Gostava de saber porque é que a Câmara de Cascais gasta dinheiro nisto, independentemente da qualidade do “isto”. É um bom exemplo de acesso aos dinheiros públicos por parte dos amigos. Onde está a judiciária quando é precisa?
Ver declarações ao Diabo do Embaixador Carlos Fernandes.E saber porque é que desapareceram do MNE os “processos” contra Sousa Mendes.Isto é uma construção típica de propaganda destinada unicamente a denegrir Portugal e o Estado Novo.E a influenciar a africanização.Se o Aristides foi herói deixa-me mandar tudo o que quiser para Portugal é o que devem pensar os nossos actuais embaixadores e demais funcionários do MNE.Nós os pouco contribuintes depois pagamos em indsegurança e em impostos…
O indiginato tão distraido e “lavado” de cérebro nem imagina quem o governa.Donde vieram e quem são os que tomam decisões que os vão manter na merda per omnia secula seculorum…
Sim porque ao menos no “fassismo” os gajos que mandavam eram “passados a pente fino” e não havia veleidades de deixar um merdoso qualquer ir mandar no interesse geral da Nação.Agora qualquer porcaria do mundo chega aqui e de repente é capataz de indígenas.E a tomar medidas que correspondem a uma canga em cima das bestas que os apludem…
A Avozinha Manela, septuagenária, se for governo, não vai trabalhar para as estatistica,isso não, vai simplesmente trabalhar para o lay-off, e nos dias de lay-off, vai fazer um curso de administração, recomendo o Palacio do Marques de Pombal em Oeiras
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Zé Pedro, que, diz, até “simpatiza” com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre “senhor engenheiro” e “senhor doutor”: “Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo.”
=00 Fizeram a opção ” Engº “, porque estava na moda, pois então.
Ó 8 e 9
Deixe lá o josé em paz que nada teve a ver com o que escrevi.
Oiça o que lhe digo.Em tempos havia gajos a colocar anúncio dizendo que não era PIDE e sempre abominou o Estado Novo.Já não deve faltar muito para o contrário.A traição é tão generalizada, a corrupção um direito de pernada institucionalizado para elito que o zé ainda vai recorrer á reserva moral da nação para meter os traidores todos a ferros e se calhar fazer cimento deles…
O internacionalismo traidor tem que acabar.Traidor ao indiginato está bom de ver.A malta não quer sobados, nem gajos com merdinhas á bispo…
Quando acabou a guerra 39/45, Salazar congratulou-se, hipócritamente, por Portugal ter sido dos Países que mais salvou refugiados (judeus e não só)) das garras do nazismo. Ignorou, deliberadamente, a acção humanitária de Aristides Sousa Mendes que foi vítima da inveja de alguns colegas seus do MNE de então. Cometeu erros? Talvez. Salazar invocou a necessidade do afastamento de ASM para não entrar em conflito com as ordens de Hitler. Mas poderia ter reabilitado o seu nome após a guerra. Não o fez. O gesto iníquo do ditador de Santa Comba só prova que não têm razão os que tentam branquear o regime ditatorial de então e os que insistem em conspurcar a memória do antigo cônsul Português.
Sublinhe-se que, pessoalmente, não gosto de certas posturas e atitudes de Miguel Júdice. Isto não me impede de reconhecer a Obra de ASM e a sua coragem ao afrontar o ditador e que “por cause”, viria a morrer quase na miséria.
Eram dois irmãos gémeos, de prosápia afidalgada, vindos de Cabanas de Viriato, onde tinham solar conhecido e onde nasceram a 18 de Julho de 1885. Ambos se formaram em Direito pela Universidade de Coimbra. E ambos ingressaram na ca rreira diplomática, um em Maio de 1910 e outro em Junho do mesmo ano. Um chamava-se Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, o outro César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches. Apesar da extrema igualdade de origem, rapidamente se distinguiram pela diversidade de qualidades, embora os dois fossem tidos por naturalmente bondosos, pacíficos, de bom trato e de formação familiar tradicional. Já em 1913 o César passara na carreira à frente do irmão, sendo promovido a 1.° secretário de Embaixada. E, em 1926, alcançou as plumas brancas dos diplomatas pela sua ascensão a Ministro Plenipotenciário de 2ª classe, tendo representado Portugal na chefia das Legações de Estocolmo, de Varsóvia, do México e de Berna. Numa breve passagem pela política, César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, na última fase da Ditadura, em Governo já presidido por Oliveira Salazar. O irmão Aristides, porém, ia-se arrastando por postos consulares de minguado relevo, tendo falhado no concurso para conselheiro de Embaixada e acumulando processos disciplinares, porque, com frequência, as contas dos consulados por ele geridos… não andavam certas. Era bom homem, segundo se dizia. Mas também ganhara fama de limitados dotes intelectuais, tinha catorze filhos e, pelos postos por onde andara, constava ser propenso a aventuras dispendiosas, em proporção com os ganhos de que dispunha.
A guerra apanhou Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches no consulado de Bordéus. Aí choviam os pedidos de foragidos que pretendiam, a todo o custo, lhes fosse reconhecida a qualidade de portugueses e, com ela, passaportes que lhes permitissem alcançar lugares tidos por seguros.
De harmonia com as instruções do Governo de Lisboa, o Aristides de Sousa Mendes, tal como os outro s cônsules de Portugal naquela altura, foi largo na concessão de passaportes. Mesmo em casos em que, normalmente, essa concessão seria duvidosa, ou negada liminarmente. Porém, no caso do consulado em Bordéus, houve refugiados que, tendo beneficiado de tais facilidades, depois de servidos, se queixaram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros por a concessão de passaportes ter sido condicionada por contribuições para obras assistenciais patrocinadas pelo cônsul. Dessas queixas proveio a devassa, o inquérito e a passagem à disponibilidade, ou à situação de aguardar aposentação, para o cônsul Aristides, a quem sempre foi abonada a pensão respectiva.
Aquele funcionário achava-se próximo do limite de idade e o seu passado não o abonava especialmente, o que, admissivelmente, terá contribuído para a soluç&a tilde;o adoptada, não obstante o ambiente favorável de que gozava o irmão César, sempre beneficiado pela amizade do Embaixador Teixeira de Sampayo, Secretário-Geral do Ministério, e pela simpatia de Oliveira Salazar. Naturalmente que se os rendimentos de cônsul no estrangeiro sempre se tinham mostrado insuficientes para as necessidades de Aristides de Sousa Mendes, essa insuficiência se tornou mais acentuada quando retirado para o seu solar em ruínas de Cabanas de Viriato. Mas tal situação, comum a muitos outros diplomatas, não deveria ser levada à conta de ajuste de contas políticas, ou castigo por desobediência a ordens superiores, que não se terá verificado.
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi, segundo dizem os que o conheceram, um homem bom, pouco dotado, talvez, para a carreira que seguiu, e infeliz nalguns passos da sua vida. Não merecia ser usado como joguete numa pseudo-glorificação que apenas visa, canhestramente, tentar demonstrar que Salazar não se mostrou favorável aos refugiados da guerra. Quem ainda se lembre das ruas de Lisboa, pejadas desses fugitivos da guerra e dos seus horrores, quem tenha colhido os depoimentos de muitos deles, sabe que isso não corresponde à verdade. Aristides de Sousa Mendes, sempre monárquico tradicionalista, fiel aos ideais do Estado Novo, nem sequer poderia enfeitar-se com os ouropéis de reviralhista e de revolucionário com que é costume ornar a memória de alguns. Realmente, não mereceu a especulação tecida em torno do seu nome.
Esclarecedora quanto ao assunto parece ser a carta que o embaixador Carlos Fernandes recentemente dirigiu à Sra. D. Maria Barroso Soares. Tanto mais que o referido Embaixador sempre se mostrou afeiçoado ao Cônsul Aristides e compreensivo das dificuldades que ele experimentou em diversas ocasiões, só lhe repugnando as falsidades acumuladas e propaladas por motivo da constituição de uma “Fundação Aristides de Sousa Mendes” à qual aquela senhora preside. Realmente, o amor da verdade exige da gente de bem um particular empenhamento no desfazer de lendas mal engendradas.
Não sei, se o Josélito, Pão e Vinho á refeição, capta a mensagem, num País de catolico apostolico. Num clube pequeno, já não cabe mais ninguem, felizmente.
Quem não se lembra da Sociedade Zimmerman, no Rossio – este, foi dos Judeus que o Salazar acolheu, porque? trazia dinheiro e ouro, já interessava.
É curioso ver tantos comentários racistas e xenófobos neste caixa. De facto, o CAA tem razão. A caixa de comentários do Blasfémias que em tempos foi palco de discussões interessantes e elevadas transformou-se num antro de ressentidos disto ou daquilo. É pena.
Quanto à figura homenageada, se há pessoa que o merece é, de facto, ela.
Gosto mais das reportagens da autora no Correio da Manha. A entrevista a Luiz Pacheco ainda perdura, mérito ao entrevistado, claro, inspirado pelos manifestos dotes profissionais da interlocutora, provavelmente.
Só pelo facto de Aristides ter permitido a fuga de pessoas das garras do nazismo, merece o meu respeito.
Foi um risco enorme que correu, sem qualquer retorno material.
Se fosse religioso, já estaria canonizado.
Eu até ia ao lançamento… Mas, quando vi que a apresentação está a cargo do socretino Júdice, tirei daí o sentido. Livra! O sujeito está em todas: ainda ontem apareceu num programa televisivo de magia, a assessorar o Luís de Matos.
Deve ser por isso que não tem tempo para pensar. Ou então esqueceu-se dos tempos do seu salazarismo militante.
O valor das pessoas vai desvalorizando com o tempo.Com 18 anos uma puta cobra 1000.Aos 25 está nos 500.Aos 40 já vai em 50.Na idade do Iudice só 5 e é só broche.
Este Aristides devia ser um grande socialista, nunca mais acaba o forró do homem, só para lixar o Salazar!
Mas quantos, judeus e não judeus Salazar deixou passar, muito mais do que este enfrascado!
Não podiam era ser comunistas o Salazar não lhes perdoava a revolução russa, a guerra de Espanha a Frente Popular etc, mas
na realidade passados estes anos todos quem alinha co comunistas?
#33.
Vc num parágrafo diz que Aristides deixou passar os judeus para lixar Salazar.
No parágrafo seguinte diz que Salazar também deixou passar judeus.
Foi para lixar Aristides?
Ó Piscoiso cabeça de giz tipo D.Branca
Vá lá conversar com as suas tias que já devem ter regressado do terço.É que anda a prejudicar o ingenheiro porra…
Alguem me explique: o ASM ajudou abnegadamento centenas de judeus, certo? Então pOr que raio acabou o homem na miséria? Ninguém dessas centenas foi capaz de lhe dar a mão? Ou será que o homem cobrava uns cobres pelos vistos?
Vocês ainda não perceberam que o piscoiso é o 15ºfilho do mendes,o primeiro que esse negociante de judeus teve fora do casamento – está tudo explicado.
O Professor José Hermano Saraiva já teve, por mais que uma vez, oportunidade de esclarecer cabalmente esta questão. O salvamento do grupo de judeus que se tenta a todo o custo atribuir a Aristides de Sousa Mendes deve-se na verdade ao então presidente da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta. Os comboios desta companhia transportavam volframio até à fronteira entre a Espanha e a França e no regresso transportaram, à margem da lei, os tais judeus até Portugal, tal como se encontra registado nos arquivos desta companhia. Aristides de Sousa Mendes nada teve a ver com este processo, em que aliás estiveram envolvidos apenas uma pequena parte do total de judeus que fugiram através de Portugal durante a segunda guerra mundial.
Tambem não é verdade que estes judeus fugissem ao holocausto, como muitas vezes se tenta fazer crer. Estes factos passaram-se em 1940 e o holocausto só viria a ter inicio cerca de dois anos depois. Estes judeus podiam fugir da guerra, das perseguições nazis etc. Do holocausto é que não fugiam de certeza. A propria conferencia de Wansee, onde foi decidido levar a cabo o holocausto, só teria lugar muito tempo depois da fuga destes judeus.
Mera propaganda tudo isto.
Era aquilo que um velho amigo, assumido de extrema-direita, me dizia há dias.
O seu blog era listado em tudo o que era blog conhecido, mesmo assumindo-se ele de extrema-direita, escrevendo polémicas sobre racismo, fascismo, Salazar, etc.
Nada de novo até ao dia em que falou de judeus, meses depois de abrir o seu blog, e logo começaram as críticas e a desaparecer as ligações noutros blogs.
Não se pode criticar nenhum judeu é? Só se pode elogiar o Aristides?
E curioso também foi trazer à liça o CAA, que também alinha pela mesma (tem textos publicados onde o diz sem reservas: criticar os judeus é que não).
propaganda judaica.
judice nome judeu- namorei uma italiana chamada I. Iodice
os judeus ricos não o protegeram
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O muito que ASM ajudou os refugiados da Guerra, judeus e não só, não deve ser esquecido. Mas parece-me que já se abusa um pouco do nome do homem.
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Gostava de saber porque é que a Câmara de Cascais gasta dinheiro nisto, independentemente da qualidade do “isto”. É um bom exemplo de acesso aos dinheiros públicos por parte dos amigos. Onde está a judiciária quando é precisa?
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Ver declarações ao Diabo do Embaixador Carlos Fernandes.E saber porque é que desapareceram do MNE os “processos” contra Sousa Mendes.Isto é uma construção típica de propaganda destinada unicamente a denegrir Portugal e o Estado Novo.E a influenciar a africanização.Se o Aristides foi herói deixa-me mandar tudo o que quiser para Portugal é o que devem pensar os nossos actuais embaixadores e demais funcionários do MNE.Nós os pouco contribuintes depois pagamos em indsegurança e em impostos…
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Já agora o “copo de água” decorrerá no ELEVEN?Ali tão perto…
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O indiginato tão distraido e “lavado” de cérebro nem imagina quem o governa.Donde vieram e quem são os que tomam decisões que os vão manter na merda per omnia secula seculorum…
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Sim porque ao menos no “fassismo” os gajos que mandavam eram “passados a pente fino” e não havia veleidades de deixar um merdoso qualquer ir mandar no interesse geral da Nação.Agora qualquer porcaria do mundo chega aqui e de repente é capataz de indígenas.E a tomar medidas que correspondem a uma canga em cima das bestas que os apludem…
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#5 e 6 – o josé a aproveitar a credibilidade anónima. deves pensar que são todos bimbos.
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#7 vai por mim que eu não te engano, letra minha e música do meu mano, o josé travestido de anónimo.
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O Sousa Mendes fez o seu dever, como Judeu
O Seu exemplo, seja lembrado e explicado, ás gerações futuras.
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O Canal História tem passado tb .
10
O Sousa Mendes fez o seu dever , como Homem ( donde tirou que era Judeu … até podia ser e então ? mas não era ) … para os israelitas foi um justo
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Descoberta a fraude,
aqui vai livro ainda
assim, no entretanto.
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A Avozinha Manela, septuagenária, se for governo, não vai trabalhar para as estatistica,isso não, vai simplesmente trabalhar para o lay-off, e nos dias de lay-off, vai fazer um curso de administração, recomendo o Palacio do Marques de Pombal em Oeiras
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E olha, de cabelo branco, embora, o homem até está bem no retrato, aparentado aos dezoito, que muito há-de honrar de Júdice a barbicha.
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Zé Pedro, que, diz, até “simpatiza” com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre “senhor engenheiro” e “senhor doutor”: “Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo.”
=00 Fizeram a opção ” Engº “, porque estava na moda, pois então.
O “Drº” é foleiro, “Prof Drº” é, ainda mais.
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Ó 8 e 9
Deixe lá o josé em paz que nada teve a ver com o que escrevi.
Oiça o que lhe digo.Em tempos havia gajos a colocar anúncio dizendo que não era PIDE e sempre abominou o Estado Novo.Já não deve faltar muito para o contrário.A traição é tão generalizada, a corrupção um direito de pernada institucionalizado para elito que o zé ainda vai recorrer á reserva moral da nação para meter os traidores todos a ferros e se calhar fazer cimento deles…
O internacionalismo traidor tem que acabar.Traidor ao indiginato está bom de ver.A malta não quer sobados, nem gajos com merdinhas á bispo…
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Quando acabou a guerra 39/45, Salazar congratulou-se, hipócritamente, por Portugal ter sido dos Países que mais salvou refugiados (judeus e não só)) das garras do nazismo. Ignorou, deliberadamente, a acção humanitária de Aristides Sousa Mendes que foi vítima da inveja de alguns colegas seus do MNE de então. Cometeu erros? Talvez. Salazar invocou a necessidade do afastamento de ASM para não entrar em conflito com as ordens de Hitler. Mas poderia ter reabilitado o seu nome após a guerra. Não o fez. O gesto iníquo do ditador de Santa Comba só prova que não têm razão os que tentam branquear o regime ditatorial de então e os que insistem em conspurcar a memória do antigo cônsul Português.
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Sublinhe-se que, pessoalmente, não gosto de certas posturas e atitudes de Miguel Júdice. Isto não me impede de reconhecer a Obra de ASM e a sua coragem ao afrontar o ditador e que “por cause”, viria a morrer quase na miséria.
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“A lenda do Aristides”
Eram dois irmãos gémeos, de prosápia afidalgada, vindos de Cabanas de Viriato, onde tinham solar conhecido e onde nasceram a 18 de Julho de 1885. Ambos se formaram em Direito pela Universidade de Coimbra. E ambos ingressaram na ca rreira diplomática, um em Maio de 1910 e outro em Junho do mesmo ano. Um chamava-se Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, o outro César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches. Apesar da extrema igualdade de origem, rapidamente se distinguiram pela diversidade de qualidades, embora os dois fossem tidos por naturalmente bondosos, pacíficos, de bom trato e de formação familiar tradicional. Já em 1913 o César passara na carreira à frente do irmão, sendo promovido a 1.° secretário de Embaixada. E, em 1926, alcançou as plumas brancas dos diplomatas pela sua ascensão a Ministro Plenipotenciário de 2ª classe, tendo representado Portugal na chefia das Legações de Estocolmo, de Varsóvia, do México e de Berna. Numa breve passagem pela política, César de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, na última fase da Ditadura, em Governo já presidido por Oliveira Salazar. O irmão Aristides, porém, ia-se arrastando por postos consulares de minguado relevo, tendo falhado no concurso para conselheiro de Embaixada e acumulando processos disciplinares, porque, com frequência, as contas dos consulados por ele geridos… não andavam certas. Era bom homem, segundo se dizia. Mas também ganhara fama de limitados dotes intelectuais, tinha catorze filhos e, pelos postos por onde andara, constava ser propenso a aventuras dispendiosas, em proporção com os ganhos de que dispunha.
A guerra apanhou Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches no consulado de Bordéus. Aí choviam os pedidos de foragidos que pretendiam, a todo o custo, lhes fosse reconhecida a qualidade de portugueses e, com ela, passaportes que lhes permitissem alcançar lugares tidos por seguros.
De harmonia com as instruções do Governo de Lisboa, o Aristides de Sousa Mendes, tal como os outro s cônsules de Portugal naquela altura, foi largo na concessão de passaportes. Mesmo em casos em que, normalmente, essa concessão seria duvidosa, ou negada liminarmente. Porém, no caso do consulado em Bordéus, houve refugiados que, tendo beneficiado de tais facilidades, depois de servidos, se queixaram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros por a concessão de passaportes ter sido condicionada por contribuições para obras assistenciais patrocinadas pelo cônsul. Dessas queixas proveio a devassa, o inquérito e a passagem à disponibilidade, ou à situação de aguardar aposentação, para o cônsul Aristides, a quem sempre foi abonada a pensão respectiva.
Aquele funcionário achava-se próximo do limite de idade e o seu passado não o abonava especialmente, o que, admissivelmente, terá contribuído para a soluç&a tilde;o adoptada, não obstante o ambiente favorável de que gozava o irmão César, sempre beneficiado pela amizade do Embaixador Teixeira de Sampayo, Secretário-Geral do Ministério, e pela simpatia de Oliveira Salazar. Naturalmente que se os rendimentos de cônsul no estrangeiro sempre se tinham mostrado insuficientes para as necessidades de Aristides de Sousa Mendes, essa insuficiência se tornou mais acentuada quando retirado para o seu solar em ruínas de Cabanas de Viriato. Mas tal situação, comum a muitos outros diplomatas, não deveria ser levada à conta de ajuste de contas políticas, ou castigo por desobediência a ordens superiores, que não se terá verificado.
Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches foi, segundo dizem os que o conheceram, um homem bom, pouco dotado, talvez, para a carreira que seguiu, e infeliz nalguns passos da sua vida. Não merecia ser usado como joguete numa pseudo-glorificação que apenas visa, canhestramente, tentar demonstrar que Salazar não se mostrou favorável aos refugiados da guerra. Quem ainda se lembre das ruas de Lisboa, pejadas desses fugitivos da guerra e dos seus horrores, quem tenha colhido os depoimentos de muitos deles, sabe que isso não corresponde à verdade. Aristides de Sousa Mendes, sempre monárquico tradicionalista, fiel aos ideais do Estado Novo, nem sequer poderia enfeitar-se com os ouropéis de reviralhista e de revolucionário com que é costume ornar a memória de alguns. Realmente, não mereceu a especulação tecida em torno do seu nome.
Esclarecedora quanto ao assunto parece ser a carta que o embaixador Carlos Fernandes recentemente dirigiu à Sra. D. Maria Barroso Soares. Tanto mais que o referido Embaixador sempre se mostrou afeiçoado ao Cônsul Aristides e compreensivo das dificuldades que ele experimentou em diversas ocasiões, só lhe repugnando as falsidades acumuladas e propaladas por motivo da constituição de uma “Fundação Aristides de Sousa Mendes” à qual aquela senhora preside. Realmente, o amor da verdade exige da gente de bem um particular empenhamento no desfazer de lendas mal engendradas.
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Não sei, se o Josélito, Pão e Vinho á refeição, capta a mensagem, num País de catolico apostolico. Num clube pequeno, já não cabe mais ninguem, felizmente.
Quem não se lembra da Sociedade Zimmerman, no Rossio – este, foi dos Judeus que o Salazar acolheu, porque? trazia dinheiro e ouro, já interessava.
O Botas era um espertalhaço
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É curioso ver tantos comentários racistas e xenófobos neste caixa. De facto, o CAA tem razão. A caixa de comentários do Blasfémias que em tempos foi palco de discussões interessantes e elevadas transformou-se num antro de ressentidos disto ou daquilo. É pena.
Quanto à figura homenageada, se há pessoa que o merece é, de facto, ela.
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#22 – a legião portuguesa vem a caminho.
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14 filhos é obra!
Não há casa que aguente.
Morreu pobre? Não admira!
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parece que sim, é o que dá vender coisas a judeus. pagavam o que fosse preciso para salvar a vida e em segurança reclamaram os emolumentos.
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#24 – não havia low cost, só pelo natal.
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#27 é obra dos aparentemente calados.
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o desepero é tanto que falsificam alcunhas, caligrafia e ortografia.
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Gosto mais das reportagens da autora no Correio da Manha. A entrevista a Luiz Pacheco ainda perdura, mérito ao entrevistado, claro, inspirado pelos manifestos dotes profissionais da interlocutora, provavelmente.
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Só pelo facto de Aristides ter permitido a fuga de pessoas das garras do nazismo, merece o meu respeito.
Foi um risco enorme que correu, sem qualquer retorno material.
Se fosse religioso, já estaria canonizado.
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Apresentação por José Miguel Júdice!….
Qual é o negócio?
Como é que isto lhe vai trazer (muitoo) dinheiro?
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Eu até ia ao lançamento… Mas, quando vi que a apresentação está a cargo do socretino Júdice, tirei daí o sentido. Livra! O sujeito está em todas: ainda ontem apareceu num programa televisivo de magia, a assessorar o Luís de Matos.
Deve ser por isso que não tem tempo para pensar. Ou então esqueceu-se dos tempos do seu salazarismo militante.
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O valor das pessoas vai desvalorizando com o tempo.Com 18 anos uma puta cobra 1000.Aos 25 está nos 500.Aos 40 já vai em 50.Na idade do Iudice só 5 e é só broche.
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Este Aristides devia ser um grande socialista, nunca mais acaba o forró do homem, só para lixar o Salazar!
Mas quantos, judeus e não judeus Salazar deixou passar, muito mais do que este enfrascado!
Não podiam era ser comunistas o Salazar não lhes perdoava a revolução russa, a guerra de Espanha a Frente Popular etc, mas
na realidade passados estes anos todos quem alinha co comunistas?
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#33.
Vc num parágrafo diz que Aristides deixou passar os judeus para lixar Salazar.
No parágrafo seguinte diz que Salazar também deixou passar judeus.
Foi para lixar Aristides?
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Ó Piscoiso cabeça de giz tipo D.Branca
Vá lá conversar com as suas tias que já devem ter regressado do terço.É que anda a prejudicar o ingenheiro porra…
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Alguem me explique: o ASM ajudou abnegadamento centenas de judeus, certo? Então pOr que raio acabou o homem na miséria? Ninguém dessas centenas foi capaz de lhe dar a mão? Ou será que o homem cobrava uns cobres pelos vistos?
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Vocês ainda não perceberam que o piscoiso é o 15ºfilho do mendes,o primeiro que esse negociante de judeus teve fora do casamento – está tudo explicado.
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O Professor José Hermano Saraiva já teve, por mais que uma vez, oportunidade de esclarecer cabalmente esta questão. O salvamento do grupo de judeus que se tenta a todo o custo atribuir a Aristides de Sousa Mendes deve-se na verdade ao então presidente da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta. Os comboios desta companhia transportavam volframio até à fronteira entre a Espanha e a França e no regresso transportaram, à margem da lei, os tais judeus até Portugal, tal como se encontra registado nos arquivos desta companhia. Aristides de Sousa Mendes nada teve a ver com este processo, em que aliás estiveram envolvidos apenas uma pequena parte do total de judeus que fugiram através de Portugal durante a segunda guerra mundial.
Tambem não é verdade que estes judeus fugissem ao holocausto, como muitas vezes se tenta fazer crer. Estes factos passaram-se em 1940 e o holocausto só viria a ter inicio cerca de dois anos depois. Estes judeus podiam fugir da guerra, das perseguições nazis etc. Do holocausto é que não fugiam de certeza. A propria conferencia de Wansee, onde foi decidido levar a cabo o holocausto, só teria lugar muito tempo depois da fuga destes judeus.
Mera propaganda tudo isto.
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#21 José de Barros:
Sabe o que é mais curioso ainda?
Era aquilo que um velho amigo, assumido de extrema-direita, me dizia há dias.
O seu blog era listado em tudo o que era blog conhecido, mesmo assumindo-se ele de extrema-direita, escrevendo polémicas sobre racismo, fascismo, Salazar, etc.
Nada de novo até ao dia em que falou de judeus, meses depois de abrir o seu blog, e logo começaram as críticas e a desaparecer as ligações noutros blogs.
Não se pode criticar nenhum judeu é? Só se pode elogiar o Aristides?
E curioso também foi trazer à liça o CAA, que também alinha pela mesma (tem textos publicados onde o diz sem reservas: criticar os judeus é que não).
Que raio de “discussões elevadas” serão essas?
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