Hoje, no JN
4 Março, 2009
«… as políticas europeias, em particular a mais injusta de todas, a política agrícola comum (PAC), encarregou-se de destruir de vez a agricultura portuguesa. Com uma lógica de subsídios que pagavam e premiavam quem não produzia – a PAC condenou os agricultores à subsidiodependência, muitas das vezes à indigência, e desestruturou todo o território», por Paulo Morais.
37 comentários
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parece a agenda da patroa
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Muito bem, é a mais pura das verdades.
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Concordo.
E a culpa é do Senhor Professor Cavaco e do seu ministro da Agricultura Arlindo Cunha, que trataram os agricultores como atrasados mentais.
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Sai mais uma verdade prá mesa do canto!
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Temos que encontar a desculpa para os nossos insucessos nos outros …. bodes espiatórios
Os representantes dos agricultores o que fizeram à época….. Vi muita gente a viver dos subsídios. Muitos, trocaram de carro, férias, casas, etc, etc. Investimento em factores de produção, zero!!
Se rezarmos muito, isto resolve-se…
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Isto já se sabe desde 1986, trocámos a agricultura por dinheiro. Na altura ninguém se queixou, o Paulo Morais tinha 10 anos?
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queria dizer: expiatório
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palavra composta: bode espiatórios
Assim é q está correcto…
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Leio sempre os artigos do professor Paulo Morais.
Com uns concordo, outros não.
E com este, não concordo.
A agricultura em Portugal morreu, ponto final
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As grandes questões a saber são: não terá sido o que diz Paulo Morais comum a todos sectores produtivos do país? Alguma coisa (afora estradas; estádios e festarolas) se ganhou com a nossa presença na UE? Todos os políticos gritaram que se não entrássemos em 1986, nos tornaríamos uma «nova Albânia». Ninguém se lembrou que podíamos ser uma «nova Suiça». Porque é que isto nos sucedeu?
Nada se referendou sobre a CEE/UE em Portugal! Nem a adesão, nem Masricht, nem o Tratado de Constituição Europeia, nada. Depois de 23 anos, descobrimos que continuamos tão pobres como antes, só que: sem soberania; sem moeda; sem agricultura; sem indústria; sem interior; sem emprego; com a emigração a disparar; sem políticos decentes que nos governem.
Um Desastre!
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Grande artigo o de Paulo Morais!
Mais um!
Parabéns!
Quem conhece o interior do nosso país, facilmente verifica a enorme riqueza que poderia ser gerada fruto da riqueza natural que propiciaria a produção de materiais, de serviços, o desenvolvimento do turismo, etc.
A desertificação crescente leva a que depois as escolas fechem, porque não há alunos; a que os hospitais encerrem, porque não há doentes; a que as maternidades cerrem porque não nascem crianças; como não nascem crianças, etc., etc.
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Oh Sr.#5, quais factores de produção num sistema minifundiário?… Não insulte os agricultores portugueses… Nem os confunda!
E faça por comer fruta e hortaliças portuguesas!
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Só lhe faltou uma pequena, mas importante, referência: a política agrícola comum foi criada e dimensionada para sistemas em que a agricultura portuguesa não se enquadrava. Pior, a sua reforma pautou-se pelos mesmos princípios e continuamos de fora. Pena foi que os “arquitectos” da nossa adesão não tenham tido a ombridade de dizer, em 1984, esta política agrícola não nos serve!
Oh Fernando, independentemente da estrutura fundiária haverá sempre factores de produção! Os nossos agricultores não são, na sua maioria, empresas em nome individual!
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Sim, a culpa é sempre dos outros… Mas olhemos para os agricultores. Não são eles que fomentam esta cultura da subsidiodependência?
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O Paulo Morais quer o quê?
Sair da União Europeia?
E rejeitar os fundos?
Qual é a alternativa?
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O Costa Braga deve é viver em Lisboa ou no Porto e nem sequer deve ter pegado numa sachola.
Já agora, sabe o que é um almude?
Vá cavar batatas, vá não é proibido.
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#12
O país para si confina-se ao Norte…….
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Não percebendo nada de agricultura ( sem ironia ) faz-me confusão que os espanhois comprem os nossos terrenos e produzam o que os nossos agricultores não conseguem produzir.
Se o minifundio predomina a norte do Ribatejo o latifundio predomina a sul. Em ambos os casos a improdutividade predomina!
Porque será?
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A crise internacional veio aclarar as nossas debilidades. Custa muito, mas é nossa realidade.
Sempre vivemos de aparências, de caminho estreitos, opções fáceis. deu no que deu…
Somos todos culpados!!!
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Um gajo vai ao supermercado e lê as etiquetas da fruta, onde é obrigatório indicar o país de origem.
Pode ser que encontre, com muita sorte a palavra Portugal, numas peras ranhosas ou numas laranjas amolgadas.
Depois em enormes quantidades estão as nectarinas da Colombia e alhos da China.
Se calhar se compram na internet.
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Vi agora que apagou o outro texto sobre a história do FAL. Um acto de auto-censura como outro qualquer. Enfim, os meus parabéns pelo texto de qualquer forma…
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Senhor #10, nos sítios onde ventila essas opiniões devem tomá-lo por lunático. É o que me sucede a mim, que assinaria por baixo do que escreveu. Porém, acrescento o seguinte: No supermercado das ideias políticas os vendedores põem nas prateleiras o produto que acreditam vendável, embalado da forma que supõem mais aliciante para o comprador. Em princípio, não põem artigos que não se vendem. Os poucos que o fazem não têm sucesso. Seria o que lhe sucederia a si se fosse candidato a alguma coisa. Os líderes ou candidatos a líderes influenciam o Povo, mas o Povo condiciona-os e decide quem tem e quem não consegue ter influencia. Logo, temos o que merecemos.
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Entre nós, a PAC teve um objectivo comum: tornar o país num mercado consumidor sem produção própria. Uso o passado porque este já foi em grande parte atingido.
Quanto aos hiper, estes sempre se queixaram da incapacidade portuguesa para os abastecer em curto espaço de tempo e em grande quantidade.
Por cá os decisores também não se têm chateado muito. Já houve subsídios para todos os gostos, ao hectare, fosse ou não cultivado, até ao hectare que tinha que ser semeado mas não era necessária a ceifa.
Nos anos 90 houve uma caça às culturas que davam mais subsídios. Um conterrâneo meu descobriu que semear ervilhas com recurso a estufas era o top e fez um dinheirão. Com os subsídios, claro, já que as ervilhas coloco-as debaixo do colchão, tendo-lhe provocado mau dormir. Pelo menos é a explicação que encontro para elas não terem chegado ao mercado. Também já houve a moda dos choupos, de arrancar vinhas, de plantar oliveiras e, suspeito, que até haverá bons incentivos para criar minhocas.
A última grande invenção da PAC foi a gigantesca tarefa fazer fotografias aéreas de todos os terrenos agrícolas, tendo sido solicitado aos proprietários a identificação das suas estremas. Uma tarefa hercúlea que consumiu recursos qb (também justificou a necessidade de tanta gente nas direcções regionais) para apenas decidir a quem dar subsídios.
Finalmente, existe esse paradoxo das reservas agrícolas (só o nome já tresanda a parvoíce) nas quais o agricultor nem uma barraca para ferramentas pode construir sem uma interminável via sacra de autorizações. Mas depois lá vem um PIN e pum!, está tudo autorizado. Falo por exemplo da A14 que de repente pode atravessa toda a reserva agrícola do Baixo Mondego, com as habituais expropriações ao preço da uva mijona, passando por terrenos onde só com cunha se constrói e deitando as águas *não tratadas* para os campos de cultivo. Aceito a necessidade de autoestradas, não é isso que está em causa. Já esta dualidade de critérios, enfim…
A PAC é uma das vergonhas europeias. Só existe para calar os franceses.
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Quanto a restante artigo de Paulo Morais, é um retrato do país real. Esse do deserto de Mário Lino e o da Paisagem fora de Lisboa e Porto.
Nem a produção vitivinícola se safa, já que ainda há pouco se discutia sobre o arranque de vinha, por todo o país, inclusivamente no ex-libris nacional, o Douro.
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Pode ou não concordar-se com a tese de Paulo Morais sobre o regresso aos campos, mas lá que as políticas só deram asneira, lá isso deram….
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já agora, talvez queiram ver este gráfico:
http://ec.europa.eu/agriculture/capexplained/index_pt.htm
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bom… mais um (custo da PAC):
http://ec.europa.eu/agriculture/capexplained/cost/index_pt.htm
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E a Manela Ferreira Leite estava no governo do Cavaco que fez a PAC, na primeira presidência portuguesa, lembram-se?
Com o Senhor Arlindo Cunha, que agora trabalha para o Rui Rio, noutra obra de sucesso, a reabilitação da Baixa do Porto.
É só serviços ao público. Ai, Ar Lindo…
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Alguns tecnocratas de Bruxelas estão para a agricultura como alguns criativos financeiros (Tipo Madof) estiveram para o mercado financeiro.
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A agricultura europeia é hoje igual à soviética, de triste memória.
E O Brejnev é o Barroso. Que antes era Durão e agora já não é…
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eurocéptico disse
5 Março, 2009 às 1:09 am
A agricultura europeia é hoje igual à soviética, de triste memória.
E O Brejnev é o Barroso. Que antes era Durão e agora já não é…
Discordo euroceptico, nao vamos chamar para aqui o paraiso dos trabalhadores… Na europa ha subsidios, no paraiso a leste havia concertos na Lubyanka ou ferias na Siberia!
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Aluno (comentário 9):
Acredita mesmo no que disse? Já pensou que um país sem agricultura, é um país estrategicamente dependente? De facto, a agricultura intensiva, morreu. Mas é de um novo tipo de agricultura, de maior qualidade, baseada na diversificação da oferta que está rudo por fazer.
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os agricultores sabem que o texto está correcto.
Destruiram completamente a agricultura e agora já é tarde de mais.
Já não há solução.
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# Há solução: Sempre se pode implodir parte das cidades construídas sobre terrenos agrícolas férteis. E recuperá-los.
Está demonstrado que a comida produzida massivamente, por meios industriais, é a principal responsável por uma série de doenças, mormente a obesidade galopante (Nos EUA atinge 60 % ! da populaçâo).
A solução: procurar a pequena produção local. Inovar com novos meios tecnológicos os meios de produção arcaicos. Mas não excluir todos – como pisar a uva por exemplo, ou debulhar na eira ou varejar â mão as oliveiras.
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Trinta e Três:
tem razão. Há que ser original e criativo, e redefinir o a ruralidade.
É verdade que os subsídios de Bruxelas foram para disparates tipo Arranca-Planta, num ciclo destrutivo.
temos apesar de tudo o melhor património e a melhor bio-diversidade da Europa. Os tipos – a estranja – andam por aqui a pilhar-nos o que podem. Deram-se conta que contrariamente à opinião generalizada Portugal era rico em árvores.
A legião de novos neo-urbanostem andado muito anestesiada-
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Concordo. E portugal, pela sua dimensão e localização, é um dos países privilegiados para essa experiência.
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o artigo do paulo morais sabe a chover no molhado. descobriu agora o estado moribundo da agricultura portuguesa. o homem deve ter andado distraído. há tantos anos que a agricultura morreu. não foi com a submissão às políticas da CEE (é certo que houve dinheiro para os agricultores, quer a fundo perdido quer em subsídios. o mesmo não aconteceu com o abate da frota pesqueira, que arrastou consigo a depauperada industria das conservas? lembram-se do franco, sim aquele que sendo fascista deixou uma agricultura pujante, que dava cartas aos agricultores franceses e a maior frota pesqueira de europa, mesmo antes de entrar na CEE. e o inteligente, há pouco tempo considerado o maior vulto do país no século xx, esse o salazar. se calhar vem desse tempo não?. foram 48 anos de atraso somado ao atraso que já vinha de lonje, desde do tempo da monarquia. tem séculos
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