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Manuela pisca o olho às corporações III

11 Setembro, 2008

Perguntei aqui a Pedro Picoito: “como é que um futuro governo do PSD vai conseguir fazer reformas se está a tentar aproveitar o descontentamento das corporações em relação às reformas feitas pelo PS”?

Pedro Picoito responde-me, começando por fazer uma dissertação sobre a forma como eu penso, o que é obviamente irrelevante para a discussão. Depois vem dizer que há reformas más e corporações boas, o que também é irrelevante para a discussão. Estou a pressupor que o PSD tem um programa reformistas (bom ou mau) e que o pretende implementar, o que eu quero saber é como é que vai implementar esse programa se começa logo por tentar agradar às corporações.

De seguida, Pedro Picoito ensina-nos que as corporações são defensoras das liberdades concretas. Imagino que sim. Desde que o contribuinte as pague. Pedro Picoito defende ainda que “Os grupos organizados são uma espécie de pesos e contrapesos no conflito social de que a política […] constitui a face visível”. Em tese, o Pedro é capaz de ter razão. Infelizmente no país concreto em que vivemos os grupos organizados pesam todos para o lado da despesa pública.


Esta visão da política como um conflito de grupos, em que o governo se limita a encontrar o ponto de equilibrio que melhor satisfaz as reivindicações de todos, leva o Pedro Picoito a ter uma visão deturpada das funções para que determinadas instituições foram criadas. Pedro Picoito considera que os pais dos alunos são mais um grupo de pressão, em pé de igualdade com os professores, e que cabe ao governo encontrar um equilíbrio entre os dois. Parece esquecer-se que o sistema de ensino existe para servir os pais e não para servir os professores. Parece também não ter percebido que o Ministério da Saúde serve para prestar serviços médicos à população e que o Ministério da Agricultura devia servir para melhorar a produção agrícola e não para satisfazer as reivindicações da CAP.

O que é extraordinário nesta visão política de Pedro Picoito é que para o Pedro não existe nenhuma distinção entre o interesse geral e os interesses particulares. Não se deve ter apercebido que os interesses organizados representam uma parte minoritária da população e que a maior parte dos cidadãos não está organizada em grupos de interesse. Para o Pedro, o papel do governo parece ser o de atender aos interesses das facções mais organizadas da sociedade ignorando qualquer noção de interesse geral. Pedro Picoito parece ainda defender que quem governa nem sequer deve fazer um esforço de imparcialidade e de defesa do interesse geral. Quem governa, se calhar, deve ser mais um interesse instalado.

Finalmente, noto que a pergunta inicial que coloquei ficou por responder. Admito que a pergunta só seria relevante se o PSD tivesse um programa reformista. Se o tivesse, não poderia desde já comprometer-se com os grupos de interesse que se opõem a qualquer tipo de reforma. Concluo que o Pedro Picoito não imagina o PSD a aplicar um programa reformista. Eu também não.

30 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    11 Setembro, 2008 11:32

    O PS fez alguma reforma digna de resultado?

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  2. caodeguarda's avatar
    11 Setembro, 2008 11:33

    Mas o Pedro tem razão num ponto… o JM pensa em termos binários… basta ver o caso dos “snypers”… já agora, já viu a falta que fizeram na esquadra de Portimão?

    http://dn.sapo.pt/2008/09/11/cidades/disparou_esquadra_e_ficou_liberdade.html

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  3. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    11 Setembro, 2008 11:40

    “Não se deve ter apercebido que os interesses organizados representam uma parte minoritária da população e que a maior parte dos cidadãos não está organizada em grupos de interesses. ”

    Excelente. Esta frase deveria ser escrita todos os dias.

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  4. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    11 Setembro, 2008 11:47

    Anónimo Diz:
    “O PS fez alguma reforma digna de resultado?”

    Mas o PS fez alguma reforma?

    É que em tudo aquilo que, pomposamente, foi apelidado de “reformas” só vi “remendos”.
    E, pior ainda, é serem “remendos” aplicados em cima dos outros “remendos” que andam já a ser costurados à mais de 30 anos.

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  5. Luis Moreira's avatar
    Luis Moreira permalink
    11 Setembro, 2008 12:16

    Que as corporações se organizam no sentido de sacar do estado o que podem não há mais pequena dúvida . E cá no burgo são as mesmas há muitos anos.Estas obras estatais que vêm aí são disso um grande exemplo e as corporações habituais estão lá todas.Banqueiros,Construtores,Consultores…

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  6. Desconhecida's avatar
    Fábio Antunes permalink
    11 Setembro, 2008 12:37

    «o sistema de ensino existe para servir os pais e não para servir os professores».

    e eu a pensar que o sistema de ensino existe para servir os alunos. há cada coisa, não há?

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  7. LPedroMachado's avatar
    11 Setembro, 2008 12:39

    Excelente post!

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  8. LPedroMachado's avatar
    11 Setembro, 2008 12:41

    Se o sistema de ensino cedesse à vontade dos alunos não haveria aulas, só recreio.

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  9. Desconhecida's avatar
    Fábio Antunes permalink
    11 Setembro, 2008 12:54

    «Se o sistema de ensino cedesse à vontade dos alunos não haveria aulas, só recreio».

    esses alunos! são todos uns preguiçosos e uns calões!

    e deixe-me adivinhar: depois de ter acabado o ensino secundário ou a faculdade, nunca mais houve alunos responsáveis e estudiosos? acabou tudo consigo, não foi?

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  10. LPedroMachado's avatar
    11 Setembro, 2008 13:05

    Eu fui para a escola porque os meus pais me mandaram para lá; não fui por meu próprio pé. Os professores nunca nos perguntaram se nós queríamos aprender ou brincar. Essa escolha estava fora de hipótese. Os pais mandam os filhos para a escola para que aprendam. Os alunos não têm voto na matéria, nem escolhem as disciplinas nem os currículos. E é assim que tem de ser, como é óbvio. E eu a pensar que estava a dizer algo de evidente…

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  11. Desconhecida's avatar
    Fábio Antunes permalink
    11 Setembro, 2008 13:13

    «Os alunos não têm voto na matéria, nem escolhem as disciplinas nem os currículos».

    tem de me dizer em que é que os pais podem escolher os currículos, com excepção da opção pela língua estrangeira.

    «Eu fui para a escola porque os meus pais me mandaram para lá; não fui por meu próprio pé».

    e fizeram muito bem! e mandaram-no porque isso era do seu interesse. os pais quando exercem o poder paternal exercem-no no interesse dos filhos.

    já agora: o facto de o sistema de ensino servir os interesses dos alunos, não significa que sejam eles a definir esse interesse. é o estado e os pais que o prosseguem – desde logo, porque os alunos não têm durante quase todo o seu percurso escolar maturidade para discernir o que é a educação enquanto interesse individual e colectivo.

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  12. Justiniano's avatar
    Justiniano permalink
    11 Setembro, 2008 15:06

    JM!
    Os interesses de “corporações de interesses”, desde que correspondam a um interesse esclarecido, correspodem, tendencialmente, ao interesse comum ou geral!
    Lembre-se que não existe, intrínsecamente, nenhuma contradição entre os interesses esclarecidos de alguns grupos e o interesse geral!
    O melhor exemplo corresponde ao direito de propriedade, sendo que o seu reconhecimento oferece protecção jurídica ao domínio das coisas por parte do “proprietário” quando aparentemente a fruição exclusiva se conforma nefasta para os sujeitos passivos…no entanto o reconhecimento de tal “ideia” corresponde ao interesse geral uma vez que entendemos ser a fruição através da “posse” exclusiva do proprietário a que melhor representa a eficiencia máxima da exploração económica dos bens!!
    Do mesmo modo o interesse dos “produtores….” quando esclarecido, corresponderá, tendencialmente ao interesse geral!

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  13. anabela's avatar
    11 Setembro, 2008 15:30

    Os professores trabalham com alunos. O sistema se socialização da cria humana, na sua vertente social, é-lhes entregue, por esse facto.
    Os professores trabalham com grupos de alunos, turmas. Não trbalham com alunos individualmente a menos que seja essa a sua tarefa – de apoio individualizado para dificuldades específicas de determinados alunos. A socialização da cria humana faz-se por duas muito distintas e complementares: pela família, nos modos de sobrevivência física e de apropriação simbólica dos valores de historicidade de uma família específica; pela escola, organização social completamente distinta da família e cujo objectivo simbólico último é o ensaio e preparação dos jovens para a sua vida adulta que ensaia através dos interrelacionamentos com os outros (pares e professores)num “espaço” simbólico designado de escola.

    Os pais defender (só) a sua cria; os professores, distanciados que estão desse relacionamento de sobrevivência e de “egoísmo” e preparados tecnicamente para tal, têm o papel central na descentração dos jovens na medida que, sem perderem o indivíduo (aluno) é na arbitragem no intrincado jogo de interelacioname sociais que ele trabalha.

    Os propósitos dos pais e dos professores são “fatalmente”, e devem sê-lo sempre, distintos e complementares.

    Os pais, nesse seu papel, nunca são imparciais ou justos quando se trata dos seus filhos. Os professores tendem a sê-lo sempre.
    Isto porque, justamente, enquanto no desempenho da profissão “professor” não são pais.

    É bom que os pais e professores troquem informações. Mais nada.

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  14. CAA's avatar
    11 Setembro, 2008 16:57

    Excelente!

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  15. BM's avatar
    11 Setembro, 2008 18:33

    «como é que um futuro governo…»?
    Chamando as corporações à mesa de reuniões: expondo a situação geral e particular e fazendo ver da necessidade da/s reforma/s; demonstrar os efeitos pela não adopção das reformas; dar-lhes a palavra; comunicar os resultados à população.
    E se as corporações não conseguirem ou quiserem entender, tanto pior. Decidir, demonstrando publicamente, o que são as habituais preocupações das corporações.
    Aqui vai uma pequena amostra da vitória recente de uma «corporação»:
    a)Ignorando a filosofia do PRACE e procedendo exactamente ao contrário;
    b)Satisfazendo os interesses particulares/pessoais da corporação e dos seus agentes;
    c)Ser adoptada, apesar de contrária à evolução das organizações e da economia, porque o patrão da «corporação» era muito próximo do PM. Tanto, que quando deixou a corporação por ter atingido o limite de idade, o goveerno criou-lhe um novo gabinete, para se entreter nos próximos anos: cooperação técnica com os PALOP´s, mais um nivel hierárquico para aquilo que se faz mais ou menos bem há mais de uma década, nas estruturas existentes. Vício antigo das organizações burocráticas (Max Weber)

    Nova Lei Orgânica da GNR, de 2007, com o MAI anterior:

    Falhado que foi no projecto de diploma mais uma estrela para o comandante, comportou aumento de 4 para 7 generais no comando central com elevação dos postos respectivos; dois regimentos em Lisboa (desde sempre de coronéis) para comando de general! Extinção das quatro brigadas regionais (4generais menos?), seguida por uma panóplia de grupos e destacamentos com os respectivos comandantes elevados ao posto imediato.
    Particularmente em causa um objectivo: manter o total de generais existentes (11)! Processo iniciado com a escola prática em Queluz (unidade tipo regimental/de coronel), entregue há poucos anos a um general de duas estrelas, a acompanhar o aumento de 55% em oficiais superiores verificado em 2002! Para 4 (quatro) generais existentes na GNR de 1999 e para efectivos globais semelhantes aos actuais, que concluirmos senão haver que «economizar na base (eliminando postos/esquadras no território), aumentando o conselho de administração»?
    BM

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  16. MFerrer's avatar
    11 Setembro, 2008 19:37

    Doe,
    São tantos os erros que escreve que me pergunto se fez a velha 4ª classe e pq é que perora sobre educação?
    Pq é que não s ededica à agricultura? À couves e aos nabos?
    Há por aí muito campo para isso!

    Aos restantes que não viram as reformas do PS:
    Que lata ! Então as amizades que perseguem o Governo desde o 1º dia, são reflexo do quê!??
    É o disparate e a falta de senso à solta!
    Mas, curiosamente, numa coisa estão sempre de acordo ( é ir ver as v/ intervenções de há um ano, e de há dois ), é sobre o ódio corporativista que segregam contra as reformas na Educação. Aí perdem a cabeça e coiceiam.
    Porque será?
    Algo lhes doi?
    Por ordem:
    – Fixação de professores por 3 anos nas escolas
    – Colocação dos professores a tempo e horas em Todas as Escolas e sem os habituais cenários do compadrio vergonhoso a que se assistia Todos os anos.
    – Aulas de substituição.
    – Horários de acordo com a Lei e não com os interesses dos professores/ explicadores privados/pseudo professores dos horários nocturnos (havi-os que davam apenas 3 e 4 horas por semana e ganhavam o salário completo mais as diuturnidades…
    – Substituição, de imediato, dos professores que faltam, caso a caso!
    – Fim dos professores com horário zero : 4500 unidades x 22 aulas/semana x 38 semanas = 3.762.000 aulas recuperadas
    – Fim dos professores dispensados por serem sindicalistas a tempo inteiro : 3000 unidades = 2.508.000 aulas recuperadas. Ui!!!
    – Fim do regabofe das faltas dos professores e das baixas médicas por tudo e por nada: Qq coisa como 600.000 horas de aulas recuperadas. Ui!
    – Fim da negociata com os amigalhaços sobre os livros “adoptados”
    – Fim das reformas, por tudo e por nada, aos 50 anos de idade! Eram aos milhares.
    Agora dizem que se vão reformar à pressa por haver uma perseguição à classe docente. PFFFF!
    – Obrigação dos profs darem as aulas e de estarem presentes nas escolas o nº de horas conforme à função pública…
    – Fim do regabofe que era a “assistência” a crianças com deficiência.
    – Responsabilização dos C. Directivos pela disciplina e pela aplicação do Estatuto do Aluno
    – Integração da escola na Comunidade e participação dos Pais.
    – Publicação do Estatuto do Aluno e do Professor.
    – Fim do regabofe que foi o ensino espedializado da Música e fim dos interesses privados nessa área!
    – Extensão do horário das escolas até às 17:30 e, às 18:00h em muitos casos
    – Aulas de recuperação e apoio aos alunos
    – Inglês desde o primeiro ciclo
    – Computadores aos milhares para professores e banda larga em todas as salas de aula, isto dentro de 6 meses.
    – Computadores para centenas de milhares de alunos do 1º ciclo.
    – Formação continua dos professores
    – Alargamento do programa alimentar das escolas a TODOS os alunos.
    Programa Novas Oportunidade sonde estão inscritos mais de 500.000 adultos…
    – Fim do regabofe das escolas com 2, 3 e 5 alunos…mas dois professores…
    – Transporte escolar para os que se deslocam mais de 2500m, ou
    – Passe escolar para mais de 1 milhão de alunos ( já em funcionamento este ano lectivo)
    – Lançamento de mais de 200 cresces e jardins de infância em todo o País.
    – Os exames passaram a ser credíveis, e sem as batotas dos anos anteriores com atestados falsos aos milhares.
    – Lançamento EFECTIVO do Programa da Escola Nova já com algumas dezenas de Centros Escolares e de Recuperação de Instalações por todo o País, com os melhores equipamentos escolares ao nível da Europa e do Mundo. Não conhecem, pois não?
    Não, nada disto conhecem, ou desvalorizam.
    – E avaliação dos professores? Lembram-se do que escreveram e disseram? E dos insultos que proferiram contra a Ministra?
    E os blogs que criaram para insultar ? Apenas para isso, já não se lembram?
    Vcs querem lá saber da Educação ou do País!
    Apenas vos motiva o ódio a tudo que se mova e que tente tirar este país da anedota internacional.
    Ainda somos a anedota das estatísticas e com a vossa ajuda ali ficaríamos. Felizmente que o PS vai voltar a ter maioria para governar, senão isto ainda voltava tudo para trás!
    MFerrer

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  17. caodeguarda's avatar
    11 Setembro, 2008 20:59

    pois… passar alunos que em condições normais chumbariam por não saberem o mínimo fica muito bem nas estatísticas… o grave é que só daqui a alguns anos é que vamos pagar mais esta esperteza socialista…

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  18. LPedroMachado's avatar
    11 Setembro, 2008 21:03

    Caro Fábio Antunes

    O post do JM fala de grupos de interesses que lutam politicamente por eles. E ele fala em servir, i.e. prestar um serviço. É claro que a educação é para o bem e no interesse das crianças, mas o grupo que pode lutar e que tem interesse por uma boa educação e a quem é prestado um serviço é o dos pais. Numa escola privada vê isso mais facilmente: os clientes são os pais, não os alunos. Eu próprio já dei aulas extra-curriculares numa escola e quem me pagava era a associação de pais, e não a associação de estudantes. Você não quis entender o post do JM e tentou pegar com um pormenor sem importância não querendo entender o que ele pretendia dizer, tal como provavelmente irá fazer com o que escrevi agora. Pensei que fosse fácil fazê-lo entender a si. Mas quando não se quer… Bem, tudo isto é secundário à discussão principal, pelo que não ocuparei mais espaço com isto. Este espaço não é só usado por nós os dois.

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  19. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    11 Setembro, 2008 21:26

    MFerrer Diz:
    “São tantos os erros que escreve que me pergunto se fez a velha 4ª classe e pq é que perora sobre educação?”

    Caro amigo, fique-se pela propaganda e esqueça esses biscates como educador das classes operarias porque não lhe ficam bem no CV. Aproveite, o melhor que puder, os últimos meses de trabalho antes das férias… grandes.

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  20. MFerrer's avatar
    11 Setembro, 2008 21:43

    Cão de Guarda,
    Só por ignorãncia canina é que se pode dizer que o Ministério da Educação tem por finalidade mandar passar os alunos que não sabem o suficiente.
    Nunca ninguém conseguirá fazer passar essa perigrina ideia ou directiva. Apenas e só os C. de Turma e os Professores podem e dão notas. O Ministério não as dá, nem as tira.
    Por outro lado talvez fosse boa ideia vc aprender de uma vez por todas que não há “chumbos” nos seguintes países:
    – Reino Unido
    – França
    – Itália
    – Espanha
    – Suiça
    – irlanda
    etc, etc…
    Nesses terríveis países socialistas o que há, é profissionais empenhados na educação, na recuperação dos alunos e na solução dos problemas socio-culturtais que os “enquadram”.
    Pode vc continuar na sua campanha e só pode haver dois resultados:
    – Ou o PS continua no governo a aplicar uma política de educação complementada por medidas sociais de inclusão, ou
    – O PS sai, e voltamos tranquilamente á cauda da Europa e a fazer emingrar a mão-de-obra desqualificada para os campos de cebolas e de batatas de toda a Europa.
    Os médicos,engenheiros e técnicos continuarão a ser produzidos, aos milhões, pelos países que vc diz que estão sujeitos ás práticas socialistas.
    Tenha lá tento no que escreve e no que pensa.
    Faria melhor figura.
    Deixe lá o socialismo tranquilo. Disso vc deve perceber tanto como de educação pública.
    MFerrer

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  21. MFerrer's avatar
    11 Setembro, 2008 21:53

    Doe,
    E o que é foi propaganda, do que escrevi?
    Vá lá, um esforço. Escreva que lhe faz bem .Treina, percebe’
    Não use é o verbo haver, que lhe anda a pregar pattidas.
    Deixe lá o meu CV que já não adianta muito mais.
    O que me espanta ainda é que, se alguém discorda desta panóplia de comendadores, e faz uma lista de argumentos, não se discutem os argumentos. Tenta-se é colar epítetos e desvalorizar o que se diz lançando titica no ventilador. Prática muito antiga, mas que descreve/classifica melhor o emissor.
    Tente de novo.
    MFerrer

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  22. caodeguarda's avatar
    11 Setembro, 2008 21:57

    já me ri que bastasse por hoje meu caro MFerrer… não tivesse eu passado por quase todas as “reformas” educativas desde o 25 de abril que quase acreditava em si…

    Espero que o PS saia depressa, mas não acredito o gémeo (PSD) seja alternativa… como dizia o outro muda a m*rda mas o cheiro é igual…

    e como não acredito no fim do eduquês… mantenho as minhas filhas no ensino particular… que felizmente e não graças aos xuxialistas… vou conseguindo pagar.

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  23. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    11 Setembro, 2008 22:15

    MFerrer Diz:
    (21)”Tenta-se é colar epítetos e desvalorizar o que se diz lançando titica no ventilador.”
    (16)”Pq é que não s ededica à agricultura? À couves e aos nabos?”

    Sem comentários.

    “Doe, E o que é foi propaganda, do que escrevi?”

    Bem mais simples, e certamente muito menos volumoso, seria você indicar uma ou duas peças suas que não fossem de propaganda. Cumprimentos.

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  24. MFerrer's avatar
    12 Setembro, 2008 08:25

    Cão de Guarda,
    Como sabe não se trata de acreditar em mim. Que nada sou?
    O seu caso não é do foro da fé, é da oftalmologia.
    A minha preocupação não é fazê-lo acreditar seja no que for.
    É apenas fazê-lo ver.
    Não me venha falar em “reformas da educação depois do 25 A”
    É que, se as houve, foi por acaso, e apenas em sectores limitados, tipo Veiga Simão.
    Agora não. Agora assistiu-se a que o Ministério “tocou” nos interesses instalados e nos desinteresses corporativos.
    Mandou os professores trabalhar e não faltar. Mandou-os interessarem-se pelo seu local de trabalho e não apenas debitarem 22 h por semana de matéria sempre igual…
    Não reparou ainda?
    Tem de continuar a tentar. Não deve desistir assim às primeiras.
    Depois, é assim: Se o que que escrevo não corresponde à realidade, mas é pura propaganda, como vc defende e acusa, então faça lá um último esforço e acompanhe-me:
    Rorque raio é que vc está contra a quilo que digo? Se é tudo mentira e não passa de propaganda?
    Vc devia estar a favor, homem!
    É que quanta mais propaganda se fizer de um pau produto, piores vão ser os resultados.
    MFerrer

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  25. MFerrer's avatar
    12 Setembro, 2008 08:41

    Caro Doe,
    Retribuo os cumprimentos mas recuso a propaganda. Apenas lhe apresentei factos.
    A sua confusão vem doutras leituras onde andam misturados uns com os outros. Só pode.
    Limitei-me a fazer a lista mais evidente das reformas levadas a cabo na Educação.
    Vc pode contestá-las.
    Não pode é contestá-las e simultaneamente dizer que não existem!
    Está a perceber?
    É que fica numa posição ridícula. Diz vc que não há reformas e depois diz que está contra elas… Tá a ver a desgraça da argumentação?
    Diz que não gosta do eduquês. Mas este Ministério não é responsável por ter alterado os curriculos, ou os conteúdos, ou os programas. Limitou-se a mandar trabalhar os calões e a avaliar o trabalho dos professores e dos alunos.
    O engraçado é como vc também não percebe o ridículo que é, vc passar o tempo a avaliar o ensino público – que diz ser mau em comparação com o das sua filhas, o privado – e, ao mesmo tempo, recusa que o sistema público seja avaliado, que os professores trabalhem e ensinem e sejam eles também, avaliados.
    Tem de confessar: Anda aí uma grande confusão nessa cabeça!
    Se lhe facilita, pode pensar que o Ministério se limitou a usar os critérios de excelência existentes – diz vc! – no privado, para serem aplicados na Escola Pública. Trabalho e dedicação. Prémios aos que trabalham e não promoção dos faltosos.
    Agora estou convencido que já terá entendido.
    Mais cumprimentos.
    MFerrer

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  26. Pedro Sá's avatar
    12 Setembro, 2008 09:34

    Tem toda a razão, JM.

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  27. Jeronimo's avatar
    Jeronimo permalink
    12 Setembro, 2008 10:52

    João Miranda,
    concordo em absoluto com o seu post. Aliás, já tinha deixado um comentário no Cachimbo de Magrite dizendo algo semelhante ao que aqui refere: não se pode confundir os destinatários do sistema educativo ou de saúde com os seus funcionários. O problema até hoje tem sido que as politicas são feitas em função dos ultimos, que está errado.

    MFerrer,
    parabéns pelo eu poder de síntese e clarividência. É pena que estes argumentos não sejam mais difundidos para que as pessoas percebam melhor o caminho que está a ser seguido. A sua comparação entre o (melhor) ensino privado e a estratégia que está a ser seguida é particularmente feliz: se estivermos atentos, o que está a ser feito não é mais do que reproduzir as melhores práticas do ensino privado – mais tempo na escola, mais trabalho, mais rigor na gestão dos professores, melhores equipamentos.

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  28. anabela's avatar
    12 Setembro, 2008 12:39

    MFerrer,

    Nem imagina o jeitão que me vão dar os seus comentários a este post!

    Sei que também vão dar muito jeito a MFL para “justificar” a necessidade dos lobby (pseudo)privados tomarem conta do sector base de todo o desenvolvimento do país como o fizeram no universitário e politecnico. (digo pesudo porque se neste momento o sector dito privado do SNE sobrevive praticamente todo à custa do “dinheiro do contribuinte).

    Tal como nos “Brasis” a escola pública é (só) para os da “sopa dos pobres” …

    Tanta incompetência e desconhecimento do mundo em que se vive. As pessoas acham mesmo que a maioria dos “pobrezinhos” vão aceitar a “coisa”!? Pobres mentes. Vai tudo pró gamanso!

    É que Portugal não fica situado na América central ou do sul, na África ou na China. (Ainda) se situa na Europa. E é um problema. A menos que surja na Europa uma nuvem “muito negra” que cubra os céus europeus. Mas aí muitos europeus viram “resistentes” e decerto vão “contagiar” o resto do Mundo.

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  29. Desconhecida's avatar
    Doe, J permalink
    12 Setembro, 2008 17:53

    MFerrer Diz:
    “O engraçado é como vc também não percebe o ridículo que é, vc passar o tempo a avaliar o ensino público – que diz ser mau em comparação com o das sua filhas, o privado”
    “Tem de confessar: Anda aí uma grande confusão nessa cabeça!(…)Agora estou convencido que já terá entendido.”

    E eu fiquei plenamente convencido que você não me entendeu, não quis entender ou nem sequer me leu pois atribui-me uma quantidade de afirmações que não fiz nem poderia fazer. Só uma a titulo de exemplo, não tenho filhos ou filhas. Mas tenho olhos, ouvidos e opinião, se é que tal ainda me é permitido.

    E a minha opinião mantêm-se. Ao contrario do apregoado, não foram feitas quaisquer reformas, apesar do estardalhaço, mas sim remendos e aplicados em cima dos remendos que já existiam. E todos, ou quase, inseridos em dois grandes grupos mais ou menos evidentes que são a propaganda e o corte (tantas vezes cego) na despesa do Estado. Despesa essa que, ao contrario do tantas vezes apregoado, não baixa globalmente mas é apenas transferida para os contribuintes/utentes/clientes directa ou indirectamente sem ganhos de qualidade que o justifiquem quando não pioraram ou desapareceram mesmo apesar do aumento global nos custos(impostos, taxas, etc.). E nada mais do que isto.

    E facilmente se encontram exemplos do que afirmo em todos os campos “remendados” pelo “Querido Líder”, do arrendamento à educação, da justiça à saúde, da segurança à diplomacia externa. Ponto final. Cumprimentos.

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  30. caodeguarda's avatar
    12 Setembro, 2008 20:13

    Acho que isto me era dirigido:

    “Diz que não gosta do eduquês. Mas este Ministério não é responsável por ter alterado os curriculos, ou os conteúdos, ou os programas. Limitou-se a mandar trabalhar os calões e a avaliar o trabalho dos professores e dos alunos.
    O engraçado é como vc também não percebe o ridículo que é, vc passar o tempo a avaliar o ensino público – que diz ser mau em comparação com o das sua filhas, o privado – e, ao mesmo tempo, recusa que o sistema público seja avaliado, que os professores trabalhem e ensinem e sejam eles também, avaliados.
    Tem de confessar: Anda aí uma grande confusão nessa cabeça!”

    Não há confusão nenhuma… diga-me qual a validade de uma avaliação de professores dependente do n.º de positivas que dão? num sistema que cada vez premeia menos o mérito do aluno e facilita mais? estão a obrigar os professores a trabalhar? só peca por tardio e não vejo mérito acrescido nisso… trinta anos de desgovernos de proto-esquerda deram no facilitimso existente, que nunca existiu no privado, logo não é nenhum feito especial, é mera gestão de recursos… o que me custa é que parte dos impostos que pago servem para pagar um mau sistema de ensino público. E confusão que haja não é deste lado…

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