Manuela pisca o olho às corporações II
Escreve Pedro Picoito:
O João Miranda, sempre atento aos desvios à ortodoxia, diz que Manuela Ferreira Leite está a piscar os olhos às corporações. Concordo. E faz muito bem. Para grande desilusão de alguma direita, o PSD nunca viu nos sindicatos uma variante da máfia. Assim como, para grande desilusão da esquerda, nunca viu no patronato uma corja de parasitas.
O que eu gostava que me explicassem é como é que um futuro governo do PSD vai conseguir fazer reformas se está a tentar aproveitar o descontentamento das corporações em relação às reformas feitas pelo PS. Será que o Pedro Picoito acredita que o PS, uma vez na oposição, não conseguirá aproveitar esse descontentamentos muito melhor que o PSD, ao ponto de conseguir bloquear qualquer reforma? O PSD pretende ganhar as eleições para quê? Para manter o status quo? Bem, se for para isso, o PS é melhor.

“como é que um futuro governo do PSD vai conseguir fazer reformas se está a tentar aproveitar o descontentamento das corporações em relação às reformas feitas pelo PS”
O João Miranda está a admitir implicitamente que as reformas que o PSD pretenderá fazer serão necessariamente no mesmo sentido que as reformas que o PS já fez.
GostarGostar
««O João Miranda está a admitir implicitamente que as reformas que o PSD pretenderá fazer serão necessariamente no mesmo sentido que as reformas que o PS já fez.»»
Reformas, para serem reformas, só podem ir contra os interesses instalados.
GostarGostar
Apelas aos interesses instalados em campanha, dificilmente pode ser um ponto de partida para um governo reformista.
GostarGostar
Falemos das nacionalizações nos EUA coño!!
GostarGostar
e também do aplauso geral que a medida suscitou COÑO!!
GostarGostar
Curioso é as nacionalizações ocorrerem ainda com Bush no poleiro.
Se já lá estivesse Obama, caía o Carmo e a Trindade.
GostarGostar
«Reformas, para serem reformas, só podem ir contra os interesses instalados»
Isto diz tudo…
GostarGostar
Reformas, para serem reformas, só podem ir contra os interesses instalados.
Quantas reformas não estão por fazer sem terem interesses instalados a contrariar…
Imigração(fechar o 2º melhor acolhimento antes que isto fique demasiadamente cheio de riqueza), acabar com a “doação” da nacionalidade a criminosos, vendedores de droga e subsidiodependentes.
Reformar o CPP, limitar o acessso a determinadas funções a nacionais de sempre, etc…
Já agora toma como estúpidos os reformadores actuais.No meio daquela democracia e independência toda vão cimentar a sua permanência no Estado até ao fim do milénio e isto debaixo das vistas de “liberais” que só querem “ajudar” a assembleia nacional de esquerda a transformar-se em União Nacional de Esquerda…
Como diria o outro, o botas, existem coisas que não se discutem.Vc discute em excesso!
GostarGostar
JoaoMiranda Diz:
9 Setembro, 2008 às 12:41 pm
««O João Miranda está a admitir implicitamente que as reformas que o PSD pretenderá fazer serão necessariamente no mesmo sentido que as reformas que o PS já fez.»»
Reformas, para serem reformas, só podem ir contra os interesses instalados2
JMiranda não é um “interesse instalado” …
GostarGostar
É obvio que as corporações se filiam maioritariamente na esquerda. E também é obvio que elas toleram melhor as mudanças nos interesses instalados, se for um governo PS a originá-las. Ou seja, o PSD só terá hipóteses de ter êxito nas reformas que queira implantar ( caso um dia venha a ser governo), se logo à partida disser ao que vem. A questão é: com discursos de verdade, ganham-se eleições?
GostarGostar
Por hoje já ouvi idiotices que bastam.
E já dei o meu contributo voluntário na qualidade de cidadã, pelo menos tentei, para minorar o nível da idiotice generalizada (qual virús) que se instalou em Portugal.
GostarGostar
“Reformas, para serem reformas, só podem ir contra os interesses instalados.”
Quais interesses? Os dos meninos da Casa Pia? Os do BCP? Os da DGV? Ou serão os da Mota Engil?
GostarGostar
Desiluda-se quem pense que é possível reformar os sectores públicos no sentido de o tornar mais eficientes e produtivos, sem que para tal não seja necessário vencer fortes interesses instalados. Ademais, as rotinas que os próprios funcionários estão habituados – tudo é padronizado e previsto com antecipação -, proporciona-lhes uma sensação de segurança a respeito de seu futuro na burocracia. Não admira, por isso, que quando surge alguma possibilidade de mudança dentro da organização, essa mudança tende a ser interpretada pelo funcionário como algo desconhecido, e, portanto, algo que pode trazer perigo à sua segurança e tranquilidade. Com isto, a mudança passa a ser indesejável para o funcionário. Se as mudanças tiverem origem nos seus pares esquerdistas são melhor toleradas.
GostarGostar
UUUUUUUUUUUFFFFFFFFF………..!!!!!!!!!
Mais do mesmo !! É vira o disco e toca o mesmo !!
Vou dormir !!
GostarGostar
A estratégia moderada do PSD começa a fazer estragos:
O PS demonstra um nervosismo evidente;
O CDS não existe;
PCP e BE tirarão muitos votos ao PS;
A vitória começa a ser uma possibilidade real para 2009!
GostarGostar
Anabela, por favor, fique.
Nós insistimos!
GostarGostar
Nuspirit
Não confunda funcionário público, com gestor público.
Se o gestor é de má qualidade, o funcionário não consegue fazer a diferença necessária, aliás o gestor não deixa, porque o funcionário não está lá para pensar, está lá para fazer o que ele manda..
Já vários estudos atestaram a falta de qualidade dos gestores públicos portugueses e a alta qualidade dos seus rendimentos pessoais.
O funcionário é apenas a imagem do seus chefes. Mudem a categoria das chefias e o serviço público melhora.Independentemente de ser esquerda ou direita , norte ou sul, Madeira ou Continente.
GostarGostar
Goodfeeling os gestores de agora são os funcionários do passado. Quando uma organização não tem competição só dificilmente consegue ter qualidade.
GostarGostar
Se lhe dissessem nem o Salazar havia de acreditar que o seu corporativismo iria durar tanto…
GostarGostar
Os nossos sectores públicos não são mais do que sistemas burocráticos. E estes por definição são aqueles que não conseguem corrigir o seu comportamento, aprendendo com os seus erros. Estas organizações sustentam-se em mecanismos que incluem círculos viciosos, cuja estabilidade depende de factores de natureza cultural. Por sua vez, os círculos viciosos baseiam-se na reacção passiva do factor humano, resistindo a certas formas de interferência. Por isso pode-se dizer que a burocracia é um fenómeno cultural.
Os sistemas burocráticos caracterizam-se, portanto, por uma grande rigidez manifesta de ajustamento fácil à mudança e na tendência para resistir a ele tanto quanto possível. Qualquer alteração terá sempre que vencer uma forte resistência.
GostarGostar
“os gestores de agora são os funcionários do passado. Quando uma organização não tem competição só dificilmente consegue ter qualidade.”
Os gestores de acora são os amigos, filhos, enteados compadres e companhia do presente. Saidos da universidade ou de uma área completamente diferente, ou com nenhumas habilitações para o cargo.
A organização começa pelo topo, pelo exemplo.
Quando a exelencia não compensa, e o facilitismo impera desde a escola, temos os gestores que temos.
A competição se não externa que seja “interna”. Objectivos. Toda a empresa devia ter objectivos. Os nossos gestores públicos não sabem defenir objectivos (pecam por omissão ou por terem objectivos irrealisaveis).
A motivação no serviço é completamente ausente.
Juntam-se estes factores e é impossivel obter qualidade no trabalho.
GostarGostar
“…está a tentar aproveitar o descontentamento das corporações em relação às reformas feitas pelo PS””
Que reformas?
GostarGostar
E, para se vencer essas resistências só com lideranças fortes. Mas se é verdade que a competência, a preocupação com as tarefas e relações humanas, a persistência, energia, auto-confiança e boa disposição, são importantes na liderança, esta é também uma consequência de qualidades inatas. Ou seja, o magnetismo pessoal, as habilidades para inspirar, aconselhar e para estabelecer clima de cooperação, tratam-se de aptidões transmitidas geneticamente. Da mesma forma, também o talento para convencer, o tacto e a diplomacia podem ser considerados como traços de personalidade herdados geneticamente. No fundo é o carisma, um dom que nasce com as pessoas, que os faz dotados de fascínio, magnetismo, de uma capacidade particular de persuadir os homens.
O problema é que o carisma é um bem muito escasso. Por isso, a bem da qualidade dos serviços públicos, é fundamental introduzir alguma concorrência no sistema ( bem doseada).
GostarGostar
Nuspirit Diz:
9 Setembro, 2008 às 5:55 pm
Está a dar bitaites tão seguros sobre lideranças, etc., que até parece expert na matéria.
Estudei anos numa Universidade “de ponta” sobre matérias centrais da organização social e nos mais diversos contextos de trabalho, Liderança(s)- tema central, e vêm agora completos leigos nas matérias dizer coisas banais e de senso comum, o que nada tem a ver com bom senso.
GostarGostar
Porque É Mais Fácil Manipular As Estatisticas Da Educação
Este Governo descobriu algo que é, de certa forma, evidente. Ou seja, manobrar as estatísticas da Educação, dar-lhes uma aparência de admirável sucesso é algo que consegue passar, sem mácula, nos testes de anti-doping político.
Condicionar, por via legislativa, a retenção dos alunos ou o registo do abandono; produzir exames «de qualidade» ou criar cursos vazios de conteúdo mas prenhes de certificação, são medidas que deixam escasso rasto, sendo fácil quantificar o «sucesso», mas difícil demonstrar os truques usados de forma quantitativa e de fácil apreensão para o grande público.
Porque as consequências do abuso das estatísticas na área da Educação têm um efeito dopante imediato, mas as maleitas que provocam só são detectáveis a médio prazo, quando quase ninguém se lembra do que se passou.
Na Economia e Finanças, por muito que se manipulem os números do desemprego, do investimento, do défice, a verdade é que as pessoas continuam desempregadas, as empresas a fechar, o nível de vida a descer. Pode dizer-se na televisão que tudo está bem, mas o ouvinte sabe que não.
Na Saúde, podem cortar-se subsídios a exames médicos, fechar centros de saúde, deixar de considerar crónicas doenças que o são, etc, etc, mas se os cuidados médicos falharem, as pessoas morrem e produzem estatíticas aborrecidas. Não se pode correr o risco de afirmar que se pouparam uns quantos milhões de euros na gestão dos hospitais e depois enfrentar um aumento da mortalidade associada a algumas patologias ou, menos dramaticamente, surtos de determinadas doenças que podem ter um efeito multiplicador de pânico (vejam-se polémicas antigas com surtos de meningite e a questão das vacinas).
Na Justiça e Administração Interna pode argumentar-se com a reorganização da rede judiciária, com a diminuição dos presos preventivos, mas depois ganha-se uma vaga de assaltos e violência pública – fruto da relativa impunidade de quem só vai dentro muito tempo por grande azar – que aumenta imenso o sentimento geral de insegurança. O que é impopular.
Mas o caso da Educação é paradoxal. No curtro prazo, quanto piores e mais demagógicas as medidas, maior o efeito junto da opinião pública. Classificações inflaccionadas nos exames, impossibilidade quase completa de retenção, distribuição de diplomas a esmo após umas aulas em regime pós-laboral são de agrado generalizado para os beneficiários directos que só mais tarde poderão ser confrontados com a miragem criada.
Por isso mesmo, a pré-campanha eleitoral em decurso por parte do Governo em funções é hábil, tão hábil quanto inepta é a oposição que temos. Toda ela. De uma extrema à outra. Parece que ainda anda tudo a banhos. Ou então já entraram em antecipada hibernação.
Paulo Guinote
http://www.educar.wordpress.com/
GostarGostar
“Manuela pisca o olho às corporações II
Publicado por JoaoMiranda ”
À Cata Do Voto Em Todas As Capelinhas
Paulo Guinote
José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues atacam em toda a escala na área da Educação, perante o completo vazio da Oposição nesta matéria. O massacre comunicacional e propagandístico é evidente, com uma selecção apurada de indicadores estatísticos, auto-congratulação com os truques do passado recente e promessas que se espalham por três mandatos.
Vejamos.
Fase 1 ou Estamos muito contentinhos connosco:
Taxa de chumbos atinge valor mais baixo da década
Fase 2 ou Promessas mil:
Escola irá receber maior investimento público de sempre
Fase 3 ou Esqueçam-se do que vos fizemos e votem em nós:
Resultados escolares devem-se a professores e alunos
Claro que estes números ou estes, já são mais difíceis de enquadrar no discurso dos amanhã que cantam.
Só que, na ausência de Oposição no país, uns porque a idade cansa, outros porque a festa cansa, outros ainda ainda porque as férias cansam, tudo passa para a opinmião pública como verdades absolutas, não existindo capacidade ou interesse em desmontar os números, as suas causas e as consequ~encias das medidas em curso, como é o caso do Estatuto do Aluno que permitirá reduzir, por via burocrática, a representação estatística do abandono escolar.
http://www.educar.wordpress.com/
GostarGostar
A Anabela fala como se tivesse estudado obviamente para ser; PATROA.
Anabela, aquilo que escreveu «Ou seja, manobrar as estatísticas da Educação,» é a coisa mais óbvia que se passa em Portugal. Mas a Anabela no seu sentido “jurídico” e analista de verdades óbvias, assinalou o que se passa da forma como uma oposição partidária se pavoneia por cá.
A verdade é que se o Governo e o partido e os fretes e a CGTP e a UGT e todos os bodes expiatórios (alguns ganham muito com isso) fazem o que fazem, é porque existe clientela para isso. É a coisa mais óbvia.
Dou graças ao NOSSO senhor Jesus o “Cristo” por o PS manipular as estatísticas e criar empregos da treta em que embolso 500€ e não faço precisamente; NADA.
Funciono como Portugal funciona, queixo-me como Portugal se queixa e informo-me como Portugal gosta de estar informado.
A sua balela é sarjeta de cafézito, porque o problema reside no seu pequeno cérebro e na sua situação que por enquanto lhe permite desanuviar “verdades” num… BLOG.
A sua experiência é 0.
Quando a classe média passar fome e necessitar de defender interesses e for organizada, aí sim, evoluímos para uma sociedade “agrícola” que por lapso (socialista) passou rapidamente para uma “moderna”.
Esta classe média que aqui debate factos óbvios é a mesma que consente, engole e consente. Mas quanto quer mudar, muda para o interesse imediato sem calcular o longo prazo, sem uma cultura firme.
Para Poetas já nos bastam os que temos. E para analistas de “verdades” temos o Pulido Valente e o Sousa Tavares.
GostarGostar
Ah;
GUERRA CIVIL obviamente.
GostarGostar
Reformas contra os interesses instalados ?
Então as reformas que têm sido feitas não tem sido no sentido de dar todo o poder aos grandes bancos e grandes conglomerados ?
A gente só vê o Governo de mão dada com os bancos , ajudando a escravizar os portugueses com o credito, a ajudar a aprovar todo o projecto dos grandes grupos , a acabar com as pequenas e medias empresas …
o que é preciso é correr com a geração PS que tudo controla de avental há 34 anos desde 25 de Abril de 74.sem isso nada feito…esses é que são os interesses instalados e que velam pelo status quo.
o psd ao pé desta gentalha são putos de bibe a entrar na creche
GostarGostar
O João Miranda neste post e em posts anteriores o que pretende dizer é que esta srª. MFL., não tem capacidade para liderar seja o que for, muito menos o nosso País.
Quando ela pretende fazer política recorrendo às corporações como estratégia para ganhar o poder no futuro, não faz mais do que os outros, nomeadamente o P.S. que sabe muito bem como fazer.
O país necessita de líderes que mudem a maneira de fazer política. Não é com a hipócrita sedução dos lóbis, nem com campanhas de imagem que conseguirão mudar seja o que for.
O País só mudará se alguém tiver coragem para enfrentar de frente os problemas.
GostarGostar
JoaoMiranda a sua visão de que as reformas devem-se efectuar contra as corporações, cheira-me a lavagem ao cérebro do poder central, em que os jornalistas (alguns) fazem de meninos de coro!
As reformas fazem-se com a colaboração das corporações, porque, caso contrário, muda-se de governo e nova reforma, pois nenhuma instituição pode funcionar contra os seus colaboradores.
Quando falam da estabilidade dos países nórdicos, eu que vivi na Hlanda durante 6 anos, ninguém constatou que as reformas desses Países têm largos períodos de estabilidade, porque as mudanças são feitas com diálogo e consenso com os colaboradores.
Acha que as reformas de Maria de Lurdes Rodrigues na educação irão perdurar, tendo contra elas mais 90% dos professores? Só um ingénuo pode ter tal crença, porque o sistema educativo não pode funcionar sem o apoio da maioria dos professores
Assim como as reformas da justiça não podem funcionar sem um mínimo apoio dos magistrados.
Esta visão maoísta, de que as reformas se fazem contra as corporações, conduz a que de facto não haja NENHUMA REFORMA QUE PERDURE NESTE PAÍS.
GostarGostar