“Teenage kids, even rebels, don’t like to be alone, so when kids opt out of the system, they tend to do it as a group. At the schools I went to, the focus of rebellion was drug use, specifically marijuana. The kids in this tribe wore black concert t-shirts and were called “freaks.”
A clara percepção disto, permitiria às nossas escolas e educadores ( pais incluídos) evitar muitos problemas.
Obrigado, João, por ter posto este ensaio aqui. Muito interessante.
Acaba por ser um bom retrato das nossas escolas-prisões: para os alunos, horas sem fim a fingir que se trabalha, a fingir que se estuda; para os professores, horas sem fim a entreter (estudos acompanhados, áreas de projecto, etc) e mais horas sem fim a escrever milhares de papéis para que fique registado e credibilizado o imenso trabalho “sério” realizado.
“It’s important to realize that, no, the adults don’t know what the kids are doing to one another.”
É verdade. Muitos alunos dizem-me, quando procuro ir mais fundo, que “o setôr não imagina o que por aí se passa”, e depois calam-se, uns por medo de represálias, outros para não serem “bufos”. (Verdade se diga que eles muitas vezes referem-se exactamente nestes mesmos termos em relação às famílias, não é só em relação à escola.)
Ensaio muito interessante e certeiro, apesar da realidade americana ser uma hiperbolização da nossa.
Mas será que apenas a escola se gere pelo padrão-prisão? Ou, neste mundo moderno, emprisionarmo-nos uns aos outros não será o nosso passatempo favorito?
«The only way to escape this empty life was to submit to it.»
Faz-me bem ver-vos ocupados com isto, e certas coisas que aqui se disseram.
Mas depois tive que me rir muito. Primatologista. Está muito engraçado o nome. Já sei que vou ter que fazer um link para si. 🙂
E isto apesar de o Blasfémias ainda não me ter dado direito a um link… sabe Deus porquê (lol!)…se calhar…contrariamente ao que diz a tese, relaciona-se com o facto destas complexidades em torno dos nerd e da popularidade, nem sempre acabarem com a adolescência… 🙂
“neste mundo moderno, emprisionarmo-nos uns aos outros não será o nosso passatempo favorito?” – ora aí está!! Na muche. E o nosso governo de que tanto nos queixamos e que tão corrupto achamos, não é mais do que a extensão disso mesmo. A inevitável extensão. Já que é causada por como somos (uns com os outros).
Logo: conseguir mudar o governo para melhor não é um questão política. Exige a mudança de nós próprios, sobretudo de como lidamos uns com os outros. O Estado, reflecte-nos. Funciona quase como um espelho daquilo que somos colectivamente. Daí que os Estados mudem – mas as prisões permanecerem, só mudando o seu aspecto
“Teenage kids, even rebels, don’t like to be alone, so when kids opt out of the system, they tend to do it as a group. At the schools I went to, the focus of rebellion was drug use, specifically marijuana. The kids in this tribe wore black concert t-shirts and were called “freaks.”
A clara percepção disto, permitiria às nossas escolas e educadores ( pais incluídos) evitar muitos problemas.
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o regresso dos indios
ao manicómio em auto-gestão leiga e socialista
“às armas!”
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Obrigado, João, por ter posto este ensaio aqui. Muito interessante.
Acaba por ser um bom retrato das nossas escolas-prisões: para os alunos, horas sem fim a fingir que se trabalha, a fingir que se estuda; para os professores, horas sem fim a entreter (estudos acompanhados, áreas de projecto, etc) e mais horas sem fim a escrever milhares de papéis para que fique registado e credibilizado o imenso trabalho “sério” realizado.
“It’s important to realize that, no, the adults don’t know what the kids are doing to one another.”
É verdade. Muitos alunos dizem-me, quando procuro ir mais fundo, que “o setôr não imagina o que por aí se passa”, e depois calam-se, uns por medo de represálias, outros para não serem “bufos”. (Verdade se diga que eles muitas vezes referem-se exactamente nestes mesmos termos em relação às famílias, não é só em relação à escola.)
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Este texto (do link) tem tanto de interessante quanto de comprido. Penso que apesar de tudo as nossas escolas têm esse problema mais atenuado.
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Ensaio muito interessante e certeiro, apesar da realidade americana ser uma hiperbolização da nossa.
Mas será que apenas a escola se gere pelo padrão-prisão? Ou, neste mundo moderno, emprisionarmo-nos uns aos outros não será o nosso passatempo favorito?
«The only way to escape this empty life was to submit to it.»
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Faz-me bem ver-vos ocupados com isto, e certas coisas que aqui se disseram.
Mas depois tive que me rir muito. Primatologista. Está muito engraçado o nome. Já sei que vou ter que fazer um link para si. 🙂
E isto apesar de o Blasfémias ainda não me ter dado direito a um link… sabe Deus porquê (lol!)…se calhar…contrariamente ao que diz a tese, relaciona-se com o facto destas complexidades em torno dos nerd e da popularidade, nem sempre acabarem com a adolescência… 🙂
“neste mundo moderno, emprisionarmo-nos uns aos outros não será o nosso passatempo favorito?” – ora aí está!! Na muche. E o nosso governo de que tanto nos queixamos e que tão corrupto achamos, não é mais do que a extensão disso mesmo. A inevitável extensão. Já que é causada por como somos (uns com os outros).
Logo: conseguir mudar o governo para melhor não é um questão política. Exige a mudança de nós próprios, sobretudo de como lidamos uns com os outros. O Estado, reflecte-nos. Funciona quase como um espelho daquilo que somos colectivamente. Daí que os Estados mudem – mas as prisões permanecerem, só mudando o seu aspecto
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Daí os estados mudarem, mas as prisões permanecerem –
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