Intervencionismo assustador
Europa quer supervisão a todas as Instituições e Offshores:
Os líderes europeus irão, no próximo sábado, a Washington munidos de um conjunto de propostas específicas para refundar o sistema financeiro mundial, e defendem que todas as instituições e offshores fiquem sob a alçada das entidades de supervisão, afirmou, na sexta-feira, Nicolas Sarkoz. (…)
(…) Os lideres dos 27 acordaram não apenas nos princípios, sublinhou Nicolas Sarkozy, que garantiu que as propostas que a Europa leva são bastante detalhadas. No plano dos princípios, a UE considera, no comunicado conjunto divulgado após o encontro, que as agências de rating devem ser submetidas a registo e supervisão e a necessidade de convergência dos critérios de contabilidade . Consideram também que é necessário que se decida que nenhum segmento de mercado, nenhum território [numa alusão ao fim dos paraísos fiscais e nenhuma instituição financeira deve escapar a regulação ou, pelo menos, a supervisão . Além disso, tal como já tinham estabelecido os ministros das Finanças na reunião de terça-feira passada, devem ser estabelecidos códigos de conduta para evitar que o sector financeiro assuma riscos excessivos , incluindo neste pacote as remunerações dos executivos (…)
Ainda estou para perceber qual a relação dos centros offshore com a actual crise financeira. Parece-me antes que a sua existência decorre sobretudo da fiscalidade elevada nos países desenvolvidos. Os países mais pobres vêem aqui uma oportunidade de negócio e criam os chamados “paraísos fiscais”, que permitem fugir à extorsão implementada desde há muito pelos Estados dos países ricos. Estes, não querendo submeter-se às regras da concorrência (que passaria por baixarem as suas taxas de tributação) optam, a pretexto da crise, por aquilo que noutras situações seria considerado uma inaceitável ingerência na política interna de outros países.
Mas o mais assustador é a crença que o mundo inteiro deposita (e até exige) em “soluções mágicas” e grandiosas como a refundação do sistema financeiro mundial que “druídas” tipo Sarkozy pomposamente lhe vão anunciando, ao mesmo tempo que apontam culpados fáceis como os offshores ou os salários dos executivos, coisas que soam sempre bem à populaça.
Toda esta tentativa de uniformização de processos e inerente centralização de poder irá acabar mal. A próxima crise só poderá ser ainda mais devastadora.

O que se fala no texto acima não é dos offshores como paraísos fiscais, mas sim como locais onde se escondem negócios financeiros. O que é diferente.
Uma coisa é um Estado ter uma baixa tributação. Outra coisa, muito diferente, é um Estado permitir que nele circule dinheiro sem deixar rasto.
O que se fala no texto acima é da necessidade de as instituições e operações financeiras nos offshores serem reguladas e supervisionadas, não da necessidade de elas serem tributadas.
O LR confunde coisas. Confunde os offshores como locais de baixa fiscalidade com os offshres como locais onde se lava dinheiro e se levam a cabo operações financeiras secretas e ilegais.
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Luís Lavoura,
Explique-me o que é que impede um banco português de esconder um negócio financeiro ao regulador alemão.
««O que se fala no texto acima é da necessidade de as instituições e operações financeiras nos offshores serem reguladas e supervisionadas, não da necessidade de elas serem tributadas.»»
Mas as off shores não são supervisionadas pelo governos locais? Não são eles o poder soberano?
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O Sarkozy é um palhacito. Ele e o Burroso, muito mais que Berlusconi. Ma certo.
E olha ali na agência financeira a malta farta-se de dizer mal do BPN, do Constantino, que mais que tratar mal o homem devia-se dizê-lo um inútil, sem mais pergaminhos.
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Já agora, Luís Lavoura, qual é a relação das off shores com a actual crise?
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Qual a relação das off shores com o aumento dos impostos e os salários pequenos?
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CONCLUSÃO:
Vão fazer uma grande reunião com comes e bebes, mais foto de família e dar a chave ao ladrão !!
Bem visto !!
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Afinal Bush tinha “razão”… O grande defeito de Bush de cortar impostos mas não cortar as despesas é seguido por estes idiotas incompetentes como Brown.
Nov. 10 (Bloomberg) — Prime Minister Gordon Brown called on governments around the world to coordinate tax and spending policies to shore up a slowing world economy, his strongest signal yet that he will cut tax in the U.K.
“What I am determined to do is to get all countries around the world trying to get their economies moving again, and one way you can do that is by putting more money into the economy by tax cuts or by public spending rises,” Brown said on GMTV in London today.
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aYcW5btjaU.Y&refer=worldwide
MPs seek to censor the media
Exclusive by Kim Sengupta
Monday, 10 November 2008
Britain’s security agencies and police would be given unprecedented and legally binding powers to ban the media from reporting matters of national security, under proposals being discussed in Whitehall. (…)
http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/mps-seek-to-censor-the-media-1006607.html
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a concorrência só é livre se houver regras iguais para todos e de prefência regras simples e eficientes. a ausência total de regras, como alguns blasfemos suspiram, resultará no dominio dos monopólios e oligopólios, o que é contra natureza do liberalismo. são necessárias regras mas não regras como as actuais que têm favorecido os monopólios e oligopólios e não deixam as outras empresas concorrerem livremente. e acabar com os off-shores num balanço global não trará grandes males ao mundo, pelo contrário.
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««a concorrência só é livre se houver regras iguais para todos e de prefência regras simples e eficientes.»»
Isso quer dizer que não pode haver concorrência entre espaços políticos com guerras diferentes?
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João Miranda,
nenhuma das questões que me coloca nos seus “cometários” 2 e 4 tem seja o que fôr a ver com o meu comentário 1, pelo que só posso concluir que Você anda à procura de uma discussão comigo.
Não lhe vou dar esse prazer.
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Luís Lavoura,
“O LR confunde coisas. Confunde os offshores como locais de baixa fiscalidade com os offshres como locais onde se lava dinheiro e se levam a cabo operações financeiras secretas e ilegais”.
Por sinal, muitas das “operações financeiras secretas e ilegais” como o tráfico de armas, são feitas pelos próprios Estados que agora pretendem “regular” as offshores. Então o Estado francês tem um rico “cadastro” nessa área.
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JoaoMiranda Diz:
10 Novembro, 2008 às 2:15 pm
Mas as off shores não são supervisionadas pelo governos locais? Não são eles o poder
soberano?
Diga-me o que sabe o governo de portugal ou o governo regional da >Madeira sobre as off shores dessa ilha?
Em minha opinião,”Zero”!
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LR, claro que os próprios Estados levam a cabo, e sempre levaram a cabo, operações (financeiras ou não) secretas e, por vezes, ilegais. Algumas dessas operações recorrem a offshores, outras não. Nunca eu disse ou sugeri o contrário.
Um exemplo bem conhecido de uma operação (que se quis) secreta, e ilegal, foi o afundamento do Rainbow Warrior pelos serviços secretos franceses no porto de Auckland, no qual afundamento morreu um português.
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««nenhuma das questões que me coloca nos seus “cometários” 2 e 4 tem seja o que fôr a ver com o meu comentário 1,»»
É óbvio que tem, Luís Lavoura. Se o Luís Lavoura alega que o problema dos off shore é esconderem negócios financeiros, terá que explicar como é que os escondem mais do que os sistemas financeiros comuns. Terá ainda que explicar o que é que distingue as Bahamas de Londres relativamente à ocutalão de negócios financeiros ao Banco de Portugal. Note-se que o banco de Portugal nem sequer consegue detectar negócios financeiros que deixam vestígios em Portugal.
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“a concorrência só é livre se houver regras iguais para todos e de prefência regras simples e eficientes. a ausência total de regras, como alguns blasfemos suspiram, resultará no dominio dos monopólios e oligopólios, o que é contra natureza do liberalismo.”
Por acaso nunca lhe passou pela cabeça que a concorrência faz-se pela diversidade e não pela uniformização? No limite, a sua tese levaria a que em cada sector, houvesse produtos únicos, modelos únicos, formatos únicos. Henry Ford também pensava assim quando um belo dia afirmou: “as pessoas podem escolher a cor do carro que pretenderem, desde que seja preta”
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“Diga-me o que sabe o governo de portugal ou o governo regional da >Madeira sobre as off shores dessa ilha?
Em minha opinião,”Zero”!”
Mas quem criou o offshore da Madeira senão o governo português?
Nisto tudo há uma enorme hipocrisia. Os Estados não olham a meios para tributarem os respectivos cidadãos de forma cada vez mais pesada, levando muitas vezes a fugas de capitais. Mas depois criam paraísos fiscais em que concedem benefícios a não residentes, como é o caso do offshore da Madeira.
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Mas quem criou o offshore da Madeira senão o governo português?
Claro que foi o governo português e não o cubano… Mas quando foi criado não foi com os objecctivos que depois lhe deram, e o governo não sabe muitas das manigâncias que lá são feitas.
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As offshores servem agora de arma de arremesso para os políticos populistas deitarem as culpas da crise financeira que eles e os seus antecessores fomentaram.
Só existem offshores porque existem controles e restrições ao comercio feitas pelos políticos para impedirem o comércio livre e sacar impostos para as suas respectivas casas . Há offshores sérias como Jersey, Guernesey e tantas outras, offshores mais ou menos controladas como Gibraltar e offshores da corda como no Panama. Mas em todas elas operam pessoas séria e vigaristas e não é qualquer lei ou controle adicional que vai transformar os vigaristas em pessoas sérias. A lei obriga em todos os países, e bem, os bancos a saberem quem são os seus clientes; só não o fazem porque não convém muitas vezes aos respectivos governos (droga, armas etc.).
Qualquer espírito menos inebriado pela retórica infantil-esquerdista do Louçã percebe isto. E também percebe que a offshore da Madeira serve o governo de Portugal e os portugueses senão estes hipócritas já tinham acabado com ela. Que tal então fazer um Banco de Portugal que controle o Banco de Portugal, e por aí acima até todos os candidatos a controladores terem o seu emprego?
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João Miranda (comentário 14)
Eu não alego nada, por isso não tenho que justificar nenhuma alegação.
Eu apenas observei (no meu comentário 1) que no texto citado algumas autoridades falam da necessidade de regular e supervisionar os offshores, e que LR confundiu isso, no seu post, com uma crítica à baixa fiscalidade prevalecente nessas offshores. E eu o que disse foi que LR não deveria confundir essas duas questões (a fiscalidade e a regulação), uma vez que elas são diferentes. Nada mais.
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Qualquer espírito menos inebriado pela retórica infantil-conservadora do JP Ribeiro percebe que o modelo existente falhou.
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Luís Lavoura,
Na minha posta eu interroguei-me sobre a relação entre as offshores e a crise financeira. Qual é???
E o que afirmo é que, a pretexto da crise, os Estados extorsores pretendem eliminar concorrentes fiscais. O objectivo e porventura o efeito final disto tudo é uma liberdade acrescida para os mesmos Estados aumentarem ainda mais as taxas de tributação. A populaça aplaude mas, no final serão vítimas de maior extorsão.
É curioso como nenhum Estado tenha equacionado baixar os impostos como uma solução mais consistente para a crise…
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No Daily Show de Jon Stewart, Eugene Jarecki desmonta as esperanças ingénuas dos apoiantes de Barack Obama
Jarecki: O que aconteceu foi que o nosso país mudou. O meu livro mostra como o estilo de guerra americano substituiu o estilo de vida americano… Os Constitucionalistas queriam uma República modesta, que não andasse sempre em guerra, pois sabiam – pelos Britânicos – que, se o país se envolver constantemente em guerras, o Presidente vai dizer mais frequentemente ao povo: “É tempo de guerra. Não há tempo para liberdades cívicas, não há tempo para deliberar, não há tempo para decisões racionais.” Não queriam isso. Disseram: “Foi assim no tempo dos Britânicos. Criemos um Governo inteligente, que não possa estar sempre em guerra.”
Stewart: Qual o máximo de tempo que estivemos neste país sem participar em alguma guerra?
Jarecki: No últimos 200 anos, um ou dois anos. Foram feitos estudos. É um estado de guerra permanente e, de certa forma, é terrível, mas é algo que todos podemos mudar.
Stewart: Não vê isto como uma questão entre Democratas e Republicanos. É o tipo de coisa que ambos os partidos… Este envolvimento dos lóbistas com as empresas não muda muito de Administração para Administração.
Jarecki: Não, de todo. As forças que controlam a nossa entrada ou não numa guerra, francamente não querem saber quem está na Casa Branca, quem está na Sala Oval,. Interessa-lhes o paradigma, a ideia de soberania americana no mundo, a forma como nos impomos e espalhamos a nossa marca.
Vídeo legendado em português
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Finamcial Crash Course:
http://www.chrismartenson.com/crashcourse/chapter-20-what-should-i-do
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Coisa assustadora. O dEUTCH BANK recomenda vender GM e avalia o preço a zero.
Puxa, quer dizer se aquilo tinha o risco de falencia estes dão uma valente ajuda. Oh my gosh!
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Zé:”Qualquer espírito menos inebriado pela retórica infantil-conservadora do JP Ribeiro percebe que o modelo existente falhou.”
Se falhou porque prosperam as offshores? Por masoquismo dos capitalistas?
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Ou então quererá dizer que foi o capitalismo que falhou.
Resta-nos então a consolação de que a alternativa socialista não falha. Nunca. É só ver o Chavez a falar.
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Não perdem uma oportunidade para ir Offshore tratar dos Offshores.
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As questões são como competir, ser competitivo e ganhar nesta Crise ? Só com “Liberalismo AVANÇADO com os Direitos Sociais dos Cidadãos”
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A crise reside muito mais nas Empresas Económicas que nas Instituições Financeiras e seu funcionamento planetário.
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Resultam as baixas das taxas de juros e reformas das Instituições Financeiras mundiais se a ECONOMIA – Empresas Economicas e Familias – não é lucrativa nem para Empréstimos Bancários nem para pagarem Juros ?
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Como competir com Países com Taxas de Crescimento de 4% a 12% ?
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Que têm Empresas Economicas lucrativas, altamente competitivas em Preços, ID e Volumes de Produção que puxam fortemente pelo poderio das Instituições Financeiras e Reservas Nacionais conferindo grande á vontade para enfrentarem a Crise ?
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Com Países muito populosos com fortes potenciais de Consumo Interno inexplorados e mega-cidades maiores que tantos Países Europeus como (em Milhões de Habitantes) Toquio (36M), àrea de N York (20M), S Paulo (19M), Mumbai (19M), Delhi (16M), Shangai (15M), Kolkota (15M), área Los Angeles (13m), Osaka (12M), Beijing (11M), Moscovo (10M) etc ?
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O que há a resolvermos é APENAS a nossa EQUAÇÃO POLITICA PRODUÇÃO- EMPREGO- POUPANÇA- PODER DE COMPRA – CONSUMO INTERNO nas Empresas Económicas e Familias. COMO ?
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Com baixa de lucratividade salarial, Familias com menos Poder de Compra, Poupança, Consumo e Capacidade de Pagamento, mais Recessão e Deflação?
e,
Redução do Rendimento das Empresas Económicas, mais Desemprego e menos Empreendedorismo generalizado, mais Recessão e Deflação ?
–
OU
Aumentar a lucratividade das Empresas Economicas e Familias pela suspensão temporária do IRS, IRC e IMI no actual Figurino Fiscal uma vez que a baixa de Impostos e Juros mostram ser incapazes por perca Politica da sua Oportunidade de efeitos para evitar a Recesão e a Deflação ?
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OU
Reformar todo o Figurino Fiscal FUNDINDO TODOS OS IMPOSTOS APENAS NUM SOBRE O CONSUMO – aumentando ligeiramente o IVA – abrindo o actual “colete de forças” fiscal que confisca oficialmente quási todo o Lucro e Rendimento das Empresas .Económicas e Familias sufocando a Produção, Emprego, Poupança, Poder de Compra e Consumo Interno a favor de mais Recessão e Deflação ?
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E, sendo os Direitos Sociais de todos os Cidadãos de facto intocàveis ,
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Articulando-o com uma Taxa de Contribuição Social também sobre o Consumo, isto é sobre todas as Receitas das Empresas Economicas e Instituições Financeiras eliminando o resto das Contribuições para a Segurança Social de facto outro imposto oculto ?
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A via Fiscal surge como única solução da Crise, Recessão e Deflação. Mas as Governanças resistem. Aparecem inflexiveis. São o seu Poder Dirigista e a sua “Empresa Multimilionária dos Impostos” que recusam reformar indiferentes aos grandes prejuzos que ocasionam ao País.
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Portugal está ainda pior que os outros. A presente Crise Internacional encavalitou-se na nossa Cise Crónica Interna encalhada num Modelo Nacional completamente ineficaz e ultrapassado. E que por si só nos tem afastado cada vez mais de “País Europeu”.
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Mas da ganância e do “baixar os braços” Politico sob vários argumentos e pretextos resulta só mais agravamento sistémico da nossa Crise-Dupla. Espalha-se como mancha de òleo à solta empobrecendo continuamente Tudo e Todos.
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fica a sensação que para os nossos liberais as operações financeiras secretas e ilegais, supervisonadas pelos governos e “banca civilizada”, são da mesma natureza das efectuadas pelos ofshores…criados pelos governos e se calhar têm razão.
e qual a solução proposta? – pois, não haver regras!
fantástico melga!
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A liberdade tem vindo a morrer na Europa sob um consenso feito de autismo.
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ando nestas leituras há pouco tempo…
sinceramente tou um bocadinho desiludido c o nível de troca d ideias na caixa d comentários..
só ideias feitas.. mil vezes a pergunta acerca d relação entre off-shores e a presente crise .. nao consegui ainda perceber s nao queriam responder por meninice adulta ou s simplesmente não sabiam..
e q tal toda a gente tentar pensar em como toda as fraudes ou artimanhas finanaceiras na origem do subprime, todo o branqueamento de produtos d altissimo risco teria sido feito em tão grande escala s não
existissem off-shores?
quem descobrir contrato-o já p m toc…
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