Porto em recuperação
7 Outubro, 2009
Caro CAA,
dizes «a reabilitação da Baixa, tornou-se numa trágica gargalhada»
Creio estares enganado nesse particular.
Não tenho dados para saber se a actual e bem visível renovação de edifícios (a olho nu, muitas dezenas) se deve alguma coisa à actuação camarária e suas derivadas.
Mas que a renovação e recuperação urbanística existe, é bem verdade.
Se não for a causa, certamente restar-lhe-á o mérito de não ser obstáculo.
28 comentários
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” Se não for a causa, certamente restar-lhe-á o mérito de não ser obstáculo. ”
Bingo !!! Esse é que tem que ser o papel da CMP !!
Ou queremos uma câmara que ande a expropriar casas devolutas? Ou uma câmara como agente imobiliário, a comprar casas a preços de mercado, com o dinheiro que não tem?
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Por acaso o Caro Gabriel Silva têm passado pela Baixa do Porto?
Habitualmente quem observa o Porto fá-lo a partir da sua janelinha centralista e assim, verá muito pouco, diria mesmo nada.
A Baixa do Porto é um aglomerado de edifícios encerrados, fechados, a apodrecer, devolutos, às aranhas.
Se a Câmara podia fazer algo? Foi Rui Rio, nas campanhas eleitorais a montante da actual que acenou com essa bandeira.
Pessoalmente não me parece que a Câmara deva ser proprietária, mas pode reclamar o INTERESSE NACIONAL como fez Lisboa para a recuperação da sua zona ribeirinha (e que até teve direito a decreto-lei no Diário da República) e exigir que os subsídios europeus destinados ao Porto, E CONTINUAMENTE E ESCANDALOSAMENTE DESVIADOS PARA A CAPITAL (conforme queixa já apresentada a Bruxelas). Como vê até pode ser fácil.
Agora, volto a destacar, a baixa do Porto está uma vergonha.
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“E CONTINUAMENTE E ESCANDALOSAMENTE DESVIADOS PARA A CAPITAL (conforme queixa já apresentada a Bruxelas).”
é o reflexo da centralidade do país em Lisboa. É preciso gente que se insurja como o Rio para alterar isto. o objectivo destes fundos seria para as regioes do país convergirem e verificou-se o contrário: Lisboa diverge e converge da Europa. O resto é para esquecer. e este é tb o principal problema da cidade do porto: empresas em LX, jovens licenciados vao para LX
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Isto não deixa de ser cómico.
Gabriel Silva fala da derivada da função num ponto, e os comentadores falam do valor da função nesse ponto. É demasiado subtil… sugiro ao Gabriel Silva que faça uma figura para esta malta aprender.
Quanto ao CAA não perceber a diferença entre f(x) e f'(x) é normal, então não é que ele fez uma tese de doutoramento sobre qualquer coisa nos EUA e no júri só havia tugas? É mais ou menos como fazer uma tese sobre futebol e o júri serem ou comentadores que viram uns jogos na televisão (estilo Sócrates pré-2005) ou jogadores de voleibol…
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Kosta De Alhabaite,
«Por acaso o Caro Gabriel Silva têm passado pela Baixa do Porto?»
Sim, várias vezes por semana. A pé.
Posso recomendar-lhe contar os edifícios recuperados e em recuperação nas Ruas de Mousinho da Silveira, Rua das Flores, Rua do Infante, Largo de S. Domingos, Rua Ferreira Borges, Travessa do Corpo da Guarda, Banharia, Sousa Viterbo etc.
«A Baixa do Porto é um aglomerado de edifícios encerrados, fechados, a apodrecer, devolutos, às aranhas.»
Também. Mas uns fecham outros estão em recuperação.
«mas pode reclamar o INTERESSE NACIONAL como fez Lisboa para a recuperação da sua zona ribeirinha»
um escândalo. Mas, achando muito bem que se reclame contra tal coisa, também reclamaria se se pretendesse fazer o mesmo aqui na cidade.
Que cada cidade e os seus contribuintes tratem do que é seu, se assim entenderem.
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É muito difícil renovar uma baixa do Porto da qual as pessoas fogem, porque está desertificada, porque está insegura, porque o comércio fecha lojas todos os dias, etc.
Havia uma solução muito simples para voltar a trazer pessoas para a baixa, era implodirem não só o bom sucesso, mas todos os shoppings que pululam à volta da cidade. Foram estes templos do consumo, que mais contribuiram para o encerramento do comércio tradicional na baixa do Porto e para a sua desertificação.
Aqui ao lado em Espanha, os centro das cidades estão todos recuperados, são zonas de habitação, de compras, de lazer e não vejo bichas de carros em direcção aos shoppings, por uma razão simples, não os há.
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“Não tenho dados para saber se a actual e bem visível renovação de edifícios (a olho nu, muitas dezenas) se deve alguma coisa à actuação camarária e suas derivadas”
só se for graças à acção dos bombeiros municipais na remoção dos escombros.
estava a pensar naquele que caiu ontém ali para os lados da cambra, só foi pena que não passasse nenhum cambarista no momento.
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Sobre a renovação de edifícios, dou o exemplo do local onde actualmente resido. Num prédio das traseiras abandonado, ruiu o telhado e fez-se pombal, onde nidificam centenas de pombas. Há mais de um ano que os serviços camarários foram avisados do risco para a saúde pública, por toda a vizinhança, desta fábrica de merda de pomba, que enche da dita merda as varandas, janelas e passeios da zona circundante. Às tantas vieram uns funcionários da Câmara tapar portas e janelas com tijolos, para as pombas não entrarem pelo espaço aberto no telhado.
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Se o CAA diz isso, é porque é precisamente ao contrário. Aquela maneira melodramática de ele escrever prova que é tudo emoção (facciosimo, zanga interior). A escrever, o CAA cada vez mais se parece com uma jornalista de esquerda.
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Ó Carlos de Sottomayor, por essa linha de raciocínio também se implodiam todos os prédios construídos ao redor do Porto. Assim as pessoas não tinham outra hipótese senão vir para cá morar.
Acha mesmo que é pelos shoppings que as pessoas saem da cidade? As pessoas saem porque morar no Porto é caro e as casas antigas não tem condições. Por outro lado, a rede de transportes (Ex. Metro) facilita a vida a quem mora fora.
O comércio tradicional não resistiu em parte por culpa própria, em parte porque as rendas são tão baixas que permitem a manutenção de quem não tem qualidade, e em parte pela natural dispersão de população (a não ser, claro, que se comece a permitir a construção em altura no Porto).
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” O comércio tradicional não resistiu em parte por culpa própria, em parte porque as rendas são tão baixas que permitem a manutenção de quem não tem qualidade ”
Outro Bingo! Vamos ver isto a fundo (e a sério) e as rendas são o grande entrave à recuperação da Baixa. Mas na lei das rendas ninguém toca, a não ser para fazer de conta…
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Caro Pms, como é óbvio estava a ironizar quanto à implosão !!! Não sei porque diz que o comércio tradicional não tem qualidade. Eu vejo na baixa, lojas com qualidade e que não existem nos Shoppings, mas claro que quando as ruas passam a ser um deserto e as pessoas não entram nas lojas, muitas acabam por entrar num declínio. Nunca viu lojas de shopping em declínio quando eles estão vazios ? eu já vi.
E aínda há outra coisa, as loja de shoppings servem para enriquecer uns milionários donos de multinacionais que têm lojas iguais em todo o mundo, as lojas de comércio tradicional criam emprego mais seguro, criam uma classe média e aínda impedem a desertificação das cidades.
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Enquanto o Rio for presiente da câmara, o Porto não vai a lado nenhum, continuará no mesmo marasmo. Rio não tem visão cosmopolita, é um pacóvio. Esta é a grande oportunidade de despachar o Rio e ter uma cidade a sério.
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Caro Gabriel Silva,
o CAA anda enganado em quase todos os particulares. De modo que, anda enganado no geral. Até se engana a postar, fechando os seus artigos a comentários…
Coitado do Adelino Faria, que não merecia aquela trempe! (o corrector ortográfico do Chrome não reconhece este termo, mas ficaria satisfeito se eu trocasse os ‘e’ por ‘a’) 😀
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Estimado GS: concordo consigo.
O estimável CAA tem um problema psiquiátrico com Rui Rio, derivado de “clubite” aguda, que o impede de ver a verdade – sobretudo em relação ao Porto.
Sintomáticamente, ele fechou os comentários relacionados com a sua opinião publicada no último Correio da Manhã, dois posts abaixo, por simplesmente nem um único comentário lhe ter sido favorável. Todos apelam à sua cegeuira injusta e injustificável, e lhe chamam nomes feios.
Ao contrário dos outros que o insultam, eu fico com pena. Lastimo porque acho que o CAA é dos poucos que consegue ombrear com Pacheco Pereira no raciocínio democrata/liberal, mas fica toldado quando estão em causa as benesses esbanjadouras ao FCP, a que Rui Rio pôs termo e com o que o CAA não consegue aceitar.
Por isso diz enormidades como a que se cita.
O Porto está pior….?
Só na cabeça e na caneta do CAA.
Ao contrário dos outros, eu preocupo-me com o CAA – tal como o senhor,GS.
E custa-me pensar que, quando os filhos do CAA e as gerações vindouras virem estes “escritos” de encomenda do Sr. Jorge Nuno, o critiquem e condenem pelas injustiças e enormidades que tem afirmado contra RR.
Digo eu…como muita pena.
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Obrigado Gabriel Silva.
Já era tempo de alguém dentro do próprio BLASFÉMIAS, vir contrapor objectivamente, com coragem, as mais do que lamentáveis “derivações” do CAA.
Há muito que me pergunto que faz ele aqui, e quando é que teremos a satisfação de o ver no 5dias, jugular, enfim, num qualquer desses onde estamos habituados ao “tudo vale”, desde o “distorcido” ao “totalmente falso”.
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“tudo vale”, desde o “distorcido” ao “totalmente falso”
isso é aqui, torcidos e tremidos é o estilo da casa e dos comentadeiros
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E’ a SRU que reabilita o porto. A câmara tem a ver, tal como o governo e outras instituicoes. Por essa razão há muitas lutas por protagonismo internas, que se prendem com o facto de cmp ser psd e governo ps. O costume, só acaba com o fim do bloco central e dos respectivos clientelismos.
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Nas próximas eleições espero ver o CAA candidato à autarquia, numas listas do PS, apoiado pelo BE.
Vale uma aposta?
E aí sim, se via o profissionalismo do nosso estimado CAA. lolololol
anti-comuna
PM Foi pena a Ferreira (um aborto político, que confirma sempre a minha impressão dela) não ter desistido e dado lugar ao CAA. Que chatice…
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Alguém faça o favor de explicar ao CAA que perde qualquer credibilidade ao aceitar “debater” o que quer que seja com o Palma Cavalão, a Barbie e um Melchior de turno…
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# 16
Sim, tem razão, e foi exactamente o que eu disse… enquanto mantiverem o CAA por aqui..
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Sobre a renovação de edifícios, dou o exemplo do local onde actualmente resido. Num prédio das traseiras abandonado, ruiu o telhado e fez-se pombal, onde nidificam centenas de pombas. Há mais de um ano que os serviços camarários foram avisados do risco para a saúde pública, por toda a vizinhança, desta fábrica de merda de pomba, que enche da dita merda as varandas, janelas e passeios da zona circundante.
Finalmente que foi explicado à humanidade o grande piscomistério. O homem tem estado enterrado em merda, agravado pelo facto de ser merda voadora. Como tal, há que ser compreensível, pelas ideias de merda que assolam por vezes esta caixa.
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O que é preciso reabilitar o Puôvo – que era bão – do Puârto, carago!
Nuno
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“E aí sim, se via o profissionalismo do nosso estimado CAA.”
Tem razão Anti-Comuna. O CAA só está bem a destruir. Ele só não destrói o governo senão tiram-lhe tempo de antena. Está a ser bem usado mas não se importa, agora pode destilar o seu ódio todo ao actual PSD e ainda por cima as pessoas reparam nele.
O CAA é daqueles que cria animosidade seja em que área for. Uma pessoa começa a detestar o Porto e o FCP e o Menezes e todos aqueles que ele defende porque ele defende-os com um estilo raivoso e cria bipolarização. Em vez de construir seja o que for, é como um buldozer, destrói tudo à sua frente. O CAA representa um português no seu pior e uma das razões porque o país não avança, perde-se em quezílias fomentadas por pessoas como ele.
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“É muito difícil renovar uma baixa do Porto da qual as pessoas fogem, porque está desertificada, porque está insegura, porque o comércio fecha lojas todos os dias, etc.
Havia uma solução muito simples para voltar a trazer pessoas para a baixa, era implodirem não só o bom sucesso, mas todos os shoppings que pululam à volta da cidade. Foram estes templos do consumo, que mais contribuiram para o encerramento do comércio tradicional na baixa do Porto e para a sua desertificação.
Aqui ao lado em Espanha, os centro das cidades estão todos recuperados, são zonas de habitação, de compras, de lazer e não vejo bichas de carros em direcção aos shoppings, por uma razão simples, não os há.”
– Se tem fechado umas, abrem outras para outro público alvo ( ex: Galerias Paris, vá lá ao sábado a noite ).
Quando os aliados eram aquele mal amanhado campo era mais inseguro ( via-se de tudo entre-as-arvores), e ninguém diz isso, acho fantástico, apenas criticam aquilo ser um local amplo em que agora se ve de um lado ao outro sem ninguém a injectar…
Culpar os shoppings pela desertificação não leva a lado nenhum, aliás, em lisboa não há shoppings?
O problema é das rendas sem dúvida, depois há outros secundários: a falta de estacionamento ( ou você vai dizer que vai deixar de andar de carro ? ), a falta de empresas ( ou são nos arredores do porto,10% ou são em lisboa, 90%), uma pessoa sem cunha para ter um emprego digno tem de ir para lisboa, ou seja quem poderia ir morar para a baixa do porto, quem acaba um curso\ 1º emprego, simplesmente pensa: nao tenho emprego perto, se ficar no centro tenho queir para a maia, mais vale ficar na maia.
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6.
“Aqui ao lado em Espanha, os centro das cidades estão todos recuperados, são zonas de habitação, de compras, de lazer e não vejo bichas de carros em direcção aos shoppings, por uma razão simples, não os há.”
Suponho que não vai a Espanha há umas décadas, verdad? Plaza Norte, Avenida M40, Xanadu, Plenilunium, Principe Pio, Palacio de Hielo, La Vaguada, C.C. Majadahonda, etc,etc,etc. Isto só em Madrid…
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Por que foi eliminado o meu comentário a este post?
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Carlos de Sottomayor,
eu não disse que o comércio tradicional não tem qualidade. Disse que há demasiado comércio tradicional sem qualidade, e que como é subsidiado pelos senhorios, não cede o lugar a empresas de qualidade que facilmente se instalam nos shoppings.
Em todo o caso, a minha maior crítica ao comércio tradicional são os horários. Sempre que preciso de fazer compras estão fechados. Estão fechados à hora de almoço e estão fechados quando saio do trabalho. E estão fechados ao domingo (e alguns ao sábado de tarde, e outros sábado inteiro). E muitas vezes nem o seu próprio horário cumprem… O problema do comércio tradicional não são os shoppings, é já não haver 50% das mulheres como dona de casa e as pessoas não sairem às 16h do trabalho…
E pelos maus, pagam os bons. As lojas criam sinergias entre si, e uma má loja cria muito dano às restantes.
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