A selva partidocrática
Paulo Morais retrata hoje correctamente a partidocracia que nos governa e toda a corrupção e tráfico de influências que ela gera. Não concordo porém com a solução aventada, que PM faz depender da intervenção do Presidente da República. O problema reside na natureza pérfida do sistema político que há muito se esgotou e que não consegue assegurar a governabilidade.
Em 2004 escrevi algumas reflexões sobre este tema, sugerindo um paradigma alternativo que se me afigurava (e afigura) mais eficaz. A questão de fundo reside, porém, no despoletar da mudança. Ou se faz por alteração radical no funcionamento dos partidos do regime, algo de utópico, pois não é concebível que eles abdiquem do poder de livre vontade; ou ocorre pela implosão do actual sistema. A minha convicção é que, a iminência de um colapso a todos os níveis por via da crise sem precedentes que atravessamos, torna a segunda hipótese cada vez mais provável.

Há outro modo que já foi experimentado em Itália: uma operação mãos limpas à portuguesa.
Com este MP nem pensar numa coisa dessas. Mas lá virá o tempo.
Buscas na sede dos partidos e dos seus tesoureiros. Escutas aos suspeitos, sem quebras de segredo de justiça, na altura das campanhas eleitorais.
Este ano seria um óptimo ano para a colheita.
Isso bastaria para a queda deste regime podre com os seus próceres na AR.
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No fundo desta e doutras questões está sempre “o fianciamento dos partidos”…
Como diz o José este ano seria um de boa colheita…
Eu também acho que toda esta crise vai passar pela “crise da democracia”, que estamos agora a viver!
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Problema é a falta de ética… moralidade e humildade….
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Excelente conjunto de posts, com renovada actualidade.
A 1ª república durou 16 anos e foi o que foi. Nós já vamos em quase 35 anos e o resultado está à vista.
Veremos se a historia se repete. Ou quando. E como.
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A evolução aponta para a segunda hipótese.
1. Quando os pensionistas souberem o que tem acontecido com os fundos de pensões e começarem a ver as consequências.
(Em Outubro de 2008 o ministro Vieira da Silva adjectivou a gestão do Fundo de Segurança Social de “prudente”
“cautelosa” e “profissional”, mas escusou-se a actualizar com números o montante das perdas na Bolsa. Hoje já se sabe um pouco mais e futuramente se saberá a história toda).
2.Quando os cidadãos já nem em casa se podem sentir seguros
3. Quando apetecer partir o monitor da tv sempre que aparece qualquer patifório de sorriso nos lábios a dizer como nos vai salvar
4. Quando finalmente se reconhecer que cada frase cada mentira, cada cavadela sua minhoca
5. Quando de súbito o edifício carunchoso em que assenta o financiamento público e o sistema bancário cair fragorosamente
6. Quando todos os jovens qualificados perceberem que mais não podem fazer que emigrar
7. Quando for patente que as leis da justiça foram feitas, não na protecção dos inocentes mas na ocultação dos culpados
8. Quando nas filas da sopa dos pobres as pessoas começarem a saltar por cima umas das outras
Então a coisa começa a ficar interessante.
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Implosão, de facto é uma hipótese.
Mas também prevejo reacções violentas visando sobretudo quem tem abusado do poder e massacrado os cidadãos indefesos.
Com elevada abstenção nas eleições europeias, legislativas e autárquicas.
Se proporcionarem nova vitória ao PS, sobretudo so PS-de-Sócrates, é porque o povo-MADA é mesmo estúpido e sadomasoquista !
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9. Quando o Blasfémias for à falência e despedir todo o pessoal
Então, e só então, a coisa fica finalmente interessante.
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A magnífica AR do regime que temos o PS e o papel da oposição (PSD):
“PARABENS AO PSD”
A informação lida no DN sobre a forma como PSD e CDS/PP iriam acolher os projectos de legislação do Governo (PS) sobre as Forças Armadas, diz muito da qualidade desta democracia, deste parlamento, das direcções partidárias: votando favoravelmente. Claro que na especialidade, lá aparecerão umas opiniões, para disfarçar a ausência de ideias e conteúdo.
Confirma-se o processo de trabalho. Da parte do Governo, legislar, mudar, reformar a trote, para mostrar trabalho, independentemente da sua qualidade.
As oposições, ocupadas com as agendas mediáticas, apoiam (raramente) ou opõem-se porque sim. Confirmando, neste caso (Defesa e Segurança/Forças Armadas): o desconhecimento (natural) e a ignorância (irresponsável) que habita na AR.
Conivente com uma legislatura falhada na Defesa, tal como no início da década de noventa levaram por diante uma solução semelhante à do “Paradoxo de Zenão”: PSD ataca com 4 meses de SMO, PS responde com projecto de 3 meses – o ping pong do bloco central.
19Jan09
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Torna a segunda hipótese mais acessível, não mais do que isso.
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é com tristeza que vejo a república a afundar-se definitivamente
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LR,
Nada a acrescentar, só um detalhe: no sentido que pretende dir-se-ia talvez “espoletar” e não “despoletar”. “Despoletar” significa tirar a espoleta a uma granada, inactivando-a.
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É notório o bota abaixo do ps contra toda a oposição. As soluções propostas pelos opositores sugerem não prestam para nada. A oposição é tolerada com manifesto desprezo e a tentativa de a rebaixar por parte do pinóquio em primeiro lugar, do torquemada silva e do ex correia de campos são exemplos nojentos de intervenção política fascitóide de quem se diz muito democrata. Como pano de fundo os fabulosos advogados de serviço.
Notícias recentes revelam as tendências do governo de xuxialista e as suas fontes de inspiração.
“The new African Union (AU) chairman, Libya’s leader Muammar Gaddafi, has said that multi-party democracy in Africa leads to bloodshed. Speaking at the AU summit in Ethiopia, Col Gaddafi said Africa was essentially tribal and political parties became tribalised, which led to bloodshed. He concluded the best model for Africa was his own country, where opposition parties are not allowed”.
Na reta final da campanha, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou milhares de “patrulheiros” para conquistarem votos nas eleições regionais do próximo domingo. Com referências ao jogo de beisebol e a uma guerra, Chávez explicou qual é a missão de seus simpatizantes no dia das eleições. “Se fizermos o toque de bola que temos que fazer, hora por hora, buscando todos os votantes, convencendo a todos os que não estão convencidos, deixando um papelzinho debaixo (da porta), nós poderíamos ganhar todos os governos estaduais”, afirmou Chávez nesta terça-feira diante de dezenas de milhares de “patrulheiros” em um ginásio esportivo em Caracas. Cada “patrulheiro” é um simpatizante do partido do governo que está encarregado de localizar 10 eleitores no bairro onde mora. A tarefa seguinte é convencê-los a ir votar, de preferência, no candidato do governo. “Isso é como uma guerra, cada um é um soldado”, disse. O número de “patrulheiros” credenciados não é exato, mas fontes do partido do governo estimam que há centenas de milhares deles.
Conclusão:
“Caracas, 24 Nov (Lusa) – Os aliados do Presidente venezuelano, Hugo Chávez, conquistaram 17 dos 22 estados nas eleições regionais de domingo, enquanto a oposição venceu em Caracas, segundo resultados parciais divulgados hoje pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE)”. Mais nada.
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Na Europa do Sul , a expressão “partido político” assumiu (quase) sempre a conotação de “quadrilha” – sem relação com a tauromaquia…
Portanto, caríssimos, “a oeste nada de novo”. Pode ser que surja outro 26, mas civilista e com anuência e beneplácito dos nossos amos “transpirenaicos”…
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Os partidos deste regime padecem dos mesmos males dos partidos da primeira república.
Oxalá nãoacabe tudo da mesma forma,
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O desemprego diminuiu”, garante ministro do Trabalho, RTP1
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“Empresa de António Morais investigada pela Judiciária há oito anos”
processo está parado. adivinhem onde corre… acertaram: dciap.
O António Morais foi o “professor” da UnI das 4 cadeiras do sr PM!
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Parece haver gente que julga viver isolada numa ilha a afundar-se, num filme de catástrofe.
Nem a Islândia se vai afundar, mas já se quer agarrar à jangada da Europa, onde estamos.
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E aquela da nomeação do pai do “menino de oiro”, pelo António Morais, como fiscal das obras da Conegil (…)
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Pois , eu achava boa ideia pensarmos em votar em qualquer um dos partidos sem assento no parlamento tipo garcia pereira ou o monteiro. Votar em qualquer um , menos ps , psd , cds e pc.
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Ó primo, pelo sim pelo não faz o que te diz a tia, põe a bóia a geito. Hoje são só 2,5% mas qualquer dia quem nos garante…o teu amigo? Olha que nos bancos e nos ministérios não há comida.
“Banco Alimentar… barómetro da crise
A lista de famílias em lista de espera no Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) poderá aumentar com a subida do desemprego, prevê a responsável da Instituição.
Isabel Jonet diz que o “aumento de desempregados” e as “dificuldades em assegurar até ao final do mês todas as necessidades do agregado familiar” há muito que são sentidas no BACF.
“Tem havido um aumento crescente da procura. Há muitas famílias em dificuldade. Cada dia que passa há mais famílias a pedir apoio alimentar e diariamente recebemos curriculum de pessoas a pedir emprego”, sublinha a responsável.
Nesta altura, mais de 245 mil pessoas beneficiam do apoio do Banco Alimentar, o que representa 2,5% da população portuguesa está a recorrer a ajuda alimentar”.
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O Piscoiso reflecte o pensamento de muita gente esclarecida: a UE nunca deixará o barco afundar-se!
Para os que pensam assim, lembrem-se do “Epidódio dos PIGS”, do The Economist.
Quanto ao resto, LR, estamos tal como o Regime da II República estava em finais dos anos 60: a III República é autista. Para quê mudar, se tudo corre bem?
O Tsunami está a chegar aos tornozelos. Vai chegar a ter ondas de 8 metros.
Escafandrem bem!
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Experimentem ler a descrição da formação em licenciado e mestre dr,de um dos brilhantes administradores da Independente.
Vale por um análise sociológica ao ensino superior do regime.
Uma associação de malfeitores.
Agora,imaginem a qualidade do produto.
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Esqueci-me de lhe dar a vacina,agora este Pipi ordinário está com esgana.Vai já de quarentena.
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O catastrofismo é algo de paleontológico.
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Artigo do JN de Paulo Morais de 4 de Fevereiro: “Os senhores deputados andam, pois, a tratar de vida; da sua e daqueles a quem devem obediência.. Muitos deles estão associados aos grandes escritórios de advogados que dominam o circuito legislativo em Portugal. Chegam mesmo a utilizar o Parlamento como delegação do seu próprio escritório, tendo em vista o acesso aos meandros do Poder que o cargo lhes permite.
ORA VEJAM ESTE EXEMPLO:
José Eduardo Martins, partner da Abreu Advogados assessorou a Iberdrola no concurso para a construção e exploração do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, constituído pelas barragens de Daivões, Gouvães, Padroselos e Alto Tâmega. A proposta da Iberdrola foi ganhadora e a Iberdrola investe 1.700 ME em quatro barragens.
José Eduardo Martins,-Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, membro da Comissãoda AR para o Acompanhamento das Questões Energéticas e membro da Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território (Vice-Presidente)
TUDO DITO
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O fenómeno pode seguir um caminho parecido ao da Grécia. Qualquer pretexto mínimo é suficiente. E basta que comece na vizinha Espanha.
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#21
J disse
5 Fevereiro, 2009 às 12:40 am
“…a UE nunca deixará o barco afundar-se!” e … estamos tal como o Regime da II República estava em finais dos anos 60…” e ainda… “a III República é autista. Para quê mudar, se tudo corre bem?”
Compreendo a sua apreensão acompanhada de uma ténue esperança.
Acontece que a UE se está nas tintas para o afundanço do barco e, se calhar, até ajuda a festa.
Em finais dos anos 60 vivia-se bastante bem em Portugal, mesmo melhor gue em diversos paises da UE, ou quase tos se considerarmos os que vieram de Leste.
A sua conclusão deixa-me aflito: é absolutamente nacessário e urgente que se mude o actual estado de coisas.
Como? É difícil de prever mas, de tempos em tempos, tivemos situações muito más e o Povo soube sempre dar-lhes a volta.
À vezes com muita violência.
Nuno
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Corrupção Institucional
Os membros do Parlamento alemão concederam a si próprios um aumento de 9% enquanto que os seus homólogos portugueses ficaram pelos 8%. Quanto ao povinho, que se lixe!
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“No dia em que chegou ao governo, Soares ‘não percebia nada de economia, (…) era um ‘zero’ e dada ‘a forma displicente com que ‘tratava’ dos números que traduzem a realidade económica, trocando os milhões e os milhares’ (…). Sempre obcecado com o Poder, ‘aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará’, começa então a pôr à prova a sua receita (…). Por outro lado, tendo Mário Soares sido anteriormente um péssimo primeiro-ministro, agora, em condições mais adversas e simultaneamente obcecado com Belém, iria provavelmente ser ainda pior”.
“No dia seguinte apresentar-se-ia na Rua da Palmeira com um saco donde retiraria massos de notas de cinco mil escudos, no total de cerca de cinquenta mil contos(…). O dinheiro não fora entregue a Melancia e em Abril de 1988 Peter Bier oferece uma dádiva à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse(…). Mário Soares nomearia então Almeida Santos e seu filho para proporem uma solução e mediarem o conflito (…). Pouco tempo antes tinham sido recebidos os cinquenta mil contos da Weidleplan e outras contribuições por intermédio de Almeida Santos”.
Rui Mateus
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A discricionariedade legislativa
dos directórios partidários,
favorece a acção corporativa
de meia dúzia de beneficiários.
O papel do deputado,
outrora de efectiva nobreza,
tem sido adulterado
pela política moral pobreza.
O ambiente selvagem
na lusitana democracia,
conduzirá à voragem
da política iliteracia.
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http://www.urbi.ubi.pt/020115/edicao/102cov_publico_gitap.html
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Por que é que o LR continua militante de um partido politico? Sim, é clarissímo que os verdadeiros culpados de portugal ter chegado a este ponto, são justamente os militantes dos partidos. O LR queixa-se, não se dando conta que foi ele, e outros militantes como ele, que mais contribuiram para alimentar esta partidocracia podre.
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MJRB
“Implosão, de facto é uma hipótese.
Mas também prevejo reacções violentas visando sobretudo quem tem abusado do poder e massacrado os cidadãos indefesos.”
Concordo consigo quanto à implosão, discordo quanto ao objecto dessa. No que trata a “retaliações” a história recente tem-nos mostrado que estas se dirigem, quase sempre, a outros iguais – ou seja ao povo vs. povo.
Para se observar retaliações (ou implosões) povo vs. poder, talvez tenhamos que recuar bastante mais na história, provavelmente a um ido período medieval.
A tradição que temos ainda é fundada nas décadas do silêncio do período Salazarista – tal como a do prato cheio.
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Esquecem-se de uma coisa: o poder que existe, foi livremente votado pela maioria do povo. Para o retirar, existem as próximas eleições.
Já quanto ao regime, a minha tia Vilarinha também é salazarista, tem uma foto dele na carteira e acha que a democracia é um regime corrupto.
Coitada.
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#34.
E há algum regime que não o seja?
Nesta questão estou parcialmente de acordo com o #32: “[…]é clarissímo que os verdadeiros culpados de Portugal ter chegado a este ponto, são justamente os militantes dos partidos[…]”. e para os que entendem o “exercício da virtu” como o acto maior de cidadania, há sempre o voto em branco.
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Ó primo ainda não percebeste que isto é tirania. Até os verdadeiros socialistas como o Edmundo explicam (ver abaixo).
Se isto é democracia vou ali e já venho, talvez seja a democracia dos corruptos, dos drogados. dos embusteiros e dos subsídio dependentes. Não te admires que de um dia para o outro mude, nesse dia ninguém vai falar de palavras caras e enganadoras e tu vais ficar em casa aferrolhado frente à tv a rezar à virgem, coisa de que infelizmente te desabituaste.
05.02.2009 – 09h11 PÚBLICO
“O histórico do PS Edmundo Pedro afirmou ontem numa reunião socialista na sede do partido, no Largo do Rato, em Lisboa, que dentro do PS há quem não se pronuncie sobre a vida interna do partido porque tem medo.
“Verifiquei um total desinteresse, generalizado, notei outro fenómeno de pessoas que estão no aparelho de Estado que me diziam ‘não posso pronunciar-me, porque tenho medo’; não é admissível no partido”, disse o militante histórico na reunião que serviu para debater a moção de José Sócrates ao congresso socialista, no círculo lisboeta”.
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Isto é uma democracia que permite a liberdade de expressão, mesmo de forma insultuosa, como o “Bullying”, que os catraios costumam utilizar para se fazerem notados, inclusivamente atrelando-se aos nicks dos outros.
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Que Portugal é uma democracia formal, não tenho dúvida. Mas daí à democracia real ainda vai um bom caminho.
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Ó primo, quantos jornalistas já foram chamados ao conselho editorial para se portarem bem? Quantas pessoas já se vêem a falar baixinh0o nos cafés? Quantos reprimem as queixas sobre as injustiças nos serviços públicos e nas forças armadas com medo das represálias? O primo deve viver na estratosfera. “Bullying” é o que primo faz com a realidade, a realidade certeira em breve lhe responderá. Paleontologia é o sistema xuxa que o primo apoia.
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Interessante radiografia do Parlamento português e triste fotografia dos partidos portugueses… Qualquer dia, isto só vai lá^à luta armada. Falta Paulo Morais escrever sobre isso.
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40 concordo. Venha a revolução!
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Nuspirit,
“Por que é que o LR continua militante de um partido politico? Sim, é clarissímo que os verdadeiros culpados de portugal ter chegado a este ponto, são justamente os militantes dos partidos. O LR queixa-se, não se dando conta que foi ele, e outros militantes como ele, que mais contribuiram para alimentar esta partidocracia podre.”
Já que parece conhecer tão bem os meus actos e atitudes, cite-me p.f. quais deles é que contribuiram para “alimentar esta partidocracia podre”
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Realmente não percebo porque é que o LR não se demite do PSD.
Ele e os amigos todos do Porto Laranja, já agora.
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O Luís Rocha reconhece que:
1- a partidocracia que nos governa faliu.
2- a natureza do sistema político é pérfida, por isso, há muito se esgotou.
3- alterar o funcionamento dos partidos do regime é algo de utópico.
4- Por fim, está convencido que isto só vai lá com uma implosão.
Como se explica que alguém que pense deste modo, milite num partido? É completamente nonsense. A não ser que o LR me diga que anda pelos corredores do PSD, apenas com o propósito de acelerar a implosão. Se for assim retiro o que disse.
Repare, caro LR, que basta ser militante de um partido para se estar a alimentar esta partidocracia podre – sem militantes estes partidos não existiriam. Portanto, não é necessário conhecer os actos e atitudes dos militantes para racionalmente se concluir que, aqueles que não tiram proveito do sistema vigente, são no fundo uns idiotas úteis.
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Eu sempre disse que se os partidos reformulassem a sua forma de funcionamento, sobretudo no que diz respeito a processos informais, já não seria necessário falar em reforma do processo governativo do país.
Mas reformular o funcionamento dos partidos, acabar com os caciquismos, os favores os padrinhos e afilhados, é muito dificil.
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CSM,
“Realmente não percebo porque é que o LR não se demite do PSD.
Ele e os amigos todos do Porto Laranja, já agora.”
Realmente isso faria a felicidade de muita gente, principalmente dos que nunca dão a cara mas são peritos no “rent seeking”. Lamentavelmente para eles, vão ter de continuar a aturar-nos.
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Nuspirit (44),
Se você ler as postas que acima linkei – escritas em Dez 2004 mas que mantêm plena actualidade – não poderá inferir que eu sou contra o sistema partidário de per si. Nem lhe é lícito concluir que, pelo facto de eu estar convencido de que o sistema não muda endogenamente, eu prefira a implosão. Poder evitá-la, com o quase certo advento de um caudilho, é uma das razões que me faz “andar pelos corredores do PSD”.
E é verdade, não tenho tirado nenhum proveito deste sistema, sou dos “tansos” que para ele contribuem pagando (muitos) impostos. Mas sou dos que não se conformam em sustentar parasitas, do meu partido ou dos outros e tento, porventura candidamente, mudar algo por dentro. Na convicção de que é preferível ser violento nas ideias do que nos actos.
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Caro LR,
Eu não duvido que seja assim como dizes. Por isso, reconheço que fui um bocado grosseiro. Ainda por cima sabendo eu que para além de seres um tipo notoriamente porreiro, também és meu conterrâneo. Aceita as minhas desculpas.
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Acho que o Paulo Morais talvez devesse levar com um processo por estar a ofender uma instituição pública.
Onde está o Ministério Público?
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Talvez este texto do Paulo MOrais devesse ser obrigatório nas escolas. Concordo: a política é hoje uma central de interesses. Só!!!
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