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5,5 Milhões Não Chegam

5 Setembro, 2009
by

Já tinha sido a RAVE, a pagar uma vergonhosa campanha às opções do partido do governo na Alta Velocidade, agora é a Ciencia Viva a mostrar-nos que Portugal é um país de ciência. Passa na televisão, de vez em quando. Estão imparáveis.

37 comentários leave one →
  1. Clara França Martins's avatar
    Clara França Martins permalink
    5 Setembro, 2009 15:10

    Pode crer. Mas já agora apoveito para lhe dizer que não se separa o sujeito do predicado por uma vírgula (Já tinha sido a RAVE, a pagar”). ai ai ai precisa de fequentar as Novas Oportunidades!

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  2. Zeca's avatar
    Zeca permalink
    5 Setembro, 2009 15:10

    Quem diz a estes senhores que ainda não foram capazes de pôr o Alfa a andar decentemente, como ele podia fazer se dispusesse de uma linha com menos de 50 anos, nem de acabar com as vergonhosas passagens de nível sem guarda que continuam a matar inocentes distraídos? Ou de colocar a via férrea a transportar as mercadorias que transitam pelas nossas rodovias a custos muito mais altos, incluindo os ambientais? Ou isso não interessa aos patrões das obras?

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Setembro, 2009 15:17

    Essa história da Rave e da Refer, da distribuição em jornais e nas ruas das brochuras do TGV, da criação do site registado em meados de Agosto, o conteúdo das brochuras, etc, essa história toda em qualquer país civilizado teria dado monumental escândalo, demissões e processo crime. No Portugal da ditadura rosa e do sequestro dos média por uma economia controlada totalitariamente pelo Estado tentacular, nada acontece.

    Domain Name: OUVE-SEMUITACOISA.COM
    Registrant: ReferTelecom S.A.
    Creation Date: 13-aug-2009

    Nós andamos a pagar aos boys que fazem propaganda paga por nós a obras que nos vão arruinar.
    Este país existe mesmo ? Como é possível isto acontecer em Portugal ?

    Para quem não se recordar:

    O antigo director-geral de exploração da Rede Ferroviária Nacional (Refer) saiu em Junho de 2006 da empresa com uma indemnização de 210 mil euros e três meses depois foi contratado, como assessor, pela Rave, uma empresa do mesmo grupo responsável pelo desenvolvimento do comboio de alta velocidade, avança hoje o “Correio da Manhã”.

    Manuel Lopes Marques, ex-director-geral de exploração e conservação da Refer — empresa presidida por Luís Pardal —, saiu a seu pedido em Junho de 2006, recebendo uma indemnização correspondente aos 35 anos de trabalho na empresa pública. A situação foi confirmada ao jornal por Rui Reis, porta-voz da Refer.

    No último trimestre do ano passado, Manuel Lopes Marques foi contratado para assessor do conselho de administração da Rave (Rede Ferroviária de Alta Velocidade), que é presidida também por Luís Pardal, com um vencimento mensal de 5050 euros.

    Rui Reis considerou normal a transferência, referindo que Manuel Lopes Marques era o único técnico exterior à Rave que poderia dar uma assessoria técnica no projecto do TGV.

    O jornal acrescenta ainda que no último trimestre do ano passado vários consultores deixaram o projecto do comboio de alta velocidade, pelo que houve necessidade de criar uma assessoria técnica.

    A Rave registou um resultado negativo de 22 mil euros em 2005 (último ano de que existem dados), enquanto a Refer fechou o ano passado com prejuízos acima de 160 milhões de euros.”

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  4. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    5 Setembro, 2009 15:22

    Ó piedosas almas !!!!
    Como escreve a helenafmatos
    Porquê isto agora ?????
    Deixem tomar posse o novo governo

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Setembro, 2009 15:28

    já tinha sido a rave (que fique claro rave ), a rave a pagar…, agora é a ciência viva…
    Se não sabe ler sem lhe porem tudo à frente , deve ir também às novas oportunidades , D. Clara.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Setembro, 2009 15:44

    Clara França Martins, vai dar lições de Português à cáfila de boys xuxas que infestam estas caixas de comentários, esses, nem que voltassem à 1ªclasse, quanto mais na ficção das novas oportunidades.

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  7. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    5 Setembro, 2009 16:04

    Isto fica para a História de Portugal recente:

    “Eu, que tenho carteira profissional, digo-vos que António Balbino Caldeira foi o melhor jornalista desta legislatura.

    Quem escreveu isto? Um jornalista, Carlos Enes de seu nome.

    E ele escreve mais:

    “A comunicação social portuguesa, vista na sua generalidade, tornou-se conservadora, no pior sentido da palavra. Por isso, várias vezes, o povo surpreendeu em eleições a chamada “opinião pública” publicada.

    O jornalismo português, visto na sua generalidade, é manso. Na sua prática diária, institucionalizou-se. A maioria das notícias são pré-fabricadas. Toda a gente percebe que aquelas reportagens de dois minutos, em que um ministro ou um político da oposição dizem uma “novidade” qualquer fazem parte de uma construção contínua, passiva e artificial da realidade.

    As críticas, os filtros, as dúvidas, a desconstrução das encenações e até as pergutas desapareceram da maioria das “reportagens”. O confronto político, sem o qual nenhuma sociedade é verdadeiramente livre, com aquilo que lhe é servido todos os dias por peças informativas tão limpas como os anúncios publicitários, foi relegado para os “espaços de opinião”.

    E na opinião, o que é que temos? Maioritariamente, políticos sem verdadeira opinião, que apenas representam a opinião do momento – táctica, circunstancial, sem grandes exigências de coerência ou praticabilidade – do seu partido. E uma série de comentadores “engajados”, alguns deles postos a controlar jornais, que só não são mais perigosos dada a flagrante irrelevância e incapacidade para convencer alguém.

    A tribo dominante agarra-se pois à “objectividade”, um conceito absurdo, como critério único para o jornalismo. A palavra “verdade”, que dói mais, é em regra afastada dessas críticas.

    Claro que qualquer manual de jornalismo, para não invocar aqui séculos de filosofia, há muito não só abandonou como denunciou o perigo para a democracia desse conceito.

    O que é a objectividade? Será o Jornal da Uma da RTP, que acabei de ver? Uma hora e tal que reduziu o primo do Freeport a uma carta anónima? Que não tratou o caso do momento, nem para citar o PR? Que apresentou a ministra da Educação a falar duma coisa qualquer irrelevante, várias iniciativas e intervenções do PM sobre assuntos escolhidos por ele e duas peças sobre as opiniões de Mário Soares, o tal candidato que foi repudiado pelo povo nas presidenciais?

    De facto, todas as “reportagens” estavam certinhas e todos eles foram muito bem citados. Eis a objectividade.

    O agendamento de notícias, esse, não se discute. Que notícias são escolhidas, quais ficam de fora?

    Nos últimos anos, há um exmplo que me envergonha como jornalista. António Balbino Caldeira, cidadão de Alcobaça, sozinho, sem os meios ao dispor das redacções, investigou, publicou – foi processado e ganhou em tribunal – a história da licenciatura de JS. Todos os meios de comunicação ignoraram o assunto durante um ano, até se tornar insuportável.

    E que assuntos serão ignorados agora, todos os dias? Que perguntas ficam por fazer?”

    In https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6107154&postID=5535661867782258146&isPopup=true

    Desassombroso como um jornalista é humilde em reconhecer que o melhor jornalista nos últimos quatro anos foi um tipo que nem sequer se intitula jornalista, nem tal o pretende. O tal António Caldeira, odiado e processado pelo Pinócrates, mas que venceu todos os processos e humilhou o arrogante Primeiro-Ministro.

    Ora, poucos jornalistas em Portugal podem orgulhar-se de terem afrontado o poder, terem ido a Tribunal e terem ganho os respectivos processos. O últimos caso conhecido foi aquele jovem jornalista que foi processado por publicar as suas opiniões.

    Depois, hoje, ficamos a saber que um assessor do Pinócrates, candidato autárquico, é apoiado por dois jornais locais, comprados nos últimos meses, por um grupo político socialista local. Uma espécie de caciques brasileiros, que alguns pensavam só existir nas novelas brasileiras do interior, mas que ocorrem neste “país europeu e moderno”.

    Este poder socialista não olha a meios, não tem vergonha e orgulha-se de cultivar um determinado tipo de práxis política, típico das mafias. E comporta-se assim porque os seus adeptos acéfalos, que se comportam como meros hooligans da política, apoiam tudo o que “os donos do clube” fazem.

    Portugal está lixado. Está a regredir em termos económicos, sociais e políticos. Fruto, também, do tipo de jornalismo que o carlos Enes bem explicou nas páginas acima.

    Portugal está um chiqueiro.

    anti-comuna

    PM E a RTP, na descrição feita pelo jornalista, comprova a minha tese, escrita ontem à noite, que para enganar os papalvos, eles vão atirar-se à tal carta anónima, fechando os olhos ao eventual conteúdo dos mails trocados entre arguidos, combinando as forma de pagamento aos corruptos no activo. E fechando os olhos, não fazendo as respectivas perguntas, do porquê que nunca as autoridades investigaram o tal primo do Pinócrates, que pode encaixar no perfil, descrito na correspondência entre os arguidos.

    Jornalismo, passou a ser, pelos vistos, segundo o Director da TSF (uma enorme desilusão), acomodar-se ao poder, para não chatear… O povo? lolololol

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  8. Paulo Quintela's avatar
    5 Setembro, 2009 16:09

    Estou a preparar uma colectânea dos artigos deste blog. Se o PSD vencer as próximas eleições e se conseguir manter sem guerras internas e fizer a legislatura, surgirão então muitas ocasiões para confrontar os vossos textos de hoje (os temas são recorrentes ao longo do tempo) com acontecimentos similares de amanhã mas originados por outras coes que não o rosa.

    Aferiremos então da vossa honestidade intelectual.

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  9. Miguel vale de Almeida's avatar
    Miguel vale de Almeida permalink
    5 Setembro, 2009 16:11

    Por uma boa causa tudo é justificável

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  10. Marafado de Buliquei-me's avatar
    Marafado de Buliquei-me permalink
    5 Setembro, 2009 16:43

    Esta campanha eleitoral, tá memo bué da boa !!

    A reacçon, ( topa-se à légua ) tá a dar tudo por tudo…!

    Atão, agora , já nem se fala da boca Guedes… ? Huuuuummm !
    Uma moçoila tão séria, ( quando não se ria ) e já passou de moda ?

    Então agora , já questionamos por causa da porra duma vírgula ?
    Já ninguém dá bola prás vígulas….. isso é prós BB, Saramagos e aquele gajo que fala muito da democracia e que é do PSD… como é que o gajo se chama ? … Porra … !

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    5 Setembro, 2009 16:45

    Em cada esquerdalho há um Stasi à espreita.

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  12. Paulo Nunes's avatar
    Paulo Nunes permalink
    5 Setembro, 2009 16:49

    #7 Paulo Quintela

    Já agora, e se quiser fazer um trabalho sério e não parcial, junte este à sua colecção

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  13. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    5 Setembro, 2009 17:02

    O final de um tempo político como este a que assistimos é, quase sempre, penoso.
    Entre a tragédia e a comédia o patético se sobrepõe a quase tudo.
    O Socratismo terminou há muito: falta, tão-só, passar a certidão de óbito.
    Data prevista para o efeito: 27 de Setembro de 2009.

    Viva Portugal!

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  14. maria's avatar
    maria permalink
    5 Setembro, 2009 17:02

    7, junte mais este à sua colecção:

    Onde José Sócrates diz e muito bem:

    “Os portugueses não podem confiar num primeiro-ministro que uma vez diz umas coisas e outra vez diz outras.”

    “A primeira regra do debate político é não dizer mentiras”

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  15. Piscoiso's avatar
    5 Setembro, 2009 17:56

    Informo os blasfemos que a fotografia do nick “piscoisa” tem uma utilização ilegal.

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  16. Desconhecida's avatar
    TricI permalink
    5 Setembro, 2009 18:17

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  17. Desconhecida's avatar
    TricII permalink
    5 Setembro, 2009 18:17

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  18. Desconhecida's avatar
    TricIII permalink
    5 Setembro, 2009 18:21

    (…)A situação em Espanha é realmente má. O número de novos desempregados em Julho foi de 85 mil e, neste momento, existem já mais de 3,5 milhões de pessoas sem trabalho. Pior, cerca de 700 mil dos que não têm emprego encontram-se numa situação especialmente precária sem acesso a subsídios de qualquer espécie. Por isso, é que o Governo de Zapatero se apressou, nos últimos dias, em aprovar uma lei que atribuirá a estes desempregados um cheque de 420 euros por mês durante seis meses. Estava previsto que a medida fosse direccionada apenas aos que tinham perdido o emprego após 1 de Agosto, mas à última hora foi alargada, retroactivamente, para o dia 1 de Janeiro. O problema é que muitos dos que perderam o emprego antes de Janeiro, mantêm-se no desemprego, levando, por conseguinte, à discussão da bondade associada aos seis meses de validade do novo subsídio.

    Entretanto, esta nova medida social, num país cujo défice orçamental aproxima aos 10%, terá como consequência a redução da dotação financeira de outros ministérios e o aumento dos impostos. Ora, quanto aos ministérios cujos orçamentos serão reduzidos já está decidido: Interior, Indústria, Habitação, Justiça e Administração Pública. Os cortes irão totalizar 15 mil milhões de euros. E quanto ao aumento de impostos, também já está decidido: as tributações sobre património serão revistas em alta.

    Moral da história, a Espanha entrou numa espiral muito negativa da qual será difícil saír. Por um lado, o sistema de incentivos criado pelo Governo dificilmente promoverá o emprego. Por outro lado, existe um risco sério de, à custa de todas as cedências e medidas sociais, drenar o resto do país. Enfim, este (des)governo de Zapatero cairá em breve.

    http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/09/incapaz.html

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  19. Desconhecida's avatar
    TricIV permalink
    5 Setembro, 2009 18:22

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  20. bulimundo's avatar
    5 Setembro, 2009 18:24

    Your Mind is Controlled…..


    O Incrível é o discurso de Peter Finch ser de 1976..mas dito hoje era só acrescentar a net e os telemóveis….

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  21. bulimundo's avatar
    5 Setembro, 2009 18:43

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  22. bulimundo's avatar
    5 Setembro, 2009 18:43


    No comments…

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  23. bulimundo's avatar
    5 Setembro, 2009 18:44

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  24. Campos Alves's avatar
    5 Setembro, 2009 19:13

    7, Paulo Quintela

    Veremos, então, esses arquivos. Já a “saudosa” PIDE/DGS cultivava a pecha. Foi aí que aprendeu a técnica?

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  25. Piscoiso's avatar
    Piscoiso permalink
    5 Setembro, 2009 19:16

    Desde que o meu amado líder fez uma burrice destas que ando assim.

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  26. noimo's avatar
    5 Setembro, 2009 21:16

    «Em ensaio de apuro o sr. Sócrates faz oposição ao governo. É ouvi-lo prometer para os próximos anos, se tivermos paciência infinita, convictos e infindáveis projectos, maquetes e reformas aos paroquiantes, verdadeiramente assunto de bengalada contra o inepto governo que temos. É comovente a sua labuta por exigir medidas sociais, e curiosos planos na saúde, na justiça e educação, contra a insensível governação destes quatro anos de terror financeiro e de cárcere político. O governo que se cuide, pois não há lacaio, comediante, simplexe ou contra-regra que congregue a boa vontade. Aquilo é que é talento!»
    http://www.almocrevedaspetas.blogspot.com/search/label/Ferias

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  27. Anti-liberal's avatar
    Anti-liberal permalink
    5 Setembro, 2009 21:17

    #13
    maria disse
    5 Setembro, 2009 às 5:02 pm
    .

    «“Os portugueses não podem confiar num primeiro-ministro que uma vez diz umas coisas e outra vez diz outras.”
    “A primeira regra do debate político é não dizer mentiras”»

    Maria,
    Ora são precisamente estes dos piores defeitos do Pinócrates. Porém, não podemos esquecer que ele tem piores e bem piores… Por exemplo, ser ladrão e corrupto!

    Nuno

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  28. gigi's avatar
    5 Setembro, 2009 21:27

    “A primeira regra do debate político é não dizer mentiras”

    O ME e a Avaliação do Desempenho Docente: Má-Fé, Brejeirice e Mentira Pública!

    O ME e o Governo que o tutela insistem em veicular para a opinião pública a falsa ideia
    de que em Portugal, antes da “geração Sócrates”, os professores não estavam sujeitos
    legalmente à avaliação do seu desempenho profissional.

    Com efeito, muitas têm sido as inoportunas ocasiões em que, publicamente, a ministra da
    educação e até mesmo o primeiro ministro, têm ardilosa e falsamente invocado, em seu
    benefício, aquele argumento.

    Perguntemo-nos: É ou não verdade que os docentes portugueses não eram (não são) avaliados?

    Resposta possível número 1: SIM, os professores em Portugal são avaliados!

    Na óptica oficial da União Europeia e dos governos que em Portugal antecederam o do
    amnésico Governo do Engº Sócrates, no sistema educativo nacional vigorava um sistema de
    avaliação do desempenho docente, fazendo-se Portugal integrar no restrito grupo de países
    europeus em cujo sistema educativo se reconhecia oficialmente a existência e
    funcionamento de um efectivo sistema de avaliação dos seus professores.

    Perguntar-se-á como é que isto se prova(?). É fácil, basta consultar a base de dados
    oficial da UE (Eurydice) e verificar-se-á que nela se reconhece o óbvio: em Portugal, ao
    contrário de muitos outros países europeus, os professores eram efectivamente avaliados!
    (crf:
    http://www.eurydice.org/portal/page/portal/Eurydice/EuryPage?country=PT〈=PT&fragment=248
    ).

    Eu sei que a Ministra MLR sabe disto e também sei que ela simula não o saber. Logo, das
    duas uma, ou ela assume publicamente a sua indecorosa mentira ou…

    …ou então a ministra não é nem portuguesa nem europeia mas, quiçá, chilena.

    É claro que este facto não a desculpabiliza de tanta insensatez e malfeitoria, mas num
    País “democrático e moderno” como o nosso(?) esta reiterada brejeirice e mentira
    políticas deveria conduzir natural e necessariamente à sua demissão. (Obs.: A este
    propósito recordo-me do episódio triste do ex-ministro do ambiente António Borrego, o
    qual, por publicamente, algures no interior do norte de Portugal, ter contado uma anedota
    de mau gosto, foi de imediato demitido por Cavaco Silva… Imaginem o que não teria já
    acontecido a Maria de Lurdes Rodrigues se o decoro democrático e a decência política
    fossem outros no Governo do Engº Sócrates);

    Resposta Possível nº2: Para a União Europeia, o governo nacional diz que “sim, está
    instituído em Portugal um sistema de avaliação do desempenho dos docentes”; para os
    portugueses, o mesmo governo, diz que “não”. Conclusão: “NIM!”

    Resposta e conclusão finais:

    Os sindicatos dos professores devem exigir ao governo da nação que este preste
    institucionalmente contas da sua pública, declarada e repetida MENTIRA, porquanto, tal
    como a UE está oficialmente informada, existe em Portugal um real e oficial modelo de
    avaliação do desempenho dos docentes. (Obs: Eu sei que é politicamente correcto e vulgar
    mentir aos órgãos institucionais da União Europeia, coisa que o ME faz reiterada e
    abusivamente com as medidas por si tomadas tendentes a mascarar as estatísticas do
    abandono e do insucesso escolares, mas, convenhamos, que fazê-lo tão descarada e
    displicentemente aos portugueses e aos professores, já ultrapassa a garantia ética
    minimamente exigida para que possamos continuar a ser cidadãos, não tanto da Europa, mas,
    ainda assim, do tal Portugal “democrático e moderno”);

    Face ao exposto (comprovada que está a descarada mentira do governo da nação), entendo
    que os sindicatos dos professores estão legitimados para exigir:

    a) Que o ME proceda à avaliação do modelo de avaliação do desempenho docente que vigorava
    em Portugal antes do seu desvario legislativo e, reposta a verdade, disso informe as
    instâncias supra-nacionais da UE;

    b) Que se proceda à sua reformulação tendo por referência quer os resultados da avaliação
    referidos anteriormente quer os modelos de avaliação do desempenho docente em vigor na
    União Europeia, o que, a ocorrer, talvez conduza o ME à brilhante conclusão de que nos
    países mais evoluídos, “democráticos e modernos” da União Europeia, ou não existe
    qualquer modelo de avaliação do desempenho docente formalmente institucionalizado ou,
    como maioritariamente acontece, este faz-se depender dos resultados da avaliação
    institucional (interna e externa) das escolas;

    c) Que encarecidamente façam requerer ao Engº Sócrates e à sua ministra da educação um
    pouco mais de decoro político e de respeito cívico e institucional para com os
    professores e para com os portugueses.

    Fernando Cortes Leal

    14 de Abril de 2008

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  29. gigi's avatar
    5 Setembro, 2009 21:31

    “A primeira regra do debate político é não dizer mentiras”!

    Jorge Pedreira confessa que a treta da avaliação dos professores não tem como objectivo a melhoria da qualidade do ensino, mas apenas a contenção salarial dos profs

    Jorge Pedreira desvenda mistério da avaliação dos professores.

    Jorge Pedreira admitiu, hoje, o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado, essa “avaliação” apenas visa contribuir para a redução do défice público.

    O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
    No fórum da ‘TSF’ da manhã de hoje, Pedreira justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
    Pedreira confessou o politicamente inconfessável: ‘*Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais*’ (sic).

    Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.

    Nesta matéria, Pedreira foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *;
    o resto – a qualidade das escolas e do desempenho dos professores – é simplesmente tanga.

    Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*;
    Percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
    Percebe-se a ministra do Pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe.
    A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
    Agradece-se à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro, até é engenheiro), por finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
    *A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para combater o défice público (!).

    Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
    http://www.joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/271145.html

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  30. gigi's avatar
    5 Setembro, 2009 21:35

    “A primeira regra do debate político é não dizer mentiras”!

    Exemplo de esquemas: os bancos não pagam 25% de IRC; através de
    benefícios arranjados pelo governo pagam cerca de 12%

    Em 2005, segundo o Banco de Portugal, os bancos que constituíam 87% do
    sector bancário português obtiveram lucros que atingiram 2.987 milhões
    de euros. No entanto, 1.525 milhões de euros, ou seja, mais de metade
    não pagou imposto ao Estado. E isto sucedeu porque a banca conseguiu
    deduzir aos Lucros Totais obtidos o valor de 1.525 milhões de euros,
    nomeadamente de benefícios fiscais e a prejuízos das empresas do
    grupo. ……

    No período compreendido entre 2004 e 2007, ou seja, em apenas 4 anos,
    a banca arrecadou em Portugal 13.537 milhões de euros de lucros, tendo
    pago de imposto (IRC + derrama) apenas 2.115 milhões de euros, o que
    corresponde a uma taxa efectiva de imposto de apenas 15,6%, ou seja,
    uma taxa muito inferior à legal, que é paga pelas outras empresas, que
    é actualmente 25% de IRC e 1,5% de derrama

    Agora digam lá se o que roubaram aos professores não foi para o
    orçamento do estado??

    De acordo com dados divulgados pela própria Associação Portuguesa de
    Bancos, em 2006, a banca portuguesa obteve 2.800 milhões de lucros e
    pagou apenas 544 milhões de impostos e taxas, o que correspondeu a uma
    percentagem de 19%. Em 2007, apesar de ter obtido mais lucros, pois
    passaram, entre 2006 e 2007, de 2.800 milhões de euros para 2.847
    milhões de euros, o imposto pago desceu -28,7% pois passou de 544
    milhões de euros para apenas 388 milhões de euros, o que significou
    que, em 2007, a percentagem paga fosse apenas de 14%. Se a banca
    tivesse pago as taxas legais, ou seja, aquelas que têm de pagar
    nomeadamente as PME, o Estado teria recebido, em 2006 e 2007, mais 621
    milhões de euros de IRC e derrama do que recebeu.

    Portanto, os elevadíssimos lucros da banca continuam a serem
    financiados à custa do Orçamento do Estado apesar das promessas do
    ministro das Finanças e do 1º ministro. Também aqui Sócrates diz uma
    coisa e faz outra, já o que está em jogo são os interesses dos grandes
    grupos económicos que este governo está cada vez mais refém e apoia à
    custa do OE.

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  31. gigi's avatar
    5 Setembro, 2009 21:37

    “Paz com professores vai sair muito cara ao país”, Maria de Lurdes Rodrigues, hoje no DE.

    E a guerra aos professores e às escolas, quanto custou?

    A pagar por quantas gerações?

    http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/2996973.html

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  32. Anónimo's avatar
    5 Setembro, 2009 21:50

    115.Factos são factos disse
    3 Setembro, 2009 às 2:06 am

    (…) não assiste qualquer razão na defesa que faz dos grandes investimentos
    públicos, pelas razões que vou enunciar.

    Crescimento da Dívida Externa Liquida de Portugal (Passivo – Activo) durante o governo
    Sócrates
    ANO PIB (milh.€) Dív. Líq. Externa Portugal (milh. €) Dív. Ext. Líquida (% PIB)
    2004 144.128 92.205,3 64,0%
    2005 149.123 104.681,4 70,2%
    2006 155.446 125.833,5 80,9%
    2007 163.190 148.974,4 91,3%
    2008 166.197 161.531,1 97,2%
    2009 163.736 164.689,1 100,6%
    Nota: Os dados da dívida externa relativos a 2009 são apenas reportados até Março de 2009.

    Assim, entre 2004 e 2009, o valor do PIB de Portugal cresceu, em valores nominais, ou
    seja, sem entrar com o efeito da subida de preços, 13,6%, enquanto a dívida externa
    liquida portuguesa aumentou 78,6%. Em milhões de euros, o PIB cresceu 19.608 milhões €,
    enquanto a dívida aumentou 72.484 milhões de euros, ou seja, 3,7 vezes mais. Como
    consequência, entre 2004 e 2009, a dívida externa líquida do Pais passou de 64% do PIB
    para 100,6% do PIB. É um crescimento sem dúvida insustentável.

    MAS O PROBLEMA DA DÍVIDA EXTERNA É AINDA MAIS GRAVE, POIS FALA-SE SEMPRE DA DÍVIDA
    LÍQUIDA E NÃO DA DÍVIDA TOTAL BRUTA QUE É MUITO MAIS ELEVADA

    Os dados anteriores sobre a dívida, que são aqueles habitualmente referidos e normalmente
    divulgados pelos media, enganam porque não correspondem à totalidade da dívida do País.
    Aqueles dados referem-se apenas à Dívida Liquida Externa, que se obtém deduzindo à Dívida
    Externa Bruta, ou seja, a totalidade daquilo que o País efectivamente deve ao estrangeiro
    (o chamado PASSIVO do País) aquilo que ele tem a haver do estrangeiro (o chamado Activo).
    No entanto, o que o País efectivamente deve ao estrangeiro é a dívida externa bruta, e é
    ela que tem de ser paga, e é sobre ela que se tem de pagar juros e dividendos. O quadro
    seguinte, construído também com dados divulgados pelo Banco de Portugal, mostra com
    clareza a dimensão dessa dívida total efectiva.

    Valor da dívida bruta total efectiva de Portugal

    Ano Dív. Bruta Externa Portugal ou Passivo (milh. €)
    2006 402.857,4
    2007 444.137,7
    2008 444.117,9
    2009 (só até Março) 451.520,4

    Percebe agora porque é que não se pode continuar com esta política suicida de enveredar
    por megalómanos investimentos públicos? Já atentou para o facto de que a ser seguida a
    política que você defende, o país cairá na bancarrota?
    In,
    http://www.blasfemias.net/2009/09/02/socrates-vs-portas/#comments

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  33. Gonçalo Marques's avatar
    5 Setembro, 2009 22:18

    Uns sofrem de diarreia (ou de “desinteria”), outros sofrem de sofreguidão eleitoral …

    Cura-se com algum esforço

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  34. José Manuel Santos Ferreira's avatar
    José Manuel Santos Ferreira permalink
    5 Setembro, 2009 22:22

    Porra
    Olha se estes perdigueiros do blasfémias escevessem todos no Correio da Manha (de manhosos)

    Era cada título ……

    Houve um que escreveu no Diário de Notícias mas foi corrido, eram só basófias

    Outro escreve AINDA no Correio da Manha (de manhosos) mas está a ser ponderada a sua contribuição

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  35. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    6 Setembro, 2009 00:42

    nos 5,5 milhões estão contabilizados os nomeados políticos que preparam/andam em campanha a receber do contribuinte? ou meteram licença sem vencimento?

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  36. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    6 Setembro, 2009 09:05

    .
    SOCIALISTAS revoltam-se contra imposição de impostos socialistas em Espanha (até parece que são eles que estão em periodo eleitoral …. por ca ‘no pasa nada’)
    .
    Donde dije digo… digo impuesto
    El Gobierno da bandazos en su política económica mientras la recesión se alarga frente a Europa
    http://www.elpais.com/articulo/semana/dije/digo/digo/impuesto/elpepueconeg/20090906elpneglse_2/Tes
    .
    Rajoy dice que la clase media es la que paga ‘los disparates’ de Zapatero
    http://www.elmundo.es/elmundo/2009/09/05/espana/1252167576.html
    .
    Interessante ir acompanhando para perceber muita coisa.
    .

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  37. nimo's avatar
    6 Setembro, 2009 14:16

    Uma Forma Encoberta De…

    Se tecnicamente é verdade que tudo pode depender do próximo Governo, também não é menos verdade que nesta matéria e no actual contexto os responsáveis pelo PTE deveriam abster-se de fazer declarações.

    “Novos Magalhães dependentes de quem ganhar as eleições
    Nuno vai para o 1.º ano e já perguntou aos pais quando é que vai receber o Magalhães, igual ao das primas. Também Daniela, 12 anos, que começa as aulas no 5.º ano, já na próxima quinta-feira, planeou uma ida à secretaria da escola para saber se se pode candidatar ao programa e-escola. À partida, as escolas não terão resposta para dar aos alunos e pais porque o Plano Tecnológico da Educação também ainda não sabe qual é o futuro destes programas.
    A manutenção dos programas e-escolinhas e e-escola, que permitem aos alunos comprar um computador com ligação à Internet – o famoso Magalhães para os estudantes do 1.º ciclo e os portáteis para os restantes, do 2.º ciclo ao secundário -, está dependente dos resultados das eleições legislativas e de quem será o novo Governo, diz fonte do Plano Tecnológico da Educação (PTE). “Não nos vamos pronunciar sobre isso.””

    Esta fonte – é estranho falar, mas não assumir que o faz – sabe perfeitamente que as críticas feitas ao programa de distribuição dos Magalhães se centra na sua deficiente preparação ao nível da formação, do questionamento do seu modo de financiamento e mesmo da qualidade de alguns programas incluídos.

    Por isso, este tipo de declarações mais não passa do que uma forma encoberta de dar a entender que sem os actuais mandantes no poder poderão não existir Magalhães para as criancinhas este ano.

    Ora se o ano lectivo já começou, será que os responsáveis pelo PTE não estão a fazer nada?

    Não me parece. Pois as instruções chegadas às escolas e agrupamentos sobre muitas matérias são frequentes, pelo que isto não passa de uma enorme treta de conversa com objectivos políticos disfarçados do tipo vejam lá, amadas famílias, se não forem estes, não há tostadeiras azuis para as meninas e os meninos.
    http://www.educar.wordpress.com/2009/09/06/uma-forma-encoberta-de/

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