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Novo modelo de parcerias público-privado

24 Outubro, 2008

Estado dá um aval de 20 mil milhões aos bancos. Os bancos emprestam dinheiro a taxas bonificadas às construtoras. As construtoras investem em auto-estradas e TGVs que não são rentáveis. Quem é que fica com o risco?

40 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    rxc permalink
    24 Outubro, 2008 23:52

    Calma lá que isto só lá vai com mais obra. O que interessa é fazer obra. Nem que se tenha de escaqueirar o que já existe, o importante é ter as coisas a mexer. Veja o Expresso da Meia Noite e veja lá se não concorda com aqueles iluminados keynesianos.

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 00:00

    O Ricardo fedorento tem uma conversa gira acerca disso do aval , mais ou menos isto , resumido :os contribuintes emprestam aos bancos para depois estes o emprestarem aos primeiros mas pagando juros. belo.

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  3. Desconhecida's avatar
    25 Outubro, 2008 00:24

    Bem, podem haver efeitos colaterais: 1) os accionistas perderem parte do cpaital, no caso de incumprimento; 2) nomeação de administradores do Estado; 3) intervenção do Estado, na política de dividendos.

    Mas, resumindo, é mais uma fuga em frente e prego a fundo.

    Curioso é que se lança mais uma mega – cortina de fumo, criando a ideia de que os bancos ao fazerem isto, estão a dar garantias maiores aos clientes!

    Bullshit! Se o banca precisa de um avala gigante como este, a banca portuguesa está igual aquela banca americana e não só, que necessita de biliões de ajuda. Mas, o problema não era só da banca Americana, e tudo por causa do sub-prime?

    Também há sub-prime na pátria do Sócrates?

    Porreiro pá!

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 00:32

    Estava-se mesmo a ver que os 20.000 seriam para isto. O que admira é existir quem acreditasse que não seria exactamente assim, ainda por cima vindo de um tal Sócrates. Esta pessoa de créditos altamente duvidosos, senão ruinosamente comprovados pelo estado da economia escondida para além do défice (agora oficialmente designado por “contas públicas”), consegue promover-se como salvador da pátria à custa de uma solução de emergência e ao mesmo tempo dar-lhe a milagrosa forma de projectos de retorno não só de muito longo prazo, como marginal. O pior é que se alguém pensa que ataca um défice industrial de exportação com estradas e outras obras públicas, no mínimo é louco ou troca a eleição pelo futuro da sua terra. O que aquele senhor que parece ser secretário de estado disse na abertura foi que “o estado não deve criar mais problemas aos cidadãos…e portando deve avançar com estas obras”. As garantias para a crise de facto tenderão para zero, como se verá. Vamos lá triplicar o défice externo, que já falta pouco tempo antes de ir embora. Alguém o pagará, mas o que interessa é fazer.

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  5. olen's avatar
    olen permalink
    25 Outubro, 2008 01:43

    O Portugal do faz de conta que Sócrates está a tentar inventar não vai resistir até às eleições.A crise está a desenvolver-se a um ritmo cada vez mais acelerado e Portugal é o elo mais fraco da Eurozona.Sair do Euro é a queda num abismo sem fundo à vista;manter Portugal no Euro terá como consequência uma catástrofe económica e social.A crise pura e dura é inevitável no primeiro semestre de 2009.Este Governo vai levar com ela na “tromba” com toda a força e não haverá cosmética e agências de comunicação que lhes valha.Quem anda agora a semear tantas ilusões colherá nessa altura todas as tempestades.O tempo de Sócrates e acólitos prestarem contas terá chegado.Prevejo que irão ser mais rápidos do que Guterres na fuga.

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  6. JLS's avatar
    25 Outubro, 2008 02:05

    Porquê misturar alhos com bogalhos? O TGV, a sério? Estava a ir tão bem.

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  7. JLS's avatar
    25 Outubro, 2008 02:09

    «Se o banca precisa de um avala gigante como este, a banca portuguesa está igual aquela banca americana e não só, que necessita de biliões de ajuda.»

    Necessita de “billions”. Talvez não saiba, mas “billions” são “milhares de milhões” e não “biliões”, na numeração americana. Se por acaso necessitasse de “biliões”, estaria a necessitar de “trillions”. É só uma chamada de atenção, porque, mais zero menos zero, concordo com o argumento que levanta.

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  8. Desconhecida's avatar
    25 Outubro, 2008 02:10

    Quatro posts de João Miranda seguidos com que concordo.
    Será de me preocupar ou deve o João ficar preocupado?

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 03:22

    Eu também não percebo nada de Economia.

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  10. bandiduh's avatar
    bandiduh permalink
    25 Outubro, 2008 05:13

    É o vale tudo! É o saque ao dinheiro público e a destruição da economia…muitos “amigos” vão enriquecer!

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  11. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    25 Outubro, 2008 06:34

    .
    O mecanismo da crise e o grande risco deste OE:
    .
    http://www.lemonde.fr/web/infog/0,47-0@2-1101386,54-1109590@51-1089411,0.html

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  12. Trinta e três's avatar
    25 Outubro, 2008 07:54

    As construtoras “investem” em auto-estradas? Que quer isto dizer? As construtoras prestam um serviço pelo qual vão ser pagas. É um apoio do estado. Qualquer obra pública o é.

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  13. Pedro C.'s avatar
    25 Outubro, 2008 10:52

    Sempre os mesmos: os contribuintes.

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  14. Desconhecida's avatar
    25 Outubro, 2008 11:04

    “Diz-me quem te lê, dir-te-ei quem és”.

    Anónimo popular.

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  15. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    25 Outubro, 2008 11:41

    Que salgalhada de post. As construtoras não investem em TGV’s e auto-estradas. Quem investe são as concessionárias. As construtoras limitam-se a construir.

    O eventual défice de exploração das auto-estradas e TGVs será suportado pelos contribuintes. Onde é que está a novidade? Em que é que o aval dos 20 M altera os estado das coisas?

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 12:25

    Os bancos irlandeses fizeram igualito.

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  17. Desconhecida's avatar
    25 Outubro, 2008 13:08

    aqui sim concordo. eu que pago impostos é que vou assumir o risco e eu que pago impostos e nunca tive nada em qualquer bolsa de valores é que tenho de pagar pelas loucuras do casino neo-lib

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  18. Borges's avatar
    Borges permalink
    25 Outubro, 2008 14:05

    Garantias do Estado à Banca

    João, coloco-lhe uma questão que não tenho visto abordada na discussão do plano de garantias do Estado à banca nacional:

    Porque é que o Governo não dá garantias também às empresas para que se possam financiar na banca externa, prescindindo assim da intermediação onerosa (com comissões, spreads, etc.) dos bancos nacionais?
    Quando uma empresa exportadora precisar de financiamento para os seus clientes, se tiver estas garantias do Estado português, nas mesmas condições dos bancos (os 0.5% anunciados), facilmente obterá crédito na banca internacional. E isto sem necessidade de avales, depósitos e outros colaterais que os próprios bancos normalmente exigem.

    Uma vez que o Estado intervém como prestador de garantias, a intermediação dos bancos nacionais passa a ser um elo que não acrescenta nada, só serve para encarecer (e dar mais margem aos bancos).

    E, já agora, muitas vezes o Estado exige às empresas garantias bancárias para que estas possam entrar em concursos públicos, fornecer o Estado, negociar dívidas ao Estado, etc. Será que o mesmo Estado está a garantir o banco que presta garantias à empresa (obviamente ganhando o seu quinhão) face ao Estado? De salientar que, por trás destas garantias está o Estado português, ou seja os nossos impostos presentese futuros (incluindo os das próprias empresas).

    Porque não se discute isto em Portugal? Recordo-me do amplo debate nos EUA sobre o plano Paulson. Teve de dar resposta aos que se opunham a que os contribuintes saissem demasiado prejudicados, face aos banqueiros e os accionistas dos bancos. De igual modo, no Reino Unido, onde os bancos pagarão caro a ajuda estatal (em termos de juros, acções preferencias e diluição do capital dos accionistas actuais). Por cá reina a falta de transparência

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  19. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 14:08

    “Quem é que fica com o risco?”

    Nós, obviamente.

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 14:20

    Num país de trolhas, as obras não podem parar!
    É a torre de babel nacional.

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 14:35

    “Porque é que o Governo não dá garantias também às empresas para que se possam financiar na banca externa, prescindindo assim da intermediação onerosa (com comissões, spreads, etc.) dos bancos nacionais?”

    O seu raciocínio baseia-se no facto de que a garantida dada não tem nada a ver com o anúncio da dificuldade em obter crédito feito dias antes pelos candidatos à execução de obras públicas.

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  22. bis coitus interruptus's avatar
    bis coitus interruptus permalink
    25 Outubro, 2008 14:47

    a “D. Banca” nunca será regulamentada
    os contribuintes que paguem a crise

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  23. blogdaping's avatar
    blogdaping permalink
    25 Outubro, 2008 14:48

    Volta Vasco Gonçalves que estás mais que perdoado !!!!

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  24. Desconhecida's avatar
    Ruben permalink
    25 Outubro, 2008 16:06

    A lógica da Governança (politico/partidária) nunca foi ECONOMIA (Empresas Econimicas= Empregadores e Empregados). Sempre foi FINANÇAS (PRIVADAS=Instituições Financeiras – PUBLICAS=Impostos e Fisco).
    .
    Nas Finanças Publicas criou-se uma “bomba de reloógio” agravada ainda mais em meados de 1980 com a obrigatoriedade do Funcionalismo Publico passar a pagar IRS. E com todos os demais Impostos que com esse dinheiro o FP paga embutido no prteço do que naturalmente tem de consomir.
    .
    Uma especie de “Hedge Fund” nas Contas Publicas. O que o Estado paga embutido no “preço” de Vencimentos, Obra ou Consumo recebe-o depois sob a forma contabilizada de Receita Fiscal. É uma massa gigante de dinheiro “especulativo” que gira permanentemente ano após ano (RECEITAS FISCAIS VIRTUAIS).
    .
    Este modelo especulativo acarreta logicamente a bandeira “reinvidicação de aumentos salariais” sempre sob a forma da mesma percentagem para todos. Cada vez mais é maior a amplitude entre Pensões e Vencimentos altos e baixos. É a construção do Aumento da Pobreza em Portugal. Pelas Governanças/Sindicato recusando a aplicação de forma decrescente da percentagem de aumento da base para o topo; mais para os que ganham menos, e menos ou nada para os que ganham mais. Curiosamente MFL há uns anos usou uma formula timida mas neste sentido
    ..
    No seu conjunto o Modelo das FINANÇAS acima de tudo esmaga a ECONOMIA (Empresas Economicas= Empregadores e Empregados) a menos que haja mais INVESTIMENTO PUBLICO especulativo à custa de mais Endividamento Externo., mais Pobreza Nacional.
    .
    E piora quando o Investimento é escolhido para criar depois Empresas Economicas que ou não criam mais qualquer Riqueza Economica directa (exº o principio “utilizador-pagador” de auto-estradas, pontes etc) ou criam Empresas Falidas (exº TGV) ou susbtituam as que davam o mesmo Rendimento (exº novo Aeroporto)
    .
    Ora a Crise (Crunch/Recessão) acabou com este Sistema na sua Logiga e Modelo. A realidade é a competição com a Produção de Riqueza dos chamados Paises Emergentes que mesmo que atingidos com uma quebra do PIB de 2 ou 3% ainda ficam longe de taxas de crescimento de 1% ou mesmo negativas.
    .
    Então só há duas vias, sem 3ª via: a continuação do Modelo de OE com a lógica FINANÇAS acima de tudo que continuará a gerar vertiginosamente MISÉRIA/IMPLOSÃO, agravamento da Crise/Crunch,
    .
    ou um novo Modelo que a lógida ECONOMIA acima de tudo que ao contrário fará saír o País rápidamente do Crunch/Recessão.
    Mas encontra fortes barreiras de interesses preguiçosos, acomodados ou de beneficiarios politico/partidários tansversais a todos os Partidos. Porque implica suspensão do IRS, IRC e IMI com ligeiro aumento do IVA (em termos de RECEITAS FISCAIS REAIS é mais barato) transformando toda a realidade recessiva da Produção e Consumo. Uma Reforma estrutural do Estado de grande amplitude para o que é AGORA governar, as Receitas de Impostos do Estado vocacionadas quasi exclusivamente não só para o cumprimento total de todos os Direitos Sociais dos Cidadãos como também para o aumento substancial da respectiva Qualidade. E Investimento Publico, com o mesmo Orçamento de Obra, mas vocacionado para o que depois cria Empresas Economicas que OU criam nova Riqueza ou substituam Importações (exº Barragens Hidro-Electricas, Industria dos BioCombustiveis, Reserva Estratétiga Alimentar que substitua importações de alimentos, Forte frota pesqueira e industrias associadas para EXPORTARMOS do “mar” e tantas outras) OU eliminam IMPORTAÇÕES OU potenciam mais capacidade futura de EXPORTAÇÕES.
    .
    Mas temos de comporeender, é toda uma lógica diferente que em boa verdade a VELHA Governação Politico/Partidária não está habituada nem lhe interessa nem sabe bem como fazer. O trágico é que tem de ser feito também vertiginosamente. E bem feito. Mas é inevitavel já para 2009, o “ovo de colombo” do Modelo “LIBERALISMO AVANÇADO com DIREITOS SOCIAIS DOS CIDADÃOS”.

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  25. Desconhecida's avatar
    Ruben permalink
    25 Outubro, 2008 16:14

    .
    Adenda:
    .
    onde se lê “OU UM NOVO MODELO QUE A LOGICA ECONOMIA acima de tudo que ao contrário fará saír o País rápidamente do Crunch/Recessão”
    .
    deve ler-se “OU UM NOVO MODELO ECONOMIA acima de tudo, que ao contrário fará saír o País rápidamente do Crunch/Recessão”

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  26. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Outubro, 2008 17:05

    ««As construtoras não investem em TGV’s e auto-estradas. Quem investe são as concessionárias. »»

    Curiosamente alguma concessionárias chamam-se Soares da Costa e Mota-Engil.

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  27. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Outubro, 2008 17:12

    ««O eventual défice de exploração das auto-estradas e TGVs será suportado pelos contribuintes. Onde é que está a novidade? Em que é que o aval dos 20 M altera os estado das coisas?»»

    Altera porque melhora o crédito do investidor privado aumentando dessa forma a ilusão de que o risco é privado quando na realidade o Estado é que corre esse risco.

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  28. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    25 Outubro, 2008 18:39

    Isto è um roubo!

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  29. Desconhecida's avatar
  30. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    25 Outubro, 2008 19:20

    Se toda a europa deu aval aos seus bancos se o país aqui não desse os bancos ficavam em desvantagem. Ou em vantagem, who knows? Se percebesse alguma coisa da maluquice em que caiu a economia mundial ficava rico certamente. Isto é maior loucura que alguma vez podia acontecer e ninguém explica, só complica. Agora dá para perceber que as grandes empresas vão tentar resolver os seus problemas despedindo aos milhares. Não pode ser.

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  31. Karocha's avatar
  32. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    25 Outubro, 2008 20:44

    “ Altera porque melhora o crédito do investidor privado aumentando dessa forma a ilusão de que o risco é privado quando na realidade o Estado é que corre esse risco.”JM

    Errado. O estado apenas terá que suportar os custos pré-estabelecidos e bem definidos aquando da assinatura do contrato. Se o investidor privado se engana nos seus cálculos/ previsões, paciência – terá que arcar com os prejuízos na sua totalidade. O Estado nada tem a ver com esses erros de cálculo do investidor.

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  33. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    25 Outubro, 2008 21:09

    ««Errado. O estado apenas terá que suportar os custos pré-estabelecidos e bem definidos aquando da assinatura do contrato. »»

    Nope. Como o Estado também garante os empréstimos bancário, se o negócio correr mal ao concessionário e se isso implicar uma perda para o banco, o estado, enquanto avalista, é que paga.

    ««Se o investidor privado se engana nos seus cálculos/ previsões, paciência – terá que arcar com os prejuízos na sua totalidade. O Estado nada tem a ver com esses erros de cálculo do investidor.»»

    Como é que não tem se o Estado está a garantir os empréstimos bancários?

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  34. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    25 Outubro, 2008 21:47

    Se o negócio se vier a revelar deficitário, isso por si só não é razão suficiente para que a garantia bancária seja accionada. Esta só será accionada se o banco falir. Mas para um banco falir é necessários que vários negócios corram mal. Um só não chega.

    De resto, ao se admitir que este aval provoca uma ilusão, está-se a entrar nos domínios da futurologia.

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  35. Desconhecida's avatar
    João Miranda permalink
    25 Outubro, 2008 22:58

    ««Se o negócio se vier a revelar deficitário, isso por si só não é razão suficiente para que a garantia bancária seja accionada.»»

    Dado que estamos a analisar risco, temos que adoptar uma perpectiva pobabilistica. E aí não há dúvidas. O aval do Estado aos bancos tranfere o risco das obras públicas para o Estado porque a probabilidade de o investimento correr mal está correlacionada com a probabilidade de os bancos falirem.

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  36. Desconhecida's avatar
    honni soit qui mal y pense permalink
    25 Outubro, 2008 23:32

    Tanta merda apenas porque os auditores/contabilistas dos Bancos Americanos MENTIAM na apresentação dos balanços … validando papeis “higienicos” que não serviam sequer para isso mesmo …

    agora temos de comer esta m …. de teorias da treta de iluminados que dizem ser neo-keynesianos … para vergonha de keynes.

    crise do capitalismo pois, pois … foi mas é crise da matemática

    Cada contabilista um mentiroso !!!!

    A arte da contabilidade é esconder dividas em folhas de balanço !!!!

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  37. Nuspirit's avatar
    Nuspirit permalink
    25 Outubro, 2008 23:36

    O que interessa aqui saber é se este aval de 20 M aumenta a probabilidade do banco falir. E só um louco é que dirá que sim. De resto, com aval ou sem aval, se o banco falir, o Estado, como já sabemos, intervém sempre.

    PS: Mota-Engil é um grupo de várias empresas. MEEC é a construtora e MECT a concessionária.

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  38. Desconhecida's avatar
    João Miranda permalink
    26 Outubro, 2008 00:17

    ««O que interessa aqui saber é se este aval de 20 M aumenta a probabilidade do banco falir.»»

    Claro que aumenta. O banco passa a ter margem para arriscar mais.

    «« De resto, com aval ou sem aval, se o banco falir, o Estado, como já sabemos, intervém sempre.»»

    O ponto é que, com o aval, o valor em risco é maior.

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  39. .'s avatar
    pontounico permalink
    26 Outubro, 2008 01:14

    Ora bem, não sei se já alguém o disse aqui mas os bancos que vão recorrer a essa garantia ficam com possibilidade de conseguirem dinheiro mais barato, logo poderão efectuar mais negócio, obter mais lucro e assim pagar mais impostos.

    E eu acredito no Pai Natal.

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  40. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    26 Outubro, 2008 16:38

    A utilização de 20.000 milhões de euros`para dar avales aos bancos, sem estar especificado a responsabilidade deles aos contribuintes, pelo actual estado, è uma burla! Nenhum banco dá um aval a um cidadão, sem que não lhe sejam especificadas as garantias que tem que dar ao banco!
    Então porque utilizam o aval, sem o dito governo especificar os direitos, que fica sobre o seu património, quem vai controlar a gestão desses banco, alguns, que deram prova de irresponsabikidade e de comportamento menos se´rio (BCP)? outros, que estão envolvidos, na operação FURACÃO? redea curta para gente pouco transparente!

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