Caro João Miranda,
deixe-me felicitá-lo pelo seu artigo no DN.Parabéns!
Aproveito para aqui deixar também o que escrevi a 16 de Maio, lá na minha jangada:
“A ladainha de choros, a reclamação de apoios do Governo para tudo e mais alguma coisa, agora sempre amplificada por uma Comunicação Social irresponsável e quase sempre a soldo do partido que se segue na fila dos nomeáveis, não constitui surpresa ou tem alguma originalidade:
Apenas no último mês e meio, tomei nota das seguintes recusas de reformas, de exigências e de ameaças de greves avulsas:
– Os profs não querem o Estatuto do Aluno, nem o dos dos Docentes – Semelhantes ao existente na maioria dos países da UE e a Com. Social apoia, e amplifica os protestos.
– Os padres não querem a lei do divórcio – Igual à maioria existente nos outros países da UE e a CS empina-se toda e ouve toda a gente, desde as freiras ao homem do talho, ambos especialistas em assuntos da carne !
– Os taxistas exigem maior segurança e que o Estado, (nós, os contribuintes) lhes paguemos os seguros, o GPS e subsidiemos o gasóleo, e a CS idem , idem, mais os barbeiros e jardineiros.
– Os médicos oftalmologistas exigem – e parece que vão ter – um pagamento extra para começar a trabalhar a sério e a CS cala-se com medo deles ! É ver o caso do médico espanhol do Barreiro que fez 5 vezes mais operações numa semana que qq colega seu, num ano ! O que disse a CS? Nada! Viola no saco!
– Os advogados e juizes não querem qualquer alteração de nada: Acham que a justiça está bem, obrigado. E a CS faz banjas , uns contra os outros e ficamos na mesma. O PR, neutral e deitado no meio da disputa, manda perguntar ao TConstitucional se se pode alterar essa coisa da Justiça, dos tribunais e da lentidão.
– Os futebolistas sem salários, exigem a intervençao do Governo (nós, os contribuintes)
– Os agricultores querem receber subsídio à produção e à falta dela. De quem? De nós!
– Os partidos que aprovaram as leis do controlo alimentar não querem que elas se apliquem
– Sobre a lei do consumo do tabaco em locais públicos é o que se vê.
– Os combustíveis devem ser subsidiados ( nós, os contribuintes)
– Mas então os porta-vozes dos Contribuintes? – qq corporação enche os ouvidos da gente com a carga fiscal ! E a CS o que faz? Amplifica os descontentamentos.
– O governo começa a ratear pelos mais necessitados algumas migalhas. Deve ser chicoteado, seja pelo desperdício (Complemento de Inserção Social ou de velhice), seja por ser muito pouco…
– O governo faz a maior reforma no ensino superior onde havia mais de 1000 cursos disponíveis e sem utilidade prática, e o que é que acontece? : A CS vai a correr ouvir os eventuais prejudicados para tornar a medida impossível de cumprire e para amplificar os lamentos!
– Os pescadores exigem subsídio do governo ( os mesmos a pagar!! )
– O governo pela primeira vez vai apoiar a reprodução medicamente assistida. É pouco, e é tarde!
– As CM do Algarve fazem protocolos com Cuba e levanta-se o maior borburinho: Afinal há em Portugal bué de médicos prontinhos a trabalhar. Desde que nós paguemos mais e mais !
– O Governo legisla contra a violência doméstica e a morte das mulheres. Quem é que vem dizer que está mal? O bastonário da Ordem dos Advogados !
– O ministério da educação promove a integração das escolas na comunidade. Estão contra !
– Acordo ortográfico? Deus nos livre !
– Polícia Judiciária ? já é o terceiro Director em 5 anos? E o que é que isto tem a ver com o actual governo? Que se saiba apenas nomeou um! A CS, o que disse? Melhor, o que é que faltou dizer?
– Acordos comerciais com o perigoso Chavez? Credo! Devemos é continuar a comprar petróleo nas democracias do Médio-Oriente , em Angola e na Argélia!
– Os deficientes das FA estão descontentes? Culpa do governo e a CS faz eco disso!
– A criminalidade desceu? . A CS deve ir à rua onde foi o último assalto , ouvir as mamanas e os barbeiros para contrariar essa perigosa ideia! Mais polícia!
– Mais polícia e mais Asae? Mas isto é um estado policial, ou quê?
– Não há investimento? Oiça-se o desempregado mais a jeito! É, definitivamente culpa do governo que não dá incentivos ( nós os contribuintes! ) suficientes .
– As fábricas de aperta parafuso vão-se embora: culpa dos mesmos !
– Estamos é a tentar realizar mais um campeonato da bola ! Isso é que é mesmo porreta!
– Feira do Livro? O que é preciso é subsídios a fundo perdido, de preferência sem critério, para todos, e viva a República! E a CS? Fica feliz!
Sei, este post é muito grande e chato. Não é bem para lerem, é mesmo para eu desopilar!
MFerrer
Cavaco Silva alerta para a excessiva dependência de Portugal relativamente ao Petróleo. O Presidente da República discursou na reunião da Cotec Europa que juntou empresários portugueses, espanhóis e italianos em Nápoles.
======
Este Cavaco diz cada verdade, ate parece a condessa de Boliqueime…O meu Anibal é uma inteligencia.
Bom artigo. Um fiel retrato da nossa mentalidade. Mentalidade essa que é seguramente a principal causa do nosso atraso.
O que está na base desta tão nefasta maneira de pensar é o princípio segundo o qual quem não chora não mama. Só há uma maneira de romper com esta praga: arranjar um poder político que não ceda a chantagens. Sobretudo quando se trata das ditas elites.
Está bem escrito, mas não diz nada.
De facto nem, por exemplo, Alexandre “O Grande” faria nada de jeito se tivesse que andar de autocarro em Lisboa ou no Porto.
Quando muito ia parar à esquadra.
Artigo muito bom. Aqui há uns anos fiquei estarrecido com um debate na SIC sobre justiça com todos os big shots. Todos com uma conversa da treta e nem UM com um pensamento estruturado sobre o diagnóstico e as terapias necessárias. Mas se fosse só na justiça…
Independentemente da forma do escrito,
pelo último parágrafo é um libelo anti-democrático.
O elitismo é apenas um pretexto.
Penso eu de que.
E pensa muito bem. Perpassa pelo artigo uma nostalgia dos tempos em que não era preciso convencer uma maioria a escolher-nos, bastava uns poucos.
Como é agora difícil a vida dos iluminados…
Também adorei este texto. Acho que os artigos do João Miranda, que escreve pouco mas diz muito, deveriam trocar de lugar com o Manuel Carrilho, que escreve muito e não diz nada.
“Este Cavaco diz cada verdade, ate parece a condessa de Boliqueime…O meu Anibal é uma inteligencia.”
E por acaso alerta muito bem. Se Portugal não fizer nada, um dia vai ficar entalado. Seria muito pertinente um estudo sobre a dependência energética de outros países. Aposto que Portugal viria em primeiro lugar em todos os aspectos.
Excelente artigo!
Usando uma frase desfasada, “verdades como punhos”!
Mas há os que têm um capacete no lugar do cérebro.
A esses, os murros não os atingem.
Queixam-se. Dizem que as instalações são inseguras.
Não percebeu nada.
Os juízes não se queixam, simplesmente disseram que ou lhes dão instalações decentes onde o Estado possa ser respeitado ou vão de férias.
Para João Miranda um julgamente até se podia fazer na casa de banho.
Uma central nuclear. Mais barragens hidroeléctricas. Ao menos estaremos preparados para o carro eléctrico e não dependeremos da electricidade vinda de Espanha ou França.
Ehr…se calhar até é mais racional estarmos dependentes.Aliás temos de estar e eles de nós.
Como devem compreender uma grande instalação produtora de electricidade não varia a sua produção repentinamente. Por sua vez o consumo não é constante, há horas de pico e horas de vazio. Suponhamos que a hora de pico são as 20h, por causa das diferenças de fuso horário esse pico não se dá ao mesmo tempo em toda a Europa, daí haver fluxos de energia, quando um país começa a sair do pico entra outro e podem entreajudar-se de forma a não precisarem de ter instalações dimensionadas para a hora de pico (uma-duas horas por dia) paradas no resto do tempo
Conceptualmente de acordo, embora o “Tribunal” de Santa Maria da Feira esteja a mais, porque se trata de uma bizarria. Que não as queixas habituais dos juízes.
Então e o Compromisso Portugal? Ainda é vivo o conclave da elite das elites?
«Queixam-se. Dizem que as instalações são inseguras»
Mais um ilustríssimo colunista que não percebeu a questão. 😀
E pior… acha que os juízes se estão a “queixar”. Todo o mundo se queixa, reivindica e quer mais. E não o deve deixar de fazer, como é evidente. O que lhe escapa por completo é o modo. Há aqueles que se queixam nos jornais e telejornais, diariamente, fazendo manchete, diariamente, das suas queixas. E há aqueles que não o fazem assim. Meter professores, médicos, juízes e reitores no mesmo saco é um erro crasso. Pelos vistos, compete a este conjunto de “melhores entre melhores”(?) liderar o país. Médicos? O Luís Filipe Menezes? Esse deve exercer imenso… e Juízes? Oh! Resmas deles por aí a candidatarem-se a eleições. É aquele low-profile, sabe… E toda a gente sabe que todos estes (pronto, excluam-se os professores) andam constantemente a esbracejar para as televisões. O que acontecerá à civilização no dia em que ninguém se queixar, reivindicar e querer mais? Surpreende-se que os titulares de cargos públicos não eleitos reivindiquem à única entidade a quem podem reivindicar? Se a saúde e o ensino pode ser privatizado, aquilo que serve de pretexto a essa sua crónica não pode ser, de todo, privatizado. Quem é que os juízes vão liderar? Com o que é que vão poder melhorar as suas condições de trabalho e contribuir para o aumento da produtividade e eficiência? Você fala em queixas. É pura semântica. Serão queixas e reivindicações mas já foram meras sugestões, críticas construtivas; e é absolutamente natural que não as tenha ouvido ou sabido delas, porque não é a você nem aos jornais que essas ‘sugestões’ devem ser dirigidas. Só passam a ser queixas quando limites são ultrapassados. Simbolicamente, isto foi mais grave do que os episódios decorridos aquando da paralisação dos camionistas.
Outro aspecto super curioso é o grupo de classes que elege como elites. Juízes, Médicos, Reitores e Professores. Qual é o principal aspecto em comum? Subordinação ao poder público.
Só é elite irresponsável, mesquinha, queixinhas, incapaz – de liderar, de estudar os problemas, criar soluções – quem pertence a uma dessas quatro classes e está subordinada ao poder público.
Sim, porque os médicos que trabalham no privado não são elite. Os Engenheiros não são elite. Os Arquitectos não são elite. Os “cientistas” (ou académicos, se preferir) que estão nas universidades a estudar problemas e a criar soluções (ou estarão?) não são elite. Os artistas não são elite. Os economistas não são elite. Os líderes das empresas mais bem sucedidas não são elite. Como não se queixam (a quem por maioria de razão, quem trabalha no público, têm de se queixar), não são elite. E como não são elite, não têm responsabilidade. São assim uma coisa esquisita, inútil para o estudo de problemas, para a criação de soluções, para a liderança – enfim, “para se chegarem à frente”. Só mesmo aquele grupinho é que é desprezível, incompetente e o culpado pelo estado em que estamos.
Claro que os opinadores de jornais e telejornais também não são uma elite. O que interessa, mais do que tudo, é escrever, dizer mal (de preferência), porque estudar problemas, criar soluções e liderar não é nada que tenha a ver com esses senhores que diariamente nos invadem a casa (ah pois! São os juízes, os médicos, os professores e os reitores que o fazem todos os dias… Não é?). Aliás, as diabruras de gentes como o JPP e o seu contributo para a queda e ascensão de líderes é insignificante. Como outros Marcelo, pela dose semanal televisiva que é, ou muitos outros que há anos escrevem as suas coisas nos jornais. Adquiriram lugar anual, automaticamente renovável, numa poltrona confortável. Porque sair? Problemas? Soluções? Liderança? Bah! Isso do poder vai ao ar tudo num instante. E também há poder aqui nos bastidores, de manipulação, mas é poder. E 20 aninhos a ser pago para ser uma pseudo-elite é bem melhor.
E fala você de elites. De melhores entre melhores. De Juízes, Médicos, Reitores e Professores. Oh, a sociedade! Oh, as elites! Se re-escrever essa ideia base sem se limitar a esse grupinho pode ser que faça mais sentido. Essa limitação nem tem razão alguma de ser. Teria feito melhor em omiti-la.
PS: Não confunda (queixas de) advogados com o que o actual Bastonário diz. Erro crasso…
É como lá na escola. Os pais queixam-se muito e não fazem nada. Eu nunca me queixo e consigo tudo o que quero. Da DREL, da CML e da Junta. Peço, fundamento, insisto. Sugiro soluções, ofereço ajuda. Nada até agora me foi recusado. Desde um simples portão a uma professora de apoio. Queixar é que nunca. As pessoas ou têm genes para se queixar, ou têm genes para fazer.
Gostei muito deste texto de JMiranda. É um facto que só num país com muito pouca consciência democrática, até aceita que se use o termo “elites”. Noutros países, esse termo é perjorativo. Utilizam outros, como lideres, eleitos, e por aí.
Curiosamente, algumas pessoas até se dizem da “elite”, o que noutros países seria sem dúvida motivo para escárnio durante meses, mesmo que tivesse sido um lapso.
Mas não em Portugal. O que demonstra também, que as tais elites são fracas, e poucos recursos têm (humanos).
Toda a gente se queixa uns dos outros, e como a Tina disse, ninguém faz nada.
Os juizes queixam-se na generalidade do povo e dos politicos. Os professores dos politicos e sei lá mais quem. Os pais queixam-se das escolas e do ensino mas nêm pôem lá os pés. Os partidos queixam-se do professores.
E assim , se demora 8 anos a fazer um tribunal, ou 8 anos a perceber que raio andam os professores a falar, pois os pais nem sequer vão às escolas.
Têm sempre que ser “os outros” a fazer algo.
Evidente, que nem stalin sonharia com um país assim para dominar.
É do mais fácil que existe, e daí, sermos dos povos mais atrazados da europa (que não o país, coitado. O país é feito pelos seus cidadãos. Mas estes culpam sempre os outros, e nada fazem.
No fundo, desde D Sebastião que o povo português ainda não percebeu que tem que ser ele a fazer algo. E que as elites, morreram com D Sebastião e ninguém agora os vai ajudar.
Têm que se elevar, e fazer algo.
Curiosamente, mais uma vez chamo a atenção para o post da Tina, podendo nem sempre concordar com ela e vice versa, mas o comentário dela sobre a escola dos filhos dela merece ser lido. Os outros queixam-se, ela faz.
Evidente, por vezes como diz o piscoiso, há coisas que ficam mesmo bloqueadas, mas há muitoas que simplesmente está tudo à espera que sejam “os outros” a fazerem.
Mas tudo se queixa que ninguém faz nada.
Bom fim de semana.
Cumprimentos.
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Caro João Miranda,
deixe-me felicitá-lo pelo seu artigo no DN.Parabéns!
Aproveito para aqui deixar também o que escrevi a 16 de Maio, lá na minha jangada:
“A ladainha de choros, a reclamação de apoios do Governo para tudo e mais alguma coisa, agora sempre amplificada por uma Comunicação Social irresponsável e quase sempre a soldo do partido que se segue na fila dos nomeáveis, não constitui surpresa ou tem alguma originalidade:
Apenas no último mês e meio, tomei nota das seguintes recusas de reformas, de exigências e de ameaças de greves avulsas:
– Os profs não querem o Estatuto do Aluno, nem o dos dos Docentes – Semelhantes ao existente na maioria dos países da UE e a Com. Social apoia, e amplifica os protestos.
– Os padres não querem a lei do divórcio – Igual à maioria existente nos outros países da UE e a CS empina-se toda e ouve toda a gente, desde as freiras ao homem do talho, ambos especialistas em assuntos da carne !
– Os taxistas exigem maior segurança e que o Estado, (nós, os contribuintes) lhes paguemos os seguros, o GPS e subsidiemos o gasóleo, e a CS idem , idem, mais os barbeiros e jardineiros.
– Os médicos oftalmologistas exigem – e parece que vão ter – um pagamento extra para começar a trabalhar a sério e a CS cala-se com medo deles ! É ver o caso do médico espanhol do Barreiro que fez 5 vezes mais operações numa semana que qq colega seu, num ano ! O que disse a CS? Nada! Viola no saco!
– Os advogados e juizes não querem qualquer alteração de nada: Acham que a justiça está bem, obrigado. E a CS faz banjas , uns contra os outros e ficamos na mesma. O PR, neutral e deitado no meio da disputa, manda perguntar ao TConstitucional se se pode alterar essa coisa da Justiça, dos tribunais e da lentidão.
– Os futebolistas sem salários, exigem a intervençao do Governo (nós, os contribuintes)
– Os agricultores querem receber subsídio à produção e à falta dela. De quem? De nós!
– Os partidos que aprovaram as leis do controlo alimentar não querem que elas se apliquem
– Sobre a lei do consumo do tabaco em locais públicos é o que se vê.
– Os combustíveis devem ser subsidiados ( nós, os contribuintes)
– Mas então os porta-vozes dos Contribuintes? – qq corporação enche os ouvidos da gente com a carga fiscal ! E a CS o que faz? Amplifica os descontentamentos.
– O governo começa a ratear pelos mais necessitados algumas migalhas. Deve ser chicoteado, seja pelo desperdício (Complemento de Inserção Social ou de velhice), seja por ser muito pouco…
– O governo faz a maior reforma no ensino superior onde havia mais de 1000 cursos disponíveis e sem utilidade prática, e o que é que acontece? : A CS vai a correr ouvir os eventuais prejudicados para tornar a medida impossível de cumprire e para amplificar os lamentos!
– Os pescadores exigem subsídio do governo ( os mesmos a pagar!! )
– O governo pela primeira vez vai apoiar a reprodução medicamente assistida. É pouco, e é tarde!
– As CM do Algarve fazem protocolos com Cuba e levanta-se o maior borburinho: Afinal há em Portugal bué de médicos prontinhos a trabalhar. Desde que nós paguemos mais e mais !
– O Governo legisla contra a violência doméstica e a morte das mulheres. Quem é que vem dizer que está mal? O bastonário da Ordem dos Advogados !
– O ministério da educação promove a integração das escolas na comunidade. Estão contra !
– Acordo ortográfico? Deus nos livre !
– Polícia Judiciária ? já é o terceiro Director em 5 anos? E o que é que isto tem a ver com o actual governo? Que se saiba apenas nomeou um! A CS, o que disse? Melhor, o que é que faltou dizer?
– Acordos comerciais com o perigoso Chavez? Credo! Devemos é continuar a comprar petróleo nas democracias do Médio-Oriente , em Angola e na Argélia!
– Os deficientes das FA estão descontentes? Culpa do governo e a CS faz eco disso!
– A criminalidade desceu? . A CS deve ir à rua onde foi o último assalto , ouvir as mamanas e os barbeiros para contrariar essa perigosa ideia! Mais polícia!
– Mais polícia e mais Asae? Mas isto é um estado policial, ou quê?
– Não há investimento? Oiça-se o desempregado mais a jeito! É, definitivamente culpa do governo que não dá incentivos ( nós os contribuintes! ) suficientes .
– As fábricas de aperta parafuso vão-se embora: culpa dos mesmos !
– Estamos é a tentar realizar mais um campeonato da bola ! Isso é que é mesmo porreta!
– Feira do Livro? O que é preciso é subsídios a fundo perdido, de preferência sem critério, para todos, e viva a República! E a CS? Fica feliz!
Sei, este post é muito grande e chato. Não é bem para lerem, é mesmo para eu desopilar!
MFerrer
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Cavaco Silva alerta para a excessiva dependência de Portugal relativamente ao Petróleo. O Presidente da República discursou na reunião da Cotec Europa que juntou empresários portugueses, espanhóis e italianos em Nápoles.
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Este Cavaco diz cada verdade, ate parece a condessa de Boliqueime…O meu Anibal é uma inteligencia.
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Trabalho
Todos os trabalhadores do Estado terão acesso à ADSE a partir de 2009
00000
Sera que são mesmo todos ou é só alguns
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Talvez a melhor “coisinha” que o JM já escreveu… Até
parece que ninguém leu a célebre frase de JFK…
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Actualidade
00:39
Portimão
Tiros contra pavilhão onde Sócrates discursou
=====
Sem comentarios
Estamos a saque e ainda andam a procura de quem forneca as pitolas, por enquanto tem as de fulminantes
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O CAA… meteu algum na D Branca,,,acho que dava 30%/ano.
Cada um tem o que merece
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No local estiveram 22 inspectores de quatro departamentos da polícia de investigação. Dos sete tiros só dois acertaram na cobertura do recinto.
=============
Vejam lá se foi um camarada?
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Bom artigo. Um fiel retrato da nossa mentalidade. Mentalidade essa que é seguramente a principal causa do nosso atraso.
O que está na base desta tão nefasta maneira de pensar é o princípio segundo o qual quem não chora não mama. Só há uma maneira de romper com esta praga: arranjar um poder político que não ceda a chantagens. Sobretudo quando se trata das ditas elites.
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Está bem escrito, mas não diz nada.
De facto nem, por exemplo, Alexandre “O Grande” faria nada de jeito se tivesse que andar de autocarro em Lisboa ou no Porto.
Quando muito ia parar à esquadra.
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“Numa democracia, a elite é inaceitável. Somos todos iguais.”
Eu julgava que era democrata, ao aceitar a diferença.
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Desculpem,mas estão a falar de quais elites…?
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O excelente texto de JM merecia um maior cuidado tipográfico do DN.
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“Desculpem, mas estão a falar de quais elites…?” – Fernando Antolin
Só podem ser as elites do JM.
Minha não são.
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s
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Artigo muito bom. Aqui há uns anos fiquei estarrecido com um debate na SIC sobre justiça com todos os big shots. Todos com uma conversa da treta e nem UM com um pensamento estruturado sobre o diagnóstico e as terapias necessárias. Mas se fosse só na justiça…
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Independentemente da forma do escrito,
pelo último parágrafo é um libelo anti-democrático.
O elitismo é apenas um pretexto.
Penso eu de que.
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“O excelente texto de JM merecia um maior cuidado tipográfico do DN.”
Pois.
Na casa de banho.
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Piscoiso Diz:
28 Junho, 2008 às 2:11 pm
Independentemente da forma do escrito,
pelo último parágrafo é um libelo anti-democrático.
O elitismo é apenas um pretexto.
Penso eu de que.
E pensa muito bem. Perpassa pelo artigo uma nostalgia dos tempos em que não era preciso convencer uma maioria a escolher-nos, bastava uns poucos.
Como é agora difícil a vida dos iluminados…
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Também adorei este texto. Acho que os artigos do João Miranda, que escreve pouco mas diz muito, deveriam trocar de lugar com o Manuel Carrilho, que escreve muito e não diz nada.
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“Este Cavaco diz cada verdade, ate parece a condessa de Boliqueime…O meu Anibal é uma inteligencia.”
E por acaso alerta muito bem. Se Portugal não fizer nada, um dia vai ficar entalado. Seria muito pertinente um estudo sobre a dependência energética de outros países. Aposto que Portugal viria em primeiro lugar em todos os aspectos.
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Excelente artigo!
Usando uma frase desfasada, “verdades como punhos”!
Mas há os que têm um capacete no lugar do cérebro.
A esses, os murros não os atingem.
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“Se Portugal não fizer nada…”
Ó Tina, quem é Portugal?
E que deve fazer, como contrário de “nada”?
Não reparou que Cavaco é mais um “que se queixa”?
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“Mas há os que têm um capacete no lugar do cérebro.”-Ritinha
Olhe que não. O capacete protege o cérebro de manipulações avulsas.
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Queixam-se. Dizem que as instalações são inseguras.
Não percebeu nada.
Os juízes não se queixam, simplesmente disseram que ou lhes dão instalações decentes onde o Estado possa ser respeitado ou vão de férias.
Para João Miranda um julgamente até se podia fazer na casa de banho.
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“E que deve fazer, como contrário de “nada”?”
Uma central nuclear. Mais barragens hidroeléctricas. Ao menos estaremos preparados para o carro eléctrico e não dependeremos da electricidade vinda de Espanha ou França.
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Ehr…se calhar até é mais racional estarmos dependentes.Aliás temos de estar e eles de nós.
Como devem compreender uma grande instalação produtora de electricidade não varia a sua produção repentinamente. Por sua vez o consumo não é constante, há horas de pico e horas de vazio. Suponhamos que a hora de pico são as 20h, por causa das diferenças de fuso horário esse pico não se dá ao mesmo tempo em toda a Europa, daí haver fluxos de energia, quando um país começa a sair do pico entra outro e podem entreajudar-se de forma a não precisarem de ter instalações dimensionadas para a hora de pico (uma-duas horas por dia) paradas no resto do tempo
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Conceptualmente de acordo, embora o “Tribunal” de Santa Maria da Feira esteja a mais, porque se trata de uma bizarria. Que não as queixas habituais dos juízes.
Então e o Compromisso Portugal? Ainda é vivo o conclave da elite das elites?
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Este queixa-se porque os outros se queixam. Boa razão de queixa!
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«Queixam-se. Dizem que as instalações são inseguras»
Mais um ilustríssimo colunista que não percebeu a questão. 😀
E pior… acha que os juízes se estão a “queixar”. Todo o mundo se queixa, reivindica e quer mais. E não o deve deixar de fazer, como é evidente. O que lhe escapa por completo é o modo. Há aqueles que se queixam nos jornais e telejornais, diariamente, fazendo manchete, diariamente, das suas queixas. E há aqueles que não o fazem assim. Meter professores, médicos, juízes e reitores no mesmo saco é um erro crasso. Pelos vistos, compete a este conjunto de “melhores entre melhores”(?) liderar o país. Médicos? O Luís Filipe Menezes? Esse deve exercer imenso… e Juízes? Oh! Resmas deles por aí a candidatarem-se a eleições. É aquele low-profile, sabe… E toda a gente sabe que todos estes (pronto, excluam-se os professores) andam constantemente a esbracejar para as televisões. O que acontecerá à civilização no dia em que ninguém se queixar, reivindicar e querer mais? Surpreende-se que os titulares de cargos públicos não eleitos reivindiquem à única entidade a quem podem reivindicar? Se a saúde e o ensino pode ser privatizado, aquilo que serve de pretexto a essa sua crónica não pode ser, de todo, privatizado. Quem é que os juízes vão liderar? Com o que é que vão poder melhorar as suas condições de trabalho e contribuir para o aumento da produtividade e eficiência? Você fala em queixas. É pura semântica. Serão queixas e reivindicações mas já foram meras sugestões, críticas construtivas; e é absolutamente natural que não as tenha ouvido ou sabido delas, porque não é a você nem aos jornais que essas ‘sugestões’ devem ser dirigidas. Só passam a ser queixas quando limites são ultrapassados. Simbolicamente, isto foi mais grave do que os episódios decorridos aquando da paralisação dos camionistas.
Outro aspecto super curioso é o grupo de classes que elege como elites. Juízes, Médicos, Reitores e Professores. Qual é o principal aspecto em comum? Subordinação ao poder público.
Só é elite irresponsável, mesquinha, queixinhas, incapaz – de liderar, de estudar os problemas, criar soluções – quem pertence a uma dessas quatro classes e está subordinada ao poder público.
Sim, porque os médicos que trabalham no privado não são elite. Os Engenheiros não são elite. Os Arquitectos não são elite. Os “cientistas” (ou académicos, se preferir) que estão nas universidades a estudar problemas e a criar soluções (ou estarão?) não são elite. Os artistas não são elite. Os economistas não são elite. Os líderes das empresas mais bem sucedidas não são elite. Como não se queixam (a quem por maioria de razão, quem trabalha no público, têm de se queixar), não são elite. E como não são elite, não têm responsabilidade. São assim uma coisa esquisita, inútil para o estudo de problemas, para a criação de soluções, para a liderança – enfim, “para se chegarem à frente”. Só mesmo aquele grupinho é que é desprezível, incompetente e o culpado pelo estado em que estamos.
Claro que os opinadores de jornais e telejornais também não são uma elite. O que interessa, mais do que tudo, é escrever, dizer mal (de preferência), porque estudar problemas, criar soluções e liderar não é nada que tenha a ver com esses senhores que diariamente nos invadem a casa (ah pois! São os juízes, os médicos, os professores e os reitores que o fazem todos os dias… Não é?). Aliás, as diabruras de gentes como o JPP e o seu contributo para a queda e ascensão de líderes é insignificante. Como outros Marcelo, pela dose semanal televisiva que é, ou muitos outros que há anos escrevem as suas coisas nos jornais. Adquiriram lugar anual, automaticamente renovável, numa poltrona confortável. Porque sair? Problemas? Soluções? Liderança? Bah! Isso do poder vai ao ar tudo num instante. E também há poder aqui nos bastidores, de manipulação, mas é poder. E 20 aninhos a ser pago para ser uma pseudo-elite é bem melhor.
E fala você de elites. De melhores entre melhores. De Juízes, Médicos, Reitores e Professores. Oh, a sociedade! Oh, as elites! Se re-escrever essa ideia base sem se limitar a esse grupinho pode ser que faça mais sentido. Essa limitação nem tem razão alguma de ser. Teria feito melhor em omiti-la.
PS: Não confunda (queixas de) advogados com o que o actual Bastonário diz. Erro crasso…
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É como lá na escola. Os pais queixam-se muito e não fazem nada. Eu nunca me queixo e consigo tudo o que quero. Da DREL, da CML e da Junta. Peço, fundamento, insisto. Sugiro soluções, ofereço ajuda. Nada até agora me foi recusado. Desde um simples portão a uma professora de apoio. Queixar é que nunca. As pessoas ou têm genes para se queixar, ou têm genes para fazer.
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Tenho de meter umas cunhas à Tina, para ver se desbloqueio uma situação aqui da zona.
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JM, finalmente concordo consigo… mas já olhou bem para as nossas elites? basta olhar para a qualidade da nossa classe política…
é desta que emigro…
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Se considerarmos “elite” como um grupo dominante na sociedade, em última análise vamos ter ao Bush e seus acólitos.
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Gostei muito deste texto de JMiranda. É um facto que só num país com muito pouca consciência democrática, até aceita que se use o termo “elites”. Noutros países, esse termo é perjorativo. Utilizam outros, como lideres, eleitos, e por aí.
Curiosamente, algumas pessoas até se dizem da “elite”, o que noutros países seria sem dúvida motivo para escárnio durante meses, mesmo que tivesse sido um lapso.
Mas não em Portugal. O que demonstra também, que as tais elites são fracas, e poucos recursos têm (humanos).
Toda a gente se queixa uns dos outros, e como a Tina disse, ninguém faz nada.
Os juizes queixam-se na generalidade do povo e dos politicos. Os professores dos politicos e sei lá mais quem. Os pais queixam-se das escolas e do ensino mas nêm pôem lá os pés. Os partidos queixam-se do professores.
E assim , se demora 8 anos a fazer um tribunal, ou 8 anos a perceber que raio andam os professores a falar, pois os pais nem sequer vão às escolas.
Têm sempre que ser “os outros” a fazer algo.
Evidente, que nem stalin sonharia com um país assim para dominar.
É do mais fácil que existe, e daí, sermos dos povos mais atrazados da europa (que não o país, coitado. O país é feito pelos seus cidadãos. Mas estes culpam sempre os outros, e nada fazem.
No fundo, desde D Sebastião que o povo português ainda não percebeu que tem que ser ele a fazer algo. E que as elites, morreram com D Sebastião e ninguém agora os vai ajudar.
Têm que se elevar, e fazer algo.
Curiosamente, mais uma vez chamo a atenção para o post da Tina, podendo nem sempre concordar com ela e vice versa, mas o comentário dela sobre a escola dos filhos dela merece ser lido. Os outros queixam-se, ela faz.
Evidente, por vezes como diz o piscoiso, há coisas que ficam mesmo bloqueadas, mas há muitoas que simplesmente está tudo à espera que sejam “os outros” a fazerem.
Mas tudo se queixa que ninguém faz nada.
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João Miranda,
Esse seu artigo foi um conjunto de lugares comuns. As últimas duas frases entáo são incrivelmente vulgares…
Pagam-lhe para colaborar no DN?
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