O pior gestor *

Mariano Gago disse que a culpa dos apuros financeiros das Universidades é dos maus gestores e adiantou que o Governo os admite substituir. Curiosamente, Gago referiu a violação da lei para alicerçar essa intervenção – mas é o direito que impede o ministro de violar a autonomia universitária.
Em boa verdade, será que vale a pena falar em ‘autonomia’ a propósito de instituições que se vêem forçadas a mendigar fundos públicos para conseguirem subsistir?
Quanto aos maus gestores, é claro que estes também existem – mas a inculpação é prejudicada pelo acusador. Se estas palavras procedessem de um Belmiro de Azevedo ou de outro gestor com provas dadas até teria sentido.
Mas uma repreensão destas vinda de um ministro denota uma carência preocupante de autocrítica.

A “gestão” anda pelas ruas da amargura nos dias de hoje. Quer seja no Governo, quer seja nas empresas.
Mas, curiosamente, é na fase do “aperto” é que se mostra quem é bom “gestor”. Pois, na fartura, qualquer um sabe gerir o saco do dinheiro.
Contudo, como o CAA sabe, nas Universidades, mesmo nas de “gestão” não existe “gestão”. Existem, antes, nas Universidades, grandes compadrios, muita falta de rigor e sobretudo são antecâmaras de poderes feudais.
É triste, mas é verdade, as Universidades poderiam ser um dos poucos exemplos em Portugal, mas nem as Universidades, o são.
Quanto a Gago, basta lembrar o subterfúgio que arranjou quando saiu do Governo de Guterres: um financiamento para uma Unidade de Investigação, para ele gerir, quando saísse de Ministro.
A III República está num beco sem saída e mesmo á beira de chocar com a parede. Cuidado. Muito cuidado.
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Desculpem amigos voltar cá. Antes de mais bom dia. É que o meu blog, o povoaoffline, foi de novo eliminado pela Google.
Mas, há boas notícias: o povoaonline está de volta e mais laranja do que antes.
Aqui:
http://povoa-online.blogspot.com/
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“Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite”.
Manuela Ferreira Leite, agência Lusa, 13-11-2008
E se fosse essa equipa de gestores a dizer esta frase!!?
Caia o carmo e a trindade.
Pacheco Pereira está doentinho, é preciso mandar-lhe umas sopinhas para ele ficar melhor e poder comentar essa frase.
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Estão aí “jogadores” que se transferiram para outros “clubes”. Esta equipa é para jogar os 90 m e mais o periodo de compensação.
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Laranja madura na beira da estrada. Ta bichada Zé, ou tem maribunda no Pe
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«…instituições que se vêem forçadas a mendigar…»
Meu caro CAA!
Há uma coisa que me intriga: como é que os Blasfemos compreendem tão bem os problemas da Universidade e tão mal o das outras Escolas?
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No fim a equipa ganha aos penalties
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Como fazem nos EUA, numa economia Liberal, como o autor de “posta” defende, ou este modelo já não entra no tal modelo, ou é, porque o dito autor, é assistente de uma Faculdade.
Como dzia a Condessa de La Palice…O Conde esta morto.
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“quem fala assim é gago” e gágá
PQP
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Com uma equipa daquelas, se o árbitro for o Bruno Paixão estão tramados.
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POdem conseguir autonomia se venderem muitos magalhâes.
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As universidades já não fazem falta; os cidadãos já estão suficientemente estupidificados.
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Aqui não estamos nos EUA mas num contexto completamente diferente.
Para além disso, se conseguir ler o que escrevi verificará que o ponto da argumentação não é esse – mas o de um péssimo gestor chmara ‘maus gestores aos demais…
Seria como se eu, do alto dos meus 110kg, apelidasse alguém com 80kg de ‘gordo’…
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O comentário anterior é meu (de outro PC que não o habitual).
CAA
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Caro CAA, isso é muito relativo. Por exemplo, o Cristiano pesa uns “generosos” 78 kgs, mas não consta que seja gordo!
E já agora, não estávamos nos 115kgs há uns tempos atrás?
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O Ministro até poderá não ter o moral high ground, como em resumo, o CAA o diz, mas compreendo as suas palavras.
CAA, pegue no exemplo da Universidade do Minho. Temos um reitor que se queixa, há anos, de não ter dinheiro; de quase só ter dinheiro para pagar salários. No entanto, a Universidade está em plena expansão: vários novos edifícios todos os anos (só no campus de Braga têm sido pelo menos 2 por ano); as cozinhas dos bares, foram completamente renovadas, pelo segundo ano consecutivo; em Guimarães, construíram um driving range de golfe.
E não é só nessa esquizofrenia que se detecta má gestão. É também na prioridade de investimentos. Por exemplo: por que é que durante anos e anos (e provavelmente ainda é assim) os alunos de Medicina tiveram melhores computadores do que os dos cursos ligados à informática? É quase cómico… sobretudo quando as prioridades caiem em renovação de bares.
Ou então compare a UMinho com Coimbra, duma perspectiva de um aluno quanto à quantidade de locais de estudo, não só durante o dia, mas também há noite (coisa que nem existe em Braga). Estava prometido que, quando a escola de psicologia se mudasse para o seu enorme novo edifício, o edifício antigo seria transformado, expandindo-se a biblioteca. Já passou um ano e continua vazio, trancado, sem ninguém.
Dirá agora que alguns destes investimentos não são da competência do(s) reitores. E concordarei consigo, pois alguns destes são da competência dos Serviços de Acção Social e do seu “gestor”. Gestores, gestores, gestores.
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O pior de tudo isto é que um governo tão mau como nosso, tão impreparado, tão sem ideias, tão demagogo, tão vazio, tão pobre de espírito, arrisca-se, mesmo assim, a vencer as eleições em 2009. Escandaloso…! Mas infelizmente possível.
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“Escandaloso…! Mas infelizmente possível.”
Segundo as “sondagens”. Já “sondei” socialistas e olhe que tive surpresas.
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O último gestor de que ouvi falar era do PS e de uma empresa de transportes do norte, onde parece que utilizaram o carimbo da assinatura dele para colocar numa carta aos trabalhadores.
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O ponto do artigo do CAA pode «não ser esse» como esclarece em comentário, mas não deixa de ter a sua graça que a respeito da universidade pública, onde será docente pago pelo Estado, revele uma maior atenção aos perigos do simplismo e populismo («Em boa verdade, será que vale a pena falar em ‘autonomia’ a propósito de instituições que se vêem forçadas a mendigar fundos públicos para conseguirem subsistir?»), que facilmente abandona a respeito de outras instituições do Estado papão de fundos da sociedade civil, como os tribunais ou o ministério público (ou será que pensa que essas outras instituições não têm de mendigar fundos públicos para conseguirem subsistir e os respectivos modelos de gestão são altamente vinculados à regulação governamental, não só em termos de cabimento orçamental mas também de quadros e regras de organização?).
A frase «Aqui não estamos nos EUA mas num contexto completamente diferente» também é interessante, quando o «aqui» já não se reporta à universidade pública mas outras instituições, com a peculiariedade de para essas a lógica liberal privada vai muito para além do que se adopta nos EUA, marcados por uma ideia de Estado mínimo mas forte.
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Neste país, criam-se muito celeremente mitos sobre determinadas personagens.
Por exemplo, determinado cavalheiro, seja ele recém nomeado ministro ou CEO, ou, ou, é logo seguido e consentido pelo comum cidadão (o não exigente, nem culto e ignaro, e nomeadamente pelo cidadão militante partidário) como “altamente capaz” ou “o nome certo para o lugar certo”. Foi o que aconteceu com Mariano Gago: criaram expectativas que só poderiam redundar em inaptidões para o cargo de ministro.
Por que não “provas de avaliação” a ministros, secretários de estado, e toda essa tropa fandanga incapaz que vive (porque nada mais sabe “fazer”) dependente, nos gabinetes ministeriais ou autárquicos ?
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Gand’equipa.
E onde é que estão essas PS meio por meio mulheres?
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Miss Alice,
Ora essa, saíu Isabel Pires de Lima…que foi substituída por Ana Jorge…. Logo, as “quotas” foram repostas e cumpridas.
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CAA, pegue no exemplo da Universidade do Minho. Temos um reitor que se queixa, há anos, de não ter dinheiro; de quase só ter dinheiro para pagar salários. No entanto, a Universidade está em plena expansão: vários novos edifícios todos os anos (só no campus de Braga têm sido pelo menos 2 por ano); as cozinhas dos bares, foram completamente renovadas, pelo segundo ano consecutivo; em Guimarães, construíram um driving range de golfe.
Exacto. E quem fala na do Minho fala de muitas outras. Em Lisboa há universidades ou institutos que parecem empresas de construção civil. Muitas fazem obras atrás de obras, não sei bem como.
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Tire do boneco a Isabel. É um acto de justiça…
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Mr. Fernando,
Ela, Isabel, que até é de “ideias fixas”, tivesse “batido o pé” ! Ainda hoje lá estava, para fazer pouco mais do que nada de útil, mas estava…
(Apesar de tudo, melhor ministra do que este mole, inapto e inqualificável substituto…).
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http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=358815
quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
SNS: Buraco acumulado ultrapassa 330 M€ em 2007
O Serviço Nacional de Saúde fechou o exercício de 2007 com um buraco acumulado de, pelo menos, 330,1 milhões de euros, o que traduz um agravamento de 154,1 milhões de euros (87,5 por cento) face ao inicialmente previsto.
Há um ano, aquando da apresentação da execução financeira do SNS no âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2008, o Ministério previa chegar ao final de 2007 com um défice acumulado de 176 milhões de euros. Nos mapas agora apresentados, no âmbito do OE 2009, o saldo acumulado negativo ascende já aos 330,1 milhões de euros…
Via Atlântico.
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«os admite substituir»?!?! Quem escreve assim é gago, de ambos os neurónios.
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Não foi Gago quem, já depois da derrota de Guterres, despachou milhões para o seu próprio Laboratório, o LIC?
E não foi o mesmo Gago a cometer as irregularidades no Programa Operacinal da Ciência, que levaram Bruxelas a suspender o programa, mal isso foi descoberto?
Do alto da sua arrogância, Gago tem um plano: entregar as Universidades aos seus amigos dos Laboratórios Associados, os amigos a quem anda a pagar facturas desde os tempos que foi presidente da JNICT. Gente dependente, da geração Gago, todos à beira da reforma.
Os Reitores são incomodos, pois não os controla.
Por último: se as Universidades não têm dinheiro, em quanto é que o MIT aumentou a sua facturação graças a Gago? E quem controla esse dinheiro, 60 milhões de euros??? Os amigos de Gago e do seu invisivel Sec Estado Manuel Heitor??
Em suma: Gago tem dinheiro para quem quer. A asfixia das universidades (dos reitores) faz parte do seus planos.
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Saiba quanto ganharam os administradores das SAD em prémios
[ 2008/11/14 | 16:13 ] RedacçãoArtigos relacionados:
F.C. Porto: direcção rejeita prémios para segundo e terceiro lugares
F.C.Porto: Relatório e Contas da SAD aprovado por 99,99 por cento Os administradores da SAD do Benfica receberam 180 mil euros de prémios relativos à última época, quando o clube terminou a Liga em quarto lugar. Essas verbas estão inscritas no Relatório e Contas como remuneração variável aos «titulares do órgão de administração» e, segundo explica à Lusa João Gabriel, director de comunicação do Benfica, «não estão indexadas aos resultados desportivos, mas à geração de receitas operacionais da sociedade».
A Lusa fez o levantamento dos prémios atribuídos aos administradores das SAD dos três «grandes». A verba mais avultada, que já era conhecida, foi paga pelo F.C. Porto, com os administradores do grupo a receberem, segundo o Relatório e Contas, mais de 697.000 euros, no ano em que o clube se sagrou tricampeão nacional.
O Sporting tem no Relatório e Contas uma verba de 120.000 euros como provisão para remuneração variável dos administradores executivos, na época em que terminou em segundo lugar na Liga e ganhou a Taça de Portugal.
Os prémios pagos aos órgãos de administração das sociedades desportivas dos três «grandes» são fixados por comissões. A Comissão de Retribuições do Benfica, o único que não faz depender o sucesso desportivo do pagamento da retribuição variável, é constituída por três accionistas: Benfica clube, Benfica SGPS e Fernando Manuel da Silva Costa Paganin Tavares. No caso do FC Porto, Alípio Dias, Fernando Freire de Sousa e Faria de Almeida integram a Comissão de Vencimentos, enquanto no caso do Sporting essa comissão é formada por Filipe Soares Franco, Agostinho Abade e Rogério Alves
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Mais um exemplo da ignorancia e arrogancia com que este governo trata os cidadãos
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