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Anonimato

8 Outubro, 2008

Na blogosfera, debate velho, mas permanente.

103 comentários leave one →
  1. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 14:46

    «Mas o blogue que permite que a grande maioria dos bloguistas se refugie no anonimato não é sério, nem presta um relevante serviço à sociedade.»

    Conclui-se que um blog deve ser identificador do autor, sério e que preste relevante serviço à sociedade.

    Por momentos até pensei que RG estivesse a falar da RTP.

    A mim ocorre-me que só lê quem quer. E que o que é fraco cai na indiferença. E que as pessoas são adultas o suficiente para perceberem por si mesmas que não podem aceitar de olhos fechados tudo o que lêem nos blogs.

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  2. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 14:48

    «Mas também sei que esta característica específica dos blogues, assente no anonimato, tem servido para proteger gente cobarde e mesquinha, que se refugia nesta forma de comunicar para vinganças pessoais, para ofender a honra e o bom-nome das pessoas que dão a cara e que não têm medo de pôr a assinatura em tudo o que fazem.»

    Vindo dum juiz, pessoa profissionalmente atenta às injustiças, não deixa de ser uma curiosa generalização.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 14:57

    (nota prévia: ao escrever este texto eu sou automaticamente o que ali está escrito)

    Há naquele post três coisas preocupantes:

    -A generalização da natureza dos conteúdos anónimos
    -A adjectivação
    -A confusão entre o papel/estatuto dos media e dos “blogueiros”
    -O termo “blogueiro” é depreciativo

    A forma é tão ou mais preocupante do que a matéria. Não vejo reacções tão entuasiasmadas com as coisas que aparecem nos telejornais e que são objecto da mais ampla reprovação pela generalidade da sociedade, nem tão pouco acções contra irregularidades mais do que evidentes praticadas pelo próprio estado, que deverá ser quem regulará isto, com certeza. Porque vai ser regulado. Regulem!

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 14:59

    Se este senhor é juíz, a única sensação que a justiça me transmite é medo.

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  5. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 15:01

    «Quem se esconde na caverna do silêncio e da penumbra, para ter o momento de glória quando escreve sem se identificar, demonstra fraca personalidade e não tem o mínimo de respeito e de amor pelos direitos de personalidade»

    Obrigado sr. Rangel. Andava numa indefinição quanto à minha pessoa e agora fez-me luz. Só me falta o momento com a Glória.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 15:16

    Escrevo nos comentários como anónimo desde há bastante tempo, mas não ando a acusar ninguém de nada, apenas dou opiniões sobre assuntos ou atitudes. O meu anonimato é porque sou um simples anónimo sem pretensões. E se desse o meu nome veradeiro também ninguém me conhecia, mas temo que um dia alguém esbarre na minha opiniao, me cite em qualquer lado e lá fico eu conhecido.. o que não quero. Não tenho feitio para isso que sofro de timidez mórbida.

    Conidero o seguinte. Quem usa a net para fazer acusações ou denunciar alguma coisa ou ataques pessoais a alguém, não devia ser anónimo. Ou dá a cara ou não o faz. Porque se alguém se quiser defender dá muito trabalho.

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  7. Desconhecida's avatar
    campeão permalink
    8 Outubro, 2008 15:17

    Lamentavel é a unica classificação que pode ter , este ataque á liberdade de pensamento e expressão . Só podia ter vindo de uma das classes mais retrogradas e arcaicas deste sistema podre .Por sinal é a classe que mais se refugia no sigilo para branquear a sua incompetencia .Inqualificavel.
    Isto não invalida o facto de calunias anonimas que possam aparecer mas que por serem anónimas são irrevelantes e por consequencia inconsequentes . Nada mais ! O resto é o chão a fugir debaixo dos pés de quem vê o poder a ser pressionado para a transparencia! Gostariam mais da idade media? Acabou ! Habituem-se!

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  8. CAA's avatar
    8 Outubro, 2008 15:21

    Rui Rangel tem quase toda a razão.

    Tem-na toda quando fala na cobardia:
    «característica específica dos blogues, assente no anonimato, tem servido para proteger gente cobarde e mesquinha, que se refugia nesta forma de comunicar para vinganças pessoais, para ofender a honra e o bom-nome das pessoas que dão a cara e que não têm medo de pôr a assinatura em tudo o que fazem».

    Já não a tem quando ameaça com o CSM.

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  9. CAA's avatar
    8 Outubro, 2008 15:24

    Essa lamentável característica que Rui Rangel define não acontece apenas nos blogues, i.e. nos detentores dos blogues – muitos dos seus efeitos acontecem ao nível dos comentários, de comentadores sob pseudónimo, os que vão alterando o nick de comentário em comentário.
    Até já houve quem comentasse com nick e depois fosse para o seu blogue gabar o comentário, ou seja a si mesmo…

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  10. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 15:29

    eu até proponho que se acabe com as cartas e as denúncias anónimas. mais: que se acabe com o voto secreto, esse instrumento do mal que permite às pessoas o exercício da liberdade.

    proponho até que se regule sobre o assunto e que passe a ser proibido o comentário anónimo.

    claro que este lamentável ataque à liberdade de expressão tinha de vir do sector mais podre e mais caquéctico do estado português – a justiça e os seus representantes.

    pena que estes juízes percam tanto tempo a dar opiniões nos jornais em vez de fazerem andar os processos que têm nas mãos (ou nas gavetas).

    o anonimato também é um direito!!!!!!!

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  11. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 15:32

    chamar aos anónimos “gente cobarde e mesquinha” não é também uma forma de insulto?

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  12. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 15:37

    “acontecem ao nível dos comentários, de comentadores sob pseudónimo, os que vão alterando o nick de comentário em comentário.”

    a liberdade é fodida!!!

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  13. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    8 Outubro, 2008 15:41

    Ainda há poucas horas escrevi sobre isto n’A Baixa do Porto:
    http://porto.taf.net/dp/node/4523

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  14. CAA's avatar
    8 Outubro, 2008 15:49

    Anónimo nº 6

    «Escrevo nos comentários como anónimo desde há bastante tempo, mas não ando a acusar ninguém de nada, apenas dou opiniões sobre assuntos ou atitudes.»

    Infelizmente a regra é o contrário.

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  15. CAA's avatar
    8 Outubro, 2008 15:51

    Pergunta alguém que cabe, inteirinho, na definição de Rui Rangel:

    «chamar aos anónimos “gente cobarde e mesquinha” não é também uma forma de insulto?»

    É capaz de ser. A diferença é que Rangel assina, deu a cara, empenhou o seu bom nome nessa afirmação. E isso é um oceano de distinção!

    Desde logo, porque se não gostou responda-lhe. Ou accione-o. Dando o nome, claro.

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  16. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 15:59

    «Ainda há poucas horas escrevi sobre isto n’A Baixa do Porto»

    É o que eu digo. O debate é velho mas dura, e dura, e dura…

    Dando um modesto contributo, creio que o cerne do artigo de Rui Rangel são as acusações (assinadas) dirigidas aos seus colegas de profissão e estatuto que escrevem e comentam anonimamente postas e comentários [acrescento eu, comentando decisões de colegas, coisa que o Estatuto parece proibir, ainda que, também nesta matéria, as interpretações se multipliquem como as cerejas].
    Num certo sentido, esta acusação padece de um preconceito: o de que os juízes são (ou deviam ser) uma espécie de casta à parte do comum dos mortais.

    De qualquer modo, o “anonimato” só seria eficazmente evitado se bloggers e comentadores – ressalvadas as poucas dezenas de “figuras públicas” que escrevem e comentam em blogues – assinassem não apenas como o seu nome completo, mas também com a morada ou o n.º do BI ou cartão único ou então, no caso dos membros de “castas” mais reduzidas, com a profissão. Caso contrário, o nome, mesmo que verdadeiro, de pouco servirá, neste país parco em apelidos e farto em homonímia, para acabar com o anonimato.

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  17. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 16:01

    “Desde logo, porque se não gostou responda-lhe. Ou accione-o. Dando o nome, claro.”

    a liberdade é fodida, não é CAA? e custa tanto a aceitar. mesmo aos mais liberais. vamos fazer mais leis!!!!

    vamos calar esse pulhas.

    esta gente do direito e da justiça cansa-me.

    se trabalhassem e dessem andamento aos processos é que faziam bem.

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  18. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:02

    CAA (#8), não concordo consigo. As generalizações são injustas. Um juiz devia estar atento a este aspecto. Se RR se quer referir a blogs que ele acha que encaixam nessas afirmações, devia concretizar.

    PS: para que conste, tenho assinado como RV e passei assinar com o primeiro nome próprio. Antes e agora, sempre indiquei a minha ligação ao Fliscorno. Vem isto a propósito do seu comentário #9, mesmo que eu o leia como não sendo para mim. Note-se que me continuo a achar como anónimo e assinasse eu com nome completo que não o deixaria de ser. Para mais disclaimers ver o profile no meu blog.

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  19. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:06

    De resto, faz algum tempo que me interesso pelo tema: «É tudo para nossa defesa, claro!»

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  20. CAA's avatar
    8 Outubro, 2008 16:12

    Jorge,

    Claro que não é para si.
    Veja bem:

    – imagine o que é escrever um texto de opinião, publicá-lo neste blogue que, muito a custo, um grupo de pessoas conseguiu que se tornasse no mais lido de entre os blogues políticos. Depois, quase imediatamente, ter uma série de nicks, de anónimos e de pseudónimos, a injuriar, a difamar, a fazer as acusações mais disparatadas que se podem imaginar, constantemente a insinuar, a dizer onde e com quem almoço, sabendo V. que aqueles ditos – dignos das paredes de uma casa de banho pública e mal frequentada – são lidos diariamente por milhares de pessoas: familiares, amigos, alunos, superiores hierárquicos, etc.
    Depois, para cúmulo, alguns autores dessas imundíces ainda invocam a liberdade de expressão e a sua violação quando um de nós apaga alguns desses excrementos mais nauseabundos…

    É para esses que eu julgo que Rui Rangel marcou muitos e bons pontos.

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  21. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:17

    Carlos Loureiro,

    «[…] creio que o cerne do artigo de Rui Rangel são as acusações (assinadas) dirigidas aos seus colegas de profissão e estatuto […]»

    Isso dá a RR o direito de partir para a generalização?!

    «[…] assinassem não apenas como o seu nome completo, mas também com a morada ou o n.º do BI […]»

    Eu nada tenho a ganhar em ser mais conhecido já que não tenho ligações políticas nem mediáticas. Terei que me tornar uma figura pública para poder continuar a usar um blog?!

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  22. Fernando's avatar
    Fernando permalink
    8 Outubro, 2008 16:17

    Não compreendo todo este barulho por nada num país em a comunicação vive, essencialmente, do anonimato. Fontes policiais, anónimas; fontes do governo, anónimas; fontes do PSD, anónimas; fontes judiciais, anónimas; fontes do BCP, anónimas; e mais um et coetera de fontes anónimas. Esse é que é o anonimato que perturba e que o Sr. Desembargador deveria criticar. Por outro lado, nesse mundo comunicacional do anonimato e dos favores, o Sr. Desembargador é um privilegiado que pode dizer o que lhe apetece, quando lhe apetece, num pasquim que me recuso a ler. Aí, sim, é que o Conselho Superior da Magistratura tem uma palavra a dizer, avaliando se tais procedimentos são adequados ao estatuto de juiz.

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  23. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    8 Outubro, 2008 16:18

    Quem liga a insultos e boatos feitos por anónimos não está muito acima do nível desses anónimos… Eu quando vejo coisas dessas não ligo nem atribuo qq credibilidade.

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  24. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 16:19

    Well, eu assino “Piscoiso”. Não gostam ?
    Podia assinar “Aristides”. Já gostam ? Mas não gosto eu.
    E nenhum deles é o meu nome.
    Querem o meu nome ?
    Não estou interessado em promoção pessoal.
    Se o quiserem mesmo, trabalhem.
    Está tudo identificado na net pelo IP.

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  25. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:19

    “Quem liga a insultos e boatos feitos por anónimos não está muito acima do nível desses anónimos… Eu quando vejo coisas dessas não ligo nem atribuo qq credibilidade.”

    Exactamente, subscrevo.

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  26. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:22

    CAA,

    É para esses que eu julgo que Rui Rangel marcou muitos e bons pontos.

    RR meteu todos no mesmo saco. Ponto.

    Quanto aos comentários chatos que lhe aparecem no blog, tem sempre a possibilidade de optar por soluções de moderação de comentários. Isso nada tem a ver com obrigar todos os bloggers a procederem à identificação completa. Veja o que faz Paulo Querido no seu blog.

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  27. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:25

    Ora nem mais Piscoiso. 🙂

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  28. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:26

    Rui Rangel, nas suas crónicas emite opiniões, por vezes discutíveis e que também ofendem ideias contrárias. Se lhas criticam, mesmo com acerado sarcasmo, deve aguentar ou responder na mesma moeda.

    O que eu critico a Rui Rangel, acima de tudo, é o facto de escrever e assinar como “juiz desembargador”, aparecendo depois em vários palcos mediáticos a propalar ideias próprias que só o representam a ele e mais ninguém , assumindo-se sempre como juiz. Ora juiz, só no tribunal e nem sempre.

    Por outro lado, um juiz deve ser reservado no que escreve. Por uma razão muito simples: tem de ser imparcial e independente nas decisões que toma enquanto juiz.
    Se eu sei que Rui Rangel é amigo deste poder executivo, tem um irmão amigo pessoal do Sócrates e tudo, e propende sempre para ideias e atitudes próximas deste poder, então como juiz fica diminuido.
    Rui Rangel foi dos que escreveu contra SOuto Moura e a favor de certas coisas no processo Casa Pia( et pour cause).
    Um juiz nunca deveria ter feito isso.

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  29. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 16:26

    «Eu nada tenho a ganhar em ser mais conhecido já que não tenho ligações políticas nem mediáticas. Terei que me tornar uma figura pública para poder continuar a usar um blog?!»

    Eu não defendo que as pessoas devessem assinar com o nome completo e BI. Digo apenas que quem quem quiser impedir o anonimato teria de concordar com uma exigência desse tipo. Ou, em alternativa, com a criação de uma espécie de registo prévio obrigatório, através do qual tal informação fosse fornecida a um “regulador” ou algo do género (nada que não tenha sido já pensado antes).

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  30. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 16:27

    O texto de Rangel apenas contempla o “dark-side” do anonimato.
    Um benemérito anónimo está uns furos acima do identificado.
    Por exemplo.

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  31. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:29

    Rui Rangel veste a camisola do poder. Deste poder. É o pior que se pode dizer de um juiz, não é?

    Mas é assim que ele dá o flanco, ao escrever o que escreve, sobre certos assuntos.

    Quando lhe tocam na classe profissional, aí… Alto e pára o baile! Torna-se corporativo.

    Percebe-se. Podia ser assim, se assinasse com pseudónimo. COmo “juiz desembargador” não deve. Não pode.

    É o que eu acho.

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  32. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 16:30

    “Quem liga a insultos e boatos feitos por anónimos não está muito acima do nível desses anónimos…”

    ora aqui está uma grande verdade. quem não deve não teme.

    e o fernando tem toda a razão:

    “Não compreendo todo este barulho por nada num país em a comunicação vive, essencialmente, do anonimato. Fontes policiais, anónimas; fontes do governo, anónimas; fontes do PSD, anónimas; fontes judiciais, anónimas; fontes do BCP, anónimas; e mais um et coetera de fontes anónimas. Esse é que é o anonimato que perturba e que o Sr. Desembargador deveria criticar.”

    claro, mas isso não deve interessar ao sr. desembargador. então íamos acabar com a mama a esta gente toda? nem pensar!

    o bom da blogosfera é poder ser anónimo ou não, mudar de nick quantas vezes for desejado, opinar, disparatar e até insultar e ser insultado.

    quem não sabe viver com isto, tem uma boa coisa a fazer: deixar de escrever em blogs e passar a escrever cartas para os amigos. alguém lhes pediu alguma coisa?

    mas já deu para perceber que o problema do CAA é as pessoas saberem onde e com quem almoça. ser conhecido é uma coisa muito desagradável.

    mas experimente usar óculos escuros e uma cabeleira, pode ser que consiga passar despercebido.

    ele há cada um!

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  33. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:32

    Ok, CL, precipitei-me na leitura.

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  34. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    8 Outubro, 2008 16:33

    O artigo de Rui Rangel é fraquinho, recheado de banalidades.

    Mas isso é só o pretexto, a embalagem, se assim se pode dizer.

    O ponto relevante, o núcleo da mensagem, é este aviso que ele deixa:

    «O blogueiro anónimo é, infelizmente, também juiz. Também este, que é o rosto visível da Justiça, de uma Justiça que se quer de cara destapada e transparente, se refugia nesta forma desprezível de comunicar, torpedeando o que lê, caluniando, sem qualquer respeito e tolerância. Talvez o Conselho Superior da Magistratura devesse estar atento a alguns blogues que acompanham as questões da Justiça e que em nada dignificam o Poder Judicial.»

    e acrescenta:

    «É bom que o juiz anónimo saiba que o blogue não foge às regras do ordenamento jurídico português nem aos limites do exercício de liberdade, de manifestação e de pensamento. E é bom também que saiba que o titular do blogue é responsável, civil e criminalmente, pelos comentários injuriosos.»

    portanto, alguma coisa lhe correu mal, alguém andou a chateá-lo.

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  35. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 16:33

    “Digo apenas que quem quem quiser impedir o anonimato teria de concordar com uma exigência desse tipo. Ou, em alternativa, com a criação de uma espécie de registo prévio obrigatório, através do qual tal informação fosse fornecida a um “regulador” ou algo do género (nada que não tenha sido já pensado antes)”

    AHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHHAHAHAHAHAHAAH!!!!!!

    onde isto já vai.

    e já agora deveria apresentar o boletim de vacinas.

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  36. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:34

    Se descontarmos o anonimato puro daqueles que são mesmo anónimos, porque comentam com nicks improváveis, sobram os anónimos relativos. Aqueles que se sabe vagamente que são isto ou aquilo e que se sabe ser possível de responsabilizar pelo que escrevem se escreverem coisas graves.

    Mas…o que é uma coisa grave e passível de responsabilização num blog?

    Apenas uma difamação grave, a meu ver. Nunca um insulto. Não ofende quem quer, como dizia o outro.

    Agora, uma difamação grave, ( sei o que é, porque já fui vítima disso, nos blogs), merece atenção.
    E para isso, há armas de uso imediato. Publicar esclarecimentos, pedir contas a quem difama, e em último caso, accionar criminalmente.

    Mas fazer como o Paulo Pedroso fez com o Portugal Profundo, por exemplo, não é isso.

    Isso é muito mais: é tentar capar a liberdade de expressão, escolhendo um alvo fixo.

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  37. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 16:39

    José #28,

    Tudo o que diz é verdade, mas a questão não é linear. O José, quando lê o que Rui Rangel escreve, ou quando o vê na TV ou ouve na Rádio, sabe quem ele é, quais as suas ligações pessoais e familiares, pelo que pode filtrar o que lê, ouve ou vê com a informação de que dispõe, dando-lhe ou retirando-lhe credibilidade usando essa informação que não resulta directamente da opinião expressa pelo opinador. Quando o lêem a si, por exemplo, não há possibilidade de fazer essa filtragem, de saber se as suas opiniões podem estar motivadas ou influenciadas por amizades políticas, laços de sangue ou ligações profissionais, por exemplo.

    Muitas vezes, esta impossibilidade permite ao leitor concentrar-se na “potência” da argumentação e não na de quem argumenta, o que é bom.

    Se se passa da opinião para juízos de valor (para não falar das calúnias e insultos), atacando a argumentação do outro com o tal background informativo de que dispõe, admito que passe a haver uma desigualdade de armas que favorece o “anónimo”, mas que ao mesmo tempo, alimentando o debate sobe o anonimato e diminui, o poder dos argumentos a favor do dito.

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  38. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:40

    Gabriel:

    O racado de Rangel tem um destinatário e uma explicação concreta.
    A meu ver, é esta e não estou a difamá-lo porque é plausível e não ofende de facto:

    Rui Rangel escreveu uma crónica a semana passada no CM. SObre prisão preventiva e para mostrar que o governo nem tinha razão para dizer que as leis não condicionavam a aplicação dessa medida de coacção.
    E então elencou uma série de artigos do Código Penal onde dizia que a pena era x e y.
    Enganou-se e escreveu algumas asneiras básicas que não devia ter escrito.

    No blog InVerbis, onde escrevem magistrados, juízes com pseudónimo, mas muito, muito contidos, um deles, precisamente um juiz, segundo tudo indica ( Grande Manitu), deu-se ao trabalho de elencar as asneiras concretas.

    E outros comentadores anónimos criticaram o facto de Rangel se expor tanto nos media.

    Foi só isso, foi muito contido e muito menos acerado do que alguns comentários que já me fizeram a mim.

    Ainda ssim, o Rangel picou-se e escreveu esta crónica lamentável.

    Foi só por isto. Uma reacção à SOusa Tavares quando lhe apontaram o texto plagiado.

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  39. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:43

    Um regulador para os blogs e registos prévios… Tenho dúvidas que tal ideia possa ser tecnicamente exequível. Passaria por policiar o registo de domínios, acessos à net em locais públicos e privados e por aí fora. Algo semelhante, no devido contexto, já foi feito na DDR, brilhantemente retratado no Das Leben der Anderen. Mas fazer isto a nível mundial… até me dá calafrios pensar nas implicações.

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  40. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:44

    Carlos Loureiro:

    Isso que escreve aplica-se integralmente aos com “Nome”.

    Se para aferir da credibilidade ou idiossincrasia de alguém devêssemos saber de quem dependem, o que pretendem o a quem reportam, exigiria sempre uma declaração de interesses a quem escreve.

    Como vê, é impraticável.

    Quanto a mim, o que escrevo deve valer por si mesmo. V. sabe que eu sou jurista, como V. é.

    É o suficiente, para mim, porque não sei de si, aquilo que pode saber de mim…

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  41. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:48

    O que eu acho mesmo lamentável é, por exemplo, ir aos defeitos pessoais de quem se conhece e aplicar a regra da denúncia pública, em chacota. Mostrar um aspecto pessoal para denegrir.

    Mesmo assim, ainda aguento isso nos blogs, à conta de mau-gosto.

    o CAA deve muito bem saber o que isso é, por causa da história do copo. E estou á vontade, porque o disse na altura.

    O que é mesmo torpe, é a difamação voluntária ou semi-consciente. Aquela que se atira, com base na meia-verdade que se toma por inteira. Isso é que é lamentável.

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  42. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 16:52

    O josé já explicou tudo.

    afinal o sr. desembargador foi apontado e não gostou.

    o habitual e, portanto, nada de novo.

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  43. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 16:52

    Uma guerra de alcoviteitas na net, é a tentação de muitos.

    As ideias valem por si, independentemente do seu autor.

    Para um catalogador
    é necessário o autor.

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  44. CAA's avatar
    8 Outubro, 2008 16:53

    Gabriel,

    Discordo completamente do que disseste.

    Não me interessam os pretextos concretos de Rui Rangel – ando na blogosfera há 6 anos e sou de opinião que os anónimos e a lógica da livre injúria constitui o cancro dos blogues. Que está a estragar, se calhar irremediavelmente, esta forma de liberdade.

    O anonimato que se vê nos blogues atrai a covardia, até a demência, traz consigo o pior da natureza humana.

    Ver uma pessoa como tu a defender a impunidade anónima dos autores de tantasimundíces desgosta-me muito.

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  45. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 16:54

    Ao ler o comentário #39 de Carlos Loureiro fico com a impressão de que as pessoas, coitadinhas, não têm outra hipótese sem ser ler o que for escrito.

    Onde está essa liberdade individual tão aclamada pelos liberais?

    Só lê quem quer! Ah e a responsabilidade/responsabilização? Num post, no outro dia, escrevia no Fliscorno:

    «Comparando com as cartas anónimas que no século passado alguns usavam para difamar à conta do verdadeiro anonimato, na Internet isso não acontece! Por exemplo, no caso deste blog [o Fliscorno], basta um mandato judicial junto do Google para saber que IP foi usado para publicar este texto. Depois, basta novo mandato judicial junto do respectivo fornecedor de acesso à Internet para se saber quem estava do outro lado do teclado. Ah! sim, poderão dizer, e os IP anonymizer? Torna as coisas mais difíceis, sim. Mas era mais fácil identificar o autor duma carta anónima que tenha tomado as devidas precauções?

    A questão está neste ponto: mandato judicial. Mas com estas regulações que o Parlamento Europeu e outros pretendem, não passará a questão a ser também a do simples telefonema da praxe?»

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  46. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 16:55

    O problema com os “nomes” é que não estão sozinhos. Fazem-se acompanhar de comitiva e armados de argumentos decisivos: os do poder executivo de lixar os outros, se quiserem.

    A maior parte do anonimato na Rede, mesmo relativo, deriva desse fenómeno.

    Os casos de reacção criminal contra blogs que se conhecem, são poucos.

    Umem Braga, segundo julgo e outro na Póvoa de Varzim e ainda outro numa localidade interior.

    Tudo por causa das autarquias e das denúncias de corrupção a eito.

    Estará correcta a reacção dos “nomes”?

    Pode estar, em certos casos. Mas a questão é mais ampla:
    Abrange a possibilidade de se cercear a liberdade de expressão, sabendo que os poderes fácticos, como se diz, daquele que podem empregar, dar de comer e viver bem, exercem repressão sobre quem os critica.

    No poder político, não é diferente. Veja-se o caso de Sócrates com a novela ERC.

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  47. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 16:57

    José,

    «Isso que escreve aplica-se integralmente aos com “Nome”.» Como é evidente, já o disse mais acima.

    O “problema” do anonimato também se estende aos “com nome”. Sintetizando, não vejo qualquer problema na expressão de opinião anónima. Como referi, o anonimato até permite analisar melhor a validade dos argumentos usados, libertos do peso (ou falta dele) de que os utiliza.

    Reconheço, porém, que quando a opinião consiste em ataques ad hominem, há uma desigualdade de armas, porque o anónimo fica imune a uma resposta (ou até a um simples escrutínio do que o poderá ter levado a tal ataque) do mesmo tipo. É por isso fácil que quem é vítima de ataques deste tipo, vindos de anónimos, reaja quase instintivamente contra o anonimato.

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  48. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 17:01

    “de que os utiliza”, digo, “de quem os utiliza”
    “É por isso fácil que”, digo (ou queria dizer) “É por isso fácil entender que”

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  49. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 17:03

    Querem um exemplo do tipo de anonimato, cultivado pelos media que me incomoda, ao ponto de o achar inadmissível?

    Por exemplo, uma notícia que dá conta de um casal ter sido assaltado por um indivíduo mascarado e a rapariga ter sido violada e o rapaz agredido.
    Isto é notícia se os ofendidos quiserem. Apenas.

    Agora, se aparece na notícia a indicação concreta de um suspeito, com caracteríscticas que permitem logo a sua individualização e essa informação não provém dos ofendidos mas de alguém que informou os media, isso acho inadmissível. Imperdoável.
    é a destruição completa da presunção de inocência, num caso em que deve mesmo ser preservado.

    De quem é a responsabilidade disto? das fontes anónimas que os media citam?
    E porque é que aceitam estas fontes acriticamente?

    Os media não tem o dever de ponderar as notícias?

    No caso casa Pia, houve montes disto.

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  50. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 17:08

    Carlos Loureiro:

    Ninguém gosta de ser ofendido, mesmo por um anónimo. Já o tenho sido, aqui mesmo.
    Não ligo, nesse caso ou respondo quase na mesma moeda. Às vezes até me dá gozo.

    E isso deve ser mesmo assim, se ficar por insulto.

    É o preço da liberdade e nisso discordo frontalmente do CAA.

    E depois, há a tal diferença entre o ataque ad hominem e o ad personam.

    É uma diferença de vulto, nãó é artificiosa.

    Atacar ad hominem, parece-me justo e correcto dentro de determinados limites, se não enveredarem pelo insulto soez, que descamba no ataque ad personam. O copo, outra vez…

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  51. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    8 Outubro, 2008 17:09

    “há uma desigualdade de armas”
    Não há, porque um “ataque” de alguém perfeitamente identificado é muito mais “mortífero” e eficaz do que o de um anónimo.

    “reaja quase instintivamente contra o anonimato”
    Mas irracionalmente. Em vez de tentar limitar o “emissor” (o que teria implicações imprevisíveis e gravíssimas na liberdade individual), a estratégia terá de ser o de educar o “receptor”, ou seja, lembrar sempre que um “emissor” anónimo é apenas isso: anónimo, sem garantia de credibilidade e não ser a que advém do poder da argumentação que usa.

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  52. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    8 Outubro, 2008 17:11

    Caro CAA,

    Dizes que «Ver uma pessoa como tu a defender a impunidade anónima dos autores de tantas imundíces desgosta-me muito», o que compreendo perfeitamente e até a mim me desgostaria se porventura eu tivesse dito isso. O que, como é óbvio, não foi o caso.

    Disse eu que o RR naquele texto tem uma série de banalidades.

    Como exemplo, esta: «De facto, quando o blogue é usado correctamente constitui um importante instrumento de debate público, de debate pertinente e sério, prestando um bom serviço ao exercício da Democracia.»
    Que diga-se nem faz grande sentido, pois que os blogues não tem de ser usados «correctamente» (ao gosto de quem?) nem de constituirem «um importante instrumento de debate público (é ver o «E Deus criou a mulher», onde debate é nulo, pois a opinião é unânime….) e ninguém tem que prestar ou estar preocupado com «serviço ao exercício da democracia»! Que coisa tão enfatuada.

    Acrescentei eu que o objectivo do texto me parecia um recado para os coleguinhas, com ameaças de queixa.

    Portanto, não me pronunciei sobre o anonimato, logo, não te posso ter-te dado tais desgostos.

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  53. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 17:15

    “Mas com estas regulações que o Parlamento Europeu e outros pretendem, não passará a questão a ser também a do simples telefonema da praxe?”

    claro que sim. é isso que esses senhores querem. saber quem os acusa, que os denuncia, quem diz onde eles almoçam e com quem. e para quê? para lhes “fazer a folha” com um simples telefonema.

    o espírito dos “tempos da velha senhora” está vivo e é recomendado pelos auto-denominados liberais.

    pois, pois…

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  54. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 17:19

    «“há uma desigualdade de armas”
    Não há, porque um “ataque” de alguém perfeitamente identificado é muito mais “mortífero” e eficaz do que o de um anónimo.»

    Nem sempre, nem sempre. Se o atacante, identificado, for useiro e vezeiro na calúnia, por exemplo, as suas afirmações poderão ser muito menos mortíferas que as proferidas por um anónimo, cujas motivações se não conhecem.

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  55. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    8 Outubro, 2008 17:22

    santa paciência, Ò Santa Paciência (53)

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  56. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 17:26

    é verdade gabriel, a mais pura das verdades.

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  57. Tiago Azevedo Fernandes's avatar
    8 Outubro, 2008 17:30

    “Se o atacante, identificado, for useiro e vezeiro na calúnia”

    Isso é verdade. 🙂

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  58. Jorge's avatar
    8 Outubro, 2008 17:42

    Nem a propósito de difamações, verdades, mentiras e visibilidades mediáticas, dois textos no SMMP:

    http://www.smmp.pt/?p=1905

    http://www.smmp.pt/?p=1904

    E estamos nós aqui a falar de blogs, alguns (o meu!) apenas na cada da centena de visitas diárias.

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  59. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 17:55

    Sobre o primeiro dos textos citados, cito esta parte:

    “Os dez mandados de busca e apreensão foram passados pelo Ministério Público de Sintra – o mesmo que, depois de recolhidas provas de roubo por carjacking, além de apreendido um vasto arsenal de armas libertou os três suspeitos sem sequer serem levados ao juiz.”

    Ao contrário de jornalistas que se foitam em saber mais e melhor do que os profissionais do foro, não me atrevo a comentar, muito para além disto:

    Esta frase, dá a entender que se levados ao juiz, então sim, é que ia ser.

    Esquecem o seguinte, este jornalistas que escrevem isto: para levar ao juiz, é preciso reunir prova indiciária de betão, sólida e com tudo à mostra, para os arguidos poderem contestar que os documentos lhes foram colocados no bolso do casaco…
    Outra coisa importante que os jornalistas parece, ignorar: o juiz só pode aplicar uma medida de coacção mais gravosa do que a que for requerida pelo MP.

    Só o entendimento dessas duas coisas, daria uma notícia diferente.

    O meu papel nos blogs, é glosar estas coisas. E por vezes, gozar um pouco, reconheço.

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  60. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 18:00

    Gabriel:

    É claro que é um recado para os colegas. O tipo é desembargador. Alguns ainda estão na primeira instância. Se calhar ainda está à espera de ser escolhido como inspector, pelo CSM

    Claro, só se o CSM for como aqueles macaquinhos, cegos, surdos e mudos.

    Mas a denúncia lá fica, em público, e com destinatário certo. No meio onde se move que é muito pequeno ( 1500 pessoas), o ambiente não é muito famosos, quanto a solidariedades de grupos.

    O grupo do Rangel, é pequeno e abrange ainda o Eurico, esse expoente outro da magnificência jurídica ( um ataque ad hominem típico e que passa ao lado do ad personam que também poderia fazer, mas não faço).

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  61. Carlos Loureiro's avatar
    8 Outubro, 2008 18:03

    «o juiz só pode aplicar uma medida de coacção mais gravosa do que a que for requerida pelo MP.»?

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  62. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 18:03

    Aqui há dias no blog onde escrevo uma juiz, que julgo conhecer, foi lá criticar um texto meu. De um modo que se o tivesse feito com nome não teria escrito. Não me importei por aí além, mas fiz-lhe ver, indicando-lhe a identidade que julgo ser a sua que seria melhor identificar-se para escrever daquela maneira ( chamou-me uns nomes que não apreciei por aí além). Não respondeu mais. Tomei por assente que era quem julgava ser.

    Vistas bem as coisas, prefiro assim.

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  63. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 18:04

    Lapso, Carlo LOureiro. Claro que o JIC não pode aplicar uma medida mais gravosa que a proposta pelo MP.

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  64. pmg70's avatar
    8 Outubro, 2008 18:06

    Acho o texto bastante aceitável.
    Assim como acho aceitável o meu nick – quem se quiser informar acerca de quem sou pode fazê-lo com facilidade.
    Também percebo a revolta do CAA (e de outros q tal) qd é insultado por emitir uma opinião – opiniões clubísticas são sempre pouco aconselháveis… Mas aqui entendo haver razão mais que suficiente para banir quem ofende, tendo como medida o bom senso. Qual? o dos moderadores deste blog.

    Por outro lado entendo o papel do anonimato. Este é um país mesquinho, onde muitos se curvam quando sentem a sombra para de seguida pisarem a quem fazem sombra. Infelizmente e em muitos casos ainda é perigoso dar a cara – nem os cravos acabaram com isso!

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  65. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 18:12

    Por outro lado, li o comunicado do SMMP. Não sei se concordo com o teor do mesmo. Aliás, não concordo mesmo.

    Demasiado corporativo, acaba por criar mais ruído. Tal como o do CSM sobre o caso do estrangeiro com um arsenal,na Guarda.

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  66. Desconhecida's avatar
    8 Outubro, 2008 18:23

    Concordo inteiramente com a análise feita por Rui Rangel.

    No entanto, penso que existem duas faces da mesma moeda: o comentador anónimo que usa de toda a cobardia para proferir insultos de vária ordem aos autores das postagens, quer por razões pessoais, politico-partidárias ou de contexto (não tendo coragem para o fazer frontalmente e “ao vivo”), e o comentador anónimo que, por razões que se prendem com cargos ocupados em instituições públicas ou na sociedade civil, não pode, de forma nenhuma, misturar pontos de vista resultantes do exercício da sua actividade profissional com pontos de vista do seu foro pessoal. Neste último caso, compreendo perfeitamente.

    Por outro lado, também são de criticar os autores de postagens que filtram comentários com os quais não concordam – não os publicando -, só porque são emitidas opiniões que divergem das suas, ou que, de algum modo, se propõem contraditar o tema abordado, e não filtram comentários insultuosos e ordinários feitos por comentadores a outros comentadores, subscritos do fundo de um submundo marginal e autóctone só a alguns reservado.

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  67. OLP's avatar
    OLP permalink
    8 Outubro, 2008 18:29

    Esta generalização dos “anonimatos” na blogloesfera só aparece porque provavelmente muitos deles estão a “desvendar” também os anonimatos do poder, do compadrio, da corrupção, das benesses escondidas.
    As “fontes” anónimas sempre citadas nos media tradicionais eram de alguma forma domesticáveis através do mensageiro.
    É claro que a blogoesfera vulgarizou ou até poderá massificar o dito “anonimato” embora sempre haja meios para se identificar o mesmo.
    Sendo juiz desembargador pergunto-me eu, quantos crimes terá o senhor julgado em processos cuja investigaçao partiu de denuncias anónimas.
    O poder e nomeadamente o fiscal, autoriza e promove assegurando ao anónimo esse estatuto.
    Como é? há anónimos bons e anónimos maus?

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  68. tzzz's avatar
    tzzz permalink
    8 Outubro, 2008 18:46

    Tá enganado o sr Rui Rangel, Juiz Desembargador, porque em países atrasados e como Portugal, que nunca estiveram habituados à liberdade de expressão (antes pelo contrário) manifestar opiniões dando a cara paga-se caro. Portugal é um país pobre atrasado e tribal, onde sair da norma pode valer uma ostracização fatal. O sr tinha obrigação de saber. Aliás… sabe e faz parte do “sistema” que ostraciza.

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  69. Desconhecida's avatar
    Jason Statham permalink
    8 Outubro, 2008 18:46

    Deve haver inteira liberdade de expressão. Deve-se poder ofender, difamar e mesmo imputar alguém de crimes que a justiça (formal) ainda não “provou”.

    A questão que justifica o que acima digo é a seguinte: não se deixa ofender quem quer mas quem pode. É a questão da credibilidade da “ofensa”. Chamar ao Miranda desonesto, mentiroso ou mau cientista é de tal forma absurdo que tais “ofensas” não têm qualquer credibilidade. Logo, o atingido nem lhe passa pela cabeça ripostar, muito menos judicialmente, quanto muito argumentando e demonstrando que é falso.

    Ora o que desagrada a CAA’s e quejandos é a mania da inimputabilidade. Têm a mania de que são superiores e que ninguém pode denunciar em público aquilo que eles são. Chamar desonesto e mentiroso ao CAA tem uma toda outra credibilidade do que em relação ao Miranda. Logo, a resposta, como se vê, é invariavelmente diferente. E bem lhe custa não poder ripostar judicialmente (custas, tempo, paciência, morosidade do processo, vergonha pública na repetição da ofensa pela citação do processo, etc etc). ESTE É O PONTO. Daí o atentado à liberdade que subjaz ao texto do rangel e às asneiras do CAA neste e noutros posts onde se faz de coitadinho.

    Chamar ao PM filho da puta ou paneleiro ou vigarista deveria de ser permitido. A denúncia não pode estar coarctada por regras (hipócritas) de censura. Quem se expõe arrisca-se a ouvir opiniões sobre a sua personalidade, derivadas de acção pública ou não.

    (vou gravar este comentário, pois é bem provável que mo censurem, e vou repeti-lo onde for preciso)

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  70. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 18:55

    Para quem quiser ouvir, uma entrevista de Miguel Esteves Cardoso, a Carlos Vaz Marques, sobre os blogs, citado pelo Paulo Querido ( fico surpreendido).

    aqui, sobre os blogs

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  71. Desconhecida's avatar
    Jason Statham permalink
    8 Outubro, 2008 18:55

    Sobre liberdade de expressão, versão liberal (é difícil de facto ser liberal, CAA), Rothbard himself:

    «”The right to freedom of speech” really means the right to hire a hall and expound your views; the “right to freedom of press” (where, as we have seen, speech and action clearly cannot be separated) means the right to print a pamphlet and sell it. In short, free speech or free press rights are a subset, albeit an important one, of the rights of private property: the right to hire, to own, to sell.
    (…)
    Note the way in which the focus on property rights solves all recondite issues. Perhaps conservatives, who proclaim themselves defenders of property rights, will be moved to reconsider their support of its invasion. On the other hand, perhaps liberals, scorners of property rights, might be moved to consider that cleaving to them may be the only way, in the long run, to insure freedom of speech and press.»

    http://www.lewrockwell.com/rothbard/rothbard79.html

    Solução? Que censurem aquilo que não gostem. Agora ameaçar com o recurso à justiça em vez de banirem os comentários de que não gostam é HIPÓCRITA e sinónimo de fraqueza!

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  72. Desconhecida's avatar
    Jason Statham permalink
    8 Outubro, 2008 19:01

    É perigoso estar certo quando o estado (logo, a “Justiça” e suas leis) está errado. Denunciar num jornal tipo Público que o governante A é um ladrão pois desvia n milhões de fundos públicos é altamente perigoso pois o processo é certo. Ora, até que se prove que isso é verdade, quem sabe da verdade antes dos orgãos oficiais fica num beco sem saída: ou denuncia e arrisca-se a que a maquina corrupta do estado não venha a provar nada, ou não denuncia e aí deixa de cumprir um dever básico de cidadania e arrisca-se a ficar mal com a sua consciência e de se sentir cúmplice do crime. Sem liberdade de expressão absoluta, não há liberdade.

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  73. Desconhecida's avatar
    Jason Statham permalink
    8 Outubro, 2008 19:08

    «O grupo do Rangel, é pequeno e abrange ainda o Eurico, esse expoente outro da magnificência jurídica ( um ataque ad hominem típico e que passa ao lado do ad personam que também poderia fazer, mas não faço).»

    Isto é obviamente impossível de separar (ad hominem e ad personam). Acusar alguém de “magnificência jurídica” implica, creio eu, que o senhor sabe da sua não competência jurídica e no entanto continua a expôr-se como um competente jurídico. Denuncia falta de seriedade (esta é sempre “pessoal”, dizer que é profissional é conversa da treta). Não concordo nem deixo de concordar com a acusação ao Reis, apenas digo que a separação hominem/personam não tem qualquer base racional.

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  74. Desconhecida's avatar
    Jason Statham permalink
    8 Outubro, 2008 19:18

    “O que é a Verdade?”

    A verdade sobre alguém não pode jamais, com certeza absoluta, ser decretada/descoberta por um Tribunal. Não raras vezes na história, 99% de um vasto grupo de pessoas pensou que inverdades eram verdades. Ocorre que, não raras vezes, dizer que essa inverdade não verdade implicou penas de prisão. Quantos crimes, por exemplo, foram apenas conhecidos por 2 ou 3 pessoas? Comprovar-se a existência desses crimes não raras vezes se mostrou impossível materialmente. Uma quarta pessoa descobre o crime por mero acaso. Denuncia e a “Justiça” não consegue provar o que diz. Essa pessoa merece ser condenada por difamação? Pois…

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  75. Desconhecida's avatar
    8 Outubro, 2008 19:36

    Parece-me que sobre estas matérias os nossos antepassados romanos eram mestres da sabedoria: “Abusus non tollit usum”.
    Parece-me pois que não é o abuso de uma prática neste mundo, o anonimato e um dia o uso de nicks, que agora são postos em causa por pessoas que não conseguem ter um nível de cidadania que lhes permita adequar as ideias às palavras, de uma forma adequada e equilibrada.
    Eu pessoalmente estou do lado dos que defendem o anónimo ou os que usam nicks… E estou deste lado porque o que está em causa são princípios que a meu ver devem ser conservados.
    Entendo que devem ser encontradas outras soluções, que impeçam o abuso, mas estou longe de concordar com as teorias que se refugiam no abuso para justificar a abolição de um direito de toda uma comunidade… E para os mais distraídos este é um direito já muito velho… Ainda a internet era uma coisa sensaborona e paga ao caracter ( tempos da Telepac), com modems a trabalhar a carvão ( sim, sou desse tempo!) e já havia esta prática… Talvez porque nesse tempo se respeitavam códigos e posturas com grande religiosidade, os problemas que agora se levantam na altura nem sequer se punham!
    A Globalização e a Massificação abrem sempre novos desafios, mas as respostas mais fáceis nem sempre são as melhores!
    Exagerando, em democracia cometem-se muitos atropelos e muitas injustiças, a liberdade tem esse grande defeito!…Será por isso razão suficiente para pôr a democracia em causa?
    Eu pessoalmente mantenho-me fiel à democracia, mesmo nestes casos…

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  76. Desconhecida's avatar
    8 Outubro, 2008 19:45

    Com as minhas desculpas o texto corrigido:

    Parece-me que sobre estas matérias os nossos antepassados romanos eram mestres da sabedoria: “Abusus non tollit usum”.
    Entendo pois, que não é o abuso de uma prática deste universo, o anonimato e o uso de nicks, que agora são postos em causa, por pessoas que não conseguem ter um nível de cidadania, que lhes permita equilibrar as ideias com as palavras, de forma adequada e equilibrada.
    Eu pessoalmente estou do lado dos que defendem o anónimo ou dos que usam nicks… E, estou deste lado, porque o que está em causa, são princípios que a meu ver devem ser conservados.
    Entendo, que devem ser encontradas outras soluções, que impeçam o abuso, mas estou longe de concordar com as teorias que se refugiam no abuso, para justificar a abolição de um direito, de toda uma comunidade… E, para os mais distraídos, este é um direito já muito velho… Ainda a internet era uma coisa sensaborona e paga ao caracter ( tempos da Telepac), com modems a trabalhar a carvão ( sim, sou desse tempo!) e já havia esta prática… Talvez, porque nesse tempo se respeitassem códigos e posturas com grande religiosidade, os problemas que agora se levantam, na altura nem sequer se punham!
    A Globalização e a Massificação abriram novos desafios, mas as respostas mais fáceis nem sempre são as melhores!
    Exagerando, em democracia cometem-se muitos atropelos e, muitas injustiças, a liberdade tem esse grande defeito!…Será por isso razão suficiente para pôr a democracia em causa?
    Eu pessoalmente mantenho-me fiel à democracia, mesmo nestes casos…

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  77. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 19:51

    “Ora o que desagrada a CAA’s e quejandos é a mania da inimputabilidade. Têm a mania de que são superiores e que ninguém pode denunciar em público aquilo que eles são. Chamar desonesto e mentiroso ao CAA tem uma toda outra credibilidade do que em relação ao Miranda. Logo, a resposta, como se vê, é invariavelmente diferente. E bem lhe custa não poder ripostar judicialmente (custas, tempo, paciência, morosidade do processo, vergonha pública na repetição da ofensa pela citação do processo, etc etc). ESTE É O PONTO. Daí o atentado à liberdade que subjaz ao texto do rangel e às asneiras do CAA neste e noutros posts onde se faz de coitadinho.”

    Jason Statham,

    obrigado pelas suas palavras. folgo em saber que não estou sozinho. O CAA ficou muito incomodado por alguém o ter visto a almoçar (sabe-se lá com quem) e o ter dito aqui. imagine-se!

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  78. Fernando's avatar
    Fernando permalink
    8 Outubro, 2008 19:53

    José (63)
    O juiz pode aplicar medida de coacção mais gravosa do que aquela que é proposta pelo MP. E, claro está, menos gravosa.

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  79. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 19:55

    O anonimato permite-nos, por exemplo, escrever um texto com um nick e logo outro a seguir, com nick diferente, escrever outro texto aplaundindo anterior.

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  80. Desconhecida's avatar
    Santa Paciência permalink
    8 Outubro, 2008 20:01

    Diz o MEC com pena:não há sítios para escrever, onde fazer merda, onde desabafar

    Felizmente há. Chama-se blogosfera e essa é a sua grande virtude!

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  81. Desconhecida's avatar
    BMPB permalink
    8 Outubro, 2008 20:04

    Que mania esta, que não percebo, desta gente querer que toda a multidão se conheça na blogosfera. Enfim, o que diria Fernando Pessoa.
    Mas, ok porreiro.

    O CAA esquece-se que são os anónimos que …“conseguiu que se tornasse no mais lido de entre os blogues políticos.” Mas que não escreve só sobre política, aliás, os posts mais lidos não são sobre política.

    Em relação a esta matéria, as respostas do CAA e o texto, diga-se fraquinho, do RR são incipientes quando comparadas com as dos muitos anónimos acima descritas.

    Duas perguntas difíceis: (Não vale mentir, sim.)
    CAA, o senhor já utilizou o anonimato em “6 anos de blogosfera”?
    O CAA quando posta, posta para quem. Anónimos ou acrónimos?

    O Carlos Loureiro e Gabriel têm razão e são honestos.

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  82. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 20:09

    O Fernando Pessoa escreveu com uma série de nicks, a que pomposamente deram o nome de heterónimos.
    Fernando Pessoa, se vivesse hoje, estou em crer que andava por aí anónimo, a gozar a blogosfera.

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  83. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 20:12

    Fernando:

    Artº 194º nº 2 do CPP:

    2 – Durante o inquérito, o juiz não pode aplicar medida de coacção ou de garantia patrimonial mais grave que a requerida pelo Ministério Público, sob pena de nulidade.

    É uma alteração recente, de Setembro de 2007

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  84. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 20:15

    Jason:

    A tal magnificência jurídica, como ataque ad hominem, baseia-se numa prestação pública na tv, do dito Eurico. Asneiras que anotei e posso recuperar para não difamar gratuitamente.

    Logo, não é bem ad personam. Denunciar alguém por dizer em público uma asneira juridica com alguma gravidade, não é necessariamente ad personam.

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  85. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 20:17

    A questão então:

    Se este blog onde escrevo agora, só admitisse comentários com nome próprio e identificável imediatamente, além do lugar onde se escreve, em que lugar estava este blog no ranking de popularidade?

    Resposta honesta, precisa-se

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  86. Desconhecida's avatar
    BMPB permalink
    8 Outubro, 2008 20:26

    José,
    As boas perguntas desenvolvem excelentes fugas!!!

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  87. Desconhecida's avatar
    BMPB permalink
    8 Outubro, 2008 20:33

    “Fernando Pessoa, se vivesse hoje, estou em crer que andava por aí anónimo, a gozar a blogosfera.”

    Como diz o MEC, escrevia umas merdas para muita gente desabafar e desbaratar.

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  88. Desconhecida's avatar
    José permalink
    8 Outubro, 2008 20:34

    Pois, a pergunta a colocar ao CAA ainda é mais complicada de responder, parece-me:

    É verdade, como se escreveu no Portugal Contemporâneo, que o CAA, fez-se passar na caixa de comentários por outrém e que apagou comentários que não lhe agradavam pessoalmente?

    Nada tenho a ver com o assunto, mas gostava de ler uma resposta sincera e honesta. E já agora que nick usou como alter-ego…

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  89. Fernando's avatar
    Fernando permalink
    8 Outubro, 2008 20:59

    José

    Obrigado. Parece ter sido uma boa alteração, pelo menos mais razoável.

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  90. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 21:00

    Há outra coisa na net, difícil de encaixar para alguns: é a ausência de hierarquias.
    Vêm frequentemente com interrogatórios, para que os “discentes” respondam.

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  91. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    8 Outubro, 2008 21:50

    Sobre o anonimato:
    Nada tenho a opor, e nem que tivesse, é uma faculdade que assiste a qualquer um.

    Durante 4 anos assinei as postas apenas como «Gabriel». Tão «anónimo» como «bz», «anti-comuna», «mialgia de esforço» (o melhor nikname da praça, não desfazendo nos demais) ou «Fernando Valente». Acrescentei mais recentemente o «Silva» por ser o nome como sou reconhecido em todo o lado, incluindo profissionalmente. Mas no que diz respeito ao blasfémias e nos locais onde por ai comento, tal não fez diferença nenhuma, mantenho-me tão «anónimo» como dantes: sou um gajo que escreve no blasfémias.
    Tem tanta aceitação um «Gabriel Silva» como um «brainstorm», ou um «maradona».

    A questão do anonimato só tem relevância nos casos onde as pessoas ultrapassam as regras da sã convivência e partem para o insulto, para a bujarda e calúnia. O que se resolve bem com uns higiénicos apagões.

    No entanto, e ao contrário do que Rui Rangel insinua como caracteristica geral do anonimato incidioso, este não se restringe às margens dos blogues.
    Basta estar atento às notícias, tão frequentes: «O Público soube que…»; «segundo fontes próximas….»; «de acordo com elementos do gabinete de….»; «teve acesso a documento que….».
    Está tudo lá: o acessor que passa informação, o adversário que insinua, a pequena delação, a injuria sugerida, o diz-que-disse-mas-não-foi-bem-assim, o documento em segredo de justiça passado a contento de certos fins. E há as cartas e denuncias anónimas que tem «dignidade» para o pgr e para tudo o que é autoridade. Mas blogues é que não…..

    Pela experiência sou levado a concordar com o CAA, que muito do «anonimato que se vê nos blogues atrai a covardia, até a demência, traz consigo o pior da natureza humana»
    É verdade. Mas nem é exclusivo deste meio, nem julgo substancialmente diferente do que se passa em outros sectores. Basta ouvir os foruns das rádios e das tv’s, ou os rodapés dos televisores. Mas isso não incomoda porque ninguém leva a sério. Pelos vistos começam a levar a sério os blogues. Porque certamente incomoda. E não controlam. É a liberdade.

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  92. Desconhecida's avatar
    Mr. Hyde permalink
    8 Outubro, 2008 22:23

    Felicito a Fernanda Valente pelo excelente comentário 66.

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  93. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Outubro, 2008 08:00

    Gabriel Silva Diz:
    8 Outubro, 2008 às 9:50 pm

    Pelos vistos começam a levar a sério os blogues. Porque certamente incomoda. E não controlam. É a liberdade.

    Ora aqui está uma excelente conclusão. Particularmente, se os responsáveis se derem ao trabalho de corrigir e educar quem transgride as mais elementares normas que uma sociedade educada deve seguir.

    Nuno

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  94. Zé Preto's avatar
    9 Outubro, 2008 08:08

    Devia era falar sobre o mano mafioso, que veio com a descolonização e com um diploma de bacharelato falso, comprado aos amigos do MPLA!

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  95. Desconhecida's avatar
    9 Outubro, 2008 09:11

    Obrigada Mr. Hyde pela sua apreciação ao meu comentário.
    Mas, na verdade, limitei-me a generalizar a questão que se coloca quanto ao subscritor “anónimo”. Já quanto ao subscritor, utilisador de diferentes “nicks”, trata-se de uma matéria com “pano para mangas”, com a qual nem vale a pena perdermos tempo: existe de tudo, até perseguições amorosas…

    Entretanto, fiquei a saber pelo Gabriel Silva de que existe um comentador que utilisa o “nick” de «Fernando Valente». Francamente nunca vi nenhum comentário desse pseudo-subscritor cujo objectivo, obviamente, é gozar com a minha cara. Não sei porque é que eu acho que essa figura virtual patética terá sido criada por um dos autores de um blogue muito conceituado da blogosfera portuguesa…

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  96. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Outubro, 2008 09:50

    O problema com os blogueiros anónimos é que se escreverem que um saco azul está contido dentro de outro saco azul muito maior, isso pode ser inconveniente a alguém e esse alguém pode até estar dentro do saco maior, ou levá-lo às costas.

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  97. Jorge's avatar
    9 Outubro, 2008 12:21

    Gabriel Silva Diz:
    8 Outubro, 2008 às 9:50 pm

    Subscrevo.

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  98. CAA's avatar
    9 Outubro, 2008 12:21

    «É verdade (…) que o CAA, fez-se passar na caixa de comentários por outrém e que apagou comentários que não lhe agradavam pessoalmente?»

    Nunca me fiz passar por ninguém, dou sempre o meu nome e cara – neste blogue assino ‘CAA’ que são as minhas iniciais.

    Já apaguei comentátários injuriosos ou que insinuavam difamações várias quer para mim quer para pessoas deste blogue quer para terceiros de boa ou má fé. E, como já expliquei, continuarei a fazê-lo.

    O desvairado que cita já quando estava por cá tinha o costume (de que se gabava) de assinar os comentários nas suas e em outras postas com pseudónimos múltiplos. Amigos comuns garantem-me que esse hábito se converteu em mania compulsiva. Até chega a entrar em diálogo com os seus próprios pseudónimos, i.e. consigo mesmo. Neste momento, julgo que o infeliz já nem dá por ela…

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  99. CAA's avatar
    9 Outubro, 2008 12:22

    Digo ‘comentários’.

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  100. MIa(hoje com uma veia comuna)'s avatar
    9 Outubro, 2008 15:24

    Vamos lá a ser sinceros. Ninguém gosta de comentários depreciativos anónimos. Agora, comentários pessoais são uma coisa, comentários sobre assuntos são outra. Dizer ” flano tal devia ter feito assim ou assado ao invés de estar parado” mão é a mesma coisa que dizer que “O Sr. Xpto é um corrupto sem paralelo que cheira mal dos pés e ainda por cima é feio”. Chama-se Direito de Expressão.

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  101. Tzzz's avatar
    9 Outubro, 2008 18:35

    Eu acho que é devido a famílias como o sr Rangel “y sus hermanitos”, que continuam a dominar Portugal, que este país continua a ser um território tribal, pobre e atrasado. Se tivesse de colocar o meu nome não teria escrito isto: tenho mêdo das possíveis consequências, directas e/ou indirectas. Portugal “con sus famílias” é especialista em retalições tribais.

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  102. Luis Marques's avatar
    Luis Marques permalink
    10 Outubro, 2008 09:53

    Tzzzzzzzzzz tens em grande parte razão…. “Portugal “con sus famílias” é especialista em retaliações tribais.”

    Mas não só, para quem passou a vida fora como eu, descubro que temos uma enormidade de tabus e uma incapacidade ou honestidade intelectual de os discutir seriamente…
    Mais: quem domina o debate público é maioritariamente tão medíocre que esquarteja qualquer um que saia desse quadrado predefinido e tão sui generis…
    É a ditadura da mediocridade….
    A manipulação e falta de rigor jornalístico são avassaladoras… confesso e admito, sou incapaz de ver um telejornal do princípio ao fim…
    Então encontramo-nos aqui tão como uma sociedade secreta para discutir em anonimato os verdadeiros assuntos e pseudo-livremente (ou como diriam os meus amigos “sort of…”)…
    Esquarteja-se já o Luis….

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  103. Luis Marques's avatar
    Luis Marques permalink
    10 Outubro, 2008 10:27

    Ò Tzzzz, és cá dos meus….
    Pensar, liberdade de expressão… “ostracização fatal” não… Esquartejamento tal como no Direito Romano…
    Nisto o Bastonário da Ordem dos Advogados tem razão… “…alguns magistrados, devido ao imenso poder que têm, preocupam-se mais em manter esse poder, preocupam-se mais serem temidos do que em serem respeitados. …” mas isto aplica-se em todos os ramos do poder institucional e não institucional…

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