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Confie nas pessoas responsáveis

8 Outubro, 2008

Ontem, Vítor Constâncio assegurou a solidez do sistema financeiro português. A situação está tão boa que Constâncio até já admite a flexibilização da consolidação orçamental em 2009. Há, no entanto, um problema. O sistema financeiro português é muito vulnerável a boatos, provavelmente porque alguns até são verdadeiros. Constâncio aconselha os portugueses a confiar em pessoas responsáveis como ele próprio (Confiem naquilo que eu digo) ou , digo eu, como Teixeira dos Santos.

25 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 00:50

    Teixeira dos Santos hoje foi uma vergonha. Mais valia estar calado. O que ele disse como disse (não disse nada que nãao fosse simplesmente enrolar palavras) só serviu para gerar pânico em algumas pessoas.

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  2. MJRB's avatar
    8 Outubro, 2008 00:57

    Vítor Constâncio afirmou dias antes das legislativas de 2005, que o défice era X. Sócrates venceu (reafirmando esse número) e afinal, passado pouco tempo, soube-se que era muito superior.
    Um candidato a PM não sabe, ou não quer saber a realidade ?
    Um deles mentiu-nos ? Mentiram os dois ! Os políticos mentirosos são perigosos.

    No caso premente, não acredito em VConstâncio. E muito menos em Sócrates.

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 00:57

    Se isto rebentar, os únicos que se safam são os que têm uma casa de meninas.

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  4. strong's avatar
    strong permalink
    8 Outubro, 2008 00:58

    Confie, que a resolução está aí à esquina, di-lo o McCain a esta hora, que o oiça a América, na nacionalização das companhias de petróleo e assim da banca.

    E nós, por cá, tamém, é claro, o descobriremos logo, igualmente, de certeza.

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  5. olen's avatar
    olen permalink
    8 Outubro, 2008 01:03

    As pessoas “responsáveis” são também os maiores aldrabões nacionais.

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  6. MJRB's avatar
    8 Outubro, 2008 01:15

    Olen,

    Óbvio.
    Eu acrescento: e institucionais !

    (Doutro modo não se safariam neste país-“sítio”).

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 01:25

    DO NOT REMOVE!!! CENSURESHIP IS EVIL

    Quanto tempo mais se aguenta Portugal na zona Euro?

    Por: anti-comuna
    (A versão original deste texto foi publicada como comentário a este post e censurada sem explicações)
    .
    No passado fim-de-semana algo de extraordinário aconteceu. O país em exercício da Presidência Europeia, França, na pessoa de Sarkozi, decidiu realizar uma cimeira extraordinária, com apenas quatro países europeus, para decidir um eventual pacote de medidas de combate à crise financeira que se vive em toda a Europa.
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    Nesta cimeira, realizada pelos países mais fortes e grandes da UE, nada de especial foi decidido para combater o credit crunch, apesar de terem passado por cima de todos os países europeus e do próprio Presidente da Comissão Europeia. No entanto, na prática, esta cimeira determinou o fim da UE tal como a conhecemos e, mais ainda, deu ordem de partida para que os países fracos do €urosistema, conhecidos em jargão eurocrata como os famosos PIGS, acabem por ser expulsos da moeda única ou acabarão por sair pelo seu próprio pé, vergados pela crise económica.
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    Na semana passada a Europa conheceu uma fuga maciça de capitais, de um lado para o outro, com os investidores receosos com os sistemas financeiros dos vários países. A tal ponto que levou a Grécia garantir, de um modo patético, todos os depósitos do seu sistema financeiro. Desta forma, ao assumir tal posição, a Grécia deu um sinal aos demais países: ou assumiam posição semelhante ou sofreriam as consequências. Assim sendo, a Alemanha, que se recusou a assinar um pacote de ajudas comuns europeias para salvar a banca europeia, logo após o fracasso da Cimeira do Directório, decidiu também assumir integralmente as garantias dos depósitos nos bancos alemães. O que irá provocar ainda mais pressão sobre os demais parceiros europeus, que acabaram por, em termos comunitários, assumirem uma posição no mesmo sentido mas com garantias dos depósitos de apenas até 50 mil euros.
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    Juntando estes factos fica claro que o credit crunch está a evoluir para uma fase que será perigosa para Portugal. Em Portugal os nossos fracos líderes e as nossas fracas autoridades sempre meteram a cabeça na areia e preferiram esconder o problema português, que vive uma crise sem precedentes. E além de meterem a cabeça na areia, o oportunismo político dos nossos políticos, em especial do Governo, foi ao ponto de acusarem os americanos pela criação da crise, exigiram que eles tomassem medidas, em especial a aprovação do famoso Plano Paulson, mas nada fizeram, eles mesmos, para combater o credit crunch que se sente em Portugal.
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    Durante anos e anos, em Portugal, foi dito que o nosso país não deveria ter especial preocupação com o seu pesado défice da Balança Corrente e de Capitais já que, integrado na Zona €uro, não haveria especial dificuldades em aceder aos capitais externos. Foi dito por muita e boa gente que o défice da Balança Corrente e de Capitais tinha pouca importância, desde que os agentes económicos demonstrassem capacidade para pagar empréstimos e com um mercado alargado de capitais, dinheiro nunca faltaria para os bons projectos de investimento. No entanto isso é mentira e foi preciso um credit crunch à escala global para que ficasse demonstrado que esse défice da Balança Corrente e de Capitais tem particular importância, já que os riscos sistémicos e agregados assumem especial importância, para que os nossos agentes económicos possam sequer negociar com os detentores de capital externos.
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    Um país com um elevado endividamento e com défices gigantescos na sua Balança Corrente e de Capital (Cf. aqui), torna-se vítima de um credit crunch sob duas formas. Uma espécie de penalização de uma moeda de um país sem… Moeda. Uma forma é o acesso aos financiamentos externos, que secam, ou são demasiados caros. A outra forma, é uma fuga maciça de capitais, com estes a procurarem refúgio em sistemas financeiros mais credíveis e de menor risco de colapso.
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    E Portugal já conhece a primeira forma de asfixia financeira. Os nossos agentes económicos não conseguem financiar-se para apoiarem os seus projectos de investimentos. Ainda há semanas um consórcio português de construção civil teve que abandonar um concurso público já ganho, num país do Leste, por incapacidade de apresentar garantias financeiras, no sentido que terminaria a obra. No mesmo sector, vários concursos públicos em Portugal estão a ser adiados por dificuldades de financiamento, já que as promessas do Estado não são suficientes para que estas empresas se financiem, pois o Estado português paga mal e a más horas.
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    Há dias atrás o Grupo Sonae, apenas e só um dos maiores grupos empresariais portugueses, que há poucos meses atrás conseguiu a proeza de reunir um importante financiamento para o lançamento de um OPA sobre a Portugal Telecom, teve que abandonar a construção de um centro comercial porque não o conseguia sequer financiar. Também a EDP terá adiado a construção de barragens por causa dos custos proibitivos do financiamento por capitais alheios. E também existe o rumor que a própria Galp, que recentemente descobriu gigantescas jazidas de crude ao largo do Brasil, está com dificuldades em obter financiamento para cumprir os acordos assinados com os consórcios que explorarão esse petróleo.
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    Se estas grandes empresas e grupos portugueses mostram fortes dificuldades no acesso a capitais externos, que dizer da generalidade das nossas PMEs, dependentes da nossa banca, para financiar os seus investimentos e até a gestão da sua tesouraria? Se a nossa banca também está a viver as dificuldades de um credit crunch que afecta sobretudo as instituições financeiras?
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    A segunda forma de asfixia do nosso país é a fuga de capitais. É minha convicção pessoal que se assiste a uma fuga de capitais rumo a países mais credíveis. E na verdade, com as autoridades portuguesas que temos, não é de admirar que os detentores de capitais, residentes ou não residentes, escolham melhores paragens para guardarem os seus preciosos capitais. Se não, vejamos o tipo de país em que vivemos. Temos um Governo, cujo líder, o seu Ministro das Finanças e o da Economia, sempre mostraram incapacidade para compreender que tipo de crise se vive por esse mundo fora. Além de não compreenderem, ainda se negaram a admitir que Portugal seria um dos países que mais sofreria com esta crise, na medida que tem um elevado défice na sua Balança Corrente e de Capitais e os seus agentes económicos altamente endividados, inclusivé as famílias na casa dos 130% dos seus rendimentos. Além de negarem que Portugal poderia ser um dos países mais afectados com esta crise financeira, sempre mostraram não estarem sequer preparados para enfrentar um eventual colapso sistémico do seu sistema financeiro. Limitaram-se a acusar os americanos de provocar a crise, de exigirem acção por parte deles, mas nunca fizeram o seu trabalho de casa e nem tomaram medidas preventivas. E chegaram ao cúmulo de ficarem à espera que um eventual Directório europeu tomasse medidas para combater a crise financeira. E, para cúmulo da desgraça e da completa incompetência das nossas autoridades, tivemos uma notícia em que se sugeria que o Governador do Banco de Portugal, sim esse mesmo, teria desabafado que havia duas pequenas instituições financeiras à beira da ruptura. E essa notícia, propagada por vários orgãos de informação, nunca foi sequer desmentida, podendo estar a gerar uma crise sem precedentes em todas as pequenas instituições financeiras portuguesas. Já que este tipo de boatos, propagados pelo próprio Governador do nosso Banco Central, podem destruir a confiança nesse tipo de instituições. E levá-as-à falência.
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    Nesta altura o principal cancro e risco da nossa economia reside no assustador défice da Balança Corrente e de Capitais. Este défice tem sido a principal causa das crises catastróficas dos países altamente endividados. A saber, Islândia, USA, Irlanda, Grécia, Espanha e a seguir, Portugal?Além deste pesado défice, Portugal não consegue sequer crescer à mesma taxa dos seus parceiros europeus, o que gera ainda mais receio junto dos investidores estrangeiros, que assim se recusam a emprestar dinheiro e até investir em Portugal. Se somarmos umas autoridades incompetentes e que reagem a reboque dos acontecimentos e nem sequer tomam medidas preventivas, estando à espera que sejam os estrangeiros a tomarem medidas de combate à crise financeira, temos os ingredientes para que esta crise financeira se torne num pesadelo económico para os portugueses.
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    Assim sendo, com os resultados práticos da incapacidade europeia em assumir os custos do combate a este crise, países como Portugal encontram-se na linha da frente dos que mais pagarão pelos seus próprios erros. A Alemanha não deseja pagar a resolução da crise financeira europeia e deixou para cada país o seu custo. E Portugal nem sequer tomou medidas que evitassem que esta crise se torne catastrófica para Portugal e para os portugueses. Além de se mostrar incapaz sequer de evitar que boatos, eventualmente propagados pelo Governador do Banco Central, ponham em causa bancos pequenos e o sistema financeiro como um todo.
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    Nos próximos meses haverá um teste profundo a Portugal e às suas autoridades. Portugal terá que resolver os seus problemas económico-financeiros, sem esperar a ajuda e muleta alheia. Terá que suprir a incapacidade de aceder aos capitais alheios e de evitar uma fuga maciça de capitais. Terá que impedir o colapso das suas instituições financeiras, apenas com os seus parcos recursos. Será capaz de o fazer neste contexto mundial? Não. E não sendo capaz, na prática a Cimeira do Directório do passado fim-de-semana sentenciou a permanência de Portugal na Zona €uro. Porque Portugal não consegue sequer gerar rendimentos que paguem a já sua pesada dívida quanto mais conseguir atrair capitais que impeçam o colapso da sua economia. Ou seja, é uma questão de tempo até que Portugal abandone a Zona euro ou seja convidado a sair, pelo seu próprio pé. O Pedro Arroja dá 25% de hipóteses a que Portugal ainda faça parte do euro em Outubro de 2009. Eu não sendo capaz de atribuir essa probabilidade, apenas penso que se não for em doze meses a saída do euro, Portugal, lá para 2013, terá a sua própria moeda: o Tostão Furado.

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 01:39

    “É minha convicção pessoal que se assiste a uma fuga de capitais rumo a países mais credíveis.”

    Devem ter ido para a Islandia

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 01:44

    Sorry, the previous post has the hyperlink missing on this sentence:
    (A versão original deste texto foi publicada como comentário a este post e censurada sem explicações)

    This is the post:

    Bailout: legado póstumo de Milton Friedman?

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 02:09

    Obama referiu-se a isto no debate

    Executivos da seguradora AIG tiraram férias em uma exclusiva praia da Califórnia alguns dias após a companhia receber o empréstimo de 85 bilhões de dólares do governo americano, revelaram legisladores nesta terça-feira.
    http://afp.google.com/article/ALeqM5i9M0fNy_VAZILS4GjLAQhueI9gvw

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  11. P.H.'s avatar
    8 Outubro, 2008 03:51

    Desculpem a intromissão… Mas penso que é importante dar ênfase a mais uma caso de (in)justiça em Portugal.

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  12. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    8 Outubro, 2008 05:35

    Mr. JM:
    Em relação à tão falada crise, há uma questão muito simples, mas para a qual ainda não encontrei resposta: A riqueza mundial mudou de mãos? Ou foi parcialmente destruída?

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  13. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    8 Outubro, 2008 05:37

    … ou, terceira hipótese, tudo não passa de uma paranóia colectiva?

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  14. pica dura's avatar
    pica dura permalink
    8 Outubro, 2008 07:09

    o governador do banco socialista de portugal, o conde drácula do fisco e zé chavez de magalhães dizem sempre o mesmo para os mesmos parolos.
    é necessário duvidar de gente como esta.

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  15. Desconhecida's avatar
    Troll kalla mik permalink
    8 Outubro, 2008 08:00

    Carlos III, e que tal: a riqueza mundial era um baralho de cartas?

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  16. Desconhecida's avatar
    Troll kalla mik permalink
    8 Outubro, 2008 08:00

    um castelo de cartas digo…

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  17. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2008 08:05

    Isto de pessoas “credíveis”, “responsáveis”, vai dar à discussão já havida da “autoridade”, que não se impõe mas se conquista.
    Que autoridade têm as pessoas de apresentar soluções para a crise, se foram as mesmas que criaram a dita ?

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  18. monárquico's avatar
    monárquico permalink
    8 Outubro, 2008 08:26

    estes senhores mentirosos não incutem qualquer segurança ao povo . A situação é de tal ordem, que, se o homem do leme não chegar à frente de uma forma mais frontal , talvez, seja necessário um “salvador” o que não é nada inédito na nossa história. Considerando aquilo que esta cleptocracia produziu de lideranças só existe um homem credível , Chama-se Ramalho Eanes.

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  19. monárquico's avatar
    monárquico permalink
    8 Outubro, 2008 08:38

    anti-comuna: excelente o seu artigo ,está lá tudo o que os tais politicos e quer gestores ou economistas mesmo duma qualquer universidade de vão de escada, sabem. Parafraseando o grande Octávio Machado “eles sabem bem do que o senhor está falando”!Penso que estes dirigentes politicos podem ir encomendando a alma ao diabo.

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  20. Desconhecida's avatar
    8 Outubro, 2008 08:38

    Estes comunicados contra os rumores, vindos das entidades reguladores do sistema financeiro, trazem-me à lembrança a campanha contra os boatos, conduzida pelo MFA no Verão Quente de 1975.

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  21. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    8 Outubro, 2008 09:01

    “É minha convicção pessoal que se assiste a uma fuga de capitais rumo a países mais credíveis.”

    Devem ter ido para a Islandia

    Concordo com o Anónimo. Mais quais sao no dia de hoje um pais credivel? Aparte daqueis que sempre foram nomeados “paraisos fiscais”?

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  22. Votoembranco's avatar
    Votoembranco permalink
    8 Outubro, 2008 10:40

    Depois de ouvir o inqualificável Constâncio passei a ficar preocupado.
    Que tipo de “autoridade” tem este fulano que deixou passar em claro todas as fraudes praticadas pelos ex-administradores do BCP, dizendo que foi enganado?

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  23. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    8 Outubro, 2008 12:41

    Caro Mr. Troll, se essa riqueza era um castelo de cartas, então nunca existiu realmente. Foi apenas uma espécie de D. Branca à escala mundial. Quem enfiou o barrete que aguente.

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  24. João da Quinta's avatar
    8 Outubro, 2008 12:45

    Os “posts” do João Miranda são feitos de palavras gritadas, exasperadas, extenuadas e vazias. Não tem identidade, não tem nem determinações de espaço nem de tempo, esvaziando-se num débito verbal sem fim. É um apelo evidente ao nada, típico da Deficência Mental.

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  25. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    9 Outubro, 2008 19:11

    Como acreditar em Socrates, Santos e Victor Constancio?
    Eles próprios se tem encarregado, que são aldrabões.
    Nos ultimos 6 meses, foram desmentidos, nas suas afirmações, pelos a seguir verificados! Falar por meias palavras, mesmo essas não contem a verdade, retira lhes o direito de poderem ser considerados sérios nas suas afirmações! A crise nunca chegaria a Portugal! o que eles martelaram nesta frase……..
    veja-se os factos hoje…….

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