Em defesa da GALP (II)
Alguns comentadores desta posta acusaram-me de ter escolhido cirurgicamente as datas de comparação para chegar às taxas de crescimento mais convenientes. Ah, mas se tivesse escolhido as datas X e Y a conclusão já seria diferente!.
Trabalhando os dados – custos e preços médios mensais entre Janeiro de 1999 e Setembro de 2008 – determina-se facilmente o crescimento móvel em 12 meses de cada um dos componentes do preço da gasolina. O gráfico ao lado, mostra o crescimento percentual em cada mês face ao mês homólogo anterior do preço de venda ao público da gasolina (PVP) e de dois dos seus componentes, o custo do crude e o preço sem impostos (PSI). Por uma questão de melhor leitura do gráfico, não se incluiu a evolução do ISP e do IVA, os outros dois componentes do preço final.
Confirma-se o que eu havia afirmado na posta anterior, ou seja:
- 1. O PSI (aquele que é da responsabilidade da GALP) evolui de forma mais “alisada” do que o custo do crude e apresenta quase sempre crescimentos inferiores a este;
- 2. As maiores discrepâncias face àquela tendência aconteceram até 2002, altura em que a GALP era 100% pública e os preços eram “políticos”, não se guiando na fixação do PSI pelas cotações de refinados do mercado de Roterdão. Foi neste período que a GALP usufruiu de maiores margens de refinação;
- 3. O PVP apresenta sempre menores variações, o que decorre, em grande medida, dos “amortecedores” fiscais que, até 2002, foram activamente utilizados. Quer na subida, quer na descida do crude e mesmo sem manipulações fiscais, o PVP não evolui nem poderia evoluir ao mesmo ritmo daquele, condicionado que está à sua estrutura e à diferente variação, em cada momento, dos seus componentes.


Então e a declaração de interesses?
– Não ligue! 😉
A Galp é sempre preferível aos posts anti-americanos de JMiranda!
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“Então e a declaração de interesses?”
Está na posta linkada. Mantém-se inalterável.
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“Segundo dados da Direcção Geral de Energia e Transportes da União Europeia, a 27 de Outubro o litro de gasolina 95 octanas, sem impostos, é 4 cêntimos mais caro do que em Espanha e 3 cêntimos mais caro que a média europeia”
JN, 11/11/08
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Não entendo tanta tinta, tantas disscussões, tanta energia para discutir 2-3 centimos de diferença no preço final
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Lamber o cú à Galp deve ser bastante gratificante. Agradeça as gorjetas.
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Convinha que o amigo lR explicasse isso à DECO. É que para a Deco, as recentes reduções do preço pelas empresas petrolíferas nacionais são «insuficientes e não reflectem totalmente a descida do custo do petróleo».
http://diario.iol.pt/economia/portugal-gasoleo-combustiveis-gasolina-deco/1011376-1730.html
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“Convinha que o amigo lR explicasse isso à DECO. É que para a Deco, as recentes reduções do preço pelas empresas petrolíferas nacionais são «insuficientes e não reflectem totalmente a descida do custo do petróleo».”
Nem tem de reflectir, tal como não reflectiram frequentemente na subida. Estou farto de referir que o benchmark para a fixação do preço dos refinados são as cotações daqueles em Roterdão.
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