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A terceira frente

13 Maio, 2009

«People ask me if this [Pakistan] is another Vietnam and I would say quite frankly there are many similarities … including, sometimes inadequacies in our own strategies», reconhece Richard Holbrooke, enviado especial da Administração Obama para o Paquistão.

A anterior adm. norte-americana andou a apoiar politicamente e financeiramente (mais de 10 mil milhões de dólares), o ditador Musharraf, tendo-se este dedicado a deixar terreno livre aos extremistas internos e externos, a destruir a credibilidade de toda e qualquer instituição civil e política do seu país, e deixando em herança um país em estado de quase total desagregação. A nova adm. Obama, tal como prometido na campanha eleitoral, pretende agora fazer do Paquistão a sua nova frente de batalha militar, de que os bombardeamentos e ataques militares que se tem sucedido serão apenas o início de uma intervenção em larga escala.

O anunciado reforço militar americano no Afeganistão, parte primeira para uma suposta «estratégia» de tenaz face aos talibans, é meramente a ignorância  por parte da nova adm. do velho e sábio princípio militar: «never reinforce failure». E se para já Obama goza ainda da «boa imprensa» para as suas «acções colaterais» que se vão  incrementando, chegará no entanto o tempo em que se constatará que o «change» prometido, ao invés de reduzir as guerras de duas para uma, afinal se aumentaram para três. Mas como tal também implicará mais despesa e maior déficit orçamental, certamente as forças ditas progresssitas continuarão a dar o seu apoio.

7 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    13 Maio, 2009 17:46

    Toda a indústria pesada que suporta a máquina de guerra americana tem de continuar a produzir.
    Se não for para o Afganistão arranja-se outro sítio, de preferência em local sem grande capacidade de resposta.

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  2. Marafado de Buliquei-me's avatar
    Marafado de Buliquei-me permalink
    13 Maio, 2009 17:56

    Felizmente que os US são um país democrático !!!!

    Olhem se fossem fascistas e de direita ?!

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  3. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    13 Maio, 2009 17:58

    “Se não for para o Afganistão arranja-se outro sítio, de preferência em local sem grande capacidade de resposta.”

    No Alaska seria o ideal.

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  4. MJRB's avatar
    13 Maio, 2009 18:01

    Mr. Piscoiso, 1

    É ‘isso’ tudo(!) e mais alguma coisa !…

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  5. JB's avatar
    13 Maio, 2009 18:54

    Mr Piscoiso
    «o comlexo militar industrial», dito por um garnde americano.
    General e Presidente: Eisenhower.
    A bem da civilização ocidental, a bem do mundo livre.
    Por supuesto.

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  6. C. Medina Ribeiro's avatar
    13 Maio, 2009 21:21

    Acerca do Afeganistão, há uma afirmação bem antiga – de alguém que percebia desses assuntos de guerra:

    Alexandre-o-Grande (séc. IV – AC), quando lá chegou e viu onde estava metido, desabafou: «É possível conquistá-lo, mas impossível controlá-lo!»

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  7. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Maio, 2009 01:34

    “Toda a indústria pesada que suporta a máquina de guerra americana tem de continuar a produzir.”
    “«o comlexo militar industrial», dito por um garnde americano.”

    É impressionante a imbecilidade. Correlação não é Causa. Ou B-17 foram a causa da Segunda Guerra Mundial ?
    Talvez devessem celebrar os Lideres da Al-Qaeda mandados ter com as 72 Virgens…

    “A anterior adm. norte-americana andou a apoiar politicamente e financeiramente (mais de 10 mil milhões de dólares), o ditador Musharraf, tendo-se este dedicado a deixar terreno livre aos extremistas internos e externos, a destruir a credibilidade de toda e qualquer instituição civil e política do seu país, e deixando em herança um país em estado de quase total desagregação.”

    Esse retrato já existia bem antes de Musharraf, o Ditadorzeco foi deixado subir ao poder sem sequer disparar um tiro porquê? Paradoxalmente foi a tomada de poder de Musharraf que colocou a instituições legais paquistanesas a trabalhar e a julgar as queixas contra o Ditador. A desagregação do País tem que ver com forças muito mais profundas na sociedade Paquistanesa e da questão presente que é o que é ser Muçulmano hoje. Essa tensão existe onde existem Muçulmanos. Devido á influência Inglesa até se pode dizer que é um local onde mais uma vez a cultura Ocidental está em conflito com o Islão mais extremista. O Islão mais extremista é bem capaz de ganhar porque tem o monopólio da violência social e tem mais convicção e isto é só o desabafo de alguém:

    Sunday, April 19, 2009
    Now after the passage of the so-called Nizam-e-Adl regulation in Swat and Malakand I understand fully the proverb “My enemy’s enemy is my friend”. I am a resident of Malakand and I have no shame in saying that I would want the US drones to now fly over my land and bomb the Taliban — after all since our own government and military are not willing to take them on, we have to turn to our enemy’s enemy.

    http://www.thenews.com.pk/daily_detail.asp?id=173250

    Osman Ali

    Saidu Sharif

    Quanto á NATO ou se consegue uma colaboração com qualquer líder qualquer que seja do Paquistão, ou então se se quer fazer tudo legal só resta declarar Guerra ao Paquistão.

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