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Coisas da vida

4 Julho, 2008

A propósito desta notícia convém que não se esqueça que a História da humanidade é pródiga em mulheres que tiveram gravidezes que chocaram os seus contemporâneos e como bem se vê a humanidade sobreviveu muito bem a tudo isso. A gravidez de Thomas Beatie nada tem de novo a não ser nos adereços: algumas operações e muita  testosterona que começaram por dar um ar masculino à aparência da mulher que Beatie era ao nascer e oficialmente foi até há alguns anos. Como o estado norte-americano do Oregon o permite, Beatie juntou à transformação da sua aparência uma identidade oficialmente masculina e foi já como elemento do sexo masculino que se casou com uma mulher.
Mas como as leis e os registos à semelhança dos hábitos não fazem o monge e muito menos as freiras, Thomas Beatie engravidou pela prosaica razão que sempre fora mulher pese o seu aspecto masculino e os dizeres da  papelada oficial. O que o caso Beatie veio trazer à discussão não foi a velha fantasia acerca dos homens engravidarem mas sim se afinal fazem sentido as condições impostas em alguns países a quem pretende mudar oficialmente de sexo. A saber, não ter tido filhos e ser ou tornar-se irreversivelmente estéril. *SÁBADO

69 comentários leave one →
  1. Pedro Sá's avatar
    4 Julho, 2008 10:23

    É claro que tais condições não fazem sentido, por motivos absolutamente óbvios que têm a ver com os direitos e garantias mais básicos.

    O que acontece no caso concreto é um puro e simples aproveitamento interesseiro. Nada mais.

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  2. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 10:29

    “O que acontece no caso concreto é um puro e simples aproveitamento interesseiro.” – mas como todos somos interesseiros teremos de prever onde nos pode levar a defesa dos nossos interesses

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  3. Piscoiso's avatar
    4 Julho, 2008 10:35

    Sinónimo de “interesseiro” é “egoísta”.
    Será que o somos todos, ou dona Helena pretende que todo(a)s sejamos como ela ?

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  4. Vítor Pimenta's avatar
    4 Julho, 2008 10:38

    Olá!
    Cara Helena Matos, acho que há muito de questionável nas nossas noções de sexualidade e de género. É tudo um padrão contínuo e não esta descontinuidade “contra-natura” que todos muito religiosamente catalogamos. Aconselharia alguma leitura sobre “intersexo” que diz respeito a condições naturais, embora patológicas na origem, de ambiguidade sexual tão apreciadas e toleradas nas Civilizaçõs clássicas: o pseudohermafroditismo masculino e feminino, o hermafroditismo. Muitas delas condições em que a procriação é possível apesar de não nos parecer tão lógico aparentemente.

    Daí que sinceramente não perceba o preconceito em, mantendo os orgãos genitais internos, alguém que se vê externamente como tendo uma aparência masculina possa ser impedido de fazer uso das suas capacidades reprodutivas – neste caso é um pouco como aquela avó que substitui a filha na gestação do neto, como uma espécie de barriga emprestada, embora já tenha perdido a capacidade de procriar naturalmente. Com terapia hormonal tudo é possível, mesmo na menopausa.

    E já agora, desde quando é que nós podemos julgar o direito de alguém em ter filhos por motivos da sua sexualidade quando há piores ou tão maus exemplos de criação em gente tão direitinha e integra nas entranhas?

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 10:45

    E o que é que as pessoas tem a ver com a vidinha do casal? Para que é que escrevem sobre isso?
    Eles que aproveitem e ganhem dinheiro a contar a história para as revistas do blá blé que fazem muito bem. E que sejam felizes com o seu filhote.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 10:53

    Achei mais bonito o casamento do casal George Takei e Brad Altman na California daquele série antíquissima Star Trek. É uma história de amor para a eternidade.

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  7. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 10:59

    A legislação e o reconhecimento de direitos não podem ser feitos na presunção de que somos todos muito sensatos, imbuídos das melhores intenções etc… etc… Há um claro contra-senso entre a identidade masculina que o estado do Oregon deu a Beatie e o seu género. Beatie quis ser homem, o estado do Oregon achou por bem responder a essa solicitação mas Beatie engravidou.

    “E o que é que as pessoas tem a ver com a vidinha do casal? Para que é que escrevem sobre isso?”

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  8. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 11:02

    “E o que é que as pessoas tem a ver com a vidinha do casal? Para que é que escrevem sobre isso?” – a pergunta faria todo o sentido caso não estas matérias não fossem consideradas tão mas tão importantes que constituem boa parte da agenda de alguns partidos e sobretudo para governos como o espanhol são apresentadas como os grandes avanços do seu líder. A propósito não é sobre estas temáticas que a JS se propõe tratar agora? Quando a política desaparece fica a “vidinha”.

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 11:02

    Beatie era um homem. Tinha o defeito de ter nascido com um corpo feminino e orgaos femininos. Ele nao quis ser homem por lhe apetecer num dia de sol. Os transexuais sao mesmo transexuais. Possuem o corpo errado. O cerebro humano é maior que o fisico. Por isso é que o homem é um animal inteligente. Quando há conflito, é o cerebro que ganha. Ele era umhomem à nascença num corpor sexual errado.

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 11:06

    “que constituem boa parte da agenda de alguns partidos ”

    Dos partidos? E dos comentadores, jornalistas. Tudo por causa dos contra, que em tudo consideram um problema. Os burocratas que se metem na vida dos outros. Se alguém ama o mesmo sexo, nao gostam. Se alguém quer ter filhos mas nao é casado com alguém do sexo oposto nao pode. Se alguém é diferente é o caraças. Sao os tais que se querem meter na vida dos outros e andam sempre a protestar como se se sentissem ameaçados pelo que os outros fazem da sua vida.

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  11. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 11:11

    Há uma certa diferença entre amar e querer que o Estado dê um estatuto oficial a esse amor. Os polígamos não amam? Provavelmente amam-se imenso contudo na Europa não damos a esse amor o reconhecimento que damos às uniões mogâmicas.

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  12. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 11:18

    Respondendo às questões:

    1) A primeira restrição (não ter tido filhos) faz sentido. O filho já nascido, e com uma mãe, veria os seus interesses afetados se a sua mãe se transformasse num homem. Ou se o seu pai se transformasse numa mulher.

    2) A segunda restrição é inadmissível. As pessoas têm sempre o direito de ter filhos, pelo menos (admito a exceção) se não for para esses filhos serem doentes mentais ou físicos. Um transexual tem o direito de, no futuro, vir a ter filhos.

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  13. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    4 Julho, 2008 11:20

    “Mas como as leis e os registos à semelhança dos hábitos não fazem o monge e muito menos as freiras, Thomas Beatie engravidou pela prosaica razão que sempre fora mulher pese o seu aspecto masculino e os dizeres da papelada oficial.”

    O que interessa é conhecer o código genético. Ele tem, ou não tem, o cromossoma Y ?

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 11:21

    E porque é que o estado nao deve dar o estatuto oficial a esse amor? Eles nao sao cidadaos desse estado? Qual é a diferença para com os outros cidadaos? Também sao só duas pessoas que querem viver como casal e como tal compratilhar casa, bens, finanças, carro e o comando da tv.
    Nem estao a pedir que aceitam casamentos poligamicos.

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  15. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 11:26

    “Há um claro contra-senso entre a identidade masculina que o estado do Oregon deu a Beatie e o seu género.”

    Não há contrasenso absolutamente nenhum.

    Não há razão nenhuma para o Estado nos “dar” uma identidade. Nós temos a identidade que temos. Para que é que o Estado há-de querer saber se nós somos mulher ou homem? Qual é o interesse do Estado nisso?

    Se é para saber da nossa aparência física, isso não serve de muito. Há mulheres que, com o cabelo bem cortadinho, passam bem por homens. E vice-versa.

    Quanto aos nossos órgãos genitais, o Estado nada tem que se intrometer neles.

    Logo, o sr Thomas Beatie tem a identidade que lhe apetecer. O Estado não tem nada que lhe perguntar se ele é homem ou mulher. Quando muito, se o quiser identificar, pode medir-lhe a altura, a côr dos olhos, as impressões digitais, fazer-lhe um registo de voz, e tirar-lhe uma fotografia. Nada mais.

    Se o sr Beatie pede ao Estado para ser registado como “homem”, o Estado deve obedecer. Não tem nada que andar a fazer perguntas ao sr Beatie sobre se tem útero ou pila, e se esse útero ou pila são funcionais ou não.

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  16. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    4 Julho, 2008 11:27

    E o bebé? Vai ser feliz? Na verdade, mingúem sabe. De resto, o mesmo se pode dizer de todos a os outros bebes.

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  17. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 11:28

    “Os polígamos não amam? Provavelmente amam-se imenso contudo na Europa não damos a esse amor o reconhecimento”

    Não damos, mas deveríamos dar.

    Não há razão absolutamente nenhuma para que sejam proibidas uniões polígamas, desde que elas sejam feitas de acordo com a vontade e a liberdade de todos os envolvidos.

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  18. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 11:28

    O medo de se ser acusado de discriminar, ou de ser qualquer coisa “fóbico” leva a que se infantilizem estas questões. E a que fique tudo muito folclórico, muito arco-íris. No entanto o assunto é muito mais do que somos todos porreiros e modernaços

    Existem diferenças óbvias entre aquilo que se quer legalizar aqui http://poliamor0.tripod.com/portugues/index.html , aqui http://daliteratura.blogspot.com/ ou aqui http://blog.miguelvaledealmeida.net/

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  19. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    4 Julho, 2008 11:31

    O Luís Lavoura é muito pra frentex. Daqui a 50 anos o Luís Lavoura estará cheio de razão. Hoje ainda não está. E, como se sabe, ter razão antes do tempo é o mesmo que não ter razão.

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  20. jcd's avatar
    4 Julho, 2008 11:32

    “Beatie era um homem. Tinha o defeito de ter nascido com um corpo feminino e orgaos femininos.”

    Faz-me lembrar o

    “I want to be a woman. From now on, I want you all to call me ‘Loretta’.”

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 11:36

    “It’s every man’s right to have babies if he wants them. Don’t opress me!”

    Só que neste caso de Beatie… Yes, he can” have babies
    🙂

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  22. jose manuel faria's avatar
    4 Julho, 2008 11:37

    Se Beatie não mudou de sexo é uma mulher com barba e sem seios que vive com outra mulher – um casal de lésbicas.

    Uma delas pode ser classificada de travesty masculino, não transsexual.

    E assim morre a história do 1º homem a ter filho(a).

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  23. jcd's avatar
    4 Julho, 2008 11:37

    “Logo, o sr Thomas Beatie tem a identidade que lhe apetecer. O Estado não tem nada que lhe perguntar se ele é homem ou mulher. Quando muito, se o quiser identificar, pode medir-lhe a altura, a côr dos olhos, as impressões digitais, fazer-lhe um registo de voz, e tirar-lhe uma fotografia. Nada mais.”

    Fantástico. O estado tem o direito de saber a nossa altura, a cor dos olhos, tirar as impressões digitais, registar a voz, ainda tem que saber o que fazemos, quanto ganhamos, onde vivemos e para onde vamos mas agora saber se nascemos com pilinha ou não é que deve ser proibido.

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  24. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 11:40

    O problema Luís Lavoura é que Beatie quis que o estado se metesse na sua vida. Beatie podia ter-se vestido de homem, feito os tratamentos que lhe apetecesse e fazer a sua vida com quem quisesse. Mas ele quis ser homem e o estado do Oregon confirmou que ele era homem.

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  25. jcd's avatar
    4 Julho, 2008 11:41

    “Não há razão absolutamente nenhuma para que sejam proibidas uniões polígamas, desde que elas sejam feitas de acordo com a vontade e a liberdade de todos os envolvidos.”

    O Bloco de Esquerda não deixava. Vinha logo protestar contra a desigualdade. Os ricos ficavam com muitos cônjuges e os pobres ficavam sem nada. Logo, seria exigida a intervenção do estado para combater as desigualdades e o estado decretaria novamente a monogamia.

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  26. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    4 Julho, 2008 11:47

    As utopias apresentam hoje uma capacidade de concretização muito superior àquela que imaginávamos noutros tempos. Afinal as utopias são realizáveis. A vida caminha em direcção às utopias. É fundamental pensar regressar a uma sociedade não utópica, menos perfeita e mais livre.

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  27. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 11:47

    Desprovidos de género para não discriminar ninguém nem criar embaraços, reconhecendos os polígamos e toda e qualquer forma de união “baseada no amor” vamos alegremente a caminho de ficarmos reduzidos ao homo pecuniam ou seja à condição de contribuintes. O contribuinte é o cidadão do futuro.

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  28. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 11:48

    “estado se metesse na sua vida.”

    Claro. Também é por isso que as pessoas se casam. É por causa das coisas legais, das heranças, das partilhas, das casas, dos compromissos. Se nao casassem nao tinham direito às coisas legais que costumam ter direito os outros casais. É por isso. Nao é que concordo. Por mim até era bem visto que acabasse o casamento para toda a gente. Para que é que o casamento existe?! O estado nao se devia meter nisso.

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  29. RuiN's avatar
    4 Julho, 2008 11:54

    Quero apenas dizer que acho muito bem estes progressos transexuais. Com filhos e tudo.
    Eu gostava que a minha mãezinha tivesse sido pai e o meu paizinho, mãe. É que a minha mãe sempre foi menos “unhas de fome” que o meu pai. Mas como era o meu pai que tinha a “massa”, teria tido uma adolescência bem mais abonada com a troca sexual deles. Claro que haveria alguma confusão com a nomenclatura. Chamo mãe ao pai que pariu, ou à mãe que fecundou? E se for um filho homem, ficará mal dizer que «hoje trouxe uma camisa da minha mãe» ou uma filha dizer «hoje calcei estas sandalinhas do meu pai»? Não sei. Acho que não! As vantagens são muitas. Para além do que referi, poder-se-ia ainda lembrar, por ex., estes pais terem um ambiente muito menos sexista em casa, haver muito menos cenas de ciúme, visto que os homens olham é para o pai e as mulheres para a mãe, ou o pai já pode fazer com à-vontade as compras intimas para a mulher lá de casa porque… é ele.
    Carpe diem

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  30. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 12:13

    “ter razão antes do tempo é o mesmo que não ter razão”

    Não. Ter razão antes do tempo é prova de inteligência. É prova de que se vê mais além do que os restantes.

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  31. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 12:15

    “I want to be a woman. From now on, I want you all to call me ‘Loretta’.”

    Saiba o Jcd que na China é perfeitamente legal e normal as pessoas mudarem de nome ao longo da sua vida. É uma tradição, um costume chinês. E na língua chinesa (tal como aliás em muitas outras) não há distinção nenhuma entre masculino e feminino.

    Pelo que, nada tem de mal uma pessoa, a dada altura da sua vida, querer deixar de chmar-se “Luís” e passar a chamar-se “Helena”.

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  32. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 12:18

    “ele quis ser homem e o estado do Oregon confirmou que ele era homem”

    E por que motivo não haveria de ter confirmado?

    Já que o Estado quer saber sobre nós coisas que não deveria querer saber, ao menos que as saiba de acordo com aquilo que nós queremos.

    De resto, o sr Beatie tem toda a aparência física de um homem. Se a Helena se cruzasse com ele na rua, diria tratar-se de um homem. Se um polícia o apanhasse a cometer um assalto, diria “vi um homem a assaltar, e o homem tinha a seguinte aparência”. Logo, para todos os efeitos que interessam ao Estado, o sr Beatie é efetivamente um homem.

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  33. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 12:21

    “vamos alegremente a caminho de ficarmos reduzidos ao homo pecuniam ou seja à condição de contribuintes”

    Exatamente. É essa a utopia liberal. O homem como agente económico puro. Não interessa se tem útero ou pénis, se tem filhos ou não, se faz sexo ou não, nem com quem faz. O que interessa, do ponto de vista do Estado, é que é um cidadão, tem certos rendimentos, e paga certos impostos. Tudo o mais são assuntos particulares, com os quais o Estado nada tem a ver.

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  34. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    4 Julho, 2008 12:24

    “Luís Lavoura Diz:
    4 Julho, 2008 às 11:26 am”

    Vê-se claramente que Luis Lavoura não sabe o que é o código genético.

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  35. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 12:25

    Será que alguém me pode explicar um pequeno e pouco importante pormenor técnico o “senhor” engravidou como? Através de um acto sexual comum ou artificialmente?

    Parece-me a mim que existe aqui uma grande confusão, sendo que se foi através de um acto sexual comum o “senhor” em questão não será um travesti mas sim um “homossexual”….

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  36. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 12:33

    Ou seja um “homem” que teve uma relação sexual com outro homem…..

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  37. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 12:51

    35 é ler a história. Nao foi nada disso.

    Por acaso em termos políticos é curioso ver a aproximaçao de organizaçoes dispares contra a homossexualidade e o interferir na vida das pessoas. É os partidos comunistas, certas religioes, a extrema direita , os conservadores. Os opostos tocam-se. Os ditadores aproximam-se.

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  38. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 12:51

    O sr Beatie engravidou através de inseminação artificial com esperma comprado num banco de esperma.

    Nos EUA já há muito tempo que isso é permitido. Lembro-me de em 1994, quando eu lá trabalhava, um colega meu ter chegado atrasado ao trabalho e justificar-se “fui doar esperma”. Qualquer mulher (ou homem com útero) pode chgar a um banco de esperma, pagar, e ser inseminada. Desde que se tenha dinheiro, tudo se pode fazer.

    E ainda bem.

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  39. Desconhecida's avatar
    helenafmatos permalink
    4 Julho, 2008 12:57

    Luís lavoura,
    parafraseando a Joana Amaral Dias podemos não “achinesar”?

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  40. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 12:58

    Ok, fico esclarecido sobre esse pormenor que no entanto me leva a questionar-me sobre outro, se o desejo de ser um homem foi ao ponto de transformar fisicamente a sua aparência, o desejo de ter uma criança não poderá representar uma recaida?

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  41. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    4 Julho, 2008 13:00

    A tipa anda a brincar com a sua natureza miserável. Prostitui-se com homens e mulheres. Agora ainda vai receber mais umas massas com o show que os jornalistas apreciam muito. Sinais de decadência acelerada de sociedades perdidas no tempo. Já aconteceu em Roma e em muitos lugares ao longo da história, sem cobertura dos media como hoje. Cá também não vamos ficar atrás, descansem.

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  42. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 13:08

    É ouriçao, é o descalabro. Casar e ter filhos. Coisa imoral. Tipico da Roma antiga e dos bacanais. É mesmo isso.Onde é que se já viu uma coisa dessas!? Querer casar e ter filhos e viver uma vida a dois?! Oh. O horror. A ignominia! A tragédia! Que vilanagem esta. Casar eter filhos! Oh, a sociedade está perdida!

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  43. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    4 Julho, 2008 13:16

    “Ter razão antes do tempo é prova de inteligência. É prova de que se vê mais além do que os restantes.” Luís Lavoura

    Claro que sim, caro Luís Lavoura. Mas eu estava a referir-me aos costumes. Esses estão em permanente mutação. É por isso que fazer topless hoje não tem o mesmo significado que tinha há 100 anos. Nós temos de viver de acordo com o nosso tempo.

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  44. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 13:17

    Não percebo em que medida é que isto demonstra que faz sentido ser-se irreversimente estéril para poder mudar oficialmente de sexo. Porque é que uma pessoa, oficialmente homem – apesar de naturalmente mulher – não há-de poder engravidar? Qual é o problema?

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  45. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    4 Julho, 2008 13:20

    Ó anónimo, o melhor é ir ter com ele/a o mais depressa possível, ajudá-lo/a a dar de mamar ou segurar-lhe no biberão.
    Não há como estar do lado do progresso.

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  46. jpt's avatar
    jpt permalink
    4 Julho, 2008 13:22

    A sociedade não está mais “perdida” agora por causa disto. Relembro que na antiguidade se castravam bebés para que eles crescessem efeminados e fossem “usados” como mulheres.

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  47. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 13:23

    Ó Senhor Professor Luís Lavoura!!!! Está a defender a poligamia?
    Já chegámos ao Irão??

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  48. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 13:25

    Nós sabemos lá se daqui a 50 anos a ciência não arranja uma forma artificial de os homens (homens mesmo) conseguirem ter filhos!
    Provavelmente só não acontecerá por não haver “mercado” para esse produto.

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  49. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 13:34

    “Qualquer mulher (ou homem com útero) pode chgar a um banco de esperma, pagar, e ser inseminada. Desde que se tenha dinheiro, tudo se pode fazer.”

    E se cá se pudesse fazer o mesmo evitavam-se uma série de tragédias familiares e de “roubos” de esperma por parte de mulheres que querem ser mães e acabam por olhar para os parceiros como um meio para atingir um fim.
    Se eu fosse homem lutava pela criminalização da burla na paternidade.

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  50. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    4 Julho, 2008 13:52

    Diz Luis Lavoura:
    “Desde que se tenha dinheiro, tudo se pode fazer.
    E ainda bem.”

    Esta é mesmo de cabo de esquadra. Safa!

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  51. dazulpintado's avatar
    dazulpintado permalink
    4 Julho, 2008 14:20

    Luís Lavoura 33

    “”Exatamente. É essa a utopia liberal. O homem como agente económico puro. Não interessa se tem útero ou pénis, se tem filhos ou não, se faz sexo ou não, nem com quem faz. O que interessa, do ponto de vista do Estado, é que é um cidadão, tem certos rendimentos, e paga certos impostos. Tudo o mais são assuntos particulares, com os quais o Estado nada tem a ver.””

    Já agora não poderia o Estado, considerando que todos os assuntos podem ser assumidos como particulares, deixar-nos da mão e implodir-se a ele próprio mirrando, em lugar de se manter gordo para só tratar dessas pandeleirices?

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  52. JPG's avatar
    4 Julho, 2008 14:22

    «Quando a política desaparece fica a “vidinha”.» (helenafmatos,
    4 Julho, 2008 às 11:02 am)

    Não para os políticos profissionais; nesse caso, a premissa varia ligeiramente: quando a política aparece, faz-se pela “vidinha”.

    Como se comprova com este caso, de resto. Não fosse o interesse político da coisa, salvo seja, não houvesse dividendos a cobrar pelo “práferntismo” e pela “modernidade”, e certamente nem se ouviria falar de semelhante aberração.

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  53. Fado Alexandrino's avatar
    4 Julho, 2008 14:25

    E que sejam felizes com o seu filhote.

    O problena é, será o filhote feliz com aqueles pais?

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  54. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 14:29

    “O problena é, será o filhote feliz com aqueles pais?”

    E porque é que não há-de ser?

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  55. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 15:00

    Ó Senhora Doutora Lololinhazinha! Eu fiz-lhe alguma proposta indecente? Não, pois não? Então, não se queixe…

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  56. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 15:02

    Desculpem mas isto tresanda a “folhetim jornalístico” a única coisa extraordinária desta história é o simples facto de no estado do Oregon ser permitido, mediante determinadas circunstâncias, uma mulher após fazer trinta por uma linha para se parecer com um homem se possa registar como tal.
    Pergunto, o que é que isto tem de especial???

    De resto é uma história banal de um casal de lésbicas que decide ter uma criança, não percebo como isto pode gerar uma notícia…..é no mínimo ridícula a forma como nos é apresentada…..

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  57. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 15:05

    Luis Lavoura,

    hihihih

    E eu que pensava que os polígamos tinham bom feitio…

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  58. Fado Alexandrino's avatar
    4 Julho, 2008 15:11

    E porque é que não há-de ser?

    Em devido tempo ele próprio lhe dará a resposta depois de ter sido enxovalhado pelos outros miúdos.
    Não há nada mais cruel no mundo do que as crianças umas para os outras.

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  59. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 15:16

    Caro Fado Alexandrino,

    Do mesmo drama podem sofrer os putos gordos, de óculos, mais altos ou mais baixos que o normal, de voz grossa, de voz fina, filhos de homosexuais, etc…Este, pelo menos por enquanto, tem um pai e uma mãe, coisa que nos tempos actuais já não é nada mau.

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  60. Lololinhazinha's avatar
    Lololinhazinha permalink
    4 Julho, 2008 15:25

    Luis Lavoura,

    p.s.: Não acredito em propostas indecentes. Apenas em declarações de vontade negocial que á luz de uma certa conjuntura podem não ser aceitáveis.

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  61. Fado Alexandrino's avatar
    4 Julho, 2008 16:50

    Lololinhazinha Diz:
    4 Julho, 2008 às 3:16 pm

    Se a senhora acredita que este miúdo vai ser gozado na escola da mesma maneira que putos gordos, de óculos, mais altos ou mais baixos que o normal, de voz grossa, de voz fina não sou eu que a vou desiludir.
    Com um pai que é uma mãe mas parece homem e uma mãe que parece um pai estou bem de ver o que ele vai dizer quando chegar a casa aos cinco anos.
    Pode ser que a Dra. Joana Amaral Dias lá dê um pulinho para o curar.

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  62. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    4 Julho, 2008 17:37

    Lololinhazinha,

    se quer negociar comigo, vá ao meu blogue (Speakers Corner Liberal Social) que lá estamos mais à vontade. Isto aqui é muito devassado.

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  63. Desconhecida's avatar
    Bafo D'Onça permalink
    4 Julho, 2008 18:10

    Sem querer andar muito à volta do que aqui já foi dito, sobre a questão em concreto não há muito que reflectir, a tecnologia permite actualmente, e cada vez mais, a realização dos feitos mais incriveis.
    Mas não se devem colocar questões sobre as reais motivações da mudança de sexo? Uma mulher que nunca se sentiu bem como mulher e pretende mudar para ser homem, é porque não gosta de ter mamas, porque acha nojenta a menstruação, e principalmente porque jamais se colocaria a hipotese de parir um filho!
    E se agora com o nascimento da menina, o instinto maternal e feminino volta ao de cima e ele volta a querer ser ela??
    É pena que tudo se resuma a uma questão meramente económica e da vontade de cada um em fazer o que lhe dá na gana sem pensar em nada, cada vez mais pessoas que giram em torno do seu próprio umbigo.
    De certeza que o trauma de uma criança será bem maior quando lhe perguntarem “Ouve lá, aquele é a tua mãe ou o teu pai?” ou melhor quando de criança passar a jovem e ser apanhado com umas gramitas de coca e ir parar á esquadra, estou mesmo a ver…
    “Nome do Pai?” – “Ana Maria”
    (foda-se!!!).
    Chamem-me caixa de oculos todos os dias!!!
    O proximo passo vai ser trocar a cabeça dum homem com a de um burro.
    Experimentaram no Luís Filipe Vieira mas não deu grande resultado… O burro ficou prejudicado!
    Bafo’s

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  64. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    4 Julho, 2008 18:37

    Estou um pouco confuso com este caso, visto do lado da criança.
    Vejamos – a criança não conhece o pai, visto que o pai, ou mãe, foi buscar o esperma a um banco de esperma onde o pai o foi depositar para a mãe o comprar mais tarde…
    Ora a mãe, que é o pai pois tem barba, (acho eu), dorme na mesma cama (acho eu) com uma mulher que não tem nada a ver com o assunto mas é mãe dela apesar de ser o pai que a a pariu com o esperma de um sujeito que é o pai dela biológico…
    Confesso que estou um pouco confuso … deixa cá desariscar e começar outra vez:
    a mãe não é a mãe biológica mas é a mãe natural pois não adoptou a criança é mãe porque ..,. bem não é mãe … porque o pai é que é a mãe …ora o pai é a mãe e a mãe, que é mulher não é a mãe porque a mãe é o pai.
    Até aqui está tudo bem.
    Portanto até agora temo um pai biológico, o que foi ao banco depositar os resíduos, um pai que comprou os resíduos e que passou a ser mãe pois introduziu os resíduos (coisa fácil de explicar se a coisa for contextualizada num conto de fadas), ora o pai pariu e só foi mãe durante nove meses (+ ou -) pois (aqui entra novamente a fada), mal pariu a criança transformou-se (a tal bruxa má) num homem e a partir daqui já pode ser pai.
    Certoooo?
    A mãe, está chateada pelo pouco protagonismo que tem, porque não comprou resíduos, não engravidou, não pariu, não adoptou ….
    “Então que raio de mãe és tu” irá perguntar-lhe a filha.
    “Colaborei dando apoio moral” dirá a mãe coisa nenhuma.
    Bem… voltei a perder-me!
    Vamos lá ver: temos que …

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  65. mariana's avatar
    mariana permalink
    4 Julho, 2008 23:36

    ou esta gente é muito lerda ou então eu sou esperta demais.

    antes de tudo, não se ponham com raciocínios que uma criança de 5 anos não tem. para um puto, importa saber que tem um pai e uma mãe que o amam, e que ele foi feito com uma sementinha como todos os meninos mas que é um menino especial. se se põem com estas merdas todas, o que dizer de um casal hetero que, na impossibilidade do homem ter filhos, opta pela inseminação artificial? o pai da criança não é mesmo o pai… mas para a criança, que toda a vida o viu (e verá) como pai, é o pai. o mesmo para uma criança adoptada. aquela mãe não tem nada a ver com o puto. nem o pai, calha bem. mas para a criança são o pai e a mãe, mesmo que o puto tenha vindo de outra barriga.

    sinceramente, esta criança é capaz de ter menos problemas do que um miudo que viva com dois homens ou duas mulheres. porque vive com uma mulher e um homem que conhece e chamará pais.

    quanto às recaídas…é o seguinte: caso não conheçam a história, a mulher deste novo pai não podia ter filhos. decerto que se pudesse, teria sido ela a engravidar, e não havia notícia para ninguém. mas como não pode, e queríam ter um filho biológico com material genético de, pelo menos, um deles, avançaram com isto. e foram bem sucedidos, ainda bem.

    por último: sim, ELE´É UM HOMEM e teve a sorte de ser reconhecido como tal. menos sorte têm as transexuais que vêm para cá vender o corpo para tentar juntar dinheiro para a mudança de sexo e acabam humilhadas, nunca reconhecidas como mulheres e seres humanos. no fundo do poço, para não incomodarem muito as famílias “direitas”. como a gisberta.

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  66. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Julho, 2008 02:18

    a gisberta não incomodou ninguém. foi abandonada pelo seu meio artistico.

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  67. Fado Alexandrino's avatar
    5 Julho, 2008 07:07

    importa saber que tem um pai e uma mãe

    Está muito enganada.
    O que ele vai ter são duas mães ou quererá dizer-me que as duas não são mulheres?

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  68. ideiafixa's avatar
    ideiafixa permalink
    5 Julho, 2008 11:36

    Vai ser uma criança com muita sorte.
    Tem um pai biológico, uma mãe fisiológica, um pai a fingir e uma mãe adoptiva.
    Uma cena destas só pode ser desenhada na cabeça de pervertidas exibicionistas que perceberam bem de mais que o mercado destas aberrações da natureza está a dar bons dividendos.

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  69. Luís Lavoura's avatar
    Luís Lavoura permalink
    6 Julho, 2008 11:45

    mariana Diz:
    4 Julho, 2008 às 11:36 pm

    Concordo totalmente consigo.

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