.2008

90 comentários leave one →
  1. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    7 Junho, 2008 00:38

    O Pintinho começou a descer a longa estrada que leva ao esquecimento.Oxalá alguem o ajude a sair de cabeça erguida e a tempo!

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  2. Desconhecida's avatar
    Mialgia de Esforço permalink
    7 Junho, 2008 00:39

    Ora aqui está um comentário que não poupa adjectivos ao Orelhas. Aos poucos, lá vão admitindo.

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  3. Piscoiso's avatar
    7 Junho, 2008 00:53

    Facilitaram.
    “Tomem lá os 6 pontos e não nos chateiem mais.”
    Não contaram com a comunicação do caso à UEFA, por não acreditarem que a retroactividade fosse considerada.
    Foi uma decisão de alto risco, displicente, com algum desprezo pelo poder político dos adversários.
    Contudo, está por saber o que teria acontecido se o FCP recorresse.
    Qual seria a estratégia do Benfica nesse caso ?

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  4. Meme's avatar
    Meme permalink
    7 Junho, 2008 01:15

    A estrutura profissional do FCP está vocacionada para os jogos dentro do campo, neste jogo (fora do campo) são amadores!!

    O Cervan e o Cunha desLeal devem estar a torçer para que no sorteio para a 3ª eliminatória saiam ou a Juventus ou o Milan, a verificar-se, no final da mesma, irão escrever uma entrevista para o Orelhas publicar no site, nessa altura, o Orelhas finalmente jumtará a sua voz à voz de Madaíl e exigir equidade à UEFA :)))))

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  5. portela menos um's avatar
    portela menos um permalink
    7 Junho, 2008 01:25

    sondagem expresso/sic/renascença:

    PS (perde a maioria absoluta): 41,8%
    PSD (já com Manuela Ferreira Leite): 25%.
    PCP: 11%
    BE: 10%.
    CDS: 6,9%
    .
    .
    .
    FCP: -18Milhões (mas não perde 6 pontos)

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  6. curiosamente's avatar
    curiosamente permalink
    7 Junho, 2008 01:27

    CAA “As críticas à resolução do F.C. Porto de não recorrer da decisão da C.D. da Liga, à data, baseavam-se em razões de ética e de imagem.”

    Errada análise, caro CAA, embora compreenda a sua defesa.
    Repare, o FCP não recorreu. Mas PdaCosta recorreu.
    Portanto, o FCP e como bem disse Piscoiso só se preocupou com os pontos. PdaCosta é que se preocupou com a ética e a imagem.

    CAA ” Não me lembro de ouvir ninguém do clube de que sou sócio há mais de 30 anos aventar a hipótese de que isso seria fatal na … ”

    Caro CAA, tem toda a razão. Mas ao mesmo tempo, esta parte do seu artigo , curiosamente, faz-me lembrar o moto do blasfémias.
    ” A blasfémia é a melhor defesa para o estado geral de bovinidade”

    Quais os sócios que iriam contra a SAD e o FCP ? Isso era uma blasfémia, e grande.
    Se há clube onde reine “o seguidismo”, curiosamente, é no FCP.
    Ai de quem nessa altura tivesse dito algo diferente da SAD.
    Nem PdaCosta o fez. Ele discordou, mas foi para recurso sossegadamente e nem ele disse porque fazia ao contrário do clube. Nem o assunto foi analizado nos jornais, sequer.
    Como se fosse algo simples, até os jornais se calaram, quanto mais os sócios.
    Perante tão dispares acções (SAD não recorre, PdaCosta recorre pessoalmente) os sócios do FCP conseguiram estar de acordo com o SIM e com o NÂO: ou seja, maior seguidismo da maior parte dos sócios , não existe.

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  7. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 01:49

    Mr. Piscoiso,

    se o FCP recorresse, arriscava-se a perder 6 pontos na próxima época. E alguma gente DESEJAVA que recorresse…

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  8. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 01:52

    Mr. CAA,

    praticamente após a decisão, José Guilherme Aguiar disse que teria sido melhor recorrer….

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  9. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 01:57

    A sensação por mim colhida muito antes da decisão do CDLiga, é que alguns mediáticos portistas entendem que “está na hora” de fazerem parte dos órgãos sociais do FCP. Afastando PCosta.
    Agora, com esta punição, esfregam as mãos por tão ansiado e premente momento….

    De facto no mundo do futebol singra uma máxima conhecida: “hoje bestial; amanhã uma besta”.
    Se eu fosse portista estaria eternamente grato a PC — o que não me impediria de pontualmente discordar dele.

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  10. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 02:02

    Mr. Luís Moreira,

    PCosta nunca será esquecido pelos portistas e…pelos adversários.

    Porquê ? Tudo o que ganhou vai ser esquecido num àpice ? Não ficará para sempre recordado ?

    Tenho concluído que PCosta já “escolheu” sucessor bem acompanhado por futuros vices.
    (Não dou o meu palpite….).

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  11. Desconhecida's avatar
    Bibóporto permalink
    7 Junho, 2008 02:29

    “Embora tarde, espero que ainda vá a tempo”

    O quê, vai pedir aos árbitros que lhe devolvam as prostitutas?

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  12. Desconhecida's avatar
    Biba! permalink
    7 Junho, 2008 02:37

    E devolvam-nas ainda virgens, para provar que não foram usadas.

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  13. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    7 Junho, 2008 03:05

    Houve muita gente portista que disse a tempo que não recorrer era um erro.

    PC chegou ao fim da viagem desportiva.Devia recuar para um lugar menos exposto.

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  14. Elephant Hunting's avatar
    Elephant Hunting permalink
    7 Junho, 2008 04:29

    Dei-me ao trabalho de fazer uma pesquisa no google por: “Estoril-Benfica” (Se calhar devia ter feito ao contrário…)

    Curiosamente quem na altura ainda editava alguma informação é o actual insuspeito CM

    Alguma cronologia:
    03-FEV07 CM
    —————————————–
    PJ VOLTA À CARGA NO ESTORIL-BENFICA (Volta?? não sabia que já lá tinham ido…)

    O Estoril-Benfica, de 2005, realizado no Estádio Algarve, voltou à agenda da Polícia Judiciária. Litos e Carlos Xavier, na altura treinador e adjunto do Estoril, foram recentemente interrogados pelas autoridades, na qualidade de testemunhas, tendo reiterado as impressões recolhidas naquela noite polémica. E novas inquirições estão na calha, já sob a batuta de Maria José Morgado, coordenadora das investigações do ‘Apito Dourado’.

    Recorde-se que os técnicos estranharam alguns comportamentos não só na noite do jogo, como também na semana que o antecedeu. Então, José Fernando, primo de Veiga, ainda em funções no Benfica, ter-se-á deslocado ao Estoril e convidado jogadores para almoçar. Tais factos caíram como uma bomba entre os estorilistas e logo despoletaram a suspeita. O Benfica acabaria por vencer por 2-1, numa partida em que a arbitragem mereceu duras críticas. “Chegou a uma altura em que me fui embora porque estava enojado”, disse Xavier, após a partida.

    Durante a inquirição, Litos e Carlos Xavier esclareceram o teor de algumas declarações proferidas e relataram alguns episódios passados longe de olhares indiscretos, como um em que José Veiga, então director dos encarnados, terá ameaçado Litos com um desemprego… perpétuo

    – PJ INVESTIGA ESTORIL-BENFICA, 07-06-2007

    “É verdade que a Polícia Judiciária andou a recolher informações. Fui contactado por eles logo a seguir ao jogo e disseram-me que mais tarde voltariam a entrar em contacto comigo. Eu coloquei-me à disposição deles, mas desde então nunca mais falaram comigo. Espero que as coisas não tenham ficado em águas de bacalhau”, afirmou Carlos Xavier ao CM.
    ——————————————
    Curiosidades:
    1) 1º falaram depois disseram que voltariam a falar e (pelo menos publicamente) nunca mais regressaram???
    2) uiii, a esposa do consultor e prestador de serviços do LFV é que agarrou no processo mais a sua equipa “Esbugalhada”; então o processo já deve estar preparadinho e “limpo” para arquivo!

    É por estas e por outras que considero os comentários do MJRB altamente assertivos e de facto enquadrados com a realidade! Vai daí decide subscrever a seguinte petição:

    http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?morgado

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  15. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    7 Junho, 2008 06:39

    dinheiro “é tão lindo o maganão”

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  16. C. Medina Ribeiro's avatar
    7 Junho, 2008 09:58

    EM TEMPOS que já lá vão, um administrador de uma empresa disse-me que pretendia contratar um gestor de obras e perguntou-me se eu conhecia alguém que estivesse disponível.

    Depois de alguns contactos, consegui desencantar um colega que se mostrou interessado e que me apressei a recomendar recorrendo ao que – pensava eu…- era o melhor argumento em seu favor: «Ele é óptimo a resolver problemas!».

    No entanto, e para minha grande surpresa, o meu interlocutor abanou a cabeça, sorriu, e, com uma paternal palmadinha no ombro, deu-me a seguinte resposta que nunca mais esquecerei:

    «Obrigado, meu caro, mas eu não preciso de quem RESOLVA problemas; gente dessa há por aí aos pontapés. Eu preciso é de quem saiba ANTECIPÁ-LOS, para que não cheguem, sequer, a surgir».

    E rematou, ao mesmo tempo que me estendia a mão, dando a conversa por encerrada: «Nunca se esqueça que, nos negócios – como na política – GERIR É PREVER».

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  17. Piscoiso's avatar
    7 Junho, 2008 09:59

    Se a situação conhecer uma reviravolta, finalmente com a ajuda da FPF, ao anular a decisão da CD da Liga, haverá muitos sapos vivos a engolir.

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  18. C. Medina Ribeiro's avatar
    7 Junho, 2008 10:00

    (…)

    Uma empresa de consultadoria estrangeira concluiu, não há muito tempo, que <«os gestores portugueses são muito bons a resolver os problemas que eles próprios criam»

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    7 Junho, 2008 10:07

    “Quais os sócios que iriam contra a SAD e o FCP ? Isso era uma blasfémia, e grande.
    Se há clube onde reine “o seguidismo”, curiosamente, é no FCP.
    Ai de quem nessa altura tivesse dito algo diferente da SAD.”

    O CAA não parece ser seguidista. Nem o Rui Moreira. Muito menos o Miguel Sousa Tavares. Nem o Miguel Guedes. Quer mais exemplos?

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  20. lica's avatar
    lica permalink
    7 Junho, 2008 10:43

    MJRB Diz:
    7 Junho, 2008 às 1:49 am
    Mr. Piscoiso,

    se o FCP recorresse, arriscava-se a perder 6 pontos na próxima época. E alguma gente DESEJAVA que recorresse…

    ——–

    não será bem assim. Por incrivel que pareça, ainda na quarta-feira, Dias Ferreira, Guilherme Aguiar e o outro comentador adepto do benfica de quem me não lembra o nome, foram unânimes em dizer que os pontos, mesmo que o fcp recorresse, seriam na mesma deduzidos no campeonato desta época. Até nisso o PC foi nabo

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  21. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 11:02

    Se as escutas – que ninguém conhece – serviram para tramar PdCosta, por que é que as escutas – que toda a gente ouviu – não servem, para tramar o LFVieira?
    Por que é que o Sr. Procurador considera “pacífico” que o Sr. LFVieira se faça acompanhar de gorilas (guarda-costas) e permita que um deles agrida em pleno aeroporto um passageiro com evidentes provas públicas.
    Por que é que o Sr. Procurador considera irrelevante que, ao melhor estilo AlCaponiano, o motorista do Sr. Orelhas (apelido do Presidente do clube mais salazarento do país) agrida selvaticamente, junto a uma entidade bancária, um transeunte que tinha o carro mal estacionado?

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  22. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 11:04

    ”Luís Filipe Vieira (LFV) – Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito… (…)
    Valentim Loureiro (VL) – Eu penso que ou o Lucílio… o António Costa, esse Costa não lhe dá… não lhe dá nenhuma garantia?
    LFV – A mim?! F.., o António Costa? F… Isso é tudo Porto!
    VL – Exacto, pronto! (…) E o Lucílio?
    LFV – Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
    VL – E o Duarte?
    LFV – Nada, zero! Ninguém me dá!… Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, ”porque eu estou a fazer isto por outro lado. (…)”
    VL – Talvez o Lucílio, pá!
    LFV – Não, não quero Lucílio nenhum! (…)
    VL – E o Proença?
    LFV – O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f…!
    VL – E o João Ferreira?
    LFV – O João… Pode vir o João. Agora o que eu queria… (…) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro… O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (…) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.”

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  23. Desconhecida's avatar
    Joao Carlos permalink
    7 Junho, 2008 11:05

    Quando a Carolina era a 1ª Dama e foi para Luz chamar nomes aos benfiquistas, os tripeiros riam-se e gozavam…estavam no topo do mundo. Agora que provaram do seu veneno, ainda há pouco ouvi Michele Platini dizer que a politica da Uefa é excluir as equipas fraudulentas e batoteiras, andam incomodados com a imagem não do FCP mas do seu presidente marialva !!!gande Pinto Costa…continua por muitos anos…..a Taça Corrupção já ninguém te tira!!!!!

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  24. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 11:05

    “De: Rui Valente
    Data: 30-05-2008 17:47:16
    Para: UEFA
    Assunto: Porte Plainte contre-Luís Filipe Vieira, President du Sport Lisboa e Benfica

    DIRIGÉ AU:
    DEPARTEMENT DE JUSTICE ET DISCIPLNE DE L’UEFA

    Excellentissimes Monsieurs

    Convaincu que l’éminence de votre instituition régle ses décisions par les plus hauts et nobles criteriuns de Justice, je viens vous faire connaissance de la suivante situation:

    Le Futebol Clube do Porto est un clube centenaire que dans les dernières vingtaines d’ années a grandi à compte de la dédication de ses adeptes et associés, autant comme (et principalement) pour l’éffort d’une forte et compétente liderance de son Président, Mr. Jorge Nuno Pinto da Costa. La constante croissance du clube avec des succés sportifs connus, tant au niveau national comme international lui ont apporté, de la part de ses adversaires sportifs plus proches (Benfica e Sporting), une indescriptible vague de jalousie pas facile d’imaginer à qui ne connais bien la realité portugaise.

    Ce fait, pour etre bien analisé, ne dois pas être dissocié de la realité politique actuel au Portugal, trop, trop centralisée à Lisbonne, et profondement injuste pour le reste du pays, particulièrement pour la région du Nord, ce que explique un peu cette jalousie. La ville du Porto, est la deuxième en importance au Portugal, mais les dernières trintaine d’annés vint à perdre toute sorte de recours, y compris les économiques, à cause d’un centralisme exageré.

    Indépendamment des questions criminéles que puissent justifier une enquéte à l’actuation de la SAD du Futebol Clube de Porto – que, à mon avis, sont totalement insolites – je dois reinseigner cette honorable instituition que la plainte mouvue par le Benfica contre le FCPorto à eu un seul objectif: gagner juridiquement ce qui n’a pu gagner dans le champ sportif, pendant une époque où le F.C.do Porto fut, selon tout l’opinion publique et des experts dans la matière, un vainqueur indiscutible et juste, avec 21 points d’avance sur le second classifiqué. Il faut dire encore que cette campagne contre le FCPorto est ancienne et absolument honteuse!

    Finalement, le plus grave et incompréhensible. Tout le Portugal, et tous les portugais ont témoigné par la Télévision une conversation téléphonique gravée, entre le Président du Benfica, Mr. Luís Filipe Vieira et le Président de la Ligue de Futebol Portugaise, Mr. Valentim Loureiro, où le premier essayé de convaincre le President de la Ligue à choisir le meilluer arbitre pour un certain match de foottbal et, jusqu’ aujourd’hui, le Conseil de Discipline de La Ligue de Football Portugaise le même organisme dont à sorti l’accustion contre le F.C.Porto (encore dépendente du recours du clube pour les organes de la Federation Portugaise de Futebol) n’a absolument rien fait.

    Au de lá de le scandale públique vis à vis la discrimination de traitement entre un cas – sans preuves évidentes -, et l’ autre – où elles sont publiques et notoires -, ce comportment ne credibilise en rien la Justice.

    Je viens donc, Ex.Msrs, vous laisser cette information dont j’assume la total responsabilité, et me disponibilise pour tout ce que puisse contribuer pour éclaircir ce cas que arrive à ce Conceil de Discipline trés, trés souillé.

    Un citoyen du Porto, ami de la vérité,”

    Rui Valente

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  25. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 11:07

    Pinto de Sousa – A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte… É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: “Quem é que você está a pensar para a Taça?”… Eu disse: “Estou a pensar no Paraty”…
    VL – Bem, o gajo está f… (…) O Paraty então não consegues, não é?
    PS – O Paraty não pode ser. (…) Até para os árbitros restantes, diziam assim: “É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!”. (…)
    VL – Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (…) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
    PS – É… Por acaso é verdade…
    VL – O Porto quer lá saber disso!
    PS – Se é o Lucílio… Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa…
    ”VL – Ao Porto qualquer um serve!”

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  26. Desconhecida's avatar
    jlcr permalink
    7 Junho, 2008 11:41

    Não consigo entender o CAA, homem que considero inteligente e avesso a falcatruas. Nestes postes parece que desculpa a corrupção deste que ela diga respeito ao seu impoluto FCP.
    Caro CAA a corrupção é para banir atinja quem atingir. Deixe-se destes branqueamentos. A cegueira clubistica não pode encobrir o seu discernimento. Por favor. A atitude de rejeição a tais métodos é para todos: SLB, SCP ou FCP.
    Ganhemos com lisura, deixemo-nos de cegueira.

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  27. ccz's avatar
    7 Junho, 2008 12:00

    De cada vez que aqui no Blasfémias se escreve sobre futebol, sem ser pelo jogo jogado, perco um pouco de consideração por este blogue… problema meu.

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  28. Pilhas Galinhas's avatar
    7 Junho, 2008 12:08

    Não nos podemos esquecer, que o “patrao” do futebol portugues, ate se permitia, que os seus jogadores não representassem Portugal, dominou tudo e todos, durante 20 anos, distribuindo fruta a rolex,por tudo o que era cão, tem um fim triste, mas não paga as pulhices que engredrou, paga 1% por daquilo que fez

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  29. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 12:16

    “De: Rui Valente
    Data: 30-05-2008 17:47:16
    Para: UEFA
    Assunto: Porte Plainte contre-Luís Filipe Vieira, President du Sport Lisboa e Benfica

    DIRIGÉ AU:
    DEPARTEMENT DE JUSTICE ET DISCIPLNE DE L’UEFA

    Excellentissimes Monsieurs

    Convaincu que l’éminence de votre instituition régle ses décisions par les plus hauts et nobles criteriuns de Justice, je viens vous faire connaissance de la suivante situation:

    Le Futebol Clube do Porto est un clube centenaire que dans les dernières vingtaines d’ années a grandi à compte de la dédication de ses adeptes et associés, autant comme (et principalement) pour l’éffort d’une forte et compétente liderance de son Président, Mr. Jorge Nuno Pinto da Costa. La constante croissance du clube avec des succés sportifs connus, tant au niveau national comme international lui ont apporté, de la part de ses adversaires sportifs plus proches (Benfica e Sporting), une indescriptible vague de jalousie pas facile d’imaginer à qui ne connais bien la realité portugaise.

    Ce fait, pour etre bien analisé, ne dois pas être dissocié de la realité politique actuel au Portugal, trop, trop centralisée à Lisbonne, et profondement injuste pour le reste du pays, particulièrement pour la région du Nord, ce que explique un peu cette jalousie. La ville du Porto, est la deuxième en importance au Portugal, mais les dernières trintaine d’annés vint à perdre toute sorte de recours, y compris les économiques, à cause d’un centralisme exageré.

    Indépendamment des questions criminéles que puissent justifier une enquéte à l’actuation de la SAD du Futebol Clube de Porto – que, à mon avis, sont totalement insolites – je dois reinseigner cette honorable instituition que la plainte mouvue par le Benfica contre le FCPorto à eu un seul objectif: gagner juridiquement ce qui n’a pu gagner dans le champ sportif, pendant une époque où le F.C.do Porto fut, selon tout l’opinion publique et des experts dans la matière, un vainqueur indiscutible et juste, avec 21 points d’avance sur le second classifiqué. Il faut dire encore que cette campagne contre le FCPorto est ancienne et absolument honteuse!

    Finalement, le plus grave et incompréhensible. Tout le Portugal, et tous les portugais ont témoigné par la Télévision une conversation téléphonique gravée, entre le Président du Benfica, Mr. Luís Filipe Vieira et le Président de la Ligue de Futebol Portugaise, Mr. Valentim Loureiro, où le premier essayé de convaincre le President de la Ligue à choisir le meilluer arbitre pour un certain match de foottbal et, jusqu’ aujourd’hui, le Conseil de Discipline de La Ligue de Football Portugaise le même organisme dont à sorti l’accustion contre le F.C.Porto (encore dépendente du recours du clube pour les organes de la Federation Portugaise de Futebol) n’a absolument rien fait.

    Au de lá de le scandale públique vis à vis la discrimination de traitement entre un cas – sans preuves évidentes -, et l’ autre – où elles sont publiques et notoires -, ce comportment ne credibilise en rien la Justice.

    Je viens donc, Ex.Msrs, vous laisser cette information dont j’assume la total responsabilité, et me disponibilise pour tout ce que puisse contribuer pour éclaircir ce cas que arrive à ce Conceil de Discipline trés, trés souillé.

    Un citoyen du Porto, ami de la vérité,”

    Rui Valente

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  30. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 12:18

    “Liga de Clubes ainda aguarda mais dados da PGR

    O “Apito Final” ainda não acabou. A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes tem dois processos suspensos aguardando os resultados de um inquérito aberto pelo procurador-geral da República com base no dossier “Apito Encarnado”. O documento tornado público em Agosto de 2007, foi entregue à PGR (e também à Liga, Federação e Polícia Judiciária) e pode colocar o Benfica sob a alçada da justiça desportiva no âmbito do processo “Apito Final”. Alegadamente elaborado “por um conjunto de funcionários de investigação” da Polícia Judiciária, o dossier denuncia uma suposta dualidade de critérios da investigação do processo “Apito Dourado”, e refere “factos” a que ” por esquecimento não terá sido dado o devido tratamento”. Algumas das denúncias dizem respeito à época 2004/2005, ano em que o Benfica conquistou o campeonato. “Reuniões secretas entre Luís Filipe Vieira e José Veiga com dirigentes da arbitragem” , “reuniões num restaurante de Penafiel entre José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes”, “reuniões entre o dr. João Rodrigues com o sr. Pinto de Sousa num hotel de Lisboa” , ” a promessa da contratação de um jogador do Estoril antes do “famoso” jogo Estoril-Benfica, no Algarve”, são algumas das denúncias feitas no documento anónimo que mereceu a Pinto Monteiro, no entanto, a decisão de abrir um processo de inquérito.

    Sabendo disso, a Comissão Disciplinar da Liga de forma a evitar a prescrição que poderia resultar da abertura de um novo inquérito, tomou a decisão de suspender dois processos. Os processos de inquéritos 02-06/07 e 13-06/07 , apesar do arquivamento dos autos na parte respeitante à matéria de facto da deliberação final mantêm-se suspensos por um período de dois meses, a contar da data de publicação do respectivos acordãos – 6 de Maio de 2008 – ( no dia 6 do próximo mês de Julho a situação será revista), conforme se pode ler nas páginas 38/39/ 40 e 110/ 111 dos respectivos documentos. “O prosseguimento do processo visa investigar e aferir do relevo jusdisciplinar da factualidade que possa resultar da informação remetida a esta comissão disciplinar pela procuradoria geral da República”.”

    In Diário de Notícias

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  31. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 12:43

    Litos: Só aumentaram prémios após jogo com Benfica
    O ex-técnico do Estoril, que revela ter um convite do Barreirense, não esquece o polémico jogo com o Benfica no Algarve. As críticas que ouviu da parte dos dirigentes ‘canarinhos’, logo após o jogo, são uma mágoa que ainda carrega. O desafio era determinante para o Estoril ficar na SuperLiga, mas o procedimento da SAD, na questão dos prémios, não o mostrou.

    Correio da Manhã – Já tem clube para a próxima época?

    Litos – Têm aparecido alguns convites mas os projectos não são muito atraentes. Neste momento, o meu representante tem estado em contacto com responsáveis do Barreirense, mas primeiro é preciso avaliar alguns dados e uma definição de orçamento. Tenho os pés na terra. Sei que não posso voltar a estar colado a uma descida de divisão. Por muito que se conheçam as dificuldades financeiras que o Estoril teve, essa marca fica. Por outro lado, também sei que não posso estar parado. Não me posso dar ao luxo de uma licença sabática. Quero trabalhar e estou à procura. Desci uma equipa, tenho que corrigir isso.

    – Veiga disse que não arranjaria trabalho. Está a fechar-lhe portas?

    – Quero acreditar que em Portugal já não se funciona dessa maneira, por muito que alguém tente. Nem posso dar essa importância a certas pessoas. Tudo o que disse foi em resposta a quem pôs em causa o meu profissionalismo e nunca confundi a instituição que é o Benfica com essas pessoas.

    – A ruptura com os dirigentes do Estoril e com Veiga surge após o Estoril-Benfica, no Algarve. Fosse o jogo onde fosse não haveria sempre mais benfiquistas?

    – A solução que me foi apresentada e com a qual concordei passava pela realização do jogo no Estádio Nacional ou no Restelo, de forma a que as receitas permitissem saldar três meses de salários e vários prémios de jogo em atraso. Entendi que seria uma boa solução. Só mais tarde aparece o Algarve e lamento o que se lá passou. Até o ‘speaker’ estava a actuar como se estivesse na Luz. Depois, a arbitragem. Vi-me sozinho nas críticas que fiz, justas. Quando seria normal ter os responsáveis do Estoril ao meu lado, eles estavam a criticar-me no balneário. E ninguém foi capaz de enaltecer o comportamento da equipa, a começar pelos próprios dirigentes do Estoril.

    – Para a equipa técnica ganhar ao Benfica não era também ajudar o Sporting a ser campeão?

    – Não havia coisa mais importante do que a manutenção do Estoril. Se isso tivesse acontecido, não estaria agora preocupado em arranjar clube. Estava lançado como treinador. Na altura em que defrontámos o Benfica só a vitória nos servia. Quando jogámos contra o Sporting a motivação era igual. Se tivesse ganho estava lançado. E a 12 minutos do final, o Sporting só ganhava por 1-0. A diferença é que contra o Sporting tínhamos que travar o Liedson e o Douala, no auge da sua forma. Ou seja : gosto muito do Sporting fiquei muito triste, sobretudo, pela derrota na Taça UEFA mas sou um profissional.

    – Alguma vez viu ou reuniu com os responsáveis da empresa (Southern Cross) a quem José Veiga vendeu as acções do Estoril?

    – Não. Mesmo em relação ao presidente da SAD (António Figueiredo), vi-o pouco. Penso que o afastamento dele se deveu a algum constrangimento pelas dificuldades financeiras que começaram logo em Setembro. Sendo o mais jovem treinador da SuperLiga penso que merecia ter tido mais apoio.

    – Criticar a arbitragem compensa?

    – Mas por que razão me dizem para ter cuidado com o que digo dos árbitros? É um conselho estranho. E o que pensariam os sócios do clube se eu não o fizesse?

    – Teve influência nos jogadores saberem que os ‘patrões’ queriam a vitória do Benfica no campeonato?

    – Penso que não. Nem podia, como treinador, acreditar nisso.

    – Qual era o prémio pela vitória ao Benfica?

    – Trezentos euros. Aliás, disseram-nos que os prémios iriam ser aumentados a partir desse jogo.

    – O aumento não incluia o do Benfica porquê?

    – Não sei. Talvez porque os responsáveis acreditavam que não havia qualquer possibilidade de ganhar ao Benfica. Com ou sem prémio.

    “SAÍ DO SPORTING NO AUGE DA CARREIRA”

    CM – Voltar ao Sporting é um objectivo possível ou um sonho?

    Litos – Quem é que não gostaria de entrar pela porta grande do Sporting e fazer parte dos quadros técnicos do clube?! Mas para lá chegar terei que ir trabalhando de forma a enriquecer o meu currículo.

    – Admirou-se com a forma como saíram Rui Jorge e Pedro Barbosa?

    – Não fico admirado. Em 1991, com 10 anos de casa e apenas 25 anos de idade – acredito mesmo que estava no auge da minha carreira –, o Sporting também prescindiu dos meus serviços. Dos meus e dos de Venâncio. Ou seja, de uma só vez, saíram capitão –ele – e o sub-capitão. E porquê? Porque a nova direcção liderada por Sousa Cintra considerou que era preciso cortar todos os elos da direcção anterior e com a presidência de João Rocha. Por isso, aprendi que não é pelo facto de o jogador ser mais ou menos emblemático que o dirigente vai ter um comportamento diferente ou mais respeitoso.

    – Justificava-se renovar com estes jogadores?

    – Foram jogadores que deram muito ao Sporting . Mas hoje todos os clubes precisam de rigor e os cortes orçamentais não se compadecem com este ou aquele passado. Já ouvi versões contraditórias. Rui Jorge diz que soube pelos jornais, Peseiro diz que não. Não sei quem tem razão. Mas sei que quer Rui jorge quer Barbosa serão recordados com estima.

    “NÃO ACEITO RESPONSABILIDADES NA SAÍDA DE N’DOYE”

    CM – Tem sido acusado de ter deixado sair para Penafiel um jogador talentoso como N’Doye…

    Litos – Sei que tenho sido acusado de incompetência, que não sei descobrir talentos, etc. Sobre isso só posso dizer que não aceito quaisquer responsabilidades na saída do jogador. Comecei a carreira de treinador nas escolinhas do Estoril, passei pelos escalões inferiores, estudei em França e tive uma longa carreira de jogador. Penso, por isso, que tenho algum traquejo na detecção de talentos. Tenho estado calado por respeito ao jogador e aos responsáveis do Penafiel, mas não posso deixar de dizer que, já em Outubro, o jogador mostrava desinteresse em continuar no Estoril porque os salários não eram pagos a tempo e horas e ele tinha problemas familiares de que sempre me foi falando. Uma hora antes do jogo com o Sporting, na Amoreira, o jogador queria deixar o balneário porque os dirigentes não gostaram de o ver com auscultadores. Tive de o convencer, apesar de, após o jogo, me terem dito que ele teria um processo disciplinar. Consegui evitar isso, mas a relação já estava estragada. Tanto mais que o jogador tem uma forma de ser muito própria, é um atleta que pensa apenas nele e, por isso, o ambiente era impossível.
    Quem me disse que ele tinha dado um pontapé na garrafa de água, na Luz, foi um responsável do Estoril que estava no camarote e acrescentou que seria aberto um processo. Mais estranho ainda foi o facto de o jogador dizer-se lesionado durante duas semanas quando o médico acabou por dizer que não havia lesão. Nessa altura, acabei por me ver na posição de ter de decidir. E qualquer pessoa entenderia que faltavam condições para ele continuar. Mas não foi por minha culpa que o Estoril deixou de ter activos.

    PERFIL

    Luís Filipe Vieira Carvalha (Litos) nasceu em São João da Madeira há 38 anos. Casado, com dois filhos, Litos treinou esta época, pela primeira vez, como técnico principal uma equipa da SuperLiga – o Estoril – sendo o técnico mais jovem da competição.

    Antes, foi adjunto de Ulisses Morais (hoje treinador do Gil Vicente), também no Estoril, depois de uma passagem bem sucedida pela II Divisão B e Liga de Honra, ao serviço do mesmo clube.

    O passado de Litos como jogador está associado, sobretudo, ao Sporting, onde esteve de 1982 a 1993. Seguem-se o duas épocas ao serviço do Boavista, uma época em Braga e outra no Estoril. Vai depois para França, onde fica dois anos aos serviço do Lusitanos.

    Regressa a Portugal para vestir a camisola do Beira-Mar. Foi o último clube da sua carreira de jogador. Com 30 internacionalizações ao serviço das selecções nacionais, Litos participou em todos os escalões, com chamadas à equipa juvenil, junior, Esperanças e B. Pela A somou duas participações.

    Voltando à carreira de técnico, Litos terminou esta época o quarto nível do curso de treinadores, com diplomas emitidos pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Federação Francesa da modalidade.
    Alexandra Tavares-Teles Correio da Manhã

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  32. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 13:05

    J,

    Você colocou muito bem todas as questões e casos.

    Mas nada acontecerá a Vieira.
    Está muito bem almofadado, desliza sobre algodão, NADA PODERÁ ALTERAR e PERTURBAR O OBJECTIVO ÚNICO E FINAL.
    Há muita gente já demasiadamente envolvida nessa estratégia.

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  33. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 13:10

    De tempos a tempos, aqui no Blasfémias, aparecem excelentes textos, que muito aprecio e me fazem pensar, na sua grande maioria escritos nas caixas de comentários. É o caso dos comentários 17 e 19.

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  34. Desconhecida's avatar
    Amilcar permalink
    7 Junho, 2008 13:21

    Corruptos, corr, corr, corr,…têm o carácter do Bimbo da Costa, do Guarda Abel e do Macaco….até hoje vão estar a trocer pela derrota da Selecção….engolem tudo bovinamente. Façam de voçês parvos, engulam tudo o que vem do Bimbo Costa mas não façam dos outros parvos.

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  35. JLS's avatar
    7 Junho, 2008 13:27

    «Não me lembro de ouvir ninguém do clube de que sou sócio há mais de 30 anos aventar a hipótese de que isso seria fatal na UEFA»

    Oportunista e inconsequente? Simplesmente não é esse o trabalho dos sócios. Por uma questão de mero princípio, a decisão de não recorrer foi errada. Veio a trazer consequências bónus? Ainda bem, é o preço do chico-expertismo.

    «Alegadamente elaborado “por um conjunto de funcionários de investigação” da Polícia Judiciária, o dossier denuncia uma suposta dualidade de critérios da investigação do processo “Apito Dourado”, e refere “factos” a que ” por esquecimento não terá sido dado o devido tratamento”.»

    J, é só a mim que isto parece estranho? Ou não está fora das competências da Liga instaurar processos aos magistrados do ministério público? É uma acusação com muita gravidade a que está aí descrita e implícita no resto dos artigos. É duvidoso que um processo da Liga se possa antecipar a um outro, aos magistrados, se essa descrição factual é verdadeira.

    De todo o modo os portistas não devem estar muito excitados com a hipótese. Isto se acreditam minimamente que o Porto (oops, Pinto da Costa) vai ganhar o recurso em Portugal, com base na tal impossibilidade de utilização de escutas como meio de prova em processos disciplinares.

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  36. Piscoiso's avatar
    7 Junho, 2008 14:08

    …com base na tal impossibilidade de utilização de escutas como meio de prova em processos disciplinares.
    E não só.
    Essas provas foram arquivadas pelo MP, por não provarem nada.

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  37. Filipe Domingos's avatar
    7 Junho, 2008 14:26

    Ainda que a sentença não tenha transitado em julgado, fica para já uma lição que todos os clubes têm que tirar, o crime não compensa. Até esta decisão da Liga que puniu ainda que levemente o FCP , o crime compensou sempre e foi esse estado de espírito interiorizado, que desleixou os procedimentos de segurança, pois tudo era considerado natural, falar e pressionar os árbitros, ainda que eventualmente pudesse não ser necessário, como dizem. Apesar dos tempos actuais não serem os do tempo do guarda Abel que evoluíram para os Super Dragões, quiçá talvez até mais perigosos, o tempo de impunidade já lá vai. Tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia se parte.
    Só que agora a coisa fiou mais fino pois na UEFA e FIFA não se brinca com estas questões de corrupção. E sinceramente não acredito que a decisão possa reverter. Isto em qualquer circunstância não é bom para o futebol Português, ninguém se deve regozijar com uma situação destas, mas dura lex sed lex.
    É curioso e demonstra que ainda não percebeu bem o que se passou, é ouvir o senhor Pinto da Costa, a disparar em todas as direcções, na tentativa de cobrir de poeira a situação de irresponsabilidade em que ele próprio os seus apaniguados são os únicos responsáveis. É mais fácil e desresponsabilizante continuar com o registo habitual, falando na teoria da cabala e colocando o sul (diga-se mouros) o senhor Filipe Vieira e o Benfica contra o Norte e o grande FCP, tentando arranjar bodes espiatórios nos mais diversos Organismos. Penso que apesar da cegueira generalizada que se tem enraizado ao longo dos anos com estas tácticas, endeusando o senhor PC, se a sentença for mesmo tornada definitiva, chegará ao FCP a noite das facas longas. Poderão estar a chegar tempos difíceis.
    Mas para mim o que ainda é mais chocante e uma assunção de responsabilidade, é ver o senhor PC a dizer que as escutas são ilegais, o que ainda não se provou, na tentativa de branquear a situação. Não interessa nada se é verdade ou não, refere-se é que as escutas são ilegais como sua grande defesa. Que grande lata, o tempo deste senhor já passou, no propósito de moralização de todo o sistema, este e outros indivíduos da nossa cena futebolística deviam ser irradiados. Penso que está a chegar uma lufada de ar fresco, colocando-se as questões éticas na primeira linha das nossas vivências.

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  38. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 14:33

    Repito:

    OS OBJECTIVOS traçados e congeminados por quatro ou cinco pessoas, ESTÃO A ATINGIR-SE.

    O “Apito Dourado” começou a ser criado em 2001 !
    Posteriormente constituiram-se tríades em vários campos de actividade, e alguma comunicação social também forma uma delas.

    Não quero em Portugal uma justiça que antes de averiguar, formar relatórios e julgar, JÁ SABE que o/s atingido/s SÃO PARA PUNIR mesmo que apresentem provas em contrário.

    O FCP e alguns dos seus dirigentes não têm sido “santos”, desde que por exemplo vieram buscar Dito e Rui Águas ao SLBenfica — a partir daí, muitos estranhos casos aconteceram em alguns campeonatos. Nem vale a pena lembrá-los aqui….
    Mas noutros clubes, antigos e actuais dirigentes que “atirem a primeira pedra” !
    É isso que Vieira tem feito desde Alverca mas sobretudo agora. Mas ele não tem pudor, desconfia da sua própria sombra…. por tal é um “santo” justiceiro que diz e faz o que quer porque está AMPARADO E INCENTIVADO !

    Não há escutas, almoços, jantares, etc&tal, que atinjam o SLB enquanto Vieira estiver no Clube !

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  39. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 14:40

    António Barreto, que não é um seguidor do futebol, colocou algumas muito certeiras CAUSAS PARA o “Apito” e não só, num artigo no Público, há poucas semanas.

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  40. Paulo Vaz's avatar
    7 Junho, 2008 14:43

    Aeroporto da Portela tem afinal muitos espaços livres
    http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=960047

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  41. Piscoiso's avatar
    7 Junho, 2008 15:01

    “Penso que está a chegar uma lufada de ar fresco, colocando-se as questões éticas na primeira linha das nossas vivências.
    Ou é ingénuo ou mal intencionado, ao presumir que a falta de ética reside tão só num clube do norte e que sendo ele condenado, passa uma lufada de ar fresco.
    Se calhar o ar fresco até é capaz de chegar, mas varrendo outras paragens, onde a impunidade é regra, excepto o “exagero” de Vale Azevedo.

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  42. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:32

    Jorge Coroado confirma Howard King

    Jorge Coroado:
    “Na minha altura eram pessoas ligadas aos clubes que nos ofereciam favores sexuais. Uma pessoa esperava-nos no aeroporto e tratava de tudo.”
    Correio da Manhã

    Mr. Kink:
    “Nessa noite (anterior ao jogo entre o Sporting e o Dínamo Minsk) levaram-me a um clube, em Lisboa, onde se encontravam muitas raparigas das mais belas e bonitas. O fulano que me acompanhava disse: “Escolha!” Respondi que não compreendia o que aquilo significava mas ele esclareceu: “De entre todas estas raparigas, você pode levar consigo a que mais lhe agradar.” E eu claro!, escolhi uma loira, alta, a mais bela mulher que vi em toda a minha vida”

    Uns anos mais tarde, Mr King regressa a Portugal para dirigir o Benfica – Sparta de Praga. Eis as suas afirmações:
    “O valor dos presentes que me enviaram excedeu em muito o limite de 40 libras (cerca de 10 contos) a que estamos autorizados. Fui almoçar com o delegado da UEFA a esse encontro, que éra, simultaneamente o Presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, que ao ver as prendas que eu recebera disse imediatamente: “Você está a colocar-se em situação dificil”. Claro que concordei mas a arbitragem do dia seguinte não deu margem para reparos. Não lhe falei no entanto, na rapariga que esteve comigo na noite anterior. Ela não me pediu dinheiro e eu, como é natural, nada lhe ofereci.”
    A Bola

    Arbitragem – Jorge Coroado e os favores sexuais
    Assumi apenas o que se fala nos bastidores

    Jorge Coroado, ex-árbitro internacional, lança hoje no mercado o seu livro ‘O Último Cartão’. Nas 203 páginas da publicação o agora comentador de arbitragem conta muitas histórias, que vão desde trocas de favores a tentativas de coacção e corrupção e muito mais. No entanto, o caso que mais polémica parece suscitar são as “mordomias sexuais” que os árbitros tinham em algumas deslocações ao estrangeiro.

    O ex-árbitro retrata três experiências e ao Correio da Manhã diz que só assumiu o que há muito se comenta na arbitragem.

    “Aquilo que escrevi diz-me respeito só a mim e a mais ninguém. Sempre tive o hábito de assumir o que faço e pelo que passei. Mas não deixa de ser verdade que este assunto é muito comentado no mundo da arbitragem e eu resolvi assumir o que se fala nos bastidores. Fazem-se grandes filmes sobre isto e eu resolvi esclarecer.” Nos tempos que correm as coisas já são diferentes: “Hoje em dia é tudo bastante diferente. É tudo mais rigoroso e transparente. Ou seja, é muito difícil de acontecer, mas não acredito que seja impossível, registe-se”.

    Confrontado pelo CM de quem vinham estas “mordomias sexuais”, Jorge Coroado iliba o organismo máximo do futebol europeu, a UEFA, e diz que eram os clubes que tratavam de tudo. “Na minha altura eram pessoas ligadas aos clubes que nos ofereciam favores sexuais. Uma pessoa esperava-nos no aeroporto e tratava de tudo.”

    O nosso jornal ouviu também alguns ex-árbitros internacionais e antigos responsáveis por instituições do futebol português que confirmaram ser “habitual” nas deslocações ao estrangeiro existir este tipo de “mordomias sexuais”. Contudo, ao contrário de Coroado, ninguém quis dar a cara.

    Coroado não quis revelar se já foi abordado por autoridades competentes, desportivas ou policiais, para esclarecer o teor e os protagonistas de algumas das denúncias apresentadas no livro.

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  43. domenos's avatar
    domenos permalink
    7 Junho, 2008 15:34

    “Foi uma decisão de alto risco, displicente, com algum desprezo pelo poder político dos adversários.”

    Foi uma displicência e uma burrice.
    Só me posso queixar de ter sido estúpido.

    É, importunado, incomodado a toda hora pelos ganidos da canzoada, pelo ladrar descarado dos invejosos, PdaC abusou da sobranceria, da ironia, junto a uma particular displicência ingénua, confiante mais ou menos das boas prestações dos jogadores em campo, enquanto, despeitadas, já as hostes inimigas bufavam projectos de vingança pelos subterrâneos da raiva.

    Mas a história faz-se nessas duas atitudes diferentes. E enquanto nessa aldeia gaulesa a Norte os duros do Porto treinam e jogam invictos, em Roma, qual César, ciente na cumplicidade do poder central, o Orelhas arquitecta o seu plano de guerra suja, apoiado num digno staf de cizânias, com o fino e manhoso SCervan a tiracolo e os desleais estrategicamente colocados, além de um Pedro magistrado da Liga, logo substituído pelo RCosta, mais ferrenho do clube do regime. Depois, como por milagre, foram-se juntando ao bando mais abutres, convictos, incansáveis, pressagiando o desastre. É a carola, é a morgada, é a pinhona e o pinhão, mais o ministério e as escutas, todo o centralismo do regime coligado. E a Norte, os duros, despreocupadamente, parece que ninguém os dobrava. Mas faltou-lhes “esrtratégia”, advertência, faltou-lhes o fino Asterix, desconfiado. Pois é quando a cizânia, à vontade, semeia entre eles a “displicência” confiada. E dá-se o desastre imprevisto, vencedores, os pobres gauleses vêem-se cercados pela manha da cizânia, dos bufos todos invejosos coligados. Autêntica Inquisição de vinca, torquemadas e pides prepotentes, sob a capa da justiça final. E vitoriosos, displicentes e estúpidos, quanto desarmados, tramados fomos pela esperteza dos bufos invejosos. Sim, que para a história já aí fica, fomos fodidos, decididamente, por nossa culpa, e os bufos é que ganharam.

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  44. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 15:34

    Mr. Piscoiso,

    Oh (!) se o compreendo !

    Só que….atente no meu último parágrafo do comentário 38.

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  45. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:35

    LPM pede rescisão ao F. C. Porto

    A agência de comunicação LPM solicitou ao F. C. Porto a rescisão amigável de contrato para a prestação de serviços de assessoria mediática. Em carta enviada à SAD portista, a empresa de Luís Paixão Martins alega que, por via da ligação ao clube do Dragão, tem “sofrido, nas últimas semanas, uma lamentável sucessão de pressões ilegítimas”. Contactado pelo JN, o F. C. Porto não se pronunciou sobre a questão.

    “Não é este o momento adequado para tornarmos público o conteúdo e a forma dessas pressões, mas queremos deixar claro que nunca, nos 20 anos de actividade da LPM, algo de semelhante tinha ocorrido”, lê-se na carta enviada ao F.C. Porto.

    A agência de comunicação observa que “existe uma anormal coligação de interesses para impedir a expressão pública” do F. C. Porto, “mesmo quando se trata de situações que poderíamos descrever como de legítima defesa”. E diz temer que a continuação do contrato com os dragões “possa colocar em risco” a normal actividade da empresa e os postos de trabalho de 70 funcionários.

    “[…] Porque ocorreram episódios mediáticos (a maior parte sem qualquer intervenção nem do F. C. Porto nem da LPM) que mostram quão frágil é o guião contruído por esses interesses, foram sendo utilizados sobre a nossa empresa meios, públicos e privados, que revelam sobremaneira o desespero dessas entidades e a falta de consideração pelos princípios éticos que deviam respeitar”, acrescenta a empresa, denunciando “uma lamentável falta de seriedade de entidades que deveriam dar o exemplo ao país”.

    No mesmo blogue profissional (http//bloglpm.lpmcom.pt) onde revela a carta enderaçada à SAD do F. C. Porto, Luís Paixão Martins também denuncia “distracções judiciárias”.

    “[…] Como é do domínio público, o Benfica recorre aos serviços de uma agência de comunicação há mais de dois anos e só agora o F. C. Porto decidiu proceder do mesmo modo. E só agora é que o porta-voz da PJ parece preocupado com o assunto”, escreve Luís Paixão Martins.

    O patrão da LPM observa que a “discussão acalorada” em torno do Apito Dourado “está a deixar marcas no processo”. “A PJ – concluiu Luís Paixão Martins – esforça-se por me posicionar como uma espécie de Maria José Morgado ao contrário. A procuradora consegue fazer do nada um processo terrível. Eu conseguiria (na visão da PJ) tornar em nada um processo terrível. Haja paciência”.
    JN Online

    Leia Mais…

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  46. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:37

    Rui Costa surge de novo no sítio da Internet betclick.com a promover as apostas online em jogos de futebol. O jogador do Benfica aparece ao lado da promoção ao embate da Taça UEFA que opõe as águias ao Nuremberga, na quinta-feira, sob o mote «aposte na Betclick e ganhe com o seu palpite». A situação é condenada no Código de Ética da FIFA, que proíbe os agentes desportivos de qualquer associação a apostas no futebol, mas as normas disciplinares da estrutura ou as da Liga Portuguesa não prevêm quaisquer sanções para estes casos…

    O artigo 15 do Código de Ética da FIFA proíbe dirigentes, jogadores, treinadores e árbitros ou quaisquer outros agentes desportivos de tomarem parte, seja «directa ou indirectamente, em apostas, lotarias, jogos de azar e actividades similares ou negócios relacionados com jogos de futebol». A estrutura faz questão de salientar que os agentes desportivos «estão proibidos de manter qualquer participação, activa ou passiva, em companhia, empresa ou organização, etc, que promova, concerte ou organize ditas actividades».

    Deste modo a actuação de Rui Costa viola as normas éticas da FIFA, mas o comportamento do jogador do Benfica não preenche nenhum dos requisitos expostos no Código Disciplinar da FIFA ou no Regulamento de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional de modo a motivar um processo de inquérito. Nas ditas “tábuas da lei” não há qualquer alusão às associações entre futebolistas e as apostas e logo não há lugar a qualquer sanção no plano desportivo.

    Também em termos gerais, o Código de Publicidade é pouco claro neste aspecto. O artigo 21º limita-se a notar que «não podem ser objecto de publicidade os jogos de fortuna ou azar enquanto objecto essencial da mensagem». Este será assim o único modo de Rui Costa poder eventualmente vir a ser sancionado, arriscando então uma mera multa.

    O “maestro” tinha aparecido anteriormente a fazer publicidade à aposta em jogos da Liga portuguesa no mesmo sítio da Internet, mas depois da polémica suscitada pelo caso os anúncios foram cancelados. Rui Costa volta contudo a ser a cara da betclick.com na versão portuguesa. Note-se que a empresa tem recorrido a ex-futebolistas nas publicidades de outros países, como são os casos de Desailly em França ou de Kiko em Espanha.
    Foto: Lusa

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  47. domenos's avatar
    domenos permalink
    7 Junho, 2008 15:37

    “Autêntica Inquisição de vinca”, digo, de vingança.

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  48. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:40

    Viajar não custa

    Existe uma factura (2.1. 54219) da Agência Abreu endereçada ao Sport Lisboa e Benfica (serviço 228037, conta 1.010994) do dia 18 de Março de 1988, referente a “8 viagens a Luxemburgo e Bruxelas, c/estadia de 11 a 17/3/88 – 87.300 escudos x 8, de 698.400 escudos”, para alguns jornalistas, entre eles João Manha. Factura essa de que O PATO tem cópia, é claro.

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  49. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 15:40

    J,

    Pois….mais essa do LPMartins, coloca interessantíssimas questões que “desaguam” num mega-esquema…

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  50. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 15:41

    Come-se muito bem no Pato.
    Sobretudo pela noite dentro na sala do fundo….e castiça.

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  51. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:42

    O negócio entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) e o Sport Lisboa e Benfica com vista à construção do novo estádio está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ). Na quinta-feira da semana passada, dia em que o Benfica jogou com o Nuremberga (Taça UEFA), elementos da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) estiveram nas instalações do clube a recolher documentação sobre os contratos assinados com a autarquia, em 2002 – durante a gestão de Santana Lopes – com vista à construção do novo estádio para servir o Euro 2004.

    Em causa estará a permuta de terrenos entre o Benfica e a EPUL, envolvendo terrenos do Vale de Santo António, que garantiu ao clube a verba de que necessitava para custear as obras do estádio. A complexa operação de engenharia financeira foi já bastante criticada num relatório da Inspecção-Geral das Finanças (IGF), divulgado em Maio do ano passado, que apontou várias irregularidades em todo o processo, designadamente nos contratos-programa celebrados com o clube, por não terem quantificado devidamente os encargos para as entidades públicas e por terem “instrumentalizado” a EPUL.

    De acordo com notícias então divulgadas, a EPUL fez um “adiantamento por conta de lucros futuros” ao Benfica, no valor de 9,975 milhões de euros, correspondentes à venda de um empreendimento de 200 fogos a construir no Vale de Santo António, mas que nem sequer tem data para avançar, visto que está dependente de um plano de urbanização ainda não elaborado.

    O relatório da IGF considera que a decisão da EPUL foi tomada “sem que fosse devidamente demonstrada a adequabilidade de tal valor aos lucros previsíveis” e que a empresa “assumiu toda a componente de risco do negócio”.

    O relatório abordou também um conjunto de denúncias então feitas pelo vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, relativas ao pagamento de verbas avultadas ao clube (cerca de oito milhões de euros), muito superiores ao que tinha ficado estipulado.

    Ontem, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, recusou comentar as investigações da Judiciária. “É uma de várias investigações em curso, com a qual temos colaborado conforme temos sido solicitados”, limitou-se a dizer. O Benfica, por seu lado, “não tem qualquer comentário a fazer”, segundo Ricardo Maia, assessor de Imprensa do clube.
    JN

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  52. Xelb's avatar
    Xelb permalink
    7 Junho, 2008 15:42

    Ainda não ouvi nem li nenhum dirigente, sócio ou simples adepto do FCP dizer assim:
    VAMOS Á LIGA DOS CAMPEÕES PORQUE ESTAMOS INOCENTES E PODEMOS PROVÁ-LO!
    Apenas referem ou que as escutas são ilegais (esses telefonemas existiram mesmo ou foram inventados?), que isto se deve a inveja, que estão nestes assados por causa de queixinhas feitas pelos mouros, e ultimamente depois das declarações do Platini com a tal “mensagem forte aos batoteiros”, de que estão a ser vítimas das orientações políticas e servir de exemplo aos outros…
    Porque é que não se defendem provando muito simplesmente que são inocentes?

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  53. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 15:45

    J,

    Páre !
    Senão, o Vieira ainda invade a sua casa para o esclarecer, como fez no tal programa da SIC-N e em directo…

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  54. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:45

    Sociedade
    PJ investiga negócio de Vieira com Petrogal

    A Polícia Judiciária vai investigar uma queixa contra o presidente da SAD do Benfica, Luís Filipe Vieira, na qual este é acusado de ter sido favorecido na compra, em 2001, de terrenos da Petrogal (actual Galpenergia) no Parque das Nações, por um preço inferior ao do mercado, refere a edição do Expresso deste sábado.

    Quem apresentou a queixa à PJ foi António Zoio, mediador imobiliário que alega ter sido contactado por um administrador de uma empresa da Petrogal para arranjar candidatos a um concurso para a compra dos terrenos, pelo preço mínimo de 70 contos/m2. Tempos depois terá sido informado de que o negócio fora fechado entre a petrolífera e Vieira, pelo preço de 50 contos/m2 – quando poderia ter chegado a 150 contos. E acusa Vieira de ter hoje os terrenos à venda por este valor.
    O Expresso não conseguiu contactar o queixoso, ausente na África do Sul, mas uma das suas testemunhas, Inácio José Ermida, confirma «todos os factos descritos». Luís Filipe Vieira não quis comentar, tendo um porta-voz afirmado que «é estranho essa queixa aparecer no dia das eleições do Benfica».

    Por outro lado, a Galpenergia confirmou o negócio, mas «dentro de toda a regularidade». Segundo disse um porta-voz ao semanário, «foi feito o anúncio público para apresentação de propostas em Novembro de 2001» e de Zoio não surgiu qualquer proposta.

    Responderam nove candidatos e, destes, só dois (a Inland SA, de Filipe Vieira e a Parque Expo) «respondiam totalmente ao interesse da Galp». Vieira ofereceu 92 contos/m2 (totalizando 8 milhões de contos) e a Expo 85 contos/m2 (totalizando 7,3 milhões de contos). O contrato com Vieira, tendo a garantia bancária do BES, foi assinado em Dezembro de 2001, acrescenta o Expresso.

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  55. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:51

    Doping
    Benfica: basquetebolista António Tavares suspenso por seis meses
    20.06.2007 – 18h10 Lusa

    O base do Benfica António Tavares, suspenso preventivamente desde 9 de Fevereiro, por doping, foi sancionado com seis meses de suspensão efectiva, segundo deliberou terça-feira a Comissão Disciplinar da Liga de Clubes de Basquetebol (LCB).

    Segundo soube a Lusa junto de fonte ligada ao processo, a Comissão Disciplinar aplicou a pena mínima prevista para um primeiro caso de doping, forçando o capitão do Benfica a manter-se afastado de competição até inícios de Agosto.

    Quatro meses e meio depois, chegou ao fim um dos processos mais badalados da temporada basquetebolística, que motivou mesmo o abandono do Benfica da LCB, uma saída que está a colocar em causa o futuro do campeonato profissional, já que não existe, de momento, número suficiente de clubes (oito no mínimo) que viabilize a competição.

    O capitão do clube da Luz acusou o mascarante finasterida em dois controlos efectuados em finais do ano passado: a 8 de Dezembro, após a derrota dos “encarnados” na visita ao Ginásio (82-74), na décima jornada do campeonato da Liga, e no dia 27 do mesmo mês, durante um treino.

    A contra-análise confirmou a substância proibida e originou a suspensão preventiva do jogador, alvo de um processo disciplinar que só ficou concluído na passada terça-feira com a aplicação da pena mínima, já que os regulamentos determinam uma suspensão entre seis meses e dois anos para um primeiro caso de doping.

    O Benfica reconheceu que este caso teve origem na “falta de informação” do responsável médico da equipa, reclamando total inocência do jogador.

    Sobre a substância detectada nas análises, o Benfica explicou que António Tavares tinha sido autorizado a recorrer a um medicamento para a queda de cabelo (Propecia), sem que o responsável clínico tivesse conhecimento que o mesmo estava incluído na lista de fármacos proibidos, por conter precisamente o mascarante finasterida.

    Em protesto com o decorrer, e arrastar, do processo, o Benfica comunicou, a 05 de Junho, a saída da LCB, deixando o organismo com acusações de “perseguição” a António Tavares e ao clube da Luz.

    No comunicado que justificava a saída da Liga, o Benfica considerou não terem sido respeitados, durante o processo disciplinar, os princípios da “presunção da inocência e do direito a um julgamento justo e imparcial”.

    Depois de apontar aos actuais órgãos da LCB, presidida por Paulo Mamede, a incapacidade para assegurar “uma gestão imparcial e rigorosa de uma competição profissional”, o Benfica optou por cancelar a participação no próximo campeonato da Liga, escolhendo, em alternativa, a Proliga (segundo escalão nacional).

    O PUBLICO.PT contactou a LCB, mas este organismo não pode confirmar a notícia da Lusa, por estar obrigada a manter a confidencialidade até que o Benfica seja notificado. Só hoje foi enviada para o clube, por correio registado, a informação sobre a pena de António Tavares. Fernando Tavares, vice-presidente “encarnado” para as modalidades, também não estava contactável.
    Público

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  56. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:52

    O doping no Benfica

    Paulo Barata (râguebi) fez ontem que se falasse de novo no Benfica pelas razões que ninguém gosta: o doping. Juntou-se a Nuno Assis (futebol) e António Tavares (basquetebol), o primeiro numa novela que só termina em Julho com o fim do castigo e o outro ainda à espera de ver o que lhe vai acontecer.

    Considero um erro a culpabilização que está sempre associada a qualquer notícia de doping, mesmo antes dos casos dados como concluídos e provados (porque há erros, nomeadamente dos laboratórios, como ainda agora se viu no Mundial de andebol) mas também me parece condenável a atitude dos encarnados que insistem no discurso “de perseguição ao clube”.

    Luís Horta deve ser prudente nas declarações que faz por estarmos perante um domínio de grande delicadeza e afectação de imagem (com danos quase sempre irreparáveis) mas o discurso vindo da Luz, de ataques ao Secretário de Estado Laurentino Dias e a Luís Horta revelam precisamente o que o Benfica mais condenada: a “cegueira total”.

    O Benfica deve (e tem) como lhe compete defender os seus atletas e o seu nome até às últimas consequências, mas fazia bem em parar com as acusações que tem feito, sob pena de já ninguém lhe dar ouvidos. Se a verdade estiver do seu lado, virá naturalmente à tona.
    Record Autor: SANDRA LUCAS SIMÕES

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  57. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 15:57

    Sentença do tribunal arbitral também critica FPF
    TAD: defesa de Nuno Assis fez “alegações selvagens e não comprovadas”
    2007-01-28 Por Duarte Ladeiras
    António Cotrim/Lusa (arq.)

    «As alegações do jogador não foram comprovadas por nada em concreto», diz o Tribunal Arbitral do Desporto

    Ao punir Nuno Assis por um ano, o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) concluiu que o jogador do Benfica “cometeu uma violação por doping e deve ser responsabilizado por isso”. Para o organismo máximo da justiça desportiva, não há dúvidas sobre as análises realizadas pelo Laboratório de Análises e Dopagem (LAD) e a defesa de Assis não apresentou provas credíveis de que a substância detectada fora produzida pelo seu próprio corpo ou que tenha havido uma conspiração por parte do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD).

    Da fundamentação escrita sobre o caso, disponível desde quinta-feira no site do TAD (www.tas-cas.org), percebe-se que a defesa de Assis se baseou em formalidades jurídicas, tal como a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e nas alegadas “inconsistências” do LAD. O tribunal considerou ter jurisdição para avaliar o processo, que o poder para rever factos e leis dos casos “curou” quaisquer irregularidades processuais anteriores e que a Agência Mundial Antidopagem (AMA) tinha legitimidade para interpor recurso – Benfica e FPF alegaram que o acórdão do conselho de justiça (CJ) da federação que é contestado pela AMA não versa sobre doping, mas o tribunal relembrou “que o facto de um órgão judicial superior da FPF ter ilibado Assis exclusivamente com fundamentos processuais não muda a natureza da causa do processo” inicial.

    O TAD teve também um entendimento diferente da expressa pelo CJ, no acórdão que arquivara o processo ao jogador “encarnado”, sobre a legislação portuguesa e das regras antidopagem da federação. “Os regulamentos aplicáveis tornam absolutamente claro que uma violação por doping ocorre quando uma substância proibida é encontrada nas amostras dos jogadores, independentemente da intenção, culpa, negligência ou uso com conhecimento. Há uma presunção de culpa por parte do jogador”, afirmou o tribunal, recorrendo inclusive a um acórdão anterior do CJ, relativo a Rui Lopes (ex-Vitória de Setúbal), no qual o órgão judicial da FPF teve uma leitura diferente da do caso Assis.

    A estratégia do advogado do Benfica, que não levou o jogador a Lausana para a audiência perante o painel de arbitragem, também falhou no campo científico. “O painel chegou a uma conclusão clara de que as ‘inconsistências’ apontadas por Nuno Assis não colocam qualquer dúvida sobre os resultados obtidos pelo LAD e não causaram ou contribuíram para um falso positivo”, disse o tribunal arbitral, considerando “credível e convincente” o testemunho de Luís Horta, director do laboratório.

    Para o tribunal, Assis “não tornou credível ou mesmo plausível” a teoria de que a taxa elevada de 19-norandosterona fora produzida pelo próprio corpo, “causada pela absorção de substâncias autorizadas”. “As alegações do jogador não foram comprovadas por nada em concreto. Além disso, o jogador não provou que não teve culpa ou negligência na violação da regra antidopagem”, vincou o TAD, rejeitando também a teoria da conspiração: “Ele não forneceu provas sobre uma cabala montada contra ele. Não deu quaisquer razões plausíveis de porquê e como alguém iria tentar prejudicar os seus interesses. A alegada atitude questionável do CNAD não explica os resultados positivos das suas amostras”.

    O TAD vincou ainda que o médio, representado pelo advogado dos “encarnados”, “fez um número de alegações selvagens e não comprovadas, as quais não tentou suportar com provas”. No entanto, o tribunal alegou vários factores para punir Assis só com um ano de suspensão, em especial os procedimentos “lentos e com inconsistências” seguidos nos organismos judiciais da FPF, que “deixaram o jogador num estado de incerteza por 12 meses. “Se os factores referidos não tivessem estado presentes, o painel teria imposto uma sanção de dois anos de suspensão”, vincou o tribunal, esperando “não ter, no futuro, de reduzir uma pena (…) devido a falhas nos procedimentos domésticos”.

    Menos hipóteses de recorrer

    A fundamentação escrita apresentada pelo TAD reduz ainda mais as ínfimas hipóteses que o jogador do Benfica tem de contestar a sentença no Tribunal Federal suíço (TFS). Acções de anulação de decisões de órgãos de arbitragem só podem ter como base um número muito limitado de questões processuais.

    Várias delas dificilmente poderão ser usadas pelo Benfica junto do TFS, pois, no final da audiência, a defesa do jogador, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Agência Mundial Antidopagem “confirmaram que lhes foram dadas hipóteses justas de apresentarem os seus casos” e “declararam expressamente que não tiveram qualquer objecção respeitante aos seus direitos de serem ouvidas e tratadas igualitariamente”.

    A sentença indica ainda que Assis e FPF “aceitaram expressamente a jurisdição do TAD” e que “as partes declararam não terem qualquer objecção no que respeita à composição do painel”. D.L.
    Podium

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  58. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:02

    Estes mouros é que sãos sérios?

    Estes adeptos deste clube do regime salazarista e de corruptos é que são sérios?

    Coloquem aqui as escutas do Pinto da Costa.

    Estas é que são de CORRUPTOS:

    ”Luís Filipe Vieira (LFV) – Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito… (…)
    Valentim Loureiro (VL) – Eu penso que ou o Lucílio… o António Costa, esse Costa não lhe dá… não lhe dá nenhuma garantia?
    LFV – A mim?! F.., o António Costa? F… Isso é tudo Porto!
    VL – Exacto, pronto! (…) E o Lucílio?
    LFV – Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
    VL – E o Duarte?
    LFV – Nada, zero! Ninguém me dá!… Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, ”porque eu estou a fazer isto por outro lado. (…)”
    VL – Talvez o Lucílio, pá!
    LFV – Não, não quero Lucílio nenhum! (…)
    VL – E o Proença?
    LFV – O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f…!
    VL – E o João Ferreira?
    LFV – O João… Pode vir o João. Agora o que eu queria… (…) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro… O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (…) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.”

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  59. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:08

    BENFICA
    Glorioso devedor

    Vale e Azevedo lá vai escapando por entre os pingos da chuva de credores. E mantém a dúvida nalguns espíritos da Luz: ainda conseguirá ser, como sonha, o «Pinto da Costa do Sul»?

    Com cheques pessoais de Vale e Azevedo na mão, o funcionário do Benfica António Rafael Rovisco correu de um balcão para outro, tentando saldar rapidamente os pagamentos em falta à Segurança Social e ao Fisco – 203 mil contos que manteriam o clube no Plano Mateus. O assunto ficou mesmo resolvido nessa segunda-feira, 20 de Julho, e a pressa pareceu um capricho do presidente «encarnado», uma vez que o ultimato do Governo só expirava na quinta-feira seguinte.

    Mas como explicar, então, a transformação do «lobo» Vale e Azevedo em «cordeiro» assustado, na semana anterior, quando pedia, através da TSF e sob a pressão do Executivo, «tempo, ajuda e compreensão ao Estado» para o Benfica não «fechar as portas»? Sucedeu que esses 200 mil contos estavam já guardados para tentar saldar outra dívida polémica: a da compra do futebolista checo Poborsky ao Manchester United.

    Trata-se de 630 mil contos renegociados por Vale e Azevedo na última segunda-feira, 27 — e sob novo ultimato, o que deixou o Benfica bastante mal visto junto da FIFA. O pagamento foi agora equacionado de duas maneiras: ou é feito com um aval pessoal do presidente «encarnado» ou mediante um acordo com o Manchester, que arrecadaria parte dos 750 mil contos que cabem ao Benfica pela participação na Liga dos Campeões, caso vença na pré-eliminatória a duas mãos — a 12 e 26 de Agosto — o Beitar de Jerusalém. O clube inglês, por ora, compromete-se a desistir das pressões que tem feito sobre o organismo que tutela o futebol mundial, para forçar o desembolso.

    Por junto, ficam para a história três das mais alucinantes semanas vividas na Luz. E a vertigem vai continuar.

    O AMIGO JOÃO SOARES

    Voltando uns dias atrás, temos um jovem advogado, Pedro Mendes Pinto, «vice» na direcção da Luz para a área jurídica e com banca no escritório de Vale e Azevedo, a fazer uma directa de trabalho árduo até às 6 da manhã de terça-feira, 21.

    Afadigou-se horas a fio a elaborar minutas para uma transacção momentaneamente salvadora.

    No dia seguinte, com uma mãozinha preciosa de João Soares, o Benfica recebia da Câmara de Lisboa o direito de superfície sobre 62 500 metros quadrados de terrenos, quase todos situados na chamada Urbanização Sul, junto do Estádio da Luz. E o clube de imediato vendeu três desses lotes por perto de 900 mil contos, pagos a pronto por uma imobiliária. Ainda sobra muito dinheiro para gastar dessa concessão — só a Urbanização Sul valerá 3 milhões de contos –, e a autarquia por certo não espera que o Benfica tão cedo crie as infra-estruturas desportivas que, como contrapartida, ficou obrigado a construir.

    O clube pôde, assim, pagar um sinal de 151 mil contos ao Finibanco, começando a desbloquear uma dívida de 620 mil. As contas bancárias da Luz foram, por isso, descongeladas, faltando agora cumprir as restantes prestações mensais de 40 mil contos para que o 17º Juízo Cível de Lisboa vá levantando as penhoras de património e receitas.

    Na Áustria, onde a equipa «encarnada» estava num estágio de pré-época, o «vice» para o futebol, José Capristano, deu aos jogadores a boa-nova do pagamento dos salários em atraso — uma dor de cabeça recorrente, porque dois meses em falta (correspondentes, no conjunto do plantel, a 500 mil contos) conferem o direito de rescisão de contrato com justa causa.

    CONTRA O `PODER INSTALADO’

    Os terrenos da Urbanização Sul são dos poucos que o Benfica ainda pode transaccionar, pois quase todos os outros de real valia estão penhorados à conta de dívidas. E Vale e Azevedo tem liberdade total para fazer os negócios imobiliários que entender, depois da carta branca passada pela massa ululante de sócios que encheu a famosa Assembleia Geral de 22 de Maio, a tal em que os discordantes foram vaiados e impedidos de falar. Os empréstimos então prometidos à plateia, que ascendiam a 10 milhões de contos, afinal nunca chegaram, pelo que sobra a alienação de património. Até ver, só a venda do «capitão» João Pinto tem sido negada ao presidente pelos sócios mais fundamentalistas.

    Eleito aos 40 anos, em 31 de Outubro de 1997, para a cadeira principal da Luz, com 51,5% dos votos, o jurista João Vale e Azevedo não se poupou na publicidade dos seus atributos durante a campanha. Dono de um aparentemente próspero escritório de advogados, afirmava-se com capacidade para, logo a abrir, «mobilizar 15 milhões de contos», 4 milhões dos quais trazia já «no bolso».

    Assim, convenceu a sua equipa inicial de «vices» — sobretudo constituída por gestores jovens — a apoiá-lo na rescisão unilateral do contrato sobre direitos televisivos com a poderosa Olivedesportos, de Joaquim e António Oliveira. Foi a declaração de guerra, menos de um mês depois de eleito, ao «poder instalado do Norte». Há 16 anos, em 1982, Pinto da Costa também se propusera combater outro «poder instalado», esse de Lisboa, para ganhar e nunca mais largar a presidência do FC Porto, agarrando, ao longo dos anos, uma mão-cheia dos cordelinhos do futebol português.

    Vale e Azevedo — e, por agora, uma maioria de sócios do Benfica com ele — sonha vir tornar-se isso mesmo: o «Pinto da Costa do Sul».

    COMO TUDO FALHOU

    Apesar do tom autocrata similar, que não conseguiu disfarçar logo nas primeiras reuniões da nova direcção, Vale e Azevedo começou mal essa cruzada. Além do rompimento com a Olivedesportos — a empresa exige em tribunal, pela quebra de contrato, uma indemnização de 8 milhões de contos –, recusou que o Finibanco, porque era o «banco de Damásio», continuasse a liderar o projecto da Sociedade Anónima Desportiva (SAD), processo que vinha da gestão anterior. Nasce, pois, outro contencioso, sendo que a instituição escolhida como substituta para o efeito pelo presidente «encarnado», o Banco Essi, do Grupo Espírito Santo, também lhe falharia.

    O «caso Poborsky» tem igualmente aqui as suas raízes, dado que todo o clausulado do contrato assentava na constituição da SAD, afinal abortada à nascença. E a bola de neve, recheada de problemas cada vez mais complicados, precipitou-se imparável pela montanha abaixo.

    «A decisão de combate ao `poder instalado’, de iniciar essa ruptura, é politicamente certa», diz Brás Frade, 42 anos, gestor de empresas, o primeiro «vice» a demitir-se, seguindo-se-lhe outros três (Ribeiro e Castro, José O’Neill e Botelho da Costa) e o Conselho Fiscal presidido por Vasco Pinto Leite. «Vale e Azevedo», acrescenta Brás Frade, «convenceu-nos de que estava financeiramente equipado para essa guerra. Não passava pela cabeça da maioria dos elementos mais racionais da direcção entrar nesse combate, ou noutros, já nem digo sem munições, mas até sem armas».

    Menos de seis meses depois de tomar posse, o gestor resignou e iniciou a onda de demissões. Explica a atitude com o «desencanto pelos métodos» e a «surpresa pela falta de recursos».

    DÉFICE GALOPANTE

    «Ainda se assistiu à recuperação da dignidade do Benfica e a compras de jogadores bem feitas», sublinha Brás Frade, apesar de tudo marcando a diferença para o consulado de Manuel Damásio. O ucraniano Kandaurov, até se lesionar, o inglês Brian Deane e, sobretudo, o checo Poborsky revelaram-se talentos além das expectativas dos então cépticos benfiquistas, que voltaram a encher o Estádio da Luz. De um atoleiro de desânimo que parecia irremediável, a equipa começou a trepar na classificação do Campeonato Nacional e conseguiu o 2º lugar, acedendo à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Mas, desses três jogadores, apenas Deane está pago, e só desde há poucos dias. Nas compras nacionais, há para resolver no imediato com o Boavista as prestações em falta nas transferências de Sanchez e do goleador Nuno Gomes.

    Dono de um estilo populista que contrasta bastante com as raízes aristocráticas e conservadoras da sua família, Vale e Azevedo queixa-se de «páginas e páginas encomendadas na Imprensa», que lhe retiram o poder de negociação e a credibilidade. A sua melhor defesa, porém, não é com certeza esta, mas antes o legado que recebeu de Manuel Damásio, que chegou a lidar com um défice controlado de 4,8 milhões de contos e deixou um saldo negativo, segundo os números mais negros, de 16 milhões, 10 milhões dos quais a pagar no curto prazo.

    SEM ALTERNATIVAS

    Embora tenha a trabalhar na Luz o Hay Group, uma multinacional especializada na reestruturação de recursos humanos — leia-se emagrecimento de pessoal –, o presidente «encarnado» continua a ver o seu futuro suspenso da bola que entra ou não na baliza. Manteve o treinador Souness e afastou do staff do futebol uma velha glória benfiquista, Simões, opções pelas quais responderá, para o seu bem ou a sua desgraça, a partir de 12 de Agosto, quando começar na Luz o jogo com os israelitas do Beitar.

    Algumas vitórias prévias têm, entretanto, de lhe ser atribuídas: na guerra com o lobby nortenho da Liga de Clubes, conseguiu pôr Pinto da Costa e Valentim Loureiro ostensivamente às turras. E Joaquim Oliveira vê-se cada vez mais pressionado pelos seus parceiros accionistas da SporTV – a que se somam recados vindos do Governo -, a aceitar um acordo extra-judicial com o Benfica, peça fundamental na viabilidade do canal codificado de desporto por cabo. As verbas a entrar no cofre da Luz seriam, por certo, bem superiores aos 400 mil contos pagos pela SIC pela transmissão de cinco jogos dos «encarnados» em directo e 12 em diferido, na próxima época.

    Outro pormenor subsiste: o quorum da direcção do advogado depende do «vice» António Sala, que deu já a entender que não fica no lugar a qualquer preço. Mantém-se, pois, o cenário das eleições antecipadas. E alternativas a Vale e Azevedo? Brás Frade reconhece: «Neste momento, não há».

    O juiz de Vale

    Apesar das suspeitas sobre si lançadas, Vale e Azevedo tem na Luz, desde Junho, como presidente do seu Concelho Fiscal, o juiz Cândido Gouveia, de 52 anos, o mesmo que considerou «imprescritível» a pena de oito anos de prisão a que o ex-inspector da Pide, Rosa Casaco, foi condenado pelo assassinio de Humberto delgado. Nortenho (de Peso da Régua) e «muito bairrista», mas «benfiquista desde os 6 anos de idade», Cândido Gouveia afirma, desassombrado: «Na minha vida de juiz tive dois ou três julgamentos com o dr. Vale e Azevedo, e fiquei sempre bem impressionado com a sua pessoa e actuação». O magistrado fez mais: lidera uma «conta solidariedade» que, até segunda-feira, 27,tinha rendido 51 mil contos, verba que destina à «regularização das dívidas ao fisco e à Segurança Social».
    J. Plácido Júnior / VISÃO nº 280 30 Jul. 1998

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  60. dazulpintado's avatar
    dazulpintado permalink
    7 Junho, 2008 16:24

    RESUMINDO:
    PdC , é o inimigo público nº1 das lombrigas encarnadas:

    -PdC é o causador de todos males do FCP e por isso tem que dar lugar a outro – As lombrigas sabem sempre o que é melhor para os outros.

    O FCP é o causador dos males do futebol nacional, deve ser irradiado – As lombrigas não querem competição.São como os punheteiros, autossuficientes.

    As escutas são bem claras – As lombrigas sabem do que falam, ser lombriga é condição primeira de um bom julgador.

    Vivem reclamando ética e purgas moralistas – Mas habitam o intestino e dão-se bem .

    Dizem que são 6 milhões – Eu penso que são mais, a julgar pelas caixas de comentários e pelo atrazo do país.

    Estas lombrigas já não se eliminam com óleo de rícino.Só desaparecem quando o país se cagar.

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  61. Pescadinha's avatar
    7 Junho, 2008 16:27

    Isso, o SLB e o mafioso

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  62. José Barros's avatar
    José Barros permalink
    7 Junho, 2008 16:28

    Não me lembro de ouvir ninguém do clube de que sou sócio há mais de 30 anos aventar a hipótese de que isso seria fatal na UEFA. Assim, a posição daqueles que agora surgem afirmando “eu bem dizia” parece-me oportunista e inconsequente. – CAA

    Concordo em absoluto. Pessoas como o Miguel Sousa Tavares ou o Rui Moreira tiveram razão por defeito, não por previdência.

    Dito isto, quem tinha obrigação de antecipar riscos era o departamento jurídico do clube. Parece-me imperdoável que supostos especialistas em direito desportivo desconheçam os regulamentos da Uefa nesta matéria e julgo igualmente que nem a razão que continua a assistir ao Porto nesta matéria desculpa a incapacidade para tomar em linha de conta o risco da eliminação da “Champions”. Em suma, a estratégia de minimização de riscos desportivos seguida pelo clube a conselho dos seus juristas revelou-se ruinosa. Nestas situações, costuma haver despedimentos. E parece-me mal que no Porto não haja. Demasiadas amizades entre o conselho de administração e um certo escritório de advogados?

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  63. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:33

    “Eu não sou portista, mas tal facto não me impede de encarar os factos com seriedade e de os tratar como tal; factos e não convicções. Presentemente tenho que confessar que já não consigo calar a minha revolta e estupefacção pelo momento que atravessa Portugal.
    Assistimos, neste momento, ao assassinato social de uma personagem pública, em absoluto frenesim mediático e perante o gozo, finalmente alforrio, de três quartos do país. Pinto da Costa é o seu nome e atrás dele arrasta-se pelo chão o nome do clube a que ele preside – o Futebol Clube do Porto.
    Na entrega dos Globos de Ouro, onde o Jesualdo Ferreira recebeu o galardão de treinador do ano, as vaias e apupos que se ergueram só não foram mais explícitas na transmissão televisiva por causa das palmas pré-gravadas; esta reacção fez-me corar de vergonha como se tivesse sido eu o alvo. Perante a audiência das elites mediáticas sufragou-se o nojo do país por tal clube e presidente.
    No dia seguinte a um outro espectáculo mediático, este o da leitura da sentença da Liga de Clubes, publicaram-se notícias sobre a perda de sigilo bancário de Pinto da Costa em relação a contas de empresas suas, vítimas de denúncias de Carolina Salgado. Quando o inimigo cai no lodo não se deve cometer o erro estratégico de o deixar levantar; as solas das botas servem para alguma coisa.
    Mas afinal qual a causa que levou, finalmente, à condenação, não dos tribunais – que estes são o que sabemos – mas em sede da opinião publica (desportiva?), do homem por causa de quem foi formada a segunda equipa especial de investigação do Ministério Público em toda a história da terceira república em Portugal. Antes desta só uma foi criada e foi-o para investigar um outro fenómeno de “proporções equivalentes”: as FP 25 de Abril.
    O que está aqui em causa não é se ele é corrupto ou não. Eu disso não sei e se o for não sei se é muito diferente dos que o perseguem, inclusive dos que dirigem o meu clube. O que está aqui em causa são duas acusações específicas, ocorridas numa determinada data, envolvendo determinadas pessoas. Acusações que são o corolário de anos de investigação por parte da mais cara e mais “independente” equipa de investigação em Portugal e que continuamos a pagar como se não houvesse problemas mais graves a resolver neste pais. Por mais que alguns queiram, não se trata de absolutamente mais nada.
    Todos os que comentam este caso confessam, em privado ou na televisão, o seu desconhecimento do processo, mas no entanto louvam a coragem da condenação. Como é possível? Que estado de loucura é que nos atingiu?
    De certeza que não é por causa das escutas telefónicas que Pinto da Costa será condenado, porque se for, não se compreende por que é que as escutas que mostram Luís Filipe Vieira, João Rodrigues e Veiga a escolher árbitro e pedir favores, e que foram publicados nos mesmos jornais, não deram origem a processos.
    De certeza que não é por causa do testemunho de Carolina, porque em qualquer parte do mundo ela não seria considerada uma testemunha credível. Não por causa do seu passado de alterne, mas porque é uma companheira desavinda e com pronunciada e notória intenção de denegrir o antigo companheiro. Para além disso nunca conseguiu apresentar qualquer prova do que afirmou, exibindo apenas testemunhos contraditórios. E testemunhos valem o que valem. Todos podemos dizer mal ou bem de quem nos apetecer.
    Pinto da Costa é condenado porque existe uma generalizada convicção de culpa. De que é corrupto e que arquitecta os resultados do clube a que preside à mais de vinte e cinco anos e que portanto este não os merece e que lhes deviam ser retirados. Esta convicção continua a ser uma convicção e não uma certeza, depois do falhanço da toda-poderosa equipa de Morgado em apurar factos novos e emancipados da Carolina. Neste momento a equipa da eminente magistrada investiga transferências de jogadores do FCP e mais recentemente empresas de Pinto da Costa para apurar fugas ao fisco. Tudo com base nas informações de Carolina. Já não se trata de futebol. É a procura de um ponto fraco, do calcanhar de Aquiles. Trata-se de um inimigo que urge abater a qualquer custo. Se doer melhor. Eu nisto não me revejo.
    E quem possui, então, esta convicção tão forte que até se confunde com uma certeza? Esta convicção que desmobiliza qualquer interesse sobre aspectos legais ou morais e apenas direcciona para o pelourinho. Os adeptos do Porto não a têm, claro. Têm-na os adeptos dos seus dois clubes realmente rivais, os quais constituem perto de três quartos dos adeptos em Portugal.
    E como é possível que massas tão colossais de pessoas tenham crenças tão parecidas ou tão diferentes?
    A explicação não me parece difícil. Todos se lembram do campeonato ganho pelo Sporting em 1999/2000? Pois o Sporting chegou ao último jogo com dois pontos de vantagem sobre o Porto, depois de o segundo ter sido “roubado” de uma forma – mesmo eu tenho que admitir – inacreditável, por Bruno Paixão em Campomaior. Os meus amigos portistas ficaram cabalmente convencidos da corrupção desse campeonato que lhes roubou o “Hexa”.
    No ano seguinte o mundo do futebol escandalizou-se com a benevolência com que o “sistema” permitiu ao Boavista molhar a sopa em praticamente todos os relvados do país, deixando uma esteira de mortos e feridos nas fileiras adversárias.
    Em 2001/2002 o Sporting ganhou um campeonato em que os adeptos contrários se indignaram com o número de jogos resolvidos com penaltis. As suspeitas foram como de costume descomunais.
    Em 2004/2005 o Benfica arrecadou um campeonato invulgar, pisando com pezinhos de lã o que se convencionou chamar de “passadeira vermelha”. Mais uma vez foi grande e generalizada a revolta e a suspeita.
    Ora, este curto parágrafo contém a descrição de todas os campeonatos ganhos por equipas adversárias do Porto desde 1994 e isto é que constitui o cerne do problema. Basta aplicar a fórmula explicada em cima para se perceber o porquê do ódio ao Porto e da convicção, por parte dos adversários, da sua culpa e da do seu presidente que tem permanecido o mesmo.
    Neste país ninguém ganha por merecimento. Tudo ganha na batota. Ganhasse o Porto dois campeonatos por década e era um clube simpático e o presidente um tipo culto que até declama poesia, passe a pronúncia.
    É claro que existe corrupção no futebol. Ninguém é ingénuo. No futebol e na politica, nas modalidades amadoras e sociedades recreativas. A corrupção existe onde existem interesses. Nas mesas de café, por entre cervejas e tremoços, os amigos e conhecidos repartem amigavelmente estas histórias e convencimentos, riem-se do golo que marcaram com a mão e ofendem-se com a vista grossa feita à bola que bateu em pelo menos 15% do ombro e portanto deveria ser penalti.
    Falta apenas o catalisador de todas estas energias, positivas e negativas e o catalisador são os media. No momento em que escrevo este texto não sei quantas pessoas o vão ler, mas se o fizer na televisão sei que vai ser escutado por milhões. Os dirigentes dos clubes que não ganham o suficiente, ou então velhas comadres desavindas, extravasam os seus ódios e dissimulações nos meios de comunicação e catalisam todas as frustrações dos adeptos que conduzem da mesma forma que os políticos gerem os povos nos comícios e mesas de voto.
    Temo que o processo tenha ido longe demais e apenas a justiça civil tenha oportunidade de repor o estado de direito que permanece na aparência mas que foi suspenso de facto. Nesta sociedade, quem acusa tem que provar, não o contrário. Nesta sociedade, perante a justiça, causas iguais originam processos iguais. Não pode haver descriminação. Não pode haver perseguição.
    Aquilo que está aqui em causa é apenas demonstrar se os dois acontecimentos de que Pinto da Costa é acusado são provados ou não. O resto é política, mediatismo ou clubite.
    Quando a chacina de uma pessoa por causa de campeonatos ou outra coisa tão mesquinha como esta, é permitida – gostemos da pessoa ou não da pessoa, e eu não gosto – mais vale passarmos mudarmos de vida. No fim, o trago será sempre amargo. Assim não vale a pena.”/B>

    autor desconhecido

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  64. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:36

    “Se era suposto eu escrever alguma coisa sobre este filme do “Apito final”, aqui fica.
    Em Portugal, é comum ser adepto de futebol, e essa é uma condição que tolhe a racionalidade. Em Portugal, que tem, cada vez mais, um só centro de decisão, os cordelinhos são maioritariamente movidos por gente que, mais do que nas virtudes da pátria ou no milagre de Fátima, acredita nas propriedades patogénicas do presidente do F. C. Porto. Ou seja, como os que mandam e julgam, regra geral, odeiam mais o Pinto da Costa do que amam as próprias mães, é impossível que haja equilíbrio. Adeptos que são – e essa é a camisola que mais custa a despir -, agem como tal, mesmo que escondidos atrás do diáfano manto da incorruptibilidade.
    P.S. – E mais, não posso deixar de dizer mal desse “Lone Ranger” fanhoso que encheu os programas televisivos, dizendo que é bom todos os dias e que, fizesse ele as leis, mais implacável e justiceiro seria.”

    Pedro Olavo Simões
    (jornalista)

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  65. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:38

    “Questionar, questionar, questionar. Mais do que nunca, é o que nós cidadãos, temos de nos habituar a fazer com as decisões dos governantes sempre que elas nos suscitem dúvidas. Depois, devemos por todos os meios legais, debatê-las, contestá-las e, em última análise e se for caso disso, aceitá-las ou refutá-las.
    Precisamos de ter cada vez mais cuidado com os “opinion maker” que, ao invés do que pensamos concebem e difundem linhas de conduta muitas vezes imponderadas e completamente contrárias ao interesse público.
    Uma dessas linhas, há alguns anos em vigôr, diz-nos que devemos reprimir toda e qualquer contestação, substituíndo-a tão rápido quanto possível, por soluções concretas capazes de resolver o que a origina. Por outras palavras, sugere-nos o “faz”, em vez do “contesta”. Óptimo. Mas apetece perguntar: o comum cidadão terá assim tanto poder económico (money) e político para executar, em vez de contestar? Bem, se assim fosse, eu já teria despedido sem bilhete de retôrno muitos governantes, mas não posso. Este “fantástico” regime democrático obriga-me a aguentá-los, no mínimo, de 4 em 4 anos.
    Como é que então posso fazer valer os meus direitos quando não acredito no desempenho dos orgãos do poder? Da justiça, por exemplo? Como posso eu – dando de barato que as suspeitas contra Pinto da Costa são fundamentadas – acreditar no senhor Procurador Geral e respectiva adjunta quando revelam ter dois pêsos e duas medidas? Quem, efectivamente, pode controlar a seriedade destas duas importantes figuras? Se o governo não pode ou não quer controlá-los quem o pode fazer?
    Temos todo o direito para duvidar, tanto da seriedade da Dr. Maria José Morgado e do advogado Ricardo Costa, como eles têm de duvidar da de Pinto da Costa. E quem se atreve a mover-lhes um processo por tráfico de influências que as sua condutas arbitrárias fazem supor e já justificam há muito? Eu? Se alguém souber que mo diga, porque se não custar muito dinheiro faço-o imediatamente? Caso contrário, esqueçam a história do “em vez de reclamares, faz”, porque não passa mesmo de mais uma das demagogias correntes neste paradisíaco regime. Não será este o cerne do futeboleiro “sistema”?
    Todo o país ouviu o presidente do Benfica ao telefone com Valentim Loureiro a escolher um árbitro para um determinado jogo como se estivesse no supermercado a escolher maçãs. Quando lhe era sugerido um nome, o homem dizia, esse não, porque é muito nortista, esse também não porque é gordo, esse não porque não gosto… O que é isto? Como terá afinal interpretado o senhor Procurador & Companhia Ilimitada esta conversa? Como um hino aos bons costumes e à transparência? Por que está tão calado? O auto-endeusamento já terá alcançado uma escala tão grande que se julgam acima de qualquer suspeita?
    Pois eu aqui declaro, que enquanto não for explicada pública e racionalmente esta manifesta dualidade de critérios, tenho toda a legitimidade para lançar as piores suspeitas sobre a ética e a honra destas pessoas.”

    Publicada por Rui Valente em Sexta-feira, Maio 16, 2008

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  66. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:42

    “Mistificação, hipocrisia e farsa !

    1. O pensamento nunca está de férias, a não ser o dos idiotas que o não têm e, por isso, jamais o põem em acção. Quem o tem está sempre atento e de vigia; não se distrai daquilo que o cerca.

    Daria para rir; se o assunto não fosse demasiado sério.

    Têm andado persistentemente a dividir o país em duas partes bem diferenciadas, em duas castas de intocáveis.

    A Norte moram os párias, os imorais, os vigaristas, os batoteiros, os trapaceiros, os malvados, os sujos, os espertos e desonestos; a Sul moram os nobres, os sérios, os santos, os limpos, os honrados, os puros e castos.

    Autarcas corruptos e cúmplices com o futebol só os há no Norte (exceptuando o actual Presidente da CMP); os do Sul não têm nada a ver com isso. O Norte é coutada de gente reles, rude, grosseira e má; o Sul é reserva de gente fina, educada, civilizada e de boas maneiras.

    Por isso há que ensinar e vergar o Norte, retirar-lhe importância e submetê-lo aos ditames da capital.

    Sim, é isso que jornais e estações de rádio e televisão não se cansam de apregoar aos quatro ventos, de há anos a esta parte. É essa a ladainha que não cessa de ser propagada pelos media.
    .
    E nós temos que aguentar, quietos e calados, esta afronta, caçoada e mangação, por não dispormos das mesmas armas, já que tudo está sedeado em Lisboa.

    Levamos, anos a fio, com uma campanha de manipulação e intoxicação da opinião pública, que não tem outro intento a não ser o de nos tirar o mérito, diminuir, rebaixar e desmoralizar.

    O mísero programa Os Donos da Bola de outrora é hoje substituído pelo condicionamento diário dos telejornais. A toda a hora temos que suportar o alarido feito pelos serventuários do poderio encarnado que enxameiam os media.

    Não passa um dia em que essas fontes de informação, dita credível e em segredo de justiça, não surjam como aliados das instituições e agentes desta; e não agitem e distorçam o processo do Apito Dourado, sempre com a mesma intenção: agredir, amedrontar e amesquinhar o Porto.

    E agora, perante o aparecimento de um dossier anónimo – rotulado de apito encarnado – têm o desplante de vir dizer que o mesmo visa acirrar as disputas e guerrilhas entre o Norte e o Sul !

    Os incendiários querem culpar outros pelo incêndio que eles atearam. Que grande lata !

    A razão e a experiência ensinam que não existem factos em si mesmo; eles adquirem existência, expressão e dimensão a partir das histórias que deles se fazem, das perspectivas e interesses de quem os relata e divulga.

    É por isso que há versões distintas, aumentadas e modificadas dos factos. Basta ver; p. ex. , o modo bem diverso como castelhanos e portugueses referem as batalhas travadas entre si.

    Também neste caso do apito dourado e do dossier anónimo é assim. As notícias, feitas nos media, sobre o primeiro não merecem mais crédito do que as notícias acerca do segundo.

    Todas são histórias contadas à medida das conveniências dos seus autores.

    Conheço os valores da cumplicidade e solidariedade. Isso não me obriga a ser fiador da moralidade daqueles que me são próximos, a tecer-lhes cantos e louvores.

    Mas obriga-me a não assistir, em silêncio e em atitude de oportunismo, a campanhas de destruição, ausentes dos sentidos da equidade, da ética e da justiça.

    Aos meus ouvidos soa iniludível e tonitruante a advertência de Miguel Torga, o maior dos transmontanos e um dos portugueses cimeiros: ”«MALDITO SEJA QUEM SE NEGA AOS SEUS, NAS HORAS MAIS APERTADAS !»”

    2. Dizem que o SLB vai entrar num nova era. Que bom ! E que ainda não percebeu que o país mudou em 1974.

    Até agora tem tentado repor o regime anterior:

    Assim foi coerente na contratação do novo treinador. Sendo expressão do centralismo em Portugal, foi buscá-lo a Madrid, símbolo do centralismo da Espanha e, se adormecermos, da Ibéria.

    Para cúmulo despediu Fernando Santos de uma maneira bem reveladora da transparência que inunda aquelas paragens.

    Se isto sucedesse no FCP, teríamos mais uma cruzada mediática contra ele.

    Ao invés, o timoneiro encarnado continua a ser incensado como o génio da lâmpada, apesar de fundida e sem luz.”

    J.O.B.

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  67. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:43

    “A Norte moram os párias, os imorais, os vigaristas, os batoteiros, os trapaceiros, os malvados, os sujos, os espertos e desonestos; a Sul moram os nobres, os sérios, os santos, os limpos, os honrados, os puros e castos.”

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  68. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:49

    “Contive até onde me foi possível a necessidade de desabafar, que é disso que se trata neste texto. Mas não dava para aguentar mais. Espero que não me chamem violento como à correnteza do rio que leva tudo na sua passagem. E as margens que o comprimem são o quê?

    1. A cidade do granito voltou a dispor de uma equipa de futebol à sua imagem e feição. Já a tinha tido num tempo que se ia perdendo na memória; foi desfeita por um técnico atreito a invenções e maus-olhados e enterrada por misters da indolência e insolência. Sim, temos de novo uma equipa à moda do Porto, forjada com a rija têmpera do seu carácter. Uma equipa que traduz a nossa maneira de ser e estar na vida para a cumprir e não delapidar. Que não se conforma a um destino de defensividade e apoucamento; antes faz do arrojo e ofensiva a estratégia de afirmação. Que transforma as circunstâncias para assim se transformar. Uma equipa que porfia pela vitória do primeiro ao último minuto e que deixa a pele em campo como testemunho do seu querer.
    Esta equipa é uma ponte que tira a cidade do aperto dos seus muros e a lança na largura do mundo. Por isso os buracos das ruas e vielas abertos na lucidez adormecida, na boca calada e no rosto macambúzio dos tripeiros pela incúria e necedade dos políticos de plantão, estão pouco a pouco a dar lugar à coragem de romper o silêncio, de protestar e não consentir a traição. O Porto desapareceu do cenário político do País, não figura nos telejornais a não ser por motivos tristes; mas tem de novo uma equipa de futebol que nos galvaniza, que diz quem somos, que nos desperta para os combates que estão por vir, que confirma que a um passo atrás devem corresponder dois à frente.
    A nossa equipa, a equipa que irradia o sentido e identidade da cidade livre que não se verga a conluios e conchavos, que é sempre do Porto e por ele, que não trai o contrato com as virtudes e defeitos que perfazem a nossa idiossincrasia, que tem o burgo portuense nos olhos e no coração – essa equipa está de novo aí como bandeira do nosso orgulho desfraldada aos ventos frios do tempo e a desafiar a determinação para os enfrentar. Ela é a nossa cara lavada, um espelho da alvorada que renasce e lavra por dentro e por fora de nós, na superfície do corpo e nas entranhas da alma.
    Uma equipa assim é uma obra do génio trabalhador. Não se faz da noite para o dia. Requer a anulação de vícios e resquícios da vaidade e futilidade, do laxismo e comodismo. Leva semanas e meses a erguer e anos a consolidar. Forma uma comunidade insolúvel de laços, esforços e vontades, com todos e cada um dos seus membros a assumir e honrar os compromissos nos quilómetros percorridos e nos litros de suor derramados em busca do triunfo. É por isso expressão de um pacto de solidariedade e cumplicidade que une os seus elementos em torno de um objectivo que a todos irmana responsabiliza de igual modo no sucesso obtido e na derrota sofrida.
    A isto, que é muito, acresce o essencial. A nossa equipa configura um trato de lealdade com sócios e adeptos, com as suas expectativas, aplausos e incitamentos e com o investimento do seu sonho e paixão. Tal lealdade não se revela só no campo de jogo mas, sobretudo, fora dele, porque é aí, no desleixo dos dias e na perdição das tentações furtivas das noites que se fere a confiança e se hipoteca o êxito desportivo. Por tudo isso a nossa equipa é ganhadora, luta à maneira do Porto, empunha a batuta de uma orquestra no Coliseu ou no Rivoli e entra de mangas arregaçadas na Praça da Batalha. E há-de desfilar aprumada, entre aclamações e palmas, na Avenida dos Aliados para comemorar as vitórias que levarão notícia da nossa existência a todo o lado e dele nos trarão o respeito e admiração.
    Esta equipa é do Porto, joga em seu nome e fala com o seu sotaque. Tem um obreiro que é de Setúbal, porque o Porto congrega e é emblema do Portugal laborioso, competente, probo e honrado, que paga impostos, tem as contas em dia e assume a vergonha na cara e na postura.

    2. Será justo que uma equipa que pratica futebol de primeira qualidade seja penalizada por isso? É decente que se veja obrigada, em cada jogo, a enfrentar duas equipas – fora a outra sem calções e que entra em campo por formas ínvias! – usando o disfarce de equipamentos diferentes mas juntas na prossecução do mesmo fim? Será tolerável que os caceteiros passem incólumes, sem qualquer cartão amarelo e muito menos vermelho, e que os artistas da bola, do espectáculo e da ética e estética do jogo e da beleza das nossas emoções sejam penalizados por manifestarem o seu protesto? Será missão dos árbitros defender o jogo e a sua essência ou absolver e estimular o antijogo e os seus autores?
    Será a deontologia que obriga jornalistas e comentadores a calar estes atropelos? Força, continuem a puxar da pistola para a ética e os seus defensores!”

    J.O.B.

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  69. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:54

    “A atitude de desvalorização do fenómeno futebol é, na realidade, e sem muitos se aperceberem, uma atitude induzida pelas centrais centralistas de formatação de mentalidades.Há muito que querem fazer passar a ideia que o povo do norte devia de deixar de dar importância ao futebol. Não há nada de inocente nem de bondade nisto. O povo do norte não dá mais inportância ao futebol que outro qualquer. O facto é que em regra os seus clubes são melhores que os outros mesmo lutando com armas desiguais.O que está verdadeiramente em causa é o assalto ao negócio.
    O futebol é hoje em dia uma indústria poderosíssima e (ainda) está centrado no Porto e a Norte. O que os apoquenta são os milhões de euros que lhes fogem e que por cá ficam. O FC Porto é o clube português que mais receitas publicitárias obtém no seu estádio. Isto apesar de ser um clube, segundo dizem, ‘regional’. E é verdade: é um clube dos novos tempos, do pós-pós-modernismo: age localmente e pensa globalmente.
    Toda esta sanha persecutória só existe porque existe muito dinheiro em jogo e também porque o FC Porto e outros são péssimos exemplos para o centralisto lisboeta: uma organização eficaz, eficiente, poderosa, de nível internacional e ganhadora fora da capital é algo de inconcebivel para aquelas cabeças. Logo terá que ser para derrubar sem apelo nem agravo.Infelizmente este país mediocre chegou a um ponto em que até a justiça e a política se faz segundo a côr clubística: onde, em qualquer lugar decente, um magistrado honesto e competente é impedido de assumir um lugar de liderança num corpo de polícia de investigação apenas porque é adepto de um determinado clube?
    Acreditem no que quiserem, mas no dia em que derrubarem definitivamente o FC Clube do Porto, cujo poder simbólico é enorme, esta região estará condenada ao mais abjecto ostracismo e sub-desenvolvimento crónico. Depois disso só faltará transferir as caves do vinho do Porto para o Barreiro e passar a dizer que as encostas durienses se situam na região administrativa de Lisboa e Vale do Tejo.
    Na realidade, quem dá uma impotância exagerada ao futebol é Lisboa e não nós. São eles que têm lá o famoso clube de 6 milhões de adeptos e imprimem diariamente dois jornais em que praticamente só falam deles, mesmo quando são desportivamente uma nódoa e nada vencem.”

    Publicada por António Alves
    no blog Norteamos

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  70. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 16:59

    “José Luís Saldanha Sanches, fiscalista, comentador de rádio, televisão e jornais, marido de Maria José Morgado e também recentemente um responsável da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa falou aqui há tempos dos problemas que havia com o Ministério Público e autarquias de província.

    Cito: “Nas autarquias da província há casos frequentíssimos da captura do Ministério Público (MP) pela estrutura autárquica”. “Há ali uma relação de amizade e cumplicidade, no aspecto bom e mau do termo, que põe em causa a independência do poder judicial”, disse Saldanha Sanches.

    Na altura critiquei, num artigo no CM, as declarações de SS. O Manuel Serrão também, no JN. Até porque ele se referia à província do Norte
    Pois ontem ficámos a saber, pela voz de Ferro Rodrigues, coisas interessantes de cumplicidade, ou amizade, nobom ou mau sentido.

    O antigo lider do PS, em tribunal, depondo no âmbito do Caso Casa Pia, disse a propósito do envolvimento do seu nome no caso, que houve várias pessoas que lhe falaram disso antes de tal ser público. “Mas Ferro Rodrigues disse só ter ficado ‘preocupado’ quando foi contactado pelo fiscalista Saldanha Sanches: ‘Ele tinha a certeza de que o meu nome estava a ser plantado'”. (In Público de hoje).

    SS tinha certezas através de quem? Leu nas estrelas? Foi o travesseiro? Ou trata-se aqui do “aspecto bom do termo” para ficar nas palavras do homem que foi incompreendido no seu exame de agregação e foi chumbado? Ou este será um caso de captura do MP pela estrutura socialista?

    O grande educador da classe política, empresarial e não só, fê-lo com certeza pela amizade que tem com FR. Mas é capaz de ter que ser aberta alguma investigação no MP para saber como é que obteve as informações protegidas pelo segredo de justiça.

    O moralismo é sempre bonito, mas convém às vezes olhar para nossa casa.”
    Bússola Manuel Queiroz

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  71. Desconhecida's avatar
    Mialgia de Esforço permalink
    7 Junho, 2008 18:10

    A não perder, agora e ao vivo na RTP 2, as cenas de desportivismo de uns rapazes do maior clube do mundo, quiçá da Europa até.

    Será que é desta que conseguem assassinar o Filipe Santos?

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  72. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 19:40

    Porra, espalhei-me. No meu comentário 33 queria referir-me aos comentários 16 e 18, de Medina Ribeiro.

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  73. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 22:05

    CAA,

    Até neste aspecto, Você está bem e tem bom senso.

    Como Jurista que é, sabe que o Departamento Jurídico não tem perdão. O que fez não tem desculpa.

    “Depois de casa roubada, trancas à porta”.

    Naturalmente, se fosse na Sonae, o Engenheiro despedia o Director do Departamento Jurídico e assumia a perda,…..porque a SONAE é dele.

    No caso do FCP, como o Clube não é de PdC, numa empresa cotada, os Accionstas óbviamenet despecdian-no com justa causa (lesou gravemente os interesses dos accionistas).

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  74. Kosta de Alhabaite's avatar
    7 Junho, 2008 22:06

    J

    Você, e desculpe a familiaridade, é um ÁS, atento e muito certeiro.
    Nada do que aparece escrito é mentira, tudo pode ser provado.
    Por isso acredito que a tese da atitude persecutória e combinada por vários agentes – magistrados, pj, imprensa, etc – é REAL e INEGÁVEL.
    Mais uma vez, muitos parabéns J pelo seu excelente contributo para relembrar estas vergonhas que oram sonegadas pelo MP.

    MJRB
    A minha admiração por si aumenta a cada dia; as suas considerações, sensatas e ordeiras, deixam-me pensar que, afinal, Portugal pode ter futuro como Nação Una e Indivisível – embora eu, neste momento, tenha enraízada uma forte vontade de independência do Condado Portucalense.

    Bem haja aos dois atrás mencionados

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  75. Piscoiso's avatar
    7 Junho, 2008 22:23

    Para o “J” o assunto está encerrado. Nem há recursos.
    É fantástico haver gente com tantas certezas.
    Nem a abelha Maya.

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  76. MJRB's avatar
    7 Junho, 2008 22:40

    Kosta De Alhabaite,

    Grato.

    Mas este país não tem futuro evolutivo com o povo-das-telenovelas, com o povo-das-cançonetas, com o povo-do-futebol, com o povo admirador e seguidor-dos “famosos”, com o povo patética e excessivamente reverencial…

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  77. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 23:53

    Piscoiso Diz:
    7 Junho, 2008 às 10:23 pm

    “A Sul moram os nobres, os sérios, os santos, os limpos, os honrados, os puros e castos.”

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  78. Desconhecida's avatar
    7 Junho, 2008 23:56

    Piscoiso Diz:
    7 Junho, 2008 às 10:23 pm

    “Na certeza de que julgar é um exigente exercício de renúncia e despojamento e não a gratificante e narcisista exibição de troféus de caça, sob os holofotes a aureolar um inebriante e ‘inesquecível’ momento de glória”, escreve Manuel da Costa Andrade, referindo-se à conferencia de imprensa em que o presidente da CD da Liga anunciou a condenação de Pinto da Costa.”

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  79. Kosta de Alhabaite's avatar
    7 Junho, 2008 23:58

    MJRB

    Perfeitamente de acordo. Infelizmente este povo parece cada vez mais mentecapto e parece viver num mundo de fantasia.
    Assim, não admira surgirem figurinhas tipo Luis Filipe Vieira e seus paus mandados, tipo o seu funcionário Saldanha Sanches, a ex-terrorista Maria Jose Morgado, o iluminadoe pavão Ricardo Costa, os Leais e outros quejandos, que vão dando ao povo aquilo que ele, na sua infinita inocência ou burrice, ou seja espectáculo decadente. Na corrente vai um conjunto de jornalistas e orgãos de comunicação social, que compoem o ramalhete, incompleto, contudo. Falta a corja política e toda uma cáfila de empresários, corruptos, decadentes, que vivem à ombra do Poder. E o Poder está em Lisboa. Bem, todo menos um: o futebol, e porque não dizê-lo, o desporto em geral. Aí, soberano, manda o Porto, e isso, à sombra dos “mandamentos” lisboetas, é um ultrage. E já começamos a perceber que as palavras de António Barreto. Então aquele equipa de província têm a lata de ganhar aos da capital? Era o que faltava. Então, escolhem-se os homens e as mulheres da corte, colocam-se nos locais certos, monta-se a teia, espera-se um deslize, uma fraqueza, omitem-se as porcarias próprias e, zás, à primeira saem a terreiro a gritar às armas… E tomam o poder que lhes faltava.
    Aí, o intoxicado povinho, ou melhor, uma franja de uns 6 milhões, rejubila. Aleluia, gritam.
    Claro, fica ainda aquela aldeia portucalense, ficam os seus adeptos. Esses não se vergam, esses não se desonram. Esses lutam contra a mediocridade e a inveja nacional lisboeta. Esses não têm funcionalismo público, trabalham para comer, esses não têm os subsídios do estado pra recuperar frentes ribeirinhas nem aeroportos desnecessários, esses rejubilam nas vitórias e unem-se nas derrotas. Esses vencerão a batalha final, ainda que para isso venha a ser necessário fazer correr sangue pelas calçadas. É o expurgo final. Aí serão livres. Uns para crescerem como nação, outros para efinharem na sua própria trampa! E serão todos felizes!

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  80. Desconhecida's avatar
    8 Junho, 2008 00:01

    Piscoiso Diz:
    7 Junho, 2008 às 10:23 pm

    “sem provas susceptíveis de sustentar, no respeito pelos princípios constitucionais do princípio ‘in dubio pro reu’, a imputação ao arguido de qualquer facto ilícito, disciplinar ou outro.”

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  81. Desconhecida's avatar
    8 Junho, 2008 00:10

    Piscoiso Diz:
    7 Junho, 2008 às 10:23 pm

    Estas é que são as escutas mais comprometedoras de todas as que circulam por aí.

    ”Luís Filipe Vieira (LFV) – Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito… (…)
    Valentim Loureiro (VL) – Eu penso que ou o Lucílio… o António Costa, esse Costa não lhe dá… não lhe dá nenhuma garantia?
    LFV – A mim?! F.., o António Costa? F… Isso é tudo Porto!
    VL – Exacto, pronto! (…) E o Lucílio?
    LFV – Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
    VL – E o Duarte?
    LFV – Nada, zero! Ninguém me dá!… Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, ”porque eu estou a fazer isto por outro lado. (…)”
    VL – Talvez o Lucílio, pá!
    LFV – Não, não quero Lucílio nenhum! (…)
    VL – E o Proença?
    LFV – O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f…!
    VL – E o João Ferreira?
    LFV – O João… Pode vir o João. Agora o que eu queria… (…) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro… O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (…) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.”

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  82. MJRB's avatar
    8 Junho, 2008 01:22

    Kosta de Alhabaite,

    O SLBenfica não tem 6 milhões de adeptos em Portugal.
    No país e no estrangeiro, terá cerca de 3.800.000 .

    O SCPortugal, igualmente no país e no estrangeiro, terá c. 2.700.000 .

    O FCPorto, idem, terá c. 2.200.000 .

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  83. MJRB's avatar
    8 Junho, 2008 01:31

    Obviamente, esses adeptos no estrangeiro, do SLB, SCP e FCP, são portugueses.

    É muitíssimo residual, percentualmente quase nula, a quantidade de adeptos estrangeiros destes clubes.

    Real Madrid, Manchester United e Barcelona têm muitos adeptos estrangeiros e mesmo representações criadas por estes, e não por emigrantes. Obviamente, alguns emigrantes espanhóis e britânicos também criaram em alguns países (dentre os quais Portugal), locais representativos.

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  84. MJRB's avatar
    8 Junho, 2008 01:32

    Errata: SLBenfica, com cerca de 4.800.000 .

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  85. Desconhecida's avatar
    Dies Illa permalink
    8 Junho, 2008 06:11

    “A Norte moram os párias, os imorais, os vigaristas, os batoteiros, os trapaceiros, os malvados, os sujos, os espertos e desonestos; a Sul moram os nobres, os sérios, os santos, os limpos, os honrados, os puros e castos.”

    Excelente!

    Nunca tinha visto antes uma definição tão exacta e certeira acerca dos bimbos do Norte.

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  86. Piscoiso's avatar
    8 Junho, 2008 11:43

    Isto há cada bússola metida à pressão nalgumas cabecinhas xenófobas, que acabam por debitar um minimal repetitivo desnorteado.

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  87. Desconhecida's avatar
    8 Junho, 2008 11:48

    Piscoiso Diz:
    8 Junho, 2008 às 11:43 am

    Quem ri no fim é que ri melhor, vamos aguardar com tranquilidade.

    “Liga de Clubes ainda aguarda mais dados da PGR

    O “Apito Final” ainda não acabou. A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes tem dois processos suspensos aguardando os resultados de um inquérito aberto pelo procurador-geral da República com base no dossier “Apito Encarnado”. O documento tornado público em Agosto de 2007, foi entregue à PGR (e também à Liga, Federação e Polícia Judiciária) e pode colocar o Benfica sob a alçada da justiça desportiva no âmbito do processo “Apito Final”. Alegadamente elaborado “por um conjunto de funcionários de investigação” da Polícia Judiciária, o dossier denuncia uma suposta dualidade de critérios da investigação do processo “Apito Dourado”, e refere “factos” a que ” por esquecimento não terá sido dado o devido tratamento”. Algumas das denúncias dizem respeito à época 2004/2005, ano em que o Benfica conquistou o campeonato. “Reuniões secretas entre Luís Filipe Vieira e José Veiga com dirigentes da arbitragem” , “reuniões num restaurante de Penafiel entre José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes”, “reuniões entre o dr. João Rodrigues com o sr. Pinto de Sousa num hotel de Lisboa” , ” a promessa da contratação de um jogador do Estoril antes do “famoso” jogo Estoril-Benfica, no Algarve”, são algumas das denúncias feitas no documento anónimo que mereceu a Pinto Monteiro, no entanto, a decisão de abrir um processo de inquérito.

    Sabendo disso, a Comissão Disciplinar da Liga de forma a evitar a prescrição que poderia resultar da abertura de um novo inquérito, tomou a decisão de suspender dois processos. Os processos de inquéritos 02-06/07 e 13-06/07 , apesar do arquivamento dos autos na parte respeitante à matéria de facto da deliberação final mantêm-se suspensos por um período de dois meses, a contar da data de publicação do respectivos acordãos – 6 de Maio de 2008 – ( no dia 6 do próximo mês de Julho a situação será revista), conforme se pode ler nas páginas 38/39/ 40 e 110/ 111 dos respectivos documentos. “O prosseguimento do processo visa investigar e aferir do relevo jusdisciplinar da factualidade que possa resultar da informação remetida a esta comissão disciplinar pela procuradoria geral da República.”

    In Diário de Notícias

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  88. mariarroba's avatar
    mariarroba permalink
    8 Junho, 2008 18:06

    Diz CAA: “As críticas à resolução do F.C. Porto de não recorrer da decisão da C.D. da Liga, à data, baseavam-se em razões de ética e de imagem”.

    Concluindo e resumindo: o pragamatismo ou o realismo não resultam se deixarem a honra para trás

    Mas isto não se aprende muito menos no Direito. Está no código genético.

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  89. mariarroba's avatar
    mariarroba permalink
    8 Junho, 2008 18:18

    errata – pragmatismo e não pragamatismo

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  90. Desconhecida's avatar
    illuzionatti permalink
    9 Junho, 2008 11:36

    ACONTECEU ESTE FIM DE SEMANA MAIS UMA REUNIÃO DO GRUPO BILDERBERG E NINGUÉM COMENTA O ASSUNTO. PORQUE SERÁ?

    Aqui vou eu tentar acordá-los para a realidade oculta do mundo que nos rodeia, relativamente à qual, a maior parte dos nossos semelhantes, nem sequer tem tempo de se aperceber que ela é tão real quanto o ar que respiram.
    Tal como em qualquer Estado existem “Organizações” supra-partidárias que disputam o poder interno, assim existem, também, a nível global “Organizações” supra-nacionais (Clube de Bilderberg, Comissão Trilateral, Clube de Roma, Iluminati, etc., todas elas Organizações Fabianas) que se dedicam aos jogos de poder e que são as principais responsáveis pelo estado calamitoso a que o nosso mundo chegou através da chamada “Globalização” ou “New World Order”, que a todo o custo se tenta impor, e que representa um sério retrocesso civilizacional (finais do sec. XIX).

    Nas reuniões clandestinas (porque à revelia do Direito Internacional) de Bilderberg que se realizam todos os anos sempre em diferentes países do mundo, estão presentes algumas dezenas de psicopatas detentores do poder económico-financeiro mundial e os seus convidados cães de fila, alguns políticos, os quais decidem refasteladamente, em luxuosíssimos hotéis, aquilo que irá acontecer no mundo, seja a curto, médio, ou longo prazo, desde que seja o melhor para defender os seus obscuros desígnios.
    Completamente alheios ao sofrimento que podem causar aos seus semelhantes, estes vampiros da Humanidade não olham a meios para atingir os seus fins, o que os torna particularmente perigosos para qualquer pessoa, organização ou Estado que tenha a ousadia de lhes fazer frente.

    A perigosidade dos conspiradores acima referidos, tem de ser levada muito a sério, pois que o poder que eles detêm tudo controla, inclusivamente o terror espalhado, estratégicamente e de vez em quando, por esse mundo fora com o fito de as populações se tornarem receptivas a regimes cada vez mais repressivos, autoritários e controladores, tudo isto em prol da nossa “segurança”.
    Como exemplo do que acabei de dizer dou o famigerado ataque às torres gémeas de Nova Iorque que, por mais que se diga, basta ver a queda dos 3 edifícios para automáticamente se saber que aquilo foram demolições controladas, aliás, como está demonstrado até à exaustão em muitos sites existentes na Web. Ver por exemplo este: http://tvnewslies.org/html/9_11_-_all_the_proof_you_need.html
    Quando em 1999 a reunião anual se realizou no Westin Caesar Park Hotel da Penha Longa em Sintra, alguns dos pontos da agenda, entre outros que iriam ser debatidos, eram, e passo a citar “…a European superstate, a global currency, genetics, and the dismantling of the welfare state.”.
    É curioso que, já nessa ocasião, um político britânico tenha manifestado a opinião de, e passo a citar “…On welfare cuts he adds: “It might be easier for somebody who claimed to be a socialist to impose change.”, o que explica muitas das coisas que se passaram no ano de 2004 no nosso cantinho à beira-mar plantado.
    Veja-se todo o processo politico desde as europeias, magistralmente dirigido por S.Ex.ª o PR da altura (Dr. Jorge Sampaio), que afastou de uma penada a ala esquerda do PS e o Dr. Ferro Rodrigues (boatos sobre pedófilia) abrindo completamente as portas à sua ala direita e ao “Ing.” Sócrates (ex-PSD), para que depois de demitido o Governo de coligação PSD/CDS tudo viesse a bater certo com a opinião manifestada pelo Bilderberger britânico, acima citado. Não nos esqueçamos que o Dr. Jorge Sampaio foi um dos convidados da reunião de Bilderberg de 1999 cá em Portugal.
    Leiam, por favor, o que diz Daniel Estulin nesta sua entrevista de 02-01-2006 ao Semanário. http://www.semanario.pt/print.php?ID=2574
    Como podem ler no cabeçalho introdutório à entrevista, o livro que ele escreveu sobre estes senhores, intitulado “Clube de Bilderberg, os Senhores do Mundo”, está dado como tendo sido editado, cá em Portugal, pela editora “Temas e Debates”, só que ele nunca chegou a sair; querem adivinhar adivinhar porquê?
    Se não adivinharam, então leiam isto, publicado em 07-03-2006:
    “Bilderberg Book Suppressed by Portuguese

    Daniel Estulin, the Spanish journalist who has collaborated with American Free Press in exposing the world shadow government, reports that his book, Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo (The Bilderberg Club-Lords of the World), is being suppressed in Portugal.
    AFP, having published Jim Tucker Bilderberg Diary, plans to follow by publishing Clube Bilderberg in English. Someone working for Temas e Debates, the company that planned to publish his book in Portugal, said the Portuguese government is pressuring it not to not sell his Bilderberg book.
    Apparently, it really took the government by surprise and scared them, Estulin said. They are afraid this could turn into a world phenomenon. In fact, it is turning into a world phenomenon, as we have signed 28 countries and 21 languages.
    The government and my publisher in Portugal are trying to suffocate this book because they are afraid it will create a groundswell that could turn into a populist movement in Portugal as it already has in Venezuela, Colombia and Mexico where the first edition of the book sold out in less than four hours and caused riots in front of the embassies, Estulin said. Due to the mainstream media blockade, you have not seen or heard [of this] on national television or in the press.
    Estulin is seeking to initiate a groundswell on the Internet to pressure Temas e Debates to publish his book. He is also asking that people contact media outlets.
    The more people call and harass the publisher and the government, the less willing they will be to pull this off, Estulin said. If we don’t do something, we will only be less free in the future. That is what Bilderbergers want.”

    A Sociedade Bilderberg, é um grupo que existe há longos anos, pouco ou nada se tem falado desta ’sociedade secreta’, e muitos desconhecem a sua existência ou os seus objectivos.
    Este grupo sionista leva a cabo uma conspiração antidemocrática, um plano oculto de dominação mundial. Este grupo conta nas suas fileiras, Presidentes, Famílias Reais, ministros, industriais e executivos de sucesso, jornalistas, directores de estações de TV, jornais etc.

    O SEMANÁRIO publicou, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos.

    artigo completo em
    semanario.pt/noticia.php?ID=2573

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