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O papel das falências

10 Setembro, 2008

Rodrigo Moita de Deus parece não ter percebido que o principal papel das falências não é o papel regenerador do sistema bancário mas o papel dissuasor do risco excessivo e da má gestão. Acabar com as falências, supostamente por causa das pessoas, não contribui apenas para manter algumas empresas ineficiente no activo, contribui também para que todas as empresas se tornem menos eficientes. Não estou a ver o que é que as pessoas têm a ganhar com isso.

8 comentários leave one →
  1. Leandro permalink
    11 Setembro, 2008 00:18

    Até concordo com aquilo que escreves, no entanto não posso deixar de dar crédito ao que no Rodrigo Moita de Deus escreve. A falência é um fenómeno negativo para a sociedade, mas em termos ECONÓMICOS será certamente possível retirar benefícios das mesmas.

    Concluindo, concordo contigo, no entanto, parece-me que é uma opinião um pouco simplista do assunto.

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  2. luis permalink
    11 Setembro, 2008 01:17

    off-topic

    Novo tratamento para os cancros.
    http://www.cancerfungus.com/

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  3. 11 Setembro, 2008 03:10

    O RMD é um menino. Mas também é um marialva.

    O RMD faz postas engraçadas.

    Mas quando abre a boca para falar de economia mostra a sua ignorância.

    Devia falar do que sabe. Lides, tintos e toirada.

    PS: não estou a dizer que os liberais não podem ser marialvas. Mas para um Marialva não fica bem ser liberal pois não?

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  4. Luis Moreira permalink
    11 Setembro, 2008 12:32

    A falência das empreas é realmente importante para a regeneração do tecido empresarial,se e só se tirem as devidas ilações.

    Que se apurem as devidas razões da falência.Tecnologia ultrapassada,produtos/serviços mal concebidos,mercado demasiado distorcido (empresas que não praticam as regulações )…

    Que se verifique se há razões de falência fraudulenta e os responsáveis serem presos.

    Que os accionistas sejam devidamente protegidos por uma prática ( a actual) em que existe o império dos gestores que não metem lá o seu e sacam milhões,como é público e notório cá no reino do faz de conta .

    Mas a razão que JM apresenta é muito mais fàcilmente obtida mantendo os reguladores independentes e eficazes o que permite sempre uma actuação prévia a tempo e horas.Se for o mercado a fazer isso,a falência é um facto real e perante o qual nada se pode fazer.Não vejo nenhuma vantagem!

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  5. 11 Setembro, 2008 13:05

    Que tal analizar a falência do estado português (o tal dos PIGS, que nos provoca a mais veemente repulsa)?
    Se falir de vez será bom para todos nós (portugueses de BI)

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  6. 11 Setembro, 2008 18:36

    Caro João,
    Não houve formalmente falência da Fannie e Freddie, mas houve quase o equivalente. Os accionistas destas empresas viram os seus capitais reduzidos a quase zero. Parece-me suficiente para conseguir o tal “papel dissuasor do risco excessivo e da má gestão”. Mesmo que estas não sejam as funções da falência. Mesmo que a falência ocorra como simples facto da vida. Não sei se um furacão tem alguma função ou precisa de ter uma função para ter a existência assegurada.

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  7. Leandro permalink
    11 Setembro, 2008 18:57

    Facilmente se depreende uma vantagem das falências quando dentro do mesmo sector/indústria

    Imaginem o JM que tem 1 M€. Sendo esperto como é, obviamente que vai diversificar o seu investimento. Assim, diversifica entre tipo de títulos, depois entre sectores e por fim entre países.

    É óbvio que, ao analisar os mercados, o JM entre outras coisas terá de ter em conta os mais rentáveis, aqueles cujas expectativas de retorno são superiores, etc…

    É óbvio que se uma indústria está a ser afectada por uma série de falências, os investidores não irão evitar investir nessa indústria. Posto isto, uma das vantagens das FALÊNCIAS é um melhoramento em termos de alocação de capitais e, não se esqueçam, os capitais procuram a melhor remuneração.

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  8. ferro permalink
    12 Setembro, 2008 00:26

    Muito antes da falência o papel dissuasor da má gestão é a ausência de lucro.

    Já agora seria interessante analisar o papel da irracionalidade num mundo tão volátil, imprevisível e emocional como é o da bolsa.

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