A excepçãozinha é que é importante
Na discussão sobre se os gays devem dar sangue há um conjunto de argumentos que revelam muito mais do que qualquer outra coisa o estado do ensino superior em Portugal. São os argumentos da excepçãozinha. Alguns exemplos:
1. Ah, mas há homossexuais que não fazem sexo com homens.
2. Ah, mas os heterossexuais também fazem sexo anal, quer que lhe explique como?
3. Ah, mas o que interessa são os comportamentos. Se um homossexual fizer sexo protegido é muito mais seguro do que um heterossexual que faz sexo desprotegido.
4. Ah, uma freira pode ser uma depravada e um homossexual pode ser um casto.
Um sistema de gestão de risco como o que é o utilizado na recolha de sangue visa minimizar o risco numa situação em que prevalece a incerteza e a assimetria de informação. Os responsáveis pelo sistema não têm meios de saber se quem se propõe dar sangue é uma freira depravada ou um gay casto. Eles não têm informação que lhes permita distinguir excepções. Não podem conceber questionários que perguntem às freiras se são depravadas ou aos gays se são castos porque quanto mais específica for a pergunta maior é a probabilidade de erro na resposta. Por este motivo o sistema de selecção de dadores baseia-se fundamentalmente em dados estatísticos. O que a estatística mostra é que a probabilidade de se ter hiv dado que se é gay (masculino) é superior à probabilidade de se ter hiv dado que se é homem e hetero. Existem gays que têm baixo risco de hiv? Claro que existem. O problema é que é mais seguro, simples e barato excluir todos os gays do que tentar identificar quais são os gays de baixo risco.
A razão pela qual o argumento da excepçãozinha revela a baixa qualidade do ensino superior é que o ensino superior devia preparar os alunos para compreenderem as grandes linhas de força de um fenómeno que funcionam para lá das excepções. Devia preparar os alunos para o pensamento abstracto, para compreenderem as leis gerais da natureza e para pensarem estatisticamente. O que a discussão revela é que muitos licenciados tendem a pensar no concreto, nas excepções e no improvável.

É como combate à pobreza e desigualdade.Uma batalha sempre perdida ano a ano pois que todos os anos vão aumentando pobres dos outros à carga…
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Para que é que se vai aceitar sangue doado por homossexuais se há tanto sangue por aí a ser doado. Não faz falta nenhuma o sangue dos homossexuais a ninguém. Assim não precisam de fazer análises nem nada que o sangue dos heterossexuais é muito limpinho.
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Cá por mim a rapaziada ainda não se deu conta de que a corda já esticou o que devia.Quando partir vai ser uma grande chatice.Lá se vai o verniz todo que têm andado a tentar colar…
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Aliás parece que quem recebe sangue dos homossexuais fica durante uns meses com tiques estranhos. Por causa das hormonas, viu.
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Provavelmente o melhor comentário sobre este assunto feito por um não médico.
Preto no branco.
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Também deviam impedir que sangue preto fosse dado a sangue branco e vice versa, porque causa reacções estranhas. E sangue azul só a pessoas de sangue azul.
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Para ter uma opinão sobre a qualidade do ensino superior em Portugal, basta ler os comentários da vossa claque para ficar esclarecido.
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Os africanizadores, antigos descolonizadores, andam furiosos da malta não se deixar colonizar às boas…
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Eles bem facilitam que a malta se drogue(para quebrar vontades), que se apanhe no rabinho, que sejam todos iguais e todos diferentes, mas quando chega o tempo de pagar isso é só para alguns…
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Confesso que sou das que se irritaram imenso com essa limitação.
“O grupo homossexual masculino é grupo de risco porque tem comportamentos de risco” foi o argumento que mais se ouviu.
Não me rendi. Discordo profundamente e fui “investigar o assunto”. Não foi dificil encontrar a explicação cientifica
“O GRUPO HOMOSSEXUAL MASCULINO É UM GRUPO DE RISCO PORQUE MORFOLOGICAMENTE O RISCO DE CONTAGIO É MAIOR”
Entre razões comportamentais e razões morfológicas vai a mesma distancia que existe entre razões ideológicas e razões factuais.
Politicamente, chamar a coisa pelo nome e falar sobre a MORFOLOGIA masculina e o risco maior de contágio é arriscado… porque neste caso a distancia entre dizer a verdade cientifica e ser motivo de chacota é muito mais curta que a distancia entre facto e ideologia.
A excepçãozinha importante seria os nossos políticos darem argumentos factuais e deixarem-se de politiquice.
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Excelente João!
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A Comissão Europeia diz que nada impede homossexuais de darem sangue e que que as teorias sobre a homossexualidade têm que ver com as condicionantes de ordem cultural do país.
Nos países islâmicos até é ilegal.
A Al-Fatiha estima que cerca de 4000 homossexuais foram executados no Irão desde a revolução de 1979.
Estamos no bom caminho.
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Se o post do JM é certeiro existem outras n! situações em que o politicamnete correcto nos afunda também.O de se permitir o alastramento de determinadas doenças infecçiosas só porque sim…
No antigo regime de que tanto dizem mal a tuberculose tinha sanatórios, os doentes mentais tinham hospitais próprios.Agora é tudo ao molho e fé na “cidadania” mesmo que o cidadão tenha vindo dos fundos da floresta tropical e se esteja bem cagando para “cidadanias” para ele parolas…
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Isabeltcruz,
Não tem apenas a ver com morfologia. Tem sobretudo a ver com o facto de a população gay ter uma maior prevalência de hiv e outras doenças sexualmente transmissíveis. Isso implica que quem tem elevada probabilidade de fazer sexo dentro dessa população tem maior probabilidade de ser contaminado.
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os doentes mentais tinham hospitais próprios
sim até porque as doenças mentais também se sabe serem contagiosas… lol
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João Miranda, é melhor referir que isso é em termos relativos, pq senão vem aí a brigada dos politicamente correctos dizer que os heteros é que tem mais HIV e outras coisas bonitas que ouvimos por aqui.
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E porque não estabelecer uma reserva de sangue de homossexuais destinada apenas a homossexuais que dele necessitem?
Claro que se outra pessoa necessitasse de sangue poderia sempre receber o da reserva homossexual se essa fosse a sua vontade e vice versa (nesse caso, um homossexual poderia optar por sangue não-homossexual). Em resumo: que cada pessoa pudesse escolher o que queria.
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Fiquei na mesma, sinceramente, mas a vantagem do João Miranda é que não utiliza o termo maricagem e não põe fotos que revelam um pensamento muito limitado. Só por isso está de parabéns!
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Ó 15
Não seja estúpido.Quem é que disse isso?
Com tanta propaganda acerca do SNS caso tenha o azar de ter um familiar que se passe vá lá tentar que o SNS pegue nele…
E os tuberculosos “resistentes” que viajam pelos carros eléctricos e autocarros a “disseminar” a sua “riqueza”?Porque o SNS é tudo “voluntariado”?
O que não me admira nada quando ladrões de bancos são elevados à categoria de “grandes portugueses” pela merda que nos governa…
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nao sabem pensar , isso é obvio , temos montes de marxistas vivos , leninistas , maoistas , troskistas , poltistas , fidelistas (agora castristas), que se justificam com argumentos concretos ( nao me perguntem quais , nunca percebi o socialismo ) nas excepções ( muitas , muitas )e no improvável principalmente .. ..
o Joao ta cada vez melhor .
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Curioso socialismo que retira a quem trabalha para fomentar a parasitagem e a preguiça.
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Ó 17
Bem visto.Já agora como uma besta aí atrás falou no sangue dos “pretos” acho que também devia haver uma reserva especial para que “integradores” e “todos iguais, todos diferentes” nos dessem o “exemplo”…
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Muito bom, João
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Quanto a transfusões de sangue vou alinhar com a mãe do Sócrates:NADA!(por ser jeová)
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A falta de cultura cientifica reflecte-se na esmagadora maioria dos comentários acima. Todos acham que sabem tudo de tudo, enfim… Portugal no seu melhor.
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“O que a discussão revela é que muitos licenciados tendem a pensar no concreto, nas excepções e no improvável.”
Ainda bem caralho!! Muitos dos avanços que tivemos foi por parte de tipos que pensaram nas excepções e no improvável!! Não foi por parte de tipos, gordos, badochas, com voz de gaja e que se babam ao falar…e que dá impressão que teem corcunda…foda-se!!
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# 22.
A questão que eu levanto é a seguinte: deveria ou não uma pessoa ter o direito de saber a proveniência de sangue que recebe numa transfusão, por exemplo?
Se esse sangue viesse de branco, preto, amarelo, gay, jeová, maoista, azul, hemofílico, etc, não interessaria; a informação teria que ser sempre fornecida.
Declaração de interesses: sou doador de sangue.
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quem quer dar sangue, dá e se não prestar vai fora. até parece que ninguém controla essa merda. o resto é pirotécnia mirandesa para incentivar o comentário homofóbico.
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João Miranda:
Caso esta lei persista, quem é que pode impedir um gay de mentir no questionário?
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O JM falha na análise, mais uma vez, isto porque o que argumento que utiliza não é mais que uma excepçãozinha. Tento explicar.Uma pessoa com alto colesterol não pode dar sangue, e também quem sofre de diabetes.Sabendo que boa parte da população sofre de uma ou de outra doença ou de ambas, devia ser proibido liminarmente de dar sangue. O que a estatística mostra é que a probabilidade de se ter uma dessas doenças é grande em Portugal. Existem portugueses que não tem colestrol alto? Claro que existem. Devia ser melhor excluir todas as pessoas de dar sangue.Ficava mais barato rápido e seguro.
“O que a discussão revela é que muitos licenciados tendem a pensar no concreto, nas excepções e no improvável.” O pior é quando eles se tornam investigadores….
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Que nunca me dêem sangue dum faxista, salazarista … é só o que desejo, no dia em que precisar…. lagarto, lagarto…lagarto…, não , não é do Sporting !!!
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É claro que há países onde não há restrições a que os homossexuais dêem sangue.
Se calhar até importamos sangue de alguns desses países. Sangue recolhido a homossexuais.
E agora?
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João, plenamente de acordo… (como não falamos de snypers..)
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Só faço votos para que o “quem se mete leva” não tenha a colaboração activa dos meus vizinhos do SIS só para satisfazer a curiosidade dos sobas que nos africanizam.É que quem se mete nesses trabalhos devia estudar a lição anterior…
A raiva sobre “anónimos” que não são anónimos é muita.Compreende-se.Os tachos são bons.Ganha-se muito, dá para os amigos e amigas de peito, etc.Mas cuidado antes que alguém mais afoito se aleije.E será de vez…
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“Curioso socialismo que retira a quem trabalha para fomentar a parasitagem e a preguiça.”
“The problem with socialism is that you eventually run out of other people’s money.”
Margaret Thatcher
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E as meretrizes, podem dar sangue? E os alunos da casa pia? E os violadores? e os que estiveram presos?
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Margaret Thatcher
O Paulinho das feiras em fêmea !!
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Se o sangue é analisado nao percebo a questao. Deveriam era encontrar meios 100% fiaveis de analizar o sangue, agora proibir grupos de risco é ridiculo.
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http://mairdenuboske.blogspot.com/2009/07/simplex-testa-influencia.html
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«« Deveriam era encontrar meios 100% fiaveis de analizar o sangue»»
Se existissem meios 100% fiáveis para analisar o sangue esta discussão não existiria.
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Piscoiso!
A tua bússola continua desmagnetizada…
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O risco está no sangue e não no sexo ou preferência sexual. Todo o sangue tirado a dadores é testado para uma infinidade de males, por isso não percebo tal discussão. Querem continuar a discutir? Então discutam sobre a perequação nas REN e RAN…
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João Miranda,
Só conhece essa caixinha para mitigar o risco?
Onde é que estão outros estudos estatísticos que possam afastar outro tipo de categorias como população citadina, baixa escolaridade ou de baixos rendimentos? É que como o que determina o risco são os comportamentos, você está a pressupor que só os homossexuais é que podem estar a mentir.
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««Onde é que estão outros estudos estatísticos que possam afastar outro tipo de categorias como população citadina, baixa escolaridade ou de baixos rendimentos?»»
Como expliquei no post, só vale a pena fazer distinções dentro de uma população se o custo de recolha da informação não for demasiado elevado para o ganho que se obtém.
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««Todo o sangue tirado a dadores é testado para uma infinidade de males, por isso não percebo tal discussão.»»
Acredita que as análises de sangue são 100% seguras?
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Tal como nao ha meios 100% fiaveis de saber que se está a responder correcto no questionário para dádiva de sangue. Já agora, poderia dizer-me o numero de pessoas infectadas em transfusoes sanguineas. E por outro lado, será HIV a única doença “perigosa” nas transfusoes sanguineas? Será que nao ha diferentes grupos de risco para diferentes doenças? Por exemplo infecções com o vírus do herpes, a mononucleose infecciosa (vírus de Epstein-Barr), a toxoplasmose, a tripanossomíase [doença do sono africana e a doença de Chagas], a leishmaniose, a brucelose [febre ondulante], o tifo, a filariose, o sarampo, a salmonelose… Será que vamos formar grupos de risco para cada doença?
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Os informadores da nova PIDE e os legionários do novo regime que tenham juizinho na defesa dos “chefes”.Uma coisa é propaganda e contra-propaganda.Outra coisa é quem se meter leva.Se não quiserem ser criticados não façam merda.Não conseguirão apagar do mapa Portugal e os Portugueses, nem os vão conseguir substituir…
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««Tal como nao ha meios 100% fiaveis de saber que se está a responder correcto no questionário para dádiva de sangue. »»
Por isso é que se usam os dois métodos. A probabilidade de os dois métodos falharem em simultâneo é muito menor que a probabilidade de falhar apenas um deles.
Por exemplo, se a probabilidade do teste ao sangue falhar for 1 em 100 e a probabilidade do questionário falhar for 1 em 100, a probabilidade de os métodos falharem é 1 em 10 000. Neste exemplo, o uso de 2 métodos reduz a probabilidade de falha 100 vezes.
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««Já agora, poderia dizer-me o numero de pessoas infectadas em transfusoes sanguineas.»»
No máximo dos máximos, uma por ano. O número verdadeiro deve ser umas 10 vezes menor. Digamos, 1 pessoa em 10 anos.
«« E por outro lado, será HIV a única doença “perigosa” nas transfusoes sanguineas?»»
Não. Uma das razões porque se excluem determinados grupos é para evitar a contaminação por doenças emergentes que a medicina desconhece.
«« Será que nao ha diferentes grupos de risco para diferentes doenças? »»»
Sim. Mas a via sexual é uma via comum nas doenças que se transmitem pelo sangue.
««Por exemplo infecções com o vírus do herpes, a mononucleose infecciosa (vírus de Epstein-Barr), a toxoplasmose, a tripanossomíase [doença do sono africana e a doença de Chagas], a leishmaniose, a brucelose [febre ondulante], o tifo, a filariose, o sarampo, a salmonelose… Será que vamos formar grupos de risco para cada doença?»»
Sim, desde que elas possam ser transmitidas pelo sangue.
Tem que se ter em conta que para as doenças mais comuns os testes são mais eficazes e tanto quanto sei o sangue, ou pelo menos alguns produtos sanguíneos são sujeitos a tratamento térmico.
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Lá fora há muito países onde as pessoas são banidas (de forma vitalícia ou por um período de tempo) de dar sangue por terem sexo anal, e isto até foi visto como legítimo pelo tribunal constitucional da Finlândia recentemente por não ser uma discriminação por orientação sexual, mas mesmo por ser um comportamento de risco.
Não faz muito mais sentido perguntar se a pessoa praticou sexo anal em determinado período do que se é homossexual? É uma pergunta ainda mais objectiva. É que a mim dá-me a sensação de que enquanto lá fora se discute se faz mesmo sentido impedir estas pessoas de dar sangue, nós ainda andamos a ver a homossexualidade em específico como o problema, o que é errado.
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Ecos de outros tempos.
Comentário
“Ainda bem que o Tomas Taveira não foi filmado com nenhum homem, senão ainda difamavam o homem a dizer que é gay”
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“Acredita que as análises de sangue são 100% seguras?”
devem ser mais fiáveis que tu. merdas a 100% e verdades absolutas só na tua cabeça para defender exoterismos liberais. pela amostra, imagino o que a tua família te atura.
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Não grande saco para esta conversa do sangue. Julgo que é a primeira vez que vejo alguém queixar-se de não poder dar uma coisa. Normalmente as pessoas queixam-se é de não receber. Se o Instituto do Sangue recusasse dar sangue a homossexuais, ai sim haveria motivo para este alarido todo.
Até acho que os homossexuais que mentem nos inquéritos e que dão sangue na mesma, se deviam recusar a fazê-lo.
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#53 – “Julgo que é a primeira vez que vejo alguém queixar-se de não poder dar uma coisa.”
…dar uma coisa que não presta. menos espanto e mais realidade.
em portugal paga-se a recolha de lixo.
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O melhor exemplo do estado a que chegou o ensino universitário em Portugal é o próprio João Miranda. Say no more!
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eu sou homossexual e não dou sangue. não daria mesmo que pudesse. além disso, concordo totalmente com o olim. e não me sinto discriminado por isso.
acho mesmo que os homossexuais deveriam auto-excluir-se. porque neste caso ninguém os poderia acusar de serem responsáveis por haver sangue contaminado.
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56 #
Nem mais. Duvido que a maioria dos homossexuais se sinta discriminado.
O que se passa é que há por ai uns papagaios que julgam que falam em nome de todos os homossexuais, e que os usam para se auto-promoverem, indo com isso muito para além das questões das chamadas “causas fracturantes”. A causa dos homossexuais está muito prejudicada por estar entregue a pessoas do Bloco de Esquerda, que com o seu exemplo a denigrem. Com o inquisidor mor Louçã sempre por perto, a mensagem não passa como devia…
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Isto faz-me lembrar uma anedota
Dois amigos
– É pá, gostas mais de sexo anal ou sexo oral ???
– O outro pensa e responde
– Pensando bem, gosto mais do sexo oral porque é de hora a hora ou outro é uma vez por ano…..
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Ora, nem mais.
Aliás, mais: deviam também proibí-los de receber sangue, para aprenderem a não ofender a natureza da espécie.
E não se não seria boa ideia, logo que afloresta portuguesa recupere destes´anos de incêncios, fazer uma fogueirinha numa praça qualquer deste país.
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Paneleiros ou não, não pode ser aceite sangue de quem tenha mais de 30 dias de garantia de analise previa!
Ou os paneleiros, querem uma transfusão de sida?
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Há discriminações com razão e outras que não têm razão de existir. Porque raio é que querem tornar a palavra discriminação numa palavra moralmente únivoca? Foi a discriminação que nos tornou como espécie sobrevivente, todos nós discriminamos todos os dias.
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A questão central em matéria de doação de sangue é a segurança dos receptores. É preciso deixar bem claro que o actual algoritmo exclui pessoas com risco muito baixo e inclui dadores com risco muito elevado. João Miranda diz que se tratam de excepçõezinhas, mas, pesando em abstracto, isso é absolutamente irrelevante. O que é verdadeiramente relevante é saber se o número daqueles que têm muito baixo risco e são excluídos é superior ao número dos que têm risco elevado e são considerados dadores. Se for, então o sistema é ineficaz.
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Vamos a factos:
Percentagem de infectados por HIV em Portugal:
Heterossexuais: 36% dos casos
Homossexuais (todos masculinos): 12% dos casos
Toxicodependentes: 46%
Percentagem de homossexuais masculinos na população geral: 5% (se aceitarmos os dados dos movimentos gay, uma vez que os dados das organizações de saúde são muito inferiores – cerca de metade)
Ou seja: 12% dos casos de HIV concentram-se em 5% da população -homossexuais, enquanto 36% em 94,5% da população – heterossexuais, e 46% em apenas 0,5% -toxicodependentes.
Isto que dizer que a taxa de homossexuais infectados com HIV é 6,5 vezes (650%) MAIOR que nos heterossexuais.
Não é grupo de risco? É comportamento? Então isso quer dizer que os homossexuais são 6,5 vezes mais irresponsáveis que os hetero??
E quando aparecer a vacina? Se não há grupos de risco os homossexuais e toxicodependentes não devem ser privilegiados???
É o que dá colocar convicções à frente dos factos.
Há ainda um mal entendido que vem da massificação do conceito de que o preservativo é 100% seguro. Havia os que acreditavam na infalibilidade do Papa, agora há também os beatos do látex, que acreditam na infalibilidade das camisinhas…
Ora todos os estudos mostram que o sexo anal aumenta em muito o risco de rompimento do preservativo e, mesmo com preservativo, a possibilidade de causar lesões sangrantes (logo mais risco de transmissão) e de passagem de infecções como herpes ou HPV. Por outro lado, havendo uma incidência de mais de 6 x de infectados com HIV na população homossexual, a probabilidade de haver um encontro com um infectado é muito maior. Isto quer dizer que MESMO USANDO PROTECÇÃO, o risco é acrescido, o que configura a situação de grupo de risco e não de comportamento de risco. Não me interessa o que dizem as comissões politicamente correctas, mas sim o que é a realidade.
Dirão que os heterossexuais também fazem sexo anal. Mas acontece que segundo as estatísticas recentes (ver Visão de há 4 semanas) apenas cerca de 20% o praticam e desses apenas uma minoria o fazem assiduamente, enquanto que nos homossexuais é a prática sexual corrente e mais frequente.
Portanto, mais uma vez se mostra que é sempre bom elaborar as ideias em função dos factos e não distorcer factos para encaixarem em ideias, por muito bem intencionadas que sejam. É que a verdade e a Natureza não têm moral.
Fernando Costa (médico , sexólogo))
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Vamos a factos:
Percentagem de infectados por HIV em Portugal:
Heterossexuais: 36% dos casos
Homossexuais (todos masculinos): 12% dos casos
Toxicodependentes: 46%
Percentagem de homossexuais masculinos na população geral: 5% (se aceitarmos os dados dos movimentos gay, uma vez que os dados das organizações de saúde são muito inferiores – cerca de metade)
Ou seja: 12% dos casos de HIV concentram-se em 5% da população -homossexuais, enquanto 36% em 94,5% da população – heterossexuais (e 46% em apenas 0,5% -toxicodependentes).
Isto que dizer que a taxa de homossexuais infectados com HIV é 6,5 vezes (650%) MAIOR que nos heterossexuais.
Não é grupo de risco? É comportamento? Então isso quer dizer que os homossexuais são 6,5 vezes mais irresponsáveis que os hetero??
E quando aparecer a vacina? Se não há grupos de risco os homossexuais e toxicodependentes não devem ser privilegiados???
É o que dá colocar convicções à frente dos factos.
Há um mal entendido que vem da massificação do conceito de que o preservativo é 100% seguro. Havia os que acreditavam na infalibilidade do papa, agora há também os beatos do látex, que acreditam na infalibilidade das camisinhas…
Ora todos os estudos mostram que o sexo anal aumenta em muito o risco de rompimento do preservativo e, mesmo com preservativo, a possibilidade de causar lesões sangrantes (logo mais risco de transmissão) e de passagem de infecções como herpes ou HPV. Por outro lado, havendo uma incidência de mais de 6 x de infectados com HIV na população homossexual, a probabilidade de haver um encontro com um infectado é muito maior. Isto quer dizer que MESMO USANDO PROTECÇÃO, o risco é acrescido, o que configura a situação de grupo de risco e não de comportamento de risco. Não me interessa o que dizem as comissões politicamente correctas, mas sim o que é a realidade.
Dirão que os heterossexuais também fazem sexo anal. Mas acontece que segundo as estatísticas recentes (ver Visão de há 4 semanas) apenas cerca de 20% o praticam e desses apenas uma minoria o fazem assiduamente, enquanto que nos homossexuais é a prática sexual corrente e mais frequente.
Portanto, mais uma vez se mostra que é sempre bom elaborar as ideias em função dos factos e não distorcer factos para encaixarem em ideias, por muito bem intencionadas que sejam. É que a verdade e a Natureza não têm moral.
Feranando Gomes Costa (médico)
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Adoradores de estatística, fazei a favor de esclarecer um ignorante:
1º) Como é que o Instituto de Sangue fica a saber se alguém é homossexual? Na minha infinita ignorância, fico com a ideia de que só pode conseguir a informação, do mesmo modo que conseguiria saber se uma “freira é depravada”.
2º) Que dizem as estatísticas sobre frequentadores de casas de putas? Ou será que, não estando cobertas pela Lei,os seus frequentadores entram no grupo das “excepções”?
Muito agradecido
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Fernando Costa
Acrescentaria ao que diz este post de uma sua colega
http://riquita1303.blogspot.com/2009/07/ignorancia-e-irresponsabilidade-desta.html
felizmente, ainda alguém continua a manter o bom senso, porque quando ele acabar estaremos mais perdidos ainda do que já estamos, em termos de infecção HIV e outras viroses nomeadamente da Hepatite.
Da TVI:
O Coordenador Nacional para Infecção VIH/Sida , Monteiro Barros, garante que os homossexuais não são grupo de risco na doação de sangue. ESPANTOSAMENTE, diz o senhor, Enquanto grupo, os homossexuais têm prevalência mais alta de algumas infecções, nomeadamente de hepatite. Isso é um facto (diz o próprio!!!). Mas não podem atacar as pessoas por grupos, por segmentos, mas apenas ver individualmente se têm comportamentos de risco.
Ora, tendo em conta que ter prevalência mais alta de hepatite é UM FACTOR DE EXCLUSÃO na doação de sangue, e tendo em conta que pode haver hepatites virais não detectadas na análises habituais, é assim que, por exemplo, pessoas com alterações das enzimas hepáticas vulgo transaminases não podem dar sangue, precisamente porque não sabemos o que pode “sair dali”, mas mesmo não tendo, e se o risco está aumentado, faz com-ple-ta-men-te todo o sentido que grupos com esse risco aumentado, por precaução, não dêem sangue! É difícil de entender? Mas quando é que esta malta percebe que tem que ajudar a proteger a população que recebe sangue?? Jesuss!! Lá vamos nós com mais uma onda de desculpabilização. Lindo.
E alegremente nos primeiros lugares da infecção HIV e Hepatites, na Europa. Claro.
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Trinta E Três disse
31 Julho, 2009 às 7:37 pm
Adoradores de estatística, fazei a favor de esclarecer um ignorante:
1º) Como é que o Instituto de Sangue fica a saber se alguém é homossexual? Na minha infinita ignorância, fico com a ideia de que só pode conseguir a informação, do mesmo modo que conseguiria saber se uma “freira é depravada”.
2º) Que dizem as estatísticas sobre frequentadores de casas de putas? Ou será que, não estando cobertas pela Lei,os seus frequentadores entram no grupo das “excepções”?
Muito agradecido
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64 # Dr. Fernando Costa
Agradecia que me dissesse mais duas coisas:
– os 6% de infectados por HIV que não referiu, são o quê? Lésbicas?;
– Qual é a percentagem geral da população que está infectada? Ou de outra maneira, quantos casos há?
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Não, são os bissexuais e travestis
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Por que será que quando se fala em maricagem toda a malta fica alegre?
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João Miranda,
A sua posição : se há homosexuais sem comportamento de risco, não vale a pena procurá-los. Estatisticamente, como frupo, são menos adequados à doação de angue. Portanto, descriminem-se a bem da maioria.
É uma posição aceitável. O João acha que o direito à igualdade de uma minoria, pode ser sacrificado a bem do interesse superior da maioria.
Em Portugal, uma minoria de 15% (classe alta e média alta) paga 85% dos impostos. Estatisticamente, os ricos têm mais dinheiro do que os pobres. A bem dos pobres vamos então subir os impostos dos ricos até ficarem quase tão pobres como os outros. É para bem da maioria, e não custa nada.
Estenda este tipo de raciocínio “estatistico” a tudo, e imagine em que tipo de sociedade é que acaba.
Um último comentário : já nos chegou Guterres e Sócrates para percebermos que Engenheiros não dão bons políticos. Fique com o seu raciocínio estatístico pelo laboratório. Aplique-o às bacterias e não às pessoas.
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Caro João Miranda,
Por acaso trabalhas na Secção Energia e Ambiente do IST? Eu de facto estudo por lá.
Acontece que esta conversa lembra-me precisamente uma conversa que tive com amigos. A temática e as excepções levantadas foram (quase) essas.
Eu estaria disposto a apostar que tu ouviste a nossa conversa, mas realmente não sei, porque não te manifestate então.
Quanto à tua análise estatística, queria dar-te o mesmo argumento que dei ao meu estimado colega:
O facto de existir uma correlação estatística, como argumentas, não prova nada. Tens que ter um modelo físico (abstracto) do tipo:
“homosexual, logo sexo anal, logo maior probabilidade de contágio por sangue”.
E DEPOIS usas a estatística para confirmar ou desmentir o modelo, que nunca será exacto. Esse modelo será, quanto muito, um modelo consensual entre a comunidade científica. Refiro-me ao famoso critério de cientificidade do Karl Popper (googla ou vai ao wikipedia). Por exemplo, a mecânica newtoniana e a mecânica quântica são modelos aceites e apoiados pelas estatísticas das experiências.
O que eu questiono é o teu modelo sobre o risco de sangue doado estar contaminado. O meu modelo sobre sangue contaminado é o seguinte:
“Maior quantidade de parceiros sexuais E/OU maior frequência de sexo anal, logo maior superfície de contacto em zonas irrigadas abundantemente por vasos sanguíneos por unidade de tempo, logo maior probabilidade de contrair doenças intravenosas”.
Este modelo esquemático, que envolve homosexuais E heterosexuais, é mais abstracto e mais abrangente que o teu, para além de ser bestialmente lógico.
Por contraponto, o teu modelo é um caso particular, é uma excepção que se restringe à relativamente pequena população homosexual e inspira desconfiança quanto à homofobicidade do seu autor.
Espero que esta confrontação que faço com o teu modelo te seja fecunda e te ajude a obter aquilo por que tanto aspiras: um pensamento mais abstracto, menos concreto, e que te ajude a perceber melhor as Leis da Natureza :p
Sou um aprendiz de físico, e por isso sei que quem falar de estatística antes de propor um modelo é uma fraude ou um sofista.
O modelo sugerido pelo autor deste post é perigoso, precisamente porque sai direitinho dum senso-comum sempre sujeito ao preconceito e ao medo. Ora a ciência tem por dois maiores inimigos precisamente o preconceito e o medo. A ignorância é apenas um estado sem o qual a ciência não poderia ter o orgulho de afirmar que ensina. Por isso a ignorância, isolada, não é inimiga da ciência, bem pelo contrário.
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Ó João, o Guillaume quer fecundá~lo!!
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Resposta ao Levy:
Os 6% que faltam são incluidos no grupo de situações não determinadas, uma vez que quando se fazem estatísticas de modo científico existem sempre essas fracções. Só em modo de raciocínio ideológico é que não há lugar para indeterminações, uma vez que o esquema já está todo pré-establecido, como se pode ver pela discussão.
Ver estatísticas oficiais da SIDA em Portugal ou, melhor, no site da OMS (www.who.org), onde s epode ver que Portugal é o país ocidental com menor taxa de HIV em homossexuais.
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Ó Miranda, e quem é V. Exa para dizer seja o que for sobre o ensino superior? O seu curriculum, não se importa de o mostrar? Que lata!
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Piscoiso,
“A Al-Fatiha estima que cerca de 4000 homossexuais foram executados no Irão desde a revolução de 1979”
Não tema, não há perigo real de extinção da espécie.
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74 # Dr. Fernando Costa
Obrigado,
aceito a sua argumentação, mas num ponto não a considero muito sustentada, quando diz que:
“Percentagem de homossexuais masculinos na população geral: 5% (se aceitarmos os dados dos movimentos gay, uma vez que os dados das organizações de saúde são muito inferiores – cerca de metade”
“Ou seja: 12% dos casos de HIV concentram-se em 5% da população -homossexuais”
De todos os dados que apresenta, este parece ser o menos fiável. Admite que não se sabe ao certo quantos homossexuais há. Todo o seu raciocínio se baseia em percentagens de população homossexual que parecem ser pouco fiáveis.
Há uns anos atrás o jornal expresso dizia que há em Portugal 1 milhão de homossexuais. Se assim fosse, a percentagem de homossexuais em Portugal seria de 9,5%. E o Dr. Fernando teria de dizer que 12% dos casos, seriam gerados por 9,5% da população. Se fosse assim, manteria os seus argumentos?
A pergunta que deixo, é como é que se chegam a conclusões como esta:
“Isto que dizer que a taxa de homossexuais infectados com HIV é 6,5 vezes (650%) MAIOR que nos heterossexuais.”
se não se sabe ao certo quantos homossexuais há?
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««“homosexual, logo sexo anal, logo maior probabilidade de contágio por sangue”.»»
Homossexual, logo sexo com homossexuais, logo sexo com grupo de pessoas com maior incidência de hiv, logo maior probabilidade de contágio. Sexo anal é apenas uma agravante.
Sabe-se que a probabilidade e um homossexual ter SIDA é bastante superior à de um homem heterossexual e sabe-se que o risco de transmissão do sexo anal é muito maior que a do sexo vaginal.
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««É uma posição aceitável. O João acha que o direito à igualdade de uma minoria, pode ser sacrificado a bem do interesse superior da maioria.»»
Não há direito à igualdade de dar sangue.
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Não há sequer direito a dar sangue!
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É um acto de generosidade, quase um imperativo ético. Como todas as dádivas pode ser aceite ou não.
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««Este modelo esquemático, que envolve homosexuais E heterosexuais, é mais abstracto e mais abrangente que o teu, para além de ser bestialmente lógico.»»
Não mais abrangente por uma razão muito simples: não contam apenas o número de contactos sexuais do dador. Também conta o número de contactos sexuais do gruupo de parceiros. Um homem que tenha tido 100 contactos com mulheres tem menos risco que um homem que tenha tido 100 contactos com homens. Por uma razão muitos simples: homens que fazem sexo com homens são uma população de risco maior que mulheres que fazem sexo com homens.
Por outro lado, perguntar às pessoas se fizeram sexo anal aumenta a probabilidade de erro na resposta sem reduzir significativamente o risco.
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bem , o médico fernando costa perspectivou os números proporcionalmente de forma bastante elucidativa e que eu nunca tinha sequer dado conta.
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CHANGE(574)
http://www.realclearmarkets.com/news/ap/finance_business/2009/Jul/31/recession_eases__gdp_dip_smaller_than_expected.html
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JM,
Não se pode falar, neste caso, de probabilidades. Não existe uma «probabilidade de se ter hiv dado que se é gay». Há dados estatísticos que dizem que há, relativamente, mais gays infectados que heteros infectados. Probabilidade era apenas se todos os acontecimentos fossem equiprováveis (ou seja, imaginemos que 1/3 dos gays – não sei o número ao certo – está infectado. para haver uma «probabilidade de se ter hiv dado que se é gay» teríamos de dizer que todos os gays são iguais e que, olhando para um, qualquer que fosse, haveria 1/3 de probabilidade de ter hiv. não é assim). É Laplace quem o diz e os seus aprendizes quem o reproduzem.
Abr.
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João Miranda,
“Não há direito à igualdade de dar sangue.”
Há direito à igualdade na presunção de decência. É inaceitavel que um organismo do estado, seja ele qual for, presuma o que quer que seja sobre o comportamento de quem quer que seja. É inaceitável que o ISP se comporte à priori como se todos os homosexuais seja promíscuos. O ponto é este.
Uma coincidência estatística, como o Gillaume muito bem lhe explicou, não define uma relação de causa-efeito. Se uma coincidência estatística basta, então o estado também pode excluir todos os dadores solteiros com menos de 25 anos. Toda a gente sabe que a probabilidade de ter sexo com múltiplos parceiros para este grupo é muito maior. Esta informação também não precisa de ser recolhida. É tão óbvia como aquela que o ISP detém acerca dos homosexuais.
Já agora, não é melhor começar a prender toda a gente dos bairros problemáticos de Lisboa? Estatísticamente, é onde se praticam mais crimes. A bem da maioria, vamos prendê-los todos. Sacrificar o direito à inocência de uns poucos vale a pena. E além disso, não à direito à inocência por parte dos criminosos.
O que o João Miranda defende, lembra-me e o Minority Report. Castigar as pessoas, antes de elas cometerem qualquer pecado. Castigar à priori. E não diga que não há nenhum castigo em não fazer uma recolha de sangue… Há um castigo quando se assume que alguém é simplesmente indecente, faça ela o que o que fizer.
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Adenda :
Prémio igNóbel da Medicina de 1994 : “Presented to Carl J. Charnetski and Francis X. Brennan, Jr. of Wilkes University, and James F. Harrison of Muzak Ltd. in Seattle, Washington, for their discovery that listening to Muzak stimulates immunity system production and thus may help prevent the common cold.”
Aqui está um exemplo do que o João Miranda e o ISP consideram um ensino universitário de qualidade. Encontra-se uma coincidência estatística entre duas variáveis independentes e assume-se, estupidamente, que existe uma relação causal escondida que correlaciona essas duas variáveis. Desta forma transforma-se uma coincidência, numa lei da Natureza.
E agindo desta forma brilhante, nascem conclusões também elas brilhantes : A gripe é prevenida ouvindo música.
O raciócinio que o João Miranda apresenta, está ao mesmo nível que este.
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O que prá aqui vai de vampirismo!
Estou mais preocupado com a tontice do marafado de buliquei me. Comparar Thatcher ao Paulinho das feiras.
Marafado, pá! Thatcher, gostes ou não, foi a melhor primeiro ministro da Europa dos últimos anos.
Hoje não há nada que lhe chegue ao alto do tacão dos sapatos!
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««Uma coincidência estatística, como o Gillaume muito bem lhe explicou, não define uma relação de causa-efeito.»»
É óbvio que coincidência estatística não revela causa-efeito. Mas isso é irrelevante. O sistema de gestão de risco visa impedir falsos negativos, não visa impedir falsos positivos. Logo, mesmo que existam excepções (como os gays castos), isso não prejudica a recolha de sangue.
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««Castigar as pessoas, antes de elas cometerem qualquer pecado.»»
Ninguém é castigado. Dar sangue não é um direito. Ser excluído da lista dos dadores não é um castigo.
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Caro Levy:
Se ainda for a tempo posso esclarecer:
Os dados das organizações de saúde e estatísticas diversas (ver, p. ex wikipedia, OMS ou FDA) apontam para um valor provável de 5%, eventualmente, menos – 3%, embora algumas organizações gay falem de facto em 10% (valor “irresistível”para o nosso sensacionalista jornalismo).
Não creio que seja um valor tão elevado (a minha área clínica está ligada à sexologia há cerca de dez anos), mas mesmo assim, e para não me acusarem de parcialidade, foi precisamente esse o valor que considerei. Repare que neste caso apenas estão em causa os homossexuais masculinos, ou seja, cerca de metade da população homossexual, portanto 5% (uma vez que as lésbicas ficaram de fora) segundo as estimativas mais inflacionadas e pouco credíveis, mas que mesmo assim, repito, foram as que considerei. Isso quer dizer que muito provavelmente a incidência de HIV em homossexuais masculinos em Portugal será bem acima de 6,5 vezes (veja as estatísticas europeias e americanas).
Mas mesmo que fossem 10% de homossexuais masculinos, (valor que ninguém sugere, mas que você coloca como hipótese) a incidência ainda seria praticamente 4 x acima dos heterossexuais.
Um abraço
Fernando Costa
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O problema é que é mais seguro, simples e barato excluir todos os gays do que tentar identificar quais são os gays de baixo risco.
Explique por favor…
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44. ««Onde é que estão outros estudos estatísticos que possam afastar outro tipo de categorias como população citadina, baixa escolaridade ou de baixos rendimentos?»»
Como expliquei no post, só vale a pena fazer distinções dentro de uma população se o custo de recolha da informação não for demasiado elevado para o ganho que se obtém.”
Eu acho que é mais fácil investigar o nível de escolaridade, ou rendimentos, ou o local de residência, do que a orientação sexual… mas eu não sou cientista social liberal, como o JM, e por isso não tenho competência para analisar isso.
Impedir os homossexuais de darem sangue é uma coisa, como direi, um bocado parva, quanto mais não seja, porque é impraticável. E a mesma coisa que impedir liberais, ou trotskistas, de dar sangue. Levam cartão? Lantejoulas na cabeça? Façam analises, iso resolve-se com análises, como é é bvioo até para uma criança da escola primária.
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“O problema é que é mais seguro, simples e barato excluir todos os gays do que tentar identificar quais são os gays de baixo risco”
O JM, explique-nos, por favor, como se faz isso. Não se importa? O JM descobriu uma maquina de identificar gays? tipo aqueles porticos de segurança? Quando passa um gay, começaa tocar o In The Navy, dos Village People?
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Caro João M.
Espero que ambos estes casos tenham suas dádivas de sangue recusadas, porque (e concordo contigo neste ponto) o número de contactos sexuais por ano com parceiros distintos é provavelmente o factor que acarreta maior risco de contracção de doenças transmissíveis por via venérea.
Então não percebo porque raio os homossexuais são um grupo de risco, a menos que levem de facto uma vida de orgia com grande multplicidade de parceiros… (reparem que já corrigi o meu erro do post anterior, homossexual tem dois ‘esses’ -estou sempre a aprender, lá em França não tem dois ‘esses’-)
Conclusão, ou apresentam-me um modelo causal consistente que justifique o facto que a orientação sexual influencia a probabilidade de contrair uma doença venérea, com provas (ou estatísticas como lhes chamam), ou não aceito que discriminem um grupo que se define apenas pela sua orientação sexual.
Por enquanto, pelo que percebi, o modelo mais “inteligente” é o seguinte:
Os dados estatísticos mostram que determinada população no ano X apresentava uma percentagem n-vezes maior de doenças transmissíveis por via venérea e assume-se que é hermética, na medida em que não tem contacto sexual com membros de fora da população.
LOGO, qualquer indivíduo que tenha relações sexuais com esta determinada população apresenta um risco n-vezes maior de contrair tais doenças (e por definição faz parte dessa população), logo suas dádivas de sangue devem ser recusadas.
Esta lógica não falha, apenas que depende fundamentalmente da condição inicial seguinte: “mediu-se que a pop. gay naquele ano tinha muitos infectados”. Não se explica um mecanismo sistémico que tenha criado esta condição inicial. Ora isso releva um risco, porque não se percebe se esta condição é conjunctural ou estrutural. Isto é, será que por coincidência naquele ano, a população gay tinha mais infectados? Ou será que existe um mecanismo que perpetue esta condição?
Caso seja um factor conjunctural, então a pop. gay está estigmatizada e consequentemente discriminada. Eu não gosto disso.
Caso seja um factor estrutural, então qual é esse mecanismo que garante o perpétuamento (eu diria que é o sexo anal, é o mais lógico) e, já agora, que medidas os gays podem tomar para minimizar esse risco para sairem dessa condição de “leprosos”?
Estas são perguntas de pessoas cívicas e responsáveis, e próprias para órgãos responsáveis de tomadas de decisões que possam incidir na discriminação de parte da população. Se eles ao menos nos ouvissem…
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Irra que é asno!
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“O problema é que é mais seguro, simples e barato excluir todos os gays do que tentar identificar quais são os gays de baixo risco”
Este sim é um argumento imbecil! A política é a de tolerância zero com o comportamento de risco, é indiferente se foi 1 ou 1000x, houve risco, não há dádiva! E isto é feito com uma conversa, NÃO HÁ CUSTOS! E mesmo assim fazem-se SEMPRE análises, mesmo que a dadora seja a madre superiora do convento da esquina! E é assim que tem que ser. Sei que o João Miranda não é a pessoa mais esperta à face da terra, mas com algum esforço vai ver que chega lá, pense, pense, pense, não desista, somos todos precisos.
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Todo mundo sabe que a incidência de AIDS entre os gays é muito maior do que em outros grupos.
A decisão de recusar doações de sangue de homossexuais é justa e visa ao bem coletivo, ainda que vá contra os interesses do movimento gayzista, que tenta propagar uma imagem “saudável” do homossexualismo.
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Todo mundo sabe que a incidência de AIDS entre os gays é muito maior do que em outros grupos.
A decisão de recusar doações de sangue de homossexuais é justa e visa ao bem coletivo, ainda que vá contra os interesses do movimento gayzista, que se esforça propagar uma imagem “saudável” do homossexualismo.
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