O regresso do Estado
26 Outubro, 2008
A esquerda anda entusiasmada com o regresso do Estado à economia. Não sei se estão a ver, o Estado está a aliar-se às grandes empresas (para já os bancos, mas outras se seguirão) para planear a dirigir a economia. É uma aliança virtuosa. O Estado ajuda as empresas a controlar os mercados. As grandes empresas ajudam o governo a prosseguir as suas políticas. Por exemplo, o Estado salva os bancos, ajuda-os a obter créditos e a manter posições dominantes. Os bancos ajudam o governo com crédito mais barato em ano de eleições. O Estado ajuda as construtoras com grandes projectos, as construtoras criam emprego em ano de eleições. Aliança entre as grandes empresas e o Estado? Faz lembrar qualquer coisa, não faz?
36 comentários
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O condicionamento industrial, sim.
Salazar de regresso. Já temos uma PIDE a ler os e-mails pessoais dos funcionários públicos.
Para quando a inscrição obrigatória no Partido Socialista?
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A esquerda não anda entusiasmada com as garantias dadas à banca, em Portugal e no estrangeiro. Ou acha que a esquerda não percebe a manobra? Ou acha que a esquerda é ingénua a ponto de não saber que o capital tem, neste momento histórico, uma influência sobre as decisões dos estados como não tinha desde há mais de um século? Ou então acha que a esquerda é o CDS… Mais um tiro pavloviano. Você não sabe o que diz, quanto mais o que diz a esquerda.
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Faz lembrar os estados unidos e a terra da rainha mãe.
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que Plano alternativo tem então o JM para apoiar a banca portuguesa?
Ou entende que a banca não precisa de apoio?
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««que Plano alternativo tem então o JM para apoiar a banca portuguesa?
Ou entende que a banca não precisa de apoio?»»
Apoio? Mas então não são empresas que estão no mercado e que aceitaram os riscos dessa situação?
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««A esquerda não anda entusiasmada com as garantias dadas à banca,»»
Quer que eu explique o post?
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Quero
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ps=partido soviético
ditadura com bufos e comissários políticos
gulag a instalar no alentejo
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“Ou acha que a esquerda é ingénua a ponto de não saber que o capital tem, neste momento histórico, uma influência sobre as decisões dos estados como não tinha desde há mais de um século?”
Alguma vez, o capital não teve influência, directa ou indirecta, nos Estados? Mesmo, se falarmos de União Soviética, e se nos lembrarmos dos grupos financeiros que estavam envolvidos com a nomenklatura? Amorim não vendeu sempre rolhas para a URSS?
Hoje, a China não é governada pelo Partido Comunista Chinês? E a Bolsa de Xangai? E a Bolsa de Hong Kong?
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“Ou entende que a banca não precisa de apoio?”
Então, a banca portuguesa não tem dados lucros fabulosos? Para que precisa de “aval” do Estado?
Então, o sub-prime não foi um fenómeno exclusivamente dos EUA?
Não veio dizer o Dr. Salgado, que a banca portuguesa estava sólida e não precsava de ajudas? Não corroborou esta afirmação o Dr. Constâncio?
Estamos no domínio do “faz de conta”?
Ou a banca portuguesa investiu na Lehman Brothers ou na AIG?
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JM Diz: «Apoio? Mas então não são empresas que estão no mercado e que aceitaram os riscos dessa situação?»
mas parece-me que já ficou claro, que deixar a seleção natural agir sobre a banca pode levar ao desastre total de uma economia, repare no caso da islandia (entre tantos outros)
Além de que neste momento particular, os bancos não tem capital para absorver outros,
E na minha opinião, o que se está a tentar, neste momento a nivel mundial, é remediar ou evitar precisamente os efeitos devastadores da destruição “criativa”, ou nao?
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Ironicamente, o controlo da economia por parte do estado, significa um passo na direcção da plutocracia…
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“O Estado ajuda as construtoras com grandes projectos, as construtoras criam emprego em ano de eleições. Aliança entre as grandes empresas e o Estado? Faz lembrar qualquer coisa, não faz?”
Faz. Faz lembrar o que sempre se fez em Portugal. Ou alguma vez houve outra estratégia de “desenvolvimento” e de criação de emprego?
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“O regresso do Estado ???
Afinal onde tem estado Estado ?
Regressa de onde ?
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“deixar a seleção natural agir sobre a banca pode levar ao desastre total de uma economia, repare no caso da islandia”
Então, mas de acordo com a UNCTAD, a Islândia não é dos países mais desenvolvidos do mundo?
Será que os accionistas, os banqueiros e diresctores dos bancos não ganharam somas colossais num passado recente, originados no negócio bancário? E agora, têm que ser os contribuintes, que pagam IVA sobre o leite, a suportar?
Não será isso injusto?
O que andaram a fazer as entidades reguladoras, que já sabiam há muito que a banca geria “armas de destruição maciça” (CDO’s, derivativos e outros produtos), sem qualquer tipo de intervenção dessas mesmas autoridades?
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É o Fascismo Democrata. A tendência já era essa de há algum tempo a esta parte pois á Esquerda sem o controle dos meios de produção só resta o Coorporativismo e o controle da economia por via de impostos altos que ao serem 50% da riqueza dão um poder extraordinário ao Estado.
Como os empresários querem manter os seus negócios com a mínima concorrência possível e o Governo quer manter o poder com a mínima concorrência possível nasce assim a União Nacional.
—-
Também por isso é que o Estado Social não permite competição entre Ordens profissionais. Só existe uma única Ordem para cada profissão.
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Ó pá, diz a minha tia Humberta, que a União Nacional não tinha eleições livres.
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Ó pá, diz a Tia Ernestina do Piscoiso, “mas eu não sei em que Deputado votei!”. Terá a Tia Ernestina votado numa Deputada com bigode, apesar de julgar que estava a eleger um másculo de 40 anos, todo vistoso!
Mas, que raio de Parlamento de arregimentados.
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A tia Humberta era uma puta.
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O Poder, meus caros, sempre a ambição do Poder seja qual for a etiqueta política com que se disfarce!
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Quanto à Tia Humberta do Piscoiso, o # 19 está a fazer uma grande confusão: a Senhora não se chamava Política.
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Faz sim senhor, LIBERDADE(dos donos das grandes empresas privadas, que se aliam a quem bem entenderem, dão créditos a quem bem entenderem e pagam aos seus administradores o que bem entenderem).
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o regresso do Estado Velho dá-se pelo facto das oportunidades criadas pelo 25A não terem sido aproveitadas, foram, escandalosamente perdidas. E, o tempo desperdiçado não será recuperado.
E as responsabilidades devem ser repartidas, em primeiro lugar pelos partidos do chamado arco da governação, não souberam ou não quiseram reformar, em segundo lugar pela oposição exercida pela esquerda ortodoxa, mais preocupada em blindar os direitos dos trabalhadores, mesmo que isso pusesse o crescimento em causa. Em terceiro, as corporações influentes, que eu dispenso aqui de as elencar , porque são sobejamente conhecidas por todos, nunca quiseram acompanhar a democracia.
Face ao exposto, não é de espantar que o Estado Velho regresse para salvar a pátria. Basta, para isso, recuarmos a 1926 para percebermos os acontecimentos do pOrtugal de hoje.
“ó pátria que mal fiz eu para te merecer”
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É, também, liberalismo, ou não ?.
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“Ó pá, diz a minha tia Humberta, que a União Nacional não tinha eleições livres.”
A partir do momento em que quase metade da população não paga impostos sobre rendimento e parte vive ás custas de subsídios ou serviços para o Estado deixou de haver eleições livres. Foram comprados.
“deixar a seleção natural agir sobre a banca pode levar ao desastre total de uma economia, repare no caso da islandia”
Onde está o desastre total? Ainda assim…
Quer melhor selecção natural que Armas e da Força…do Estado? Se não fosse a “Confiança” que se tem que o Estado vai buscar o dinheiro onde tiver de ser nem que seja assaltando fundos de pensões na Argentina, dinheiro dos contribuintes ou Inflação nos EUA por via das impressoras ou cá no Rectangulo para combater os défices pelo aumento da colecta onde é que estaria essa “força”?
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Com o peso que o Estado teve e tem na sociedade civil, há espaço para liberalismo??? Isso é não querer ver a questão, meu caro…
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“A partir do momento em que quase metade da população não paga impostos sobre rendimento e parte vive ás custas de subsídios ou serviços para o Estado deixou de haver eleições livres. Foram comprados.”
Coitado do Lucky, não concebe pessoas livres com um contrato de trabalho bem definido, independentes do Partido no Poder.
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Coitado do coisinho, não percebe nada de nada, mas é vê-lo sempre a debitar o seu esterco sobre tudo e mais alguma coisa (sempre, claro, que se trata de defender o seu ídolo Sócrates, que bem gostaria de chupar).
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“não concebe pessoas livres com um contrato de trabalho bem definido, independentes do Partido no Poder.”
Se o contrato de trabalho bem definido passa pelo Partido ou Ideologia no Poder…está tudo dito. Você julga que os trabalhadores da RTP/LUSA votam em quem? e quem trabalha para o Ministério da Educação? Quanta % de pessoas que têm trabalho só por causa do dinheiro dos contribuintes votaria num Partido que dissesse: Não há mais dinheiro dos contribuintes para Propaganda do Estado e Endoutrinação Estatal?
O que se verifica com o Estado a crescer como tem crescido é o caminhar para uma cada vez maior concentração de poder em que as ligações ao próprio Estado determinam o sucesso ou o falhanço.
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Se o seu contrato de trabalho passa pelo Partido ou ideologia no Poder, amanhe-se, mas não generalize.
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Coisinho = Burro
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Seria muito higiénico apagar os comentários com insultos, especialmente dos que se colam ao autor do post.
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pisconas
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este jason-psicossomatico é um paneleiro que anda na net ao engate
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lol
o jason nao sei. mas eu ando a procura de passivos. se o spin estiver interessado…
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Parece o pacto Ribentrop-Molotov. Depois andou tudo à pancada. E os desgraçados soviéticos explorados pela burguesia bolchevique a definharem de fome no meio de tanta arma nuclear.
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