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Nova táctica eleitoral

28 Janeiro, 2009
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Causou algum alvoroço a aparente contradição entre o proclamado “discurso oficial” do PSD sobre os aumentos na função pública e as recentes afirmações do vice-presidente daquele partido, António Borges  (já nem tanto, verdade seja dita, como das primeiras vezes em que tais aparentes contradições ocorreram!).

Desde logo, não deixa de ser curioso o facto de a “posição oficial” do PSD não ser a do vice-presidente, mas sim aquela que é proclamada por um deputado!

Mas, ultrapassando estas minudências hierárquicas, acho, sinceramente, que os comentadores, o PS, os demais partidos da oposição, os jornalistas e os bloggers ainda não perceberam que está em marcha, no PSD, uma nova táctica política, com vista, precisamente, àquilo que todos teimam em dizer que aquele partido não quer: ganhar as eleições. Por isso é que as ditas contradições são apenas, lá no fundo, aparentes!

A nova táctica é simples: para se atingir a maior abrangência eleitoral possível, há que criar várias posições dentro do partido (as oficiais e as outras) , há que diversificar opiniões (as da líder e as dos seus vice-presidentes), há que dizer alguma coisa (pouco, apesar de tudo) e (sobretudo) não dizer nada, de forma a que todos e relativamente a tudo, possam sentir-se representados pelo partido!  Até mesmo os apoiantes do Engº Sócrates….por isso é que convém não beliscar muito o governo com essas brincadeiras (que custam votos!) de se fazer de oposição.

14 comentários leave one →
  1. Mula da Comprativa's avatar
    Mula da Comprativa permalink
    28 Janeiro, 2009 22:20

    O PSD podia e devia promover a militante de base a Nª Sª de Fátima…

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Janeiro, 2009 22:22

    Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. […]“;

    temos
    “Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho […]“;

    “Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo […]“;

    “Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis […]“;

    “Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo […]“;

    “A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;

    “Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções […]“;

    “Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico […]“;

    “Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,

    “Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;

    “Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;

    “Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 […]“;

    “E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares […] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”

    GUERRA JUNQUEIRO 1886

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  3. cão-tribuinte's avatar
    cão-tribuinte permalink
    28 Janeiro, 2009 22:25

    foi ironia ou está a divertir-se fazendo humor negro quando a coisa está preta?
    difere da politica do ps
    ladroagem
    sondagem
    sacanagem

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Janeiro, 2009 22:37

    Que argumento tão mal engendrado. Poderia ter contado outra erswtória mais convincente.

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  5. Desconhecida's avatar
    28 Janeiro, 2009 22:43

    Fui ver e rever no título.
    Diz: “Publicado por PMF em 28 Janeiro, 2009”.

    Boa… pensava eu que isto era um texto do CAA!
    Ou do Santos Silva…

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  6. olen's avatar
    olen permalink
    28 Janeiro, 2009 22:49

    Há outra tese possivel.O Borges é só um tonto sem qualquer capacidade politica.

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  7. CAA's avatar
    28 Janeiro, 2009 22:56

    «Há outra tese possivel.O Borges é só um tonto sem qualquer capacidade politica.»

    Veja lá, cuidado, que os Grandes Censores ainda lhe chamam ‘situacionista’…

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  8. Desconhecida's avatar
    28 Janeiro, 2009 23:02

    Começo a duvidar que o PSD queira mesmo ganhar as eleições.

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  9. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Janeiro, 2009 23:14

    O que aconteceu ao video que estava no Youtube sobre Sócrates (ainda Min. do Ambiente ) e a nossa serra da Arrábida? Que aconteceu?

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  10. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    28 Janeiro, 2009 23:23

    “Um modelo” para o mundo… “Um caso de sucesso mundial”…”Um exemplo da excelência portuguesa”.

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  11. Desconhecida's avatar
    ourição permalink
    28 Janeiro, 2009 23:35

    1º acto
    Eu chamava o embaixador de sua majestade e proclamava: “Estou inocente e não se fala mais nisso”.
    2º acto
    O embaixador telefonava para os serviços ingleses e dizia: “Ele está inocente”.
    3º acto
    A moda anunciada pelo pgr findava logo.

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  12. PMF's avatar
    29 Janeiro, 2009 00:20

    Q. (5)

    É que mesmo para um observador desinteressado, ou desatento, ou crédulo, ou céptico, ou, ou… as “contradições” já começam a ser demais!

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  13. Desconhecida's avatar
    Golp(ada) permalink
    29 Janeiro, 2009 01:42

    “Há muitas décadas que leio relatórios da OCDE sobre Educação e eu nunca vi uma avaliação sobre um período da nossa democracia com tantos elogios”
    José Sócrates, 26 de Janeiro de 2009

    ““Eu nunca disse que o relatório é da OCDE”
    José Sócrates, 28 de Janeiro de 2009

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    29 Janeiro, 2009 07:15

    Nem o PSD nem o PS querem ganhar as eleições (caso Freeport)!
    O próximo governo vai ficar na história como um dos piores nos últimos 850 anos…
    Ninguém quer ficar na história assim. Além do mais já não há dinheiro par roubar que não dê nas vistas…

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