Jaime Silva
30 Junho, 2008
Gostava de saber quais são as ideias que os críticos do Ministro Jaime Silva têm para a agricultura portuguesa. Principalmente as dos críticos à direita. Defendem o contrário do que o ministro tem feito? Defendem uma agricultura mais subsidiodependente? Defendem que a política agrícola seja eternamente refém das reivindicações de organizações retrógradas? Defendem a manutenção do Monstro das Bolachas?
No caso da agricultura, a direita portuguesa parece preferir ser parte do problema em vez de defender projectos reformistas que permitam liberalizar a actividade tornando-a numa actividade como as outras.
47 comentários
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O JM, se disseram aos agricultores que era só estender a mão e ninguém lhes pedia nada, por que carga de água é que agora têm de trabalhar. e o mesmo se passa com as pescas, afinal temos ou não a maior zona pesqueira da europa e é nossa ou vamos fazer campos de golfe::::::::::::::::::::::::::::::
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Não só Jaime Silva não disse mentira alguma como não se entende o arrufo por parte dos visados. É suposto sermos todos do PS ou do PSD?
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todos falamos da bem dita produtividade, mas os nossos grandes profissionais de cada hora passada no “emprego” produzem e vou ser simpático 5mt. acho que se devia abolir o fim de semana em Portugal e Regiões.;-)
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Acho que JS fala directo e bem dos problemas da economia, em particular agricultura e pescas.
Também dos grupos de pressão que se movem quando, para a crise, não tem solução que não seja pedir-NOS, repito, pedir-NOS, dinheiro…
E aqui eles estão de facto claramente associados a partidos e formas de actuação polticos, quanto a forma e oportunidade com que se manifestam
Claro que dizer o que disse quando se ia assinar um acordo maior, em termos politicos, não foi mui inteligente…
Mas é grande ministro que pensa e actua em termos do interesse patriotico do País.
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Oh João Miranda,
Sinceramente, não sei se está a ironizar ou não.
Apenas, “factos”. E factos são factos.
Quanto repersenta a Agricultura e as Pesacas no total do PIB de Portugal?
Porque será que Portugal tem todas as condições para ser um produtor agrícola, à semelhança de uma Holanda ou Bélgica, e a agricultura não passa de meia dúzia de “patarecos” que vão produzindo as suas leiras?
Diz-me, mas o Governo não tem que ser Agricultor. E eu concordo.
Mas, sabe que no Japão o “todo poderoso”, Ministério do Comércio Externo, foi quem a partir dos anos 60, criou as condições para que o Japão se transformasse na potência industrial e exportadora.
Para que servem os Alto Funcionários, os médios e os baixos, em prol da agriculuta?
Se não servem para nada, então extinga-se o Ministério da Agricultura.
Se o Ministro Jaime Silva acha que não consegue produzir ersultados com “estes” Agricultores e Pescadores, então, óbviamente demita-se!
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Para mim basta o gaijo ser um eurocrata.
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Depois de ler o seu post descobri, finalmente, a imagem do homem português do século XXI: burocrata, vaidoso, incapaz, incompetente e vendido a Castela (perdão, a Bruxelas!).
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Cada vez tenho mais a sensação que segundo a Sócratocracia cabe a todos aqueles que não estão mandatados para governar apresentar propostas concretas para que o governo com maioria absoluta no parlamento as chumbe. Ao governo cabe defender os seus interesses eleitorais, criticando a oposição por não apresentar propostas decentes. Aliás, cada intervençao pública do ministro pauta-se precisamente pelo facto de fazer transparecer com bastante realismo que não há nada a fazer. Isto não é um ministro. Um ministro é uma pessoa mandatada pelo povo e pela república para defender e lutar pelos interesses do seu país como os outros fazem, nem que seja chumbado. Nem percebo sequer para que são necessárias outras propostas, porque quem ouvir o ministro fica com a sensação que há um plano e um projecto de sucesso em curso, que como nas outras áreas, ninguém consegue ver, pelo menos de fora. Há aqui um governo de plástico.
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um ministro que face aos aumentos dos custos de produção a aos protesto dos agricultores para terem acesso aconbustíveis mais baratos lhes diz para produzirem mais…. o que faria aumentar ainda mais as despesas desses agricultores…. não é preciso dizer mais nada….
o ministro é idiota!
aliás como tem sido todos os governantes que não tem feito mais do que destruir os sectores produtivos do rectângulo…
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Não falta quem pregue a liberalização para algumas coisa.Para outras, continuam os subsidio dependentes a pedinchar. Afinal em que ficamos?
Os portugueses estão sempre a queixarem-se por tudo e por nada.
Muitos olivais do Alentejo estão abandonados porque não são rentáveis. Para os espanhóis não há problema pois vêm para cá produzir azeite nas mesmas condições que os portugueses. Afinal em que ficamos?
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O guru da tv e da bola que ainda faz parte do conselho de estado, disse que ele era o mais incompetente do mundo.
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A propósito, leiam o artigo de António Barreto no “Público” de ontem.
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Caro Joâo Miranda,
Apenas um dado que fala por mil discursos: 5% (CINCO POR CENTO) dos agricultores portugueses têm recebido, e continuam a receber, 95% (NOVENTA E CINCO POR CENTO)dos subsídios da União Europeia…
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JM, Jaime Silva até que é o mais arranjadinho ministro do executivo e logo na tutela mais subsidiodependente do espectro. Aquilo ontem, do Professor Marcelo (professor de quê?) foi só a frezar o terreno para Ferreira Leite plantar a sua cultura de chá, bolachas e netinhos. É o que lhe pode dar para se redimir da facada.
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joao miranda junta-se ao bloco central
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“diz para produzirem mais…. o que faria aumentar ainda mais as despesas desses agricultores…. não é preciso dizer mais nada….
o ministro é idiota!”
Este comentador tem toda a razão.
O problema dos agricultores é ainda produzirem alguma coisa, e terem de gastar combustível para isso. Se o ministro não fosse idiota dava-lhes subsídios para eles estarem quietos.
Toda a gente sabe que os produtos agrícolas vêm do supermercado, não da agricultura!
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Caro António Vilarigues,
Essa dos 5% que recebem 95% da ajuda é assim, não apenas em Portugal mas em toda a União Europeia.
Suponho é que Jaime Silva nada terá a ver com o caso.
A resposta de «produzir mais« é a resposta correcta. Ou mesmo quiçá a «aumentar os preços» também não seria má. Ou então «dedicai-vos a produzir outras coisas mais rentáveis».
Mas larguem-nos o bolso.
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jofer Diz:
“Muitos olivais do Alentejo estão abandonados porque não são rentáveis. Para os espanhóis não há problema pois vêm para cá produzir azeite nas mesmas condições que os portugueses.”
Como parece estar dentro do assunto talvez me consiga esclarecer uma pequena duvida.
Esses Espanhóis “milagrosos” produzem cá o azeite, sujeitos aos encargos de cá, ou daqui apenas extraem a matéria prima que depois transportam para Espanha onde completam o ciclo de produção com os correspondentes custos bem mais baixos do que aqui no Portugal do “sucesso”?
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e porque não adotar o sexo como a jane fonda no barbarela, virtual….;-)
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“Defendem o contrário do que o ministro tem feito?”
A pergunta está mal formulada. devia ser antes “Defendem o contrário do que o ministro tem DITO?”
Quanto ao fundamental do problema, o António Vilarigues disse o fundamental. para outros Antónios que por aqui comentam, chamo a atenção para o facto do madraço do trabalhador portuga ter óptimos desempenhos no estrangeiro e da própria OCDE já ter posto o dedo em cheio na ferida: Portugal tem uns “gestores” da treta.
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Vítor Pimenta: “Aquilo ontem, do Professor Marcelo (professor de quê?)”
Professor de Direito Administrativo na FDL, que consegue sempre a proeza de corrigir 200 ou mais testes em coisa de 24 horas xD
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deviam ler o António Barreto
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“5% que recebem 95% da ajuda”
e os outros nao protestam? Ou protestam contra o governo?
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O Ministro Jaime Silva fala claro.É de facto preciso acabar com a mama da agricultura subsidiada.Quando vou a Évora vejo os bons restaurantes sempre cheios de “agricultores”.Vive-se ben em determinadas áreas do país… e depois ainda refilam… quando nós temos que andar a pagar sempre granizos, cheias , secas, trovoadas e vendavais…
Quanto á merda do marcelo é isso mesmo: uma peixeira vendedora de enguias…
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Cocordo inteiramente. É de longe e há vários anos o melhor ministro do governo.
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Excelente postal
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comentador “comendador” nº 20. ora ai está e a pergunta que me coloco é porque é que não mudamos a mosca ou a asa ou mesmo o balde. o produto é sempre o mesmo.
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comentador “comendador” nº 20. ora ai está e a pergunta que me coloco é porque é que não mudamos a mosca ou a asa ou mesmo o balde.
outra questão têm a ver com os comendadores que aqui postam e parece-me que é sempre mais fácil dizer mal, ou dos funcionários públicos ou dos pescadores ou dos agricultores como é moda agora. e dos politicos que à 34 anos chupam este país e não descansam enquanto não pusserem todos de mão estendida. será que ainda não perceberam que esses é que são os responsáveis pelo estado das coisas. bem sei que o povo ainda não entendeu pois baralha-os e volta lá a coloca-los novamente. acho que ao “fado” acresncente-se que também somos masoquistas, acho mesmo.
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Como parece estar dentro do assunto talvez me consiga esclarecer uma pequena duvida.
Esses Espanhóis “milagrosos” produzem cá o azeite, sujeitos aos encargos de cá, ou daqui apenas extraem a matéria prima que depois transportam para Espanha onde completam o ciclo de produção com os correspondentes custos bem mais baixos do que aqui no Portugal do “sucesso”?
Se é rentável para os espanhóis, os portugueses se não sabem fazer melhor, pelo menos que copiem…
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Tenho um familiar que tem uma propriedade agricola onde em tempos teve um caseiro que tinha umas vacas esqueléticas e semeava milho para dar ás vacas. Recebia X por hectar de terra semeada. Terminado o contrato de arrendamento, o caseiro foi-se embora continuando a receber a mesma importancia por hectar sem nada produzir. Apenas tinha que ter um terreno com a mesma área e disponível para que continuasse a receber o subsídio.
Entretanto nesse terreno foram plantadas árvores de fruto.Comunicou-se aos serviços da zona agrária de que no terreno outrora cultivado a milho foram plantadas árvores de fruto.
O antigo caseiro foi notificado para se deslocar aos serviços da zona agrária sendo informado que no terreno onde em tempos produzira milho, foram plantadas árvores.
O homem ficou embaraçado pois uma fatia dos seus rendimentos desapareceria.
O funcionário que estava a tratar do assunto informou que para ele poder continuar a receber o subsídio teria que arranjar outro terreno. Não precisava de o cultivar.Apenas teria que estar disponível sem qualquer outra cultura.
Neste país dá-s subsídios para nada se produzir.
É assim que alguns partidos defensores dos agricultores pretendem…
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Para quem não quer ter trabalho, ou prefere andar de olhos vendados, aqui vai, como aconselhado, o artigo de António Barreto:
PÚBLICO
domingo, 29 de Junho de 2008
Pão e vinho
Jaime Silva transformou-se numa espécie de embaixador da União Europeia e num carrasco da agricultura portuguesa
Ao denunciar a CNA e a CAP, o ministro Jaime Silva usou os lugares-comuns habituais: acusou-as de defender interesses político-partidários! Uma de extrema-esquerda, outra conservadora. Para um ministro de um governo partidário, não é mau. Depois de levar uns açoites, corrigiu: referia-se aos dirigentes, não às associações. A diferença é, como se vê, radical. A CAP suspendeu a sua presença no conselho de concertação. O primeiro-ministro acudiu e tomou conta das negociações a fim de conseguir assinar o acordo. Sócrates fez bem, o ministro merecia, aliás há muito tempo, o despedimento. Sócrates fez mal e deu um sinal do que poderá ser no futuro: quem se zangar com os ministros, tem como recompensa uma graduação.
Jaime Silva é um daqueles ministros que não são políticos; um daqueles políticos de um governo socialista que não são socialistas e que não cumprem um programa partidário, mas sim um programa nacional, sem preferências políticas, sem doutrina, só para bem do país. Ainda há criaturas assim. Julga-se impoluto e pensa que os outros são parvos. Este ministro tem brilhado pela sua dedicação a Bruxelas e às políticas europeias. Vindo de lá, para lá deve voltar, um dia, com a satisfação do dever cumprido. Sabe tanto da política comum que se transformou numa espécie de embaixador da União. O que quer dizer, literalmente, um carrasco da agricultura portuguesa, assim como das pescas e da floresta. Tem motivado a ira crescente dos agricultores e dos pescadores, a quem responde com discursos processuais e incompreensíveis. Paga mal e pouco, atrasa-se e não tem orientações que não sejam as directivas europeias. É mais um que, metodicamente, vem desmantelando grande parte da agricultura, das pescas e da floresta. Faz bem em financiar as grandes empresas agrícolas, as que têm tecnologia, competência e dimensão. Faz muito mal em não olhar pelas centenas de milhares de explorações, de lavradores e suas associações e cooperativas que não têm acesso à técnica e à qualificação. Em vez de pensar que muitos destes poderiam ser formados e preparados para aproveitar os recursos, este ministro, assim como os que o antecederam, prefere arranjar uma maneira doce de os matar, de os retirar da actividade e de abandonar terras, mares, recursos e pessoas. Jaime Silva tem vindo a liquidar as hipóteses de aparecimento de novas gerações de agricultores e pescadores, mais jovens, com formação, melhores qualificações e uma visão empresarial da sua actividade.
Desde os anos setenta, após o pedido de adesão à Comunidade Europeia, quase todos os governos concordaram em meia dúzia de linhas gerais. Era necessário obter a maior quantidade possível de fundos e ajudas. Era urgente gastar depressa esses subsídios. Como não havia fundos que chegassem, foi preciso escolher. As comunicações, especialmente as auto-estradas, as infra-estruturas em geral, a energia, certos equipamentos colectivos e alguma indústria mereceram o privilégio. Depois vieram certos sectores menos evidentes, a formação profissional (que esteve na origem de tanto desperdício!), a educação, o turismo e a cultura. Assim como os dois grandes “pacotes”, o aeroporto e o TGV. Com o andar do tempo, os apoios europeus foram-se multiplicando e diversificando, sendo cada vez mais claro que o importante era dar a muita gente e que os critérios de utilidade a prazo não eram os principais. Neste quadro, há muito tempo que se percebeu que houve uma troca: a agricultura, a floresta e as pescas pelas auto-estradas e as infra-estruturas. Este era o interesse da União Europeia e dos grandes países parceiros, não o de Portugal.
É certo que, para a agricultura, vieram muitos milhões. A aplicação dos dispositivos da política comum dava esse resultado. Alguns desses recursos foram bem utilizados por grandes empresas modernas. Muitos foram mal utilizados, apenas com perspectiva de curto prazo, colheita após colheita, de modo errático. Mais ainda, serviram para retirar pessoas da actividade agrícola e piscatória: abater barcos, fechar empresas e liquidar explorações. Percebe-se a tentação política. A União Europeia não queria mais produção agrícola, nem florestas, muito menos pesca. Os dirigentes portugueses queriam dinheiro rápido, resultados visíveis e “modernização palpável”. E ficavam perplexos perante a imensa tarefa que representava a mudança da agricultura, da floresta e das pescas, com estruturas obsoletas e populações desqualificadas e idosas distribuídas por centenas de milhares de pequenas e muito pequenas parcelas, explorações e empresas. Estas políticas conduziram ao que temos hoje: uma agricultura impotente, umas pescas insuficientes e em deterioração e uma floresta desordenada e pouco produtiva.
Importamos a maior parte do que consumimos. Mesmo em certos casos (leite, por exemplo) em que parece termos chegado à auto-suficiência, a verdade é que tal não corresponde à realidade. Com efeito, as nossas produções de carnes, ovos e leites dependem de uma colossal importação de cereais e rações. Hoje, a nossa “balança alimentar” é gravemente deficitária. Daí não viria mal ao mundo, se tivéssemos produtos industriais e serviços para pagar as importações. Mas a verdade é que nos faltam esses produtos que permitiriam equilibrar a balança.
Temos uma área marítima de fazer inveja. Está globalmente subaproveitada, qualquer que seja o ponto de vista: ecológico, económico, científico, energético, de navegação ou turismo. Sem falar nos portos e na construção naval. Portugal tem uma superfície florestal interessante. Tem a maior área do mundo de montado e é o maior produtor de cortiça, mas não se conhece um esforço proporcional dedicado à investigação e ao melhoramento do sobreiro, da azinheira e do sistema de montado. O mesmo pode ser dito do pinheiro, da oliveira e de outras espécies. Portugal não tem clima para a agricultura tradicional, nem para a agricultura europeia. Mas as condições naturais são favoráveis a certos tipos de cultivo, como sejam a floresta, as culturas arbustivas, as plantações permanentes (a vinha, por exemplo), certas pastagens, os prados sob montado e outras espécies, nomeadamente as que podem beneficiar dos Invernos amenos e das Primaveras temporãs. A hortofruticultura tem também, em certos casos, excelentes condições. Nestas áreas, assim como nas do regadio, da correcção de solos, da vinha, da vinificação, da investigação científica, da formação profissional e do processamento industrial, há espaço e necessidade para investimentos colossais, a longo prazo e muito produtivos, sem danificar o ambiente. O ministro Jaime Silva pensa que não. E outros antes dele. Coitados: limitam-se a dizer o que lhes mandam dizer. Em Bruxelas, por causa da política comum. Em Lisboa, por causa das estradas. Sociólogo
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jofer Diz:
“Se é rentável para os espanhóis, os portugueses se não sabem fazer melhor, pelo menos que copiem…”
Naturalizando-se? Ou basta mudar para lá os armazéns da matéria prima porque os nuestros hermanos são muito “abertos” aos concorrentes… estrangeiros? 🙂
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Caro Gabriel Silva,
Duas questões:
1. Ao longo dos anos, em diferentes sectores e com diferentes intensidades, em Portugal a CEE, depois CE, depois União Europeia pagou milhões para não se produzir (vinho, azeite, cereais, arroz, carne de bovino,etc.)
2. Desde 1986 foram distribuídos em Portugal, a preços actuais, cerca de 500 mil contos/dia, ou 2,5 milhões de euros/dia para a agricultura (para a formação profissional foi outro tanto).
Pergunta-se: onde estão os resultados na agricultura (e na formação profissional)?
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Sempre que se fala de agricultura, liberais e comunas dão as mãos.
Não consigo perdoar aos camionistas não terem prolongado a paralisação mais 48 horas. A visão das prateleiras vazias nos hiper fascina-me.
Anseio pelo dia em que os camionistas espanhóis encerrem Vilar Formoso e Elvas. Oito dias, só oito dias.
Nesse dia, liberais de barriga cheia (a maior parte profs. pagos pelo estado) dirão que a culpa é do mercado que não funciona. Ignorantes puros que não distinguem uma parcela de terreno de uma fábrica. Ignorantes incultos que da história da Europa só conhecem o que compram. Consumidores proxenetas que apenas querem consumir muito e barato. Chegará o dia que nem muito nem barato. Esperemos.
Um cretino qualquer, não admite um agricultor a almoçar num bom restaurante. Para ele, o agricultor é e será sempre o escravo do sol a sol, enxada às costas, imundo, e reduzido ao seu habitat natural. Em suma, um jardineiro ao serviço da comunidade dos urbanos consumidores.
País de merda este que tem o que merece. Cada Km de auto-estrada quanto tem de subsídio? Cada obra pública quanto tem de subsídio? OU o facto de serem adjudicadas sempre por valores acima do aceitável não é uma forma de subsidiar? Deixe o estado de comprar bens e serviços, e quero ver quem é que é subsidiado.
Num país que tem menos subsídios do que a Andaluzia, num país em que os subsídios são em média três ou quatro vezes inferiores à média da Europa dos 15, num país em que os solos com verdadeira aptidão agrícola são menos de 10%, uma opinião pública consumista e ignorante inveja os agricultores e toma como exemplo os Amorins e quejandos. Mete-me nojo este país de gente mesquinha e jaimes silvas.
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Caro António Vilarigues,
E pergunta-me isso a mim?
Mas se sou totalmente contra a própria existência da PAC, como criadora de pobreza (interna, na UE e sobretudo no resto do mundo) de preços mais altos, de desvio indevido de impostos, de fomento da ineficiência, de desperdício de produção, de viciação do mercado ….etc., etc.
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O António Vilarigues, ou muito me engano, ou ainda vai na defesa acirrada dos sovhkozes; Kolkhozes e Granjas del Pueblo.
“Eanganarei-me”?
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Caros José e JM,
Se não vos der muito trabalho podem ler
aqui http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=30894&Itemid=511
e aqui http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=13&Itemid=39#38
Assino por baixo…
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O Jaime Silva pode não saber nada de agricultura. Mas tem um Secretário de Estado de mao cheia. Vindo do MAI deu um novo ar ao caduco M. da Agricultura.
Os colaboradores do ministério há muito que não viam tanat energia e já dizem que Ascenso Simões irá longe…
Miguel Almeida Rodrigies
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TE PAIS. JÁ PAGOU AS INDEMNIZAÇÕES COMPENSATÓRIAS ? MENTIRA. SÓ SE FOI NOS AÇORES,. POR ACASO ESTE SENHOR SABE A FALTA QUE A CULTURA DE CEREAIS FAZ NO ALENTEJO?. NÃO SABE.
FALA-SE MUITO EM AMBIENTE E DEIXA-SE DESINFECTAR DIARIAMENTE OS OLIVAIS COM PESTICIDAS- O TERRENO JÁ NEM ERVA DÁ. É MENTIRA? OS TÉCNICOS QUE VENHAM VER. O QUE SRÁ PRECISO ACONTECER PARA QUE A AGRICULTURA DE SEQUEIRO E A PECUÁRIA EXTENSIVA NO ALENTEJO NÃO ACABEM. JÁ EXISTEM PROPRIEDADES ABANDONADAS E MUITAS. É MWENTIRA? VENHAM VER.
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LI NO DIARIO DO SUL QUE A CAP DIZ QUE O MINISTRO JAIME SILVA CAVA A SEPULYUTRA DOS AGRICULTORES. É VERDADE.tUDO QUANTO DE PRODUZ NÃO TEM COMPRADOR A PREÇO JUSTO.É MENTIRA ? não é.SOMOS DEFICITARIOS NA PRODUÇÃO DE CEREAIS MESMO ASSIM O QUE FAZEMOS ? DAMOS ALGUNS SUBSIDIOS POUCOS MAS QUE NADA TEM A VER COM O EFICIENCIA DA EXPLOTRAÇÃO. OS NOSSOS GOVERNANTES SÃO REALMENTE UMA DESGRAÇA NÃO SÓ PELA IGNORÂNCIA MAS PELA IRRACIONALIDADE.BEJA,2009-02-09
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já se ouvem vozes-frente a frente na sic paula teixeira da cruz- a dizer que alguma coisa tem de ser feita para desenvolver o sector primario e secundário,de contrario não se combate a crise. não estará aqui a agricultura. O SARCOZY E O BERLUSCON DISSERAM QUE OS AMERICANOS PROTEGIAM OS AGRICULTORES. O NOSSO GOVERNO E A EUROPA TEM DE PENSAR NISSO, OU NÃO ?.
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sabemos que a cultura de cereais no alentejo é deficitária.pode ser subtituida ? não pode. as fleiras de olival e do vinho mesmo quando alqueva estiver a regar na plenitude,vão ocupar 20% da area. o resto será alguma floresta,pouca, o grosso será cereais e pecuária extensiva.se sabemos que não somos competitivos e se sabemos que não temos cultura de substituição e se sabemos que os cereais e pecuária extensiva SÃO absolutamente indispensáveis para manter o clima e o ambiente em condições aceitaveis,tem que haver alguma solução.Podemos tambem referir que importamos a maioria dos cereais que consumimos e que não temos dinheiro para os pagar.é mentira? não é.Então que fazer?
Tambem gostariamos de ver esclarecido em concreto quais os subsidios comunitários que os agricultores dos países do norte da europa recebem e quais os que nós recebemos. Porque será que o sr Capoulas Santos vai ser condecorado pelo sr Sarcozy. é muito ESTRANHO. Beja,2009-03-15
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UMA NOTA FINAL. SRS GOVERNANTES NÃO DESTRUAM O QUE RESTA DA NOSSA AGRICULTURA, PORQUE O DESENVOLVIMENTO DA MESMA VAI SER MUITO NECESSÁRIO E SE FOR DESTRUIDA ALGUEM TEM DE PRESTAR CONTAS-. BEJA,2009.03-15
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Jaime Silva volta para Bruxelas e Sócrates já sabe quem será o novo Ministro.
O seu nome — Ascenso Simões, ex-Secretário de Estado de António Costa e membro do Secretariado do PS.
Quem o diz – os dirigentes do Ministério. Que o temem porque parece que o homem tem “pelo na venta”
Luis Miguel Santos – Lisboa
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pelo que conheço desse futuro ministro é que é mais um funcionário do partido vindo das terras de trás-os-montes, tipo armando vara. De agricultura pouco deve perceber a não ser o que absorveu( são sempre umas grandes esponjas) desde abril de 2008.
Não acham que nestes ministérios, ou secretarias de estado(conforme vontade do Medina Carreira)deveria estar alguem técnicamente preparado, para fazer frente aos burocratas comunitários e para enfrentar aos verdadeiros problemas agrícolas deste país? que vos parece?
Quanto ao JS, quando desmantelou organismos que funcionavam melhor que as Direcções Regionais, seguindo a politica da terra queimada, onde estavam os que agora o criticam? Não tiveram olhos? Era fácil de ver o descalabro que seria o Proder. Tiveram o que mereceram por ter sido pouco perspicazes ou por acharem que com o mal dos outros posso eu bem. Enganaram-se. Para alguma coisa serve a globalização.
Por agora chega. Se for esse o novo ministro, até pode ter uma grande venta e assustar os dirigentes, mas será sol de pouca dura porque as direcções regionais são como as melgas, nunca mais acabam
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O QUE TEMOS VINDO A DIZER ESTÁ COMPROVADO, AS EMPRESAS AGRICOLAS QUE CULTIVAM CEREAIS NO ALENTEJO, ESTE ANO DE 2009, POR MAIS BEM ORGANIZADA QUE SEJA A EMPRESA VAI TER PREJUIZO. É UM FACTO QUE PODE SER COMPROVADO JÁ. A PRODUÇÃO É PEQUENA,OS CUSTOS FORAM ELEVADOS E O PREÇO PORQUE SE VENDEM OS PRODUTOS SÃO IRRISÓRIOS.PARA O PROXIMO ANO NÃO HAVERA CEREAIS E SE HOUVER SÃO POUCOS. COM ESTES CUSTOS DE PRODUÇÃO E COM ESTES PREÇOS PAGOS AO PRODUTOR É MAIS UM ROL DE DESGRAÇAS. SERÁ POSSIVEL QUE A IGNORANCIA DOS NOSSOS GOVERNANTES ASSISTA AO DEFINHAR DE UM SECTOR TÃO IMPORTANTE IMPÁVIDOS E SEREMOS.POUCA SORTE A NOSSA.
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O proder está morto e cheira mal. No tempo do Agro, por esta altura, já estavam aprovados contratados e executados mais projectos que este programa há-de vir a ter.
Estes energúmanos começaram por destruir o ifadap, que apesar de ter defeitos(quem não tem?), tinha uma máquina que funcionava, tinha quadros técnicos e algumas chefias com mais competencia que estes individuos nunca terão. Como este é um país de invejosos e como haveria que cortar nos funcionários públicos, porque a sociedade assim o exigia, toca de encerrar algumas instituições do estado e já agora o ifadap( que apesar de depender do ministro, tinha uma gestão autónoma e uma relação laboral equiparada aos bancários, porque era preciso entregar a gestão do proder às DRAP´s, para fazer uns jeitos a algumas clientelas, e justificar alguns postos de trabalho senão a razia ainda seria maior.
Entretanto o GPPP, encheu-se de uns quantos iluminados, que resolveram ignorar a experiência do passado e toca de fazer um pacote informático, de tal maneira intragável que é o estrume que muitos sabem, mas a grande maioria ignora(mas a ponta do iceberg, já se vê). Muita burocracia, muita exigência,(porque os agricultores tém que aprender a ser competitivos ora essa). O tempo entretanto passa, alguns dirigentes regionais julgavam que o arranjinho para alguns amigalhaços, através das fileiras, era de borla, mas afinal enganaram-se. Resta agora o vale tudo que é uma pressa, contratar seja a que preço for que o JS quer fazer um figurão até às eleições(quanto mais para tarde melhor). O descalabro é tal, a confusão e odsacerto é tanto, que isto só pode dar um estoiro. Só falta saber quando e quem irá atingir.
É evidente que com estes dirigentes já lá não vai. E os que vém a seguir? não vão ter melhor sorte. Os que ainda poderiam remediar alguma coisa reformaram-se logo que puderam (tal como os professores que mandaram a ministra à merda e veja-se o escãndalo que aí está). Não prevejo nada de bom para todos os agentes que vivem e dependem da agricultura. infelizmente não me vou enganar
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