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Em defesa da GALP (II)

10 Novembro, 2008
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Alguns comentadores desta posta acusaram-me de ter escolhido cirurgicamente as datas de comparação para chegar às taxas de crescimento mais convenientes. Ah, mas se tivesse escolhido as datas X e Y a conclusão já seria diferente!.

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Trabalhando os dados – custos e preços médios mensais entre Janeiro de 1999 e Setembro de 2008 – determina-se facilmente o crescimento móvel em 12 meses de cada um dos componentes do preço da gasolina. O gráfico ao lado, mostra o crescimento percentual em cada mês face ao mês homólogo anterior do preço de venda ao público da gasolina (PVP) e de dois dos seus componentes, o custo do crude e o preço sem impostos (PSI). Por uma questão de melhor leitura do gráfico, não se incluiu a evolução do ISP e do IVA, os outros dois componentes do preço final.

 

Confirma-se o que eu havia afirmado na posta anterior, ou seja:

  • 1. O PSI (aquele que é da responsabilidade da GALP) evolui de forma mais “alisada” do que o custo do crude e apresenta quase sempre crescimentos inferiores a este;
  • 2. As maiores discrepâncias face àquela tendência aconteceram até 2002, altura em que a GALP era 100% pública e os preços eram “políticos”, não se guiando na fixação do PSI pelas cotações de refinados do mercado de Roterdão. Foi neste período que a GALP usufruiu de maiores margens de refinação;
  • 3. O PVP apresenta sempre menores variações, o que decorre, em grande medida, dos “amortecedores” fiscais que, até 2002, foram activamente utilizados. Quer na subida, quer na descida do crude e mesmo sem manipulações fiscais, o PVP não evolui nem poderia evoluir ao mesmo ritmo daquele, condicionado que está à sua estrutura e à diferente variação, em cada momento, dos seus componentes.
8 comentários leave one →
  1. portela menos 1's avatar
    portela menos 1 permalink
    10 Novembro, 2008 20:32

    Então e a declaração de interesses?
    – Não ligue! 😉
    A Galp é sempre preferível aos posts anti-americanos de JMiranda!

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  2. LR's avatar
    10 Novembro, 2008 20:39

    “Então e a declaração de interesses?”

    Está na posta linkada. Mantém-se inalterável.

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  3. ordralfabetix's avatar
    11 Novembro, 2008 06:15

    “Segundo dados da Direcção Geral de Energia e Transportes da União Europeia, a 27 de Outubro o litro de gasolina 95 octanas, sem impostos, é 4 cêntimos mais caro do que em Espanha e 3 cêntimos mais caro que a média europeia”

    JN, 11/11/08

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  4. David Ferreira's avatar
    David Ferreira permalink
    11 Novembro, 2008 07:39

    Não entendo tanta tinta, tantas disscussões, tanta energia para discutir 2-3 centimos de diferença no preço final

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  5. Desconhecida's avatar
    dói muito? isso passa permalink
    11 Novembro, 2008 10:12

    Lamber o cú à Galp deve ser bastante gratificante. Agradeça as gorjetas.

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  6. Desconhecida's avatar
    11 Novembro, 2008 17:57

    Convinha que o amigo lR explicasse isso à DECO. É que para a Deco, as recentes reduções do preço pelas empresas petrolíferas nacionais são «insuficientes e não reflectem totalmente a descida do custo do petróleo».

    http://diario.iol.pt/economia/portugal-gasoleo-combustiveis-gasolina-deco/1011376-1730.html

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  7. LR's avatar
    12 Novembro, 2008 06:44

    “Convinha que o amigo lR explicasse isso à DECO. É que para a Deco, as recentes reduções do preço pelas empresas petrolíferas nacionais são «insuficientes e não reflectem totalmente a descida do custo do petróleo».”

    Nem tem de reflectir, tal como não reflectiram frequentemente na subida. Estou farto de referir que o benchmark para a fixação do preço dos refinados são as cotações daqueles em Roterdão.

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