Lista negra
4 Novembro, 2009
A Lista de Devedores ao Fisco já lá tem mais de 22 mil nomes e já por lá passaram mais de 30 mil. Em breve estaremos lá todos, o que a tornará completamente inútil. Por enquanto, é uma excelente fonte de informação para quem quiser constituir listas negras de maus pagadores. Num país que tanto preza direitos, como o direito de acesso ao crédito ou o direito de igual tratamento por parte de empresas privadas, é curioso que uma lista pública de 22 mil maus pagadores não cause qualquer prurido.

“…já lá tem mais de 22 mil nomes e já por lá passaram mais de 30 mil…”
se está a diminuir, porque é que você acha que em breve estaremos todos lá? conversa para encher xóriços de um afagador de micoses.
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««se está a diminuir,»»
Não está a diminui. Está a aumentar.
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Estes anónimos têm o cérebro esvaziado de qualquer substância. Ou então fizeram o curso de português na Universidade Independente (a mesma do curso do Engº. Sócrates, caro anónimo).
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“Em breve estaremos lá todos…” – JM
Está a referir-se aos blasfemos ou aos investigadores em biotecnologia?
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Os piscoisos já lá estão?
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Hipocrisias.
Também deveria de haver uma lista das pessoas singulares ou colectivas a quem o estado deve e não paga.
Ou muito me engano, ou esta lista também estaria a aumentar.
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#2 – pode dizer-me quantos aumenta por dia. é só para fazer as contas e ver quando é que me calha.
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è o que eu digo há já muito tempo,
A vergonha de ser Portugues já é tanta, que se esgotou. Já não há vergonha.
E é bom que se continue a falar em Direitos, Liberdades, e principalmente, Garantias.
Com um Pais a saque, tudo é de prever.
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Caro Paulo Nunes,
Exactamente. O exercício de cidadania, em matéria fiscal, também exige, ou melhor, exige SOBRETUDO a publicação da lista das entidades públicas (incluindo, empresas públicas, hospitais EPE e similares)que devem dinheiro às entidades privadas.
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Gajos como eu que não trabalhão, bebem uns copos com os bacanos, fumão uns xarutos, dormem as manhas todas, não sabem esrcever, recebeim o rendimentuzinho minimo, tem direito a um magalhaes pa mandar uns bitaites e passeiao o seu turbinho não vão pá lista negra. Isso é pós que trabalhão.
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A publicação dessa lista tem efeitos contraproducedentes.
Estar naquela lista é igual ao litro pois tornou-se vulgar.
O Governo deveria era também publicar a lista dos politicos corruptos; dos funcionários absentistas; dos chulos do orçamento; dos pedófilos; dos administradores públicos ladrões,etc.
A bem da transparência…
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Em breve estaremos lá todos,
Fale por si, não estou e tenho a certeza de que nunca estarei.
Mas também não vou para o Brasil de férias em pacotes a pagar em trinta meses nem compro nada a prestações.
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#12 “Fale por si, não estou e tenho a certeza de que nunca estarei.”
A sua certeza deriva de um erro comum: a de que o Estado é uma entidade de bem. Dou-lhe 2 exemplos reais que assim não é:
1º Exemplo) Uma empresa sediada em Queluz recebeu à 3 anos uma notificação das Finanças para pagar à volta de 10.000 Euros devidos por IRC. Sendo um valor que não ia de encontro ao esperado, apresentaram uma ‘reclamação graciosa’. Ao apresentarem a reclamação, foi-lhe dito que primeiro tinham que pagar e depois, se tivessem razão, ser-lhes-ia devolvido o montante em excesso. A empresa pagou. A posterior análise da ‘reclamação graciosa’ por parte dos serviços das finanças acabou por dar razão à empresa poucos meses depois. Resultado? Ainda não foram ressarcidos do valor que pagaram em excesso. Mas não acabou aqui. Este ano aconteceu o mesmo. Desta vez foi à volta de 3.500 Euros. Mais uma reclamação e mais conselhos que é melhor pagarem que depois ser-lhes-à devolvido o dinheiro. Propuseram um encontro de contas que não foi aceite. Foi-lhes dito que se não pagarem, serão postos na ‘lista negra’. E isto apesar de o Estado (finanças) ainda não lhes ter devolvido os 10.000 de à 3 anos.
2º Exemplo) 1 senhora vendeu um terreno perto de Lisboa numa zona apetecível. Conforme o contrato de venda, recebeu 10% do valor em 2003 e o restante em 2004. Perguntou às finanças como declaravas as mais valias e foi-lhe dito que, ao abrigo do contrato de venda e dos comprovativos de pagamento, declara 10% em 2003 e o restante em 2004. E assim fez, pagando o respectivo imposto em 2003 e 2004, não ficando a dever nada. Simples.
Mas não.
As finanças entenderam em 2006 que afinal deveria ter declarado o valor integral em 2003 e exigem o pagamento respectivo da diferença. Isto apesar de o valor ter sido já todo pago em 2004. Mas as finanças entendem que primeiro tem que pagar o valor de 2003 (integral) e só depois irão avaliar a situação de 2004. Se detectarem então que há lugar a devolução de valores, assim o farão. Resultado? A senhora está na lista negra porque recusou-se a voltar a pagar o que já tinha pago anteriormente.
Assim meu caro sr Fado Alexandrino, eu gostaria muito de viver num país onde pudesse proferir afirmações como a sua com toda a certeza. Infelizmente, assim não acontece.
O que que questiono é, quantas das pessoas que estão nas listas estarão em situações idênticas às citadas acima?
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Paulo Nunes disse
Muiro obrigado, eu falo por mim.
Não tenho empresa nenhuma, não tenho terreno nenhum e sinceramente não espero vir a ter nem uma coisa nem a outra.
Já agora outro erro muito frequente é escreverem “há” do verbo haver mal.
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Cá por mim embora ainda não esteja na lista só queria que o governo publicasse a fotografia do preto a quem eu pago…
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A lista negra das finanças é uma falácia, pois pretende coagir pela vergonha de estar numa lista destas, pessoas que não têm um pingo de vergonha.
Aliás e como já foi dito por alguns, o Estado também já perdeu a vergonha, porque é outro caloteiro.
Cps
S.G.
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O estado é o maior chulo que temos e os representantes máximos deste são um bando de ladrões.Nem se dão ao trabalho de verificar que as pessoas têm razão, simplesmente obrigam-nas a pagar e depois que se lixem.
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Há dois Josés Rochas?? Bem o meu nome não está na lista. Acho muito vergonhoso não pagar os impostos. Custa-me muito pagar mas sem que só assim avançamos. Acho tremendamente porco, do pior, enquanto cidadão não pagar impostos. Se algum dia estiver lá o meu nome é porque foi uma distração ou um desastre pessoal enorme.
As pessoas não são obrigadas a pagar; as pessoas votaram e vivem num país com leis. Um exemplo, é uma chatice não poder estacionar o carro à frente do meu trabalho, mas se o fizesse estaria a bloquear outros. O estado obriga-me a estacionar longe?
Não saber diferenciar regras necessárias para conviver em sociedade com ditadura é sinónimo de psicopatia. Necessitamos de regras? Sim. Necessitamos de regras exageradas, não? Tudo o resto é manipulação de preguiçosos e gulosos que não olham que nos outros países há taxas semelhantes (excepto segurança social).
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