Sobre a condição de intelectual.
“(…) desde quando é que a condição de intelectual alguma vez acarretou uma presunção de superioridade moral? Nunca, claro“…..pergunta e afirma Luis Raínha.
E eu concordo! E digo mais – em rigor, volto a dizer mais: e nunca acarretou um auto-convencimento de superioridade moral, por parte de alguns que «usam entre si e se auto-revêem na expressão “nós, os intelectuais”».!
Nem sequer quando parece que se pretende concluir que quem não apoia X (no caso António Costa), então não é intelectual, porque, afinal, X tem a intelligantzia do lado dele ! (note-se, ainda que uma coisa – intelligentzia – não seja rigorosamente equivalente à outra – “intelectuais”)
Por isso – porque concordo com o Luis Raínha – é que também acho curiosas e muito coerentes as suas conclusões e, sobretudo, as presunções que sobre mim faz recair, tais como um sentimento “próprio de desconfiança dos intelectuais” , incluindo “os abomináveis artistas subsídiodependentes” (expressão de Luis Raínha), além dos além do “preconceito e arrogância”…
Não sei se o Luis Raínha também se auto-identifica como “intelectual”, assim se auto-distinguindo das outras pessoas que, coitadas, tal como eu, precisam de ser intelectualmente e, sobretudo, politicamente, guiadas. Mas auto-convencimento de alguma (ainda que ao de leve) superioridade moral, lá isso, de facto, o Luis Raínha não tem.
Mas oportunamente voltarei ao tema, não sem antes agradecer as críticas do Luis Raínha e, apesar delas, recentrar novamente o alvo (político – autárquico) do post: quem não apoia António Costa, não faz parte da intelligentzia (naturalmente, do regime)…uma vez que esta, segundo Eduardo Pitta e erradamente, atendendo à explicação etimológica da Luis Raínha* – está com aquele!
* “….engendrada enquanto oposição; não no lugar de cúmplice, como implica a tresleitura de PMF”.

«…auto-revêm…»??!
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Chegamos ao ponto em que seria curial medir o QI dos apoiantes dos candidatos, para saber qual o candidato com apoiantes mais inteligentes. Depois, o candidato com mais apoiantes doutores e engenheiros. Finalmente o candidato com apoiantes conotados com contas bancárias em off-shores.
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Superioridade moral?
Antes de iniciar a discussão convinha que explicassem o que é que isto quer dizer.
Um intelectual nunca roubaria um pão?
Nunca daria um pontapé num cão?
Nunca receberia um subsídio e iria trabalhar para produzir obra?
Esclareçam.
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Usem a, á Portuguesa, a inteligencia.
Não se gastem com esses “tocos”.
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Curioso ver um “intelectual” a usar argumentos de autoridade (votem no António Costa porque nós que somos inteligentes vamos votar nele)
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Diz Luís Raínha:
«“(…) desde quando é que a condição de intelectual alguma vez acarretou uma presunção de superioridade moral? Nunca, claro“»
Sempre que os putativos intelectuais usam a expressão como rótulo.
O Manifesto em questão, aliás, é um excelente exemplo desse pecado.
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è mesmo por pessoas como esse senhor votar em Costa que eu desconfio e recuo.
Vou votar em Santana.
Grande show ontem à noite.
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Eu, que já tinha concluído há muitos anos sobre o que é um intelectual e sobre o que não é um intelectual, recuso-me fazê-lo em meados de Julho de 2009. Pensava que o assunto, ‘a matéria’, já estava redefinida e rediscutida, mas afinal…
Óbvio: se um labrego despreza ou insulta um intelectual, porque mais inteligente e culto, o que querem que este lhe responda ? Nada ! Manifestou, assim, a sua múltipla superioridade intelectual. O seu direito à diferença, ao elitismo.
Mr. Piscoiso, 2
Sintetizou e bem, ‘a matéria’ “intelligentsia” apoiante de Costa e doutros candidatos.
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Piscoiso
Se calhar tinha uma surpresa.
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Ora entendamo-nos. Que um, dois ou muitos intelectuais se sintam moralmente superiores ao vizinho, é indiferente. A condição de intelectual não implica qualquer superioridade moral sobre ninguém, nem tal foi alguma vez reivindicado por ninguém no seu perfeito juízo. Poderá um “auto-convencimento” ligado às capacidades mentais ser mais comum; isso concedo com facilidade.
Pergunta o PMF se «o Luis Raínha também se auto-identifica como “intelectual”, assim se auto-distinguindo das outras pessoas que, coitadas, tal como eu, precisam de ser intelectualmente e, sobretudo, politicamente, guiadas.»
Talvez me identifique com a figura “intelectual” mesmo sem saber bem o que será isso na sua óptica: tenho uma profissão criativa, sou sócio de empresas na área das indústrias culturais, já publiquei uns livros obscuros e continuo a estudar ciências sociais, mesmo depois de velho. Se calhar, sou mesmo um “intelectual”.
Mas essa sua ideia de que isso me colocaria num pedestal e me daria a noção de que estou apto a “guiar” quem quer que seja… isso já é maluquice. E a transferência desse meu estilo de vida para uma putativa capacidade de liderança política… nem sei que lhe diga.
Diz o CAA que será “pecado” usar a “expressão como rótulo”. Serve isto para provar a minha falta de convencimento: não faço ideia do que isto pretende dizer.
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Mr. e Caro LR,
Exemplo: Rosa Ramalho foi tão intelectual como Júlio Pomar.
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MJRB,
Mas onde é que eu discordo disso?
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O acento está no sítio errado, é “Luís Rainha”. “Rainha”, “rainhas”, “moinho”, “campainha”, “incluindo”, etc. não levam acento. “Luís” leva acento porque se considera ter duas sílabas, ou seja “uí” não é ditongo, mas hiato. É por isso que “altruísmo” tem acento e “linguista” não. Embora eu ache que esta distinção não faz sentido no Português, já que não há distinção fonológica entre hiatos (v.g. u-i) e ditongo crescentes (v.g. wi).
Este não é o sítio para deambulações destas, mas fui escrevendo… 🙂
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Olhe que no meu caso, é mesmo “Luis”, pois assim foi vertido para o meu BI, sendo que no registo de nascimento estava “Luiz”. Sei que já devia ter endireitado a bizarria, mas que quer; fui-me habituando.
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Mr. e Caro Luís Raínha, 12
Porém, Júlio Pomar tem uma Obra intelectualmente mais desenvolvida do que a Obra de Rosa Ramalho.
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Mr. Luís Raínha,
Responda sff.
(Att, vou entrar ‘à João Miranda’…)
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Deixem-me ser frontal: alguns dos auto proclamados “intelectuais”, pela “porcaria” que lhes sai da boca, só podem ser intelectuais de merda.
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LR
Bizarria foi terem mudado Luiz para Luís. Não se percebe. Prefiro Luiz a Luís. Não estava bem como estava? É a mania de imporem reformas ortográficas ao povo, que vê dum dia para o outro o seu nome “errado”.
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#1 C Medina Ribeiro: obrigado.
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# 11 – “Rosa Ramalho foi tão intelectual como Júlio Pomar..”
# 15 – “Porém, Júlio Pomar tem uma Obra intelectualmente mais desenvolvida do que a Obra de Rosa Ramalho.”
ora porra. é ou não é.
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Que raios quer dizer “Obra intelectualmente mais desenvolvida”?
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# 1 – «…auto-revêm…»??!
tracinho se e deita leite, enfim uma onaníce.
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Nota-se que o M.Alegre não faz parte dos intelectuais apoiantes. Ele neste momento está a apoiar-se a si próprio
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Intelecto, Intelectualidade, INTELECTUAIS e Cultura.
Se há condição a esperar de um intelectual, seria
de acordo com a resposta que me foi dada um dia por Natália Correia.
Quando lhe dizia que os intelectuais eram por natureza incómodos:
e ai dos países, quando os intelectuais deixarem de o ser.
Isto é, atentos, conscientes, naturalmente críticos, logo, independentes
e dificeis de amestrar.
Críticos da maioria dos práticos que nos teem saído na rifa da Lusitânia: Durões & Sócrateses, por exemplo.
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#10 – Caro Luis Rainha,
agradeço-lhe a crítica e a oportunidade de se promover este “pequeno” debate.
Como já referi, tentarei replicar oportunamente (o tempo agora escasseia!) ao seu post, desenvolvendo linhas de reflexão a propósito da temática… porém, já fora do âmbito político-partidário (ou, se quiser, político-autárquico).
De todo o modo, a questão é mesmo a que me parece que supra referiu: a da sua relevancia política. Não será a da auto-colocação num qualquer pedestral – de resto, até legítimo no plano das opções individuais; a questão será a da utilização da expressão em causa, com um sentido “iluminado” e de superioridade no jogo político! Isso é que me pareceu, in casu, ser o pecado de Eduardo Pitta…mas, voltarei
Mais, a própria experiência autárquica, entre nós, parece-me ser reveladora de uma certa reacção eleitoral negativa, à invocação desse tipo de argumentos (como já alguém disse nos comentários)”de autoridade” (implícita no arrebanhamento de “intelectuais”…ainda por cima, apelidados de “intelligentzia”): por exemplo, no Porto, Fernando Gomes que o diga!!
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LPedroMachado, eu acho essa discussão engraçada, mas não sabia que havia nomes “errados”… 😉
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“Usem a, á Portuguesa, a inteligencia.”
Já que estes comentárias resvalaram para esse tipo de discussão semantica-ortográfica, a tradução portiguese de “intelligetzia” é “intelectualidade”, não “inteligência”.
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“«“(…) desde quando é que a condição de intelectual alguma vez acarretou uma presunção de superioridade moral? Nunca, claro“»
Sempre que os putativos intelectuais usam a expressão como rótulo.
O Manifesto em questão, aliás, é um excelente exemplo desse pecado.”
Por essa ordem de ideias, quanbdo um grupo de economistas fazem um manifesto como economistas, estariam a considerar que há alguma superioridade moral no estatuto de economista…
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Rainha e não Raínha.
Burro; a ortografia e a arquitectura são importantes!
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E o cagasentensas não diz nada?
Começo a ficar preocupado com o seu estado de saúde.
Logo ele que é um inteligentse de primária…
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Estou a precisar de ir a uma casa de putativas intelectuais.
A cabeça é o mais importante!
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Um verdadeiro intelectual não precisa de dizer que o é.
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Mr. e Caro LR, 21
A sério, Vc. não sabe o que é uma Obra (no caso, arte) intelectualmente mais desenvolvida do que outra ?
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Kolchak, 32
Certíssimo !
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Mas que putedo de inteligentsia!
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33
Se alguém sabe o que é “uma Obra de arte intelectualmente mais desenvolvida do que outra”
que explique.
Deve ser a tese do século.
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A.Padeiro
Não é a “tese do Século”, porque ao longo dos séculos tal facto tem-se constatado.
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Diz a minha tia Clotilde, casada com um cow-boy, que na Universidade do Texas da Bacia Permiana, há uma licenciatura com o grau de Intelectual.
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#38 E a tia Clotilde não disse ao Piscoiso que noutra Universidade se faziam engenheiros ao Domingo?
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Não se enterre mais e deixe a coisa repousar assim, MJRB.
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LM, 40
Ora, ora….raio de conselho o seu.
De facto seria uma muito interessante troca de argumentos e de apresentação de ‘provas’…
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#41 – óh cagarte! não percebi essa nóia de comparar o pintor com a oleira. a ignorância é bué d’atrevida.
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O único intelectual da lista de que vale ter o apoio é o Manuel João Vieira…
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#37
Qual facto?
(Nem sei porque pergunto. Você parece ser um idiota, incapaz de responder em termos)
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O Padeiro, se continuar a meter a massa naquele forno, acaba por queimar todo o pão que o diabo amassou.
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É urgente traduzir para português a obra-prima de Aron sobre esta temática :
O Ópio dos intelectuais!
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Caro PMF, estou de férias (é maneira de dizer), não me apetece mexer em computadores, e é raríssimo responder a comentários de posts, mas gostava de o esclarecer do seguinte: em matéria de “superioridade moral”, pretender que os intelectuais tenham o seu (dela) monopólio, é o mesmo que dizer que ela está do lado dos estivadores ou quaisquer outros profissionais. Por intelligentzia considero o conjunto das personalidades cujas actividades ou profissões se relacionem com a cultura (com um mínimo de reconhecimento público, claro!). Nenhum resquício soviético… Ou de casta! No manifesto do CLAC há muita gente que cabe na definição. Mas também há sindicalistas da CGTP, anónimos, etc. O jornalista enfatizou essa frase porque, em 120 subscritores, há uma clara maioria de docentes universitários, poetas, escritores, gestores culturais, actores, encenadores, cineastas, artistas plásticos e afins. E sobretudo gente que mudou de campo, uns do PCP (Saramago, Carlos do Carmo, etc.), outros do BE (Camané, vários actores mais jovens, etc.) e independentes como eu. Apoio o PS? Pois apoio! Mas isso não faz de mim menos independente. E ainda não me tinha visto a apoiar anteriores candidatos do PS à CML…
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