Uma palavra aos liberais por vezes descrentes do liberalismo (2)
Há pouco, disse o seguinte: «… capitalismo (a versão económica do liberalismo)».
A expressão ‘versão’, no contexto em que se encontra, não significa uma configuração alternativa.
Liberalismo e capitalismo são duas faces da mesma moeda. Esta, aliás, pode ser designada genericamente por qualquer uma das denominações.
Mas, concretizando, a primeira dá o primado aos direitos e à dignidade humana, ao Estado de Direito, ao indivíduo e às liberdades essenciais da comunidade.
Já a segunda perspectiva, indissociável da primeira, vê as liberdades dos mercados como o pressuposto fundamental da realização do indivíduo.
Prescindir de um destes aspectos do liberalismo em prol do outro é como alguém amputar um dos braços com o pretexto de que o que fica serve melhor.

Aqi vai ou vão, umas palavras:
John Thain, CEO da Marril Lynch: 10, 6 milhões de euros de bónus em 2007
Richard Fuld, CEO da Lehman Brothers: 3 milhões de euros de bónus em 2007
Martin Sullivan, CEO da AIG: 2,7 milhões de euros de bónus em 2007
Daniel Mudd, CEO da Fannie Mae: Um milhão e seiscentos mil de euros de bónus em 2007
Richard Syron, CEO da Freddie Mac: Um milhão e meio de euros de bónus em 2007
Ali Babá, não faria melhor.
No entanto e não desfazendo da pequena Lusitânia, tambem há cá disto.
A começar pelo Bando de Portugal, digo Banco.
Sejamos crentes.
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não há liberalismo sem capitalismo, mas há certamente capitalismo sem liberalismo. A china é o melhor exemplo. Tem um capitalismo florescente. Aliás o mais pujante do mundo. A legitimação daquela ditadura tem muito a ver com o sucesso do capitalismo lá.
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Liberais, tomem lá esta sobre o vosso paraíso:
http://www.forumnacional.net/showthread.php?t=31126
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Ferro,
Só tem razão parcial. A China permitiu alguma liberdade económica – mas apenas alguma. Sem dúvida que isso lhe permitiu um enorme sucesso económico.No resto é uma ditadura infame.
Mas o que não podemos consentir é que se exiba o êxito de uma parcela do modelo no intuito de desmentir esse mesmo modelo como um todo.
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claro que é uma ditadura infame. Mas é um capitalismo florescente. compreende o paradoxo? É o país mais empreendedor e competitivo que conheço, e tenho lidado bastante com os chineses. Depois da monopolização da produção agora segue-se o consumo. A maior parte da industria ocidental está a debruçar-se sobre esse mercado. A economia deles transmutou-se mas a esfera política mantêm-se completamente cristalizada. Logo eu penso que é preciso ter cuidado com a maneira como se apresenta o capitalismo.
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«Mas o que não podemos consentir é que se exiba o êxito de uma parcela do modelo no intuito de desmentir esse mesmo modelo como um todo.»
Como é que se pode desmentir um modelo então?
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A questao da china e seu capitalismo com mais ou menos liberalismo,nao se poem no entorno politico social da china neste momento.
Temos a tendencia de discutir no mundo capitalista a sua implantacao,dentro de uma unica forma…..( a experimentada por os paises precurssores do capitalismo) na china o conteudo se esta implantando tomando em consideracao a forma que mas se adapta ao momento socio/politico que o pais atravessa,mas ao mesmo tempo com algo que de positivo trazem do modelo socialista -a disciplina de ejcutar un plan -que como nucleo central se entende importante para por a china -com todo seu potencial no caminho irreversivel da globalizacao.
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