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Mediocridade

12 Julho, 2009

O corporativista-mor e adepto confesso de restricções à liberdade profissional e de ensino, Pedro Nunes, afirma essa coisa extraordinária que «Não deve ser dado este espaço de manobra às faculdades.».
Pois não, essa coisa de liberdade e autonomia, tão chata, tão contra os nossos interesses poderia ele ter dito. Mais vagas? Que horror. Permitir* novas faculdades? Que horror! Onde isto iria parar?

*Note-se que em Portugal persiste um sistema sem regras gerais, um sistema que apenas vive do favorecimento particular, onde uma qualquer entidade não pode criar faculdades de medicina, ainda que cumpra todos os requisitos de ensino, simplesmente porque o estado não deixa, agindo como defensor dos interesses de uma pequena classe profissional que tem há décadas os dirigentes políticos sequestrados.

42 comentários leave one →
  1. CAA's avatar
    12 Julho, 2009 22:44

    Missão de guarda-fronteiriço. Mais nada.

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  2. Desconhecida's avatar
    Joao Fernandes permalink
    12 Julho, 2009 22:45

    Estamos notoriamente no bom caminho…

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  3. portela menos 1's avatar
    portela menos 1 permalink
    12 Julho, 2009 22:51

    nada melhor para um PS desorientado do que uma Ordem corporativa.

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  4. Gonçalo Marques's avatar
    12 Julho, 2009 22:54

    É verdade …

    Veja-se a lita titânica que, por exemplo, a Universidade Fernando Pessoa (através da sua Faculdade de Ciências da Saúde) e o seu Reitor, Professor Doutor Salvato Trigo, têm travado contra este monopólio corporativista do ensino da medicina …

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  5. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    12 Julho, 2009 23:00

    O corporativismo Médico é o retrato do País fachado, estagnado nas suas capelinhas. Nunca em Portugal poderá nascer qualquer inovação ou tecnologia importante, tal coisa implicaria mudança e risco para os poderes instalados. Por isso é que a numenklatura prefere Autoeuropas vindas de fora que assim lhes permite controlar o jogo, do que deixar o dinheiro nas mãos dos Portugueses e estes eventualmente construirem algo se tiverem Liberdade.

    Para quando a liberalização e a possibilidade de criação de várias ordens dos médicos, engenheiros, advogados?

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  6. Desconhecida's avatar
    JMLM permalink
    12 Julho, 2009 23:00

    A ordem dos médicos é e sempre será sempre assim.
    Tal e qual como era no antigo regime.
    VIVA PORTUGAL

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  7. Desconhecida's avatar
    Pifas permalink
    12 Julho, 2009 23:04

    O melhor é fechar todas as universidades. Assim acabávamos com o desemprego.

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  8. Vitor Soares Maganinho's avatar
    12 Julho, 2009 23:04

    E agora Srs. Jornalistas????? Vão ficar calados???? Adorava saber porque não vejo um único jornalista na blogosfera a abordar este assunto

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  9. Desconhecida's avatar
    incógnito permalink
    12 Julho, 2009 23:24

    Porque as jornalistas que dão aulas no superior fazem parte do sistema dele beneficiando duplamente. Os outros não sabem exactamente o que se passa e os editores estão-se nas tintas porque isso é um assunto que n vende. Se fosse dar porada nos do secundário ainda lá iam, nos do superior n se toca… Há coisas e mafiosices no superior que só quem por lá anda ou andou, como prof ou como doutorando (nomeadamente) conhece.

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  10. Abrilistas Anónimos's avatar
    12 Julho, 2009 23:29

    APOIADO.
    Se alguém tiver a paciência de ler o nosso blog (que, no fundo, surgiu à volta deste tema desde Abril de 1974) poderá deliciar-se com a forma como o ensino da Medicina tem sido tratado.
    Por acaso, o post mais recente aborda umas coisas interessantes que o vulgar cidadão, feliz ou infelizmente, não sabe.

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  11. bulimundo's avatar
    12 Julho, 2009 23:30

    NEM MAIS QUEM QUERERIA IR PARA MÉDICO COM ORDENADOS DE MIL EUROS OU MENOS…?OLHEM O EXEMPLO DE CUBA…POR MIM SÓ UMA UNIVERSIDADE FORMARIA MÉDICOS…NEM MAIS..DE PREFERÊNCIA ALOJADA NO ESTRANGEIRO..FICAVA MAIS BARATA E DESTE MODO SÓ QUEM TIVESSE DINHEIRO PODIA LÁ PÔR O FILHO, OU FILHA A ESTUDAR…

    A Verdadeira Morte é a Decadência ….

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  12. Abrilistas Anónimos's avatar
    12 Julho, 2009 23:33

    E já agora outro post (assim poupamos o trabalho de nos visitarem):

    As Vagas, sem Ordem
    De peito ufano e velas desfraldadas, (ou rotas?) o inominável foi, qual bandarilheiro frente a um touro moribundo, anunciar enormes melhorias na Saúde.
    Quais? Mais umas centenas de vagas de especialidade para médicos, colmatando assim lacunas na nossa saúde.

    Ora bem, ele não sabe (nem aparenta vontade de saber) o seguinte:
    1. Não há médicos, muito menos para se candidatarem a vagas de especialidade;
    2. Mesmo que os houvesse, a Secreta Ordem – dos ditos- não autorizaria a respectiva abertura, como é habitual;
    3. Mesmo que os dois pressupostos anteriores se cumprissem, os novos especialistas continuariam a não cumprir a Lei Básica sobre concursos na Função Pública: 90% ficariam, depois de ocupar e bloquear à posteriori lugares pelo país adentro, acantonados nos corredores dos três grandes Hospitais (Porto e Lisboa) a mendigar um doente para poderem fazer currículo e agradar aos abutres que lá mandam (a bem da Ordem, claro).

    O resto do país fica a mendigar uns espanhóis, venezuelanos, ucranianos, enfim alguém que vá rascunhando um português um pouco melhor que o dos nossos alunos que vão completando o 12º ano…

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  13. Desconhecida's avatar
    incógnito permalink
    12 Julho, 2009 23:36

    Claro.

    Os concursos nacionais de profs permite que não hajam as habituais trafulhices locais para meter os amigos e permitem aos profs concorrer nacionalmente. o que queria esta ministra? Concursos ao nível da escola para cada director nomeado pelo poder vingente poder meter os boys locais. E tudo faria sentido… Basta ver o secretário Valter Lemos que andou ou anda com um processo en tribunal por ter viciado um concurso para prof coordenador…

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  14. Desconhecida's avatar
    incógnito permalink
    12 Julho, 2009 23:38

    Porque n existem concursos nacionais para os médicos? Aí está uma belíssima pergunta…

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  15. Basico's avatar
    Basico permalink
    12 Julho, 2009 23:40

    Esta e uma cronica do que ja todos nos sabemos.

    Mais interessante e esta noticia que encontrei no Correio da Manha.

    Este miudo, a conta do pai, vai-se safando. Foi a contratacao logo apos a licenciatura com um salario milionario (onde trabalhara agora?)

    Sofia Cerveira assume romance com filho do ex-presidente da República, Jorge Sampaio
    11-07-09

    Após meses de namoro, Sofia Cerveira, de 34 anos, assumiu publicamente, anteontem, a sua relação com o filho do ex-presidente da República, Jorge Sampaio. A profissional apresentou a iniciativa ‘O Poder da Moda Contra o Cancro’, na Assembleia da República, em Lisboa. Na plateia, André Sampaio (de 28 anos) fez-se acompanhar pela mãe, Maria José Ritta…

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  16. Desconhecida's avatar
    jiboia cega permalink
    12 Julho, 2009 23:46

    Mas não era o Salazar que era corporativista???

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  17. Desconhecida's avatar
    Esquerda Unida contra os Madoffs sem mão no fogo permalink
    13 Julho, 2009 00:06

    Comigo acabava com “Ordens” e Sindicatos nas Magistraturas.

    Só falta haver Ordem dos Deputados e Ministros e
    Sindicato dos Deputados, Ministros e Presidentes

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  18. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    13 Julho, 2009 00:12

    E então?O Novo agora já mostrando a idade aos 30 anos Regime Socialista-Democrata também sempre o foi. O tipo de Democracia genérica escolhida das listas feitas por direcções nacionais , é a mesma da cultura do Ministério da Educação com colocação de professores e nenhuma Liberdade destes ou das escolas. O mesmo mas em menor grau para o Ministério da Saúde, etc etc.

    O objectivo foi apenas e só ter a liberdade necessária para dar legitimidade ao regime saído do 25 de Abril mais do que isso não. Por trás esteve sempre o controle apertado sendo que a escolha dos Portugueses estaria sempre reservada para questões genéricas sem pôr em causa os corporativismos. Estes definem as propostas que estão em cima da mesa.

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  19. Desconhecida's avatar
    Esquerda Unida contra os Madoffs sem mão no fogo permalink
    13 Julho, 2009 00:19

    Quanto às Escolas é que não é bem assim, a estabilidade do corpo docente foi aumentada – agora é 4 anos.
    E a autonomia das Escolas foram alargadas. Não só das Escolas mas também da comunidade que é chamada a intergrar todo o processo.

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  20. Placebo's avatar
    13 Julho, 2009 01:22

    Fundo de verdade? Talvez.
    Mas redutor, sem dúvida, Sr Gabriel.

    O Ordem regula a qualidade do ensino médico.
    Essa qualidade pode e deve ser discutida.

    O problema é que o que aqui se discute anda sempre à volta do numerus clausus de há mais de uma década atrás, que levou a que houvesse depauperação de médicos por esse país fora, por reforma da “geração de Abril” (licenciada aos milhares, essa sim, com critérios de qualidade muito duvidosos….).

    E é intelectualmente desonesto misturar os “problemas”, “picando” na ferida da inveja de que 1 em cada português padece.

    Isso porque Medicina dá direito a emprego (mais ou menos) assegurado, privilégio raro nos dias que correm. Salários? Um mínimo de ambição e procura-se bem melhor, mas também não é por aí que a profissão se torna particularmente menos atractiva (sobretudo, aí está, nos dias que correm, pela relativa segurança no trabalho…).

    Os senãos, esses, nunca são referidos. Não há sistema mais “liberal” do que o actualmente existente para o acesso de qualquer cidadão a essa profissão. Estuda (mais que os demais candidatos), e consegue. Simples e linear.
    O sistema é público, e em princípio estanque ao “tráfego de influências” endémico neste país. Aos que têm dinheiro só lhes resta gastá-lo em cursos fora de cá, numa altura em que a concorrência escasseia (apesar de já se estarem a formar, há vários anos, mais médicos do que o “défice” anual, no sentido de o colmatar), porque quando se reequilibrar a balança, os concursos de acesso às especialidades (pós-curso) voltarão a estabelecer meritocracia também a esse grupo que agora “curto-circuita” o sistema facilmente desta forma.

    É claro que muitos gostavam que houvesse 2 médicos para cada um que fosse preciso, pagos segundo as leis do mercado (mal nesse caso), e de preferência no desemprego.
    Qual seria então o incentivo à reclusão monástica do curso, aos sacrifícios da profissão, do estudo requerido (que, julgo ser pacífico, é incomparavelmente superior ao percentil 95 da generalidade dos cursos que por cá se leccionam…), dos anos perdidos antes da autonomia “útil” (lá para os 30 e tal anos para qualquer especialista)?

    Esse baixar de oferta (em qualidade de vida oferecida aos “potenciais futuros médicos”) iria significar, não me parece polémico, num baixar de oferta em meios humanos capazes (na exacta medida em que o ensino secundário consegue avaliar capacidades: e isso é outra conversa, mais uma vez, que nada tem a ver com isso que se está a discutir), pelo desinteresse suscitado pela falta destes “incentivos”, que são bem reais na altura da escolha do Curso que se há de tirar.

    Ou seja, a Ordem, ao defender ensino público exclusivo, e ao zelar pelo não-excesso de médicos a curto-médio-longo prazo (regulando o numerus clausus), está a zelar pela qualidade da Medicina praticada em Portugal, zelando para que continuem a ser os “melhores” a conseguir singrar na carreira.
    E é isso que lhe compete.

    O resto, é ingnorância, inveja bacoca e/ou areia para os olhos….

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Julho, 2009 02:13

    Já nem sei qual é o mais foleiro, se o CAA se o Gabriel.
    Venha o Diabo e escolha.

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  22. Minhoto's avatar
    Minhoto permalink
    13 Julho, 2009 03:02

    O autor deste post não deve saber bem o que é um médico, pensa talvez que será como um enfermeiro ou um veterinário só que de humanos.
    A Ordem dos Médicos é uma coisa a sério, as quotas pagas pelos médicos (não pelo Estado, os não médicos, em vias de ser médicos ou os que queriam ser médicos)tem retorno pois ainda ficava como a Ordem dos Advogados, Ordem dos Economistas e Ordem dos Engenheiros ou seja sem eira nem beira…

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  23. jorge oliveira's avatar
    jorge oliveira permalink
    13 Julho, 2009 08:12

    Enquanto isto se passa, os estudantes portugueses que queriam frequentar as Universidades espanholas viram-se impedidos porque as classificações não chegaram a tempo. Vão ter que esperar um ano! Pode ser que a cimeira dos ministros da educação dos dois países, prevista para hoje, não sirva apenas para alimentar a campanha eleitoral. Porque não aproveitar a ocasião para sincronizar a data da saída das classificações em Portugal com a data de inscrição em Espanha? será ssim tão dificil?

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  24. Piscoiso's avatar
    13 Julho, 2009 08:55

    Se não se chamar Ordem chamar-se-á qualquer outra coisa.
    As associações de profissionais para defesa da sua…profissão, faz parte da liberdade de…associação.

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  25. Pedrovski's avatar
    Pedrovski permalink
    13 Julho, 2009 09:35

    Com Arquitectura, passa-se algo do género, mas só nas restrições que a Ordem dos Arquitectos coloca no acesso à profissão.

    Criou-se uma Licenciatura de Bolonha que, ridiculamente, não serve para nada, já que a Ordem não permite que se assine sequer um projecto de um galinheiro.

    Apenas permite que se faça fiscalização de obra, quando, nos 3 anos do curso, não se aprende nada nesse sentido.

    E, depois, com o Mestrado, é preciso fazer um estágio de 1 ano pra se poder aceder à Ordem e, assim, assinar projectos.

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  26. Antonio Cunha's avatar
    Antonio Cunha permalink
    13 Julho, 2009 10:13

    Esta história das Ordens, já começa a cheirar mal.

    No fundo são pontos de pressão politica que se dedicam ao lobby e ao corporativismo.

    Veja-se a força que as farmácias fizeram e estão a fazer por causa dos genéricos e a liberalização do comercio de medicamentos em grandes superficies.

    Vamos acabar com isto JÁ !!!

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  27. Basico's avatar
    Basico permalink
    13 Julho, 2009 10:15

    Eu gosto é de ouvir os médicos a falar do seu “designio especial”, da “vocacao para a medicina”, de que a sua profissao é muito diferente das outras.

    Estranho que nos outros paises nao seja assim. A medicina é mais uma de tantas outras profissoes.
    Basta olhar para o lado e ver o que acontece em Espanha. As médias sao bastante mais baixas, as pessoas entram no curso com alguma facilidade, terminar o curso nao é garantia de emprego.

    Claro está, os espanhois, e o resto do mundo, nao é tao esperto como os portugueses, eles nao entendem o caracter divino do médico.

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  28. Desconhecida's avatar
    José permalink
    13 Julho, 2009 11:26

    Na Universidade de Coimbra, os catedráticos de Direito e professores associados, descobriram há anos uma solução engenosa e de chico-esperto, para um problema que tinham: como ministrar cursos de pós-graduação numa uiversidade pública, aproveitando todos os recursos desta, mas funcionando como entidades privadas?

    Fizeram o que o Código Civil ( que conhecem bem) lhes permite: criaram associações de direito privado ( mas sem fim lucrativo) e deram-lhe nomes interessantes como CEDIPRE ( esta é a de Vital Moreira, mas há mais, muitas mais). Os estatutos prevêem o pagamento de propinas pelos alunos que estão limitados no número ( por causa da disponibilidade de salas e professores contratados e demais logístida co estabelecimento público). Depois inscreveram nos estatutos uma norma de faz de conta que diz que a Associação estabelece um protocolo com a Faculdade respectiva ( de que eles fazem parte, até nos conselhos científicos, portanto tratam entre si as coisas), no sentido de haver um protocolo de colaboração. Esse protocolo é um mistério porque não se conhece relfexo do mesmo nas contas da associação ( quanto pagam à faculdade, que meios e pessoal podem dispor etc etc).

    Portanto, os médicos devem fazer outro tanto: nos hospitais públicos, nas horas de descanso de turnos, podem fazer associações que funcionam dentro dos hospitais e ministram cursos de medicina, pagos pelos inscritos através de propinas que entram no cofre da associação e pagarão os custos que o hospital não pague ( que devem ser zero…tirando as aulitas dos profes, essas sim pagas a peso de ouro).

    Aprendam com os catedráticos tipo Vital! ( que é apenas professor associado e não catedrático…)

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  29. jorge paulo's avatar
    jorge paulo permalink
    13 Julho, 2009 12:53

    Ó José, eles fizeram isso? aqueles Profs de Coimbra, bastião do Pensamento Portugues, seja lá isso o que for, arranjaram um esquema `a portuguesa para sacarem algum por fora? e pagam impostos, ou como são sem fim lucrativo ninguém lhes controla as contas? e o Professor Associado Vital Moreira está metido nisso? Nãããããão! e já agora, porque é que aos 64 anos, ainda não é Professor Catedratico?

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  30. Desconhecida's avatar
    PKS permalink
    13 Julho, 2009 13:36

    “…restricções…”

    Precisas de um curso superior de ortografia, já se vê.

    Burro.

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  31. Inês Costa's avatar
    13 Julho, 2009 14:43

    Caro Basico, não sei de que médico terá ouvido tal expressão (“desígnio especial”), mas será certamente um exemplo escolhido a dedo para ilustrar o seu ponto de vista.
    Sabe do que eu gosto particularmente nas discussões desta natureza? Gosto da caricatura do estudante de Medicina que acaba sempre por surgir a pretexto. Gosto da crítica cegamente dirigida, e normalmente fora do contexto, ao médico-cuidador e prestador de serviços. Assim como gosto do rosário de críticas (bastante bem enumeradas pelo “Placebo”, no comentário #20) à única Ordem em Portugal que soube zelar pela sua classe. Corporativismo, pois claro.

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  32. Piscoiso's avatar
    13 Julho, 2009 15:05

    Talvez não tivesse sorte com os médicos que ao longo da vida consultei, porque só comecei a ter uma grande admiração por essa profissão depois de ver o dr. House (hoje na Fox às 21:30 o 22º episódio da 5ª série).
    Porque fazer um diagnóstico sobre um ser humano é uma missão tão complexa, que ao exigir um saber tão vasto, entra nos domínios da ficção de uma série televisiva.
    Depois não se chega a perceber como um médico morre antes de alguém que nunca foi ao médico.

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  33. Desconhecida's avatar
    13 Julho, 2009 16:20

    É triste, não é? Pois é, mas é a beleza de sistema que temos.

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  34. Basico's avatar
    Basico permalink
    13 Julho, 2009 16:59

    Portugal deve ser o unico país do mundo onde a classe mais bem paga é a médica.

    Chamem-lhe inveja ou o que bem entenderem, mas das duas uma:

    1 – ou nos temos os melhores médicos do mundo (dificil de acreditar, visto quando as coisas ficam complicadas, ainda continuam a recorrer aos servicos aqui dos meus vizinhos ingleses)
    2 – ou o lobby da medicina é o mais poderoso de todos os lobbies oficiais existentes em Portugal

    ( o lobby do betao nao conta porque uma boa parte do dinheiro que circula nao é declarado e nao vai para as maos do quadro médio, indo parar essencialmente aos quadros de topo / administradores)

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  35. R.'s avatar
    13 Julho, 2009 19:48

    Mas há dúvidas de que o lóbi médico é o lóbi mais poderoso em Portugal? Qual indústria farmacêutica, quais farmácias, quais gasolineiras… Aquele que facilmente consegue pôr um Governo a tremer é o lóbi dos médicos! E isso aconteceu mesmo nesta legislatura (demissão de Correia de Campos). Este lóbi tem mantido o Governo refém e vai continuar a fazê-lo enquanto um Governo com mão de ferro não puser Ordem na Ordem dos Médicos…

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  36. CSO's avatar
    CSO permalink
    13 Julho, 2009 19:50

    O lobby do betão também anda em força, à sombra do Governo que anda aprovar legislação sempre proteccionista aos grandes interesses corporativistas do Colégio da Engenharia Civil, mesmo à porta das legislativas…

    Caso já falado, da regulamentação da coordenação de segurança no trabalho no sector da construção, que pretende regular com efeitos retroactivos a formação de base para a formação específica no sector. Estranhamente, a comissão técnica para regulamentação da profissão foi composta pela ordem dos engenheiros (que garantem para eles todas as obras de maior valor), mas não teve representatividade por quem exerce a função actualmente no terreno, ou seja, os técnicos licenciados ou com pós-graduações em segurança no trabalho, enfim os profissionais altamente qualificados que o governo pretende agora atirar para a rua num acto inconstitucional.

    Mas claro, esta acção é apenas mais uma na lista de medidas corporativistas e corruptoras da sociedade. O inimigo nº 1 da democracia, que no caso da portuguesa, tem vindo a afirmar-se como paradigma que nos mantém refém dos interesses de alguns que mandam no todo. Estas ordens, a quem não pode ser imputada nenhuma orientação que não a de proteger os seus interesses, constituem 1 factor de atraso enorme da nossa sociedade e economia.

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  37. Desconhecida's avatar
    Bin Ladino permalink
    13 Julho, 2009 23:46

    de kandhar, do cimo das montanhas, vamos esclarecer alguns pontos junto dos infiéis que não respeitam a vontade de allah:
    um sistema de saúde em que um utente não pode escolher o lugar e as pessoas onde deseja ser tratado, sob pena de largar uma pipa de massa, pertence ao 3º mundo.
    um critério de admissão para entrar numa escola médica que só tem em conta as notas e disciplinas de cariz científico tradicional é um critério falacioso.
    a maioria dos cocas bichinhos que entra nas faculdades de medicina carece de vocação para falar e tratar pessoas.
    o facto do médio burguês rejubilar por ter um filho que entra em medicina demonstra que são poucas as empresas capazes de competir no mundo global onde técnicos competentes podem realizar-se noutros campos. Existem empresas de afilhados.
    a média da medicina portuguesa tem vindo a descer de ano para ano, como de resto noutros campos – justiça e educação. É natural que o indígena disso não dê conta, sempre que morre pensa que é sua obrigação e se pudesse até pedia desculpa.
    se a situação presente se prolongar é mesmo possível que muitos dispensem qualquer forma de apoio dos ss uma vez que a vida, para um número crescente de pessoas, deixou de ter importância.

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  38. SG's avatar
    14 Julho, 2009 00:45

    #14: mas HÁ concursos nacionais nas carreiras médicas….

    #17: a Ordem dos Médicos é que lhe garante a si que quando vai ao médico não é visto por um charlatão!!! A Ordem não existe para proteger os médicos, mas sim os doentes! E é o que faz.

    #35: desde quando é que a classe mais bem paga de Portugal é a classe médica? Ignorância pura…. (e inveja!)

    #36: explique-se homem…. qual foi o meu colega que lhe fez mal? tanta inveja, tanto ódio…. oxalá nunca venha a precisar mesmo de um de nós, senão o orgulho pode engasgá-lo….. caramba!

    #20: eu já desisti de explicar a esses energúnenos… não adianta. Limito-me asentir uma felicidade imensa quando um(a) doente me agradece por lhe ter resolvido o problema, quando me traz um pão feito com as suas próprias mãos porque não tinha mais nada para dar… isso é melhor do que qualquer ordenado foleiro que ganhe… quando eles falam desta maneira… deixe lá…. não vale a pena!!!!!

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  39. Minhoto's avatar
    Minhoto permalink
    14 Julho, 2009 03:53

    A dor de corno que muitos pseudo-yupie-frustados sentem é verem que um médico na merdaleija ganha mais que um administrador, ao qual fazem uma bajulação pornográfica, na mesma faixa etária. Então olham para um ser, o médico, que ganha o que ganha sem ter espezinhado, calcado e bajulado ninguém na muito meritória ascensão na carreira. Isso é uma blasfémia!

    A dor de corno custou a um sujeito que foi para Bruxelas, para ganhar um ordenado de médico, de infame memória o cargo de ministro da Saúde. Não percebo estes altos cargos de administração, que sabem tudo e são sempre muito vaidosos irem para cargos políticos legislativos. Então a sua sapiência metafísica não tem procura no mercado? Para quem se acha tão importante ir para Bruxelas no meu ponto de vista é perder dinheiro, tem um custo económico brutal, é o mesmo que dar pérolas a porcos. Poucos médicos da merdaleija com a mesma idade do tal ministro da Saúde da infame memória trocariam a terriola por Bruxelas pois perderiam dinheiro e gostam de estar com os netinhos coisa que muitos dizem não tem preço.

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  40. Abrilistas's avatar
    14 Julho, 2009 22:33

    Srs Dr. Placebo (ou Nocebo?) e SG (Light?)

    “Há concursos nacionais para os médicos.”
    Em parte, é verdade.
    Mas os médicos não são obrigados a cumpri-los nem a preencher as vagas. Ponto e não vale a pena discutir. São factos.

    A Ordem proteje, quer para Portugal os melhores médicos…
    Na Espanha, as médias de entrada são mais baixas. Então, em Espanha os cuidados de saúde são piores e os espanhóis morrem às manadas… Será?

    Já agora, – e depois retiro-me desta palhaçada porque o autor do post merecia melhores e mais elaboradas intervenções- no Portugal que os médicos mal conhecem, aos concursos apenas são opositores médicos espanhóis.

    Acreditem, e não é preciso dizer mais nada.

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  41. Inês Costa's avatar
    15 Julho, 2009 11:07

    #38: parece-me que o ar das montanhas lhe está a condicionar a oxigenação cerebral…
    Factos:
    1) A sociedade portuguesa não está preparada para uma seriação diferente daquela que hoje é feita. Se lhe parece injusto que se hierarquizem alunos de acordo com a nota que tiram a dois ou três exames, veja se lhe parece comportável que, aqui em Portugal, se pratique o modelo americano (a título de exemplo). Acha que a entrevista seria garantidamente isenta e imparcial? E acha que escolheria de facto os alunos “com vocação”?
    Portanto, dentro dos limites da razoabilidade, a seriação por exames nacionais ainda é a mais justa e capaz.

    2) Essa história da vocação para a actividade médica já é um argumento bafiento. Com que conhecimento de causa ajuíza a vocação dos milhares de alunos que entram em Medicina? Por terem classificações acima da média nacional? Deixe-me dizer-lhe que de entre os quase 170 alunos que entraram no meu ano não há um único a quem não reconheça competência para o exercício da profissão médica. E aquele que havia, mudou de curso logo no final do 1º ano. Mais a mais, temos 6 longos anos de treino, e as ferramentas que adquirimos e treinamos colmatam qualquer eventual inaptidão para o trato pessoal. E, quando tal não acontece, a maioria dos alunos tem a decência de preferir uma área de especialização com menor relação humana. Portanto, reveja esse argumento porque já aborrece.

    3) Muito interessante, essa questão da família média se satisfazer com o elemento médico… Mas não vejo porque culpa a classe médica em geral disso. Parece-me até que essa é mais uma razão para louvar a postura da Ordem, já que ser médico (e talvez seja esse o motivo de satisfação) ainda é sinónimo de emprego garantido.

    4) A qualidade da Medicina em Portugal não tem diminuído. Essa não é mais do que uma constatação de quem está por fora e só conhece o que os media divulgam.

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