Eram 18:43 quando o Intervenção Maia, em primeira mão, anunciou o fim do Janeiro. Uma hora triste para o Porto e para todos os amantes do jornalismo. Mais um que se finou.
é pena. teve em tempos um cabeçalho e um desenho tipográfico bonito. tenho um amigo, jornalista do porto, que não queria acabar a carreira sem ao menos ter escrito uma vez no “primeiro”. para a imprensa evoluir seria preciso saber reinventar os títulos clássicos. infelizmente não tem havido visão ou talento para isso.
Se existem mercados onde a oferta é clara e inequívoca: o jornal impresso é um deles.
À mesma hora no mesmo ponto de venda, diversos produtos, para diversas preferências, com diversos preços.
Se o 1º de Janeiro se vai, é um dia como outro qualquer, uma daqueles dias em que o produto mais fraco sucumbe a produtos mais fortes.
Outra história é a indecência com que a administração parece estar a actuar. Despejou os jornalistas na rua à mesma hora que fazia a apresentação do novo produto.
Acabei de ouvir que o Boavista vai recorrer ao IAPMEI para ver financiadas as dívidas ao fisco. Curioso não é? Um clube que vai jogar numa Liga quase-profissional, que não pode inscrever jogadores, que tem um património de milhões de euros, vai concorrer a fundos das PME’s. Só de pensar que ainda esta semana vi um apoio QREN ser recusado, porque a dimensão de 20 milhões de euros de activos excluía a empresa do rótulo PME, faz-me pensar nos 1ºs de Janeiros que existem por esse país fora, que só precisavam de um bocadinho assim talvez.
Rui Tavares,
Sim, o letering antigo era bonito. Não percebo aliás essa mania de alterar o que é bom e serve de marca. Como erradamente o Público fez recentemente.
Mas estou em crer que a imprensa (impressa) não vai lá com visões ou evoluções.
É como no tempo das carruagens ao tempo da introdução do carro. As carruagens eram bonitas, os cavalos lindos, a coisa tinha charme estilo, mas todos queriam andar de carro.
Lamento mesmo. O meu pai foi assinante durante durante quase vinte anos, a seguir ao 25 de Abril e eu próprio cheguei a ser correspondente!
São os novos tempos dos jornais em papel e a nova realidade ditada pelos custos que a modernidade impõe.
Pelo Pedro Bessa, link via TAF, vejo que ontem fez 3 anos que desapareceu o O Comércio do Porto. Portanto, podemos especular que o JN acabará num dia 31 de Julho, fica no meio dos dois…..
Para o Pedro Bessa, que era do extinto Comércio, não deve ter sido agradável ser o primeiro a dar a notícia do fim do Janeiro…
Já agora, a bem do rigor, o Público também noticiou cedo, às 16:39: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337219
O que é que as pessoas querem e precisam de saber? A esta pergunta os jornais e jornalistas são incapazes de responder uma vez que não passam de lobbies políticos que querem e ou acabam por esconder muito do que vai do mundo.
Foi preciso uma Quinta da Fonte para que se noticiasse as falcatruas que se fazem com o RMI e como pessoas que trabalham recebem menos do outras no RMI.
Foi preciso o Raul de Cuba anunciar um fim de uma data de proibições para se saber mais um pouco do que é e foi o desastre na ilha socialista.
A evolução no mundo em desenvolvimento proporcionada pelo comércio ainda não totalmente livre(aka=Globalização) e o crescimento mundial passa totalmente ao lado. Só quando vão atrás de um chefe de Governo ou PR ou Ministro. Por isso não admira que tenham cada vez mais uma visão governamentalizada do Jornalismo.
o que eu quis, e continuarei a relevar, é a importância do Primeiro de Janeiro como meio de comunicação e como repositório de 140 anos da vida no Norte e no Porto.
Obviamente não liderava as vendas, estaria mesmo muito mal, os tempos são outros.
Só não concordei com a sua definição como “produto fraco”, no sentido histórico-patrimonial.
“a questão é mesmo o papel, não o mercado, nem sinergias.”
Também, mas não só. Há mesmo media a mais (ou seja, demasiadas redacções) para o mercado estritamente português. E se nem sinergias se procurarem, pior ainda, especialmente no papel.
A História de um jornal com 140 anos é sempre uma valia !
E de que maneira !
O PJaneiro, tal como o Comércio do Porto são valias ! Registaram a História; Accionaram comunidades; Informaram.
Estejam futuramente os seus arquivos à disposição de historiadores, e Vc, constatará que são valias !
Concordo consigo e com Akula, neste aspecto: hoje, o PJaneiro não era uma valia comercial. Os tempos são outros. Certíssimo.
Não sou portuense. Mas gosto imenso do Porto, do Norte, das suas gentes, dos seus patrimónios (muitos e diversificados), e conheço razoavelmente a sua História.
Certo caro MJRB
(nem precisa de me dizer que os arquivos e materiais dos jornais são «mais valia»…).
Referia-me obviamente ao aspecto comercial e sobretudo de produto produzido, no sentido de que um jornal para ser vendido diariamente ou semanalmente não basta, não tem mesmo ponta de interesse se tem 140 anos, 10 ou 1.
E insisto, a questão da imprensa escrita não tem a ver com qualidade mas com o suporte.
Hoje, depois de almoçar, fui fazer uma pesquisa na minha biblioteca sobre um acontecimento e estive a ver novamente uma revista, a “Panorama”, de 1941, dedicada ao Porto, a Viana, a Braga, Lamego, e outras cidades do Norte. Não era a que eu procurava, mas deleitei-me com as fotos e os desenhos ilustrativos. Já há anos a tinha lido.
Gabriel, mas achas que se justifica haver tantos jornais/rádios/televisões/seja-lá-o-que-for?
Que há mercado para isso tudo, mesmo com o suporte adequado?
«Gabriel, mas achas que se justifica haver tantos jornais/rádios/televisões/seja-lá-o-que-for?»
Os mercados interessantes, em termos de produto e rentabilidade são aqueles que estão em condições de permitir um número muito alargado de agentes e que tem margens de crescimento exponenciais. A imprensa em papel não é um deles. Mas o seu principal problema, que não tem resolução, é o suporte.
Meus amigos: tentar salvar a imprensa diária/semanal, é como se há anos andassem a tentar salvar o telegrafo ou o telex.
Quanto a rádios e tvs, as mesmas são ainda mercados protegidos, restritos, limitados. Tem no entanto a vantagem de puderem passar, sem problemas técnicos e com vantagens, para o online, onde tais limitações de agentes/mercado não se colocam, pelo que a que a questão é totalmente distinta.
Gabriel, tudo bem, mas o meu ponto é: são precisas tantas redacções a tratar os mesmos temas, de forma razoavelmente semelhante? Não precisamos de 20 redacções a tratar de futebol, nem de 30 a tratar de política nacional, nem de 15 a tratar de assuntos locais do Porto, por exemplo. Há gente a mais a trabalhar separadamente sobre a mesma coisa para um mercado que é pequeno. Eu não estou a tentar defender a imprensa escrita em papel, ao contrário. Acho que é preciso tentar mercados mais alargados, outros temas, etc. Complementaridade, pois concorrência já há até demais…
Como sabe, o problema singra nas edições em papel não só em Portugal.
Hoje, a comunicação é célere, e muito mais célere e completa será no futuro tendo como veículos as televisões, a internet, os telemóveis, e o mais que virá.
As populações, os povos, apreendem, entendem um acontecimento mais fácilmente através das imagens em movimento, do que pela leitura. É, aqui, o (escasso) tempo que manda e influencia… E é também, em muitos casos, consequências da falta de cultura contemporânea e de hábitos de leitura, quando não iliteracia…
Caro MJRB, eu não estou a falar das edições em papel, mas do número excessivo (pelo menos a meu ver) de redacções independentes a produzir para qq suporte, sobre os mesmos temas.
Já agora, fica a informação: o espólio do Primeiro de Janeiro (grande parte dele) está na Biblioteca Municipal da Maia e em breve, vai merecer uma exposição (mais uma, por sinal) para o público.
Nesta hora, a nossa solidariedade para os jornalistas e restantes trabalhadores do Janeiro. Alguns deles com vários meses de ordenado em atraso (sobretudo as equipas dos suplementos locais). Tenho amigos no Janeiro e sei bem como este último mês (com o fim dos suplementos, etc) foi difícil. Infelizmente, os próximos não aparentam vir a ser melhores…
Sim, entendi a quantidade de redacções independentes. Nas agências de comunicação e não só. Para muitos e quaisquer suportes.
Eu estava focalizado para o papel….
E muita dessa gente sem qualidade — “é” o que sai das escolas superiores de jornalismo…
Seria muito interessante e positivo, um estudo sobre a quantidade de revistas e de jornais actualmente editados em Portugal cuja temática é essencialmente o mundo que eu designo como Jet 3/5, mais crimes e notícias afins.
Quantas tiragens, vendas e leitores por semana.
Quem os lê.
…E porque não leem e veem jornalismo com qualidade — “é” também, a população que há….
Hélder: pois, também acho. Não adianta tentar reavivar algo que não tem sustentabilidade. O que vale a pena é pegar nesse património – em sentido lado: arquivos, pessoas (as que tiverem qualidade), know-how – e aproveitá-lo de outra forma que tenha viabilidade económica. O “mercado à solta”, só por si, pode não assegurar que não se perca património que tem efectivamente valor. Não estou a defender subsídios nem coisas do género, apenas que vale a pena uma atitude voluntarista (mas racional!) que preserve o património e, em simultâneo, compreenda como o usar no mercado.
“(…) Eduardo Costa começou a sua carreira jornalística há 12 anos, com o envio de um texto de sua autoria para o «Correio de Azeméis». A peça, que se debruçava sobre problemas ecológicos, parece ter agradado ao então director da publicação, que mais tarde o veio a convidar para dirigir o jornal. (…) in http://molhobico.blogs.sapo.pt/18570.html
Eram 18:43 quando o Intervenção Maia, em primeira mão, anunciou o fim do Janeiro. Uma hora triste para o Porto e para todos os amantes do jornalismo. Mais um que se finou.
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É a vida!
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é pena. teve em tempos um cabeçalho e um desenho tipográfico bonito. tenho um amigo, jornalista do porto, que não queria acabar a carreira sem ao menos ter escrito uma vez no “primeiro”. para a imprensa evoluir seria preciso saber reinventar os títulos clássicos. infelizmente não tem havido visão ou talento para isso.
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Lamento imenso.
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Se existem mercados onde a oferta é clara e inequívoca: o jornal impresso é um deles.
À mesma hora no mesmo ponto de venda, diversos produtos, para diversas preferências, com diversos preços.
Se o 1º de Janeiro se vai, é um dia como outro qualquer, uma daqueles dias em que o produto mais fraco sucumbe a produtos mais fortes.
Outra história é a indecência com que a administração parece estar a actuar. Despejou os jornalistas na rua à mesma hora que fazia a apresentação do novo produto.
Acabei de ouvir que o Boavista vai recorrer ao IAPMEI para ver financiadas as dívidas ao fisco. Curioso não é? Um clube que vai jogar numa Liga quase-profissional, que não pode inscrever jogadores, que tem um património de milhões de euros, vai concorrer a fundos das PME’s. Só de pensar que ainda esta semana vi um apoio QREN ser recusado, porque a dimensão de 20 milhões de euros de activos excluía a empresa do rótulo PME, faz-me pensar nos 1ºs de Janeiros que existem por esse país fora, que só precisavam de um bocadinho assim talvez.
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Com quem vai agora o CAA tomar o seu cimbalino?
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Rui Tavares,
Sim, o letering antigo era bonito. Não percebo aliás essa mania de alterar o que é bom e serve de marca. Como erradamente o Público fez recentemente.
Mas estou em crer que a imprensa (impressa) não vai lá com visões ou evoluções.
É como no tempo das carruagens ao tempo da introdução do carro. As carruagens eram bonitas, os cavalos lindos, a coisa tinha charme estilo, mas todos queriam andar de carro.
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FMS, quem noticiou primeiro, que eu saiba, foi o Pedro Bessa em http://hoteldasideias.wordpress.com/.
Eu li e logo a seguir, às 16:02, publiquei em http://porto.taf.net/dp/node/4308.
O mérito é todo do Pedro Bessa e do Hotel das Ideias. 😉
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Akula,
O Primeiro de Janeiro não foi nem será um “produto fraco”.
O seu espólio, a sua História, a História do Norte e do Porto TEM 140 anos !
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Lamento mesmo. O meu pai foi assinante durante durante quase vinte anos, a seguir ao 25 de Abril e eu próprio cheguei a ser correspondente!
São os novos tempos dos jornais em papel e a nova realidade ditada pelos custos que a modernidade impõe.
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Pelo Pedro Bessa, link via TAF, vejo que ontem fez 3 anos que desapareceu o O Comércio do Porto. Portanto, podemos especular que o JN acabará num dia 31 de Julho, fica no meio dos dois…..
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MJRB,
Eu acredito. Mas se é assim tão histórico na cidade, porque não liderava as vendas?
E se liderava, porque não era rentável?
Não são ironias, nem perguntas de retórica. Eu nunca li o 1º de Janeiro, gostava mesmo de saber.
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Guardarei sempre na memória o “Zé do Telhado”,…
Seia guardará na memória o 1º de janeiro
http://www.seiaportugal.blogspot.com
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Para o Pedro Bessa, que era do extinto Comércio, não deve ter sido agradável ser o primeiro a dar a notícia do fim do Janeiro…
Já agora, a bem do rigor, o Público também noticiou cedo, às 16:39:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337219
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MJRB,
mas a historia de um jornal não são mais valia nenhuma. não adianta muito. O Comércio era mais velho, tinha 151 anos.
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Os jornais até podiam rentabilizar a sua história. Por exemplo, colocando os respectivos arquivos online com acesso por assinatura.
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O que é que as pessoas querem e precisam de saber? A esta pergunta os jornais e jornalistas são incapazes de responder uma vez que não passam de lobbies políticos que querem e ou acabam por esconder muito do que vai do mundo.
Foi preciso uma Quinta da Fonte para que se noticiasse as falcatruas que se fazem com o RMI e como pessoas que trabalham recebem menos do outras no RMI.
Foi preciso o Raul de Cuba anunciar um fim de uma data de proibições para se saber mais um pouco do que é e foi o desastre na ilha socialista.
A evolução no mundo em desenvolvimento proporcionada pelo comércio ainda não totalmente livre(aka=Globalização) e o crescimento mundial passa totalmente ao lado. Só quando vão atrás de um chefe de Governo ou PR ou Ministro. Por isso não admira que tenham cada vez mais uma visão governamentalizada do Jornalismo.
E mais vão acabar.
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“colocando os respectivos arquivos online com acesso por assinatura”
Não estou a ver massa crítica (mercado) para proporcionar receitas mais do que apenas simbólicas.
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menos um. nesta só há consumo de merda. país de coprofágicos
PQP
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Aliás, o problema é que o mercado é realmente pequeno para tantos jornais, especialmente se não criarem sinergias muito profundas com outros media e com blogs.
http://taf.net/opiniao/2005/12/sugestes-para-o-porto.htm
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a questão é mesmo o papel, não o mercado, nem sinergias.
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Biba o Primeiro de janeiro.
Estou Triste.
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Akula,
o que eu quis, e continuarei a relevar, é a importância do Primeiro de Janeiro como meio de comunicação e como repositório de 140 anos da vida no Norte e no Porto.
Obviamente não liderava as vendas, estaria mesmo muito mal, os tempos são outros.
Só não concordei com a sua definição como “produto fraco”, no sentido histórico-patrimonial.
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“a questão é mesmo o papel, não o mercado, nem sinergias.”
Também, mas não só. Há mesmo media a mais (ou seja, demasiadas redacções) para o mercado estritamente português. E se nem sinergias se procurarem, pior ainda, especialmente no papel.
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o Sr MJRB,
é um “portuense” dú kilé.
OBRIGADO.
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Mr. Gabriel Silva,
A História de um jornal com 140 anos é sempre uma valia !
E de que maneira !
O PJaneiro, tal como o Comércio do Porto são valias ! Registaram a História; Accionaram comunidades; Informaram.
Estejam futuramente os seus arquivos à disposição de historiadores, e Vc, constatará que são valias !
Concordo consigo e com Akula, neste aspecto: hoje, o PJaneiro não era uma valia comercial. Os tempos são outros. Certíssimo.
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Portodocrime,
Não sou portuense. Mas gosto imenso do Porto, do Norte, das suas gentes, dos seus patrimónios (muitos e diversificados), e conheço razoavelmente a sua História.
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Certo caro MJRB
(nem precisa de me dizer que os arquivos e materiais dos jornais são «mais valia»…).
Referia-me obviamente ao aspecto comercial e sobretudo de produto produzido, no sentido de que um jornal para ser vendido diariamente ou semanalmente não basta, não tem mesmo ponta de interesse se tem 140 anos, 10 ou 1.
E insisto, a questão da imprensa escrita não tem a ver com qualidade mas com o suporte.
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Coincidência das coincidências,
Hoje, depois de almoçar, fui fazer uma pesquisa na minha biblioteca sobre um acontecimento e estive a ver novamente uma revista, a “Panorama”, de 1941, dedicada ao Porto, a Viana, a Braga, Lamego, e outras cidades do Norte. Não era a que eu procurava, mas deleitei-me com as fotos e os desenhos ilustrativos. Já há anos a tinha lido.
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Gabriel, mas achas que se justifica haver tantos jornais/rádios/televisões/seja-lá-o-que-for?
Que há mercado para isso tudo, mesmo com o suporte adequado?
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Mr. e caro Gabriel Silva,
Obviamente concordo com o seu último comentário.
O mercado é implacável. Infelizmente.
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MJRB
«O Panorama» de 1841 é ainda mais interessante…..
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O texto não inspira confiança nenhuma…
http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=a63fc8c5d915e1f1a40f40e6c7499863&subsec=&id=eaab0ba0db8f32d9eb82f89103f65894
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Sr MJRB,
não á nada como um lisboeta gostar do porto.
Obrigado.
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“O Panorama” de 1841, não conheço. Nem me custa admitir que não sabia da sua existência.
Jornal ? Revista ?
Estou curioso, informe-me sff.
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«Tiago,
«Gabriel, mas achas que se justifica haver tantos jornais/rádios/televisões/seja-lá-o-que-for?»
Os mercados interessantes, em termos de produto e rentabilidade são aqueles que estão em condições de permitir um número muito alargado de agentes e que tem margens de crescimento exponenciais. A imprensa em papel não é um deles. Mas o seu principal problema, que não tem resolução, é o suporte.
Meus amigos: tentar salvar a imprensa diária/semanal, é como se há anos andassem a tentar salvar o telegrafo ou o telex.
Quanto a rádios e tvs, as mesmas são ainda mercados protegidos, restritos, limitados. Tem no entanto a vantagem de puderem passar, sem problemas técnicos e com vantagens, para o online, onde tais limitações de agentes/mercado não se colocam, pelo que a que a questão é totalmente distinta.
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MJRB
Pode consultar, por exemplo, o ano de 1838 aqui
Mais detalhes, só lá para Novembro, espero…..
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Gabriel, tudo bem, mas o meu ponto é: são precisas tantas redacções a tratar os mesmos temas, de forma razoavelmente semelhante? Não precisamos de 20 redacções a tratar de futebol, nem de 30 a tratar de política nacional, nem de 15 a tratar de assuntos locais do Porto, por exemplo. Há gente a mais a trabalhar separadamente sobre a mesma coisa para um mercado que é pequeno. Eu não estou a tentar defender a imprensa escrita em papel, ao contrário. Acho que é preciso tentar mercados mais alargados, outros temas, etc. Complementaridade, pois concorrência já há até demais…
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Mr. Gabriel,
Grato.
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Acabou porque não tinha uma dessas grandes figuras do jornalismo: Daniel Oliveira, Fernanda Câncio, Miguel Sousa Tavares, o meu barbeiro, etc.
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Mr. Tiago Azevedo Fernandes,
Como sabe, o problema singra nas edições em papel não só em Portugal.
Hoje, a comunicação é célere, e muito mais célere e completa será no futuro tendo como veículos as televisões, a internet, os telemóveis, e o mais que virá.
As populações, os povos, apreendem, entendem um acontecimento mais fácilmente através das imagens em movimento, do que pela leitura. É, aqui, o (escasso) tempo que manda e influencia… E é também, em muitos casos, consequências da falta de cultura contemporânea e de hábitos de leitura, quando não iliteracia…
Poucas edições em papel sobreviverão.
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Não são ironias, nem perguntas de retórica. Eu nunca li o 1º de Janeiro, gostava mesmo de saber.
Foi por isso mesmo.
Se não é lido, não é comprado.
Se não vende, desaparece.
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Caro MJRB, eu não estou a falar das edições em papel, mas do número excessivo (pelo menos a meu ver) de redacções independentes a produzir para qq suporte, sobre os mesmos temas.
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TAF:
Tens razão, não tinha visto.
Já agora, fica a informação: o espólio do Primeiro de Janeiro (grande parte dele) está na Biblioteca Municipal da Maia e em breve, vai merecer uma exposição (mais uma, por sinal) para o público.
Aproveito assim para corrigir o erro. Abraço.
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Nesta hora, a nossa solidariedade para os jornalistas e restantes trabalhadores do Janeiro. Alguns deles com vários meses de ordenado em atraso (sobretudo as equipas dos suplementos locais). Tenho amigos no Janeiro e sei bem como este último mês (com o fim dos suplementos, etc) foi difícil. Infelizmente, os próximos não aparentam vir a ser melhores…
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Mr. e caro Tiago Azevedo Fernandes,
Sim, entendi a quantidade de redacções independentes. Nas agências de comunicação e não só. Para muitos e quaisquer suportes.
Eu estava focalizado para o papel….
E muita dessa gente sem qualidade — “é” o que sai das escolas superiores de jornalismo…
Seria muito interessante e positivo, um estudo sobre a quantidade de revistas e de jornais actualmente editados em Portugal cuja temática é essencialmente o mundo que eu designo como Jet 3/5, mais crimes e notícias afins.
Quantas tiragens, vendas e leitores por semana.
Quem os lê.
…E porque não leem e veem jornalismo com qualidade — “é” também, a população que há….
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TAF,
o encerramento de jornais é a prova (a única legítima e admissível) de que o mercado não suporta tanta coisa. É deixá-lo à vontade.
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Hélder: pois, também acho. Não adianta tentar reavivar algo que não tem sustentabilidade. O que vale a pena é pegar nesse património – em sentido lado: arquivos, pessoas (as que tiverem qualidade), know-how – e aproveitá-lo de outra forma que tenha viabilidade económica. O “mercado à solta”, só por si, pode não assegurar que não se perca património que tem efectivamente valor. Não estou a defender subsídios nem coisas do género, apenas que vale a pena uma atitude voluntarista (mas racional!) que preserve o património e, em simultâneo, compreenda como o usar no mercado.
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Não chorem. Foi o mercado, esse semi deus.
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Acabou? Mas a noticia que li é que fechava em Agosto para ser modernizado.
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Anónimo 50:
http://porto.taf.net/dp/node/4312
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Mais outro?
http://www.ojogo.pt/24-162/artigo737657.asp
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As voltas que a vida dá…
“(…) Eduardo Costa começou a sua carreira jornalística há 12 anos, com o envio de um texto de sua autoria para o «Correio de Azeméis». A peça, que se debruçava sobre problemas ecológicos, parece ter agradado ao então director da publicação, que mais tarde o veio a convidar para dirigir o jornal. (…) in http://molhobico.blogs.sapo.pt/18570.html
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