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Estratégia*

15 Setembro, 2009

A vingança de Manuela Ferreira Leite

Por Carlos Cipriano

No princípio, o reino de Portugal começou por construir o caminho-de-ferro de Lisboa a Elvas, numa linha onde algures num ponto chamado Entroncamento partiria um ramal para o Porto. E assim foi. O comboio chegou primeiro a Badajoz em 1863, mas de Lisboa ao Porto só viria a haver comboios directos em 1877 com a inauguração da Ponte de Maria Pia.
A prioridade foi sempre a de ligar os portos a Espanha e por isso tudo se fez para romper as linhas em direcção à fronteira. Enquanto a Linha do Norte foi construída aos soluços, a da Beira Alta (1882), que ligaria Figueira da Foz a Vilar Formoso, foi feita em quatro anos (um tempo recorde para a época) e pôs o Porto em polvorosa a clamar por uma linha directa a Espanha pelo vale do Douro. Fez-se então a linha do Porto a Barca de Alva (1887), após um investimento brutal que levaria a praça financeira da Invicta à falência, ficando os seus bancos impedidos de cunhar moeda – um caso que ficou para a História como a “Salamancada”.
Mais a sul, em 1880 era inaugurado o ramal de Cáceres (Torre das Vargens a Beirã/Marvão) que constituía um bom atalho para Madrid. O objectivo era chegar aos fosfatos da zona de Cáceres, que seriam escoados para o Porto de Lisboa, mas a nova linha revelou-se outro fiasco porque o filão esgotou rapidamente. Além das amortizações de um investimento inútil, a Real Companhia dos Caminhos-de-Ferro assumiu então encargos que a obrigaram a pagar as obras de conservação da estação madrilena de Delícias.
Enquanto isto, Espanha construía um eixo ferroviário desde Vigo até Ayamonte que contornava a fronteira portuguesa. Era a “cintura de ferro”, como ficou conhecida. De resto, em Badajoz e em Vilar Formoso, durante vários anos, havia linha desde Lisboa, mas não havia continuação para Madrid porque os espanhóis tardaram em ligar-se às fronteiras.
Portugal construiu, pois, a sua rede ao sabor dos interesses espanhóis. E também foram eles os primeiros a fechar as poucas ligações à fronteira quando nos finais do século XX se tornou moda encerrar linhas de caminho-de-ferro: desmantelaram a linha de Huelva a Ayamonte e foram os primeiros a fechar La Fregeneda quando o comboio ainda apitava em Barca de Alva.
Mais recentemente, em 1998, a Refer inaugura a electrificação da Linha da Beira Alta até Vilar Formoso. Mas a Espanha, apesar dos compromissos assumidos na cimeira da Figueira da Foz em 2003 e de já ter um projecto terminado, nunca avançou com as obras de electrificação até à fronteira lusa.
E quando nos alvores do século XXI se começa a falar no TGV, Portugal começou por querer fazer uma linha Lisboa-Porto-Madrid (T deitado) para se opor ao centralismo do país vizinho. Mas acabaria por se conformar com uma linha directa de Lisboa a Madrid. Com prioridade para a primeira, claro. Tal como no século XIX.
Ferreira Leite, se for eleita, diz que não senhor. Explica que as motivações são financeiras. Mas sabe-se lá se não quererá acertar contas com a História.

* Uma palavra que perdeu valor e significado em Portugal (onde tudo é estratégico), mas que continua a ter o significado original em Espanha.

59 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:28

    Que coisa. Se calhar Portugal ia construir uma linha de ferro que não desse para ir para Espanha porque isso ia beneficiar os espanhois. Se dúvidas houvesse sobre quem não é capaz de governar o país está explicado.

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  2. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:29

    Vivem no tempo das outras senhoras ainda e querem que volta a outra senhora.

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  3. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:31

    «« Se calhar Portugal ia construir uma linha de ferro que não desse para ir para Espanha porque isso ia beneficiar os espanhois.»»

    Ainda não percebeu que a Portugal o TGV não interessa nada? O interesse é todo dos espanhóis que têm uma estratégia de centralização das comunicações em Madrid. A nós não nos interessa entrar num projecto que dá prejuízo para financiar uma estratégia que não é nossa.

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  4. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:32

    ««Vivem no tempo das outras senhoras ainda e querem que volta a outra senhora.»»

    O tempo aqui é irrelevante. Nós simplesmente não temos interesse em fazer um TGV.

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:32

    Muito bem, e quem era empregada, recebia um cachet chorudo de um Banco Espanhol, é de mulher seria, se for para o governo ,faz negocios, nocivos para Portugal, com um Banco Americano que ela gosta mais.

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  6. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:34

    O tempo aqui é irrelevante. Nós simplesmente não temos interesse em fazer um TGV.

    V.Exªs é um génio caro João Miranda

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  7. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:34

    ««Muito bem, e quem era empregada, recebia um cachet chorudo de um Banco Espanhol, é de mulher seria, se for para o governo ,faz negocios, nocivos para Portugal, com um Banco Americano que ela gosta mais.»»

    Ser funcionária de um banco Espanhol não prejudica o país. O que prejudica o país é ser governante e apoiar projectos que são ruinosos.

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:35

    JoaoMiranda, o país segundo as vossas ideia não tem interesse em nada de nada. Não há nada que interesse. ….Excepto aqulea coisa do low cost. Deve ser para que é pobre o low cost basta. E o aeroporto do porto para a sonae.

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  9. Piscoiso's avatar
    15 Setembro, 2009 11:35

    O isolacionismo salazarento está de volta.
    Por causa da economia doméstica.

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  10. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:36

    ««V.Exªs é um génio caro João Miranda»»

    Não sei se sou um génio. O que não sou é “Abrantes” de serviço ao Blasfémias.

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  11. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:36

    Rui Rio ja disse que a sua linha Porto/Vigo é para ser feita.

    Portanto, vozes de sabios não chegam ao céu

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  12. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:36

    lol

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  13. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:37

    ««O isolacionismo salazarento está de volta.
    Por causa da economia doméstica.»»

    Vocês repetem as baboseiras que os dirigentes do PS dizem. Que tal se fundamentasse essa tese de que não fazer projectos que nos prejudicam é isolacionismo?

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  14. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:38

    ««JoaoMiranda, o país segundo as vossas ideia não tem interesse em nada de nada. Não há nada que interesse. ….Excepto aqulea coisa do low cost. Deve ser para que é pobre o low cost basta. »»

    Exacto. O país tem todo o interesse em voos baratos. Não tem nenhum interesse em voos caros.

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  15. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Setembro, 2009 11:39

    Os gajos que acusam a Ferreira Leite de ser xenófoba por defender o Interesse Nacional, são os mesmos que a amaldiçoam por ter trabalhado num banco espanhol.

    Eu bem digo que o cérebro desta gente é diferente do resto da maralha. São adiantados mentais. haahhahaah

    anti-comuna

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:40

    Foi funcionaria de Um Banco Espanhol logo apos, ter sido Ministra das Finanças

    Não deixa de ser curioso, sendo certo, que os Castalhanos gostam de pagar a “judas”

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  17. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Setembro, 2009 11:41

    Está certo. Eu para ir para Londres, preciso do TGV. Ou ir a Bruxelas; Frankfurt ou até mesmo Haia.

    E sou isolacionista por não querer ir a Madrid de comboio. ehehhehehe

    Estes gajos tiraram o curso de adiantados mentais nas Novas Oportunidades. ehhehehe

    anti-comuna

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  18. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 11:43

    ««Foi funcionaria de Um Banco Espanhol logo apos, ter sido Ministra das Finanças

    Não deixa de ser curioso, sendo certo, que os Castalhanos gostam de pagar a “judas”»»

    E? Olhe que o Abrantes original consegue fazer muito melhor que isso … Ainda o despedem.

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  19. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Setembro, 2009 11:43

    “Não deixa de ser curioso, sendo certo, que os Castalhanos gostam de pagar a “judas””

    E foi isso que fizeram, quando demitiram a Moura Guedes. Pagaram o favor ao Pinócrates, para terem a certeza que o TGV era feito. Saiu-lhes o tiro pela culatra. hohoohohohohohoo

    Mais um bagacinho, que eles são mesmo tenrinhos.

    anti-comuna

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  20. Paulo Nunes's avatar
    Paulo Nunes permalink
    15 Setembro, 2009 11:45

    Sr João Miranda,
    Tem, como o nosso estado democrático ‘ainda’ o permite, todo o direito de resposta, mas já deve ter percebido de outros artigos, que é inútil dar vazão a esta corja de anónimos ao serviço do PS e que estão para além da razão.
    Esta gente, espelho de muitas outras neste país, só que saber do seu umbigo e do cheque que o PS lhes põe no fim do mês na conta. Querem lá saber se o TGV é do interesse de Portugal ou não. Querem lá saber se Portugal vai ficar arruinado pelos próximos 42 anos ou não. Só querem saber de si.
    É esta a mesma gente que daqui a meia dúzia de anos, se o TGV for para a frente, vai andar também em blogs a queixar-se do estado deplorável em que o país vai estar e que os governos não deveriam de ter feito o que fizeram.
    Sem pensarem minimamente que também eles contribuíram para o facto.

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:48

    Neste momento, o Porto têm 3 pontes que não pagam Portagens.

    Em Lisboa, temos 2, e sempre pagamos portagens.

    logo estamos em desvantagem

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  22. jorge paulo's avatar
    jorge paulo permalink
    15 Setembro, 2009 11:50

    O menino do papá João Soares, que se não fosse filho de quem é, nem porteiro da Camara tinha sido, quanto mais presidente, e a quem não se conhece modo de vida a não ser a (baixa) politica, levou a discussão para o pantano onde o PS gosta de se mover. Está claro que o caso da Prisa, ou da Iberdrola, onde estavam, e estão envolvidos interesses vitais para Portugal, e que contrataram altos dirigentes do PS,como Pina Moura, que o falecido Sousa Franco tratava de “homem dos espanhóis” para eles não conta. Não tenho nada contra nem a favor do Banco Santander; o que eu sei, é que é hoje um dos três maiores Bancos da Europa, e um dos maiores do mundo, e não costumam contratar incompetentes para os seus quadros. Se contrataram MFL para lá trabalhar, foi pela sua competencia. Mas isso, é coisa que a rapaziada do PS não sabe o que é. De resto os curriculos de J. Sócrates e de M. F. Leite estão disponiveis na net, é só consultar, e comparar.

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  23. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:56

    Uma coisa é certa, MFL era empregada, “tinha um cachet”mensal, de Banco Espanhol, logo apos, ter sido Ministra das Finanças.

    Acho curioso, qunda ela vendeu os creditos a um Banco Americano, que foi altamente nocivo para as nossas finanças.

    A Sr. MFL como profissional vale 0.

    Ela foi assistente, aonde, Catolica?

    Santo Deus, muito pobre a sua pedagogia

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  24. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 11:57

    Paulo Nunes , agradeço chamar-me corja e dizer que defendo o tgv logo defendo o ps e o governo. Até parece que quem é do ps é corja. Respeite ideias diferentes. É um dos maiores partidos do país, é muita gente a quem chamar corja.

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  25. jorge paulo's avatar
    jorge paulo permalink
    15 Setembro, 2009 12:01

    #22 Este anónimo assalariado sabe-se lá de quem escreve mal, e parace que não sabe ler; vai ver os curriculos pá, e depois compara. Pelo menos MFL não tirou o curso de economia num domingo à tarde, nem por fax.

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  26. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    15 Setembro, 2009 12:07

    ««Neste momento, o Porto têm 3 pontes que não pagam Portagens.

    Em Lisboa, temos 2, e sempre pagamos portagens.

    logo estamos em desvantagem»»

    Azar. Da próxima vez optem por um rio mais estreito.

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  27. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 12:09

    http://www.youtube.com/watch?v=LhEXNsXtTBg&feature=related

    Falta á verdade e torna-se um hábito a roçar a mentira continuada

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  28. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 12:14

    Ta na onda….mas baixa os impostos

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  29. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Setembro, 2009 12:18

    “Azar. Da próxima vez optem por um rio mais estreito.”

    ehehehheehhe

    Essa tá bem metida. Ou que façam como na Noruega: usem os barquinhos. ahahhahahah

    anti-comuna

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  30. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 12:23

    Visita Do Rei de Castela…a tentativa da aproximação dos “castalhanos” portugueses

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  31. Romão's avatar
    Romão permalink
    15 Setembro, 2009 12:25

    A teoria da “influência espanhola” da Manuela F. Leite parece-se cada vez mais com os argumentos republicanos contra a reforma do sistema de saúde: não são mais do que a invocação injustificada de um medo ancestral – no nosso caso, do jugo espanhol (que, de resto, nem Espanha quereria exercer, neste momento, porque não temos NADA a acrescentar-lhe senão gatos ao saco) e no caso americano, do “socialismo”. Este tipo de argumentação, que se enfia à colherada pela parte límbica do cérebro porque não resistiria, de outro modo, ao exame racional é própria de outros quadrantes políticos de má fama. Cuidado com o caminho que se trilha.

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  32. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 12:32

    A construção da linha de comboio de alta velocidade (TGV) é uma prioridade nacional que está condicionada ao respeito das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e ao aumento da contribuição comunitária, disse ontem a ministra das Finanças.

    “””Foi a “castelhana” ou foi boato ?

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  33. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    15 Setembro, 2009 12:36

    Caro Romão,

    Teria toda a razão se o TGV tivesse alguma vantagem para Portugal. Mas não tem. O argumento do interesse nacional torna-se relevante a partir do momento em que quem defende o TGV alega acordos internacionais como argumento para o fazer. Nós não temos nenhum interesse nesses acordos.

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  34. Desconhecida's avatar
    JoãoMiranda permalink
    15 Setembro, 2009 12:37

    ««A construção da linha de comboio de alta velocidade (TGV) é uma prioridade nacional que está condicionada ao respeito das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e ao aumento da contribuição comunitária, disse ontem a ministra das Finanças.»»

    MFL estava errada quando disse isso. Agora está certa.

    Note-se que o que interessa não é o que diz MFL. O que interessa é saber se o TGV é bom para Portugal. Não é. O TGV não deve ser feito.

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  35. Romão's avatar
    Romão permalink
    15 Setembro, 2009 12:45

    Caro João Miranda,

    Não tenho meios para avalizar a importância do TGV para Portugal, será matéria sobre a qual não opino. De qualquer modo, não é o cerne do meu argumento. Acredito que se deve – ou não – defender o TGV com base no que pode aportar para Portugal segundo critérios tão objectivos quanto possível. Não se pode deve, outrossim, apelar a uma coisa que passa por patriotismo para atirar borda fora o projecto. Por muita razão que se tenha. Incutir medo não deve ser nunca um meio político numa sociedade democrática saudável.

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  36. Eduardo F.'s avatar
    Eduardo F. permalink
    15 Setembro, 2009 12:56

    O General Loureiro dos Santos, não há muito tempo num artigo no Público, punha o acento tónico na posição que Portugal deveria adoptar, na famigerada “ligação à Europa”, posição essa que deveria assentar numa leitura estratégica da nossa inserção na Península.
    O mapa que o João Miranda nos propõe para reflexão é bem elucidativo da estratégia em “estrela” de Castela assente na capital do “império” que Madrid tenta, a todo o transe, manter.

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  37. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Setembro, 2009 13:16

    “O General Loureiro dos Santos, não há muito tempo num artigo no Público, punha o acento tónico na posição que Portugal deveria adoptar, na famigerada “ligação à Europa”, posição essa que deveria assentar numa leitura estratégica da nossa inserção na Península.”

    Exactamente. Era esse mesmo o pensamento geoestratégico que aflige o tal consultor de transportes, que perorava sobre Segurança Naciona. (Que os transportes ferroviários têm crucial importância.)

    E é precisamente a estratégia actual de Madrid. Fazer de Madrid o centro da Ibéria, para concentrar poder político, económico e militar. O tal eixo, com a Porta do Sol como simbolismo deste pensamento centralista ibérico.

    A alguns não deve fazer comichão, pois confundem “abertura à europa” com plena integração ibéria. Mas, enfim…

    anti-comuna

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  38. Anonimo's avatar
  39. José Barros's avatar
    José Barros permalink
    15 Setembro, 2009 14:14

    «-Desesperados com o cepticismo dos portugueses face ao TGV, que lhes poderá custar votos e até a eleição no próximo dia 27, os socialistas acenam com o perigo de Portugal ficar sem acesso aos fundos comunitários, o número impressiona, são mais de 300 mil milhões de Euros que o país perde se decidir recuar no faraónico projecto da dupla Sócrates & Lino. Convenientemente omitem, o que não surpreende, a mentira faz parte do ADN deste governo, que os fundos comunitários representam cerca de 1/5 do orçamento previsto, os restantes 4/5 saem do bolso do contribuinte, acrescido dos custos com derrapagens, juros e imprevistos, que sempre acontecem nas obras públicas em Portugal.» – António Almeida aqui: http://novo-rumo.blogs.sapo.pt/92376.html

    Ora bem:

    Se a UE só paga 1/5 do preço estimado e os contribuintes 4/5, correndo as derrapagens e os juros por conta deste, vejamos:

    – se a derrapagem for de 50% (estimativa muito conservadora), os portugueses pagam 9/10 da obra, ao que se acrescentam ainda juros de mora e outras indemnizações que sejam objecto de litígio entre o Estado e as empresas construtoras.

    Como é que isto se paga, sabendo-se que as despesas sociais aumentam actualmente com um desemprego crescente e que o governo planeia, para além do TGV, outros elefantes brancos como a terceira travessia, a auto-estrada Porto-Lisboa, aeroporto, etc…? Ora, com mais dívida pública e com mais impostos, que, by the way, subiram neste governo de 34 para 38%. Mais dívida significa menos crédito para as empresas que se defrontam neste momento com um problema de tesouraria e, consequentemente, mais falências e mais desemprego, bem como aumento da despesa pública com prestações sociais. Mais impostos significa também mais falências e mais desemprego, bem como aumento da despesa pública com prestações sociais. Plano inclinado. Road to serfdom.

    Mas, alto lá, os jornalistas já nos garantiram – ou alguém por eles – que não podemos perder os 300 milhões de fundos europeus. Os tais que representam na melhor das melhores das hipóteses 1/10 do custo real da obra. Sim, parece que têm razão. Melhor é aumentar impostos e a dívida pública para pagar os outros 9/10. Portugal não pode correr o risco de perder os amendoins. Há demasiados macacos a depender do negócio.

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  40. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 14:14

    “MFL estava errada quando disse isso. Agora está certa. ” JM

    E o JM acha que na altura MFL negociou alguma coisa em troca. Sei lá o apoio de Espanha a Durão Barroso? Acha que na latura venderam Portugal?

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  41. José Barros's avatar
    José Barros permalink
    15 Setembro, 2009 14:22

    »se a derrapagem for de 50% (estimativa muito conservadora), os portugueses pagam 9/10 da obra» –

    Esqueçam. Ainda estou a dormir depois do almoço.

    O que quis dizer foi que se a derrapagem for de 100% (estimativa muito conservadora como se vê pelo exemplo das auto-estradas), os portugueses pagam 9/10 da obra. Sem contar com outras indemnizações.

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  42. Visto de fora's avatar
    Visto de fora permalink
    15 Setembro, 2009 14:25

    TRISTEZA!!!!

    ISTO “A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade”…é uma leviandade/ilusão/verdadeira blasfémia e engano!

    Nada se discute aqui!

    UMA FOGUEIRA DE VAIDADES PARTIDÁRIAS !!!

    Não se vÊ um interesse pelo país, pelo “povinho”, pelo cidadão !

    Só se defendem côres e simpatias onde a lógica prima pelo denegrir o outro (partido) claro !!!

    BOVINDADE É TUDO ISTO !!!!

    Não se retiram consequências ou mais valias para um melhor Portugal (mas claro que da leitura deste desabafo só podem surgir pensamentos como “Olhó anjinho! “Que utópico!”

    RIDÍCULO !!!

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  43. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 14:26

    Há demasiados macacos a depender do negócio.

    Ora nem mais. E claro, muitos são de pessoas até ligadas ao PSD. A mim está me a agradar muito a fasquia alta onde a MFL a pôs sobre este assunto. Sou capaz de afinal até ir votar, já tinha decidido abster-me ou votar branco.

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  44. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 14:27

    O terreno é muito mais acidentado no Norte que a Sul do país. Logo fica mais caro comboios a Norte que a Sul, mas eles insistem. A inteligencia é capaz denão ser das mais fortes.

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  45. Ecotretas's avatar
    15 Setembro, 2009 14:33

    Não tenho nada a ver com eles, mas sugiro a leitura do blog maquinistas.org
    Lá sabem muito mais disto tudo que o Ministério do Lino todo…
    Ecotretas

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  46. Luís Bonifácio's avatar
    15 Setembro, 2009 14:40

    O texto tem algumas imprecisões e omissões importantes.

    O que deitou abaixo a praça do Porto foi o troço entre Barca de Alva e La Fregeneda, fortemente desaconselhado pelos respectivos governos pois o enorme custo do investimento não seria recuperado. Contra tudo e contra todos os Bancos do Porto avançaram e faliram.

    Todas as ligações de Portugal às linhas de Espanha foram pagas por nós. (Não foi só a Salamancada).

    Em 1856, Portugal inaugurou o primeiro troço de Via-Férrea em bitola Europeia. Espanha que o fez anos mais tarde, optou por uma bitola diferente, o que obrigou Portugal a reconstruir tudo o que até aí tinha construído.

    Em relação ao TGV apenas digo que o “interesse europeu” é constituído pelka aptência de Espanha França e Alemanha em arranjar um “tanso” que lhes pague a recuperação económica.
    90 % do investimento necessário fica nesses três países. Os restantes 10% fará diminuir a taxa de desemprego em Cabo-Verde, Guiné, Moldávia e Ucrânia. Para Portugal sobra a dívida.

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  47. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 14:43

    A mim assusta-me pensar que no século XXI ainda tenhamos pensamentos do século XII. Portugal e a Europa hoje em dia são uma realidade muito diferente da de então..

    Se essa senhora quer independência, que se candidate ao governo da madeira, que não precisa de tgv’s, e juntamente com um senhor candidato a deputado, que nunca será, segundo o próprio, defenda essas fronteiras.. Lá, a senhora divorciada, poderá fazer toda a apologia da família como estrutura da sociedade..

    Tenho medo de alguém que tenciona continuar com as políticas do nosso presidente da republica, de quem não me orgulho.

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  48. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Setembro, 2009 14:46

    o tgv português pode atravessar espanha por um túnel, viaduto ou ir à volta e a primeira composição chamar-se condestável.

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  49. gigi's avatar
    15 Setembro, 2009 14:59

    “Estilo” José S.

    O jornal 24 Horas de hoje publicou uma reportagem sobre “As férias
    secretas de Sócrates” ( clicar na imagem para ler).

    A reportagem é deliciosa por vários motivos. Aponta os gostos
    requintados de novo-rico que procura um resort de luxo, no
    estrangeiro, para passar duas semanas de férias com os próximos.

    Este aparente novo-rico é primeiro-ministro de Portugal e já foi
    notícia, anteriormente, por ser uma das figuras de proa e montra de
    uma loja de apparel americana, o Bijan em Rodeo Drive, de Los Angeles,
    onde um fato por medida fica por uma conta calada em que não é
    suficiente de todo um ordenado anual de PM português ( ou de outro
    lado qualquer).
    Ainda este mesmo ano passou uns dias de férias no Sheraton-Pine Cliffs
    no Algarve, onde quatro dias de estadia ficam por cerca de dois mil
    euros.

    Agora, o 24 Horas, deleita-se nos pormenores do menu preferido de José
    S. – caldeirada de lagosta a 100 euros o prato. Alvitra o redactor da
    reportagem que a diária no resort de Menorca fica por cerca de 1000
    euros e no total, sem descontos, José S. gastou uma conta calada de
    mais de 14 mil euros.
    Três salários mensais para umas férias de duas semanas!
    Nome na montra do “Bijan”, com a indicação de que é o “prime minister
    of Portugal”, conforme foi amplamente comentado e nunca desmentido
    pelo visado, apesar de noticiado pelo jornal i.

    Em férias, este ano, já gastou por conta, mais do que ganha por ano um
    empregado de classe média.
    E isso para um indivíduo que declarou ganhar cerca de 5 mil euros por
    mês -e mais nada!

    Daqui a dias vai encher os écrans com proclamações contra a direita e
    a favor da esquerda solidária e dos pobres.

    Por mim apetece-me perguntar, porque este indivíduo é
    primeiro-ministro do meu país, se isto não interessa nada a ninguém…

    AQUI …
    http://www.3.bp.blogspot.com/_xAb1Z1hNf_s/SoNIr_Div7I/AAAAAAAAD_k/4dvA8xV6pGI/s1600-h/24+h-f%C3%A9rias+Jos%C3%A9+S.jpg
    (sacado de “porta da loja”)

    – J. Sócrates gastou, em duas semanas de férias, o total auferido anualmente por um
    professor dos quadros do ME, do topo da carreira de professor (ex-6º/7º escalão)!

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  50. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    15 Setembro, 2009 15:27

    “A mim assusta-me pensar que no século XXI ainda tenhamos pensamentos do século XII.”

    A mim assusta-me que alguém pense que isto é argumento para alguma coisa.
    Segundo o brilhante argumento ninguém poderia viver em ilhas, ser próspero e ser feliz.

    Veja lá, Singapura ficou independente em 1965. Agora é só o 4ºPaís mais rico. Suíça é só o País mais competitivo, Irlanda uma ilha, EUA chegaram aonde chegaram com que TGV? a Costa Oeste está isolada da Costa Leste e os Americanos têm pensamentos de Séc XII?

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  51. OLP's avatar
    OLP permalink
    15 Setembro, 2009 16:23

    Os pacóvios saloios isolacionistas espanhóis não há maneira de se ligarem a França.
    Porque será?

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  52. tina's avatar
    tina permalink
    15 Setembro, 2009 16:58

    “A mim assusta-me pensar que no século XXI ainda tenhamos pensamentos do século XII.”

    A mim assusta-me pensar que vamos gastar dinheiro que não temos para pagar uma coisa que não precisamos.

    E também me assusta que haja pessoas que não conseguem imaginar o enorme saldo negativo português e acham que o dinheiro é fácil. Se Sócrates tivesse um saldo negativo na sua conta, não iria comprar artigos de luxo. Mas como o saldo negativo é de Portugal, ele está-se nas tintas, não é importante. O que é importante é aumentar o emprego temporariamente para causar boa impressão e ficar mais tempo no poder.

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  53. Desconhecida's avatar
    1-2-3 permalink
    15 Setembro, 2009 18:21

    37.Anonimo disse
    15 Setembro, 2009 às 2:05 pm

    “Foi sócio fundador da empresa Sovenco, Sociedade de Venda de Combustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado na matrícula da sociedade em 1990.[5] A aventura empresarial de Sócrates foi curta (menos de um ano), quando a revista Focus desenterrou esse episódio, jurou que estava a ouvir falar dessa empresa «pela primeira vez». No entanto, algum tempo depois, veio a público reconhecer que fez parte da sociedade.”

    IHIHIHIHIHIH!!!

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  54. baudolino's avatar
    baudolino permalink
    15 Setembro, 2009 18:32

    #46, ó anónimo, o que é isso de ter pensamentos do século XII? por acaso o senhor sabe como se pensava no século XII?

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  55. apaleado por la padeira's avatar
    apaleado por la padeira permalink
    15 Setembro, 2009 18:59

    Manuela los tiene bien puestos; con un par…….

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  56. bulimundo's avatar
  57. Ricardo's avatar
    15 Setembro, 2009 23:45

    De volta ao “Portugal é a nossa quinta” do antigo regime. Visões que terminam na cerca de um quintal por alguns vislumbrado…

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  58. nuno granja's avatar
    nuno granja permalink
    16 Setembro, 2009 02:21

    Creio que os Americanos tem um ditado que diz:

    “Before you buy a new one, take a look to the old one”

    Nesse sentido este artigo que já tinha lido no Público é muito util.

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  59. Pedro's avatar
    16 Setembro, 2009 16:12

    “O terreno é muito mais acidentado no Norte que a Sul do país. Logo fica mais caro comboios a Norte que a Sul, mas eles insistem. A inteligencia é capaz denão ser das mais fortes.”

    Também não é o seu forte. A Sul é mais barato mas não há procura porque a densidade populacional é muito inferior. Para que serve um TGV que não serve ninguém?

    E já agora, porquê fazer TGV (300kms/h) quando a velocidade elevada (250kms/h) custa 1/4 do investimento e manutenção, e tem a vantagem de permitir o tráfego de mercadorias?

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