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Professores II

19 Dezembro, 2008

Proposta para desbloquear o impasse nas negociações sobre a avaliação: testar, de imediato, o modelo de avaliação apresentado pelos sindicatos (aquele que a Ministra referiu caber numa folha A4) a estes professores.

Já agora, quantos, dos 300 de que fala a notícia, responderam (ou responderiam) ao inquérito aqui referido da mesma forma que a maioria os seus colegas que dão mesmo aulas?

9 comentários leave one →
  1. Ricardo Santos Pinto's avatar
    19 Dezembro, 2008 19:36

    Como parece que não sabe, os milhares de professores que trabalham no Ministério (e que deviam ser mandados para as escolas, a par dos sindicalistas) não estão a ser avaliados, e nem sequer se prevê que tal aconteça.

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  2. Carlos Loureiro's avatar
    19 Dezembro, 2008 19:41

    Caro Ricardo,

    Tem a certeza? Se estão em comissão de serviço, algo impede que sejam avaliados de acordo com as regras aplicáveis às funções (públicas) que efectivamente desempenham?

    P.S. De facto não sei a que se refere, pelo que, se, como parece, sabe, se explicasse melhor.

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  3. Spartakus's avatar
    19 Dezembro, 2008 19:47

    Depois da sondagem de ontem era despedir simplesmente 70% da Corporação.
    Um insulto ao País e aos contribuintes. Aos alunos.
    Perderam toda e qualquer razão, ( como escrevi num post ), por muito que a tivessem.
    Mas deve ser do mau humor.
    Os PC grego e português preocupado com o ” vandalismo “, era normal. A apoiar o governo grego, previsível.
    Do Bloco também nada esperava. Mas tanto cinismo e cobardia política, fede.
    Enfim, o Sistema vai bem e pelos vistos a dita ” esquerda ” espera um amanhã ” alegre “.
    Antes Vocês, apesar das diferenças.
    Boa noite.

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  4. anonimo's avatar
    19 Dezembro, 2008 22:48

    Ainda a Educação …

    De simplificação em simplificação, de simplex em simplex (nada a ver com a minha cara amiga Leitão Marques, que para aqui não é chamada) o Ministério da Educação parece-se cada vez mais com uma oficina de corte e costura. O chapéu de três bicos tricotado pelos três sábios da (des)governação educativa e usado na confecção do modelo de avaliação do desempenho dos docentes recorre a um curioso método de entrelaçamento de texturas regulamentares de patética criatividade e de invejável incompetência.

    O que por aqui vai em alfinetes e agulhas para corrigir o ponto cruz da avaliação é a maior comédia desta legislatura. Afinal todo o modelo avaliativo inicial, passe a publicidade desta gentinha reaccionária e pouco estudiosa, estava decididamente errado, necessitando as pontas de serem cerzidas e crochetando-se novos remendos. O despudor disto tudo, neste curioso vaudeville político, tem a marca José Sócrates. A senhora Lurdes Rodrigues há muito que abandonou a cadeira do ministério, não mandando absolutamente nada. O arremate do ponto cruz, cujo trabalho bordado teve a assinatura do inefável João Freire, está agora nas mãos caprichosas de José Sócrates. Que, como se sabe, não dá ponto sem nó. Mas talvez seja já tarde para diminuir o número de laçadas. A não ser que a comédia continue.

    http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Educa%C3%A7%C3%A3o

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  5. anonimo's avatar
    19 Dezembro, 2008 22:52

    “Faço esta pergunta porque eu, no lugar dele, não queria. Mas José Sócrates é suficientemente ignorante para não se dar conta do enorme sarilho em que está metido: não sabe História, não sabe Filosofia, não sabe Economia, não sabe Sociologia, não sabe Psicologia, não sabe Direito, não sabe Ciência Política, e mesmo de Engenharia não deve saber grande coisa. Tem, provavelmente, umas luzes de marketing político, mas mesmo nisto deve depender mais dos conhecimentos dos seus conselheiros e assessores do que dos seus próprios. A única coisa de que ele deve saber verdadeiramente é táctica política: disto, deve ele saber realmente muito, provavelmente até o suficiente para obter um doutoramento em Ciência Política ao abrigo das Novas Oportunidades.

    Qualquer político, ao chegar ao poder, tem que escolher os seus aliados e os seus inimigos. Esta escolha é sempre arriscada porque é sempre feita com base em informação insuficiente; mas é uma escolha a que não é possível fugir. Sócrates escolheu como aliados os barões do sector financeiro, do sector energético e da comunicação social. Foi uma escolha acertada à luz dos conhecimentos de que dispunha. Não podia adivinhar que hoje os barões da banca estivessem demasiado ocupados em salvar a sua própria pele para se preocuparem com a dele, que os da energia estariam suficientemente internacionalizados para já não precisarem dele, e que os da comunicação social estariam a ver onde param as modas para decidirem se hão-de continuar a apoiá-lo ou se hão-de passar a atacá-lo. Resta-lhe uma nova aliança: os barões da construção civil. Se, na próxima legislatura, José Sócrates ainda for Primeiro-Ministro e avançar com o programa de obras públicas que prometeu, poderá contar com a fidelidade canina desta gente; o único óbice é que vai ser um pouco constrangedor ter que se apresentar em público nesta companhia, mas a necessidade manda.

    Se lhe podemos perdoar a má escolha de aliados, já é mais difícil perdoar-lhe a má escolha de inimigos, porque, quanto a estes, já dispunha, ou disporia se quisesse, de um pouco mais de informação. O cálculo é fácil de entender: tinha que ter inimigos para ter a quem culpar do que eventualmente corresse mal; o PSD estava de rastos (como ainda hoje está) e não servia para este fim; a história dos comunistas que comem criancinhas ainda funciona, mas muito pior do que funcionava noutros tempos; e o BE era um osso demasiado duro de roer.

    Assim, Sócrates escolheu como inimigo principal as classes profissionais, a que chamou “corporações”. A escolha fazia algum sentido: apelava à inveja ancestral dos portugueses; possibilitava o discurso dos “privilégios”, que é sempre a arma mais eficaz dos convocadores de pogroms; atacava a parte mais organizada da Sociedade Civil, aumentando assim o poder, não só da classe política, mas também, e sobretudo, da oligarquia económica. Para concitar o ódio da populaça sobre as classes profissionais, Sócrates dispunha, não só do discurso dos “privilégios”, como do discurso da “resistência à mudança”: as classes profissionais tendem, por instinto deontológico, a opor-se à salada de modismos, chavões empresariais e experimentalismos idiotas que Sócrates confunde com a modernidade.

    Esta guerra, que parecia ter todas as condições para correr bem, correu-lhe horrendamente mal. Os médicos e os magistrados tinham, afinal, mais força do que ele julgava; e os professores, em vez de se desunirem como ele esperava, uniram-se e, pior que isso, estão a organizar-se de dia para dia. E ainda pior: já vai havendo sinais que não só cada uma destas classes se está a organizar internamente, mas também que se estão a organizar entre si. É natural: não há nenhum professor que não tenha contactos com médicos, nenhum médico que não tenha contactos com magistrados, nem nenhum magistrado que não tenha contactos com professores; e todos estão a tomar rapidamente consciência de que têm um inimigo comum, inimigo esse que é tão implacável como destituído de escrúpulos ou limites éticos.

    Estas novas formas de organização da Sociedade Civil foram possibilitadas pelas novas tecnologias: não admira que Fernanda Câncio se insurja contra a blogosfera. Não é que a blogosfera esteja em condições (por enquanto) de concorrer directamente com a Comunicação Social clássica: trata-se antes duma diminuição considerável do poder político dos jornalistas, que decidiam sozinhos quem tinha e quem não tinha voz, enquanto hoje tem voz quem quer. A blogosfera está aí, não só para ficar, como para crescer.

    Errar na escolha dos aliados e dos inimigos é o pior erro que um político pode cometer. A factura terá sempre que ser paga, e será pesadíssima. A única esperança de Sócrates (caso tenha consciência do sarilho em que está metido) é conseguir aguentar o tempo suficiente para que não seja ele a pagá-la, mas sim o seu sucessor.

    E portanto eu, se estivesse no lugar de Sócrates, estaria neste momento a considerar cuidadosamente três cenários quanto aos resultados das legislativas de 2009: uma derrota face ao PSD, uma vitória com maioria relativa e uma vitória com maioria absoluta.

    Uma derrota face ao PSD seria um péssimo resultado (embora não o pior, como veremos). Para começar, seria humilhante: seria como o campeão nacional perder um jogo em casa contra uma equipa da segunda divisão. Em segundo lugar, poderia custar a Sócrates a liderança do partido e obrigá-lo a uma longa travessia do deserto. Felizmente para Sócrates, trata-se de um cenário muito improvável.

    A maioria relativa seria o resultado ideal: permitiria a Sócrates sair de cena graciosamente, sem que ninguém o pudesse acusar de ter fugido, com a reputação praticamente intacta, com um currículo apresentável e com uma travessia do deserto bastante curta pela frente. A catástrofe económica, política e social que aí vem abater-se-ia sobre o seu sucessor, e não sobre ele. Poderia até talvez começar a sonhar com a Presidência da República.

    A maioria absoluta seria para Sócrates um desastre horrendo: quatro anos de inferno em que as classes profissionais, que nunca lhe vão perdoar, lhe fariam a vida negra; em que esta hostilidade implacável correria o risco de despoletar a insurreição geral das classes médias, da qual já vai havendo sinais um pouco por todo o mundo; o empobrecimento geral dos portugueses (com excepção de uns poucos, com os quais a opinião pública associa Sócrates e continuará a associar, que continuarão a enriquecer); um aumento das desigualdades económicas, já não acompanhado, como até há pouco tempo, dum aumento da tolerância social a estas desigualdades, mas da diminuição dessa tolerância. No fim dos quatro anos, uma reputação ainda mais de rastos que a de George W. Bush; e, inevitavelmente, a morte política.

    Dar-se-á José Sócrates conta disto tudo? Possivelmente. Mas o mais provável é que se lhe aplique a citação de Pope: Os tolos entram de rompante onde os anjos mal ousam pisar.

    http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/12/ser-que-scrates-quer-mesmo-uma-maioria.html

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  6. Manuel Loureiro's avatar
    20 Dezembro, 2008 00:39

    O que o Anónimo diz, com justificações pouco originais, é que para Sócrates uma derrota face ao PSD seria péssimo, uma vitória com maioria absoluta seria horrendo e que uma maioria relativa seria o que melhor lhe poderia acontecer. Mas o que o Anónimo não diz, apesar do seu anonimato e da sua clarividência, é o que seria bom para o país, qual o partido, qual a coligação que iria vencer o monstro e tirar-nos do buraco. E isso é que era importante. O resto são tretas!

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  7. Levy's avatar
    Levy permalink
    20 Dezembro, 2008 03:11

    Antes de comentar a posta em si, gostava de dizer que já começa a ser fastidioso assistir à nova moda nacional: criticar os professores. Faz-me um bocado de impressão como é que uma sociedade que é das mais atrasadas, menos qualificadas e menos produtivas da Europa, tem esta gente toda a apontar o dedo a uma classe profissional. Ao ler os comentários aqui e noutros sitios, fica-se com a impressão que todos trabalham muito, são avaliados e ganham pouco, e os professores ao contrário, ganham muito, não fazem nada e não querem ser avaliados. Se é assim, como se explica o nosso atraso? Podem 140 mil ser responsabilizados por todos os males e acusados de tudo e deixar de fora os outros 5 milhões de 400 mil??
    Dos comentários que tenho lido contra os professores há dois grandes grupos: os mandados pelo PS, que passam o dia nas caixas de comentários a chamar malandros aos professores e os ressabiados-invejosos (que são grupo maior), que se deixam manipular por um governo que tem explorado bem o pior do português: a mesquinhez e a inveja. Esta parte daria pano para mangas, mas não tenho tempo agora.

    Indo á posta em si, espero que a regra se aplique a todos os professores que estão fora das escolas: autarcas, deputados, requisitados, destacados, comissões de serviço, etc etc etc Fiquem atentos a ver se acontece alguma coisa aos srs deputados do PS que são professores. Se progridem na carreira ou não. Quando foi o concurso para professor titular, não tinham pontos, porque estavam há muitos anos sem ver alunos, mas depressa o PS alterou a lei, permitindo serem titulares sem sequer darem aulas.
    A esposa do sr Dr Jaime Gama não tinha pontos, agora com os remendos à lei, parece que já tem.
    Infelizmente, a carreira dos professores tem um grande defeito: quanto mais se sobe e mais se ganha, menos alunos e menos aulas se tem. Dá estatuto não ter alunos…

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  8. O Silva's avatar
    O Silva permalink
    20 Dezembro, 2008 11:41

    Humm… então esse é o problema de não querem a avaliação….

    Será que os restantes “professores” que não trabalham para os sindicados estão a ser manipulados por estes que lá trabalham e não sobem na carreira, com o objectivo de conseguirem o seu beneficio pessoal? eu ACHO QUE SIM!

    O nome que melhor encontro para isto, é que os “professores” que não trabalham nos sindicatos são uns fantoches….

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  9. carlos peixoto's avatar
    carlos peixoto permalink
    23 Dezembro, 2008 22:32

    o carlos loureiro é um finório… se é o de Braga, repito: é um finório. preocupa-se mais com os seus “dossiersinhos” que nos vai vendendo e criando o seu pé de meia doque a a profissão: professor.

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