«Maturação»
Para quem entrou no PCP no ano em que a União Soviética invadiu a Checoslováquia, é no mínimo curioso que se insurja, passados 40 anos de militância contra o facto de aquele partido «ainda não condenou a invasão da Checoslováquia» ou ainda dê apoio ao «golpe militar da Polónia que levou Jaruzelsky ao poder, à invasão do Afeganistão pelas tropas da URSS», acontecimentos estes que ocorreram quando ele tinha «apenas» 10 anos de militância. Nas últimas três décadas de militância, certamente «reflectiu profundamente»…..enquanto ia dando a cara pelo partido. Mas, finalmente, terá concluido que não era ali o seu lugar. Sem sombra de dúvida, um homem paciente e que amadurece, bem para além do limite humano, as suas decisões. É certo que a «gota de água» terá sido bem comezinha, como seja não o terem convidado a renovar a sua candidatura à Assembleia Municipal do Alandroal. Mas prontos, cada um é como é.
Recordei-me daquelas histórias que se contavam de soldados japoneses que viveram anos e anos nas florestas tropicais da Birmânia ou da Indonésia e que sempre julgaram que se estava ainda em guerra, e que o pouco que lhes chegava do mundo exterior não passaria de propaganda inimiga. A diferença será que nunca os militantes do pc tiveram falta de informação, não podendo pretender estar a sair de uma qualquer floresta tropical dizendo que, apesar de tudo, sempre discordaram da estratégia do General Tojo.

Tem sido sempre assim. Nada de novo neste abandono, portanto.
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Bela defesa do PCP. Quem errou foi, portanto, quem saiu.
Na sua cegueira nem se apercebe que esses argumentos só colhem se o leitor estiver imbuído do espírito superiormente dotado de um Avelino Torres.
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é a receita, quando não faz das listas, ao fim da 40 anos, bate a porta.
Faz lembrar uma figura, por não fazer da lista do Porto, nao renovou o mandato, começou a dizer que a carrupção campeia,
Ai ai
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Pois é, não lhe deram o tacho… Chatice!…
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Essa, faz-me lembrar a anedota do “gajo” que dá um arraial de porrada a um judeu e ao ser questionado por um transeunte que lhe pergunta porque bate no Judeu, respondeu:
– É que os judeus mataram Nosso Senhor Jesus Cristo
Resposta:
– Mas isso foi há mais de 2 000 anos homem !
-Pois, respondeu e agressor, mas eu só tomei conhecimento ontem. !
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Quais ideais, qual carapuça!… O gajo, afinal, estava era a cobiçar o tacho.
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Ai Ai a ofensa final ao General Tojo, ser confundido com um Almirante. hehehe!
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Ó Paulo Quintela #2
Você é que tem de ir ao oftalmologista. Isso deve ser das cataratas…
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lucklucky (7)
Thanks, corrigido
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Estou me cagando para a Checoslováquia.
Pior do que essa invasão, foi invasão dos socretinos no aparelho do Estado Português.
Isso é que me interessa!
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Excelente Post!
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A carta de Domingos Lopes
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Quando não se pode trazê-los para Guantanamo:
“Saleh Ali Saleh Nabhan is believed dead following a raid conducted by U.S. Navy Seals in four helicopters (including at least two AH-6s)[11] on Monday September 14, 2009. Nabhan was driving south of the capital Mogadishu near Baraawe in a two vehicle convoy when it was attacked.[12] The raid, code-named Operation Celestial Balance,[11] took place around 1:00 pm local time, with the helicopters arriving from a ship offshore, firing on the vehicles, and landing briefly to take bodies.[13] President Barack Obama is reported to have signed an “Execute Order” for Nabhan ten days before the attack was launched.[11]”
http://en.wikipedia.org/wiki/Saleh_Ali_Saleh_Nabhan
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Diga-me,
qual é o limite de tempo admissível, para que uma pessoa possa mudar de opinião?
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E já agora, qual é o limite de tempo admissível, durante o qual, uma pessoa não pode mudar de opinião?
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Lucklucky!
Não seria ofensa, pelo contrário. (refiro-me ao Gen. Tojo)
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Gabriel:
– o Domingos Lopes nunca “deu a cara” pelo partido. Mostra-me uma ocasião em que tenha “dado a cara” pelo partido, sff. O Domingos Lopes “dava a cara” pelo Fórum Social Português ou a ATTAC;
– não é verdade que ele tenha saído por não lhe terem oferecido a presidência da Assembleia Municipal do Alandroal. A verdade é que ele nunca a recusou. Ficou à espera se lha ofereciam ou não. Ninguém falou com ele, mas o PCP tornou público que ele a havia recusado. Lê bem a carta sff.
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Por todo o lado os há assim.
E entre nós, dos partidos democráticos, não faltam seres vendidos, vulgo também ditos tachistas, que fora do emprego nas autarquias, na assembleia nacional da república, como dos governos ou da santa madre igreja, mandaria às urtigas credos e mais ideologias. Como ora uns pobres licenciados, que se devotam ao serviço militar e dão tudo por uma, duas missões, ou três, no Afganistão, já este ano, a mando do grande líder, que deus leve, breve, para algum instituto ou banco dos que ele privilegiou com a taxa reduzida de 13% e 15% apenas de IRC.
Pois tudo está sujeito ao mero cifrão, desde a fé cristã às ideologias em busca de emprego e do pão.
E só não diremos mercenários os pobres portugueses que, fartos do grande líder e famílias do grande centrão, se fazem ainda à França, à Suíça e Alemanha, etc., ao preço de nem pôrem na urna o seu voto, como queriam, por lá arranjarem a vida, longe destes satisfeitos compadres gastadores compulsivos de milhões.
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De mais, quantas checoslováquias, entretanto, já se invadiu, depois daquela, senhores, se a maior de todas foi o Iraque, logo o Afganistão, como ainda agora a Palestina por mais de uns 500 colonatos plantados na sua terra sagrada?
Somos vesgos, ó Domingos, cum catano, carago, quando não lemos, não ouvimos nem vemos além do próprio nariz.
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# 19
Não vale a pena mostrar o caminho aos burros que só olham a direito…
Se for o Hitler a fazer, está bem.
Se for o Estaline a fazer, está mal.
Ora porra prá moralidade !
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O comunismo (PCP+BE) poderá vir a ter um resultado histórico em Portugal, nestas eleições. Muitos dos que votam no comunismo, dizem que já estão fartos de ver “sempre os mesmos” a governar, numa clara menção ao PS, PSD e CDS.
É bom lembrar que o PCP – que nos dias de hoje se subdivide em PCP e BE – já formou três governos provisórios no período entre o 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975. Para os mais esquecidos ou não nascidos, covém lembrar um pouco da história.
1974
9 DE JUNHO
São estabelecidas as relações diplomáticas de Portugal com a União Soviética e com a Jugoslávia.
8 DE JULHO
O Conselho dos CEMFA cria o Comando Operacional do Continente (COPCON). A força militar de elite COPCON com 5.000 homens e liderada pelo Major Otelo Saraiva de Carvalho, actua como polícia política.
18 DE JULHO
Tomada de posse do II Governo Provisório, presidido por Vasco Gonçalves.
20 DE AGOSTO
O primeiro comício do CDS tem lugar em Vila Nova de Famalicão.
25 DE AGOSTO
Tentativa falhada do MFA em acabar com a greve dos trabalhadores da TAP com a intervenção do COPCON.
27 DE AGOSTO
Promulgação da chamada “lei da greve” que regula o exercício do direito à greve e ao lock-out.
SETEMBRO
O Ministério da Administração Interna emite um comunicado em que proíbe a manifestação pretendida pelos trabalhadores da Lisnave para o dia 12 de Setembro, dando como justificações as seguintes: “[…] ela diz respeito a um grupo reduzido do pessoal, afasta-se do uso correcto das liberdades cívicas e da disciplina social e é lesiva da economia nacional e do direito de reunião.” É considerada, portanto, ilegal, na medida em que não obedece aos requisitos exigidos pela lei sobre manifestações.
11 de SETEMBRO
Uma vez informado da criação da comissão organizadora da manifestação da “Maioria Silenciosa”, o general Spínola faz um segundo apelo na televisão para que “a maioria silenciosa do povo português reaja contra o comunismo”.
12 DE SETEMBRO
Com a intervenção do COPCON, o MFA tenta anular a greve dos trabalhadores da Lisnave a 28 de Setembro.
13 DE SETEMBRO
São publicados diplomas pelos quais se procede respectivamente à nacionalização dos Bancos Emissores: Banco de Angola, do Banco Nacional Ultramarino e do Banco de Portugal.
O PL começa a enviar circulares convocando para a “Manifestação Nacional” de 28 de Setembro. Também o PNP promove a reorganização de ex-legionários “para recomeçar a luta interrompida em 25 de Abril”.
18 de SETEMBRO
Na madrugada de 18 para 19 são colados cartazes nas principais artérias de Lisboa, convidando para uma manifestação de apoio ao Presidente da República.
25 de SETEMBRO
É anunciada para o dia 28 a realização de uma manifestação da “Maioria Silenciosa” de apoio ao Presidente da República.
27 de SETEMBRO
Os partidos de esquerda tomam posição contra a manifestação da “Maioria Silenciosa”.
29 de SETEMBRO
São erguidas barricadas nas principais estradas do país.
30 DE SETEMBRO
António de Spínola renuncia ao cargo de Presidente da República.
1 DE OUTUBRO
Tomada de posse do III Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
4 DE NOVEMBRO
Grupos de militantes de extrema-esquerda tentam impedir a realização de um comício do CDS em Lisboa. A Sede do CDS, partido da direita, em Lisboa é destruída por activistas da extrema-esquerda.
1975
7 DE JANEIRO
Salgado Zenha assina um artigo no Diário de Notícias intitulado “Unidade Sindical ou Medo da Liberdade?”, em que considera inconstitucional a unicidade sindical.
14 DE JANEIRO
Manifestação promovida pela Intersindical, PCP, MDP/CDE e diversos agrupamentos de esquerda a favor da unicidade sindical.
16 DE JANEIRO
Comício do PS, no Pavilhão dos Desportos, contra a unicidade sindical, durante o qual o PCP é acusado de querer impor o seu domínio sobre o movimento sindical e suprimir as liberdades públicas.
21 DE JANEIRO
O III Governo Provisório aprova o diploma que consagra a unicidade sindical.
25 DE JANEIRO
Congresso do Partido do CDS no Porto atacado por activistas da extrema esquerda – Confrontação entre o COPCON e a GNR.
8 DE MARÇO
Congresso do Partido Popular Democrático – PPD em Setúbal – confrontos com extremistas da esquerda provocaram um morto e trinta feridos.
9 DE MARÇO
Por todo o país circulam boatos de que o PCP, aliado a outras forças de esquerda e de extrema-esquerda, prepara uma “matança da Páscoa”.
14 de Março
Decretam-se as nacionalizações da banca e dos seguros.
26 DE MARÇO
Tomada de posse do IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
31 DE MARÇO
Ocorrem as primeiras ocupações de terras no Alentejo e em algumas zonas do Ribatejo.
8 DE ABRIL
Conferência de Imprensa de Vasco Gonçalves na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa: Vasco Gonçalves refere, a propósito das eleições previstas para o dia 25 de Abril de 1975: “não podemos perder por via eleitoral aquilo que tanto tem custado a ganhar ao povo português”.
16 DE ABRIL
Nacionalização da Siderurgia Nacional e das várias sociedades exploradoras do serviço público de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica.
23 DE ABRIL
Agricultores da esquerda ocupam a Herdade da Torre Bela, a maior propriedade rural em Portugal (1975-1978)
24 DE ABRIL
A JOC responde à Rádio Vaticano: os cristãos devem comprometer-se em organizações revolucionárias.
25 DE ABRIL
Realizam-se as eleições para a Assembleia Constituinte. Com uma participação eleitoral excepcional e sem incidentes de maior, estas eleições dão ao PS-38%; PPD-26,5%; PCP-12,5%; CDS-7,6%; UDP-0,79% e MDP-4,l2%.
14 DE MAIO
Nacionalizados os sectores dos cimentos, celulose e tabacos.
17 DE MAIO
Vasco Gonçalves visita a SOREFAME: “só há duas posições, ou estamos na revolução ou estamos contra a revolução.(…) Não há meio caminho nesta tarefa em que nos metemos e que põe a nossa própria vida, o nosso futuro em jogo”.
27 DE MAIO
Ocupação dos estúdios da Rádio Renascença e do emissor da Buraca por elementos de extrema-esquerda.
29 DE MAIO
Impedidos de entrar nas instalações, os jornalistas e outros trabalhadores iniciam a publicação do Jornal do Caso República.
JUNHO
Durante o mês de Junho prosseguiu a política de nacionalizações, abrangendo o Metropolitano de Lisboa, a Empresa Geral de Transportes e 54 empresas de transportes de passageiros e mercadorias.
7 DE JUNHO
Álvaro Cunhal declara em entrevista ao jornal italiano Europeo: “Asseguro-lhe que em Portugal não haverá qualquer Parlamento.”
3 DE JULHO
Todos os serviços de informação passam pelo controlo do Conselho da Revolução – COPCON controla todos os registos de chamadas.
8 DE AGOSTO
Tomada de posse do V Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves, composto por elementos do PCP, MDP/CDE, independentes e militares.
19 DE SETEMBRO
Tomada de posse do VI Governo Provisório, constituído por militares, independentes e representantes do PS, PPD e PCP, e chefiado pelo vice-almirante Pinheiro de Azevedo.
7 DE OUTUBRO
Ocupação por forças da extrema-esquerda do Regimento de Artilharia da Serra do Pilar (RASP), no Porto.
9 DE OUTUBRO
Documento do PCP denuncia “viragem à direita do Governo”.
PS, PPD e CDS acusam o PCP de controlar de forma totalitária os principais órgãos de informação.
21 DE OUTUBRO
A Rádio Renascença é reocupada por elementos de extrema-esquerda.
7 DE NOVEMBRO
O centro emissor da Rádio Renascença da Buraca é destruído por ordem do Conselho da Revolução.
25 DE NOVEMBRO
Tentativa de golpe de Estado protagonizada por algumas unidades militares afectas à esquerda radical.
Costa Gomes decreta o estado de sítio parcial na região abrangida pelo Governo Militar de Lisboa. O Regimento de Comandos da Amadora e Ramalho Eanes têm um papel decisivo na neutralização das tropas rebeldes.
Mário Soares, Manuel Alegre, Jorge Campinos e Mário Cardia saem clandestinamente de Lisboa, na tarde do dia 25, e seguem para o Porto, onde se apresentam no Quartel da Região Norte, a Pires Veloso e Lemos Ferreira.
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Qualquer pessoa sabe que DL há muito não participava nas actividades do PCP.Nem no Alandroal.Portanto há muito que ele se pirou das actividades políticas internas.A divulgação da carta pelo sr. DL no inicio da campanha eleitoral altura mostra o que é efectivamente o sr. DL e as suas intenções.Qualquer pessoa tem esta leitura.Os recado políticos são o papel de embrulho.
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O Domingos Lopes saiu do PCP quando abandonou aquela reunião do CC – julgamento de Carlos Figueira e Edgar Correia.
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Lamentamos, mas a página que estava a procurar no blogue a presença das formigas não existe.
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Sair do PCP ao fim de 40 anos é como divorciar-se depois de estar casado 40 anos, ou deixar de acreditar em deus depois de ir à missa durante 40 anos. Não é uma coisa racional, é uma tragédia pessoal… como dizia o outro “hoje é primeiro dia do resto da tua vida…”
Gabriel Silva, compaixão recomenda-se… mesmo quando são os nossos inimigos.
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Excelente post e excelente comentário do Anónimo #25.
Assino por baixo.
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