O assunto do costume
Eu quero mesmo trocar umas ideias sobre o assunto não posso é trocá-las todos os dias. Um dos problemas da subordinação dos líderes políticos aos especialistas de marketing é que a política é feita por pessoas. Logo se um político se deixa tratar como produto – o que pode ser muito eficaz num determinado período – arrisca-se a que uma pessoa o desmanche.
O marketing político é como o ilusionismo: faz coisas espantosas. Mas o risco de que alguém desmanche o truque é enorme e nesse dia é o político e não o especialista de marketing quem fica só em cena com os coelhos, as pombas e as cartolas perante a desconfiança quando não a troça geral. É este o risco que neste momento corre com José Sócrates. Quando numa espécie de reencarnação da heteronímia pessoana José Sócrates resolve aparecer na televisão para apresentar a sua nova personalidade e sendo óbvio que a nova personalidade não funciona expõe-se a algo que um político tem de evitar em absoluto: o ridículo. E dá uma imagem de futilidade que numa época de crise é, em absoluto, contra-producente. Simultaneamente reforça a imagem de Manuela Ferreira Leite que os portugueses vêem como alheia a essas técnicas de comunicação. Não acho nada que Manuela Ferreira Leite tenha estado ontem diferente na entrevista que deu à SIC. O que estava diferente era o olhar dos comentadores sobre ela. E esse olhar mudou não ontem mas precismente há uma semana quando José Sócrates se prestou a um exercício penoso de marketing político aparecendo como o novo Sócrates. Depois dessa entrevista-representação o que dantes era antiquado passou a sólido, o que era falta de jeito para comunicar tornou-se traço de forte personalidade e o que era pessimismo surge agora como capacidade de escolha de temáticas fundamentais e que dizem algo aos portugueses.

Imaginem o que nos acontece se um primo de Jorge Coelho for para o governo em Outubro
http://norteamos.blogspot.com/2009/06/imaginem-o-que-nos-acontece-se-um-primo.html
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Bem dito.
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Cara Helena.
Merece todos os meus respeitos.
É democrata e não apaga mensagens.
O Abrantes do CC, é um “cavageste”.
Mas, veja, a Laranja está “bichada”, caíu de madura.
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1.Ter razão é a aspiração de todos. Mas ainda mais forte é sentirmos que não estamos errados.
2.São duas coisas diferentes. Podemos não gostar de JS e ao mesmo tempo desvalorizar MFL como alternativa. Porquê? Porque achamos que todas as pessoas partilham dessa convicção, logo essas pessoas devem saber qualquer coisa que nós não sabemos.
3. Muito provavelmente, o resultado das europeias legitimou junto das crenças (genéricas num dado momento numa sociedade) que MFL pode, afinal, vir a liderar um governo.
4. Donde, o melhor marketing político é ganhar as eleições.
5. Para poder dormir descansado no dia seguinte às eleições, JS deveria ter uma estratégia em que acreditasse intimamente.
6. Aliás, o seu objectivo, a bem do País, deverá ser dormir descansado no dia seguinte.
7. A minha convicção é a de que MFL está a fazer as coisas em que acredita.
8. Só um dado final: deep down inside, MFL nunca teve vontade de lutar pelo cargo de PM. Respondeu ao apelo das circunstâncias e estas agradeceram-lhe, tornado real a possibilidade.
9. MFL parece mais optimista nestes dias do que há uns meses.
10. Esse optimismo é marketing político do genuíno. E isso passa.
11. Ao contrário, o pessimismo de JS está a desnorteá-lo.
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A Prof Dr. Manuela Ferreira Leite, deu uma grande entrevista, que eu não vi, nem ouvi.
Mostrou vigor, pertinacia, arreganho e “cheiro de bola”, com dizia o saudoso Alves dos “Cantos”.
Estou feliz, eu sou daqueles que acredita piamente, sem nunca ter visto.
No fundo, estou como o Senhor Prof, acredito nas sondagens e decido por aí, as minhas opções
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A MFL quer subsidiar as PMEs…otimo!
acha que os concursos públicos de reabilitação de escolas devem ser entregues as PMEs…otimo!
Mas esquece-se que grande parte das PMEs deve dinheiro ao Estado, e esse dinheiro serviria para subsidia-las.
Mas se esse dinheiro não existe…vai endividar-se onde? para nunca mais receber? É que se o subsidio não for a fundo perdido ninguém quer…
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Eu sou um leitor do “jumento”, como sou deste Blog
http://jumento.blogspot.com/
Parecer:
É um grande progresso em, relação ao tempo de Cavaco Silva, quando o agora Presidente d República era primeiro-ministro o então presidente do Instituto de Emprego foi constituído arguido e manteve-se no lugar. Mas Paulo Rangel nesse tempo andava mesmo a papas Maizena e não sabe disso.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se cópias dos jornais da época a Paulo Rangel.»
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Excelente análise.
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A deriva da personalidade para se adaptar ao gosto público quando há génio dá heteronímia, na falta deste sindroma de diva decadente.
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O post do “jumento” é meu
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“É um grande progresso em, relação ao tempo de Cavaco Silva, quando o agora Presidente d República era primeiro-ministro o então presidente do Instituto de Emprego foi constituído arguido e manteve-se no lugar. Mas Paulo Rangel nesse tempo andava mesmo a papas Maizena e não sabe disso.”
O Jumento continua jerico.
Quando Cavaco era PM, o CPP previa a constituição como arguido por dá cá aquela palha. Tal constituição era entendida até como um modo de garantir direitos de defesa às pessoas envolvidas.
Depois da revisão do CPP em 2007, a constituição como arguido de alguém só ocorre quando houver MOTIVOS FUNDADOS para tal.
A diferença substancial só a entende quem não der provas de burrice continuada e apegada à xuxialice.
Assim: afixe-se por aqui e lá no blog do Jumento este esclarecimento para ver se terminam as patacoadas.
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Amigo e estimado, Jose.
O Senhor fal falta
Uma arguido, é sempre um arguido, se no regime cavaquista, não é, então, bolha carrasco.
O País das “consoantes”, amanha temos outra.
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Bem dito.
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por dá cá aquela palha, é que tu andas gordo. raças em extinção.
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Perante uma entrevista hostil (JAC e JS), aplaude-se os entrevistadores, critica-se o entrevistado, por ter tido uma boa prestação(JS). Claro que não satisfaz as “Manuelas”!!!
Perante uma entrevista cordial, critica-se a entrevistadora e critica-se o entrevistado por ter sido cordial. As “Manuelas” vêm logo acusar o JS de ter mudado de cosmética, de markting político!!!
Ficou bem claro, ontem, no debate, na AR, que JS não mudou de marking, nem se transformou num produto eleitoral, como as “Manuelas” tanto desejavam!!!
Ilusionismo político é o que as “Manuelas” fazem diariamente (coisas espantosas!!!).Conseguem ver, agora, na MFL, uma desenvoltura comunicacional, puramente ilusória, quem sempre foi e será monossilábica.
Há uns meses andava a reboque do BE, cada intervenção uma minhoca.
Que propostas se conhecem de como vai governar. Nicles!!! Nada de tácticas nem de estratégias, para o arqui-inimigo(PS)não as aplicar!!!ehehehahahah.
Nas legislativas é a MFL que concorre, não é o Rangel.
Há meses que se repete a única mensagem para o país: Para já, não às grandes obras. E que mais, que mais. TABU, valha-me Deus que vêm aí as forças do OBSCURANTISMO!!!
Obrigado “Manuelas”, pelo brilhante apoio a MFL.
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#14:
O Ferreira anda incomodado e por isso tem avatar anónimo.
As sondagens desiludiram-no e agora vem carpir mágoas com insultos pessoalizados.
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Um arguido é sempre um arguido, ou seja uma pessoa sobre quem recaem suspeitas de um comportamento delituoso, mormente criminal.
Ainda assim, com o CPP actual só é constituído arguido se houver suspeitas que sejam devidamente fundadas.
Dantes não era assim, porque era constituído arguido qualquer pessoa em relação à qual existissem indiciações, mesmo fantasiosas.
A diferença é de vulto e por isso a comparação é de jerico
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o que eu gosto na Helena matos é que ela é um prodígio de objectividade e… imparcialidade
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Este post prima pela ambiguidade, ou seja, pela dualidade de critérios apresentados, parece que a isenção na opinião da Helena Matos não existe, onde está a ética ou mesmo o rigor na informação que todos os jornalistas falam, parece-me que a deontologia, que tanto se fala, não existe, e os jornalistas são uma classe fora de critérios já adquiridos….Vergonhoso mas real…
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Boa análise embora não concorde totalmente. Acho que MFL mudou um pouco, por razões absolutamente naturais e humanas: quando as coisas começam a correr bem e os adversários até ajudam, cometendo erros infantis (mas alguém se consegue lembrar da entrevista a Sócrates sem um imediato e automático sorriso?), a disposição só pode melhorar e a confiança aumentar. Essa foi a ‘mudança’ que se notou ontem.
Já agora, para os comentadores que acusam Helena Matos de falta de imparcialidade: whaaaat? Mas estavam à espera que fosse? Claro que é parcial. Escreve o que pensa em artigos de opinião. Podemos ou não concordar, podemos rebater os argumentos, agora reclamar que seja imparcial é totalmente descabido.
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18, 19 … – como já escrevi várias vezes considero nocivo para o país o facto de alguém como José Sócrates ser primeiro-ministros e líder dum partido como o PS. Curiosamente alguns comentários a este post partem do princípio que por eu não ser apoiante de sócrates sou parcial ao analisar a sua estratégia. Posso ser parcial ao avaliar o seu programa e desempenho. Quanto à estratégia o caso é outro. José sócrates parece cercado de gente que lhe diz amen a tudo ou que espera manhosamente que ele caia. Não sei se foi da cabeça do próprio ou de algum próximo que saiu a estratégia da mudança de personalidade em menos de uma semana. Mas é um erro. Ou é um erro para quem pretende inspirar confiança.
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Lá por considerar nocivo o nosso amigo Sócrates, não quer dizer que tenha de se banhar no ridículo de expor, de forma tão ingénua(?), a dualidade de critérios e a curteza de vistas (vide post sobre as energias alternativas, que achei francamente triste). De certeza que não lhe estou a ensinar nada, mas para ser eficaz na tranmsissão da mensagem política / troca de opiniões, como diz, se calhar seria melhor adoptar uma postura menos tendenciosa. Não lhe digo que não “escolha” um lado. Pelo contrário, até acho refrescante que o faça. Digo-lhe apenas que tente ser minimamente justa e criteriosa na forma como avalia e compara os contendores (com “t” se quisesse uma piadinha fácil). Uma no cravo (nem que ao de leve) e uma na ferradura acabam por lhe granjear maior honestidade intelectual do que, simplesmente, ir vomitando umas generalidades e algum rancor. Assim acaba por estar a falar para os conversos e militantes. Mas isto sou eu a falar…
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