Orçamento de Crise
Os orçamentos da república, nos últimos anos, foram todos iguais. Aumentam-se uns quantos impostos, aumenta-se sempre a despesa pública, dá-se mais uns cobres a uns ministros e tira-se a outros conforme as modas e as causas do momento, arranjam-se umas medidinhas para contentar um ou dois grupos de interesse, anunciam-se 2 ou 3 intenções de combate à fuga fiscal e inventa-se uma taxa de inflação para enganar sindicatos e para fazer aumentar o IRS sem se dar por isso.
Este ano as coisas tinham que ser diferentes, por causa da crise. Por isso, as opções foram bem mais complexas.
Assim, aumentam-se uns quantos impostos, aumenta-se a despesa pública, dá-se mais uns cobres a uns ministros e tira-se a outros de acordo com as modas e as causas do momento, arranjam-se umas medidinhas para contentar um ou dois grupos de interesse, anunciam-se 2 ou 3 medidas de combate à fuga fiscal e inventa-se uma taxa de inflação para enganar sindicatos e para fazer aumentar o IRS sem se dar por isso.
Só não se percebe como é que apesar de tanta inovação, o défice é o mesmo.

Jon Stewart, do Daily Show – 700 mil milhões de dólares para os Bancos
Jon Stewart, do Daily Show, fala-nos do plano do secretário das Finanças, Henry Paulson, no valor de 700 mil milhões de dólares, para salvar a finança americana. Pelo meio, uma breve mas brilhante análise da situação por George Bush. Um curto vídeo que nos arranca um bom par de gargalhadas e que termina numa toada arrepiante:
Stewart: Com Wall Street em ruínas, o secretário Frankensteiniano das Finanças, Henry Paulson, correu a ajudar com um plano brilhante. Um plano governamental de 700 mil milhões de dólares para resgatar a indústria financeira. 700 mil milhões do vosso dinheiro.
Bem, 700 mil milhões de dólares é imenso dinheiro, será que o Paulson vai aceitar? Sim ele aceita mas só sob certas condições. Para o secretário Paulson aceitar o nosso dinheiro, as decisões dele têm de ser, e passo a citar:
– Não consultáveis e mantidas em sigilo, e não podem ser analisadas por qualquer tribunal ou organismo administrativo.
Ouçam, antes de darmos a um funcionário sinistro que nem sequer foi a votos 700 mil milhões de dólares para fazer o que lhe apetecer, há uma coisa que devem saber. Este guru financeiro foi apanhado de surpresa.
(Entrevista de Paulson na Fox News a 16 de Março deste ano – 2008):
Paulson: tenho imensa confiança no nosso mercado financeiro, nas nossas instituições financeiras, os nossos mercados são resistentes, são flexíveis. As nossas instituições e os bancos de investimento são fortes.
Stewart: Isto é que é ter visão! É a cabeça de Aquiles dele. Para mais informações vamos falar com o nosso analista John Oliver. Oliver, obrigado por estares connosco. Isto é espantoso… Um exemplo espantoso… Para esta Administração depois do Katrina, depois do Iraque…
Oliver: A prisão de Guantánamo?
Stewart: Sim, isso também nos colocou numa situação difícil…
Oliver: E a politização do sistema judicial?
Stewart: Sim, preocupante.
Oliver: O secretismo draconiano?
Stewart: Sim, está bem. Onde quero chegar é ao seguinte, nunca pensei que houvesse outra área onde estes tipos conseguissem dar barraca.
Oliver: Eu sei. E não foi fácil. Foi como tentar encontrar a veia num viciado em falhanços.
Stewart: Então… Isto é… Eu compreendo, quando a veia morre é difícil… Então esta crise económica é, digamos assim, a cobertura de bosta no bolo de merda desta administração?
Oliver: Muito bem… Duas coisas: primeiro, essa metáfora teve classe. E, segundo, não os dês por acabados, Jon. Ainda falta muito até Janeiro (de 2009).
Stewart: Então achas que ainda há mais para vir? O que é que resta para eles… desconseguirem, digamos assim?
Oliver: Bem, vejamos… Ainda tens casa? Sim? Bem, então aí tens. Os teus filhos tomaram o pequeno-almoço hoje de manhã?
Stewart: Tomaram, tomaram um bom pequeno-almoço.
Oliver: E foi alguma coisa que encontraram na rua?
Stewart: Estás a dizer que o Presidente só vai ficar satisfeito quando os miúdos americanos comerem animais atropelados?
Oliver: Quando lutarem entre si pelos animais atropelados. Quando os animais atropelados forem o prémio para os mais fortes.
Stewart: Mas… Porquê?
Oliver: O legado Jon. Ouve, todos sabemos que ele nunca será lembrado como o melhor Presidente. Mas ainda pode, se se esforçar bastante…
Stewart: Ser o pior?
Oliver: Ser o último!
Vídeo legendado em português:
….
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Tinha a ideia que o deficit … não era o mesmo.
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parafraseando o samba do orfeu negro
«miséria não tem fim;
portugal socialista sim!»
PQP
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Hilariante! Já são dois os especialistas que foram hoje questionados pela SIC sobre se seriam os aumentos da FP devidos a eleitoralismo. Um fugiu e o outro diz que não. Ao ministro diz-se que os impostos cobrados aumentam e ele responde que até há uma rubrica, de IRC, que desce 0,1%. O investimento em investigação e desenvolvimento é de 7 milhões e o estado cresce a 110% no fisco e a 60% na administração interna! Que paixão!
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“Só não se percebe como é que apesar de tanta inovação, o défice é o mesmo.”
Porque a mama das privatizações e da UE está mais seca. Por outro lado, a despesa não diminui.
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Acho giro o PM dizer que vamos pagar menos impostos sendo que a receita fiscal vai aumentar por via dos impostos indirectos. Temos que concluir que Sócrates vai pagar-nos os impostos indirectos do seu bolso.
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O oçamento é mauzinho, não pelas razões apresentads pelos neocons, mas pelo facto de ser irrealista em 3-4 aspectos:
1- crescimento optimista de 0,6%, contra todas as previsões internacionais e o descalabro dos parceiros para quem exportamos (por ex. Espanha)
2- inflação de 2,5%. Nenhum orçamento das últimas 3 decadas certou na inflação; previsões sempre por baixo, realidade sempre por cima
3- crescimento d0s salarios de 2,9% que em 31 de dezembro está comido antecipadamente pela inflação de 2008, que nunca será menos do que 3%
4- o défice deveria ser maior (pelos menos 3%) e não no intervalo de 2,2%-2,5%, até pela flexibilidade já demonstrada pela Comissão.
ps,
os liberais vão rindo de Sócrates, ao mesmo tempo gozando com 90% da população, que aplica na prática aquilo que eles não fariam melhor.
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“Acho giro o PM dizer que vamos pagar menos impostos sendo que a receita fiscal vai aumentar por via dos impostos indirectos. Temos que concluir que Sócrates vai pagar-nos os impostos indirectos do seu bolso.”
A compra das casas pelo estado sem ninguém as pagar ainda é melhor. Se o PSD não se acautela, quanto herdar de Sócrates vai ter um pelotão de gente de mão estendida a correr atrás e mais um buraco negro. Entretanto Sócrates chutou para canto o défice tarifário, mais uma vez, depois de dizer que por cá não temos o de Espanha. Ainda está a ser construido, mas a EDP, que vende a preços abaixo de custo, dá lucros fabulosos.
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Irlanda que entrou em recessão
Presidente, membros do governo em face da situação económica que o país vive decidem reduzir o salário em 10%
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=19&id_news=105945
Hungria em dificuldades
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US entram em recessão.O 2009 vai ser uma tragédia.Não se regule a gula dos homenzinhos e vamos desta para melhor.A miséria é má conselheira, mesmo para os que julgam que são muito ricos!
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Este OE inova. O artigo 138º diz como se deve proceder a delegações de competências, ou seja, diz que no caso de professores não se cumpre o CPA. É a insurreição do estado contra o estado!
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