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Contas em ordem

13 Janeiro, 2009

José Sócrates tem-se gabado que conseguiu pôr em ordem as contas públicas. E o que é pôr em ordem as contas públicas? É um défice de 3% do PIB prestes a disparar para os 4 ou 5% e uma dívida pública de quase 70% do PIB a que se soma a dívida das empresas públicas que é de 17% do PIB. Agora, imaginem se as contas públicas não estivessem em ordem …

35 comentários leave one →
  1. lica's avatar
    lica permalink
    13 Janeiro, 2009 13:09

    Neste Portugal imenso
    Quando chega o verão
    Não há um ser humano
    Que não fique com tesão.
    É uma terra danada
    Um paraíso perdido
    Onde todo o mundo fode,
    Onde todo o mundo é fodido.
    Fodem moscas e mosquitos,
    Fodem a aranha e escorpião,
    Fodem pulgas e carrapatos,
    Fodem empregadas com patrão.
    Os brancos fodem os negros
    Com grande consentimento,
    Os noivos fodem as noivas
    Muito antes do casamento;
    General fode tenente,
    Coronel fode capitão.
    E o governo da república
    Vive fodendo a nação.
    Os freis fodem as freiras,
    O padre fode o sacristão,
    Até na igreja do crente
    O pastor fode o irmão,
    Todos fodem neste mundo
    e num capricho derradeiro
    até o danado do dentista
    Fode a mulher do padeiro.
    Parece que a natureza
    Vem a todos nos dizer
    Que vivemos neste mundo
    Somente para foder.
    E você, meu nobre amigo
    Que agora está a se entreter,
    Se não gostou da poesia
    Levante-se e vá-se foder

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  2. lica's avatar
    lica permalink
    13 Janeiro, 2009 13:11

    e já cristo quando ressuscitou e subia ao céu
    virou-se para trás e disse para os mortais
    fodei-vos uns aos outros
    porque a mim não me fodeis mais

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 13:26

    Que saudades dos velhos tempos em que se navegava perfeitamente à vista em termos orçamentais, sem qualquer plano nem objectivo. Fazia-se um orçamento da treta e depois lá para Outubro fazia-se outro, o chamado rectificativo, já mais perto do que tinham sido efectivamente os gastos e receitas públicas até então. Era assim, primeiro gastava-se o que havia e o que não havia para gastar e depois fazia-se o orçamento e arranjava-se, à pressa, o respectivo financiamento, anos após ano. E isto passava-se com o Orçamento de Estado e com todos os organismos e instituições públicas, que sei bem do que falo. Quem não se lembra do último orçamento do Bagão Felix em que qualquer semelhança com a realidade era simples coincidência. Era uma vergonha, não havia qualquer politica de redução da despesa pública nem do seu controlo e depois chegavam a Dezembro com as calças na mão e tratavam de vender ao desbarato bens e direitos do Estado, que ainda hoje estamos a pagar caro.

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  4. Desconhecida's avatar
    13 Janeiro, 2009 13:28

    anda o gajo a trabalhar para os Comunas, iam todos para Gulag, PP

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  5. Vítor Vilar's avatar
    Vítor permalink
    13 Janeiro, 2009 13:43

    Eu gosto especialmente da ideia de passivo nas empresas públicas.
    Será que alguém sabe que nem todo o passivo é obrigatoriamente sinónimo de incumprimento?

    Acho que não… só que isso dá péssimas headlines de jornal, blog, etc etc.

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  6. blogdaping's avatar
    blogdaping permalink
    13 Janeiro, 2009 14:03

    Naquelas eras corruptas,
    era severa a justiça !
    Se as rainhas eram putas,
    os reis tinham fraca a piça !!

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  7. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 14:12

    Com as contas publicas em ordem temos um défice de 2,2% que pode “disparar” para os 3, 3 e tal do PIB, contando todas as ajudas previstas no combate anti-crise.

    Se as contas públicas não estivessem em ordem teríamos um défice na ordem dos 6%/7% sem qualquer hipótese de crescer, sob pena de o rating de Portugal ser de tal modo penalizado que o preço a pagar não encorajaria a sua subida. Com a actual situação das contas publicas, a dívida portuguesa paga um spread de cerca de 1%, com um défice bastante mais elevado esse spread nunca seria menos de 3%/4%.

    Pelo contrário, com um défice na ordem dos 6%/7%, haveria era pressão para o diminuir, através do aumento dos impostos ou da redução da despesa pública, medidas pró-clicicas que iriam prejudicar a economia num momento em que precisa é do contrário, de estímulos.

    A gestão orçamental, deve, pelo contrário, privilegiar medidas anti-ciclicas, potenciando o crescimento em tempo de vacas magras, o que só é possível de fazer agora porque o défice está controlado, nos 2,2%.

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  8. Jorge's avatar
    13 Janeiro, 2009 14:13

    «Será que alguém sabe que nem todo o passivo é obrigatoriamente sinónimo de incumprimento?»

    Pois, deve ter sido por isso que as farmácias ameaçaram ir para tribunal caso o estado não pagasse.

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  9. Desconhecida's avatar
    José permalink
    13 Janeiro, 2009 14:22

    Já toda a gente perecebeu que o nosso PM é um aldrabão, certo? Não, há os vitais moreiras que não acreditam nessa versão da história, tal como não acreditavam em 1989, antes do muro cair. Agora já acreditam. Quanto ao Sòcrates, vai ser preciso cair, para que esses ceguetas crónicos vislumbrem o óbvio.

    Quanto ao défice. Um mentiroso e um aldrabão, conseguem sempre passar a sua versão dos factos.

    Por isso é que é sempre necessário repisar os factos e mostrar-lhes a aldrabice em que são peritos. Só os factos os derrotam, quando são claros e contundentes.

    E mesmo assim, é preciso esforço.

    O indivíduo é um farsante, que a toda a força quer fazer-se passar por aquilo que não é.

    No poder, nunca tivemos nada assim.

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  10. Desconhecida's avatar
    rxc permalink
    13 Janeiro, 2009 14:36

    As contas foram postas em ordem temporariamente devido a um aumento significativo da carga fiscal, ou seja, o Estado continua a aumentar a sua participação na economia do país, deixando cada vez menos espaço para a livre iniciativa.
    Cedo esse expediente deixará de poder ser usado e então aí se verá a “ordem” em que estavam as contas. Mas esta dificuldade em perceber que o caminho que estamos a seguir não é sustentável é algo de muito português.
    Basta verificar o disparar da dívida externa, que subiu de um valor abaixo dos 20% do PIB em meados de 90 e se aproxima dos 90% neste ano da graça de 2009.

    Como somos um país de subservientes, tenho a certeza de que muitos dirão que assim é que deve ser, quanto mais apertado o jugo melhor, e isso da dívida será preocupação de que quiser que o seja.
    O certo é que a maior reforma proposta por este governo, a da Administração Pública, está em águas de bacalhau, e hoje em dia só se preocupam em distribuir benesses e subsídios a quem estender a mão. Mas não faz mal, que o povinho já se habitou à carga da albarda

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  11. Desconhecida's avatar
    rxc permalink
    13 Janeiro, 2009 14:39

    E em relação aos (supostos) valores dos déficits deste governo, quase que aposto que se houvesse uma reviravolta como a que Sampaio proporcionou, e fosse o governador do BdP menos rosado, facilmente se arranjariam outros números, talvez mais consentâneos com a realidade (ver os alertas do TC sobre este assunto, que encontraram um eco muito reduzido na CS).

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 15:00

    Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
    fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de
    misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos
    capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886

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  13. Vítor Vilar's avatar
    Vítor permalink
    13 Janeiro, 2009 15:03

    «Pois, deve ter sido por isso que as farmácias ameaçaram ir para tribunal caso o estado não pagasse.»

    Mas onde é que você leu que eu estava a advogar que o Estado não devia dinheiro a ninguém?

    Já agora, com tanto número ainda ninguém teve a decência de aqui colocar os números das outra recessões económicas que o país teve desde 1975.

    – 4,2% em 1975 inflação de 20,7%
    – 1,0% em 1984 inflação de 29,3%
    – 0,7% em 1993 inflação de 6,5%
    – 1,2% em 2003 inflação de 2,4%

    – previsão para 2009: – 0,8% (com o resto do mundo todo em recessão) – mas esta é que é preocupante, é culpa do Sócrates. é.. diz que sim.

    Mesmo assim temos de gramar com a cartilha prec a toda a hora.

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  14. Mula da Comprativa's avatar
    Mula da Comprativa permalink
    13 Janeiro, 2009 15:11

    A RTP com aqueles canais todos deve ser reduzida á RTP-ÁFRICA.Todos somos africanos…

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  15. Desconhecida's avatar
    13 Janeiro, 2009 15:16

    É a hora dos Comunistas. Esta da missa

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 15:16

    Só acha que a “reforma está em águas de bacalhau” quem não sabe o que é a Administração Pública nem trabalha lá, se não ia sentir na pele, por exemplo, a aplicação generalizada do SIADAP com as famosas quotas (serão precisos cerca de anos para obter os pontos necessários para ser promovido), o corte de 10% do poder de compra nos últimos anos, a redução do número de funcionários públicos em 50.000, a descida do peso do custo com os funcionários publicos de 15,2% do PIB para pouco mais de 12% (explicando uma parte importante da redução do défice), a retirada de sistemas de saúde, o aumento da idade da reforma, a uniformização dos vinculos de trabalho, a criação de 3 carreiras em vez das mil e tal, etc, etc., Bem, eu acho que nada ficou igual, excepto as mentalidades, mas isso não se muda em 3 anos.

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  17. Desconhecida's avatar
    13 Janeiro, 2009 15:54

    O dr. Oliveira e Casca, esta a falar com os deputados, os deputados dos Comunistas estao para dar cobertura as declarações

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  18. Pizarro's avatar
    Pizarro permalink
    13 Janeiro, 2009 16:32

    A Standard & Poor’s ameaça reduzir “rating” português. O custo de financiamento do Estado Português está a ser cada vez mais alto mas continua-se com o mesmo disparate das obras públicas. Mais cedo ou mais tarde isto vai estourar.

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  19. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 16:35

    Proponho que se faça um abaixo assinado para que João Miranda seja proposto para ministro das finanças, ou melhor, primeiro ministro.

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 16:35

    Mais dinheiro gasto À toa. Levam o arguido à AR e ele não fala. é SÓ ESPECTÁCULO. A Justiça é mesmo idiota.

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  21. Desconhecida's avatar
    13 Janeiro, 2009 16:39

    Já esqueceram do “baixinho”?

    Política – 16-11-2007
    Universidade Atlântica: Auditoria revela irregularidades na gestão de Marques Mendes

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  22. Desconhecida's avatar
    José permalink
    13 Janeiro, 2009 16:55

    “Mais dinheiro gasto À toa. Levam o arguido à AR e ele não fala. é SÓ ESPECTÁCULO. A Justiça é mesmo idiota.”

    Cá por mim os idiotas são aqueles que o levaram à AR: os políticos.

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  23. JB's avatar
    13 Janeiro, 2009 17:02

    José Says
    Não será caso para concluir: muito bem feito?
    Poderia haver por ali, entre os nossos distintos deputados, outro interesse que não o da mera cuscuvilhisse nacional?
    Belmiro de Azevedo, obrigou-os a levantarem-se mais cedo e estar na AR a horas, para o ouvirem.
    Este, como foi de carrinho público, fez o que fez: um manguito.

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  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 17:24

    O que lhe posso dizer é que na única coisa de que se pode gabar Sócrates não há nenhuma redução de défice público que possa ser sustentada com aumento de impostos. Não passa de uma farsa para fazer de conta que se resolveu o problema, pela simples razão que as consequências a curto prazo são devastadoras, mas calendarizadas para que quando os resultados cheguem o Sócrates já cá não esteja. Aliás, aumentar impostos é exactamente o contrário das medidas que Sócrates apresenta agora para salvar a economia. Assim sendo, ou se salva o défice ou se salva a economia. Este homem consegue ser aplaudio por fazer os contrários, tirar uma coisa, voltar a dar no ano seguinte e ainda fazer o anúncio com pompa e circunstância, apoiado por comentradores da especialidade como o Metê-lo. Todo o resto é um descalabro nas barbas de uma nação que perde muito mais tempo a bater no João Jardim do que a controlar a sua contabilidade. Como dizia o outro sobre o balanço da empresa falida, “on the right side there is nothing right and on the left side there is nothing left”.

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  25. Desconhecida's avatar
    rxc permalink
    13 Janeiro, 2009 17:47

    Um exemplo muito simples e fácil de entender: o ISV e o IUC. Prometeram que a subida do IUC seria compensada pela descida do ISV, e logo no ano seguinte (o presente), trataram de subir os 2!

    #24, será que iremos ter novo pântano lá para 2010/2011, e consequente fuga para paragens mais amenas?

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  26. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Janeiro, 2009 18:15

    “será que iremos ter novo pântano lá para 2010/2011, e consequente fuga para paragens mais amenas?”

    O que Guterres disse foi que queria evitar o pântano, mas nunca chegou a dizer se conseguimos.

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  27. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    13 Janeiro, 2009 19:22

    16. Anónimo,
    Pelas suas palavras, o Anónimo deve ser funcionário público. É que só um funcionário público acredita que a reforma da Administração Pública tem mais a ver com as carreiras e benesses dos funcionários públicos e menos com os serviços prestados pelo Estado e com a forma e qualidade com que esses serviços são prestados.

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  28. LR's avatar
    13 Janeiro, 2009 20:35

    Vítor,

    “Será que alguém sabe que nem todo o passivo é obrigatoriamente sinónimo de incumprimento?”

    No caso das empresas públicas de transportes, até agora vão cumprindo com novo endividamento com aval do Estado. Quando deixarem de cumprir, alguém terá de pagar por elas. Imagina quem?

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  29. tina's avatar
    tina permalink
    13 Janeiro, 2009 21:13

    Anónimo #16

    São boas notícias. Mas não foi o suficiente porque a despesa pública real aumentou sempre durante o governo de Sócrates.

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  30. A. R's avatar
    A. R permalink
    13 Janeiro, 2009 23:00

    Em Espanha o deficit vai chegar aos 6% este ano. Cá em Portugal não penso que vá ser muito melhor. Ou muito me engano ou vai ser pior do que o que teve que aguentar Barroso e Santana.

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  31. A. R's avatar
    A. R permalink
    13 Janeiro, 2009 23:02

    Anónimo Says:
    13 Janeiro, 2009 às 5:24 pm

    Gostei … bem dito.

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  32. Levy's avatar
    Levy permalink
    14 Janeiro, 2009 00:15

    As contas públicas só estarão em ordem, se o deficit for o%. Tudo o resto é conversa para boi dormir.

    O governo pode colocar o deficit nos 10% que os portugueses não querem saber. Não gostam de ser maçados com estas coisas dos números e acham o Medina Carreira “um péssimista! também não se pode ser assim!”

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  33. Fomos's avatar
    Fomos permalink
    14 Janeiro, 2009 09:04

    Mas porque e’ que as pessoas continuam a comparar o defice de Portugal com Espanha e quejandos? A maioria da Europa cresceu tanto nos ultimos 20 anos que agora se cair um bocadinho continua muito acima.

    Se querem realmente fazer comparacoes, comparem com paises da UE que estao razoavelmente ao nivel de Portugal, como a Polonia. A Polonia vai continuar a crescer em 2009 (3% salvo erro).

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  34. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    14 Janeiro, 2009 10:44

    Sim, sou funcionário público e o meu instituo conseguiu há um ano a certficação da qualidade pela norma ISO9001 e utiliza o Balanced Scorecard como instrumento de gestão, o que diz bem da evolução que tambémm no campo da qualidade dos serviços tem sido feita. Se bem que não seja generalizada a toda a Administração Pública poque as mentalidades, como disse, demoram muito tempo a a mudar, e a principal resistência vem dos próprios dirigentes dos organismos, por manifesta inadaptação face às novas exigências.

    Tina, nunca conseguirá baixar a despesa pública pelo simples facto que existe inflação, pode é estancar o seu crescimento, o que permitirá baixar o seu peso no PIB, o que aconteceu. A despesa publica é muito rígida, não sendo possível baixar nominalmente salários, nem pensões, nem juros da dívida pública. A única parte onde pode cortar é no investimento público, que doeu mas também foi feito. Sinceramente não vejo grandes alternativas…

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  35. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    14 Janeiro, 2009 11:43

    (34)
    não se pode baixar despesa pública? Essa é nova.
    então não existem serviços que não são precisos, institutos que duplicam funções, ministerios que deveriam ser extintos, centenas de milhões desperdiçados em chorudas acessorias e pareceres juridicos, milhões torrados na participação em guerras no exterior, subsidios de toda a especie e feito na ordem de milhares de milhões?
    Ora, o que não falta é onde cortar.

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