Sai mais um processsozinho
25 Abril, 2009
Uma jornalista (por mera coincidência) disse ao Senhor Presidente do Conselho que ele «rosna e muito». Não pode ser! Isto de jornalistas (coincidência) não concordarem com o Senhor Presidente do Conselho já é mau. Pior é alguns jornalistas (mais coincidência) desconfiarem que o Senhor Presidente do Conselho não tem um passado impoluto. Péssimo é investigarem, já que são jornalistas (só coincidência). Agora dizerem que Sua Excelência rosna!? E muito?!!
É preciso meter esta gente, os jornalistas (coincidência, claro), na ordem. Basta de bota-abaixismo e de recados, venham estes sob a forma de ganidos ou de latidos!
62 comentários
leave one →

Na imagem um sempre atento e vigilante assessor do poder em plena digressão pela blogosfera, fiscalizando se alguém ousa divergir da lógica ‘corporativa’ tida e aceite.
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http://www.legoergosum.blogspot.com/2009/04/jose-socrates-e-igreja-da-cientologia.html
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Ramalho Eanes desafia portugueses a serem mais exigentes com os governos
O ex-presidente da República Ramalho Eanes desafiou os portugueses a serem «mais exigentes» com os governantes, durante um colóquio comemorativo do 25 de Abril, realizado na quinta-feira em Grândola, promovido pela câmara local
«Nós temos o governo que merecemos, temos os partidos que merecemos, temos os subsistemas de saúde e educação que merecemos, porque somos responsáveis pela nossa sociedade», disse Ramalho Eanes, depois de citar um autor espanhol que responsabilizava os povos submetidos a regimes tirânicos, pela incapacidade de se revoltarem.
«Cabe-nos a nós impor regras, exigir condutas e, quando for necessário, substituirmos os governantes», frisou Ramalho Eanes, no colóquio moderado pelo jornalista Adelino Gomes, em que também participaram o empresário Belmiro de Azevedo, o social-democrata Pacheco Pereira e o presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, anfitrião e promotor deste colóquio comemorativo do 25 de Abril.
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=133040
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Pois é.
Se não houver liberdade de expressão, não se poderá escolher. E substituir governantes.
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As origens do Rottweiler remontam ao tempo dos Romanos e consta como uma das raças mais antigas do mundo…
O Rottweiler, como muitas outras raças, é resultado de muitos anos de criação selectiva.
Pensa-se que os progenitores da raça foram os cães Molossoides que acompanhavam as legiões Romanas. A resistência destes cães permitia-lhes efectuar os percursos mais árduos. Além disso, a sua função de guarda protegia as manadas de lobos e de eventuais ladrões de gado.
Após a bem sucedida invasão do sul da Alemanha, a cidade então conhecida como Arae Flaviae foi ocupada. Importante centro administrativo e social, fundado cerca dois séculos antes de Cristo, transformou-se e prosperou.
As casas cobertas de telhas artesanais vermelhas acabaram por influenciar o nome da cidade, sendo este Rottwil (Vila Vermelha). Mais tarde alterou-se para Rottweil, como hoje é conhecida.
É provável que os cães romanos deixados para trás após a ocupação, dado às suas características combativas e de guarda, viessem a ser cruzados com os cães locais. Esta necessidade deveu-se à proliferação do comércio de gado. Vindos de grandes distâncias, como a Suíça, França e Hungria, os fazendeiros que conduziam o gado até ao mercado de Rottweil tinham necessidade de guardar a sua mercadoria. Os cães locais rapidamente se fizeram notar. Estes eram conhecidos com os cães dos carniceiros (metzgerhund) de Rottweil.
Existem alguns contos de comerciantes de gado que relatam que após um dia de negócios bem sucedido a celebração em tabernas era inevitável. Para garantir que os seus lucros não fossem roubados o dinheiro era preso a volta do pescoço dos cães.
A inteligência e polivalência dos cães de Rottweil permitiam que fossem também usados na condução de gado. Atenção redobrada, robustez, agilidade e uma força de mandíbula considerável eram características necessárias para manter uma manada submissa.
A caminho do final do século 19 o crescimento das linhas-férreas levou ao decréscimo dos cães de gado. O governo, que implementava a rede de linhas-férreas, proibiu a condução de gado favorecendo o transporte por comboio. O Rottweiler continuou a desempenhar outras funções, como por exemplo: puxar carros carregados de leite e outro tipo de bens. Neste período a raça ficou praticamente extinta.
No início do ano de 1900 surgiu a necessidade de reforçar a lei e a segurança; o Rottweiler devido às suas características e talentos, despertou interesse na polícia alemã. Em 1910, o Rottweiler era oficialmente aceite como cão-polícia; tendo desempenhado de forma exemplar as suas funções, a própria polícia passou a reproduzir estes cães. Esta situação levou ao reaparecimento do Rottweiler.
A popularidade da raça fora das forças policiais também viu o seu crescimento fazendo as pessoas levar estes cães para as suas próprias casas.
O primeiro clube da raça (Deutcher Rottweiler Klub), filiado na associação alemã de cães-polícia, surgiu em 1907. Este tinha como objectivo defender e manter as capacidades de trabalho da raça. Algum tempo depois, mas no mesmo ano, no sul da Alemanha surgia um novo clube. Este clube (International Rottweiler Klub) estava mais direccionado para a beleza da raça como cão de exposição.
Em 1920 estes dois clubes juntaram-se formando o Allgemeiner Deutscher Rottweiler Klub (ADRK). Esta fusão foi efectuada tendo em vista os interesses da raça. Este empenho continuou com o clube a proibir a apresentação e reprodução de cães que não passassem nos seus testes de trabalho.
A popularidade desta raça, tal e qual aconteceu com outras, trouxe mais malefícios do que benefícios. A criação feita sem escrúpulos e apenas com fins lucrativos fez com que o custo de aquisição baixasse, colocando assim estes exemplares acessíveis a um maior número de pessoas. Estas muitas vezes procuram o Rottweiler apenas por uma questão de moda ou machismo. Ao contrário da imagem agressiva que erradamente é atribuída à raça, o Rottweiler pode ser um cão de companhia brincalhão e carinhoso.
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EsseS cãozinhos de Sua Excelência Rosnadora partir de Outubro vão ser todos desmascarados e denunciados na praça pública como foram os agentes da Pide no 25-A de 1974.
Alguns até vão ser convidados a baixar as calças…
PQPS!
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inscrição lop arranja-se, pedigree ou se tem ou não se tem.
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quando encontrar o cavaco diga-lhe que gostou muito do grunhido de 25 de abril e depois faça um poste a enaltecer o fairy play do man.
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lá vem o fairy prá loiça.
ahahahahaha
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Como orgulhoso (e babado) dono de um Rottweiler extremamente dedicado, amigável e brincalhão, acho um insulto associarem a fotografia de um cão dessa (ou de qualquer) raça ao senhor Primeiro-Ministro, o Engenheiro José Sócrates. Nenhum cão merece tamanha desconsideração.
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pelos vistos era uma jornalista anónima, de um jornal desconhecido. é o trunfo anónimo.
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Causa-me alguma tristeza ver aqui e noutros sitios elogiar a atitude desta “jornalista”.
Isto é pura má educação e quem apoia não fica lá muito bem na fotografia.
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quanto é que o belarmino pagou pelo exclusivo à freelancer.
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“Causa-me alguma tristeza ver aqui e noutros sitios elogiar a atitude desta “jornalista”. Isto é pura má educação e quem apoia não fica lá muito bem na fotografia.”
E o “estou-me cagando para o segredo de justiça”? Como é que ficou na fotografia? Também se reuniram numa casa para influenciar a justiça, como diz o senhor Costa? Ele há cada “clube” para aderir!
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A 7 de Junho com o CHUTO que vai levar no traseiro Sua Exca. Rosnadora vai passar a GANIR.
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5- quem escreve assim não é gago.
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CAA creio q há um pequeno lapso. Não é Presidente do Conselho, 1* Ministro…
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Não, é Prexidente do Conxelho porque Xua Exa.Roxnadora é lá para ox ladox de Xanta Comba Dão.
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Já alguém dizia….”é caça ao homem”
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A verdade é que não se pode ofender qualquer cão comparando o simpático animal – por muito chato que seja – à besta do agente técnico (se for) José Sócrates Pinto de Sousa que é 1º ministro de Portugal, cada vez mais transformado numa tugolândia rasca.
Nuno
PS – Um abraço Quim.
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Essa noticia é de que jornal? Do jornal da porcalhota?
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O que se ouve por aí é que existe tal situacionismo, tal controle do jornalismo que o governo até abriu um canal de televisão de noticias 24 horas por dia no cabo que é dedicado a José Socrates precisamente antes das eleições… o tvi24
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O jornalista deveria ser imediatamente punido por usar linguagem politicamente incorrecta e ofensiva para os cães. Proponho a imediata convocação do Conselho de Estado para acabar já com estas coisas.
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“Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente.
“Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta.”
Há muita falta de chá nalguns profissionais do jornalismo.
“Quem não se sente não é filho de boa gente” e não me custa admitir que a maioria dos comentadores, no desempenho de um alto cargo, confrontado com idêntica situação, supostamente em directo, reagiria de modo semelhante… ou melhor, haverá por aí alguns comentadores que não resistiam a dar um par de bofetões à jornalista.
Em directo.
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SUA EXª – O PRESIDENTE DO CONSELHO – «não morde»!
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2007-03-18 – 00:00:00
Entrevista: Marques Mendes
Jornalista : Jorge Paula
Marques Mendes, líder do PSD, acusa o primeiro-ministro de ter um projecto de poder pessoal perigoso para a democracia. Irónico, diz que o País só está melhor do que o Burundi e afirma que o aeroporto da Ota pode ser o pântano de Sócrates.
Correio da Manhã – Gosta do estilo de José Sócrates?
Marques Mendes – Não vou comentar estilos. O que acho é que a atitude que o primeiro-ministro tem utilizado é errada. Essencialmente porque tem a preocupação de atirar portugueses contra portugueses. É uma atitude política errada. É um pretexto, a alegada existência de privilégios de todas estas classes, como se de repente se tivesse descoberto que o País é formado por privilegiados. E sobretudo tem um objectivo muito mau: explorar o sentimento da inveja nacional.
– Da inveja?
– Da inveja nacional. No momento em que ataca um sector está a colocar na prática portugueses contra portugueses. Um segundo aspecto negativo na sua atitude é a tentação que se nota de um controlo enorme do poder. Eu alertei em Dezembro para o facto de o primeiro-ministro parecer ter um projecto pessoal de controlo de poder, de acumulação de poder.
– O tempo deu-lhe razão?
– Três meses depois já perceberam que não era um ponto de vista partidário, mas sim a constatação de uma realidade.
– Está a referir-se ao recente anúncio de concentração de poderes policiais?
– É o último exemplo e dos mais perigosos, mas não é o único.
– Quais são os outros? A Comunicação Social?
– Há uma preocupação enorme de controlo na Comunicação Social, nos centros de decisão económica, na Justiça, na investigação criminal e mais recentemente nas polícias. Já não é uma questão partidária. Tem a ver com a qualidade da nossa democracia. Isto não é autoridade. É abuso de poder. É confundir maioria absoluta com poder absoluto.
– A Comunicação Social está a ser objecto de diversas medidas polémicas. O que é que vai fazer?
– Neste domínio da Comunicação Social há uma preocupação crescente de controlo, um controlo cada vez mais apertado. Nesta matéria todos os partidos têm pecados. Mas os Governos anteriores, de todos os partidos, em comparação com este, são uns meninos de coro.
– Também teve a tutela da Comunicação Social.
– Todos os Governos têm essa tentação. Estou a reconhecer isso. Agora, repito, em comparação com o que se está a passar, são todos meninos de coro.
– E Sócrates não é um menino de coro.
– Não. Acho que não é tanto um projecto partidário. É muito pessoal. É o poder em sectores nucleares na mão de uma pessoa só. E em democracia isto não pode acontecer. A democracia é o regime do equilíbrio de poderes.
– O que é que o PSD pode fazer para contrariar esse projecto pessoal?
– É o que temos feito. Denunciar a situação.
– Mas se a situação é tão grave não pensa alertar o Presidente da República?
– Cada coisa a seu tempo.
– Está a renascer o Estado policial? É perigoso para a democracia?
– É perigoso e afecta a qualidade da democracia. Eu alertei em Dezembro para esta situação e agora vastos sectores, que não têm nada a ver com o PSD, dão-me razão. Está em curso este projecto de poder pessoal. A denúncia que fizemos está a seguir o seu curso e acho que a força da opinião pública é o instrumento essencial para que o Governo recue em intenções que não são boas para a democracia.
(…)
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o presidente do conselho de estado emite uns sons esquisitos, mas não me parece que rosne.
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#26 – umm era avençado do isaltino. nem estatura, nem credibilidade.
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“28”, i.é, um sempre atento e vigilante assessor do poder em plena digressão pela blogosfera, fiscalizando se alguém ousa divergir da lógica ‘corporativa’ tida e aceite.
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José Sócrates e a Igreja da Cientologia
Nos países onde não foi banida, a Igreja da Cientologia criou um reinado de terror que usa como arma principal a litigação abusiva. Quem ousar denunciá-la ou criticá-la é processado; e mesmo que, na maioria dos casos, obtenha ganho de causa, não se livra de despesas legais que podem levar à insolvência. Para esta seita, o castigo dos herejes não é a fogueira; é a miséria.
José Sócrates aprendeu a lição: nenhum primeiro-ministro tem posto tantos processos a tanta gente como ele. Geralmente, perde: os tribunais têm entendido, e bem, que o direito do cidadão ao seu bom nome não pode esvaziar o dever do político de se submeter ao escrutínio dos eleitores. Aos eleitores honestos interessa saber se um político é honesto ou não; e, não tendo acesso aos meios investigativos duma polícia profissional nem obrigação de seguir as regras de prova em vigor nos tribunais, resta-lhe formar uma opinião a partir dos media, dos antecedentes que conhece, das peças do puzzle que vai encaixando e até, muito legitimamente, da sua intuição pessoal.
Com base nesta opinião, que não tem que ser uma certeza, o cidadão eleitor decide o seu voto; e com base nela tenta persuadir os outros cidadãos a votar num sentido ou noutro. Está no seu pleníssimo direito.
É por pensar assim que eu já escrevi aqui que não quero que o cidadão José Sócrates seja preso sem que se prove a sua culpa no caso Freeport, mas também não quero que continue a ser primeiro-ministro sem que se prove a sua inocência. Tanto mais que José Sócrates, mesmo que seja inocente em relação a este caso, e que nunca tenha cometido um crime de corrupção tal como a lei o define, é indubitavelmente corrupto pela definição de corrupção que eu já aqui expus, que é política e não jurídica: corrupção é tudo o que converte poder político em poder económico ou poder económico em poder político. O recente chumbo no Parlamento dos projectos de lei contra o enriquecimento ilícito é apenas o último episódio numa longa série que torna clara (ou ainda mais obscura, vista por outro prisma) a posição do Partido Socialista em relação aos corruptos; e nãoserá preciso lembrar que tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à porta…
Convém a José Sócrates confundir os dois planos e passar para a opinião pública esta confusão. É ela que lhe permite vitimizar-se, e é ela que lhe permite conduzir a verdadeira campanha de terror jurídico com que tem procurado silenciar os seus críticos. A sinceridade deste exercício seria mais convincente se não se dessem duas estranhas coincidências: a tentativa recente da parte do Governo de aumentar as custas judiciais, que já são exorbitantes, e o facto de as primeiras referências passadas pelo Governo para os media quanto à possível desejabilidade desta medida terem surgido na sequência dos diversos processos postos por professores e organizações de professores, geralmente com êxito, contra o Ministério da Educação.
Um Estado que não consegue vencer os cidadãos pela razão ou pela lei; um Estado que tenta vencê-los pela ruina económica; um Estado que tenta pôr a Justiça fora do alcance das classes médias; um Estado que ainda por cima tem o privilégio de litigar gratuitamente não tem legitimidade para invocar a Lei que subverte por sistema, e muito menos a têm os titulares dos órgãos de soberania.
E que tal se o Estado, em vez de poder litigar de graça, tivesse de pagar o dobro das custas judiciais do que pagam os cidadãos comuns? E que tal se os tivesse que indemnizar em dobro, em caso de eles obterem vencimento de causa, de todas as despesas em que tivessem incorrido ao longo do processo – incluindo as despesas de representação legal? E que tal se a mesma tabela valesse para os detentores de cargos políticos, para as grandes empresas, e para todos os casos de grande superioridade do poder do queixoso em relação ao do réu? Fala-se tanto em Estado de Direito – porque não havemos nós, cidadãos, de exigir um Estado de Direito a sério?
http://www.legoergosum.blogspot.com/2009/04/jose-socrates-e-igreja-da-cientologia.html
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O que era bom era que as pessoas protestassem quando alguém processa alguém por lhe chamar palhaço, ir a tribunal e ganhar a causa. Essa é que é essa, coisa nunca vista.
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Conheço um Presidente de Câmara que levou um pequeno jornal à falência levantando-lhe processoa judiciais consecutivos. Litigar com autoridades administrativas é caro e, cada vez mais com a nova tabela de custas judicias. Não conhecia o método da Igreja da Cientologia (link do comentário #3), mas a coisa pelos vistos tem uma razão muito clara. Ramalho Eanes, citado no mesmo comentário, é igualmente claro. Não está fácil ter esperança “nisto”.
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Parabéns aos paizinhos dessa jornalista pela falta de educação da filha. Se fosse o Sócrates a dizer que um jornalista ROSNA, seria o bonito. Gente estúpida e mal educada existe em todo o lado. Basta ler estes comentários para compreender.
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Caros,
Por mais que se possa simpatizar com o Presidente do Conselho ou se queira, por quaisquer motivos, simplesmente contrariar aquilo que quase todos pensamos sobre o seu passado, a verdade é que não devemos assistir insensíveis ao que se está a passar.
Por sorte, assisti durante o dia 25 de Abril de 1974, na Baixa lisboeta, a todo o desenrolar dos eventos, entre as oito da manhã e as 22 horas: tinha 20 anos e o que vi mudou-me profundamente.
Das estranhas manobras desencadeadas no Terreiro do Paço, às correrias na zona da Pide/Dgs, à concentração emocionada no Largo do Carmo e à deslocação a Caxias, em tudo participei com espanto e genuíno voluntarismo.
35 anos depois e não sendo de esquerda, fui convidado a estar presente no jantar da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e foi com emoção que ouvi o discurso do Cor. Vasco Lourenço. De facto, mesmo para os que não são paladinos da violência e de radicalismos ideológicos, é difícil estar contente com o rumo que o país tomou ultimamente.
O recente recurso que o Presidente do Conselho adoptou de accionar jornalistas que não o elogiam é, para todos nós portugueses, uma forma de limitação dos direitos que Abril nos deu.
É apenas o continuar de uma atitude conhecida durante este último govêrno, iniciada com os processos disciplinares da direcção de educação do norte, da proibição dos bonecos no Carnaval, e de outras vinganças perpetradas por gente servil e meio-anónima que surge do nada e se apressa a defender o chefe com agressividade inexplicável.
Relembro que atitudes como estas surtiram efeitos desumanos num passado próximo, à direita e à esquerda, pois como bem explicou Anna Arhent, no meio dos mais anónimos e obscuros surgem autenticos torcionários que, sedentos de protagonismo, executam e ultrapassam com brio as tarefas mais sanguinárias para suposto agrado dos chefes pontuais.
Outras figuras políticas nacionais foram perseguidos pelos media depois de Abril, por motivos mais prosaicos e, que se saiba, não accionaram ninguém: relembro Marcello Caetano, Gen. Spínola, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Otelo, Melo Antunes, Costa Martins, Portas, Pinto da Costa, e há pouco tempo, Santana Lopes.
Não concordando eu com algumas coisas que são ditas na comunicação social (sempre interessada em vender a todo o custo e com a mentira a ajudar), penso que aquilo que o nosso primeiro deu origem se irá tornar numa bola de neve crescente, qual Watergate à português, pois é um acto irreflectido que lhe irá ser politicamente muito caro – e embora admita que o poderá enriquecer mais financeiramente.
Relevo que não sou contra o recurso a tribunal por quem se sente ofendido ou lesado – apenas considero democraticamente inadmissível que o faça enquanto primeiro-ministro, escudado nos benefícios e prorrogativas especiais que tal cargo lhe confere.
Deveria ter-se demitido primeiro e então sim, ir para a barra dos tribunais defender tenazmente aquilo que entende.
Penso que a conduta assumida, é a inversão dos princípios que norteam o interesse público, os benefícios que se têm por ser um eleito, e desvirtua a isenção e a dignidade que tal eleição acarreta.
Mesmo para os mais indefectíveis do nosso dirigente, há que reconhecer que é desigual accionar como governante activo, cercado de servis sedentos de agradar, obedientes e influentes, e certamente com isenção de custas e com o patrocínio de um advogado sonante e influente. Politica e democraticamente, pode parecer estar a servir-se da coisa pública em seu benefício pessoal.
Também não é facilmente compreensível o empedernido apego do visadoao poder. É estranho que não dê prioridade ao seu bom nome e ao da sua família.
Penso que teria sido melhor para a democracia se ele adoptasse uma conduta mais transparente e se se demitisse, accionasse o que tem para accionar e, caso considerasse o seu nome novamente impoluto, regressar em força e de cabeça erguida: o povo português saberia recompensá-lo das eventuais injustiças contra si empreendidas.
Em Portugal, nenhum político fica definitivamente “desapareçido”, como bem mostram os exemplos de Mário Soares, Cavaco Silva e Santana Lopes.
Ao invés do que penso ser o mais adequado politicamente, o Presidente optou pelo uso de força, da qual penso que não irá retirar nenhum benefício político, e irá envolver o seu cargo em muito mais notícias, necessáriamente más, não só circunscritas a Portugal, fazendo denegrir ainda mais a nossa imagem junto das outras comunidades e países – de forma egoísta e egocêntrica.
Penso que ele deveria ter politicamente em conta, também, a imagem que está a dar do país e dos portugueses ao resto do mundo.
A democracia é imperfeita, mas é o melhor que ainda vai havendo pelo mundo, e só quem não viveu nos tempos anteriores a Abril é que pode dar loas ao passado.
35 anos passados sobre o dia mais importante da minha vida, gostaria que nada disto estivesse a acontecr.
Digo eu…
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#34 é comovente essa tese da democratização do insulto.
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O acto de rosnar
é típico de cães raivosos,
isto de quem anda a enganar
deixa-nos menos maviosos!
Sairá mais um processo?!
Ou será intimidada?!
Este é um país possesso
de democracia trucidada.
O mexilhão honesto
não tem medo da verdade,
vivemos num regime funesto
que não tolera a liberdade!
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Mordemos todos e bem
Quando a comida é boa.
Rosnar é próprio de cães,
Quando a conversa destoa.
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Tomara o homem ter pelo menos 20 por cento da inteligência do último Presidente do Conselho…nem para lhe limpar as cuecas este serve…já para fazer bosta ….
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Cão/cadela que ladra, não morde!!!
Cão/cadela que morde, não ladra!!!
Acho que já ouvi isto, em qualquer lado!!!
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38,
Consta que o homem deixou de usar cuecas, para não as sujar, porque se limpava no jornal!!!
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A Água”,
de Manuel Maria Barbosa du Bocage.
O que os nossos políticos precisam..uma grande lavagem…
“A Água”
Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.
Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.
Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho
Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber ás fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.
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Bem dito. A traduzir a evidência. E não de expressão, libérrima, of course, se reporta a figura de estilo, metáfora ou metonímia.
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Roooooooo
Au, au
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E não passa de expressão.
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Os jornalistas são muito educados.
Nada arrogantes, pretensiosos ou novos-ricos.
Enfim,salvo raras escepções, uns “cretinaços”.
Mas é o ar do tempo.
E a culpa é dos politicos que os bajularam.
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Já cá faltava o Piscoiso que mesmo com o açaime nas ventas ROSNA para a jornalista e defende o Primeiro Ministro.Vai lavar mas é a boca e o açaime.
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http://blogdelacoesdoego.wordpress.com/2009/04/26/25-abril-sempre/
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“Parabéns aos paizinhos dessa jornalista pela falta de educação da filha. Se fosse o Sócrates a dizer que um jornalista ROSNA, seria o bonito. Gente estúpida e mal educada existe em todo o lado. Basta ler estes comentários para compreender.”
Gostava de acreditar que são só comentários de adolescentes, mas não creio que o Sr CAA seja uma adolescente.
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O sr CAA tem a moral duma Ciciolina. Um gordo balofo, armado em moralista. Um nojo de comentador, cujo independencia intelectual se rege pelo odio cego. Enfim….um cretino indigno da profissao que exerce.
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• Miguel Sousa Tavares, Essa coisa tão simples: liberdade [Expresso]:
“Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma ‘ameaça’ e uma ‘pressão’. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?
Há um tipo — que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no “DN”, onde se especializou na ofensa fácil — que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um ‘jornalista’. E o ‘jornalista’ vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em “ameaças intoleráveis”, da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do “jornalismo de investigação” contra as pressões políticas.
Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!”
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Um dia destes alguém, para ser “original”, vai lembrar-se de atirar sapatos ao PM. Entendo que estão a esticar a corda demasiado. Se isto é fazer jornalismo, então eu vou ali e já venho. Claro, que a acção da “jornalista” já foi aplaudida (ou aproveitada?)… Ganda mulher! Deves ser pior que uma bota da tropa… Vai fazer jornalismo para as Desertas.
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Esta observação da jornalista ao 1º Ministro apenas revela o nível de conversação que ela mantinha com o pai dela, quando adoslescente, certamente! É tudo uma questão de educação……com os cidadãos em geral e com os jornalistas que não terão, com toda a certeza, um estatuto diferente!
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Muitos jornalistas portugueses, têm falta de ética profisional, o jornalista tem que dar a informação correcta, imparcial, sem desvios clubisticas…existem, jornalistas que inventam…maltratam… dizem mal porque não é o club deles…O jornalismo com liberdade não é isso. É informar os cidadãos com a noticia veridica. Não é enxovalhar na Praça pública, aqueles de quem não é a nossa Côr. LIberdade é saber ouvir os outros, depois reflectir…Isto é pensar e decidir, depois quem melhor nos serve, para a governação. De momento não dislumbro ninguém na oposição credíve. Se Sócrates não serve, então quem serve? Não vejo nada…Sinceramente nada. Atenção isto não é retórica.
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O TRIUNFO de EDUARDA MAIO
A metamorfose do Estado do sr. Sócrates e da sua Imprensa teve hoje (e aqui) o seu vocabulário mercantil, agora inçado via serviço público da RTP. O inconcebível “anúncio” de “promoção da Antena 1” é uma ária bufa, resfolegando bem à labita de um Santos Silva ou empacotado à medida do piedoso Arons de Carvalho. Não por acaso, no vocabular anúncio entra a voz ronronante de Eduarda Maio, face conhecida do programa “Juiz Decide” e biógrafa romântica do “Menino d’Oiro”.
Retratando muito bem o espírito da actual União Nacional, a virtuosa senhora jornalista (?) Eduarda Maio – paga com dinheiro público – observa um horror exibicionista às greves & outras tradições (presumidamente) “comunistas”. Não bastava a ar grave & patético do sr. Sócrates ou o autorizado gorjeio do aparecido Correia de Campos (cavalgando argumentos de mau gosto, hoje, na TVI24) contra manifestações e demais reparos públicos, constitucionalmente legislados, como tinha de surgir essa extraordinária senhora patrocinando essa assertiva consumação numa estação pública.
Não há, aqui, nenhuma inconsciência da administração da Antena 1, pois as “ideias criativas” foram aprovadas em sede própria. Dispensa-se qualquer roupagem explicativa, desses senhores. Afinal, o que isto traduz, sem surpresa de maior, é a garantia total dos serviçais do sr. Sócrates em propagandearem his master voice. E de brincarem vergonhosamente com a miséria de muitos.
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“é curioso que o governo que mais propaganda faz – superiormente assessorado por desinquietos jornalistas (e que regressam depois ao “seu” jornal, como se nada se tivesse passado e sem que se conheça qualquer declaração de interesses) – seja, também, aquele que constrói as mais despudorados teorias conspirativas, que como tal só podem ter eco por gente dos jornais.
Náusea
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Este CAA seria um bom coadjutor da Manuel Moura Guedes na TVI.Se calhar lá acham que o homem ainda anda à procura de notoriedade.
O estilo é o mesmo, ataque puro e duro gratuitamente….
Quem sistemáticamente atira pedras, será que não terá por lá bastantes telhados de vidro?
Meta-se na política homem, depois talvez os jornalistas vasculhem a sua vida e descubram algo que nunca lhe passou pela cabeça, ainda que seja mentira.
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“E sobretudo espero que deixe de ser primeiro-ministro não por ser arguido mas sim por os portugueses se fartarem dele e da sua concepção oligárquica do poder e da legislação.”
Totalmente de acordo.
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Terá sido a Fernanda Câncio? Nunca se sabe…
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Quanto lhe pagam, CAA?
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# 59
Pela pergunta, subentende-se estar habituado a que lhe paguem (…)
pelos «serviços».
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#60 – camorim travestido de anónimo, tentando passar a ideia que escreve à borliu para o fernandes.
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Mas existem acessores espiãos? e ministros tambem? como è possivel numa democracia da treta?
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