Porta-aviões ao fundo
28 Janeiro, 2009
“Os historiadores burgueses já não montam a cavalo“, por Tomás Vasques no Hoje há conquilhas Amanhã Não Sabemos.
14 comentários
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“Os historiadores burgueses já não montam a cavalo“, por Tomás Vasques no Hoje há conquilhas Amanhã Não Sabemos.
O Tomás Vasques está muito parecido com o CAA.
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temos
“Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho […]”;
“Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo […]”;
“Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis […]”;
“Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo […]”;
“A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;
“Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções […]”;
“Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico […]”;
“Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,
“Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;
“Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;
“Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 […]”;
“E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares […] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”
guerra junqueiro 1886
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“Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho […]”;
“Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo […]”;
“Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis […]”;
“Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo […]”;
“A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;
“Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções […]”;
“Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico […]”;
“Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,
“Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;
“Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;
“Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 […]”;
“E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares […] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”
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Que texto tão ridículo!… A raiva cegou completamente CAA que está também a levar o Blasfémias ao ridículo. Não tarda nada e é “Blasfémias ao fundo”.
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Tina,
‘Ridículo’, e muito, é tudo o que V. escreve nestas caixas de comentários desde há demasiado tempo. Sem esperança de redenção.
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Ouvi dizer que no Hoje há Conquilhas também se sabe muito sobre corrupção. Logo é um bom aliado para CAA.
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De facto, José Pacheco Pereira cometeu um grande erro: meteu-se com a imprensa do regime (DN – ou “Diário de Lisboa”?), hoje liderada por um pálido director que faz uma pequena sombrinha de outros seus antecessores.
Hoje em dia, em Portugal, basta ser um bom comentador de futebol e, como o próprio se arroga no editorial que CAA aqui publicou ontem, um gestor consciencioso (que poupou tanto dinheirinho em avenças e outras coisas que tais …) para se chegar a algum lado em Portugal.
Solução para os nossos jovens: tornarem-se um misto de “Zandinga e Gabriel Alves” para se tornarem, entre outras coisas, Directores do DN
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«A capacidade portuguesa para adornar os nomes das coisas não cessa de me desvanecer»
Ou dito de outra maneira:
“O quinto império” (escrito de 1977)
Mal chegou, Clément compreendeu a razão de ser de Portugal, precisamente a de não ter nenhuma (39)
… nós somos púnicos, parecemo-nos comos mercenários de Amílcar e todos esses matreiros do mediterrâneo. Nós somos girinos… (49)
Em português, as palavras são um simples meio de simpatia, ou o seu contrário. As pessoas perdem assim horas em conversas inúteis, só com o fim de garantir a sua estima recíproca (95)
Como bom português, sentia-se fascinado pelo desastre e caminhava para o abismo (118)
Ela continua: «Não se pode dizer «amo-o» em português. A palavra amar é pretensiosa. Prefere-se dizer gostar sem que se possa dizer gostar de ti, este «gostar» que se aplica tanto ao pão como ao amor. Donde a nossa necessidade de torcer as frases em arabescos, o nosso sentido do compromisso (154)
Em compensação, confiavam na sua polícia que enchia as suas fichas ao mesmo tempo que as colónias penitenciárias de Caxias e de Cabo Verde. Quando um Estado é desonesto, os cidadãos são desonestos (163)
Um conquistador não é um promovido pela antiguidade e pelos concursos; Filipe Pétain não teve ânimo para ir a Argel em 1942, Kaúlza para mandar a barraca aos ares em 1973. O poder exige uma alma de Al Capone, sem rei nem lei (178)
As revoluções, quem quer que sejam os seus autores, não mudaram nada. Conduzem aos mesmos abismos. A dificuldade é mudar o homem (192)
Uma das particularidades portuguesas: o gosto da pequena polícia, a que mantém relações sentimentais como povo. A sua arte de bisbilhotar, de procurar por trás, de inventar razões e causas, a um tempo teima de funcionário e regressão à inteligência infantil. Ou bem que os portugueses não fazem nada, ou bem que vão até ao último pormenor e, chegados aí, largam tudo como de costume (196)
Cada cinquenta anos, o país sonha ser a primeira sociedade liberal avançada do mundo. Cada cinquenta anos, o libertário volta à superfície. Procura-se então um banqueiro ou um professor de economia capaz de casar meio século de bordel com O Espírito das Leis (223)
Sem endereços e todos com o mesmo nome, obedecendo a dois ou três pequenos princípios, entre os quais o de inventarem títulos… (302)
Os portugueses nunca descobriram nada, senão a Índia no século XVI.
Dominique de Roux (1977, Paris) “
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CAA,
Sabe, terá uma oportunidade de nunca mais ler os meus comentários nos seus posts, e isso será quando deixar de provocar e ofender aqueles que não concordam consigo. E você não repara, mas essa sua obsessão anti-MFL e apoiantes, está a trazer o Blasfémias ao mesmo nível de quando Pedro Arroja estava aqui, já não podem ser levados a sério, antes pelo contrário, tornam-se o motivo de risota dos outros.
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«… provocar e ofender aqueles que não concordam consigo»
Isso é o que v. faz quotidianamente.
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Você nunca reparará em pormenores, não terá sensibilidade para isso, mas eu só ataco quem ataca primeiro… Écoutons, écoutons, Ce que les bruits font….
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Take two
Você nunca reparará em pormenores, não terá sensibilidade para isso, mas eu só ataco quem ataca primeiro… Tem até muita sorte em eu não usar o seu nível de linguagem, que como já foi observado por vários comentadores, está a chegar a a um nível muito baixo.
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Deixe lá Tina. Quanto mais notícias vão saindo sobre o Freeport mais nervoso fica o CAA. E se o JPP vai denunciando, apresentando casos concretos, do situacionismo que germina em muita comunicação social, ainda pior. Mais irritado fica.
Tudo isto, veja bem, só por aumentarem um pouco mais as hipóteses de MFL vencer as eleições. Imagine que vem mesmo aí um terramoto, o CAA ejecta-se para outra galáxia. Nunca suportaria viver num País governado por MFL.
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O CAA afirma-se incréu. Será… mas com paciência de Santo.
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