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Menos escolhas, mais liberdade II

17 Outubro, 2009

Tenho mais liberdade se puder eleger o chefe de estado?

Supondo um universo eleitoral de 9 milhões de eleitores, o meu direito de escolher o chefe de estado vale 1/9000000. O direito de os outros de me imporem um chefe de estado pesa 8999999/9000000. Ou seja, a escolha democrática do chefe de Estado implica que o meu poder de escolha é muito menor que o poder que os outros têm para escolher por mim.

Estou disposto a abdicar do meu reduzido poder de escolher o chefe de estado em troca da anulação do poder que os outros têm de me impor um chefe de estado. Ganho liberdade com a troca.

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144 comentários leave one →
  1. 17 Outubro, 2009 13:02

    Sim, argumento extraordinário, com a sucessão dinástca ninguém te impõe um chefe de estado. Tu se estiveres contra o rei que te calhou em sorte chegas lá e pedes-lhe para sair e ele sai delicadamente, pedindo desculpa e dizendo que não tem o direito de se te impor como chefe de estado.

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  2. 17 Outubro, 2009 13:05

    Aliás, depois de ter lido estes teus extraordinários posts estou em crer que aquele deputado do PCP, o Bernardino Soares, era isto que tinha em mente quando disse que a Coreia do Norte era democrática. Claro, ele enganou-se na palavra, ele não devia ter dito que era um regime democrático, devia ter dito que era um país onde se respirava liberdade em que ninguém impunha o chefe de estado, pois este já estava previamente determinado.

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  3. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 13:08

    Se não escolher, o seu peso passa para 0 e o dos outros eleitores todos juntos passa para 1. Se for uma monarquia, esse 1 passa a ser um direito do rei. Por que razão é um ganho de liberdade transferir esse peso dos 8999999 cidadãos para o rei?

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  4. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 13:13

    Mais: você tem a liberdade de tentar influenciar a escolha dos 8999999, mas não pode fazer o mesmo em relação ao rei.

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  5. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:21

    ««Sim, argumento extraordinário, com a sucessão dinástca ninguém te impõe um chefe de estado. Tu se estiveres contra o rei que te calhou em sorte chegas lá e pedes-lhe para sair e ele sai delicadamente, pedindo desculpa e dizendo que não tem o direito de se te impor como chefe de estado.»»

    LA-C,

    Essa é uma visão muito pobre do problema. Um rei hereditário e sem poderes resolve vários problemas da liberdade individual. Primeiro, impede que me seja imposto por cidadãos iguais a mim um presidente com poderes. Segundo, impede que pessoas iguais a mim atinjam uma posição em que mandam em mim. Um Rei, por definição, não é um igual, não participa na competição política, não manda e mim e não representa por isso uma ameaça à minha liberdade. E no dia em que representar perde o respeito dos súbditos e o reino.

    Claro que haverá pessoas que não gostam do rei. A alternativa é uma de duas: ou essas pessoas escolhem um presidente que elas gostam (e outros não gostam) com poderes efectivos ou outras pessoas escolhem um presidente que elas não gostam. Em qualquer dos casos haverá descontentes. A diferença fundamental é que, enquanto a república é um compromisso em que se cede poder efectivo a uma facção por tempo limitado, a monarquia constitucional é um compromisso em que as facções abdicam de competir entre si atribuindo a chefia do Estado a um tótó. Quanto mais tótó melhor porque mais inofensivo.

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  6. 17 Outubro, 2009 13:23

    A questão para mim é diferente. PARA QUE SERVE O PRESIDENTE DA REPÙBLICA?
    Em que beneficia o bem estar de cada um dos portugueses ou a sociedade?

    Vejamos o que se passa actualmente em Portugal através de um exemplo que acabei de ter conhecimento via um blogue. Aconselho leitura dos comentários.
    http://www.educar.wordpress.com/

    Isto Não Quer Dizer Absolutamente Nada
    Já Isto É Dizer Muito

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  7. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:23

    ««Claro, ele enganou-se na palavra, ele não devia ter dito que era um regime democrático, devia ter dito que era um país onde se respirava liberdade em que ninguém impunha o chefe de estado, pois este já estava previamente determinado. »»

    LA-C,

    O problema é que o presidente da Coreia do Norte não está constitucionalmente limitado. Um rei está.

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  8. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:25

    ««Se for uma monarquia, esse 1 passa a ser um direito do rei. Por que razão é um ganho de liberdade transferir esse peso dos 8999999 cidadãos para o rei?»»

    Porque o rei está constitucionalmente e politicamente limitado. Um presidente, para além de ter menos limites constitucionais, vem de uma facção e tem poder político efectivo que decorre do voto directo e universal.

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  9. 17 Outubro, 2009 13:26

    Pergunta.

    Para que serve Cavaco Silva …?

    Defende o quê e quem na PR?

    A Constituição? Não.
    As pessoas? Não.
    A sociedade? Não.
    A Liberdade? Não.
    As Liberdades? Não.

    Então, PARA QUE SERVE O CAVACO SILVA EM BELÉM?
    Está lá a fazer exactamente o quê?

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  10. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:29

    ««Mais: você tem a liberdade de tentar influenciar a escolha dos 8999999, mas não pode fazer o mesmo em relação ao rei.»»

    Essa é uma vantagem da monarquia. Implica que os outros 8999999 também não têm grande poder de influência. Aquilo que garante a minha liberdade é que os meus concidadão não tenham poder sobre mim e que o chefe de estado seja um tótó.

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  11. 17 Outubro, 2009 13:30

    De facto, as monarquias constitucionais existem nos países de maior bem estar para os cidadãos desses países.
    O problema é que em Portugal tudo é distorcido pela ralé.

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  12. 17 Outubro, 2009 13:36

    Ó João, isso não faz sentido nenhum.

    Leve o argumento ao limite, ao absurdo, e veja onde o pode levar. É que para a eleição de um governo a coisa pode-se fazer do mesmo modo. Para a eleição dos deputados, igual. Se calhar, com base nesse argumento, o melhor mesmo, para assegurar a liberdade de todos, é ninguém ter a possibilidade de votar no que quer que seja. É que, after all, em qualquer eleição eu posso ser completamente subjugado em relação à vontade da maioria.

    Nem os teóricos dos regimes totalitários do século XX chegaram tão longe, João. É obra.

    Abraço,

    TMR

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  13. 17 Outubro, 2009 13:37

    Em cada 100 pessoas 18 são pobres
    São já mais de 2 milhões os portugueses que vivem na pobreza
    Por: /CLC | 17-10-2009 12: 54
    Vote 12345Resultado 12345 votos0 comentários Os números da pobreza em Portugal continuam a aumentar. São já mais de 2 milhões os portugueses que vivem na pobreza, ou seja, em cada 100 pessoas, 18 são pobres. Os grupos de maior risco são os idosos e os jovens.

    O desemprego continua a ser uma das principais causas para esta situação. Os números oficiais são anteriores ao pico da crise económica, no entanto, actualmente estima-se que haja mais pobres em Portugal.

    Só nos primeiros seis meses deste ano, os centros Porta Amiga, da assistência médica internacional, apoiaram mais 10 por cento de pessoas que no ano passado.

    A rede europeia anti-pobreza diz que o risco de ser pobre é de 26 por cento para os idosos e de 21 por cento para jovens abaixo dos 17 anos.

    O número europeu que serve de referência para definir a pobreza equivale a um rendimento mínimo mensal de 406 euros, quem recebe menos deste valor é considerado pobre. Esta é uma situação transversal a toda a Europa, onde já existem 79 milhões de pessoas em risco de pobreza.

    O desemprego continua a ser a principal razão que leva cada vez mais pessoas a viver no limiar da pobreza. Este sábado, 17 de Outubro, assinala-se o dia internacional para a erradicação da pobreza.
    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade-nacional/ultimas-tvi24-pobreza-pobres/1096398-4555.html

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  14. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:38

    ««Leve o argumento ao limite, ao absurdo, e veja onde o pode levar. É que para a eleição de um governo a coisa pode-se fazer do mesmo modo.»»

    O governo não tem poder efectivo?

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  15. 17 Outubro, 2009 13:39

    #7

    Ó João – como gosto de interjeições – está a comparar o incomparável. Então olhe lá: nos regimes absolutistas (os reis de antigamente, o João sabe…), os poderes não estavam limitados. Do mesmo modo que há repúblicas em que os poderes dos líderes não estão limitados. Isso pode acontecer em qualque regime. Não é apanágio de nenhum.

    Mais: um rei só tem os poderes limitados se o povo votar uma constituição ou uma assembleia constituinte. No entanto, como o meu poder de decisão é quase infinitamente inferior ao somatório de todos os outros, o melhor mesmo, para que todos tenham liberdade, é não haver assembleias constituintes eleitas ou constituições. Mal por mal, que se deixe tudo na mão do rei escolhido arbitrariamente.

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  16. 17 Outubro, 2009 13:40

    #14

    Um governo tem poder efectivo, sim. Do mesmo modo que um Rei tem poder efectivo. Qual é o ponto aí?

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  17. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 13:42

    «« Porque o rei está constitucionalmente e politicamente limitado. »»

    Se é esse o problema, a solução será limitar os poderes do presidente e não instaurar a monarquia. Por outro lado, se o rei não tem poderes, esses poderes não desaparecem necessariamnete, podem ser exercidos por outros. É algo optimista dizer que tem mais liberdade por não haver presidente, quando existe a possibilidade de haver abusos de outras entidades que poderiam ser equilibradas pelo poder presidencial. (Claro que não é certo que isto aconteça.)

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  18. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:43

    ««Se calhar, com base nesse argumento, o melhor mesmo, para assegurar a liberdade de todos, é ninguém ter a possibilidade de votar no que quer que seja. »»

    Exacto. Idealmente, uma sociedade livre é uma sociedade em que as relações são reguladas pelo direito natural e não pela vontade popular. Portanto, quanto menos coisas estiverem sob a alçada do governo (que tem necessariamente que ser eleito) melhor.

    E se fosse possível ter um governo simbólico, com os poderes de um rei (nenhuns) seria óptimo. Infelizmente não é possível ter governos se poder, mas sendo possível ter chefes e estado sem poder, então é desejável que não sejam eleitos.

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  19. 17 Outubro, 2009 13:43

    João Miranda, isso de dizeres que o Rei não tem poderes é, pura e simplesmente, mentira.

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  20. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 13:44

    Eu por mim capava-os a todos, reis e príncipes.
    E às princezas metia-as num convento.
    Depois já não precisavam de se ralar com essa merda da “linhagem”

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  21. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:44

    ««Se é esse o problema, a solução será limitar os poderes do presidente e não instaurar a monarquia.»»

    O problema é que a eleição directa do presidente confere-lhe, por si só, poder político. A única forma de eliminar o poder que decorre de uma vitória eleitoral é eliminar a eleição directa.

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  22. 17 Outubro, 2009 13:45

    “O problema é que o presidente da Coreia do Norte não está constitucionalmente limitado. Um rei está.”

    Bem, tu ontem deste o exemplo do Vaticano como uma monarquia. Qual é a consitituição que limita o poder do Papa?

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  23. 17 Outubro, 2009 13:46

    #18

    João, podemos ter uma discussão filosófica extremamente interessante sobre os benefícios de um Estado sem «poder», tal como o conhecemos actualmente. Nessa discussão, calhando, até concordaríamos em tudo.

    A questão é que a monarquia não constitui uma aproximação a tal sociedade. Nem de perto, nem de longe. O simples facto de ser imposto um líder – que, sim, tem poder, senão não faria sentido – com base numa fatalista aceitação dos desígnios do Senhor é profundamente anti-liberal. É que para um sistema ser liberal, tem de haver liberdade de escolha dos cidadãos para os seus representantes e líderes.

    O argumento que o João utiliza legitima os regimes ditatoriais.

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  24. 17 Outubro, 2009 13:47

    “O problema é que a eleição directa do presidente confere-lhe, por si só, poder político. A única forma de eliminar o poder que decorre de uma vitória eleitoral é eliminar a eleição directa.”

    Pois, e o problema da monarquia é que o nascimento em determinado berço confere ao herdeiro, por si só, poder político. É uma questão de legitimidade do poder. Num caso foi delegado. No outro, foi decidido por Deus, ou pelo Diabo, depende do domínio de influência de cada uma das divindades.

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  25. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:48

    ««Um governo tem poder efectivo, sim. Do mesmo modo que um Rei tem poder efectivo. »»

    É aí que discordamos. Realismo político. O rei está de tal forma condicionado pela constituição e pelas suas circunstâncias que, tanto quanto é humanamente possível, não poderia ter menos poder. Poderá ter poder de influência? Pode, mas é sempre um poder consentido pelos outros agentes. E de qualquer das formas não instituição humana que permita minimizar ainda mais o poder do chefe de estado.

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  26. 17 Outubro, 2009 13:48

    “O argumento que o João utiliza legitima os regimes ditatoriais.”

    Aliás, o Rui Albuquerque tem textos a defender que as ditaduras podem ser muito liberais.

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  27. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 13:50

    «« O problema é que a eleição directa do presidente confere-lhe, por si só, poder político. A única forma de eliminar o poder que decorre de uma vitória eleitoral é eliminar a eleição directa. »»

    Isso é o mesmo que dizer que o direito divino do rei lhe confere poder político, e é voluntarismo da sua parte.

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  28. 17 Outubro, 2009 13:50

    “É aí que discordamos. Realismo político. O rei está de tal forma condicionado pela constituição e pelas suas circunstâncias que, tanto quanto é humanamente possível, não poderia ter menos poder.”

    Mais uma vez isto é falso. Pegando no exemplo que deste ontem, o Papa tem imenso poder. Tem poder executivo, legislativo e judiciário. Lamento, estar sempre a dar este exemplo, mas a verdade é que foste tu que me surpreendeste a dar o Vaticano como um belo exemplo monárquico.

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  29. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:52

    ««O argumento que o João utiliza legitima os regimes ditatoriais.»»

    Portanto, nos regimes ditatoriais o poder do ditador é equivalente ao da Raínha de Inglaterra?

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  30. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:53

    ««João, podemos ter uma discussão filosófica extremamente interessante sobre os benefícios de um Estado sem «poder», tal como o conhecemos actualmente. Nessa discussão, calhando, até concordaríamos em tudo.»»

    TMR,

    A discussão sobre a monarquia é uma discussão filosófica sobre o Estado sem poder.

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  31. 17 Outubro, 2009 13:53

    “Portanto, nos regimes ditatoriais o poder do ditador é equivalente ao da Raínha de Inglaterra?”

    Não, penso que ninguém disse isso~, deves ter percebido mal.

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  32. 17 Outubro, 2009 13:54

    “A discussão sobre a monarquia é uma discussão filosófica sobre o Estado sem poder.”

    Gostarias tu que fosse só isso, a discussão sobre a monarquia é também uma discussão sobre de onde vem a legimitidade para se ser chefe de estado.

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  33. 17 Outubro, 2009 13:55

    João,

    Vou citar o Rui Albuquerque: «Assim não vamos lá. Arranjem, pois, outros argumentos, se quiserem começar a debater.»

    É que o argumento que apresenta não colhe. De todo.

    O que o João está a dizer é: como os outros todos juntos me podem impor um chefe de Estado, eu prefiro que o chefe de Estado seja definido de forma arbitrária. O João está a defender que aceitar os caprichos da natureza em vez de aceitar a racionalidade humana para a escolha do líder máximo da nação – tenha este muitos ou poucos poderes – traz mais liberdade. Isso não faz sentido nenhum.

    Cumprimentos

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  34. 17 Outubro, 2009 13:56

    A discussão sobre monarquia é tambem uma discussão sobre se deve haver, à nascença, cidadãos de primeira e de segunda.

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  35. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 13:57

    ««Pois, e o problema da monarquia é que o nascimento em determinado berço confere ao herdeiro, por si só, poder político. »»

    Qual é o termo de comparação? Um herdeiro do trono constitucionalmente limitado a um papel cerimonial e condicionado pelo dever de imparcialidade tem tanto poder como um presidente, chefe de facção, que acaba de ser eleito com um programa político por pouco mais de metade do eleitorado e com capacidade para dissolver assembleias, vetar leis e demitir o PM?

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  36. 17 Outubro, 2009 13:59

    #29

    Ó João, a «quantidade» de poder é irrelevante. Então diga-me lá: a partir de que quantidade de poder é que é melhor deixar as coisas nas mãos de Deus e a partir de de quantidade de poder é melhor tratarmos nós de tudo?

    É que se o João acha que o poder do Rei – qual Rei? Há muitos… – é reduzido o suficiente para permitir a demissão do povo e que os benefícios da monarquia levam a que seja irrelevante a perda de poder de decisão, eu posso achar que o poder de um ditador é suficientemente reduzido para o deixar governar sem interferir directamente e posso até achar que os benefícios para o país justificam tal tirania.

    Se me explicar, com uma lógica minimamente consistente, onde está a linha divisória, até sou capaz de lhe dar razão.

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  37. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 14:02

    ««A discussão sobre monarquia é tambem uma discussão sobre se deve haver, à nascença, cidadãos de primeira e de segunda.»»

    A Austrália é uma monarquia, mas a Rainha não é cidadão australiano. A Austrália é a monarquia ideal. Não há qualquer desigualdade entre cidadãos e o chefe de estado é imparcial e politicamente inócuo, como convém.

    Aliás, o rei é uma solução para a luta pelo poder que passa por atribuir um título a um cidadão com a condição de que essa pessoa abdique de direitos de cidadania. Um rei não é um cidadão de primeira. É um cidadão de segunda, sem direito a voto, sem direito a escolher a profissão e sem direito a participar na vida política do lado de uma facção. A monarquia resulta de um contrato tácito em que milhões de cidadãos abdicam da luta política e um deles abdica do direito de parcialidade.

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  38. 17 Outubro, 2009 14:09

    “Um rei não é um cidadão de primeira. É um cidadão de segunda”

    Tretas.

    “A Austrália é uma monarquia, mas a Rainha não é cidadão australiano.”
    Tal como Andorra, Canadá, etc. Isso não altera minimamente o argumento.

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  39. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 14:11

    ««É que se o João acha que o poder do Rei – qual Rei? Há muitos… – é reduzido o suficiente para permitir a demissão do povo e que os benefícios da monarquia levam a que seja irrelevante a perda de poder de decisão,»»

    Na verdade, as monarquias constitucionais permitem a um cidadão ganhar poder. Monarquia não reduz o poder de decisão de um cidadão. Aumenta-o porque retira poder aos outros.

    «« eu posso achar que o poder de um ditador é suficientemente reduzido para o deixar governar sem interferir directamente e posso até achar que os benefícios para o país justificam tal tirania.»»

    Um tirano benevolente é preferíel a uma má democracia? É. A democracia não é, necessariamente, o regime que maximiza a liberdade ou o bem estar. O importante não é se um regime é democrático ou não. O importante é se um regime limita do poder, reduz a importância da política e liberta os cidadãos.

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  40. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:14

    «« Monarquia não reduz o poder de decisão de um cidadão. Aumenta-o porque retira poder aos outros. »»

    Retirar poder de decisão aos outros (e a si mesmo) não aumenta em nada o poder de decisão.

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  41. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:16

    Em relação ao rei ser um cidadão de segunda, lembro que ele pode abdicar. Mais, mesmo se ele fosse um cidadão de segunda, isso seria sempre criticável. Não queremos um escravo só para termos um regime melhor (e o facto de o regime ser melhor é muito discutivel).

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  42. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 14:18

    ««Retirar poder de decisão aos outros (e a si mesmo) não aumenta em nada o poder de decisão.»»

    Claro que aumenta. Se os outros não têm poder sobre mim, o meu espaço de liberdade, em que as relações se baseiam na cooperação, e não no poder, aumenta. O meu poder de decisão é maior se as relações se basearem na cooperação em vez de se basearem no poder. Numa democracia eu sou uma minoria de 1. Se as relações se baseiam no poder, o poder de decisão é da maioria. Sendo assim, tenho mais liberdade se as relações de poder forem abolidas.

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  43. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:21

    «« Um tirano benevolente é preferíel a uma má democracia? »»

    Sim, da mesma forma que um regime comunista que seja justo e próspero é preferível a uma democracia liberal que seja injusta e pobre.

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  44. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 14:22

    ««Em relação ao rei ser um cidadão de segunda, lembro que ele pode abdicar. Mais, mesmo se ele fosse um cidadão de segunda, isso seria sempre criticável. Não queremos um escravo só para termos um regime melhor»»

    Se pode abdicar não é um escravo. Mas se, enquanto for Rei não pode votar ou tomar partido por facções, dificilmente se pode dizer que é cidadão de primeira. Há um trade-off que é racional, quer para ele, quer para os restantes cidadãos.

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  45. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:24

    «« Claro que aumenta. Se os outros não têm poder sobre mim, o meu espaço de liberdade »»

    Mas os outros continuam a ter poder sobre si, porque elegem outras entidades que vão exercer os poderes que o rei não tem.

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  46. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:26

    É um cidadão de primeira porque pode escolher. Nenhum outro cidadão pode fazer essa escolha. Ou pode dizer que é um cidadão de segunda por ter esse dilema que mais ninguém tem.

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  47. 17 Outubro, 2009 14:29

    A ginástica que o Miranda faz para legitimar D. Sebastião!

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  48. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 14:29

    ««Mas os outros continuam a ter poder sobre si, porque elegem outras entidades que vão exercer os poderes que o rei não tem.»»

    A existência de uma entidade suprapartidária que ocupa a chefia do estado obriga as facções a ter um comportamento mais institucional. Há um conjunto de decisões e de rotinas pré-determinadas que não podem ser alvo de arbitrariedade política.

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  49. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:33

    «« Há um conjunto de decisões e de rotinas pré-determinadas que não podem ser alvo de arbitrariedade política. »»

    Pode dar exemplos?

    Há pouco falou do poder de veto do presidente; se ele não existir, a maioria parlamentar passa a ter mais poder para passar leis. É um exemplo de como a perda de poder presidencial significa um aumento de poder de outra entidade.

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  50. 17 Outubro, 2009 14:33

    João deixa-te de palhaçadas com esta historieta de o Rei ser um cidadão de segunda. Há uma hierarquia no Estado e quem está no topo dessa hierarquia, por muitos golpes de rins que dês, não é de segunda. Aliás, a demonstração de que não é de segunda é o facto de haver muito poucos herdeiros ao trono a abdicar do direito de herdar o trono.

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  51. 17 Outubro, 2009 14:34

    É O REI JOÃO

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  52. 17 Outubro, 2009 14:39

    O ideal seria uma monarquia em que o Rei fosse apenas uma peça de software bem escrita.

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  53. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 14:47

    Para ilustrar a possibilidade de um presidente ter poderes limitados, veja-se o gráfico na página 32 deste documento:

    http://books.google.com/books?id=ZkvTcW6hrREC&pg=PA31&lpg=PA31&dq=parliamentary+regime+president+limited+power&source=bl&ots=5mAqxILm06&sig=7y_9bV7ywrVYNsTQtcAehhv5L24&hl=de&ei=U7nZSq6MH4OL4Qb5x4jKCA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CAgQ6AEwAA#v=onepage&q=parliamentary regime president limited power&f=false

    Segundo a Wikipedia, o presidente da Hungria é um figura cerimonial, eleito pela Assembleia Nacional. Aí está uma maneira de manter um presidente e de lhe retirar os poderes conferidos pelo voto universal.

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  54. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 14:49

    ««Há uma hierarquia no Estado e quem está no topo dessa hierarquia, por muitos golpes de rins que dês, não é de segunda. »»

    Isso é uma ilusão. Se existir uma competição entre vários senhores da guerra pelo poder, qual é a melhor solução? Elege-se o mais forte Rei? Não. Elege-se o mais fraco (ou o mais consensual) Rei. Aparentemente cria-se uma hierarquia formal. Na prática esvazia-se o foco da luta pelo poder atribuindo-o a alguém que não ameaça os restantes.

    O facto de o Rei estar, formalmente, no mais alto cargo, não implica que seja hierarquicamente superior aos restantes. A melhor característica da monarquia é este “ser não ser”. O Rei é ao mesmo tempo a mais alta figura do Estado e uma das mais fracas. Está acima e não está.

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  55. anti-comuna permalink
    17 Outubro, 2009 15:12

    Andam para aí uns maluquinhos convencidos que os carros eléctricos são o futuro.

    Se são, que leiam isto, para apredenderem a duvidar dos activistas políticos com dinheiro alheio:

    Study: Cars Running Corn-Based E85 Outperform Tesla

    The Biofuels Digest has reported that a new study found that cars running on corn-based E85 have 30 percent lower CO2 emissions over the car’s lifetime than the Tesla Roadster, an all electric vehicle running on coal-based electricity. These results are based on the new CAFE standards that were passed this summer. But maybe more interesting, the study found that the Tesla will actually create 21 percent more C02 emissions than a car running on conventional gas.

    The full study, based on the GREET model for corn ethanol emissions, can be downloaded here. Additional criteria used included the e85 fuel economy figures as established in the most recent University of Nebraska study; Tesla’s reports on miles per KWh, Department of Transportation figures on auto lifespan, EIA data on electricity prices, E85 price data from e85prices.com, and EPA figures on emissions from coal-fired power generation.

    Although the operating costs of driving a car vary from state to state, the Digest also found that, “based on current ethanol prices, the total increase in cost of ownership for running an E85 vehicle in the US is $19 per year, compared to a non-flex fuel vehicle running conventional gasoline (with up to 10 percent ethanol content). E85 saves an average of 6 tons of CO2 emissions over the average life of a vehicle, when utilizing corn ethanol, and up to 36 tons of CO2 when running on cellulosic ethanol derived from waste biomass.””

    In http://domesticfuel.com/2009/10/15/study-cars-running-corn-based-e85-outperform-telsa/

    Destaco isto:

    But maybe more interesting, the study found that the Tesla will actually create 21 percent more C02 emissions than a car running on conventional gas.

    lolololololol

    anti-comuna

    PM Quando os políticos sonham e gastam o dinheiro alheio…

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  56. anti-comuna permalink
    17 Outubro, 2009 15:13

    Andam para aí uns maluquinhos convencidos que os carros eléctricos são o futuro.

    Se são, que leiam isto, para apredenderem a duvidar dos activistas políticos com dinheiro alheio:

    “Study: Cars Running Corn-Based E85 Outperform Tesla

    The Biofuels Digest has reported that a new study found that cars running on corn-based E85 have 30 percent lower CO2 emissions over the car’s lifetime than the Tesla Roadster, an all electric vehicle running on coal-based electricity. These results are based on the new CAFE standards that were passed this summer. But maybe more interesting, the study found that the Tesla will actually create 21 percent more C02 emissions than a car running on conventional gas.

    The full study, based on the GREET model for corn ethanol emissions, can be downloaded here. Additional criteria used included the e85 fuel economy figures as established in the most recent University of Nebraska study; Tesla’s reports on miles per KWh, Department of Transportation figures on auto lifespan, EIA data on electricity prices, E85 price data from e85prices.com, and EPA figures on emissions from coal-fired power generation.

    Although the operating costs of driving a car vary from state to state, the Digest also found that, “based on current ethanol prices, the total increase in cost of ownership for running an E85 vehicle in the US is $19 per year, compared to a non-flex fuel vehicle running conventional gasoline (with up to 10 percent ethanol content). E85 saves an average of 6 tons of CO2 emissions over the average life of a vehicle, when utilizing corn ethanol, and up to 36 tons of CO2 when running on cellulosic ethanol derived from waste biomass.””

    In http://domesticfuel.com/2009/10/15/study-cars-running-corn-based-e85-outperform-telsa/

    Destaco isto:

    But maybe more interesting, the study found that the Tesla will actually create 21 percent more C02 emissions than a car running on conventional gas.

    lolololololol

    anti-comuna

    PM Quando os políticos sonham e gastam o dinheiro alheio…

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  57. 17 Outubro, 2009 15:33

    Basta ver o actual presidente da república, que é a mais alta figura do Estado e uma das mais fracas.
    Não é rei mas come bolo.

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  58. O Puto Novo no Bairro permalink
    17 Outubro, 2009 15:35

    Nem Rei nem Presidente seria o ideal. Enquanto a democracia é um Islão (1) laico – submissão à vontade da maioria, na monarquia na monarquia o Rei está submisso a todos.

    São de facto duas ditaduras disfarçadas, uma mole a real, outra dura, a republicana.

    Mas sucede que talvez só a elite autêntica da nação está preparada para a anarquia. Para ninguém precisar de mandar nem de ser mandado.

    As demais classes, a plutocrata inclusivé, precisam de chefias.

    A consagração republicana da igualdade não tornou de todo as pessoas iguais. Há povo, classe média e élite . A elite não tem a ver com o dinheiro nem com o poder político. Tem a ver com a capacidade do pensamento, a qualidade das ideias, a originalidade.

    Nota 1 (Islao quer dizer submissão à vontade de Alá)

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  59. 17 Outubro, 2009 15:37

    Aviso já, não li as respostas.
    O que o senhor João Mirande deve explicar é como é que acha que os outros representam aquele número.
    E que se representam não são outros são Outro.
    A tolice (permite que retrate assim o seu pensamento) é julgar que os Outros vão votar todos no mesmo.

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  60. anti-comuna permalink
    17 Outubro, 2009 15:42

    Os carros eléctricos parece não são lá muito bons como andam os políticos a apregoar. Mais um mito em causa:

    “But maybe more interesting, the study found that the Tesla will actually create 21 percent more C02 emissions than a car running on conventional gas.”

    In http://domesticfuel.com/2009/10/15/study-cars-running-corn-based-e85-outperform-telsa/

    Pelos vistos os carros eléctricos perdem contra as suas actuais alternativas. lolololol

    anti-comuna

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  61. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 15:47

    “Aliás, o Rui Albuquerque tem textos a defender que as ditaduras podem ser muito liberais.”

    Ó Luís, arranja-me lá um textinho desses, s.f.f..

    Abç.,

    RA

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  62. Marafado de Buliquei-me permalink
    17 Outubro, 2009 15:52

    Vou perguntar ao CANTINFLAS, ele saberá o que dizer !

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  63. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 15:56

    ««O que o João está a dizer é: como os outros todos juntos me podem impor um chefe de Estado, eu prefiro que o chefe de Estado seja definido de forma arbitrária. O João está a defender que aceitar os caprichos da natureza em vez de aceitar a racionalidade humana para a escolha do líder máximo da nação – tenha este muitos ou poucos poderes – traz mais liberdade.»»

    Exacto. Tenho mais liberdade se o chefe de estado for escolhido aleatoriamente e se não tiver poderes do que se ele for escolhido por uma facção que está contra mim e tiver poderes.

    Aquilo que ameaça a minha liberdade não é um tótó sem poderes que está política e constitucionalmente limitado. O que ameaça a minha liberdade são as facções que querem usar a chefia de estado contra mim.

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  64. O Puto Novo no Bairro permalink
    17 Outubro, 2009 16:06

    As formas de governo, que essencialmente se reduzem a duas, são de uma pobreza mais do que franciscana. Há mil e uma maneiras de viver, mas só há duas formas de governo.

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  65. O Puto Novo no Bairro permalink
    17 Outubro, 2009 16:08

    O governo de Shcrodinger: de acordo com a famosa experiência mental de Schrodinger, se se puser um governo dentro de uma caixa não se pode em boa verdade dizer se está morto ou se está vivo, a não ser quanso se abrir a caixa.

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  66. paulo12 permalink
    17 Outubro, 2009 16:16

    Para contradizer este post bastam estas simples palavras: D. Duarte Pio….

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  67. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:23

    ««Para contradizer este post bastam estas simples palavras: D. Duarte Pio….»»

    D. Duarte Pio é o rei ideal. É um paz de alma. Não ameaça a liberdade de ninguém, não tem capacidade para impor uma linha política.

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  68. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 16:26

    «« Aquilo que ameaça a minha liberdade não é um tótó sem poderes que está política e constitucionalmente limitado. O que ameaça a minha liberdade são as facções que querem usar a chefia de estado contra mim. »»

    Isso já foi discutido antes. Pelo menos uma parte do poder do rei é transferido para outras entidades, e não está demonstrado que essas entidades sejam uma ameaça menor à sua liberdade.

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  69. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:33

    ««Pelo menos uma parte do poder do rei é transferido para outras entidades, e não está demonstrado que essas entidades sejam uma ameaça menor à sua liberdade.»»

    Também já respondi a isso. Há uma redução de poder porque muitas questões que poderiam ser politizadas não o são.

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  70. 17 Outubro, 2009 16:37

    João,

    Que poderes é que o João acha que um monarca tem? É que dizer que um monarca não tem poderes é francamente perigoso…

    TMR

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  71. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:41

    ««Que poderes é que o João acha que um monarca tem? É que dizer que um monarca não tem poderes é francamente perigoso…»»

    Não eta leis, não dissolve o parlamento, não demite o governo, é obrigado a normear e a aprovar todas as leis. Não legisla. Não governa. Não tem qualquer função política.

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  72. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 16:42

    «« Também já respondi a isso. Há uma redução de poder porque muitas questões que poderiam ser politizadas não o são. »»

    Eu vi a resposta, mas pedi exemplos e não deu nenhum. Em que é que isso reduz o poder?

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  73. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 16:47

    «« Não eta leis, não dissolve o parlamento, não demite o governo, é obrigado a normear e a aprovar todas as leis. Não legisla. Não governa. Não tem qualquer função política. »»

    Nenhuma dessas características é prerrogativa de um monarca. Pode ter um presidente com as mesmas funções, ou até nem ter alguém apenas com essa função, como nos Estados Unidos.

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  74. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:50

    ««Eu vi a resposta, mas pedi exemplos e não deu nenhum. Em que é que isso reduz o poder?»»

    Exemplo:

    numa monarquia não há uma única pessoa com poder para dissolver assembleias, vetar leis ou nomear ou demitir governos. Determinadas decisões como calendários legislativos, nomeações e cerimónias foram convertidos em rituais a que o próprio rei tem que obedecer. Por exemplo, ninguém espera que o rei influa na governação através de discursos em que puxa as orelhas ao governo. A chefia do Estado deixa de ser um palco de combate político e de exercício do poder para ser uma instituição ritual e desprovida de poder. Esse poder político associado à chefia não é transferido para ninguém. Ninguém pode usar o poder associado à chefia do estado para defender uma facção.

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  75. Miguel permalink
    17 Outubro, 2009 16:51

    Lá está, a questão é que não se trata da sua liberdade de escolha. Trata-se da liberdade de escolha da maioria.

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  76. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:52

    ««Nenhuma dessas características é prerrogativa de um monarca. Pode ter um presidente com as mesmas funções, ou até nem ter alguém apenas com essa função, como nos Estados Unidos.»»

    Foi o que eu disse. Um rei não veta leis, não dissolve o parlamento, não demite o governo, é obrigado a normear e a aprovar todas as leis. Não legisla. Não governa. Não tem qualquer função política.

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  77. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:53

    ««Lá está, a questão é que não se trata da sua liberdade de escolha. Trata-se da liberdade de escolha da maioria.»»

    Pois. Mas a liberdade de escolha da maioria não me interessa. Interessa-me a minha liberdade de escolha. A liberdade de escolha da maioria não é do meu interesse.

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  78. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 16:54

    «« Foi o que eu disse. Um rei não veta leis, não dissolve o parlamento, não demite o governo, é obrigado a normear e a aprovar todas as leis. Não legisla. Não governa. Não tem qualquer função política. »»

    Sim, e o que eu disse é que não precisa de um rei para não fazer essas coisas. Um presidente pode perfeitamente não fazer essas coisas.

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  79. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 16:57

    «« numa monarquia não há uma única pessoa com poder para dissolver assembleias, vetar leis ou nomear ou demitir governos »»

    1. Todos esses poderes que está a retirar ao presidente dão mais poder ao governo e ao parlamento para limitar a sua liberdade.

    2. Não precisa de uma monarquia para limitar esses poderes. Parece que o João Miranda quer discutir presidencialismo, semi-presidencialismo e parlamentarismo, e para isso vai buscar a monarquia sem necessidade nenhuma.

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  80. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 16:59

    ««Sim, e o que eu disse é que não precisa de um rei para não fazer essas coisas. Um presidente pode perfeitamente não fazer essas coisas.»»

    Poder pode. Acontece que um presidente eleito directamente pelo povo adquire poder efectivo e torna-se numa agente político que ameaça todos os outros bem como o arranjo político existente. Já tivemos um presidente que formou um partido e outro que fazia congressos da oposição contra o governo.

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  81. António permalink
    17 Outubro, 2009 17:00

    Liberdade liberdade é não ter nem presidente nem rei, essa discussão é como discutir se se prefere ser sovado por um punho esquerdo ou um punho direito.

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  82. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 17:03

    ««1. Todos esses poderes que está a retirar ao presidente dão mais poder ao governo e ao parlamento para limitar a sua liberdade.»»

    Podem dar. Mas a soma não é nula. O presidente tem um poder acrescido por ser chefe de estado. Quando se retira poder ao chefe de estado, não é possível transferi-lo na totalidade para outro órgão porque o efeito de sinergia com a chefia de estado desaparece.

    ««2. Não precisa de uma monarquia para limitar esses poderes. Parece que o João Miranda quer discutir presidencialismo, semi-presidencialismo e parlamentarismo, e para isso vai buscar a monarquia sem necessidade nenhuma.»»

    Claro que pode transformar a república numa monarquia. Mas isso é uma forma de reinventar a roda e não é grande argumento contra a monarquia. E, de qualquer das formas, essa reinvenção nem sempre é bem sucedida.

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  83. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 17:04

    «« A chefia do Estado deixa de ser um palco de combate político e de exercício do poder para ser uma instituição ritual e desprovida de poder. Esse poder político associado à chefia não é transferido para ninguém. Ninguém pode usar o poder associado à chefia do estado para defender uma facção. »»

    Neste ponto concordo consigo, mas não penso que seja suficiente para fazer da monarquia uma opção viável. Até um cargo vitalício não hereditário resolvia melhor esse problema.

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  84. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 17:05

    «« Acontece que um presidente eleito directamente pelo povo adquire poder efectivo »»

    O presidente não tem de ser directamente eleito, como o exemplo da Hungria que dei antes.

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  85. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 17:07

    ««O presidente não tem de ser directamente eleito, como o exemplo da Hungria que dei antes.»»

    Pois. Mas nesse caso lá se vai o direito do cidadão escolher o chefe de estado. Passa a ser uma escolha da classe política, que entra facilmente em conluio.

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  86. 17 Outubro, 2009 17:08

    O problema da democracia é que o voto de todos vale o mesmo, quando não é verdade que todos tenham igual capacidade e discernimento para decidir o que é melhor para a comunidade.
    Assim cada um vota no sentido dos seus interesses pessoais (ou da sua própria percepção deles) e por isso, teoricamente o resultado da eleição vai de encontro à maioria, em prejuizo dos interesses da(s) minoria(s): uma espécie de bullying.
    Para a democracia fazer as pessoas felizes (uma palavra um tanto ou quanto maniqueísta, mas não arranjei melhor) terá que vir a segunda parte da questão: é esperado que o(s) vencedor(es)governe com políticas que maioritariamente satisfaçam a maioria que o(s) elegeu, mas não esquecendo dos outros. Se tiver maioria absoluta deverá preocupar-se com o que acha que é melhor para a comunidade, independentemente dos desejos de quem votou nele, frustrando as suas espectativas.
    Sendo assim, porque é que as pessoas continuam a votar?

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  87. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 17:12

    «« Claro que pode transformar a república numa monarquia. Mas isso é uma forma de reinventar a roda e não é grande argumento contra a monarquia. »»

    Não é transformar a república numa monarquia. Se conseguirmos criar uma república que consiga ir buscas as melhores características da monarquia, isso não é reinventar a roda, porque já não se trata de um sistema hereditário.

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  88. Helder permalink
    17 Outubro, 2009 17:13

    LOL
    Eu acho que esta gente está a enloquecer com a crise
    Não bate a bota com a perdigota. Enxerguem-se!

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  89. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 17:14

    «« Pois. Mas nesse caso lá se vai o direito do cidadão escolher o chefe de estado. Passa a ser uma escolha da classe política, que entra facilmente em conluio. »»

    É escolha de uma classe política eleita pelo cidadão. De qualquer forma, se o rei é o idiota que você pretende a classe política entra em conluios e manobras obscuras mais facilmente do que com um presidente.

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  90. 17 Outubro, 2009 17:15

    Porque tem alguém de ser treinado, desde pequenino, para uma determinada função?
    O filho do lixeiro deve aprender a recolher lixo desde pequeno? O filho do médico tem de aprender medicina?
    Em que trabalhavam o pai e o avô de João Miranda?

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  91. lucklucky permalink
    17 Outubro, 2009 17:26

    É preciso que quaisquer comunidades que sejam possam declarar a independência. Essa é a maior Liberdade. Os Portugueses que querem Rei fazem um Portugal com Rei os que não querem fazem um Portugal sem Rei. Termos 2 ,3, 4 ou mais Portugais não tem problema algum. Atendendo a quanto invejosos somos até acho que só faria bem essa competição.

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  92. António permalink
    17 Outubro, 2009 17:32

    Excelente ideia de Lucklucky, com mais de 300 municípios poderiamos perfeitamente ter todos como comunidades independentes e cada qual organizada da forma que as populações entendessem, todas em saudável competição. Quem não estivesse satisfeito com a forma de governo da de onde vive poderia mudar-se para outra a poucos quilómetros de distância, as com mais sucesso atrairiam mais pessoas e negócios e as com menos adaptar-se-iam para acompanhar ou estagnariam, no fim todas aprenderiam umas com as outras e com o tempo haveriam certamente melhorias no todo.

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  93. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 17:46

    «« Os Portugueses que querem Rei fazem um Portugal com Rei os que não querem fazem um Portugal sem Rei. »»

    Em primeiro lugar, não é certo que os que querem Rei e os que não querem Rei se contentem com meio Portugal. Em segundo lugar, é evidente que não estariam divididos em linhas geográficas simples, metade para cada lado.

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  94. O Silva permalink
    17 Outubro, 2009 17:52

    A sua liberdade termina onde começa a liberdade dos outros…por isso não se queixe ou mude-se…

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  95. JHB permalink
    17 Outubro, 2009 18:24

    Talvez uma leitura atenta do link no comentário #93 torne claro para quem ainda perde tempo com JM o estilo simplista e falacioso deste post e de muitos outros. Parabéns aos autores.

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  96. Dom Plebeu permalink
    17 Outubro, 2009 19:00

    Um rei é melhor porque não é uma imposição dos outros a mim. O rei terá de ter poderes limitados para ser melhor. Então alguém eleito não pode fazer o mesmo que o rei (ter poderes limitados, ser totó) com a vantagem de de vez em quando eu estar a impor a minha escolha aos outros?

    Ainda estou confuso com o raciocinio, ainda nem consegui saber se o rei é escolhido por alguém ou se é um tipo que exala alguma feromona especial.

    Também não percebi para que serve um totó nem percebi a vantagem da eternização do rei à limitação de mandatos dos eleitos.

    Apesar disto podemos “corolar”:

    A melhor idade para se ser rei é dos 3-6 anos.
    Os senis dão óptimos reis.
    A monarquia está vedada às mulheres porque como todos sabem os homens são mais totós.
    O macaco adriano poderia ser o nosso D. Sebastião II.

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  97. Dom Plebeu permalink
    17 Outubro, 2009 19:13

    De qualquer modo os presidentes são eleitos com valores entre 50-60%. Eu se numa eleição tiver votado num candidato perdedor (normalmente atinge valores superiores a 40% excepto em re-eleições) quer dizer que 5,4 milhões impuseram-me a sua escolha. Às vezes estarei do outro lado e imporei a minha escolha a 3,6 milhões. Ou seja, o meu “voto” vale entre 0,4 e 0,6 do total (a unidade, 1). É bem mais do que 1/9000000.

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  98. Falcão peregrino permalink
    17 Outubro, 2009 19:28

    Escusam de se andar a esforçar tanto na matéria.Ao aceitarem dividir o vosso mundo com outros estes são já tantos que o vosso voto começa a ser irrelevante…o que interessa é o que o soba quer!

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  99. Confucio permalink
    17 Outubro, 2009 19:29

    Mas que debate (?) mais bafiento.
    O ideal era não haver nenhuma espécie de chefe de estado, que aquilo só dá encargos à nação.
    Mas se os “nossos” monárquicos querem um referendo, eu apoio a ideia a 100%. Pode ser que os resultados os calem por, pelo menos, mais cem anos.

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  100. 17 Outubro, 2009 19:41

    Monarquia versus República não é um confronto: é um equívoco,uma polémica sem sentido.

    Há regimes que se colam a um tempo e que morrem com ele.

    Com as suas qualidades e defeitos a Monarquia está morta e aquilo que dela subsiste está no Museu…ou a caminho.

    Pretender voltar à Monarquia faz o hoje mesmo sentido que desejar regressar à tracção animal.

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  101. anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 19:42

    #100 – sou da mesma opinião caso paguem o referendo com dinheiro deles

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  102. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 19:47

    ««Pretender voltar à Monarquia faz o hoje mesmo sentido que desejar regressar à tracção animal.»»

    Como é que isso se aplica a Espanha, Bélgica, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega e Suécia?

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  103. Pedro Alves permalink
    17 Outubro, 2009 19:48

    A Terceira república como está bafienta e mafiosa e mete água por todos os lados é que suscita a nostalgia de um regime podre como era a monarquia.

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  104. 17 Outubro, 2009 19:48

    Aplicando-se!

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  105. JoaoMiranda permalink*
    17 Outubro, 2009 19:48

    «« Às vezes estarei do outro lado e imporei a minha escolha a 3,6 milhões. Ou seja, o meu “voto” vale entre 0,4 e 0,6 do total (a unidade, 1). É bem mais do que 1/9000000.»»

    Está a confundir “sorte em que os outro votem o mesmo que eu” com peso do voto.

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  106. 17 Outubro, 2009 20:05

    Quando a Monarquia caiu já os Reis não governavam há muito.

    Aliás quando, no fim, os Reis acharam que o caminho era voltarem a governar, só conseguiram acelerar a queda.

    Rei ou Presidente têm hoje o mesmo valor que o Hino ou a Bandeira.

    Em Portugal só teríamos a ganhar com esta clarificação.

    De qualquer maneira, com um Hino e uma Bandeira republicanos: um Presidente.

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  107. atom permalink
    17 Outubro, 2009 20:39

    O que torna indefensável a monarquia aqui e em todo o mundo, é que o D. Duarte Pio, se Portugal fosse uma monarquia, podia ser rei.

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  108. 17 Outubro, 2009 20:49

    “A Terceira república como está bafienta e mafiosa e mete água por todos os lados …”- 104

    Essa é A verdade. Tudo o resto, é gastarmos tempo e energias a “apanhar gambozinos”.

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  109. 17 Outubro, 2009 20:55

    # 103

    JM,
    Concordo. Trata-se de povos civilizados.

    Portugal tem um povo civilizado?
    Nem elites tem, quanto mais povo civilizado (!)

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  110. 17 Outubro, 2009 20:58

    Carta abierta a los maestros de Rodríguez Zapatero en El País

    Hoy celebramos el Día Mundial de los Docentes, instituido por Unesco hace 15 años para rendir homenaje al profesorado y al papel esencial que desempeña para una educación de calidad. Es un día para compartir logros y, también, para aceptar la responsabilidad de solventar, entre todos, carencias.

    Maestros y maestras, profesoras y profesores españoles:

    Nuestro país ha cambiado tanto en las últimas décadas que quizás algunos hayan olvidado que en los años 70 del siglo XX, España tenía, aún, personas analfabetas, que el acceso a la Educación no era universal, y que el nacimiento en uno u otro lugar podía ser tan determinante como la familia a la hora de planificar una existencia.

    Porque los sueños solían ser, para tristeza de muchos, del tamaño de sus precarias posibilidades.

    Hemos avanzado mucho. Hoy nuestro sistema educativo se abre a toda la población y, fruto de este progreso, de este gran éxito colectivo, contamos con las generaciones mejor preparadas de la historia de España. Me habréis oído repetirlo, porque creo que es necesario valorar y reconocer el camino realizado para ser plenamente conscientes del que todavía queda por recorrer.

    Pero nuestros logros educativos tendrán la dimensión que seamos capaces de trazar juntos y, por ello, creo firmemente que ha llegado el momento para un Pacto Educativo. Mi propósito es impulsar un acuerdo social y político que mire el futuro con ambición, con la ambición de un país que aspira a la excelencia y sabe que tiene en la educación la palanca principal para alcanzarla, un país que quiere que cada persona pueda llegar tan lejos en su formación como le lleven en su voluntad y su esfuerzo, sin otras limitaciones.

    Para alcanzar ese nuevo horizonte educativo, cada Administración tendrá que asumir plenamente la responsabilidad que constitucionalmente le corresponde, cumplir con eficacia su papel. Desde 2004 el Gobierno de España ha doblado el presupuesto educativo, pero soy muy consciente de que para llegar más lejos, como es nuestro propósito, Comunidades Autónomas y Administración General del Estado debemos aumentar la inversión. Y no sólo la financiación es importante, también será necesario que toda la sociedad propicie el mejor de los entornos, para que vuestra tarea docente y el aprendizaje de los alumnos se desarrollen en las mejores condiciones y con la mayor calidad.

    Nunca España había tenido tanto potencial de futuro y nunca antes nuestro porvenir había dependido tanto de la educación, del conocimiento, de nuestra capacidad creadora e innovadora, que son la base del bienestar y de un nuevo modelo de crecimiento económico.

    Sin vosotros, maestros y maestras, profesoras y profesores, sin el esfuerzo que día a día entregáis y enseñáis a la sociedad española, no habríamos podido llegar hasta aquí. Y no podemos construir un mejor futuro sin vosotros.

    Por eso seguiré poniendo todo mi empeño en demostrar que la grandeza de un país debe medirse por el prestigio que se concede a sus maestros.

    Sólo me queda daros las gracias.

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  111. 17 Outubro, 2009 21:05

    Meus caros Pedro Alves #104 e Anónimo #109

    Isso é deitar a criança fora com a água do banho!

    Mudar de República, se necessário, pode ser andar para a frente. Regressar à Monarquia, seria sempre andar para trás.

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  112. 17 Outubro, 2009 21:08

    «La escuela está que arde. Una palabra maldita, evaluación, ha movilizado a los docentes. El 8 de noviembre, 120.000 maestros (+ de 80%) tomaron las calles de Lisboa para protestar. En marzo se habían manifestado 100.000. Hay unanimidad al señalar el malestar: el Estatuto de la Carrera Docente, de 2007, que divide el profesorado entre maestros titulares y maestros a secas, a partir del balance del trabajo realizado los últimos siete años. Y muchos llevan más de 20 o 30. Una evaluación que valora más a quien ocupa un cargo que a quien imparte clases»

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  113. 17 Outubro, 2009 21:12

    “Mudar de República, se necessário, pode ser andar para a frente.” – 112

    Se necessário??????????????

    Não é necessário, é URGENTÍSSIMOOOO!!!

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  114. 17 Outubro, 2009 21:14

    Portugal virou uma choldra.

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  115. Tio Estanislau permalink
    17 Outubro, 2009 21:17

    Eu, quem sou eu ???

    O Sócrates devia acumular as duas funções

    Isto é, acabar com essa figura cavaquista travestida

    Quando o gajo cair a gente logo vê

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  116. Hevel permalink
    17 Outubro, 2009 21:26

    Depois de ler os comentários, dou razão ao outro; “Pensar, enlouquece..”

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  117. 17 Outubro, 2009 22:08

    Você não gosta da democracia. Porque essa é a definição da democracia. É legítimo que o expresse. E fica tudo – ainda – mais claro.

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  118. JoãoMiranda permalink
    17 Outubro, 2009 22:15

    ««Você não gosta da democracia. Porque essa é a definição da democracia. É legítimo que o expresse.»»

    Ainda bem que me concede o direito à lires expressão. A quem devo agradecer?

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  119. Pedro Alves permalink
    17 Outubro, 2009 22:23

    #112

    A plebe é um movimento amorfo de gente, que para ter alguma forma precisa de crença e fé, mas incapaz de criá-las, sofre-as provindas de outrém. A República tornou-se a crença e a fé da plebe porque lhe deu a ilusão que acabaria com a odiada aristocracia. Mas não acabou, nasceu nova aristocracia baseada nos mesmos defeitos da antiga e dilatada pela base de apoio. Os povos votaram em carrascos mais especializados. É tudo.

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  120. 1-2-3 permalink
    17 Outubro, 2009 22:46

    TODOS os sistemas políticos derivam e têem como causa a monarquia. Vidé a França, um presidente, eleito, comporta-se como um monarca absolutista. Neste país tivemos MS (personagem execrável, por pisar a bandeira nacional, salvo erro, em Londres) a comportar-se como um monarca (até há cartoons a retratá-lo!).

    Sou e continuarei a ser monárquico.

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  121. Anónimo permalink
    17 Outubro, 2009 23:03

    123 comentários a discutir retórica vazia. O atraso do país está novamente demonstrado. QED.

    Volta CAA estás perdoado!

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  122. 17 Outubro, 2009 23:04

    Não sou desprovido de bom senso.

    Atenção. Caso seja necessário, que Afonso de Bragança reine e se instale uma Monarquia Constitucional em Portugal.
    Mas não me parece, neste momento, ser “essa” questão a discutir.

    O regime democrático está em causa – custa a admitir mas é essa a verdade.

    A Justiça está um caos.
    A comunicação social está um caos.
    A Economia está um caos.
    O Ensino está um caos.
    A Saúde está um caos.
    O exercício das liberdades individuais está um caos.

    O que foi feito em termos de Segurança Social na última legislatura nem no Brasil a tal se atreviam.

    E o Cabaco da Silva continua em «cooperação estratégica» com “o” delinquente-mor.
    E nós somos uns “palhaços” por que o permitimos.

    Disse.

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  123. 17 Outubro, 2009 23:08

    Os povos votaram em carrascos mais especializados. – 122

    Concordo.

    Vamos no 3º NOJO.

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  124. Vasco Alves permalink
    17 Outubro, 2009 23:13

    Em Locke a criação do Estado resulta de uma vontade contratual de todos os cidadãos, que se traduz em atribuir a alguns o poder de governar a sociedade. Sendo que a transferência dos poderes individuais a favor do poder político não deve ser ilimitada. Essa delegação de poderes deve-se restringir apenas ao bem publico nunca invadindo a vida privada. Este governo, assim limitado, será garantido através de uma divisão de poderes dentro do Estado (legislativo, executivo e federativo). È que, para Locke a maioria nem sempre tem razão, por isso é necessário limitá-la.

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  125. 17 Outubro, 2009 23:16

    Sejamos francos.

    O Cabaco é da mesma laia dos outros dois.
    Chegou ao cúmulo de, em plena campanha eleitoral, intervir de tal forma na campanha que fez com que MFL não tivesse, em face do controlo total da comunicação social, qualquer hipóteses de vencer as eleições legislativas.
    Um p****.

    E retorna à “agenda” de «cooperação institucional» justamente com um tiranete que está a colocar o país no caos económico e social. Tudo disfarçado pelo controlo total dos meios de informação e de opinião das pessoas. Do povo.

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  126. Vasco Alves permalink
    17 Outubro, 2009 23:17

    Rousseau questionou essa postura, argumentando que os indivíduos que fazem a maioria exprimem sempre o bem comum, por isso quem está em minoria nunca tem razão. Desde que uma maioria se exprima tem-se a garantia de que ela representa a vontade geral. A vontade geral é para assegurar a liberdade, a igualdade, e a justiça dentro do Estado, e no contrato social a soberania individual é cedida integralmente ao Estado no sentido de que esses objectivos possam ser atingidos. Por isso a vontade geral dota o Estado de força para que ele actue em favor das teses fundamentais que traduzem o interesse colectivo.

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  127. Vasco Alves permalink
    17 Outubro, 2009 23:23

    O contrato social é um pacto em que o homem abdica sua liberdade, mas sendo ele próprio parte integrante e activa do todo social, ao obedecer à lei, obedece a si mesmo e, portanto, é livre. Obedecer a todos é obedecer a ninguém, e é o mesmo que obedecer-se a si mesmo. Pela sua concepção os magistrados que constituem o governo estão subordinados ao poder de decisão do soberano (povo) e apenas executam as leis. Rousseau preconiza, portanto, a democracia directa, mantida por meio de assembleias frequentes de todos os cidadãos. É a soberania popular já que uma vontade não se representa : ou é a minha vontade ou é a vontade de outros. Enquanto Locke tem convicções parlamentaristas, em Rousseau não pode haver democracia representativa: a democracia ou é directa ou não é democracia.

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  128. 17 Outubro, 2009 23:35

    Neste momento vivemos num regime democrático de fachada.
    Um regime democrático vive do contraditório e da sua expressão o que neste momento não existe.

    A esferas de vigilância e de controlo de danos do exercício do poder executivo~praticamente estão inoperantes. O poder legislativo confunde-se com executivo. A liberdade de informar e opinar confunde-se com executivo. O poder da regulação judicial está sob controlo do poder político, executivo.

    O PR não exerce a função de árbitro e estrategicamente alia-se ao poder executivo.

    Um país de sistema presidencialista como os EUA VIVE do contraditório.

    Ora, um regime democrático só sobrevive pela via do contraditório. Em Portugal, ao invés, nestes últimos tempos, TUDO é passível de controlo, exactamente o contrário do contraditório.

    Não vale a pena perder tempo com discussões curiosas mas que resultam em NADA.

    O verdadeiro problema em Portugal, nestes tempos perturbantes, chama-se DEMOCRACIA.
    Tão somente tem um aparato formal, para enganar os desprevenidos.

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  129. 17 Outubro, 2009 23:50

    Vasco Alves

    A Democracia tem regras – Exige contraditório permanente. Vigilância pelo soberano sob a forma individual ou colectiva. Possibilidade de intervir, de se expressar.

    Em especial, nestes últimos quatro anos e tal, as regras da Democracia foram ou não subvertidas? Foram.
    A Democracia em Portugal está doente.

    Esse é o problema!

    Tudo o resto é acessório em face do essencial – o regime democrático está doente.

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  130. Amonino permalink
    18 Outubro, 2009 05:18

    .
    Depois da entrada em vigor do Tratado de Lisboa é que os problemas vão começar a sério:
    .
    os Reis e Rainhas nos Paises com Monarquias vão ser depostos por uma União Europeia Republicana com Presidente eleito ? A UE extingue as monarquias Inglesa, Sueca, Holandesa etc ? Nas Republicas passa a haver 2 Presidentes, um nacional e outro europeu ? O Tratado de Lisboa vai abrir outra vez uma “caixa de pandora” europeia ?
    .

    Gostar

  131. Amonino permalink
    18 Outubro, 2009 05:23

    .
    (# 56,60). O que desrespeita ditaorialmente a Liberdade Individual em Portugal é por exemplo isto:
    .
    A GASOLINA e o GASOLEO SÃO TÓXICOS. LITERALMENTE “Lixo Tóxico”. Não é essencial. Nunca foi. Factos científicos e históricos resumidos sobre GASOLINA e ALCOOL
    .
    Os carros originais funcionavam a álcool, a gasolina ainda não tinha sido inventada.
    .
    Quando a indústria automóvel arrancou em 1919, interesses e lobbies do petróleo perfeitamente identificados na CS mundial promoveram a PROIBIÇÃO DO ALCOOL (a celebre Lei Seca) que cessou em 1933 altura em que a maioria dos motores já dependiam do petróleo.
    .
    O álcool e o biodiesel podem ser facilmente fabricado a nível local e comunitário a 1 DOLLAR POR GALÃO (cerca de 0,19 € POR LITRO) a partir de muitas plantas.
    .
    Provocam a pulverização de novas industrias locais para a FIXAÇÃO DAS POPULAÇÔES, originam NOVAS RENTABILIZAÇÕES DA AGRICULTURA, são factores estruturantes CONTRA A DESERTIFICAÇÃO e ABANDONO DA TERRA, por exemplo EUA:
    .
    http://www.permaculture.com/
    ou busca no google por ‘prius’
    .
    A cultura de plantas para álcool e biodiesel não têm efeito sobre os preços da alimentação humana, nem concorrem com ela dada a extensão de terra abandonada em Portugal.
    .
    A cultura de plantas para álcool e biodiesel não tem efeitos de emissão de carbono na atmosfera. Neutraliza-os. Produzir álcool e biodiesel das plantas é eficiência energética incrível
    .
    No Brasil cerca de 50% dos carros novos funcionam 100% a álcool. Foi uma das estruturantes fundamentais para o Brasil ser hoje uma das superpotências dos BRIC. Motor de desenvolvimento SUSTENTADO: criou muitos milhares de novos Postos de Trabalho duráveis até hoje. Novas Fabricas e iniciativas locais. Secou enormes despesas de importações de petróleo contribuindo poderosamente para o equilíbrio da Balança Externa. Substituiu importações.
    .
    Os interesses promovem ‘GARBAGE SCIENCE’ tentando decepcionar o público levando-o a acreditar que o combustível álcool a) causará fome b) não é económico e c) é poluidor.
    .
    A gasolina e o gasóleo são produtos altamente tóxicos com forte emissão de gases nocivos para bom ar respirável. Não são essenciais para os nossos carros e motores poderem funcionar e andar. O álcool e o biodiesel ao alcance de Portugal substituem-nos facilmente.
    .
    Custo para o Estado Português: apenas um simples decisão dos Governos e Partidos. Não se ouve debate politico nem partidário !!
    A produção de Biomassa, Biodiesel, Álcool são os combustíveis com menos componentes importados. Qualquer motor ou veiculo funcionam com eles com pequenas alterações muitíssimo mais baratas para os Cidadãos que a compra de carros novos eléctricos deitando literalmente para o lixo o carro antigo que passaria a valer zero.
    .
    Como os Portugueses continuam proibidos pelos Governos dos usar,
    .
    deixaram de acreditar nos discursos partidários do desequilíbrio da Balança Externa, do importar menos ou do compensar o importar mais com mais exportação. LIBERALIZAÇÃO DE TODOS OS COMBUSTIVEIS quer Produção quer Consumo pelos Portugueses.
    .
    A ênfase dada ao ‘eléctrico’ não é desprezível embora seja excessiva. Quiçá mesmo especulativa. Os carros eléctricos são muito caros. Desequilibram a nossa Balança Externa com mais importações de electricidade e de automóveis com raio de acção ainda de “brinquedo para umas voltinhas citadinas” e abastecimento obrigatório de várias horas de espera. É uma solução actualmente irrelevante, ainda experimental, irrealista e cara que presentemente nada resolve ao País. Salvo se quiser ser “laboratório de experiências de alto risco” e gastos de dinheiro a rodos dos Contribuintes para experimentalismos para embasbacar papalvos e gozar com o Empobrecimento dos Cidadãos, Familias e Empresas.
    .

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  132. Kolchak permalink
    18 Outubro, 2009 09:22

    O que eu gostava mesmo era de ter o direito de escolher a forma de regime (o debate actual entre Monarquia vs. República é de forma, não é de conteúdo) mais conveniente à minha Pátria.
    Se fosse inglês, ou espanhol, os meus deputados podiam livremente votar a restauração da República.
    Felizmente sou Português; mas, infelizmente, a Constituição do meu País, não permite que os meus deputados possam, em liberdade, Restaurar a Monarquia.

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  133. 18 Outubro, 2009 14:51

    Impuseram_me Socrates, incompetente e continuo_ a ter que o gramar………mas ele proprio, vai suicidarse politicamente!

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  134. Anonimo permalink
    18 Outubro, 2009 16:30


    O Tratado de Lisboa vai abrir outra vez uma “caixa de pandora” europeia ?”
    .
    Quando a Europa abre as suas “caixas de pandora” à guerra da grossa. Afinal a III é outra vez na Europa como a 2ª ?
    .
    Pois é.
    .

    Gostar

  135. 18 Outubro, 2009 21:21

    António Vitorino do PS abdicou do lugar de deputado.

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  136. Ricardo permalink
    18 Outubro, 2009 21:24

    Se o João Miranda acredita que o seu argumento vale para o Chefe de Estado, deve acreditar que vale para todos os outros cargos cujos detentores são sufragados.

    O que o João Miranda diz acerca do Chefe de Estado não se aplica igualmente aos presidentes de câmara e deputados?

    Então porque não atirar a liberdade toda para as urtigas? O João pelos vistos não se importa de perder a sua, desde que os outros também a percam. Pelo contrário, até acha que fica a ganhar.

    Vivam os déspotas. Viver em ditaduras absolutistas é que é garantia de liberdade!

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  137. JMLM permalink
    18 Outubro, 2009 22:11

    Ganha liberdade com a troca?
    Devia era ganhar juízo…

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  138. 18 Outubro, 2009 23:38

    ó Mãe, os outros meninos não querem brincar comigo!

    Depois do animal feroz e do dialogador compulsivo, eis que surge Sócrates, o pândego.

    “Eu respondo pela minha iniciativa, os outros partidos pela atitude que decidiram
    assumir”.

    Que confiança pode merecer um partido disponível para se coligar com todos os outros?
    http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/3333101.html

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  139. JCP permalink
    19 Outubro, 2009 10:07

    Conclusão: Mirandinha para Rei; passará assim de cidadão de terceira para cidadão de segunda… mas que não me venha pedir aumento pela promoção!

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  140. Sérgio permalink
    19 Outubro, 2009 11:34

    João Miranda, o Rei está constitucionalmente limitado se esse limite for imposto pela constituição. Proponha-se o mesmo para o Presidente.

    Seja como for este post traduz bem o verdadeiro “liberalismo” e fica explicada a razão pela qual os chicago boys gostavam tanto do pinochet… Liberdade sim, mas só de mercado porque o povo e o país não precisa de mais.

    É estranho que essa forma de ver as coisas beneficia sempre os grupos e indivíduos que financiam os think tanks pseudo-liberais onde se cozinham todas as patranhas que nos trouxeram até este ponto: uma humanidade batida, humilhada e explorada para que uma mão cheia de escroques continuem o saque…

    Gostar

  141. zazie permalink
    19 Outubro, 2009 23:25

    #91 «É preciso que quaisquer comunidades que sejam possam declarar a independência. Essa é a maior Liberdade. Os Portugueses que querem Rei fazem um Portugal com Rei os que não querem fazem um Portugal sem Rei. Termos 2 ,3, 4 ou mais Portugais não tem problema algum. Atendendo a quanto invejosos somos até acho que só faria bem essa competição.»

    Este gajo ainda acaba no Circo Chen.

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  142. Joao Fernandes permalink
    20 Outubro, 2009 14:39

    Pena que este tema já tenha morrido por ‘falta-de-uso’…

    Mas aqui fica a minha opinião, tentando seguir a linha de pragmatismo do João Miranda.

    Vamos dividir os tipos de chefe de estado em não executivo e executivo.

    Num modelo com o chefe de estado não executivo, penso que de facto se pode aplicar o raciocínio de JM. Mas aí a questão deriva para a necessidade de haver tal tipo de chefe de estado figurativo ou com pequenos poderes de equilíbrio. Será necessário tal líder?
    Se for para fins de orgulho nacional, tanto vale qualquer um deles. Possivelmente um líder monárquico acabará por ter um maior peso turístico.

    Mas o ideal é não haver este líder, pois a sua necessidade é nula.

    Quanto aos poderes de regulação/equilíbrio… Tomemos como exemplo uma monarquia (Reino Unido) e uma república (Estados Unidos).
    Nestes dois países, o poder executivo (Primeiro Ministro/Presidente) é balanceado por um órgão eleito pelo Povo de uma forma o mais representativa possível (Casa dos Comuns/Casa do Congresso) havendo um terceiro órgão de validação (Casa dos Lordes/Senado) onde não existe a representatividade directa (em nenhum deles) por distintos motivos.
    Em complemento, existem os tribunais que exercem o seu controlo e mediação, quer na esfera da governação, quer na esfera da Justiça mais quotidiana.

    Perante esta analogia, onde é que se encaixa a necessidade de haver o chefe de estado do Reino Unido tal como ele é? Orgulho nacional? Os americanos também se orgulham do seu presidente…

    No modelo em que o chefe de estado é executivo temos então que no caso de uma monarquia, por mais boa pessoa que seja o rei, não passa de um verdadeiro ditador, sem qualquer espécie de remoção que não seja por via hostil. E depois há a questão de sucessão, em que me parece que a incógnita de um sucessor genético é bem superior à incógnita associada a um dirigente que seja escolhido pelos seus pares.
    Um candidato a presidente pode esconder muito bem os seus verdadeiros intentos, mas está sempre sujeito a escrutínio (literalmente) antes e depois da sua eleição. O putativo sucessor do rei pode ser escrutinado mas nunca poderá ser preterido em relação a outro.
    Parece-me que aqui se inverte a lógica de JM.
    A probabilidade de escolha de um mau Rei está associada à sua própria pessoa. E só se verifica uma vez (a menos das tais opções hostis).
    A probabilidade de escolha de um mau Presidente está associada ao número de candidatos, e pode sempre ser corrigida num sufrágio posterior.
    Qual é então o benefício aqui?
    Ter a opção de errar e corrigir o problema? Ou não ter essa opção e aguardar pacientemente que a opção má se esgote naturalmente?

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