Lá estamos nós a “julgar a justiça” com base na manchete da primeira pagina de um jornal (ou ainda, pior, na história contada por alguém que ouviu uma notícia).
Para condenar aqui e agora já chega. Pormenores, detalhes, contraditório, etc, etc, etc,… são uma chatice e o tribunal que trate disso. A malta vai já arranjar outro caso e “fazer justiça” outra vez.
Aristófanes na comédia as caricaturiza os magistrados que corrompiam as instituições de Atenas.
as suas únicas preocupações eram os vencimentos e estatuto social
A palavra “magistrado” envolve várias consoantes semânticas. Por exemplo, o presidente da República é um magistrado e há mais.
Colocar notícias destas, aqui, sem mais e sem perceber como funciona a lei ( dura lex. sed lex, dizia-se dantes) e sem entender como é quem um tribunal decide uma coisa e o tribunal superior decide outra, á arriscar comentários azedos. Pelo menos da minha parte, porque entendo que isto é procurar deslegitimar uma instituição, sem mais, só porque parece.
Os jornalistas fartam-se de errar e condicionar por isso uma opinião pública. Os magistrados, hoje em dia, estão em baixo de todo, na tabela do prestígio profissional, só acima dos políticos ( et pour cause).
O que gostaria de saber mesmo é a motivação real desta hargne, deste afã em arranjar motivos de escárneo contra magistrados e instituições de tribunal.
Há aqui um resquício de Maio de 68 e da revolta contra as instituições. Um desejo incontido de sacar casos que demonstrem do ponto de vista do comentador que nunca comenta com conhecimento de causa, a idiotice ou imbelicidade do juiz que proferiu tal ou tal sentença.
Tomam sempre esses indivíduos como mentecaptos, mesmo sem entender as razões concretas das decisões.
No fundo é o síndrome Tânia Laranjo e que constitui um handicap e um sério impedimento para a profissão de jornalismo.
O que estas pessoas pretendem no fundo, é uma espécie de justiça popular pelas aparências do que é dado a conhecer. Mas este conhecimento é sempre fragmentado e de impressões.
Estas opiniões impressionistas têm, no entanto um fundo comum: um desconhecimento de realidades que podem justificaa as decisões e tornam compreensíveis as mesmas, sob essa perspectiva. Mas compreender isso e perceber o mecanismo é coisa que não interessa a jornalistas apressados.
Lá diz o ditado: cadelas apressadas parem cães cegos.
Para terminar: estas situações exploradas por certos jornalistas e comentadores conferem-lhes um ar de superioridade intelectual imbatível: dão a noção de que são mais espertos e inteligentes do que o pobre do juiz, mentecapto e imbecil que não sabe julgar.
No fundo, deve ser isso: passar por cima de uma suposta autoridade que não consegue sê-lo. O gozo é esse, pela certa.
Vc e a Tãnia Laranjo… é obra! 🙂 Mas enfim eu também tenho as minhas antipatias inerentes, incompatibilidades…a HM é uma delas pelos “textos de opinião” e pelos posts superficiais e aligeirados que produz(sempre sem uma conclusão concreta ou lógica- por mais distante que seja da minha linha de pensamento, só gostava que apesar de pensar diferente de pudesse respeitar essa opinião não obstante).
No caso aqui posto no outro dia (da alegada aliciação de menores), tenho um pensamento muito dogmatico.
Neste…desconheço o contexto e a envolvente pelo que não me pronuncio!
NO ENTANTO É POR DEMAIS VISIVEL A NECESSÁRIA REFORMA NA JUSTIÇA (EM LEIS NAQUELES QUE AS UTILIZAM NOS TRIBUNAIS) ESPECIALMENTE NO QUE CONCERNE A CRIMES DE CORRUPÇÃO ( QUE É IMPUNE E PRATICAMENTE SEM MEIO ABSOLUTO DE PROVAR EM TRIBUNAL)!!!
NO ENTANTO É POR DEMAIS VISIVEL A NECESSÁRIA REFORMA NA JUSTIÇA (NAS LEIS E NAQUELES QUE AS UTILIZAM NOS TRIBUNAIS) ESPECIALMENTE NO QUE CONCERNE A CRIMES DE CORRUPÇÃO ( QUE É IMPUNE E PRATICAMENTE SEM MEIO ABSOLUTO DE PROVAR EM TRIBUNAL)!!!
V. leu o i de hoje? Sobre o Isaltino e a condenação, há um recurso interposto pelo mesmo, no uso legítimo e pleno do seu direito que deve fazer valer. Mas…sabe o que lá se diz?
Os professores de direito, Germano Marques da Silva e Costa Andrade ( de Lisboa e Coimbra e ambos autores e inspiradores de reformas penais) têm lá pareceres. Sabe a dizer o quê, segundo o jornal? Que a decisão de condenação é errada entre outras coisas por os factos estarem prescritos, a prova recolhida na Suíça ser proibida ( esta é do Costa Andrade que é especialista nisto) e que patati patata.
Vale a pena ler, para ver onde está o mal da Justiça nesses casos. Exemplar.
Este puto menor de idade anda a ser tratado como vedeta e não passa de um ignorante.
O que ele escreveu é a continuação do debate que travou com o Rui Albuquerque no Portugal Contemporâneo e onde repetiu a mesma bacorada.
A bacorada dele é divinizar o sufrágio. O sufrágio popular para ele é a moral. É tudo. Por isso é que depois estrebucha por os reis não serem eleitos.
E ele escreveu, na altura, que os magistrados deviam ser democráticos e estarem o mais perto possível do povo.
O Rui atirou-lhe com a pergunta se ele sabia em que consistia o jus honorum (que também é a que rege um rei ou um Presidente da República).
Claro que ele não sabe e eu ainda lhe perguntei como é que o cumprimento da lei poderia ser moral se estivesse perto do povo e das perdizes que aproximam juízes de interesses.
Ele não sabe mas andou lá na formação para a cidadania e descobriu que o mundo perfeito era este- aquele onde o povão elegesse juízes para depois a lei ser a da máfia ou uma mera percentagem de votos e gostos.
Quanto à Tânia: estou-me nas tintas para a Tânia que conheço de vista, mas com quem nunca falei, mas já comentei em blogs, taco a taco, há uns anos, para lhe dizer o que disse aqui: que não sabe fazer jornalismo competente e sério. E que prejudica muitas pessoas com isso. Não os magistrados que ataca invariavelmente, mas as pessoas em geral que aceitam como verdades aquilo que ela escreve muitas vezes e que são geralmente meias-patranhas.
O liberalismo de cá é isto- estas cartilhas de papagaios que se julgam a viver em Pecos.
Quanto mais for a lei de um indivíduo mais progresso, porque, para eles, não existe colectivo e a moral ou a ética é o que cada um quiser.
Para darem um ar de consenso democrático- existem os votos e as eleições da populaça- A justiça sem venda até podia aprovar genocídios caso o resultado do voto dessa populaça achasse que era uma boa lei.
Mas estas inteligências gostam. Se calhar soa-lhes a nova utopia e vá de embarcar. Quanto mais abstrusas e revolucionárias forem as ideias, melhor para os que vivem de ideologias.
O problema é este. A populaça continua ignara. Está até mais ignara do que estava há umas boas décadas.
Mas inchou. Disseram-lhe que tudo é fácil de fazer, de perceber, sem necessitar de estudo. Basta a acção.
A acção para esta populaça é o voto. E o ressabiamento por existir gente que apenas responde perante a lei- de olhos vendados e que nem dominada pelo poder deve estar- é coisa que os irrita.
Eles gostam de imaginar um mundo perfeito como um capricho de Tiaguinhos menores de idade.
O que é preciso é o que a Helena Matos também faz- dar megafone a todos os tiaguinho menores de idade, desde que lhe pareça que eles papagueiam uma boa cartilha vermelha adoptada de fresco.
Caro José, a essência do meu pensamento (a que vem dar razão pela leitura do seu comentário) é essa mesma..
AS LEIS EM PORTUGAL DÃO IMPUNIDADE A CRIMES DE CORRUPÇÃO e tornam praticamente impossivel fazer prova provada em tribunal QUE OS ALEGADOS AUTORES DAS MESMAS OS TENHAM PRATICADO !!!
DIVIDAS AO ESTADO…TODOS A QUEIMAR…CORRUPÇÃO TODOS A BRONZEAR !!!
«O que estas pessoas pretendem no fundo, é uma espécie de justiça popular pelas aparências do que é dado a conhecer. Mas este conhecimento é sempre fragmentado e de impressões.»
Exactamente. Por isso é que estes liberais são popularuchos e todos revolucionários.
Porque isto é a justiça popular que podia ser à pedrada e aí lhe chamavam terceiro mundismo muçulmano mas, se soar à lei do Texas e à justiça de Pecos- na maior- é Novo Mundo, é Tocqueville- é liberalismo americano.
A grunhice da multidão varia de acordo com estas etiquetas da moda que vão desencantando.
E o mesmo acto pode ser barbárie se for feito no cu dos judas de turbante, mas se for regressionismo civilizacional “à americana- bem individualista- por democracia directa- é progresso civilizacional e exemplo a seguir.
Logo vou fazer uma espécie de anatomia deste caso da corrupção centralizada em Aveiro, conforme é noticiada pelos jornais de hoje. Merece o esforço porque é exemplar dos equívocos, incompreensões, manipulações involuntárias ( ou mesmo voluntárias), erros de análise jornalística, etc. Logo, assim que tiver tempo.
Há uma tentativa sistemática desde há uns anos em Portugal de tornar a justiça espectacular e um caso de consciência para todos. Depois de tantos filmes americanos com júris (qual é o filme americano . sociedade legalista que são – que não tem uma cena de tribunal?) não é de admirar.
Constituiu-se um juri ou um julgado popular imenso. Participamos todos (pas moi) na telenovela. Julgamos os réus, julgamos os juizes, julgamos as testemunhas, julgamos a Justiça.
Esta , a ceguinha, tirou a pála e olha para as câmaras. Deitou a balança para as ortigas e conta flashes-
A ideia de base é democrática. É aquela história do Soberano. O povo Soberano, o povo Rei. Se com um só Soberano já pode haver problemas, imagine
~se com milhões de soberanos.
Dar dentes a quem tem não tem nozes, dar nozes a quem não tem dentes. O poder de repente, por decreto, tão distribuído, dá milhões de poderes sem poder nenhum.
A Tina no outro dia resumiu bem esse estado de terror inquisitorial em potência: para ela , Paulo P. é culpado dos crimes com os menores porque a Catalina Pestana disse algo que a convenceu disso.
Ora não pode ser assim, de todo em todo. A culpabilidade de alguém não pode ficar à mercê de uma impressão do que parece mas pode bem não ser. O papel dos tribunais e dos magistrados e de toda a máquina judiciária é garantir que assim não seja e procurar a verdade para além disso e apesar disso.
Uma convicção pessoal ( e eu sobe o caso Paulo P. tenho uma convicção dubitativa, mas a pender para acreditar mais nos ofendidos do que nos arguidos, por defeito profissional, se calhar…)não pode basear uma condenação sem mais. Uma convicção dessas assim feita de certezas por propensão para acreditar mais nuns do que noutros, pode estar errada. E por isso mesmo não pode basear uma decisão de tribunal.
Mas há casos em que as provas indiciárias também náo podem nem devem ser descartadas por convicção contrária, e neste caso, de clubismo partidário. A verdade só tem um caminho que é o da justiça certa. Seja quem for que esteja na mira.
E no entanto, é nestes interstícios que se move toda a problemática da prova em tribunal: no que é ou não admissível e no que é ou não legalmente aceitável.
E é aí que se movem os interesses de pessoas entaladas e com medo de o vir a ser: dificultarem através da lei positiva o trabalho de investigadores, em nome de garantias de defesa, ainda por cima.
Quem comenta casos pelo que lhe parece, por convicção pessoal sem apoio no maior número de provas disponíveis está sujeito a erro.
E é isso que os jornalistas deste tipo não querem entender: devem procurar perceber tudo sobre um caso, principalmente quando está em jogoa reputação das pessoas mesmo suspeitas.
Ontem, o pobre do procurador Monteiro, foi apanhado pelas câmaras por causa do caso do dia. Que disse ele? Até tive pena. Nada podia dizer, porque sim e porque o mistériopúblico ( é assim que ele pronuncia) está a investigar e patata.
Porque se dará a esse espectáculo, um PGR? Não entende que assim colabora na imagem de degradação desta coisa toda?
Outro caso aflitivo, para a SIC é o da pequena Alexandra. Para eles, a família afectiva é que é. O pai, a mãe, a família respectiva, nada disso conta. Só conta se for negativo.
Já fizeram assim no caso Esmeralda e não aprenderam. Até a Dulce Roch, magistrada,a participa na farsa, activamente criticando a decisão judicial.
Ora estes repórteres não têm o direito de fazer isto assim. Pura e simplesmente não têm.
Mas fazem. Todos, os Carvalhos que escrevem livros, as Sousas, os outros todos. A Tv da SIC é isto.
AO menos a RTP foi ouvir o pai biológico. Mas a SIC não foi.
O mais engraçado é que assim toda a gente mimetiza tudo. E aqui a blogosfera é o local ideal para esta mascarada em sound byte.
Tanto se faz de juiz, como de jornalista.
A pequena diferença é que os juízes ainda têm de trabalhar sem ser como opinadores.
Porque os jornalistas agora já nem precisam de ir ao terreno e recolher informação- comentam o sound byte uns dos outros, bastando para tal uma qualquer conversa de talho.
Por causa desse caso Esmeralda, até aqui a Helena Matos me tomou por “magistrada” e disse que eu estava a usar informação que tinha na secretária.
ejheheje
Se até eu passo por magistrada, imagine-se como é que estes jornalistas se esforçam para entender o que quer que seja.
É meia bola e força e sempre de acordo com um “pano de fundo ideológico”.
Se a coisa soar a feminismo- apedreje-se o pai biológico porque afectivo é que é verdadeiro- foi tudo por “contacto à distància- como os ETs- não tem sangue contaminado nos sentimentos.
Se é coisa de justiça popular- apedreje-se o juiz que não dá voz aos euzinhos que fazem a lei à Pecos e à Tocqueville- aí o pano de fundo é a cartilha neoliberal.
Coloquemos o dedo na ferida e carreguemos um pouco ( só um pouco): sabem que formação intelectual e profissional têm estes jornalistas?
Sim, o que estudaram, o que leram o que aprenderam?
É esse um dos aspectos do problema. E depois agravado pela circunstância de lhes ser facultado um acesso noticioso a fenómenos sociais que na sua maior parte não entendem plenamente. O que é compreensível. O que já não é de todo compreensível é a arrogância da ignorância em pretender alvitrar opiniões sobre os mesmos, com falta de conhecimento objectivo.
“Ontem, o pobre do procurador Monteiro, foi apanhado pelas câmaras por causa do caso do dia. Que disse ele? Até tive pena. Nada podia dizer, porque sim e porque o mistériopúblico ( é assim que ele pronuncia) está a investigar e patata.”
Certeiro, não é só por ser da Beira (há tantos beirões na política) e ter aquele sotaque clerical, o pobre não tem dicção. Ele de certo modo personifica a Justiça, mas sai um Polichinelo que come as palavras e que gosta do vedetismo. Aulas de dicção, já. O Ramalho (Eanes) teve aulas de dicção, foi humilde, melhorou.
Agora já nem está a comentar uma notícia de jornal. Agora está a comentar um post que relata uma história que alguém ouviu num telejornal. Sem, mais uma vez, se conhecerem os factos relevantes para a aferição da justiça da decisão: a câmara tinha licenciado a construção? a demolição foi decretada com que fundamentos? Quais os danos para o arrendatário?
Isto para dizer que assim como nem toda a gente que morre em hospitais, morre por negligência médica de quem a tratou, nem toda a gente que perde acções em tribunais é uma vítima de uma injustiça ignóbil.
Ou apresentam o acórdão, caso em que é possível comentar a coisa ou mais uma vez isto é, até prova em contrário, é um linchamento do tribunal sem fundamento.
Caro José, não me enuncie a Tina que é formatada laranja, e com isto não estou a fazer pré-julgamento fácil…
Primeiro abesminhei e contestei, depois entendi a ingenuidade latente e simplicidade de raciocinio parcial, e finalmente regeitei e adjectivei como acefalismo (não tem um único momento de clarividência, é criticar e denegrir a esquerda, com socretinos e restantes e enaltecer os falsos méritos laranjas, o ensadecimento do nosso PR, sendo que no meio disto tudo se entende que houve uma lavagem cerebral topo de gama porque a Sra. já votou PS imagine-se e agora qual arqui-inimigo do Socrates virou à dta…case-studys de mudanças de direcção de 180º que eu nunca vou entender)
Cara Tina, cumprimentos, espero que esteja presente que não gosto de comentar nas costas de.
Ó Estanislau! Já me viu a publicitar a minha tasca, por aqui? Acha me preocupo com as audiências? Melhor: acha que isto dos blogs, tirando estas pequenas querelas tem alguma importância? Quantas pessoas é que acha que vêm aqui ler isto? Meia dúzia? Duas dúzias? 10 dúzias?
Não vale um chavelho, esse tipo de audiência, em termos de números e influência. Audiência tem o António José Teixeira, o Ricardo Costa, a Anabela Neves, a Clara de Sousa e os Carvalhos. Esses é que sim.
Portanto, não se procupe com a “pouca audiência” que por mim também não. Aliás nunca me viu a publicitar aqui o meu blog com intuito de levar as pessoas a consumir o que escrevo, só por isso. Referi há pouco que vou escrever sobre um certo assunto, mas nem disse onde. Nem me interessa.
V. assim até parece o ferreira que só sabe comentar o que escrevo e só diz baboseiras. Acha que vale a pena?
O tinto é ordinário, o branco avinagrado, quem vende é uma badalhoca, os torresmos têm 15 dias, os tremoços estão salgados, as alcagoitas murchas, o presunto seco, o flamengo cheio de gordura, as moscas parecem F… qualqeur coisa, o WC só é utilizada por gajos que mijam nos sapatos e das mulheres não existe, unisexo.
É neste ambiente que o José e a Zazie vivem
Pensam que vivem no paraíso
Uma casa é uma casa, certo, mas até o Zé Penedos está a ser arguido, como o Vara, mais bando deles, e só não socrático, como deitar fumo a embrulhar a coisa, que pois não dá nada.
Mas deu que em tempos, lembra-me sempre essa alma de deus, A. Guterres, que não era tolo e nem desonesto, parece, dizer uma vez, inesperadamente, zangado e assim como farto: “isto é um pântano, está um pântano, ó meus boys, noutra expressão dele.
Sempre tenho apreciado os seus comentários aqui no Blasfémias pela serenidade e clarividência que sempre põe nos seus comentários “envelopados” num português escorreito e económico em adjectivos.
Permita-me porém duas observações àcerca do que tem escrito sobre diferentes “casos” onde a Justiça se vê envolvida, ou é vista como envolvida.
Não posso deixar de concordar consigo quando aponta a Comunicação Social como amplificadora desses “casos” tantas vezes de uma forma artificial, ou artificiosa, sem a devida diligência que se imporia a um jornalista (sem aspas), assim contribuindo para uma depreciação da Justiça, e particularmente dos tribunais, por parte do cidadão comum. Pacheco Pereira tem sido, em particular e de há muito, um dos mais veementes críticos daqueles “jornalistas” que ganham a vida a redigir “notícias”.
Dito isto, a verdade é que a percepção predominante existente sobre o estado da Justiça por parte do cidadão comum, mas também do cidadão informado e de muitos “opinion makers”, é muito negativa. É que se tem havido muitos “casos” fabricados, também sabemos qual tem sido o destino de muitos CASOS.
A seguir ao problema económico, pelo menos para muitos, não há já muitas dúvidas que a JUSTIÇA é o problema nº 2. Mas é também verdade que Sócrates parece não ter a mesma opinião. Alberto Martins a seguir a Alberto Costa são escolhas que não deixam dúvidas quanto à (não) importância que atribui ao “estado a que a Justiça chegou”.
Lá estamos nós a “julgar a justiça” com base na manchete da primeira pagina de um jornal (ou ainda, pior, na história contada por alguém que ouviu uma notícia).
Para condenar aqui e agora já chega. Pormenores, detalhes, contraditório, etc, etc, etc,… são uma chatice e o tribunal que trate disso. A malta vai já arranjar outro caso e “fazer justiça” outra vez.
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Aristófanes na comédia as caricaturiza os magistrados que corrompiam as instituições de Atenas.
as suas únicas preocupações eram os vencimentos e estatuto social
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A palavra “magistrado” envolve várias consoantes semânticas. Por exemplo, o presidente da República é um magistrado e há mais.
Colocar notícias destas, aqui, sem mais e sem perceber como funciona a lei ( dura lex. sed lex, dizia-se dantes) e sem entender como é quem um tribunal decide uma coisa e o tribunal superior decide outra, á arriscar comentários azedos. Pelo menos da minha parte, porque entendo que isto é procurar deslegitimar uma instituição, sem mais, só porque parece.
Os jornalistas fartam-se de errar e condicionar por isso uma opinião pública. Os magistrados, hoje em dia, estão em baixo de todo, na tabela do prestígio profissional, só acima dos políticos ( et pour cause).
O que gostaria de saber mesmo é a motivação real desta hargne, deste afã em arranjar motivos de escárneo contra magistrados e instituições de tribunal.
Há aqui um resquício de Maio de 68 e da revolta contra as instituições. Um desejo incontido de sacar casos que demonstrem do ponto de vista do comentador que nunca comenta com conhecimento de causa, a idiotice ou imbelicidade do juiz que proferiu tal ou tal sentença.
Tomam sempre esses indivíduos como mentecaptos, mesmo sem entender as razões concretas das decisões.
No fundo é o síndrome Tânia Laranjo e que constitui um handicap e um sério impedimento para a profissão de jornalismo.
Não é verdade, Helena Matos?
É , claro que é.
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É no que dá (tantas vezes)a incompetência e a ignorância
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O que estas pessoas pretendem no fundo, é uma espécie de justiça popular pelas aparências do que é dado a conhecer. Mas este conhecimento é sempre fragmentado e de impressões.
Estas opiniões impressionistas têm, no entanto um fundo comum: um desconhecimento de realidades que podem justificaa as decisões e tornam compreensíveis as mesmas, sob essa perspectiva. Mas compreender isso e perceber o mecanismo é coisa que não interessa a jornalistas apressados.
Lá diz o ditado: cadelas apressadas parem cães cegos.
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O Benfica também já está presente nas redes sociais Twitter e Facebook. Quem quiser seguir toda a actualidade dos encarnados na Internet poderá fazê-lo nos sítios http://twitter.com/sl_benfica e http://www.facebook.com/sportlisboabenfica.
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Para terminar: estas situações exploradas por certos jornalistas e comentadores conferem-lhes um ar de superioridade intelectual imbatível: dão a noção de que são mais espertos e inteligentes do que o pobre do juiz, mentecapto e imbecil que não sabe julgar.
No fundo, deve ser isso: passar por cima de uma suposta autoridade que não consegue sê-lo. O gozo é esse, pela certa.
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José,
Vc e a Tãnia Laranjo… é obra! 🙂 Mas enfim eu também tenho as minhas antipatias inerentes, incompatibilidades…a HM é uma delas pelos “textos de opinião” e pelos posts superficiais e aligeirados que produz(sempre sem uma conclusão concreta ou lógica- por mais distante que seja da minha linha de pensamento, só gostava que apesar de pensar diferente de pudesse respeitar essa opinião não obstante).
No caso aqui posto no outro dia (da alegada aliciação de menores), tenho um pensamento muito dogmatico.
Neste…desconheço o contexto e a envolvente pelo que não me pronuncio!
NO ENTANTO É POR DEMAIS VISIVEL A NECESSÁRIA REFORMA NA JUSTIÇA (EM LEIS NAQUELES QUE AS UTILIZAM NOS TRIBUNAIS) ESPECIALMENTE NO QUE CONCERNE A CRIMES DE CORRUPÇÃO ( QUE É IMPUNE E PRATICAMENTE SEM MEIO ABSOLUTO DE PROVAR EM TRIBUNAL)!!!
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rectifico..
NO ENTANTO É POR DEMAIS VISIVEL A NECESSÁRIA REFORMA NA JUSTIÇA (NAS LEIS E NAQUELES QUE AS UTILIZAM NOS TRIBUNAIS) ESPECIALMENTE NO QUE CONCERNE A CRIMES DE CORRUPÇÃO ( QUE É IMPUNE E PRATICAMENTE SEM MEIO ABSOLUTO DE PROVAR EM TRIBUNAL)!!!
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Outside:
V. leu o i de hoje? Sobre o Isaltino e a condenação, há um recurso interposto pelo mesmo, no uso legítimo e pleno do seu direito que deve fazer valer. Mas…sabe o que lá se diz?
Os professores de direito, Germano Marques da Silva e Costa Andrade ( de Lisboa e Coimbra e ambos autores e inspiradores de reformas penais) têm lá pareceres. Sabe a dizer o quê, segundo o jornal? Que a decisão de condenação é errada entre outras coisas por os factos estarem prescritos, a prova recolhida na Suíça ser proibida ( esta é do Costa Andrade que é especialista nisto) e que patati patata.
Vale a pena ler, para ver onde está o mal da Justiça nesses casos. Exemplar.
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Este puto menor de idade anda a ser tratado como vedeta e não passa de um ignorante.
O que ele escreveu é a continuação do debate que travou com o Rui Albuquerque no Portugal Contemporâneo e onde repetiu a mesma bacorada.
A bacorada dele é divinizar o sufrágio. O sufrágio popular para ele é a moral. É tudo. Por isso é que depois estrebucha por os reis não serem eleitos.
E ele escreveu, na altura, que os magistrados deviam ser democráticos e estarem o mais perto possível do povo.
O Rui atirou-lhe com a pergunta se ele sabia em que consistia o jus honorum (que também é a que rege um rei ou um Presidente da República).
Claro que ele não sabe e eu ainda lhe perguntei como é que o cumprimento da lei poderia ser moral se estivesse perto do povo e das perdizes que aproximam juízes de interesses.
Ele não sabe mas andou lá na formação para a cidadania e descobriu que o mundo perfeito era este- aquele onde o povão elegesse juízes para depois a lei ser a da máfia ou uma mera percentagem de votos e gostos.
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Quanto à Tânia: estou-me nas tintas para a Tânia que conheço de vista, mas com quem nunca falei, mas já comentei em blogs, taco a taco, há uns anos, para lhe dizer o que disse aqui: que não sabe fazer jornalismo competente e sério. E que prejudica muitas pessoas com isso. Não os magistrados que ataca invariavelmente, mas as pessoas em geral que aceitam como verdades aquilo que ela escreve muitas vezes e que são geralmente meias-patranhas.
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O liberalismo de cá é isto- estas cartilhas de papagaios que se julgam a viver em Pecos.
Quanto mais for a lei de um indivíduo mais progresso, porque, para eles, não existe colectivo e a moral ou a ética é o que cada um quiser.
Para darem um ar de consenso democrático- existem os votos e as eleições da populaça- A justiça sem venda até podia aprovar genocídios caso o resultado do voto dessa populaça achasse que era uma boa lei.
Mas estas inteligências gostam. Se calhar soa-lhes a nova utopia e vá de embarcar. Quanto mais abstrusas e revolucionárias forem as ideias, melhor para os que vivem de ideologias.
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O problema é este. A populaça continua ignara. Está até mais ignara do que estava há umas boas décadas.
Mas inchou. Disseram-lhe que tudo é fácil de fazer, de perceber, sem necessitar de estudo. Basta a acção.
A acção para esta populaça é o voto. E o ressabiamento por existir gente que apenas responde perante a lei- de olhos vendados e que nem dominada pelo poder deve estar- é coisa que os irrita.
Eles gostam de imaginar um mundo perfeito como um capricho de Tiaguinhos menores de idade.
O que é preciso é o que a Helena Matos também faz- dar megafone a todos os tiaguinho menores de idade, desde que lhe pareça que eles papagueiam uma boa cartilha vermelha adoptada de fresco.
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#10
Caro José, a essência do meu pensamento (a que vem dar razão pela leitura do seu comentário) é essa mesma..
AS LEIS EM PORTUGAL DÃO IMPUNIDADE A CRIMES DE CORRUPÇÃO e tornam praticamente impossivel fazer prova provada em tribunal QUE OS ALEGADOS AUTORES DAS MESMAS OS TENHAM PRATICADO !!!
DIVIDAS AO ESTADO…TODOS A QUEIMAR…CORRUPÇÃO TODOS A BRONZEAR !!!
Abraço
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O José disse tudo nesta frase:
«O que estas pessoas pretendem no fundo, é uma espécie de justiça popular pelas aparências do que é dado a conhecer. Mas este conhecimento é sempre fragmentado e de impressões.»
Exactamente. Por isso é que estes liberais são popularuchos e todos revolucionários.
Porque isto é a justiça popular que podia ser à pedrada e aí lhe chamavam terceiro mundismo muçulmano mas, se soar à lei do Texas e à justiça de Pecos- na maior- é Novo Mundo, é Tocqueville- é liberalismo americano.
A grunhice da multidão varia de acordo com estas etiquetas da moda que vão desencantando.
E o mesmo acto pode ser barbárie se for feito no cu dos judas de turbante, mas se for regressionismo civilizacional “à americana- bem individualista- por democracia directa- é progresso civilizacional e exemplo a seguir.
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Logo vou fazer uma espécie de anatomia deste caso da corrupção centralizada em Aveiro, conforme é noticiada pelos jornais de hoje. Merece o esforço porque é exemplar dos equívocos, incompreensões, manipulações involuntárias ( ou mesmo voluntárias), erros de análise jornalística, etc. Logo, assim que tiver tempo.
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O José e a sua Partner
É obra
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Há uma tentativa sistemática desde há uns anos em Portugal de tornar a justiça espectacular e um caso de consciência para todos. Depois de tantos filmes americanos com júris (qual é o filme americano . sociedade legalista que são – que não tem uma cena de tribunal?) não é de admirar.
Constituiu-se um juri ou um julgado popular imenso. Participamos todos (pas moi) na telenovela. Julgamos os réus, julgamos os juizes, julgamos as testemunhas, julgamos a Justiça.
Esta , a ceguinha, tirou a pála e olha para as câmaras. Deitou a balança para as ortigas e conta flashes-
A ideia de base é democrática. É aquela história do Soberano. O povo Soberano, o povo Rei. Se com um só Soberano já pode haver problemas, imagine
~se com milhões de soberanos.
Dar dentes a quem tem não tem nozes, dar nozes a quem não tem dentes. O poder de repente, por decreto, tão distribuído, dá milhões de poderes sem poder nenhum.
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Ou seja a justiça tornou-se parte da cultura de massas, estas caracteriza-se pelo incipiente e pelo amorfo.
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A Tina no outro dia resumiu bem esse estado de terror inquisitorial em potência: para ela , Paulo P. é culpado dos crimes com os menores porque a Catalina Pestana disse algo que a convenceu disso.
Ora não pode ser assim, de todo em todo. A culpabilidade de alguém não pode ficar à mercê de uma impressão do que parece mas pode bem não ser. O papel dos tribunais e dos magistrados e de toda a máquina judiciária é garantir que assim não seja e procurar a verdade para além disso e apesar disso.
Uma convicção pessoal ( e eu sobe o caso Paulo P. tenho uma convicção dubitativa, mas a pender para acreditar mais nos ofendidos do que nos arguidos, por defeito profissional, se calhar…)não pode basear uma condenação sem mais. Uma convicção dessas assim feita de certezas por propensão para acreditar mais nuns do que noutros, pode estar errada. E por isso mesmo não pode basear uma decisão de tribunal.
Mas há casos em que as provas indiciárias também náo podem nem devem ser descartadas por convicção contrária, e neste caso, de clubismo partidário. A verdade só tem um caminho que é o da justiça certa. Seja quem for que esteja na mira.
E no entanto, é nestes interstícios que se move toda a problemática da prova em tribunal: no que é ou não admissível e no que é ou não legalmente aceitável.
E é aí que se movem os interesses de pessoas entaladas e com medo de o vir a ser: dificultarem através da lei positiva o trabalho de investigadores, em nome de garantias de defesa, ainda por cima.
Quem comenta casos pelo que lhe parece, por convicção pessoal sem apoio no maior número de provas disponíveis está sujeito a erro.
E é isso que os jornalistas deste tipo não querem entender: devem procurar perceber tudo sobre um caso, principalmente quando está em jogoa reputação das pessoas mesmo suspeitas.
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Julga-se para a televisão e para o sound.bite.
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Ontem, o pobre do procurador Monteiro, foi apanhado pelas câmaras por causa do caso do dia. Que disse ele? Até tive pena. Nada podia dizer, porque sim e porque o mistériopúblico ( é assim que ele pronuncia) está a investigar e patata.
Porque se dará a esse espectáculo, um PGR? Não entende que assim colabora na imagem de degradação desta coisa toda?
É um mistério público, sem dúvida.
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«Ou seja a justiça tornou-se parte da cultura de massas, estas caracteriza-se pelo incipiente e pelo amorfo.»
E é por isso que estes liberais de aviário até conseguem ser revolucionários e agradarem tanto – nestas coisas- à esquerdalhada.
É o eco do Maio de 68 como o José disse e quem quiser que enfie o carapuço.
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Outro caso aflitivo, para a SIC é o da pequena Alexandra. Para eles, a família afectiva é que é. O pai, a mãe, a família respectiva, nada disso conta. Só conta se for negativo.
Já fizeram assim no caso Esmeralda e não aprenderam. Até a Dulce Roch, magistrada,a participa na farsa, activamente criticando a decisão judicial.
Ora estes repórteres não têm o direito de fazer isto assim. Pura e simplesmente não têm.
Mas fazem. Todos, os Carvalhos que escrevem livros, as Sousas, os outros todos. A Tv da SIC é isto.
AO menos a RTP foi ouvir o pai biológico. Mas a SIC não foi.
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O mais engraçado é que assim toda a gente mimetiza tudo. E aqui a blogosfera é o local ideal para esta mascarada em sound byte.
Tanto se faz de juiz, como de jornalista.
A pequena diferença é que os juízes ainda têm de trabalhar sem ser como opinadores.
Porque os jornalistas agora já nem precisam de ir ao terreno e recolher informação- comentam o sound byte uns dos outros, bastando para tal uma qualquer conversa de talho.
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Por causa desse caso Esmeralda, até aqui a Helena Matos me tomou por “magistrada” e disse que eu estava a usar informação que tinha na secretária.
ejheheje
Se até eu passo por magistrada, imagine-se como é que estes jornalistas se esforçam para entender o que quer que seja.
É meia bola e força e sempre de acordo com um “pano de fundo ideológico”.
Se a coisa soar a feminismo- apedreje-se o pai biológico porque afectivo é que é verdadeiro- foi tudo por “contacto à distància- como os ETs- não tem sangue contaminado nos sentimentos.
Se é coisa de justiça popular- apedreje-se o juiz que não dá voz aos euzinhos que fazem a lei à Pecos e à Tocqueville- aí o pano de fundo é a cartilha neoliberal.
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Coloquemos o dedo na ferida e carreguemos um pouco ( só um pouco): sabem que formação intelectual e profissional têm estes jornalistas?
Sim, o que estudaram, o que leram o que aprenderam?
É esse um dos aspectos do problema. E depois agravado pela circunstância de lhes ser facultado um acesso noticioso a fenómenos sociais que na sua maior parte não entendem plenamente. O que é compreensível. O que já não é de todo compreensível é a arrogância da ignorância em pretender alvitrar opiniões sobre os mesmos, com falta de conhecimento objectivo.
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«o mistériopúblico»
ahahahahahhaha
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# 23
Diz José:
“Ontem, o pobre do procurador Monteiro, foi apanhado pelas câmaras por causa do caso do dia. Que disse ele? Até tive pena. Nada podia dizer, porque sim e porque o mistériopúblico ( é assim que ele pronuncia) está a investigar e patata.”
Certeiro, não é só por ser da Beira (há tantos beirões na política) e ter aquele sotaque clerical, o pobre não tem dicção. Ele de certo modo personifica a Justiça, mas sai um Polichinelo que come as palavras e que gosta do vedetismo. Aulas de dicção, já. O Ramalho (Eanes) teve aulas de dicção, foi humilde, melhorou.
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Cara Helena Matos,
Agora já nem está a comentar uma notícia de jornal. Agora está a comentar um post que relata uma história que alguém ouviu num telejornal. Sem, mais uma vez, se conhecerem os factos relevantes para a aferição da justiça da decisão: a câmara tinha licenciado a construção? a demolição foi decretada com que fundamentos? Quais os danos para o arrendatário?
Isto para dizer que assim como nem toda a gente que morre em hospitais, morre por negligência médica de quem a tratou, nem toda a gente que perde acções em tribunais é uma vítima de uma injustiça ignóbil.
Ou apresentam o acórdão, caso em que é possível comentar a coisa ou mais uma vez isto é, até prova em contrário, é um linchamento do tribunal sem fundamento.
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Caro José, não me enuncie a Tina que é formatada laranja, e com isto não estou a fazer pré-julgamento fácil…
Primeiro abesminhei e contestei, depois entendi a ingenuidade latente e simplicidade de raciocinio parcial, e finalmente regeitei e adjectivei como acefalismo (não tem um único momento de clarividência, é criticar e denegrir a esquerda, com socretinos e restantes e enaltecer os falsos méritos laranjas, o ensadecimento do nosso PR, sendo que no meio disto tudo se entende que houve uma lavagem cerebral topo de gama porque a Sra. já votou PS imagine-se e agora qual arqui-inimigo do Socrates virou à dta…case-studys de mudanças de direcção de 180º que eu nunca vou entender)
Cara Tina, cumprimentos, espero que esteja presente que não gosto de comentar nas costas de.
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Ai!!!!!!!
O José e a Zazie
Como têm pouca audiência agora viraram-se para aqui ??????
NÃO HÁ PACIÊNCIA
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ZAZIE
Vai desaguar à la Ribera de los Milagres del teu parcero, Jósé de La Puerta Larga, fueda-se, coño
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Ó Estanislau! Já me viu a publicitar a minha tasca, por aqui? Acha me preocupo com as audiências? Melhor: acha que isto dos blogs, tirando estas pequenas querelas tem alguma importância? Quantas pessoas é que acha que vêm aqui ler isto? Meia dúzia? Duas dúzias? 10 dúzias?
Não vale um chavelho, esse tipo de audiência, em termos de números e influência. Audiência tem o António José Teixeira, o Ricardo Costa, a Anabela Neves, a Clara de Sousa e os Carvalhos. Esses é que sim.
Portanto, não se procupe com a “pouca audiência” que por mim também não. Aliás nunca me viu a publicitar aqui o meu blog com intuito de levar as pessoas a consumir o que escrevo, só por isso. Referi há pouco que vou escrever sobre um certo assunto, mas nem disse onde. Nem me interessa.
V. assim até parece o ferreira que só sabe comentar o que escrevo e só diz baboseiras. Acha que vale a pena?
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Obrigado pelo link, Helena.
TMR
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Rosé da la Zazie
Puerta de la venta
O tinto é ordinário, o branco avinagrado, quem vende é uma badalhoca, os torresmos têm 15 dias, os tremoços estão salgados, as alcagoitas murchas, o presunto seco, o flamengo cheio de gordura, as moscas parecem F… qualqeur coisa, o WC só é utilizada por gajos que mijam nos sapatos e das mulheres não existe, unisexo.
É neste ambiente que o José e a Zazie vivem
Pensam que vivem no paraíso
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Isto não há fome que não dê em fartura
Zizie/Zozé
José/Jazie
Só falta o Vegie
Dassssssss
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Com Obama, e a sua política de “diálogo” (i.é, subserviência), os atentados terroristas- AQUELES EM QUE MORREM CIVIS INOCENTES) aumentaram.
Afeganistão;
Paquistão;
Iraque.
o Discurso no Cairo tb ajudou a descriminalizar a selvajaria islâmica.
Obama é co responsável moral pelos milhares de civis inocentes que morreram depois de ele mudar radicalmente a luta contra o terrorismo de W. Bush!
Que deixou uma situação em vias de controlo: hj, a situação é quase derrota!
Tb em Portugal e na Europa há os co responsáveis por estas carnificinas ( em ponto mini-micro, pq não valem nada):
MSOARES
ANA GOMES
PCP
MPORTAS e BE
enfim, os adeptos da barbárie, das carnificinas.
(ou será que há financiamentos eleitorais pelo terrorismo islâmico, como se suspeita???)
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#37:
ferreira, deixa lá o esterco do que escreves e adianta uma ideiazinha que seja. Só uma…
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QUARENTA MIL IDOSOS PASSAM FOME EM PORTUGAL
Esta miséria deveria merecer resposta adequada!
NÃO!
A esquerda DESPREZA os pobres, desfavorecidos, carenciados, escorraçados da sociedade.
Para disfarçar, berra que os defende.
Nas arcadas do Terreiro do paço há sem abrigos a DORMIR(???)
O qu fazem os todo poderosos do governo?
DESDÉM!
são NOJENTOS!
OS “media” colaboram nesta vergonha nacional esquerdista!
A RTP vai fazer mais um PRÓS E CONTRAS sobre a “derrota” de MFL!
E OS IDOSOS CHEIOS DE FOME?
NÃO TÊM DIREITO A PRÓS E CONTRAS???
A esquerda política e mediática no seu melhor:
ESCUMALHA DA SOCIEDADE!
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És realmente UMA MENTE DESPERTA, culpabilizares a “Esquerda” pelos 40000 idosos noticiados !!!
Sim pá, o Cavaco, o Durão, o Santana e o PauloPortas (que do coração se sente em casa no mercado do peixe!!!) em nada contribuiram para…
NÃO HÁ CORES MENTE DESPERTA, HÁ RESPONSABILIDADES CONJUNTAS !!!
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Uma casa é uma casa, certo, mas até o Zé Penedos está a ser arguido, como o Vara, mais bando deles, e só não socrático, como deitar fumo a embrulhar a coisa, que pois não dá nada.
Mas deu que em tempos, lembra-me sempre essa alma de deus, A. Guterres, que não era tolo e nem desonesto, parece, dizer uma vez, inesperadamente, zangado e assim como farto: “isto é um pântano, está um pântano, ó meus boys, noutra expressão dele.
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Se Cristo tivesse sido crucificado em Portugal ainda hoje procuravam os culpados e os judeus tinha-se safo…
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PARA QUANDO A INVESTIGAÇÃO DA PGR ÀS NEGOCIATAS DOS OLIVEIRINHAS COM RTP POR CAUSA DAS TRANSMISSÕES DE FUTEBOL?
QUE DEU A FORTUNA À CONTROLINVESTE?
QUE SERVE DE MOÇA DE RECADOS DO PS/XUXAS/SÓCRATES?
COM OS LACAIOS MARCELINO, BALDAIA,JN, ETC……?
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Caro José,
Sempre tenho apreciado os seus comentários aqui no Blasfémias pela serenidade e clarividência que sempre põe nos seus comentários “envelopados” num português escorreito e económico em adjectivos.
Permita-me porém duas observações àcerca do que tem escrito sobre diferentes “casos” onde a Justiça se vê envolvida, ou é vista como envolvida.
Não posso deixar de concordar consigo quando aponta a Comunicação Social como amplificadora desses “casos” tantas vezes de uma forma artificial, ou artificiosa, sem a devida diligência que se imporia a um jornalista (sem aspas), assim contribuindo para uma depreciação da Justiça, e particularmente dos tribunais, por parte do cidadão comum. Pacheco Pereira tem sido, em particular e de há muito, um dos mais veementes críticos daqueles “jornalistas” que ganham a vida a redigir “notícias”.
Dito isto, a verdade é que a percepção predominante existente sobre o estado da Justiça por parte do cidadão comum, mas também do cidadão informado e de muitos “opinion makers”, é muito negativa. É que se tem havido muitos “casos” fabricados, também sabemos qual tem sido o destino de muitos CASOS.
A seguir ao problema económico, pelo menos para muitos, não há já muitas dúvidas que a JUSTIÇA é o problema nº 2. Mas é também verdade que Sócrates parece não ter a mesma opinião. Alberto Martins a seguir a Alberto Costa são escolhas que não deixam dúvidas quanto à (não) importância que atribui ao “estado a que a Justiça chegou”.
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