Estão lixados
21 Maio, 2009
Ruptura nas negociações entre administração e trabalhadores da Autoeuropa
Estes gajos estão lixados. Se não cedem às justas reivindicações dos trabalhadores, ainda se arriscam a ter a fábrica parada. E depois, quem é que lhes faz os carros?
11 comentários
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É muito triste isto. O sindicato mais uma vez vai deixar mal os trabalhadores, sem emprego. A mensagem que passará lá para fora é não investir em Portugal. Tudo tem a sua razão, nada acontece por acaso.
Mas aqui a esquerda prefere especular que o problema do nosso atraso são os patrões portugueses que têm as vistas muito curtas, não dão formação aos empregados e descapitalizam a empresa.
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Vocês têm sempre a mesma conversa…Coitaditos dos patrões!
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“Coitaditos dos patrões”
E com toda a razão. São uma raça em extinção em Portugal.
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Mais uma vez, não há nenhum tipo de dedicação e sacrifício por parte dos trabalhadores para ajudar a salvar a empresa. Os sindicatos, mais uma vez, estão a conseguir fazer o que não queriam: levar aquela gente toda para o desemprego. A empresa faz uma proposta viável – as semanas de trabalho terem apenas quatro dias de laboração em alturas de quebra ou passarem a seis dias, em picos de produção, com os sábados pagos como um dia normal – mas os trabalhadores agarram-se aos seus direitos e não sacrificam nada para tentar salvar o seu posto de trabalho.
Como aqui escrevi, é um cliché dizê-lo, mas aqui aplica-se como uma luva: o trabalhador deve entender que, ao dar o máximo de si para enriquecer o negócio do seu patrão, está ele próprio a criar uma base sólida para o seu futuro. O patrão deve entender que, ao proporcionar melhores condições ao seu funcionário, está a investir na capacidade produtiva dos seus trabalhadores, o que leva a um crescimento do seu negócio.
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quanto mais depressa fechar, mais cedo recebem ind.+sub., quando estes acabarem logo se vê. mão d’obra qualificada no enrosca & desenrasca não verga aos interesses do capital. preparem-se para directos nos telejornais com jerómino e da loiça a fazerem de emplastro à vez.
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Onde é que eu já vi este filme? Teria sido na Azambuja?
Parece evidente que se trata de uma pretexto da autoeuropa para deslocar a produção para as fábricas da Alemanha. Percebe-se, lá também há desemprego e o governo Alemao quer proteger os seus cidadãos. Basta ver o caso da Fiat – pode comprar a Opel desde que mantanha as fábricas que possui em Itália.
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Sosseguem, Pinho está atento, Pinho vela. Se os Alemães lhe derem hipóteses, Pinho dará como de costume uma machadada na descrença e outra no OGE.
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E que tal ficarem sem emprego!!! assim já não recebem os sabados ao valor da hora normal!!
Bom mas se o problema é trabalhar 40 horas semanais ou 2080 horas anuais!!! acho que os senhores dos sindicatos tem razão.. fechem mas é a fábrica e pagem as indemenizações a dobrar aos delegados sindicais.
Este pessoal não abre os olhos
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O que se está a passar na Auto Europa é apenas a aplicação do poder do mais forte sobre o mais forte!
Pura chantagem! Chama-se iso em linguagem simples: a faca e o queijo na
mão da Administração da Autoeuropa!
Se há exemplo de flexibilização dos trabalhadores nas relações laborais, estes até têm sido referidos como exemplo! (foi o caso,no encerramento da OPEL).
Têm recuado tanto, tanto, que já estão na porta de saída!
Se recuarem agora, saiem na próxima! Se não recuarem, saiem agora!!
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“Se recuarem agora, saiem na próxima! Se não recuarem, saiem agora!!”
Até pode ser. Mas isso apenas quer dizer que Portugal não oferece vantagens competitivas à AutoEuropa e que eles preferem ir para outro sítio com custos de produção mais baixos.
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Como o Jorge Oliveira disse (*6)..
Parece um filme já visto na Azambuja. Esperemos que não tenha o mesmo unhappy end.
É muito chato trabalhar ao sábado e receber como num dia normal, já quando vão a um hipermercado ao sábado às 10 da noite, comprar um qualquer produto feito na China por gente que trabalha aos sábados, os direitos dos trabalhadores deixam de contar. Não parecem é entender que o mercado é global e é nessa perspectiva que tem de competir.
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