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Avaliação burocrática

10 Novembro, 2008

Os professores queixam-se que a avaliação é demasiado burocrática. Curiosamente, grande parte dos procedimentos de avaliação são definidos nas escolas pelos próprios professores. Imaginem um grupo de portugueses a tentar organizar-se para definir um procedimento simples. Pois. Agora imaginem que esses portugueses têm o interesse em que o procedimento seja o mais complicado possível. Pois.

39 comentários leave one →
  1. O Silva permalink
    10 Novembro, 2008 15:35

    Ao abrir este post para comentar dizia … “Sem comentários”… e é mesmo isso… Sem comentários….

    Não sei qual é o problema em ser avaliado? Tem medo de que? Que se descubra a verdade?

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  2. fernando antolin permalink
    10 Novembro, 2008 15:36

    João, eu posso definir como faço,mas toda a normazita,orientação,chame-lhe o que quiser,não é a escola que inventa,vem de “cima”.Em que escola secundária dá o João aulas??

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  3. 10 Novembro, 2008 15:39

    Agora imaginem um grupo de portugueses mais pequeno e que representa aquele grupo maiorzinho a assinar um acordo com o Governo há alguns meses atrás e agora a borrifar-se para a palavra dada (e assinada) e vir para a rua dizer “vamos ver se (Sócrates) impede a progressão dos professores a três meses das eleições”. Pois. Como dizia a outra, os professores são artistas. Os seus representantes sindicais também são “artistas”.

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  4. Pizarro permalink
    10 Novembro, 2008 15:40

    João Miranda,

    Gostava de lhe perguntar se é a favor da avaliação, independentemente do sistema em vigor.

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  5. JoaoMiranda permalink*
    10 Novembro, 2008 15:44

    ««Gostava de lhe perguntar se é a favor da avaliação, independentemente do sistema em vigor.»

    Sou a favor de uma reforma que comece pela descentralização e avaliação das escolas e de um modelo de avaliação de professores confinado ao interior de cada escola (não nacional).

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  6. 10 Novembro, 2008 15:49

    Artista para mim foi o que Sócrates fez a esta sociedade, basta ler (aqui por exemplo) comentários/posts em qualquer que seja o espaço onde eles sejam permitidos, o povo contra o povo, não conhecem a situação, simplesmente sentem-se sempre injustiçados porque o ”outro tem mais”, se eu não tenho ele também não pode ter, sentimentos mesquinhos mas que servem o total interesse deste governo e também dos privados (como se tem visto pelas reacções das PMEs) alinhar tudo por baixo, sem direitos, sem regalias, sem aumentos sem nada. Enquanto este clima estiver, nada está a salvo, hã sempre um dedo a apontar.

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  7. Luís Ferreira permalink
    10 Novembro, 2008 15:54

    O sr. João Miranda e todos os outros srs joão miranda que por aí andam já leram a legislação? Já leram todas as orientações que estão escritas e estão acessíveis no site do ministério? Não? Então, antes de dizer asneira deviam começar por aí e tentar simular a execução do processo. Antes de abrir a boca, façam isso: leiam, estudem, tentem aplicar.

    Porque, de outra forma, da vossa forma, é pena ouvir e ler tanto disparate, tanto sinal de ignorância. Porque é de ignorância que se trata. Nós só queremos cumprir a LEI. Essa da simplificação é um tiro no pé para quem é obrigado a cumprir a LEI. A LEI não permite simplificações e não há volta a dar que não seja contrária à LEI. É o que os srs joão miranda que por aí andam costumam fazer? Contornar a LEI? Pois, eu honro-me de pertencer a uma classe que cumpre a LEI. Aqui não há golpes baixos, não há paraísos nem legais, nem fiscais. Se é impossível, é porque a LEI está mal feita. Não fomos nós que a fizemos, assim como não fomos nós que fizemos 30 anos de leis, despachos, programas, orientações pedagógicas, etc, etc, etc. Se há classe profissional cumpridora, na sua larguíssima maioria, garanto-lhe que é mesmo a classe profissional dos professores.

    Portanto, sr. João Miranda, vá ler, vá estudar, antes de dizer asneiras fáceis.

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  8. 10 Novembro, 2008 15:55

    Caro João, tudo o que se pede nesta avaliação vêm do “centralismo burocrático”, com vista às poupanças,vinganças e mais umas coisas acabadas em ansias.

    Por uma vez concordo consigo, é essa mesmo essa a avaliação de professores que deveria ser. Mas a que anda na berlinda, é tudo menos isso.

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  9. 10 Novembro, 2008 15:59

    FD: é ou não verdade que a plataforma sindical dos professores assinou um acordo com o Governo de Sócrates há apenas uns meses atrás e que agora está a fazer gato-sapato desse acordo? O que mudou na conjuntura educional portuguesa entretanto, é a questão que deixamos? A questão não é “povo contra povo” e se o outro tem mais ou menos: a questão é premiar quem trabalha mais e melhor, e para isso tem que haver um sistema de avaliação. Este é mau? É! Mas porque assinaram os sindicatos o tal acordo com o Governo? Não me digam que foi para bem da “Res Publica”? Se o modelo de avaliação é mau, a classe não o assinava; se os seus representantes o assinaram a contra-pêlo da classe, então é altura de mudar os dirigentes sindicais; é altura da classe dos professores (das mais desrespeitadas na nossa sociedade, infelizmente) bater na mesa e dar uma imagem de si à imagem do que deveria ser: uma classe com responsabilidade, com educação, com palavra. Desprezar acordos não é fazer isso.

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  10. goodfeeling permalink
    10 Novembro, 2008 16:11

    “Sou a favor de uma reforma que comece pela descentralização e avaliação das escolas e de um modelo de avaliação de professores confinado ao interior de cada escola (não nacional).”

    Era um começo.. e o que esse modelo tem a ver com o imposto actualmente?

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  11. 10 Novembro, 2008 16:18

    Parece que há umas grelhas de critérios. Parece que são definidas pelo ME. Talvez não fosse má ideia olhar para elas.

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  12. Anónimo permalink
    10 Novembro, 2008 16:20

    As escolas querem tudo feito e pelos vistos estão com dificuldad em começar a ser independentes e organizarem a avaliação. Dá muito trabalho. Vai ter de ser o chefe do ministério a mandar para a escola o trabalho feito e ir lá o chefe do ministério fazer a avaliação.

    O melhor é os professores irem até ao ministerio e lá é que são avaliados. Ou então até pela ministra.

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  13. JoaoMiranda permalink*
    10 Novembro, 2008 16:24

    ««Parece que há umas grelhas de critérios. Parece que são definidas pelo ME. Talvez não fosse má ideia olhar para elas.»»

    Talvez valha a pena distinguir o que são sugestões do Ministério daquilo que é imposto pelo ministério.

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  14. Pizarro permalink
    10 Novembro, 2008 16:28

    João Miranda,

    Eu sinceramente não consigo definir muito bem uma opinião sobre o assunto e por isso lhe fiz a pergunta. Não consigo definir uma ideia porque se por um lado acho que a actividade profissional deveria ser avaliada, por outro não estou a ver como. Porque qualquer critério que se possa utilizar parece-me que será sempre extremamente subjectivo. Não encontro um bom parâmetro que se pudesse utilizar.

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  15. 10 Novembro, 2008 16:30

    Reparem nesta incongruência. No actual modelo, os professores são avaliados com notas como regular, bom, muito bom e outras. Mas o número de classificações atribuídas para as melhores notas é limitado. Não importa se a pessoa é muito boa ou não, apenas se há quota para isso.

    O erro neste processo está em misturar progressão na carreira com desempenho. A progressão na carreira pode estar sujeita a quotas. Já reconhecer o desempenho, com um bom ou um muito bom, não deve ter quotas.

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  16. 10 Novembro, 2008 16:31

    «Talvez valha a pena distinguir o que são sugestões do Ministério daquilo que é imposto pelo ministério.»

    As sugestões do ME são como as da ASAE. Opcionais em teoria, regra no terreno.

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  17. 10 Novembro, 2008 16:39

    Finalmente, a grande ênfase do actual modelo está na quantidade de alunos passados e não no que eles aprendem. É uma pequena grande nuance.

    Porque ligou o ME o complicómetro ao avançar com este modelo? A minha opinião é que com ele a pressão para passar alunos aumenta. Note-se que Valter de Lemos e a própria ministra têm opinado sobre o sucesso 100% no horizonte próximo.

    Porque não há simplesmente exames nacionais que sirvam para aferir as notas dadas pelos professores, devidamente enquadradas no contexto da respectiva escola? Uma coisa simples como esta serviria para verificar se os professores estão a preparar bem os seus alunos. Acontece que não colocaria pressão no número de alunos passados!

    Sucesso educativo=bons números nas estatísticas.

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  18. 10 Novembro, 2008 17:24

    “Sou a favor de uma reforma que comece pela descentralização e avaliação das escolas e de um modelo de avaliação de professores confinado ao interior de cada escola (não nacional)”.

    João Miranda a ministro da Educação, jà!

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  19. 10 Novembro, 2008 17:54

    Eduardo Henrique da Silva Correia, Vitorino Magalhães Godinho, Vasco dos Santos Gonçalves , Rui dos Santos Grácio, Manuel Rodrigues de Carvalho, José Emílio da Silva, Victor Manuel Rodrigues Alves, Mário Augusto Sottomayor Leal Cardia, Carlos Alberto Lloyd Braga, Luís Francisco Valente de Oliveira, Luís Eugénio Caldas Veiga da Cunha, Vítor Pereira Crespo, João José Rodiles Fraústo da Silva, José Augusto Seabra, João de Deus Rogado Salvador Pinheiro, Roberto Artur da Luz Carneiro, Diamantino Freitas Gomes Durão, António Fernando Couto dos Santos, Maria Manuela Dias Ferreira Leite, Eduardo Carregal Marçal Grilo, Guilherme Pereira de Oliveira Martins, Augusto Ernesto Santos Silva, Júlio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus, José David Gomes Justino, Maria do Carmo Félix da Costa Seabra e Maria de Lurdes Reis Rodrigues.
    Foram estes os titulares da pasta de Educação desde o 25 de Abril de 1974. Uma média de 15 meses como Ministro. Impõe-se a pergunta: nenhum serve? O que estará por detrás desta rotavidade de ministros?

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  20. Luís Ferreira permalink
    10 Novembro, 2008 18:19

    Há um aspecto que é denominador comum a estes ministros todos:

    Os que não são sociólogos, acreditam neles e seguem as suas tretas.
    Desmascarem a treta da sociologia e pode ser que comecem a perceber o que está mal.

    Um sociólogo funciona assim: cria uma teoria e depois quer que o real se ajuste à teoria a todo o custo.
    Ora, até o João Miranda sabe que as teorias que não explicam a realidade não sobrevivem. O facto é que nestes domínios, além da teoria sobreviver, obriga o real a ajustar-se a ela.

    Se tiverem um pouco de cultura histórica, encontram com facilidade regimes que tiveram como base uma teoria, social, económica, etc. Essas sociedades, mais tarde, mais cedo, rebentaram como uma panela de pressão.

    Os senhores que têm tido a pasta da educação (já não existe oficialmente a palavra ensino, para quem não sabe) têm uma visão da utilidade da escola e vá de ajustar a escola a essa visão, a todo o custo, com todo o sofrimento, com toda a perda de rendimento. Que culpa tem o professor? Que culpa tem o operário se lhe mandarem fazer torneiras mal feitas? Um e o outro só podem fazer o que lhes mandam, ou sofrem as consequências disciplinares.

    Vá, povo mesquinho, é melhor ir percebendo o que está por detrás da visão da nossa ministra, porque o rolo compressor a que fomos atirados tem um objectivo maior e não tem sido explicado: serve para criar duas castas de gente. Os obedecidos e os obedientes. Vocês é que sabem em que patamar estão e em que patamar vão estar os vossos filhos. Se fosse eu a vocês, quando os professores fizerem uma manifestação, punha na cabeça que eles fazem uma manifestação pelo que se vê, mas também pelo que não se vê e que está para chegar. Talvez até fosse boa ideia ir também para a manifestação, afinal trata-se também do futuro dos vossos filhos.

    Olha… se estiverem para aí virados passem pelo http://legoergosum.blogspot.com/

    .

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  21. lucklucky permalink
    10 Novembro, 2008 18:22

    “O que estará por detrás desta rotavidade de ministros?”

    O Ministério Soviético é um Monstro que rola por si. Não precisa de Ministros.

    Para se perceber o que é o Ministério é preciso perceber para que é que ele existe.
    O principal objectivo do Ministério da Educação no pós-25 de Abril nunca foi Educar, Ensinar mas sim legitimar o Regime dando emprego e comprando as crianças aos Pais em troca de descanso prometendo, aos pais que não se têm de preocupar com a educação dos filhos.

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  22. MJP permalink
    10 Novembro, 2008 19:56

    Num grupo pequeno pareceria ridículo.
    Somos milhares. Mais, concorremos num mesmo concurso. Ainda por cima sabemos de avaliação.
    Porque somos milhares e com grandes diversidades, é mais dificil estabelecer critérios que se apliquem a professores de educação física e de matemática, a coordenadores ou professores apenas.
    Os professores não querem ser prejudicados por uma avaliação que premeie os de uma escola e castigue os de outra porque o concurso é nacional.
    Finalmente, quando se fala em avaliação, sentimo-nos em casa. O ME define parâmetros mas nós sabemos que só se mede o que é observavel. Isto é uma chatice porque se fosse “mais ou menos”, “coisa e tal” ficava o assunto arrumado. Quando nos vão assistir a aulas há uma ficha para prencher, supostamente objectiva e sobre o que foi observado, e é preciso definir em que consistem actividades inovadoras ou leituras originais dos programas. A diferença é que quem não fizer actividades inovadoras nem leituras originais dos programas tem que se contentar com bom. Não é, ao contrário do que insinua, falta de zelo dos professores mas excesso dele. Com todo o direito e justiça os professores querem, cada um, ser bem avaliados e atingir o nível que percepcionam valer.
    Afinal, a escola de excelência era só slogan!

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  23. fofinha666 permalink
    10 Novembro, 2008 21:01

    Não é então irónico que a base da construção dos procedimentos de avaliação (definidos nas escolas pelos próprios professores) seja o próprio motivo para a queda do processo de avaliação? Cada escola contrói os procedimentos de avaliação como quer, e onde é que fica o princípio da equidade? Pois.
    Se a ideia subjacente à avaliação é distinguir os professores como é possível fazê-lo com uma folha? Pois.
    Entre outras, mas acho que as pessoas já entenderam….

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  24. 10 Novembro, 2008 21:11

    «base da construção dos procedimentos de avaliação»

    Uma imprecisão: esta base de construção é definida pelo ME. As escolas concretizam-nos seguindo as orientações do ME.

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  25. Amonino permalink
    10 Novembro, 2008 22:20

    .
    Apenas 2 comentários gerais a ter em atenção por inversão total de valores:
    .
    Hoje os examinados mais a sério são os Professores e não os Alunos.
    .
    Antigamente as palmadas eram nos Alunos, agora são nos Professores.
    .
    Porquê ? Para quê ?

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  26. L.Rosa permalink
    10 Novembro, 2008 23:03

    Eu quero ser avaliado…
    Eu quero ser avaliado…
    Eu quero ser avaliado… Como?
    Sou eu que faço a avaliação…
    Sou eu que faço a avaliação…
    Sem burocracias, sem fichas, sem perda de tempo e,
    Sou Bom…Bom…Bomm. Ouviram?
    e Excelente….
    Seus burros….

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  27. Levy permalink
    10 Novembro, 2008 23:24

    Engana-se, JM

    A maior parte dos procedimentos vem descrito em lei. E mais grave que isso, os procedimentos que não estão na lei e aqueles que são passiveis de serem interpretados, são constantemente modificados pelo ME.

    Eu entreguei os meus objectivos na 5ª feira passada, feitos com base na informação que o Conselho Executivo tinha na altura. Hoje, já me disseram que a avaliação externa do 6º ano não conta para nada, porque as provas de aferição de 6º ano não são obrigatórias, e não contam para a nota do aluno. E portanto também não contarão para a do professor.
    Para este iten eu estabeleci um objectivo, agora já não é necessário. Acha que alguém consegue trabalhar no meio destes zigue zagues??
    O ME é o primerio responsável pela confusão instalada. Desde há muito tempo que os funcionarios da 5 de Outubro que tratam destas coisas, produzem verdadeiros disparates em forma de leis, normas e procedimentos.

    Mas se quer saber, julgo que tudo isto é propositado. A ministra está a chatear os professores, para estes se fartarem e passarem a reforma com grandes penalizações. E neste aspecto está a conseguir atingir o seu objectivo. Só que quem cá fica é que sofre…

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  28. JoaoMiranda permalink*
    10 Novembro, 2008 23:39

    Levy,

    O que eu acho extraordinário é que ninguém se tenha apercebido que os professores não poderiam ser avaliados por exames de alunos que não contam para nada. Isso só demonstra a desorganização interna das escolas.

    Outro ponto que demonstra a desorganização interna das escolas é andarem a fazer objectivos com base em recomendações que não estão na lei. O que a lei diz é que os objectivos são definidos por acordo entre avaliador e avaliado. No limite até poderia não haver objectivos.

    Já agora, explique-me, de onde apareceu a ideia dos portfolios? Também não está na lei, mas anda montes de gente a fazer portfolios.

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  29. Levy permalink
    11 Novembro, 2008 00:02

    JM 29

    O que eu acho extraordinário, é que a ideia de os professores serem avaliados por provas de alunos que não contam para nada, apareça explicitamente num despacho do gabinete da ministra:

    Click to access 2715027157.pdf

    Tem razão no segundo paragrafo, a acrescentar a desorganização do ME, ainda há a desorganização das escolas.

    Em relação aos portefólios, não sei explicar de onde apareceu, mas julgo que é a última moda das pedagogices. Só a palavra mete medo.

    Não fiz nenhum e não vou fazer, porque não é pedido em parte nenhuma. Em relação aos objectivos, demorei 4 horas a elabora-los. Nada de especial, é o tempo que demora a ver uma turma de testes. O problema foram as 12 reuniões que tive, para tratar deste assunto.

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  30. desalinhado permalink
    11 Novembro, 2008 00:47

    “O que eu acho extraordinário é que ninguém se tenha apercebido que os professores não poderiam ser avaliados por exames de alunos que não contam para nada. Isso só demonstra a desorganização interna das escolas.”
    Está mais uma vez enganado J. M. . Os exames do 6º ano( apesar de não influenciarem a classificação dos alunos) contam e muito! Aferem e dão-nos por exemplo o feedback em relação ao nível em que se encontram os alunos de uma escola relativamente aos níveis e médias nacionais.
    Se como afirma – não contam para nada- porque será que o ME gasta todos os anos imensos recursos e põe milares de alunos a fazer estes exames?
    J.M. fala do que não sabe, com tanta certeza como a do meu amigo alentejano que ao cagar sempre apostava que nunca errava o chão …

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  31. JoaoMiranda permalink
    11 Novembro, 2008 01:20

    Desalinhado,

    Explique-me como é que consegue avaliar o nível dos alunos através de testes cujos resultados não os afectam? Não lhe parece que a falta de motivação dos alunos vai deturpar os resultados?

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  32. 11 Novembro, 2008 01:29

    Os Portfólios foram uma invenção de um professor de uma ESE que tem Blog, Ramiro Marques.

    Na minha escola não exigem essa treta, aliás não me exigem muito mais nada do que já exigiam antes, apenas, os planos das aulas observadas e os testes que aplico aos alunos, que já ficavam arquivados no dossier do grupo disciplinar

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  33. Levy permalink
    11 Novembro, 2008 01:34

    32 JM

    E qual é a motivação de alunos e professores, se nenhum resultado afecta os alunos?
    Neste momento chumbar um aluno é quase considerado crime, significa que o professor não se esforçou, nem é competente.
    Também é extremamente dificil castigar os alunos por faltas disciplinares. Aconteça o que acontecer, o aluno entra na ideologia da integração, e castiga-lo seria exclui-lo, no entender da ideologia de estado dominante.

    Assim, tanto faz aprender ou não, não há consequencias, porque passam sempre. Se fizerem asneiras, também não ha penalizações para ninguém. Estas duas coisas juntas, por si só minam completamente o trabalho e desmotivam os poucos que ainda vão fazendo e cumprindo.

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  34. 11 Novembro, 2008 01:54

    Um “nada” a mais:
    “não me exigem muito mais do que já exigiam antes”

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  35. 11 Novembro, 2008 10:47

    Se o João Miranda pudesse, naturalmente se tivesse disponibilidade, mostraria a esse escol de imbecis (os professores!) como é que se concretizavam, objectivamente, as várias directivas legais em fichas de observação e outros documentos para uma avaliação exequível, séria, rigorosa e frutífera — recordemos que a finalidade é aperfeiçoar o desempenho docente com consequências benéficas para as aprendizages (ai, desculpem, para os resultados!) dos alunos. Mas o João Miranda vai fazer um esforço, pequeno já se vê, e vai mesmo mostrar-lhes como é que é! Aguardamos pelas suas fichas (isso é que era uma elegante “bufetada de luva branca”!). Até breve.

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  36. jsimoes permalink
    15 Novembro, 2008 15:37

    A burocracia (e o eduquês) veem todos da legislação. Não há volta a dar.

    José Simões

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