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Maria de Lurdes, ex-ministra

6 Julho, 2008

A entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues ao Expresso tem duas passagens reveladoras do estado da educação em Portugal. Sobre a avaliação dos professores, Maria de Lurdes diz que está optimista que o seu modelo será aplicado, mas não controla as decisões dos sindicatos. Perguntam-lhe se os sindicatos têm prejudicado a educação pública. Diz que sim. Algumas políticas dos sindicatos prejudicam a escola pública. Por exemplo, a política de centralização de concursos. Em suma, Maria de Lurdes reconhece o óbvio. No sector da educação quem governa são os sindicatos. São os sindicatos que têm políticas, e são os sindicatos que conseguem aplicar as suas políticas. Este é um problema político estrutural. Alguém já viu algum membro da oposição enfrentá-lo?

47 comentários leave one →
  1. Aires permalink
    6 Julho, 2008 12:57

    Eu não entendi no tempo a luta da Sra Tracher contra os sindicatos….
    entendo hoje aqui e agora,
    e lamento-o muito
    dói-me no meu sentimento da necssidade óbvia de sindicatos que defendam interesses dos seus sindicalisados
    abraço

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  2. 6 Julho, 2008 13:26

    Sempre foi claro que os sindicatos tem um grande poder, especialmente ao nivel da educação. Basta olhar para o Nogueira para perceber isso.
    No entanto, se o problema fosse só os sindicatos..

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  3. anti-comuna permalink
    6 Julho, 2008 13:35

    Caro JM,

    Vc. tem que ir explicar ao PR os números, pois só o Pinócrates e o JM compreenderam que estas obras serão pagas com dinheiro do sector privado:

    “O Presidente acha que é preciso repensar tudo em matéria de grandes investimentos

    Obras públicas deterioram relações entre Cavaco Silva e José Sócrates

    Cavaco Silva não está satisfeito com a chamada cooperação estratégica entre o Governo e a Presidência da República e as várias declarações que fez ao longo de ontem foram, acima de tudo, alertas a José Sócrates para a insatisfação do Chefe de Estado com alguns comportamentos políticos do primeiro-ministro. E a matéria que está a contribuir para esta deterioração das relações não podia ser mais delicada: obras públicas.

    O actual Presidente da República não diz nada por acaso. E não foi por acaso que escolheu o dia seguinte à entrevista do primeiro-ministro à RTP para falar de obras públicas, dando o exemplo de uma autarquia que pedia pequenas obras em vez de grandes investimentos. Mais tarde, alertou para a “difícil situação” do país e para o facto de o “endividamento poder atingir situações insustentáveis”.

    Como se não bastasse, ontem o semanário “Sol” noticiava que o Chefe de Estado pediu há dois meses informações ao primeiro-ministro sobre os estudos financeiros das novas concessões rodoviárias e até agora não obteve qualquer resposta.

    O PÚBLICO confirmou esta informação e sabe que é com surpresa e apreensão que Cavaco Silva vê serem anunciadas sucessivamente novas obras, numa altura em que o país, como salientou o Presidente, está numa “situação difícil”. Aliás, a divulgação desta negação do Governo em prestar informações ao Presidente da República é um sinal claro da insatisfação de Cavaco Silva. Em Belém nada acontece por acaso.

    “Todos nós gostaríamos que o desempenho [económico do país] fosse melhor. Vivemos uma situação de afastamento do desenvolvimento médio da União Europeia há bastantes anos, mas temos que ter esperança que no futuro a situação será diferente. (…) É preciso trabalho, muito trabalho, políticas correctas, muito correctas”, referiu Cavaco Silva, em Fronteira, no distrito de Portalegre, que visitou ontem.

    O PÚBLICO sabe que o Chefe de Estado fartou-se de esperar por informações que o Governo não lhe dá sobre os custos das novas estradas e resolveu passar à acção. Fê-lo de uma forma subtil, mas muito clara.

    Foi buscar o exemplo dos membros da Assembleia Municipal de Portalegre o terem alertado para a necessidade de construção de duas vulgares estradas, em vez de pedirem auto-estradas, para lançar uma clara mensagem ao Governo: “Apenas solicitaram vias de comunicação que têm um custo relativamente pequeno quando comparado com obras muito avultadas que têm vindo a ser anunciadas no nosso país (…) determinados pequenos investimentos têm uma rentabilidade muito mais elevada do que grandes investimentos.”

    Com isto, Cavaco Silva quis claramente dizer que o Governo tem de repensar os cerca de 3000 quilómetros de rodovias, a maioria sem portagens, que vai concessionar a privados e que ainda não revelou quais serão os encargos para o Estado.”

    In http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1334571&idCanal=12

    O PR, a oposição e o resto do país ainda não ficaram convencidos com a demonstração “profissional” do Pinócrates que as obras pagam-se a si mesmo, com dinheiro dos privados. Não quer ir dar uma ajudinha ao Pinócrates e passar pela casa do Cavaco e explicar a absoluta necessidade destas megalomanias?

    Ajude o nosso PR, caro JM. Mostre que o país só tem a ganhar com estas obras que se pagam a si mesmo. 😉

    PM O nosso JM meteu tanta água ultimamente que agora foge das questões centrais de momento como o diabo da cruz.

    Ainda vou ver o Pinócrates a ser corrido do governo, fazer-se de vítima e o JM a perorar aqui que o nosso amado líder do governo apenas queria ajudar o sector privado a sair da crise em que se encontra. 🙂

    Ao que nós chegamos…

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  4. sitges permalink
    6 Julho, 2008 13:51

    ou seja o haver uma associação legal dos trabalhadores para lobbyarem os seus interesses legalmente é uma coisa má? só associações de empresarios é que valem? voces dizem-se liberais?

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  5. 6 Julho, 2008 14:35

    Quer queiramos quer não, os sindicatos são importantíssimos. Vejo também alguma descrença em relação ao sindicalismo, por isso é que lá estão sempre os mesmos, cujo trabalho não critico nem devo criticar, mas fazer de um sindicato um satélite partidário, não é proteger os sindicalizados!

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  6. 6 Julho, 2008 15:14

    «Diz que sim. Algumas políticas dos sindicatos prejudicam a escola pública. Por exemplo, a política de centralização de concursos.»

    Não são os sindicatos, ou não são apenas os sindicatos, que são contra a “descentralização” dos concursos dos professores. O que temem os professores com concursos centrados nas escolas ou nas autarquias?

    Temem apenas os critérios de selecção. Ninguém confia que, fora de um concurso nacional “cego”, que a selecção seja feita pelos melhorores. Os professores, fundamentalmente os melhores, temem de que concursos locais sejam a porta aberta para o compadrio pessoal e político. Não é intelectualmente honesto pôr de lado este temor e fazer parecer que o debate se realiza entre centralistas e descentralizadores. Isso é falso.

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  7. 6 Julho, 2008 15:59

    Aquilo que qualquer observador externo percebe é que, para o bem e para o mal, os únicos a garantirem uma certa continuidade nas medidas aplicadas à Escola, foram os sindicatos. Ministros e secretários? Cada gosto seu paladar…

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  8. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 16:22

    Os sindicatos devem ter numa parede as fotografias dos ministros com alvos e umas setinhas. Sempre que entra novo ministro faça o que ele fizer o obejctivo é fazer manifestaçoes a berrar ministro para a rua e a luta continua. Usam as crianças do país para a luta política. Uma vergonha. E ainda por cima pagos pelo estado e com tanta gente sem ensinar ali a fazer politica. Fazem férias no Verao e voltam em Setembro para mais luta, manifs , panfletos e guerra.

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  9. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 16:24

    uma socióloga que desconhecia a força dos sindicatos. afinal a sociologia é uma matéria dispensável.é matéria “para vaca e boi dormirem”

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  10. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 16:31

    É engraçado como usam a “socióloga” para desvalorizar as pessoas.

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  11. Luis Moreira permalink
    6 Julho, 2008 16:33

    Os sindicatos sempre co-governaram este país,nos últimos 30 anos.Na educação,então a responsabilidade dos sindicatos é maior do que a de qualquer governo.Por isso mesmo, os sindicatos deveriam ter vergonha,face á bela situação em que estamos,em vez de fazerem de conta que não têm nada a ver com o assunto.

    Para mim,digo-o há muito tempo, a educação só avançará se o Ministério e os sindicatos forem retirados do centro do sistema,e no seu lugar forem colocados os alunos e os professores.

    Isso faz-se tornando a escola autónoma e responsável.O mérito virá a seguir!

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  12. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 16:38

    a cultura geral dos professores
    nos homens da luta! da sic

    sao os maiores

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  13. 6 Julho, 2008 16:58

    Há aqui muito “fumo”, que encobre muita incompetência.

    A burocracia da Av. 5 de Outubro e respectivos satélites, DREL’s, DREN’s e afins, são bem piores do que os Sindicatos.

    E também pior do que os Sindicatos são os “Padrinhos” do eduquês, de Roberto Carneiro a Ana Benavente.

    Não venham com “bodes expiatórios”, nest caso os Sindicatos.

    O que a Ministra patrocina, por conta do seu Chefe, Sócrates, e que se chama “Novas Oportunidades” é muito pior do que os Sindicatos. Fazer 3 anos do Secundário em 2 ou 3 meses? Como?

    Depois, não me venham com conversa que apenas encobre INCOMPETÊNCIA, pois Sindicatos existem em todos os países da Europa, e a Educação é melhor por lá, pelo menos a atestar pelos rankings internacionais.

    Ou será que em França não existe a CGT e em Espanha as Commissiones Obreras?

    Vá de retro, Maria de Lourdes…..

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  14. Luis Moreira permalink
    6 Julho, 2008 17:06

    Pois é, mas nos outros países não temos “estes” sindicatos ! É óbvio que os sindicatos co-governam a Educação e são sindicatos reinvindicativos não estando nada interessados na melhor ou pior educação.Têm que ser afastados do centro do sistema,tal como os burocratas do Ministério.

    Veja se eles pugnam por uma escola autónoma!Pois é,quando houver autonomia das escolas, burocratas e sindicatos ficam a falar sòzinhos!

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  15. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 17:09

    As Novas oporunidades deve dar muitas dores de cabeça a muita gente. Permitir que adultos voltem a estudar e a conseguir melhores habilitaçoes para ter melhores empregos e melhores salários e sairem da pobreza é uma chatice para muitos. Quanto mais ignorantes e sem perspectivas de ultrapassar isso, melhor, pelos vistos.

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  16. 6 Julho, 2008 17:18

    «Pois é, mas nos outros países não temos “estes” sindicatos !»

    Pois não, têm os sindicatos deles, que, em muitos casos, são bem mais poderosos do que os portugueses. Mesmo a FENPROF tem um peso bastante reduzido. Aparentemente é forte, mas é só na aparência. Aquando da manifestação de 8 de Março, a organização e a logística foi toda da FENPROF. Os outros sindicatos, entre eles a FNE, aderiram mas o seu poder organizativo é nulo.

    Como explica o mistério de uma contestação de mais de 2/3 de professores levar a zero? A coisa é simples: a FENPROF sabia que não poderia radicalizar mais pois bastava a FNE sair do barco para a legitimidade perante a opinião pública desabar. A força dos sindicatos de professores em Portugal sempre foi aquela que o Ministério da Educação quis. Às vezes dá jeito, mas quando não dá…

    Um sindicato francês ou alemão com 2/3 do sector na rua fazia cair o ministro em três tempos.

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  17. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 17:30

    “Um sindicato francês ou alemão com 2/3 do sector na rua fazia cair o ministro em três tempos.”

    Só que se calhar nao fazem isso por desporto. Por cá estao sempre em luta há décadas. Fazem greves todos os anos. Principalmenet aproveitando feriados anos e anos seguidos. Banalizam. A luta é politica contra “as politicas educativas da direita que está sempre no governo”

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  18. António permalink
    6 Julho, 2008 17:34

    Comentário 15 – tem razão e deveria ser instituido que a única plataforma de trabalho seria o MSN.

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  19. Luis Moreira permalink
    6 Julho, 2008 17:40

    JCM, a questão é que burocratas e sindicatos não vivem uns sem os outros.Os professores e alunos,afinal nós todos, somos vítimas de um sistema que está há muito presioneiro de dois poderes que estão no centro do sistema.Sindicatos e Ministério.Têm que ser substituídos pelos professores e pelos alunos.Porque acha que a Escola não tem qualquer autonomia?É por acaso?Nunca ninguem teve força política para tornar a Escola autónoma.Justamente porque sindicatos e burocratas têm tudo a perder com isso! Acha que nos países que enuncia não há avaliação das escolas ,professores e alunos? O Ministério e os sindicatos no essencial defendem o mesmo!

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  20. 6 Julho, 2008 17:41

    Luís Moreira e Anónimo do comentário 17:
    “Pois é, mas nos outros países não temos “estes” sindicatos !”

    Está enganado. Nos outros países há sindicatos muito mais fortes, que não fazem lutas em horário pós-laboral, como aconteceu recentemente entre nós. Os sindicatos franceses e espanhóis, quando organizam um processo de luta, é para ganhar.

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  21. 6 Julho, 2008 17:46

    «Permitir que adultos voltem a estudar e a conseguir melhores habilitaçoes para ter melhores empregos e melhores salários e sairem da pobreza é uma chatice para muitos.»

    Mas os adultos nunca estiveram impedidos de estudar, nem no tempo do dr. Salazar, quanto mais agora. Sempre houve cursos nocturnos, os quais se aproximavam do currículo que era ensinado de dia. Continua a haver. Seria muito interessante investigar a razão pela qual os cursos nocturnos, com programas idênticos aos diurnos, atraem tão pouca gente e as «Novas Oportunidades», tanta.

    Por outro lado, não creio que uma entidade patronal aumente o salário de quem quer que seja só porque tem um diploma das novas oportunidades. Ou a pessoa tem competência ou não, o resto é propaganda política.

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  22. Luis Moreira permalink
    6 Julho, 2008 18:00

    Se os sindicatos tiverem a função que lhes cabe nada a dizer.Devem ter a força toda para defenderem os seus associados.Não para co-governarem a educação, como acontece cá no burgo!Os sindicatos em Portugal fazem parte deste Estado centralizador que não deixa o mérito ser recompensado.Escolas com autonomia,entregues a professores e aos representantes dos alunos,avaliadas segundo critérios de mérito e não políticos, onde todos são excelentes.Veja o que a Ministra está a fazer.Agora já temos alunos barras a matemática !É preciso ser sério,principalmente onde tudo começa.Na Escola!

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  23. 6 Julho, 2008 18:34

    Não tenho especial afeição pelos sindicatos de professores. Sou professor há mais de 20 anos e nunca fui sindicalizado. Não partilho da ideia de ter existido co-governação. Nem tudo o que parece é. Há uma ideologia que é comum a sindicalistas, de todas as cores, e a técnicos e burocratas do ministério – o eduquês – que dá essa aparência, mas é só aparência.

    Só como informação. O anterior Estatuto da carreira – que diziam ser uma prova da presença dos sindicatos na governação – é muito semelhante aquele que existe na maior parte dos países onde pertencemos. O actual é que de facto é bastante exógeno, é muito parecido com o do Chile.

    Eu estaria de acordo com autonomia total da escola (que deveria ser gerida pelos professores e não por mais ninguém) se o Estado (ou uma organização independente e credível) avaliasse sistematicamente o desempenho das escolas através de provas externas, de diversa natureza e com incidência sobre as classificações dos alunos, em todos os ciclos de ensino. Provas com seriedade, que resultassem de uma leitura conhecida por todos dos programas a avaliar. As escolas e os seus professores responderiam pelos resultados.

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  24. JoãoMiranda permalink
    6 Julho, 2008 19:07

    ««Eu estaria de acordo com autonomia total da escola (que deveria ser gerida pelos professores e não por mais ninguém)»»

    Isso era como ter a Sonae a ser gerida pelos representantes dos trabalhadores em vez de ser gerida pelos representantes dos accionistas. Porque é que uma instituição haveria de ser gerida por aqueles que são meros servidores da instituição?

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  25. rxc permalink
    6 Julho, 2008 19:09

    Para o impagável crédulo do 15: Acha que os problemas de falta de qualificações de décadas, se resolvem de um ano para o outro? Acha normal pessoas que não pegam num livro há dezenas de anos e têm pouco mais do que a 4ª classe, tirarem o 9º em meia dúzia de meses, e o 12º noutro tanto, tendo em conta que um aluno adolescente “normal” demora 3 anos para obter a mesma qualificação? Já analisou bem aquilo que está a ser ensinado? Já reparou que as regras do jogo estão a ser alteradas constantemente, para que os resultados sejam os esperados? Acha normal TODAS as pessoas que estão no programa Novas Oportunidades irem ficar com o diploma? Acha que um patrão vai pagar mais a um trabalhador só porque ele tem o 12º? É que existe já um número significativo de pessoas formadas a nível dito “superior” (onde se incluem licenciaturas tiradas ao fim-de-semana) e os salários continuam na mesma, havem muitos desses a ganhar pouco mais do que o SMN.
    E que me diz das pessoas que estando em situação semelhante, foram fazendo cursos de equivalência ao 9º e 12º, com uma carga horária e conteúdos muito mais pesados do que agora é generosamente dado aos currículos das Oportunidades, e se vêm em pé de igualdade com esses?

    Há muito boa gente que pensa que tudo se pode obter sem esforço. O problema é que depois o que foi obtido não vale nada!

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  26. rxc permalink
    6 Julho, 2008 19:18

    “Porque é que uma instituição haveria de ser gerida por aqueles que são meros servidores da instituição?”

    Claro, nas roças os escravos também tinham menos voz que o chicote do capataz. Mas agora as pessoas são todas iguais ou quê? Quem tem dinheiro manda, os outros são explorados e têm apenas de fazer o favor de continuar vivos, para poderem continuar a dar lucro ao patrão.
    Daqui a pouco querem instituições em que os trabalhadores sejam parte interessada. Era o que faltava!

    Já agora, os administradores não são também meros servidores da instituição?

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  27. 6 Julho, 2008 19:51

    O processo de centralização do concurso dos docentes foi ultimado por David Justino.
    Logo, na brilhante forma de João Miranda raciocinar sobre o que desconhece, David Justino foi um agente da política dos sindicatos no Ministério da Educação.
    Haja a santa paciência…

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  28. 6 Julho, 2008 19:56

    «Isso era como ter a Sonae a ser gerida pelos representantes dos trabalhadores em vez de ser gerida pelos representantes dos accionistas.»

    Pelo simples motivo que uma escola não é uma instituição idêntica à Sonae. Uma escola não é uma empresa. Depois, os professores não são propriamente trabalhadores como o outros, nem os alunos são matéria-prima que esteja disponível para ser “trabalhada” por quem quer que seja. A escola não é uma empresa, repito, como o não são os quartéis, a Igreja e outras instituições.

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  29. 6 Julho, 2008 20:10

    «Porque é que uma instituição haveria de ser gerida por aqueles que são meros servidores da instituição?»

    Mas um CEO não é um mero servidor da instituição que dirige? E um coronel não é um mero militar, um servidor? Os antigos Liceus eram geridos por quem? E as Universidades?

    Mas qual a razão de serem professores a dirigir uma escola?

    Porque detêm um conhecimento efectivo daquilo que se faz nessa instituição, porque podem tomar decisões mais sensatas e adequadas às necessidades educativas dos seus alunos. Recomendo ao JM a leitura do Michael Walzer e o seu “Esferas da Justiça”. No capítulo referente à educação, Walzer cita um estudo feito por americanos sobre os motivos pelos quais o ensino japonês, no pós-guerra, tinha tanta qualidade. Talvez fique espantado.

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  30. 6 Julho, 2008 20:12

    Contnua a sua saga, JM.
    Desta vez, para embarcar na onda da ministra que, tal como Sócrates, nos vem dizer qualquer coisa do género: nós fazemos tudo bem, temos as melhores das intenções, mas há uns malandros, aqui óu lá fora, que não nos deixam levar a bom porto as nossas políticas…
    As vítimas!

    Na verdade, MLR não tem que se queixar dos sindicatos por terem políticas. Devia, talvez, era apresentar ao país as suas próprias políticas educativas às claras e não debitando medidas administrativas avulsas que mais não pretendem que “doirar a pílula” contraceptiva da aquisição de conhecimento consistente.

    Repito o que aqui já disse algumas vezes: não está em marcha nenhuma reforma educativa. O que está em curso é, apenas, a parte da reforma da administração pública que compete ao ME.

    Todos sabemos que os números usados estatísticamente perdem imediatamente o seu valor absoluto. Sobretudo, como é o caso, se interpretados à luz de algumas “ciências” sociais.
    Neste aspecto, o ME é exímio, de facto.

    Novas Oportunidades, CEF, PCA e o que mais por aí há-de vir são o “rendimento mínimo” da educação, ou seja, a desresponsabilização pessoal ensinada nas escolas. Um novo mercado eleitoral feito de ignorância, do facilitismo de chico-espertice e de ausência total de hábitos de trabalho.

    Falta ensino técnico, é verdade. Mas a sério.

    Alguém conhece, realmente, a dimensão e o significado das palavra “exigência” “rigor” e “conhecimento” quando proferidas por MLR?

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  31. 6 Julho, 2008 20:15

    Quando referi o coronel (29) queria dar o exemplo dos quartéis, que são dirigidas por um coronel, ou pelo menos eram.

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  32. JoãoMiranda permalink
    6 Julho, 2008 20:20

    ««O processo de centralização do concurso dos docentes foi ultimado por David Justino.
    Logo, na brilhante forma de João Miranda raciocinar sobre o que desconhece, David Justino foi um agente da política dos sindicatos no Ministério da Educação.
    Haja a santa paciência…»»

    Por falar em falar do que não sabe, bastaria ao Paulo Guinot ler o post com atenção para perceber que não fui eu que defendi que a centralização dos concursos é uma política imposta pelos sindicatos. A leitura atenta até lhe permitiria perceber que o que está em causa não é a instituição da centralização, mas sim a sua continuação.

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  33. JoãoMiranda permalink
    6 Julho, 2008 20:21

    ««Contnua a sua saga, JM.
    Desta vez, para embarcar na onda da ministra que, tal como Sócrates, nos vem dizer qualquer coisa do género: nós fazemos tudo bem, temos as melhores das intenções, mas há uns malandros, aqui óu lá fora, que não nos deixam levar a bom porto as nossas políticas…»»

    Está com problemas de interpretação de textos, não está?

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  34. 6 Julho, 2008 22:11

    João Miranda,
    Já pensou – a sério! – fazer pelo menos uma de duas coisas:

    1) Escrever sobre um assunto que perceba, sem ser por ter lido umas coisas nuns livros.
    2) Saber o que escreveu, como neste caso:

    «Em suma, Maria de Lurdes reconhece o óbvio. No sector da educação quem governa são os sindicatos. São os sindicatos que têm políticas, e são os sindicatos que conseguem aplicar as suas políticas.»

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  35. 6 Julho, 2008 22:33

    “Desta vez, para embarcar na onda da ministra que, tal como Sócrates, nos vem dizer qualquer coisa do género: nós fazemos tudo bem, temos as melhores das intenções, mas há uns malandros, aqui óu lá fora, que não nos deixam levar a bom porto as nossas políticas…
    As vítimas!”

    Exactamente.

    Sócrates deve ser o PM mais bem assessorado, em termos de Marketing Político.

    Imagem, imagem, e mais imagem.

    Conteúdo? “Novas Oportunidades”, repetição até à exaustão das mesmas medidas, oferta de portáteis com banda larga, “criação de 150.000 postos de trabalho”, etc.

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  36. JoãoMiranda permalink
    6 Julho, 2008 22:59

    Caro Guinote,

    Continua sem perceber o texto. Deixe lá.

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  37. 6 Julho, 2008 23:08

    O seu post é demasiado linear para ser susceptível de causar problemas de interpretação, JM.

    Está a imitar a “ingenuidade” da ministra, não está?
    😉

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  38. JoãoMiranda permalink
    6 Julho, 2008 23:16

    Tt,

    Não deixa de ser extraordinário que o interprete ao contrário.

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  39. 6 Julho, 2008 23:47

    JM, admito que quisesse ter dito o contrário, mas a leitura do seu post, tendo presente a entrevista, soa ao reforço do queixume da ministra em relação ao poder dos sindicatos e à sua incapacidade para os contestar.

    Mas deixe lá. Hoje, todas as discordâncias se tornam irrelevantes face ao grande acontecimento do dia: O lançamento, em versão eduquês, do Like a Virgin da Madonna! 🙂 🙂
    Ai se o ridículo matasse!

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  40. JoãoMiranda permalink
    6 Julho, 2008 23:58

    ««JM, admito que quisesse ter dito o contrário, mas a leitura do seu post, tendo presente a entrevista, soa ao reforço do queixume da ministra em relação ao poder dos sindicatos e à sua incapacidade para os contestar.»»

    Qual é a sua interpretação do título do post?

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  41. mary permalink
    7 Julho, 2008 00:43

    As fotografias estão o máximo!

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  42. 7 Julho, 2008 15:06

    queria dizer isso mesmo: incapacidade dos sindicatos.

    Foi graças ao Entendimentum que a ministra fez com os sindicatos que ainda hoje (n se sabe por quantos dias mais) ainda é ministra. Bem lhes pode mandar umas florinhas…

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  43. 7 Julho, 2008 15:06

    de despedida…

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  44. 7 Julho, 2008 15:07

    e agradecimento.

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  45. 9 Julho, 2008 01:49

    Agradeço divulgação.

    Concurso de Professor Titular, Ilegal!

    “Sobre a ilegalidade do concurso de/para titulares
    A partir do blogue QUEIXAS DE PROFESSORES passamos a divulgar a questão, também levantada por um comentador anónimo no blogue ProfAvaliação a 8 de Julho de 2008 14:37 onde se refere a ilegalidade do concurso de/para titulares, já realizado, como “em dupla e clara violação da Constituição da República Portuguesa”.

    [Queixa 2 – Segunda-feira, 7 de Julho de 2008]
    (…

    Os professores foram penalizados, para reposicionamento da carreira “concurso professor titular”, por faltas devidamente justificadas por doença própria ou de familiares, que não tiveram naturalmente penalização na carreira docente, e com efeitos retroactivos a sete anos.
    A Constituição da República Portuguesa ou Lei Essencial, que rege a vida em sociedade da comunidade designada de povo português, segundo a actual equipa ministerial, não é para cumprir.”
    O post é longo e elucidativo pelo que deverá ser lido na fonte. As imagens apresentadas foram copiadas do blogue QUEIXAS DE PROFESSORES no post referido.

    Ver http://www.sinistraministra.blogspot.com/

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  46. 9 Julho, 2008 01:49

    Agradeço divulgação.

    Concurso de Professor Titular, Ilegal!

    “Sobre a ilegalidade do concurso de/para titulares
    A partir do blogue QUEIXAS DE PROFESSORES passamos a divulgar a questão, também levantada por um comentador anónimo no blogue ProfAvaliação a 8 de Julho de 2008 14:37 onde se refere a ilegalidade do concurso de/para titulares, já realizado, como “em dupla e clara violação da Constituição da República Portuguesa”.

    [Queixa 2 – Segunda-feira, 7 de Julho de 2008]
    (…

    Os professores foram penalizados, para reposicionamento da carreira “concurso professor titular”, por faltas devidamente justificadas por doença própria ou de familiares, que não tiveram naturalmente penalização na carreira docente, e com efeitos retroactivos a sete anos.
    A Constituição da República Portuguesa ou Lei Essencial, que rege a vida em sociedade da comunidade designada de povo português, segundo a actual equipa ministerial, não é para cumprir.”
    O post é longo e elucidativo pelo que deverá ser lido na fonte. As imagens apresentadas foram copiadas do blogue QUEIXAS DE PROFESSORES no post referido.

    Ver http://www.sinistraministra.blogspot.com/

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  47. 9 Julho, 2008 01:53

    A sinistra só ainda é ministra, por causa do conluio com os sindicatos dos professores.
    Desde início. Ainda é cedo para os professores avançarem com provas, digamos que, “contudentes” sobre este conluio desde a tomada de posse do trio “maravilha”.
    O ano de 2009 vai ser “quente”.

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