Provincianismo
A discussão sobre o provincianismo de Sarah Palin, envolvendo João Galamba, Lutz e Luís M. Jorge, tem um aspecto muito interessante. Lutz diz que “provinciano é quem toma o seu estilo de vida, a forma de organização social e as regras da sua comunidade por universais“. Parece-me uma boa definição. O que é interessante nesta discussão é que nenhum dos participantes se considera a si próprio um provinciano e todos dão de barato que Sarah Palin é uma provinciana. Ora, Sarah Palin é uma quase desconhecida, de quem se sabe pouco mais que a propaganda (sobretudo FUD) que tem sido espalhada pelos seus opositores políticos. O que nos leva ao meu ponto. Um provinciano, por acreditar que a sua mundivisão é universal, tenderá a acumular duas características: será alguém vulnerável à propaganda que vai de encontro à sua mundivisão e alguém incapaz de identificar o seu próprio provincianismo.

Provinciana é neste caso a obsessão quase patológica pela escolha de um VP republicano. Mas estes meninos queriam o quê? Que o VP republicano fosse ateu, anti-armas, ambientalista, pacifista, unionista? Mas, se um VP republicano fosse isto tudo, não seria republicano, mas sim democrata. Assim suponho que já não se ouviriam as críticas destes provincianos da esquerda portuguesa que se acham com o direito divino à supremacia intelectual. Patético!!!!!!
Para mim provincianismo é ser socialista em 2008. Tá dito
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Se fosse preciso usar de uma só palavra para com ela definir os estado presente da mentalidade portuguesa, a palavra seria “provincianismo”.
Como todas as definições simples esta, que é muito simples, precisa, depois de feita, de uma explicação completa.
Darei essa explicação em dois tempos: direi, primeiro, a que se aplica, isto é, o que deveras se entende por mentalidade de qualquer país, e portanto de Portugal; direi, depois, em que modo se aplica a essa mentalidade.
Por mentalidade de qualquer país entende-se, sem dúvida, a mentalidade das três camadas, organicamente distintas, que constituem a sua vida mental – a camada baixa, a que é uso chamar povo; a camada média, a que não é uso chamar nada, excepto neste caso por engano, burguesia; e a camada alta, que vulgarmente se designa por escol, ou, traduzindo para estrangeiro, para melhor compreensão, por elite.
O que caracteriza a primeira camada mental é, aqui e em toda a parte, a incapacidade de reflectir. O Povo, saiba ou não saiba ler, é incapaz de criticar o que lê ou lhe dizem. As suas ideias não são actos críticos, mas actos de fé ou de descrença, o que não implica, aliás, que sejam sempre erradas.
Por natureza, forma um bloco, onde não há mentalmente indivíduos; e o pensamento é individual.
O que caracteriza a segunda camada que não é a burguesia, é a capacidade de reflectir, porém sem ideias próprias; de criticar, porém, com ideias de outrem. Na classe média mental, o indivíduo, que mentalmente já existe, sabe já escolher – por ideias e não por instinto – entre duas ideias ou doutrinas que lhe apresentem; não sabe, porém, contrapor ambas a uma terceira, que seja própria. Quando, aqui e ali, neste ou naquele, fica uma opinião média entre duas doutrinas, isso não representa um cuidado crítico, mas uma hesitação mental.
O que caracteriza a terceira camada, o escol, é, como é de ver por contraste com as outras duas, a capacidade de criticar com ideias próprias. Importa, porém, notar que essas ideias próprias podem não ser fundamentais. O indivíduo do escol pode, por exemplo, aceitar inteiramente uma doutrina alheia; aceita-a, porém, criticamente, e, quando a defende, defende-a com argumentos seus – os que o levam a aceitá-la – e não, como fará o mental da classe média, com os argumentos originais dos criadores ou expositores dessas doutrinas.
Esta divisão em camadas mentais, embora coincida em parte com a divisão em camadas sociais – económicas ou outras -, não se ajusta exactamente a essa. Muita gente das aristocracias de história e de dinheiro, pertence ao povo. Bastantes operários, sobretudo das cidades, pertencem à classe média mental. Um homem de génio ou de talento, ainda que nascido de camponeses, pertence de nascença ao escol.
Quando, portanto, digo que a palavra “provincianismo” define, sem outra que a condicione, o estado mental presente do povo português, digo que essa palavra “provincianismo”, que mais adiante definirei, define a mentalidade do povo português em todas as três camadas que a compõem. Como, porém, a primeira e a segunda camadas mentais não podem por natureza ser superiores ao escol, basta que eu prove o provincianismo do nosso escol presente, para que fique provado o provincianismo mental da generalidade da nação.
Os homens, desde que entre eles se levantou a ilusão ou realidade chamada civilização, passaram a viver em relação a ela, de uma de três maneiras, que definirei por símbolos, dizendo que vivem ou como os campónios, ou como os provincianos, ou como os citadinos.
Não se esqueça que trato de estados mentais e não geográficos, e que portanto o campónio ou o provinciano pode ter vivido sempre em cidade, e o citadino sempre no que lhe é natural desterro.
Ora a civilização consiste simplesmente na substituição do artificial ao natural no uso e correnteza da vida. Tudo quanto constitui a civilização, por mais natural que nos hoje pareça, são artifícios: o transporte sobre rodas, o discurso disposto em verso escrito, renegam a naturalidade original dos pés e da prosa falada.
A artificialidade, porém, é de dois tipos. Há aquela, acumulada através das eras, e que, tendo-a já encontrado quando nascemos, achamos natural; e há aquela que todos os dias se vai acrescentando à primeira. A esta segunda é uso chamar “progresso” e dizer que é “moderno” o que vem dela.
Ora o campónio, o provinciano e o citadino diferenciam-se entre si pelas suas diferentes reacções a esta segunda artificialidade.
O que chamei campónio sente violentamente a artificialidade do progresso; por isso se sente mal nele e com ele, e intimamente o detesta. Até das conveniências e das comodidades do progresso se serve constrangido, a ponto de, por vezes, e em desproveito próprio, se esquivar a servir-se delas. É o homem dos “bons tempos”, entendendo-se por isso os da sua mocidade, sejá é idoso, ou os da mocidade dos bisavós, se é simplesmente párvuo.
No pólo oposto, o citadino não sente a artificialidade do progresso. Para ele é como se fosse natural. Serve-se do que é dele, portanto, sem constrangimento nem apreço. Por isso o não ama nem desama: é-lhe indiferente. Viveu sempre (física ou mentalmente) em grandes cidades; viu nascer, mudar e passar (real ou idealmente) as modas e a novidade das invenções; são pois para ele aspectos correntes, e por isso incolores, de uma coisa continuamente já sabida, como as pessoas com quem convivemos, ainda que de dia para dia sejam realmente diversas, são todavia para nós idealmente sempre as mesmas.
Situado mentalmente entre os dois, o provinciano sente, sim, a artificialidade do progresso, mas por isso mesmo o ama. Para o seu espírito desperto, mas incompletamente desperto, o artificial novo, que é progresso, é atraente como novidade, mas ainda sentido como artificial. E, porque é sentido simultaneamente como artificial é sentido como atraente, e é por artificial que é amado.
O amor às grandes cidades, às novas modas, às “últimas novidades”, é o característico distintivo do provinciano.
Se daqui se concluir que a grande maioria da humanidade cicilizada é composta de provincianos, ter-se-á concluido bem, porque assim é.
Nas nações deveras civilizadas, o escol escapa, porém, em grande parte, e por sua mesma natureza, ao provincianismo.
A tragédia mental de Portugal presente é que, como veremos, o nosso escol é estruturalmente provinciano.
Não se estabeleça, pois seria erro, analogia, por justaposição, entre duas classificações, que se fizeram, de camadas e tipos mentais.
A primeira, de sociologia estática, define estados mentais em si mesmos; a segunda, de sociologia dinâmica, define estados de adaptação mental ao ambiente.
Há gente do povo mental que é citadina em suas relações com a civilização.
Há gente do escol, e do melhor escol – homens de génio e de talento – , que é campónio nessas relações.
Pelas características indicadas como as do provinciano, imediatamente se verifica que a mentalidade dele tem um semelhança perfeita com a da criança.
A reacção do provinciano, às suas artificialidades, que são as novidades sociais, é igual à da criança às suas artificialidades, que são os brinquedos.
Ambos as amam espontaneamente, e porque são artificiais.
Ora o que distingue a mentalidade da criança é, na inteligência, o espírito de imitação: na emoção, a vivacidade pobre; na vontade, a impulsividade incoordenada.
São estes, portanto, os característicos que iremos achar no provinciano; fruto, na criança, da falta de desenvolvimento civilizacional, e assim ambos feitos da mesma causa – a falta de desenvolvimento.
A criança é, como o provinciano, um espírito desperto, mas incompletamente desperto.
São estes característicos que distinguirão o provinciano do campónio e do citadino.
No campónio, semelhante ao animal, a imitação existe, mas à superfície, e não, como na criança e no provinciano, vinda do fundo da alma; a emoção é pobre, porém não é vivaz, pois é concentrada e não dispersa; a vontade, se de facto é impulsiva, tem contudo a coordenação fechada do instinto, que substitui na prática, salvo em matéria complexa, a coordenação aberta da razão.
No citadino, semelhante ao homem adulto, não há imitação, mas aproveitamento dos exemplos alheios, e a isso se chama, quando prático, experiência, quando teórico, cultura; a emoção, ainda quando não seja vivaz, é contudo rica, porque complexa, e é complexa por ser complexo quem a terá; a vontade, filha da inteligência e não do impulso, é coordenada, tanto que, ainda quando faleça, falece coordenadamente, em propósitos frustes mas idealmente sistematizados.
Comecemos por não deixar de ver que o escol se compõe de duas camadas – os homens de inteligência, que formam a sua maioria, e os homens de génio e de talento, que formam a sua minoria, o escol do escol, por assim dizer.
Aos primeiros exigimos espírito crítico; aos segundos exigimos originalidade, que é, em certo modo, um espírito crítico involuntário.
Façamos pois incidir a análise que nos propusemos fazer, primeiro sobre o pequeno escol, que são os homens de génio e de talento, depois sobre o grande escol.
Temos, é certo, alguns escritores e artistas que são homens de talento; se algum deles o é de génio, não sabemos, nem para o caso importa.
Nesses, evidentemente, não se pode revelar em absoluto o espírito de imitação, pois isso importaria a ausência de originalidade, e esta a ausência de talento.
Esses nossos escritores e artistas são, porém, originais uma só ez, que é a inevitável. Depois disso, não evoluem, não crescem; fixado esse primeiro momento, vivem parasitas de si mesmos, plagiando-se indefinidamente.
A tal ponto isto é assim, que não há, por exemplo, poeta nosso presente – dos célebres, pelo menos – que não fique completamente lido quando incompletamente lido, em que a parte não seja igual ao todo.
E se em um ou outro se nota, em certa altura, o que parece ser uma modificação da sua “maneira”, a análise revelará que a modificação foi regressiva; o poeta, ou perdeu a originalidade e assim ficou diferente pelo processo simples de ficar inferior, ou decidiu começar a imitar outros por impotência de progredir de dentro, ou resoveu, por cansaço, atrelar a carroça do seu estro ao burro de uma doutrina externa, como o catolicismo ou o internacionalismo.
Descrevo abstractamente, mas os casos que descrevo são concretos; não preciso de explicar porque não junto a cada exemplo o nome do indivíduo que mo fornece.
O mesmo provincianismo se nota na esfera da emoção. A pobreza, a monotonia da emoção dos nossos homens de talento literário e artístico, salta ao coração e confrange a inteligência. Emoção viva, sim, como aliás era de esperar, mas sempre a mesma, sempre simples, sempre simples emoção, sem auxílio crítico da inteligência ou da cultura. A ironia emotiva, a subtileza passional, a contradição no sentimento – não as encontrareis em nenhum dos nossos poetas emotivos, e são quase todos emotivos. Escrevem, em matéria do que sentem, como escreveria o Pai Adão, se tivesse dado à humanidade, além do mau exemplo já sabido, o, ainda pior, de escrever.
A demonstração fica completa quando conduzimos a análise à região da vontade. Os nossos escritores e artistas são incapazes de meditar uma obra antes de a fazer, desconhecem o que seja a coordenação, pela vontade intelectual, dos elementos fornecidos pela emoção, não sabem o que é a disposição das matérias, ignoram que um poema, não é mais que uma carne de emoção cobrindo um esqueleto de raciocínio. Nenhuma capacidade de atenção e concentração, nenhuma faculdade de inibição. Escrevem ou artistam ao sabor da chamada “inspiração”, que não é mais que um impulso complexo do subconsciente que cumpre sempre submeter, por uma aplicação centrípeta da vontade, à transmutação alquímica da consciência. Produzem como Deus é servido, e Deus fica mal servido. Não sei de poeta português de hoje que, construtivamente, seja de confiança para além do soneto.
Ora, feitos estes reparos analíticos quanto ao estado mental dos nossos homens de talento, é inútil alongar este breve estudo, tratando com igual pormenor a maioria do escol.
Se o escol é assim, como será o não-escol do escol?
Há, porem, um característico comum a ambos esses elementos da nossa camada mental superior, que aos dois irmana , e, irmanados, os dois define: é a ausência de ideias gerais e, portanto, do espírito crítico e filosófico que provém de as ter.
O nosso escol político não tem ideias excepto sobre política, e as que tem sobre política são servilmente plagiadas do estrangeiro – aceites, não porque sejam boas, mas porque são francesas ou italianas, ou russas, ou o que quer que seja.
O nosso escol literário é ainda pior: nem sobre literatura tem ideias. Seria trágico, à força de deixar de ser cómico, o resultado de uma investigação sobre, por exemplo, as ideias dos nossos poetas célebres.
Já não quero que se submetesse qualquer deles ao enxovalho de lhe perguntar o que é a filosofia de Kant ou a teoria da evolução. Bastaria submetê-lo ao enxovalho maior de lhe perguntar o que é o ritmo.
Fernando Pessoa
* Publicado em 1932 na revista Fama, dirigida por Augusto Ferreira Gomes.
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Lol, esta doeu !!
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Mr. António,
Excelente comentário por si colocado via Fernando Pessoa.
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Caro João Miranda, faça-me a justiça de reconhecer que nunca me referi à senhora Palin pelo seu provincianismo e que, pelo contrário, rejeitei a discussão sobre esse assunto. O meu post não é sobre o provincianismo, mas sobre a diferença da representação política na América e na Europa. Não “dei de barato” coisa nenhuma, apenas é um assunto que não me interessa.
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O que não quer dizer que o tema não seja interessante: apenas não era o do post.
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O Sr Silva e o Cupernico
Todos sabemos que Cavaco Silva não é uma sumidade em termos culturais. Um homem que diz que não lê, nem mesmo jornais, que diz que “nunca se engana e raramente tem dúvidas”, que em dez anos de governo, se tornou no principal responsável pelo pântano em que Portugal está atolado, que é casado com uma Maria que, apesar do seu ar de “Sopeira”, é bem mais culta que ele. É esse homem que se devia limitar a ler os discursos que os seus “Homens do Presidente” lhe escrevem. Discursos simples, sem palavras complicadas e que não devem dizer nada mas deixar muito espaço aberto para todos lá poderem colocar as ideias que desejarem. Assim ficam todos felizes e podiam pagar-lhe em rasgados elogios. É um homem “simples” o Sr. Silva, um homem que não sabe muito de quase nada, um homem que já ouviu falar mas não sabe bem onde. Não devia por isso entusiasmar-se e tentar invocar, o Polaco que colocou o Sol no centro do Sistema Solar, chamando-lhe “Cuperníco” [Aqui]. Não fica bem, faz-nos sentir envergonhados a todos, para não falar da triste imagem que dá de Portugal no estrangeiro. Ia dizer para lhe darem uma fatia de “Bolo-rei” quando vissem que ele ia falar, mas depois lembrei-me que o vexame não seria menor.
Ver
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/09/o-sr-silva-e-o-cupernco.html
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Esse texto do Fernando Pessoa li-o há bastantes anos e marcou-me; nunca mais o esqueci. É um relato perfeito e tristemente actual do estado mental português. Está completo? É que tenho a ideia de que ele dá o exemplo de Eça de Queiroz como um artista de talento mas sem génio. Não gosto do Eça precisamente por causa do seu provincianismo, constantemente deslumbrado com o estrangeiro. E também porque um verdadeiro romancista não ridiculariza as personagens que cria. Mas isto é opinião minha. Um romancista que cria tantas personagens pequenas e mesquinhas não será ele próprio algo mesquinho?
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aquela definição assenta k nem uma luva ao snobismo petulante do politicamente “evoluído, correcto,progressista” ou lá o k seja, k sempre trouxe tragédias à humanidade. Veja-se a guilhotina da revolução francesa e outras revoluções.
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A Palin apresentou-se sempre como defensora dos valores da “small-town America”, contra o elitismo e cosmopolitanismo das grandes metrópoles americanas, nomeadamente a sede do poder político Washington. Ela representa as chamadas “real people” (como se as outras fossem virtuais), da América profunda (como é normal, vinda do Alaska). Penso que chamar provinciana à senhora é, do ponto de vista dela, um elogio, porque é assim que ela se vê (ou pelo menos é assim que é vendida).
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“Um provinciano, por acreditar que a sua mundivisão é universal, tenderá a acumular duas características: será alguém vulnerável à propaganda que vai de encontro à sua mundivisão e alguém incapaz de identificar o seu próprio provincianismo.”
Snipada no pé…
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Realmente, só provincianos que nunca viveram em países evoluídos, podem ter a atitude de julgar tão depressa as pessoas tal como o João Galamba, etc… Reparo que em Portugal fala-se muito mal dos outros. Não é por acaso que somos um país atrasado: as pessoas aqui são um bocado atrasadas.
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“Reparo que em Portugal fala-se muito mal dos outros. Não é por acaso que somos um país atrasado: as pessoas aqui são um bocado atrasadas.”
Ó Tina, você é a que por aqui fala mais mal dos outros. Quer que lhe recorde o seu atraso?
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Diz o JMiranda “Ora, Sarah Palin é uma quase desconhecida ….”. Para mim é, e pelos vistos para o JMiranda também. Mas é um bocado provinciano pensar que se para nós é desconhecida também o é para os outros.
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Caramelo,
Você não gosta quando eu me defendo dos seus “Percebeu, Tina?” como se eu fosse burra? Não gostou quando eu lhe disse abertamente que você tinha uma inteligência curta?
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E é precisamente essa arrogância de algum provincianismo que é muito perigosa ( como muito bem diz o excelente João Galamba). Na verdade, se Sara Palin tiver uma visão maniqueísta do mundo, isto é, uma visão dualista e radical segundo a qual o mundo está dividido em duas forças, o Bem (luz) e o Mal (trevas), é caso para ficar preocupado. Se o JMiranda vivesse na América seria seguramente uma das primeiras vitimas duma politica assim.
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««Na verdade, se Sara Palin tiver uma visão maniqueísta do mundo»»
Se …
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Tina, você em quase todos os posts fala mal de alguém. Isso é sinal do seu atraso?
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Caramelo,
Não sabe como responder ao meu comentário e agora mente.
Típico destes provinciano, dizem mal, ficam ofendidos quando alguém os ataca de volta e se for preciso até mentem.
Tal como MRJB noutro dia, quando chamou estúpidos aos americanos e depois eu chamei-o de palhaço e ele ficou todo ofendido!… Mas aprendeu a lição, agora já não chama estúpidos aos americanos, agora fica por “patetas”.
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Percebeu, Caramelo? Percebeu a diferença entre uma pessoa responder a insultos e atacar gratuitamente? Ou é preciso que eu explique outra vez, Caramelo?
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20,
Repito: há muitos norte-americanos estúpidos e patetas !
Mal estaria eu se “aprendesse lições” da 20…
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A lógica de João Miranda:
O Lutz é vulnerável a propaganda.
Os provincianos são vulneráveis a propaganda.
Logo Lutz é provinciano.
Este gato tem cauda.
Cães têm cauda.
Logo este gato é um cão.
Mas não tenho cauda: Em lado nenhum comentei ou reproduzi alegações sobre Sarah Palin que se revelaram posteriormente como falsas.
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Caro Lutz,
Como é evidente, o Lutz não percebeu a lógica do post.
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“Repito: há muitos norte-americanos estúpidos e patetas !
Mal estaria eu se “aprendesse lições” da 20…” – MRJB
Vê Caramelo, o exemplo do insulto gratuito que eu mencionei?
Pois, MRJB, não esteja a mentir tal como o Caramelo. Os norte americanos que você apelidou de estúpidos eram aqueles preferem Bush e McCain. E aprendeu uma lição sim senhor, vá lá procurar o comentário onde agora você já apelida os americanos de patetas.
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25,
PIM !
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Ó Tina, vamos a ver se eu percebo: o MJRB insultou os americanos. Você diz que só responde quando é insultada. Logo, você é americana. É isso, Tina?
Ó Tina, você chama nomes até a pessoas que nem sabem que a Tina existe.
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lógica da batata:
há muitos norte-americanos estúpidos e patetas !
logo, (segundo as ultimas sondagens) a maior parte dos americanos prefere mcCain.
logo, segundo a teoria da proporcionalidade também muitos dos americanos que preferem McCain são estupidos e patetas.
Se por outro lado considerarmos que os norte-americanos são todos estupido e patetas, não resta dúvida nenhuma que todos os americanos que preferem McCain são estupidos e patetas.
Poderá tecer muitas considerações sobre os portugueses, mas nunca votamos Pedro Santana Lopes para 1º Ministro. Só isso mostra alguma inteligencia da nossa parte. Os americanos “votaram” em Bush duas vezes para presidente. I rest my case.
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“Mas aprendeu a lição, agora já não chama estúpidos aos americanos, agora fica por “patetas”.”
A diferença é tão grande como ser chamado “dickhead” e “asshole”.
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“… Pelas características indicadas como as do provinciano, imediatamente se verifica que a mentalidade dele tem um semelhança perfeita com a da criança.
A reacção do provinciano, às suas artificialidades, que são as novidades sociais, é igual à da criança às suas artificialidades, que são os brinquedos.
Ambos as amam espontaneamente, e porque são artificiais.
Ora o que distingue a mentalidade da criança é, na inteligência, o espírito de imitação: na emoção, a vivacidade pobre; na vontade, a impulsividade incoordenada.
São estes, portanto, os característicos que iremos achar no provinciano; fruto, na criança, da falta de desenvolvimento civilizacional, e assim ambos feitos da mesma causa – a falta de desenvolvimento.
A criança é, como o provinciano, um espírito desperto, mas incompletamente desperto.(…)”
Ao ler esta passagem de Pessoa, lembrei-me de imediato do socretino primeiro e do seu “choque tecnológico da educação” com aqueles brinquedos todos.
O humor é uma arma muito poderosa contra os idiotas,
http://www.educar.wordpress.com/2008/09/11/o-novo-paradigma-de-aprendizagem/
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Será que todos os neoconservadores são provincianos?
Eu conheço muito bons provincianos que têm ideias neoliberais…
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Caramelo, você e o MRJB são de esquerda por isso têm um código de conduta diferente e nunca perceberão coisas como “educação”, “maneiras”, fair-play, sensibilidade, etc. É uma perda de tempo tentar elucidá-los sobre isso.
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32,
Se vc. fosse uma pessoa educada (por vezes insulta violentamente só uns quantos, curioso !), eu respondia-lhe já se sou “de esquerda, do centro ou de direita”.
Como lhe “falta mundo” e sociabilidade, não vale o esforço elucidá-la que há pessoas de esquerda com boas “maneiras” e pessoas de direita com más “maneiras”.
Resta-me ter dó de si — porque apesar de tudo é um ser humano.
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Aqui o Mister nem sabe de que lado é. Um gajo do FCP que finge ser do Benfica para o atacar e defender o FCP… como se classifica? de esquerda. de direita ou do meio? Para mim é um desqualificado inqualificável.
Alem de que usa cuecas às bolinhas, cheira mal da boca, e nú, é horrível!
Pim!
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34
Há muitos moralistas, justiceiros e qualificadores que nem se dão conta das palas que lhes direccionam o olhar (não conseguem ver, só olham…) e não passam de “Feios, porcos e maus”.
PIM !
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(por vezes insulta violentamente só uns quantos, curioso !), – MRJB
Vá aprendendo a não insultar e depois não tem que ouvir de volta.
“Resta-me ter dó de si — porque apesar de tudo é um ser humano.”
Provinciano melodramático.
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36,
.
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conclusão: Sarah Palin tem carisma, e força politica. Até gerou por aqui (e por lá) uma onda d insultos k a colocaram no centro das atenções e fizeram com k mais de 38 milhões de americanos vissem o seu brilhante discurso na convenção. Melhor para ela, McCain e o GOP. 2- Esta mania dos evoluídos (???) chamarem provincianos a quem tem ideias diferentes, além d xenófoba,é o snobismo frustrado tão bem retratado por Eça. 3- Quando os americas votaram Clinton e davam vantagem a Obama, tb eram estúpidos e patetas? Ou quem não compreende a democracia como discussão livre de ideias é k é?
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