“Leões do Muro” *
O 20.° aniversário da queda do Muro de Berlim celebrou três dos seus principais actores: Helmut Kohl, George Bush (pai) e Gorbachov. Apesar do contentamento exibido, nem todos possuem iguais motivos para tal.
Kohl ficará na história como o artífice da união da Alemanha.
Bush teve a sorte de ter herdado um adversário estrategicamente desbaratado por Ronald Reagan.
Gorbachov perdeu em toda a linha – a ‘perestroika’ que inventou foi uma tentativa patética de tentar salvar um regime iníquo e caduco. Não percebeu que o comunismo era incompatível com a vontade livre dos povos e que só sobreviveria pela força.
O que se está a celebrar é a circunstância feliz de a URSS de então ter um líder fraco. A tragédia de Gorbachov resulta de não ser por esta história que queria ser recordado.

Pormenor:
Kohl estava numa cadeira de rodas, Bush apoiado a uma bengala e Gorbachov sem apoio.
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Piscoiso,
Lá chegaremos se a vida durar para isso…
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Naquela mesa “faltam” ainda Margaret Thatcher e François Miterrand.
E, CAA, a “tragédia de Gorbatchov”? Tragédia ou grandeza?
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A longa noite Comunista, nunca houve uma sistema que teve tantos recursos humanos e onde se gastou tanta energia sem produzir nada de relevante. Grécia, Roma, uma cidade estado Italiana deram muito mais ao Mundo com muito menos.
Gorbatchov não percebeu que o Comunismo sem Comunismo era um paradoxo impossível. O Totalitarismo Comunista ou torna-se Democracia ou torna-se Autoritarismo.
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ainda bem que explicam, eu pensava que o mérito era do ronaldo e do gorby.
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“Deus não pode alterar o passado, mas os historiadores podem” – Samuel Butler.
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Gorbatchov de facto pretendia algo diferente do que sucedeu.
Mas tem o enorme mérito, do qual sempre lhe ficarei agradecido, de se ter conformado com o vento dos acontecimentos e não o ter pretendido impedir, nomeadamente pela força. Podendo fazê-lo, absteve-se e deixou a liberdade fluir.
Não é coisa pouca e é raríssimo na história alguém aceitar abdicar do poder em favor da liberdade dos outros. Thanks.
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o anjo gabriel do amorim.
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Eu iria escrever sobre as decisões (e foram muitas) ao tempo de MGorbatchov, algo idêntico ao que Mr. Gabriel Silva opinou.
Pelo que subscrevo.
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Valha-me São Gabriel.
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Gabriel,
«Mas tem o enorme mérito, do qual sempre lhe ficarei agradecido, de se ter conformado com o vento dos acontecimentos e não o ter pretendido impedir, nomeadamente pela força. Podendo fazê-lo, absteve-se e deixou a liberdade fluir.»
Exactamente – G. teve o enorme mérito de ter sido um líder fraco. Fez o que fez não por vontade mas porque não teve nervo para fazer diferente.
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Mr. CAA,
E, naquele tempo social, económico e político da ex-URSS, da Rússia e da ‘cena’ internacional, que “nervo para fazer diferente” necessitava e seria imperioso para MGorbatchov ?
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o amorim está a ficar parecido com a zaida, daqui a pouco a culpa é da farmaceútica.
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MJRB,
No Ocidente, acerca de G. (e de outras coisas mais) só se gosta de ouvir aquilo que se quer e não o que realmente se diz – vezes sem conta, G. afirmou que a perestroika foi idealizada como uma forma de salvar o regime comunista e de tentar manter a URSS unida como uma grande potência – falhou em tudo.
G. não queria a liberdade dos povos do Leste, não queria a união da Alemanha, não queria o desmembramento da URSS, não queria o fim do comunismo, não queria a retirada do seu país do papel de super-potência: G. queria precisamente o contrário!!!
Donde, estar muito agradecido a G. por não ter tido sucesso nos seus propósitos e por ter sido vencido pela história, é um acto cuja racionalidade intrínseca me escapa…
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chegou o pintor de cenas internacionais para ajudar o povo-9fora-nada a interpretar a queda do muro e o kohl de mão-dada com o ambrósio joão paulo. vai curar a bronquite asnática.
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aproveitem, que hoje o caa dá aulas de borla. não tarda o muro caiu com a fluídez do encosto do amorim.
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Mr. CAA, 14
Não foi isso que na época se percepcionou e se constatou.
MGorbatchov não só queria e conseguiu o fim do pensamento brejneviano, e um ‘outro’ PCUS (lembre-se da ‘perestroika’ mais ‘glasnost’), mas também contribuíu para o final da “Guerra Fria” (o que não foi pouco…), sem o qual provavelmente não teria sido possível a aproximação e recepção no Ocidente, a queda do Muro de Berlin.
E não fosse a erupção destrambelhada de Ieltsin…
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oh alminhas! e a santa madre igreja não tem nada a ver com isso?
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Carlos,
ele foi fraco e incapaz de fazer o que queria, felizmente, mas teve a firmeza suficiente para reconhecer a sua incapacidade de regeneração de um morto e deixar nascer de novo a liberdade.
Creio que esqueces as lutas que travou e o poder que usou para vencer aqueles que queriam impedir o desenrolar dos acontecimentos.
Ele não liderou, mas voluntariamente quis deixar a história acontecer, ainda que não fosse o resultado que pretendesse.
Não conheço, sinceramente, líder algum que tenha tido essa coragem, a de lutar por uma coisa não impedindo (mas tendo todo o poder para o fazer) de suceder o inverso.
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«G. não queria a liberdade dos povos do Leste, não queria a união da Alemanha, não queria o desmembramento da URSS, não queria o fim do comunismo, não queria a retirada do seu país do papel de super-potência: G. queria precisamente o contrário!!!»
Exacto. Mas tinha o poder e força para o fazer e renunciou ao seu uso.
«Donde, estar muito agradecido a G. por não ter tido sucesso nos seus propósitos e por ter sido vencido pela história, é um acto cuja racionalidade intrínseca me escapa…»
Não, precisamente, por ele ter aceite ter sido vencido pela história, aí reside a sua grandeza.
Conheces mais algum líder que tenha renunciado, voluntária e conscientemente a lutar, com todo o seu poder, para contrariar a história e que daí milhões tenham recuperado a liberdade? Não me lembro de mais nenhum.
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Adepto da “perestroika”, já o sabemos, não é.
Apologista em “derrubar muros e estender pontes” também não.
Tão previsível o CAA
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Este gajo, se não cortasse tantos comentários, ainda ia parar ao Guiness.
Assim, não vai lá.
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Engraçado como agora só o BE se diz contra a NATO, quer-se dizer eles são todos contra mas não têm patrão a que obedecer…
Nesse tempo só “criminosos” de direita e sujeitos a credenciação(mesmo assim as toupeiras eram muitas) é que combatiam pela “liberdade”.
Assisti a uma actuação do pacto de Varsóvia algures na cortina de ferro.Era o local onde iam os turistas com a garantia de aparecerem aqueles helis todos armados a meter medo…
Agora a luta é outra, porque os patrões mudaram.É mais africanização com “direitos” ou seja por nossa conta…
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CAA não percebe ou não quer perceber. Para ele Gorbatchov só teria sido Grande se tivesse comandado e dirido a construção de uma qualquer espécie de comunismo “com rosto humano”, assim uma espécie de China ocidentalizada.
Não percebe que a Grandeza de um homem se mede pela capacidade de arriscar a mudança e foi ele que a desencadeou. Isso é insofismável. Com essa mudança, por pequena que tivesse desejado que fosse, o certo é que foi ela que permitiu desencadear um processo que liquidou um metro linear (na estante lá de casa) de livros que demonstravam “cientificamente” o carácter basáltico do regime soviético. Honra seja feita a Hélène Carrère d’Encausse, única que se atreveu a prever o “impossível” descalabro.
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Não percebeu que o comunismo era incompatível com a vontade livre dos povos
CAA fala da «vontade livre dos povos» como um verdadeiro mestre da condição humana. Na Rússia ou em Espanha, nos confins do Congo ou no Mar das Antilhas, «os povos» jamais poderiam viver sob o comunismo. Quem no-lo garante é CAA que, está visto, os conhece a todos no mais recôndito da alma.
PS- Cumprirá entender porque, não tolerando os povos o comunismo, entendem como normal que a parte maior da riqueza que produzem seja usufruída por outra pessoa qualquer. Mas disso CAA também nos há-de falar em devido tempo…
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Falando a sério, acho que o autor do post está com Gripe A na mioleira.
Recomendo internamento urgente.
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“LEÕES AO MURO”
Há por aí um apelo
Paulo Bento diz que jogadores estão preparados para ambiente hostil
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Caro CAA,
Quanto ao verdadeiro Gorbachev, o homem é comunista até a medula. Ninguém subia a secretário geral do PCUS sem passar por uns bons “testes”, ainda mais depois das mudanças no KGB operadas após os anos 50.
Quanto à Glasnost e à Perestroyka, não foram o que pareciam. Os comunistas russos aprenderam muito desde os tempos da NEP e desenvolveram técnicas políticas muito sofisticadas ao longo de décadas.
O núcleo duro do serviço secreto nunca perdeu controlo da situação e hoje se dá ao luxo de não disfarçar o seu poder, representado em Putin. A estratégia foi notável e funcionou. Os EUA perderam a superioridade nuclear, a Europa está dependente do gás e do petróleo russo, suas nações estão submetidas a um estado controlado por gente que teme Moscovo, a Rússia desenvolveu armas sofisticadas com o acesso à tecnologia ocidental, a China possui a mais poderosa indústria pesada do planeta, os EUA se viram para o socialismo, a América Latina é controlada pelo Foro de São Paulo, a África está nas mãos de esquerdistas,…
Muitos podem achar que isso foi um acidente, mas o mais precioso agente russo que fugiu para o Ocidente previu tudo isso há muitas décadas atrás, ou melhor, conhecia o plano por dentro. Procure informações sobre Anatolyi Golitsyn e sobre o livro “New Lies for Old”. Garanto que o senhor não perderá o seu tempo.
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“Kohl ficará na história como o artífice da união da Alemanha”
foi mesmo artístico, a igreja alargou o universo do dízimo salarial, a cdu financiou-se e o kolh não resistiu aos escandalos financeiros. se houve alguém à boleia neste processo parece ter sido o kolh.
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Gorbatchov não conseguiu salvar o Comunismo como queria e por causa da sua incompetência -basta ler sobre o seu desastre económico- teve perto de voltar tudo ao passado quando deixou-se apanhar pelo golpe Comunista. Só Yeltsin que arriscou a vida com mais uns milhares de russos é que salvou a situação.
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